Love Me

3 Eu não te entendo, garoto.


Notas iniciais
UHUUUL! Finalmente um capítulo que saiu com mais de mil palavras! Espero que gostem! Escrevi correndo então, qualquer coisa, sorry!

-Mãe! — abri os braços.

Ela estava sentada no sofá com uma expressão carrancuda.

-Aonde você estava, mocinho?

-Onde eu estava?

Vasculhei minha mente procurando uma mentira. A verdade é que eu não sabia onde estava e demorei cerca de 3 horas para achar o caminho de volta para casa.

-Não precisa responder, já está em todos os sites de fofoca.

-Eu não sabia que a senhora curtia esse tipo de coisa, mãe.

-Não? Pois saiba. Passei a "curtir" depois que meu filho virou uma celebridade. O que aconteceu com seu queixo? Por quê chegou tão tarde? Quem é a loirinha?

-Calma, mãe! — fiz sinal para que ela parasse.

Sentei ao seu lado no sofá, olhei nos seus olhos e... Ri. Não pude evitar. Era tão novo para mim ver minha mãe daquele jeito que chegava a ser engraçado. Ela tentou continuar séria mas em poucos segundos já estava rindo comigo.

-Faz tanto tempo que eu não vejo meu bebê rindo desse jeito! — ela exclamou.

-Para com isso, senhora!

-A loirinha deve ter te feito um bem imenso. — ela riu, ao ver minhas bochechas corarem.

-Ao contrário, tudo que ela fez foi distribuir patadas.

-Ah, não vem com essa, Justin Drew Bieber. Você gosta dela, não gosta?

-Eu mal a conheço!

-Mas gosta dela.

-Tá bom, ela é legal. Estranha, mas legal.

-Eu sabia! Você está louco por ela. A ultima vez que vi seus olhos brilharem desse jeito foi quando você conheceu a... — ela parou de falar, como se tivesse acabado de lembrar que não deveria ter dito aquilo.

-... Selena. — completei — Gabriella é diferente de Selena em tudo. Ela não é simpática, educada, amável e nem carinhosa.

-E o que você viu nela então?

Pensei um pouco e cheguei a uma conclusão:

-Não sei. Amanhã, quando eu estiver descansado, descobrirei.

-Então vá dormir.

Levantei do sofá e caminhei em direção à escada.

-Espera! O que aconteceu com o seu queixo?

-Ah... Foi ela.

-Amanhã você me diz o que viu nessa destruidora de queixos, ok? E vê se coloca um band-aid nisso.

Subi os três primeiros degraus e virei.

-Ela é linda, mãe.

Ela riu.

-Agora entendi tudo.

Subi a escada, entrei no meu quarto e me joguei na cama. Peguei meu celular e abri a agenda. Procurei pelo nome dela. Gabriella, me diga porque você não sai da minha cabeça. Joguei o celular na cama e fui banhar.

Depois do banho, me joguei na cama de novo. Mal fechei os olhos e já estava dormindo.

Acordei com o Sol batendo no meu rosto. Olhei para a janela. Lá estava minha mãe sorrindo cruelmente para mim.

-Eu quero dormir mais — implorei.

-E eu quero ter 13 anos.

Levantei da cama e fui até ela. Lhe plantei um beijo na bochecha.

-Não queira, mãe, não queira.

Desci a escada e fui até a mesa. Peguei uma bandeija de cookies e um copo de leite e sentei no sofá. Liguei a televisão.

-Mãe, qual é o canal que passa aqueles programas de fofoca que a senhora curte? — gritei.

-No 64! — ela gritou.

Coloquei no canal que ela disse. Só precisei esperar alguns segundos e PUM! Uma notícia minha.

"Justin Bieber, o ídolo teen da música,foi visto ontem à noite andando pelas ruas de Atlanta com o queixo machucado conversando com uma garota. Fontes confiáveis revelaram que ela se chama Gabriella Wilde e tem 18 anos. Será ela o novo amor de Bieber?"

Gabriella! Subi a escada correndo, peguei meu celular e ligou para ela.

-O número que você ligou não existe — disse uma voz eletrônica.

* * *

Eu estava esperando isso o dia todo. Bati na porta.

-Quem é? — ela gritou.

-Justin.

Ela abriu a porta. Estava linda, como sempre, vestindo apenas uma camisa branca que ia até o joelho.

-Ah, Justin, você se parece tanto com um cantor! Justin Bieber, você conhece? — ironizou.

-Como você...

-Meu nome está em todos os sites de fofoca. Você sabe quantas garotas me abordaram hoje quando fui comprar pão? Eu tenho mais de 5 mil seguidores no twitter e as mensagens não param de chegar. Almas pessoas conseguiram até o número do meu telefone!

-Elas conseguiram e eu não.

Vi a expressão em seu rosto mudar de raiva para culpa. Ela olhou para o chão e depois, quando levantou a cabaeça, já estava furiosa de novo.

-Isso não torna você menos culpado.

-Mas torna você menos vítima — retruquei.

-Gabriella, seja educada com a nossa visita e o convide a entrar — disse alguma garota de dentro do apartamento.

-Não precisa, mana, ele já está de saída.

-Nós já estamos de saída — a corrigi.

-O quê?

-Temos uma mesa reservada para 19:30. Não podemos nos atrasar.

-Não está zangado comigo?

-Queria muito estar, mas não consigo.

Ela me fitou, sem dizer nada. Eu daria tudo para saber o que se passava na cabeça dela naquele momento. Ela era tão complicada, eu nunca sabia o que ela faria ou diria. Chegava a me incomodar.

-Eu não te entendo, garoto.

-E nem precisa entender. É só dizer se vai ou não.

-Eu não vou.

Meu coração quase pulaou, senti todo o sangue fugir do meu rosto, Nenhuma garota nunca tinha me dito nãoi antes. Como reagir?

-Não vai?

-Não com essa roupa.

Ela sorriu ao notar minha cara de alívio. Suspirei e fechei os olhos por alguns segundos. Quando os abri a porta já estava fechada.

Sentei no chão e algum tempo ela abriu a porta, meio sem jeito. Seu cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo, usava uma jaqueta preta com tachinhas pratas, uma camisa escura, uma calça jeans e uma ankle boot preta.

-Você está perfeita.

-Poupe-me de seus comentários mentirosos, Bieber.

Descemos as escadas e saímos do prédio.

-Meu carro está ali.

-Aquele é seu carro?

-É.

-Vou pegar um táxi e nos encontramos lá, falou?

A segurei pelo braço.

-Nada disso. Você vai comigo no meu carro e nem tente dizer o contrário.

Andamos até o carro em silêncio. Eu, rindo baixinho com a minha vitória. Ela, grunindo baixinho por causa da derrota. Abri a porta e ela sentou no banco do carona. Sentei no banco do motorista e dirigi em direção ao restaurante.