Love Me

7 Blá blá blá


Notas iniciais
O capítulo seria maior, mas como meu computador excluiu ele muita coisa acabou se perdendo. Enfim, tá aí o que minha memória podre conseguiu salvar.

UM MÊS DEPOIS

O tempo passou. Gabriella e eu ficamos mais próximos, Bonnie acabou se mostrando uma pessoa legal, Alícia esqueceu sua obssessão por mim, Matthew conseguiu a foto, Dean acabou virando mesmo meu amigo (não o melhor) e Logan deu para a sua namorada a melhor festa de todas.

Puxei Gabriella pela cintura. O tempo havia passado mas meu amor por ela só havia aumentado. Espera aí, eu disse amor? Quis dizer interesse. Interesse. Ela beliscou meu braço para que eu a soltasse e assim fiz.

Eu, Gabriella, Alícia, Bonnie e Dean estávamos saindo da sala de cinema. Minhas fãs, assim que me viram, começaram a gritar, chorar e pedir autógrafos.

-Nem acredito que já fui assim um dia — Alícia sussurrou em meu ouvido.

-Você nem é lá essas coisas — Gabriella disse.

-Ah, muito obrigado pelo elogio — disse, andando até as fãs enlouquecidas.

-Disponha! — ela gritou, rindo.

Depois de tirar milhões de fotos e dar milhares de autógrafos, voltei para meus amigos.

-Para onde iremos agora? — Gabriella perguntou.

-Para onde a minha diva quiser — Dean respondeu, sorrindo para ela.

-Eu não sei vocês, mas eu vou para a minha casa tomar um banho com um desinfetante anti-Bieber — Bonnie disse.

É, algumas coisas nunca mudam.

-Fale o que quiser, eu sei que você me ama.

-Eca! — ela bufou e depois me deu língua.

Bonnie se despediu de todos (exceto eu, claro) e foi embora.

-Ela fala assim, mas lá no fundo gosta de você — Gabriella disse — Eu acho.

-E você? Lá no fundo, gosta de mim? — perguntei, piscando para ela e rindo.

-Claro que não! — ela respondeu, rindo — Quem te iludiu, garoto?

-A Alícia — dei de ombros.

Alícia me deu uma bisca.

-Bieber linguarudo, quem mandou revelar nossas conversas secretas?

-O Dean — dei de ombros.

-Jus, me tira dessa!

Conversamos, rimos e nos entupimos de fast food até tarde. Alícia e Dean foram embora juntos e, depois de muito implorar, finalmente consegui fazer com que Gabriella aceitasse minha carona de volta para casa.

Estávamos conversando e andando até a saída do shopping quando ela parou, olhando para seu celular com uma expressão um tanto confusa.

-O que houve? — perguntei, preocupado.

-Um sms. "Olhe para trás" — ela leu.

Nós dois viramos ao mesmo tempo. No começo, não entendi nem vi nada, mas Gabriella tapou a boca com a mão e começou a rir sem parar. Ela correu e abraçou o garoto moreno de olhos azuis que sorria para ela. Eu não sabia quem ele era, mas pelo modo que eles riam e que ele a rodopiava, poderia apostar que eram íntimos.

Só Deus sabe o quanto eu desejei ser aquele garoto. Não que eu quisesse trocar de vida com ele ou algo parecido. Eu queria ser ele naquele exato momento para abraçá-la do jeito que ele estava abraçando e rodopiá-la do jeito que ele estava rodopiando. Balancei minha cabeça para afastar pensamentos como este e fiquei parado, admirando a cena.

Quando pensei que eles não se largariam nunca mais, Gabriella colocou os pés no chão se desvencilhou dele. Finalmente.

-Justin! — Gabriella me chamou.

Andei até eles.

-Meu Deus, como você está diferente! Está mais alta, mais loira... E mais bonita que antes, se isso for mesmo possível. — ele disse.

Tudo bem chegar lá e abraçá-la mas cantá-la já era demais. Gabriella era a minha garota e eu não deixaria que nenhum cara falasse assim com ela. Justamente quando abri a boca para falar umas verdades Gabriella resolveu falar:

-E você continua o mesmo mentiroso de sempre — ela disse, rindo — Onde estava enfiado esse tempo todo, garoto?

-Eu estava morando em New York. Como está Daniella?

-Ótima! O que andou fazendo?

-Sou ator — ele disse, cheio de si.

Grande merda, pensei.

-Que legal! — ela exclamou.

Olhei para ela, perplexo. Gabriella nunca dera nenhum comentário positivo sobre meu trabalho, mesmo sendo eu um dos maiores e mais famosos cantores do mundo, aí um sujeito qualquer dizendo que é ator e ela se derrete toda. Caramba.

A cutuquei. Ela revirou os olhos.

-Luke, esse é Justin. Justin, esse é Luke, um velho amigo meu — ela nos apresentou.

-Justin Bieber — ele pronunciou meu nome. Eu tive vontade de quebrar os dentes dele — Você parece mais alto na televisão.

-Hum — eu disse, como quem diz "e quem se importa com a sua opinião?"

-Luke, o que te trouxe aqui? — Gabriella perguntou, tentando preencher o silêncio constrangedor.

-Saudades de você, claro — ele riu.

-Acredito — ela ironizou.

-Recebi um convite para atuar em uma peça aqui e aceitei. Passarei três meses aqui.

Me mate, pensei.

-Luke, você mudou muito. Quando você cortou o cabelo?

Quem quer saber?

-Ano passado. Não aguentava mais me ver no espelho com aquela cabeleira toda!

Ela riu. Ha ha, que engraçado, pensei.

-Fez bem. Chegou que dia aqui?

-Ontem mesmo. Atlanta mudou muito desde que eu saí. Resolvi passear no shopping novo e aqui estou eu! Foi o destino.

Como Gabriella conseguia aguentar aquele cara? Era simplesmente insuportável passar alguns minutos com ele. Cada vez que eu olhava aquele sorriso no rosto dele me dava vontade de o estrangular, porque eu sabia para quem era aquele sorriso. Gabriella.

-É o que parece — ela disse.

Blá blá blá. Eu já não aguentava mais aquilo.

-Então, Gabriella, nós temos que ir — interrompi a conversa deles, meio sem jeito.

Gabriella virou para mim, como se só agora tivesse lembrado que eu estava lá o tempo todo, olhando toda aquela bosta.

-Ah, claro — ela virou para Luke novamente — Foi bom te ver, Luke.

-Espera aí! — ele pediu, sacando o celular do bolso — O seu número.

Ela pegou o celular e gravou o número. O número certo, para variar.

-Pronto.

-Te ligo a qualquer momento.

-Atendo a qualquer momento. Menos de madrugada.

Ri, imaginando a cena. Seria ótimo. Saímos do shopping. Livres finalmente.

-Aposto que você deu o número certo para ele.

-Qual o problema?

-Você me deu o número errado na primeira vez que nos vimos.

Ela riu.

-Acho que você está esquecendo que não é a primeira vez que eu vejo Luke.

-Que seja.

-Alguém está com ciúme — ela cantarolou, rodando.

-Claro que não. Eu não gostei dele, só isso.

Ela olhou para mim, como quem diz "tá, vou fingir que acredito".

-Tá bom. Talvez um pouquinho.

-Talvez muito — ela disse.

-Talvez mais do que você imagina — deixei escapar.

Gabriella parou de rodar e rir e ficou um longo tempo me olhando. Mas esse olhar não tinha deboche nem descrença, tinha algo que eu não consegui identificar. Ela era tão linda que chegava a doer e, me olhando daquele jeito, parecia um anjo. Se ela continuasse me olhando assim eu perderia o controle de mim mesmo. E então, pela primeira vez, ela me beijou. Tá bom, não foi um beijo de verdade e foi na bochecha, mas quando se trata de Gabriella um beijo na bochecha é muita coisa. Muita coisa.