Notas iniciais
Aqui está! Capítulo super especial pra FernandaBastos que mal vê a hora do beijo! Agradeço os reviews, vocês são demais.

Cheguei em casa cantarolando, subi e escada, banhei e me joguei na cama. Dormi feito uma pedra. Quando acordei, peguei meu celular e ouvi o recado que Gabriella tinha deixado na secretária eletrônica.

-Jus, eu sei que você é um cara ocupado e tal, mas eu preciso muito de você. Me liga quando ouvir esse recado.

Wow! Ela tinha me chamado de Jus? E precisava muito de mim? Liguei imediatamente.

-Bieber! Tem compromisso para hoje à noite?

Eu não podia acredita no que tinha acabado de ouvir. Não, meus ouvidos não estavam enganados; Gabriella estava me convidando para sair. Sem pensar duas vezes, repondi:

-Se eu tiver algo marcado posso cancelar. Que horas te pego?

Ela riu.

-Espera, garoto! Estou te convidando para ser meu par no baile anual de outono da minha escola.

-Você quer dizer aquele baile que você disse que é uma tortura e que nem morta você iria? — perguntei, sem entender nada.

-Sim, é essa pocaria aí.

-Posso saber por quê tão repentina mudança de opinião?

-O Zac vai — ela disse.

Entendi tudo: ela iria me usar para fazer ciúmes ao ex-namorado, porque ela achava que eu seria o único garoto do mundo tão otário a ponto de concordar com isso.

-Você ainda gosta dele? — perguntei, indiscreto.

-Claro que não!

-Então por quê fazer ciuminho para ele?

-Ciúme? Ciúme? Você entendeu tudo errado, Justin. Eu quero mais é que ele exploda.

-Entendi tudo errado? Então me explique.

-Quando terminamos, Zac não me deixava em paz. Ele mandava e-mails, ligava, me procurava na escola... Eu já estava cheia disso então disse a ele que eu já estava em outra. Hoje de manhã recebi uma mensagem dele que dizia "estarei no baile da sua escola, até que enfim conhecerei o sortudo que te namora" — ela narrou a mensagem com uma voz grossa, imitando um homem.

-E eu serei o sortudo que te namora?

-Só por hoje.

-Acho que vou gostar disso.

Ela riu.

-Quando te pego? — perguntei novamente.

-Oito e meia.

-Ok. Então hoje, às oito e meia, te pegarei. Literalmente.

-Seja um bom garoto.

-Não posso garantir nada.

-Tchau, Justin.

-Tchau, Gabriella.

Ela desligou. Talvez ela estivesse certa, no final das contas. Talvez eu fosse o único garoto tão otário a ponto de concordar com isso, mas para Gabriella eu não conseguia dizer não.

Passei o dia todo pensando no tão esprado baile, em como seria ter Gabriella para mim, nem que fosse só por uma noite. Não há lugar mais romântico para fazer uma declaração de amor que um baile, certo? Luzes, música, casais... Tudo estava a meu favor. Seria como um casamento. Não, nós não trocaríamos alianças. Ou eu falaria lá, naquele momento, ou me calaria para sempre.

Vesti-me e passei horas em frente ao espelho, ensaiando palavra por palavra, formando diálogos na minha mente e rezando para que tudo desse certo.

Bati na porta da casa dela e foi Daniella quem abriu.

-Own, que fofinho! — ela disse, apertando minhas bochechas.

-Para com isso! — tirei a mão dela — Vão pensar que eu passei blush.

-Tenho um batom aqui, quer emprestado?

-Todas as mulheres da família Wilde são assim?

-Todas.

-Eu não arranjaria uma garota com uma família melhor para me casar. Você é tão engraçada. Já pensou em ser comediante? — ironizei.

-Calma aí, criança! Nem se beijaram e já quer casar? Que apressadinho.

-Tem razão. Ainda não nos beijamos, mas isso vai mudar hoje.

Ela riu, bagunçando meu cabelo. Nada demais, só duas horas de trabalho desperdiçadas.

-Gabriella, seu par chegou! — ela gritou.

-Espera aí!

-Tudo bem — eu disse.

-Entra aí, pirralho — Daniella disse.

Entrei e coloquei o buquê de rosas que eu levara para Gabriella na mesa, enquanto esperava.

Gabriella andou pelo corredor escuro. Eu ainda não conseguia vê-la mas minhas mãos já suavam e meu coração estava quase saindo pela boca. Eu esperava que ela estivesse linda, mas não tanto quanto estava. O seu cabelo, que eu sempre vira solto ou em rabo de cavalo, estava preso em um coque bagunçado e, como acontecia com tudo que ela vestia, seu vestido lhe caía perfeitamente.

-Uau! Você está linda! — foi tudo o que eu consegui dizer.

-Uau! Você está lindo! — ela disse, com um sorriso no rosto.

-Vamos, namorada?

-O buquê — Daniella sussurrou.

Peguei o buquê e lhe entreguei.

-São rosas? — ela perguntou.

-Sim.

-São lindas, obrigado.

-Não são tão bonitas quanto você mas foi o melhor que consegui fazer.

Ela balançou a cabeça.

-Daniella, pode guardar para mim? — Gabriella peguntou.

-Posso sim. No seu quarto?

Gabriella assentiu com a cabeça. Descemos as escadas juntos, eu a olhava, no mínimo, cem vezes por segundo.

-Que foi? — ela perguntou.

-Nada. Você está perfeita, já te disse isso?

-Acho que não.

-Então prepare-se para ouvir isso toda hora.

Saímos do prédio. Abri a porta do carro e segurei sua mão, ajudando a entrar. Entrei no carro e dirigi, seguindo as instruções que Gabriella me passava.

Em poucos minutos chegamos na escola, que estava toda enfeitada com flores e luzes. Como já era de costume, ela saiu do carro antes que eu pudesse abrir a porta. A puxei pela cintura e caminhamos pelo tapete vermelho juntos. Por onde passávamos as pessoas olhavam e comentavam. Eu já nem me importava mais, mas Gabriella parecia se sentir desconfortável com tanta atenção voltada à ela. A puxei para mais perto e afaguei seu ombro, tentando relaxá-la.

-Quanta menina bonita — sussurrei.

-Ela se afastou de mim.

-Ah, é?

-Calma. Você é a mais bonita de todas elas.

-Para com isso agora!

-Qual o problema? — perguntei, rindo.

-Eu fico sem jeito com tantos elogios.

Ri.

-Você merece todos esses e muito mais.

-Caramba, como você é meloso!

-Sou um romântico incorrigível. Aceita dançar comigo, donzela?

Ela riu.

-Ó, cavalheiro, não sei dançar.

-Mas que lástima! Resolveremos este problema agora mesmo.

Curvei-me e fiz uma menção. Gabriella olhou em volta, provavelmente constrangida. Nem liguei. Estendi minha mão para que ela segurasse e assim ela fez. Ergui nossas mãos e a puxei para mais perto ainda de mim. Ela colocou a outra mão no meu obro e eu coloquei a mão em sua cintura.

-E agora?

-Olhe meus pés e siga meus passos.

-Tudo bem.

Ela deixou que eu a conduzisse e em pouco tempo já tinha pego o ritmo.

-Me enganaste! Dissera que não sabe dançar, mas danças como uma bailarina profissional.

-Tá, Justin, pode parar de falar desse jeito.

-Falou, gata.

Gabriella posou a cabeça em meu ombro, fechou os olhos e continuou assim até o término da música.

-Ok, tá bom de tanta dança — ela disse.

Segurei a mão dela, rezando para que ela não percebesse o quão gelada minha mão estava e caminhamos juntos até a mesa onde estava o ponche. Primeiro enchi o copo de Gabriella e depois o meu.

Procuramos algum conhecido e só encontramos Alícia dançando feito louca na pista. Era uma cena engraçada, ela se remexia pra lá e pra cá com os olhos fechados e as mãos para cima, de vez em quando soltando um gritinho. Ri. Gabriella conhecia quase todos, mas, segundo ela, odiava 99,9% dos presentes.

Todos chegaram a falar conosco, mas Gabriella nem dava confiança e eles voltavam a dançar.

-Quero te dizer uma coisa — disse, tomando coragem.

-Diga, Bieber.

-Não aqui, na frente de todos.

Ela pegou a minha mão e me arrastou até o portão principal, completamente vazio. Tentei lembrar de tudo que decorara em casa. Droga, eu não lembrava de nada.

-Não sei por onde começar — disse.

-Do começo, ué. Vamos, está me deixando curiosa.

Ela balançou o pé, impaciente. Entrelacei meus dedos nos dela.

-Não é novidade para ninguém que eu gosto de você. Sempre fiz questão de demonstrar isso.

Ela fez que sim com a cabeça, me fitando com seus grandes olhos azuis. Continuei:

-Mas de uns tempos para cá isso passou dos limites, Gabriella. Eu penso em você cada segundo, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não posso, não consigo e nem quero te tirar da minha mente. Você foi a melhor coisa que já me aconteceu, desde que te conheci minha vida mudou completamente. Mudou para melhor e agora pode ser resumida em duas pequenas palavras: Gabriella Wilde. Eu... Eu te amo.

Ela ficou me fitando por um longo tempo, sem demonstrar nada. Suspirei, contente por finalmente ter dito tudo que sentia. Esperei uma resposta da parte dela. Nada.

-Quer saber? Esquece o que eu disse — falei, tropeçando nas palavras, angustiado por ela não ter respondido nada — Finja que nada aconteceu e amanhã seremos só amigos, como se...

-Cala a boca! — ela me interrompeu.

-O quê?

-Cala essa sua boca enorme e me beija logo.

Sorri para ela.

-Como quiser.

Puxei Gabriella para o mais próximo do meu corpo que consegui e a beijei. Nossos lábios se encaixavam perfeitamente, como se fossem feitos um para o outro. De fato, eles foram; e era um crime deixá-los separados. Ela pôs uma mão na minha nuca e acariciou meu rosto com a outra. A pressionei com amis força contra meu peito. Eu só queria segurar Gabriella e nunca, nunca mais a soltar. Sim, eu estava completamente apaixonado por ela.

Naquele momento, vi que eu seria capaz de tudo por aquela garota. Nada mais importava, só ela.

Depois de algum tempo nos separamos, ofegantes, e começamos a rir. A plateia que se formara atrás de nós sem que eu percebesse começou a nos aplaudir, gritando Justiella, Justiella! Gabriella riu, ante sque eu a puxasse e começasse tudo de novo.

Notas finais
E aí? Gostaram?