Love Me

9 Quebrando Tudo


Notas iniciais
Dedico esse cap. à Larissa, que não tem uma conta no Nyah! Fanfiction mas é minha maior leitora ;D

Continuamos assim por um bom tempo. Beijamos, nos separamos, beijamos de novo... Até que Gabriella decidiu parar.

-Circulando, circulando! — Gabriella disse, expulsando a multidão que nos observava — Não há nada para ver aqui!

A abracei por trás e dei um beijo na sua bochecha. Ela virou e segurou minha mão.

-Sinceramente, nunca pensei que Justin Drew Bieber diria uma coisa dessas para mim. — ela disse, quando estávamos entrando no ginásio novamente.

-Acontece que Justin Drew Bieber está completamente apaixonado por você.

Fiquei na sua frente para olhar em seus olhos. Aliás, que belos olhos.

-Não sei porque algo me diz que isso não vai dar certo.

Peguei o rosto dela em minhas mãos e cheguei bem perto, me controlando para não beijá-la.

-Eu nunca irei te magoar, ok? Eu não suportaria te ver chorar.

Ela deu de ombros.

-Você nunca me verá chorar. Sou daquelas pessoas que carregam um sorriso no rosto mesmo quando está dando tudo errado.

-Enquanto eu estiver do seu lado, não deixarei nada dar errado.

Ela me deu um selinho.

-É o que eu espero, Justin. Não quero me ferrar outra vez.

Sorri para ela e a puxei para o campo de futebol americano que era do lado do ginásio. Eu tinha visto esse campo quando entrei na escola. Era um campo grande, sem iluminação nenhuma além da luz da Lua e das estrelas.

-Deita — eu disse.

-O quê? Enlouqueceu, Justin? Eu não vou...

-Não é o que você está pensando! — a interrompi, esclarecendo as coisas.

Deitei na grama verdinha para admirar o céu. Gabriella deitou e encostou a cabeça no meu peito.

-Você quer uma estrela? — perguntei.

Ela me olhou, confusa.

-Seria legal.

-Sabia que as pessoas compram estrelas? Já vi isso em um filme. Eu podia comprar uma estrela e dar seu nome à ela. Que tal?

-Agradeço, mas já tenho uma estrela e o nome dela é Justin Drew Bieber.

Sorri para ela e a beijei. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Gabriella era, mesmo, de fato, minha.

Ouvi um barulho de passos. Gabriella pareceu também ouvir, já que ela levantou em um pulo e ficou olhando para os lados. Levantei-me e fiquei ao lado dela. Puxei ela para junto de mim pela cintura.

Os passos pareciam estar cada vez mais próximos de nós. Senti Gabriella enfiar a cabeça no meu peito, se encolhendo toda. Olhei para os lados, mas com aquela escuridão eu não conseguia ver nada. Fechei os olhos. Se eu fosse morrer lá, naquele instante, morreria feliz.

-Essas crianças de hoje em dia não prestam mesmo. O que estão fazendo nessa escuridão, pirralhos?

O velho entrou em meu campo de visão, vestido em um macacão laranja. Gabriella suspirou, aliviada. Fiz o mesmo.

-Bartolomeu, sou eu, Gabriella — ela disse.

O velho chegou mais perto para analisá-la.

-O que está fazendo aqui, menina?

-Está uma noite tão linda...

-Tudo bem. Vou deixar passar só porque você é uma boa garota. Agora corram antes que alguém os veja.

Gabriella sorriu, deu um beijo na bochecha do velho rabugento (eca) e corremos de mãos dadas para dentro do ginásio, rindo. Paramos na porta, ofegantes.

-Então esse é seu namoradinho — alguém disse, atrás de mim.

Vi Gabriella fechar a cara.

-Ah, oi para você também, Zac — ela disse, nem um pouco contente.

-Sou Justin — eu disse, virando para ele.

-Ah, sim. Justin Bieber. Já ouvi falar de você — então ele virou para Gabriella novamente — Você não pode ver a cor do dinheiro, não é mesmo?

Gabriella o fuzilou com os olhos, como se pudesse matá-lo apenas com o olhar. Pensei que ela fosse pular no pescoço dele mas ela não fez nada.

-Como assim? — perguntei.

-Você é rico e Gabriella é pobre. Você é famoso e Gabriella é uma anônima. Você é burro e Gabriella é esperta. Ainda não percebeu qual o interesse dela em você, Baby Bieber? — então ele virou para todos e subiu em uma cadeira — Quero que todos saibam que Gabriella é a maior piriguete de todos os...

Sem pensar duas vezes, peguei a cadeira que estava ao meu lado e joguei nele, interrompendo seu discursinho de merda. Ele caiu no chão coma força do golpe. Cheguei mais perto dele e disse:

-Isso é para você aprender que nunca se deve falar assim com uma moça.

Ele, aproveitando-se da minha distração, pegou meu pé e me derrubou. Subiu em cima de mim e me socou. Senti o cheiro do sangue que saía do meu nariz. Vi Gabriella puxando o cabelo dele e mandando ele parar. Ele me socou de novo. Me debati, mas tudo o que consegui foi outro soco. Gabriella gritou e Zac a empurrou, derrubando-a. Ah, agora ele passou dos limites.

Puxei-o pela camisa e o joguei contra o chão. Agora eu estava por cima.

-Justin, para! — Gabriella gritou.

Soquei a cara dele com toda a minha força. E de novo. E de novo. E de novo. As garotas gritavam e os garotos corriam para nos separar. Minha mão já estava suja do sangue daquele verme. Alguém me puxou, me levantando. Dei um chute no meio das pernas de Zac. Ele gritou. Chutei-o até que Matthew, Logan e um outro garoto conseguiram me afastar dele.

-Me soltem! — gritei.

Eles me soltaram. Gabriella correu até mim, me abraçando.

-Justin, você está bem? — ela perguntou, segurando meu rosto com as mãos.

-Ele te machucou? — perguntei, ainda com os dentes trincados.

-Nã, não. Eu estou bem, Justin.

Olhei para a barra do vestido dela, que estava rasgada, mostrando alguns arranhões.

-Eu vou matar esse cretino! — exclamei, com os nervos a flor da pele.

-Justin, você não vai matar ninguém.

Ela rasgou ainda mais a barra e usou para limpar o sangue do meu rosto. Gabriella virou, arregalando os olhos, assim que viu uma mulher com uma expressão nada amigável caminhando até a multidão.

-Vamos nessa! — ela disse.

Saímos do colégio sem falar com ninguém e entramos no carro. Lamentei não ter ficado para olhar o estado de Zac. No carro, Gabriella continuou limpando o sangue que escorria do meu nariz. Afastei a mão dela com cuidado.

-Justin, isso tá sangrando! Deixa eu limpar isso! — ela gritou.

-Quem é aquela mulher? — perguntei.

-Deixe eu limpar e só então responderei.

Deixei que ela limpasse.

-Ela é a diretora da escola.

-Caramba! Você não vai se encrencrar por minha causa, vai?

Ela mordeu o lábio inferior.

-Provavelmente, irei — ela disse — Mas achei muito fofo da sua parte me proteger daquele jeito.

Coloquei a mão no queixo dela e levantei seu rosto, olhando em seus olhos.

-Eu não vou deixar ninguém falar assim com você.

Ela me beijou e, quando nos separamos, o rosto dela estava sujo de sangue. Rimos.

-Eu te amo — ela disse, me beijando de novo.

Notas finais
E AÍ???????? GOSTARAM??????