Love Me
11 O fim do sonho
Notas iniciais
-Porque eu te acho a garota mais bonita desse mundo. Porque eu adoro quando você ri e sua bochecha fica rosada, quando você mente e não consegue segurar o riso, quando você fica sem jeito em frente às câmeras. Porque você é chata, cabeça dura e é a primeira pessoa que me dá o número errado. Porque você é única.
Ela sorriu para mim.
-Bom, isso responde minha pergunta.
(...)
-Jus, eu tô com medo.
-Calma aí. Não vai acontecer nada.
-Claro que vai. Não devíamos estar aqui. Já é tarde.
Deixe-me explicar: Depois de lanchar, eu levei Gabriella a um bosque que eu conhecia há um bom tempo para entalharmos nossos nomes em uma árvore, assim como fazem nos filmes.
Abracei Gabriella com mais força.
-Não vai acontecer nada.
Ela colocou o celular mais perto da árvore, para iluminar. Aquela era a árvore mais bonita do bosque, estava localizada no centro e era a maior de todas, com suas folhas verdes e flores amarelas. Se aceita um conselho, nunca tente entalhar seu nome no tronco de uma árvore que tem cerca de cem anos de idade com um estilete. Coloquei mais força.
-Só escreve JB e GW.
-Jonas Brothers e Gabriella Wilde? Não, obrigado. Não quero dividir minha namorada com outros três garotos.
-Então escreve só Justin e Gabriella.
-Se eu conseguir...
Apoiei minhas duas mãos no estilete para terminar de fazer o J.
Meia hora depois, finalmente consegui escrever Justin e Gabriella dentro de um coração torto que mais parecia um triângulo.
-ALELUIA! – ela gritou – Vamos embora.
-Espera.
Joguei o estilete no chão, a abracei e roubei um beijo dela. Ela acariciou meu rosto e colocou a outra mão em meu peito. Beijei sua bochecha e fui descendo, beijando seu pescoço, seu ombro... Desci vagarosamente a mão que estava em sua cintura.
-Não, Justin – ela disse, me afastando.
-O que foi?
-Não vamos passar dos limites, ok, Bieber?
Mordi meu lábio inferior.
-Prometo que vou tentar me controlar – eu disse, rindo.
-Você me entende, não é? Não vai ficar zangado comigo nem nada do tipo, vai?
Abracei Gabriella mais uma vez, tranquilizando-a.
-Claro que não.
-Então... – ela olhou para os lados – Podemos ir embora agora? Esse vestido está me irritando.
Dei um selinho nela.
-Tudo bem.
(...)
Chegamos na casa de Gabriella. Saí do carro, abri a porta para ela e peguei em sua mão, ajudando-a a sair.
-Tchau – ela disse, sorrindo para mim.
-Tchau.
Ela apoiou seu peso no portão e sorriu. A puxei pela cintura e tasquei-lhe um beijo apaixonado.
-Sonhe comigo – sussurrei.
-Com certeza irei.
POV GABRIELLA
Esperei até o carro de Justin desaparecer na escuridão. Depois de tanto tempo lutando contra meus sentimentos e me fazendo de difícil quando na verdade queria pular no pescoço dele e roubar-lhe um beijo, eu e Justin finalmente estávamos namorando. Era demais para mim. Entrei no prédio saltitando e rindo do nada.
-Boa noite, Gerard – eu cumprimentei o porteiro.
-Boa noite, Gabriella. Você tem visitas?
Virei o rosto, com um sorriso na cara.
-Visitas? Que visitas?
Ele riu.
-Se eu dissesse, estragaria a surpresa.
Subi as escadas correndo, ansiosa. Quem iria me visitar uma hora dessas? A porta do meu apartamento estava escancarada e todas as luzes desligadas. Acendi a luz da sala ao entrar. Estava tudo em ordem, assim como eu tinha deixado antes de ir ao baile. Belo baile, pensei. Daniella provavelmente já estava dormindo. Tirei os saltos para não fazer barulho e caminhei até meu quarto na ponta dos pés, acendendo todas as luzes. Eu nunca me sentira confortável no escuro, sempre tinha a sensação de que algo sairia das sombras e me pegaria, mas naquela noite eu não tive a mesma sensação de sempre. Nada de calafrios ou pensamentos apavorantes, a imagem de Justin, lindo de morrer, era tudo o que eu tinha em mente.
Entrei no quarto e, antes que eu pudesse acender as luzes, algo me puxou, tampando minha boca.
-Feliz em me rever, Gabriella?
Aquela voz rouca e grossa já me era familiar. Tentei lembrar a quem aquela voz pertencia: Zac. Tentei balançar a cabeça negativamente, mas ele segurava aminha cabeça com tanta força que tornava impossível qualquer movimentação. Claro que Zac viria atrás de mim, sem Justin por perto para me defender, como não pensei nisso antes? O pânico tomou conta de mim. Cada parte de mim dizia que eu ia morrer. Aqui e agora.
-Cadê o Gay Bieber para te defender?
Eu também conhecia aquela voz. Leo, o lindo e irritante amigo e Zac. Eu nunca gostara dele, pois sempre soube que ele não prestava. Minhas suspeitas foram confirmadas no Natal passado, quando ele me beijara a força na casa dos pais de Zac.
-É melhor ele tomar muito cuidado. Você sabe com quem eu ando, não é? Sabe o que eu faço – Zac disse, afrouxando a mão que tapava a minha boca para que eu pudesse responder.
-Bad Meets Evil – eu disse o nome da gangue deles. Zac assentiu.
-Você vai largar o Bieber – disse Leo, rindo para mim.
-Não! – gritei.
Só de pensar em perder Justin eu já tinha vontade de morrer. Afinal, por quê Zac e Leo não me matavam logo, de uma vez por todas, paravam com aquela tortura?
-Você vai! – Zac disse, com os dentes trincados, cravando suas unhas em meu rosto. – Isso se quiser ver seu namoradinho vivo.
Gemi de dor. Não só por causa da unha de Zac que me machucava, mas por ter que deixar Justin.
-Você não pode fazer isso, Zac! Não faça isso! – implorei, chorando.
-Ele se meteu com a pessoa errada. Ninguém pega a minha garota e sai impune.
Ele me abraçou tão forte que chegou a machucar.
-Não sou sua garota – sibilei.
-Mas será – ele sussurrou em meu ouvido.
-Depois de largá-lo, você e Zac reatarão o namoro.
-Prefiro morrer! – gritei.
-Eu posso dar um jeito nisso – Leo retrucou.
-Ninguém vai matar Gabriella – Zac disse.
Ele me virou. Estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração ofegante roçar em minha pele.
-Você é bonita demais para morrer – ele disse, chegando mais perto ainda – Lembre-se, Gabriella, juízo. É a vida do seu namoradinho que está em jogo.
Ele segurou meu rosto pelo queixo e puxou para perto do dele. Encostou seus lábios carnudos nos meus, que continuavam cerrados. Zac deu um jeito de separar meus lábios e rodar minha cabeça de lá para cá, como se eu fosse uma marionete. Quando ele me soltou, eu tinha vontade de vomitar.
-Eu te amo, e é por você que estou fazendo isso – ele disse, beijando minha testa e me jogando no chão.
-Gabriella, você está aí? – Luke perguntou, entrando no quarto.
Zac virou a cabeça automaticamente.
-Ora, ora. Luke Foguete por aqui? – ele debochou de Luke.
Luke olhou para mim e depois para Zac. Pude ver a raiva surgir em seu rosto. Ele cerrou as mãos em punhos e caminhou na direção de Zac e Leo.
-Calma, Luke. Zac e Leo já estão de saída. Eles já disseram tudo o que queriam dizer – eu disse, tentando me controlar.
Zac jogou um beijo para mim e saiu do quarto. Leo fez o mesmo.
Levantei e me joguei nos braços de Luke, chorando freneticamente. Ele me abraçou e massageou meu cabelo delicadamente. A Gabriella forte e decidida que eu costumava ser deu lugar a uma Gabriella frágil e chorona que há muito tempo não se manifestava.
-O que esse otário falou para você, Gabi? – ele perguntou, preocupado.
-Eu odeio ele! Eu odeio ele! – foi tudo o que que consegui dizer, desabando.
Luke me segurou, impedindo minha queda. Continuei a chorar. Afinal, era tudo o que eu podia fazer.
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