Love Me

17 Eu confio em você


Notas iniciais
Desculpa a demora, gatitas!
Vejo vcs nas Notas Finais.

(...)

–Que é?

Só Deus sabe o quanto fiquei feliz em ouvir a música feliz em ouvir a voz de Gabriella.

–Gaby? Aqui é o Justin que tá falando.

–Posso mudar de canal? — alguém perguntou.

–Quem está com você?

–Luke — ela disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

–Não é muito cedo para uma visita?

–Sim, é muito cedo, Justin. O que você quer?

–Eu só queria saber se está tudo bem entre nós, você saiu ontem sem nem se despedir.

Pude ouvir seu suspiro.

–Eu precisava pensar um pouco.

–E já pensou?

–Aham.

–Então me encontre no Grant Park, depois do almoço. Te amo, tchau.

Desliguei o telefone. Eu estava atrasado para a gravação do meu novo single, Your lips on my lips. Depois de passar um bom tempo afastado da mídia, sem fazer nenhuma apresentação ou performance, eu finalmente voltaria ao trabalho. Estava pronto para retomar minha carreira.

(...)

Scooter e Ryan estavam conversando sobre o refrão da música quando cheguei no estúdio.

–Yo bro! — gritei, pulando no sofá.

–E aí? — Scooter deu um tapa nas minhas costas.

–Hey man! — Ryan me cumprimentou.

–Tá pronto pra mandar ver?

–Scooter, meu amigo, eu nasci pronto.

Depois de muito conversar sobre as questões técnicas, finalmente começamos a gravar. Meu coração batia acelerado e eu não conseguia parar de rir nem por um segundo. Era como se eu não cantasse havia muito tempo e, por mais que as últimas semanas tivessem sido as mais felizes da minha vida, eu só me sentia completo quando começava a cantar. Era como se alguma chama apagada voltasse a arder dentro de mim, me fazendo vibrar e encaixando a última peça que faltava no meu quebra-cabeça, me fazendo completo novamente. Gabriella, minhas fãs e música: as três peças do meu quebra-cabeça da felicidade.

Me empolguei tanto que perdi a hora e quando dei por mim já estava atrasado para meu encontro com Gabriella.

–Falou, amanhã a gente continua! — disse, enfiando um sanduíche na bolsa e saindo do estúdio.

(...)

Gabriella estava lendo um livro, sentada no chão e com a cabeça apoiada em uma árvore. Caminhei de fininho em sua direçãoe a abracei por trás, derrubando-a na grama macia.

Ela me segurou pela camisa, me derrubou no chão e montou em cima de mim, rindo. Me deu um selinho e se jogou no chão, ao meu lado.

–Eu trouxe a bicicleta — ela apontou para a bicicleta preta com adesivos de caveira que me lembrava Bonnie.

–Então vamos pedalar?

–Só se for agora! — ela disse, levantando.

(...)

–... E o Scooter disse que quer conhecer minha musa inspiradora.

–Sério que você escreveu essa canção para mim?

–Não só essa. Eu já escrevi canções sobre escrever canções de amor para você.

Ela riu.

–Eu te amo.

–Eu também te amo.

Ela acelerou, passando de mim.

–Ei, espera! — gritei.

–Maria-mole! — ela gritou.

Pedalei mais rápido, buscando acompanhá-la. Ela olhou para mim e riu da minhha cara, feliz com sua vitória.

–Gaby, a árvore! — gritei.

Tarde demais. Ela virou e bem que tentou desviar da árvore, mas acabou esbarrando nela. Ela se jogou para o lado, tentando se livrar do choque com a árvore e rolou pelo chão.

Desci da bicicleta e corri até ela, ajudando-a a se levantar.

–Porcaria de árvore! — ela gritou, levando a mão até a testa, que estava cheia de sangue.

Rasguei um pedaço da minha camisa e amarrei em volta da cabeça dela, fazendo um nó atrás.

–Tá tudo bem?

–Estou parecendo o Rambo, não estou?

Ri. Realmente, a camisa vermelha amarrada daquele jeito lembrava a bandana do Rambo.

–Está.

–Tudo bem — ela deu de ombros — Eu gosto de Rambo.

Ri de novo.

–Você está a cara do Sylvester Stallone.

Ela riu, arrancou um pedaço de grama e jogou em mim.

–Às vezes não consigo acreditar.

–Que você parece o Sylvester?

–Isso mesmo! — ela ironizou — Não, seu bobo. Eu não consigo acreditar que isso é real.

Eu sentei e a puxei, derrubando-a no meu colo.

–Nesse exato momento milhões de pessoas estão suspirando por você e sou eu quem está do seu lado. Milhões de garotas sonham estar no meu lugar agora.

–Talvez não milhões, mas tenho certeza de que muitos garotos sonham em estar no meu lugar.

–Tenho certeza de que está mentindo.

–Posso listar alguns, se quiser.

–Eu não quero.

–Patrick, o cara que disse que você é gostosa — eu disse, mesmo contrariado.

–Ele é um idiota.

–Tyler, Marcus, Michael...

–Todos idiotas!

–... Zac.

–Zac nem pode mais sonhar!

–E Luke, é claro. E esses são apenas os que eu conheço.

–Luke? — ela riu — Luke é meu amigo!

–Fala sério! Ele morre de amores por você!

Luke era um cara legal e eu até poderia considerá-lo meu amigo se ele não tivesse um grande defeito: amar a mesma garota que eu.Eu não conseguia deixar de sentir ciúmes quando ele abraçava Gabriella. Se fosse Dean, tudo bem, porque Dean é gay e Gabriella não tem o que ele quer. Mas Luke era uma ameaça para mim.

–Não morre não! Nós somos amigos desde os cinco anos e...

–Qual foi a última vez que ele te negou algo?

Ela olhou para o chão.

–Bom, não lembro de nenhuma.

–Qual foi a última vez que você o chamou para sair e ele não foi correndo?

–Justin, você tem razão! Ó meu Deus! Sou irresistível! — ela gritou, rindo.

–Claro que é! — eu disse, beijando seu pescoço -Ninguém consegue resistir a você!

–Nem a você — ela disse, séria.

Parei com os carinhos e fiquei a olhando, sem entender mudança tão brusca.

–Seja sincero comigo: O que aconteceu ontem depois que eu fui embora?

–Eu levei Selena para um lugar mais reservado, nós conversamos e eu a levei para casa.

–Nada mais?

–Nada. O que aconteceu ontem depois que você foi embora?

–Luke ficou me fazendo companhia, assistimos TV e pegamos no sono.

–Nada mais? — imitei a voz dela. Gaby riu.

–Nada.

Ela agarrou meu pescoço e tascou um beijo.

–Eu confio em você — ela me lançou um sorriso.

–Eu confio em você.

Notas finais
Estou viajando, então vou demorar um pouco mais para postar os capítulos. Não vou sumir, prometo.
Jujuca, sua pefeita! Te amo, amiga, obrigada por ser essa amiga maravilhosa que você é!