Love Love

10 É um segredo


Notas iniciais
Como falei, aqui tem mais um one-short desse casal tão lindo que amo de paixão. Fiz esse daqui agora de madrugada e espero que gostem, porque foi baseado em uma das musicas que mais gosto. O titulo é atradução do nome da musica, ela é cantada em espanhol e tem o nome de "es un secreto". Se passa nos tempos mediaveis e é aquela velha historia do servente e da princesa.
aproveitem ^^

É um segredo

O reino de Station Scare era pacifico, sua linhagem de reis e rainhas era única e amada por todos os habitantes do reino. Por serem leais ao povo e fazerem de tudo para manter tudo como deveria, todos iguais, sua fama cresceu para o exterior, e o reino crescera prospero. Mas isso também traziam olhares indesejáveis que encaravam tudo como apenas um monte de fortuna e fama, que os reinos apenas usufruíam dos melhores cuidados, cuidados que eles queriam para si.

O atual rei era bondoso e justo, viúvo e pai de uma bela garota que era a princesa de todo aquele belo reino. Quando nascera a pequena teve uma doença e lhe impedia de ver, sua mãe morrera pouco tempo depois, em uma doença pós-parto. A pequena cresceu se tornando a bela mulher que hoje era, em seus plenos dezessete anos era considerada a moça mais bela de todo o reino, com seus olhos azuis claros que nem ao menos enxergavam, seus cabelos dourados e lisos que chegavam até seus quadris em um véu dourado e belo, o corpo era esbelto, de uma maneira delicada e simplória e seu tamanho mediado, talvez baixo, lhe dava uma aparência mais delicada como se de uma garotinha se tratasse. Mas sua beleza não só trazia o amor das pessoas como a inveja e o desejo, muitos só viam seu poder enquanto outros só queriam seu corpo. Por esse motivo o rei criou uma guarda só para a pequena, para que assim ele não perdesse a única coisa que lhe restava.

Agora um campeonato era feito para que guerreiros de todo o reino mostrassem quem era o melhor. Isso acontecia todos os anos e já existia uma área especial perto do castelo apenas para esse evento. Para os vilarejos próximos essa época era uma data de fartura já que o lugar ficava cheio de cavaleiros que traziam seus dinheiros e o gastavam com comida, bebida e hospedagem. O rei e a princesa sempre iam nesse evento ver os feitos incríveis de cada cavaleiro. Claro que a pequena princesa tinha que ouvir os relatos do pai para saber o que acontecia.

A final começava e o rei e sua filha se encontravam em uma parte separada da arquibancada, aparentemente desprotegidos. Abaixo, em um circulo de área se encontrava os dois últimos lutadores, brandindo suas espadas de um lado para o outro em uma dança mortal que espalhava a área amarelada para todos os lados. Gritos da multidão eram ouvidos de longe animando os competidores a seguir, mas era mais que obvio a diferença de forças e que a disputa já estava ganha pelo cavaleiro que possuía uma armadura negra com detalhes vermelhos. Não se via seu rosto, apenas seus braços fortes e musculosos eram vistos pela multidão.

Poucos instantes a luta terminara e o tal cavaleiro de armadura negra saíra vencedor, sem nem ao menos parecer cansado, enquanto seu adversário estava exausto no chão, já sem sua espada e sem poder levantar por causa de um forte golpe na perna que deveria ter deslocado o osso de seu joelho. O cavaleiro caminhou calmamente até onde estava o rei e a princesa já pronto para ganhar seu premio de ganhador, como já tinha ganhado por cinco anos seguidos. Parara na frente dos dois e se ajoelhara respeitosamente a seus pés, inclinando a cabeça para baixo. E apesar da princesa não enxergar ela sorriu e se levantou pegando um bastão que tinha a seu lado e tocando cuidadosamente os dois ombros do rapaz a sua frente e então lhe entregando a bolsa de moedas de ouro e o bracelete de prata, indicando ser o campeão do ano.

O rapaz se levantou e novamente fez uma pequena reverencia colocando o bracelete em seu pulso. Um som então foi ouvido e em um piscar de olhos o cavaleiro estava na frente da princesa desviando com sua espada uma pequena adaga que ia na direção da cabeça da garota. Envolta dos dois então se posicionaram os guerreiros leais contratados para protegê-la, cada um mais forte que o outro, mas nenhum melhor do que estava perto dela. Ao lado da princesa o cavaleiro de armadura negra se encontrava relaxado colocando novamente a espada na bainha. Apesar de ter participado da competição era apenas por mero capricho, seu verdadeiro trabalho era cuidar da pequena sendo o melhor de todos os guerreiros que a protegiam, seu guarda pessoa que sempre estava a seu lado.

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Depois da confusão que aconteceu no torneio o assassino fora preso e a princesa e o rei e sua filha voltaram para o castelo junto com os guerreiros, mas o dia ainda não tinha terminado e a princesa ainda tinha um ultimo compromisso. Era algo pessoal dela, um único momento de privacidade e liberdade que ela poderia ter. Um passeio a cavalo pelas florestas do reino, mas para não ficar desprotegida seu cavaleiro pessoal, guarda costa pessoal, sempre a acompanhava.

— Tome conta dela. – disse o rei para o cavaleiro de armadura negra que apenas assentiu e ajudou a princesa a subir no cavalo e logo subiu em seu próprio. Os dois então desapareceram floresta a dentro cavalgando perto um do outro até chegarem em uma pequena clareira, onde um lago raso se encontrava com água cristalina e bela, pequenas flores o rodeavam de todas as cores e tamanho, o sol batia no lugar com esplendor e esmero e fora lá que pararam.

A princesa saltou de seu cavalo, com destreza e graça, caminhando lentamente até o lago, e apesar de não enxergar, estava tão acostumada em estar naquele local que sabia exatamente onde parar onde se abaixar e até onde poderia ir. Ela ficou na beirada do lago colocando uma mão dentro do lago cristalino. Sentiu então uma presença atrás de si e sem muita preocupação deixou seu cavaleiro sentar-se a seu lado, bem próximo de seu corpo com o braço apoiando no chão atrás de suas costas. O capacete dele estava do outro lado do corpo do garoto, deixando mostrar seu rosto jovem. Os cabelos negros estavam ligeiramente molhados de suor, a pele morena parecia bilhar com a luz do sol, os olhos estranhamente vermelhos encaravam o lugar logo a frente enquanto um pequeno sorriso escultural aparecia em seu rosto.

A garota não poderiam não ver nada, poderia ter sua visão toda escura, mas depois de tantas descrições conseguia imaginar perfeitamente o rosto do garoto. Inesperadamente ela levou as mãos delicadas e pequenas ao rosto dele o puxando para si em um beijo profundo e proibido. Era assim já fazia algum tempo, dois anos para ser mais exato. Os dois estavam juntos, mas isso era segredo. Era algo proibido porque ela era uma princesa, ela tinha poder, ela tinha beleza, ela tinha tudo e ele era um órfão, adotado pelo rei, um pobre coitado que não tinha onde cair morto se não fosse a generosidade do soberano. Eram diferentes, mas suas convivências juntos os fizeram a passar de uma simples amizade. Mas isso era um segredo.

— Parabéns pela vitoria. – falou a princesa sorrindo para seu cavaleiro enquanto o mesmo levava uma mão a seu rosto. Ele se encantava com os olhos azuis claros da garota e muitas vezes podia jurar que ela conseguia vê-lo. Sem resistir mais ele aproximou o rosto do pescoço da garota e o beijou com veracidade e apesar daquilo parecer apenas esquentar nunca passava de um namoro básico, porque ele sabia como envolvê-la até o fundo.

— Esse é o melhor premio que recebi. – falou ele sorrindo contra a pele da garota, mas diferente das outras vezes, ela não aproveitava ao máximo, um sorriso triste se pousava em eu rosto enquanto suas mãos rodeavam lentamente o garoto até abraçá-lo com tanta força que o garoto estranhou. O rosto dela se escondeu na dobra de seu pescoço parecendo prestes a chorar. – O que houve? Maria o que aconteceu?

— Meu aniversario de dezoito anos esta chegando Shadow. Logo terei que me casar para assumir meu lugar de direito. – com o coração destroçado abraçou com força a princesa em seus braços, levando sua mão para a nuca da garota, entrelaçando seus dedos nos longos cabelos loiros os embolando ligeiramente. – Meu pai... Ele provavelmente vai escolher um marido para mim, vai escolher um daqueles nobres esnobes que ele acredita que vai ser o melhor para mim. E eu não vou poder falar nada!

— Shhh... – murmurou para acalmá-la dando leves beijos no pescoço da garota para que se acalmasse, para que relaxasse. Era doloroso e naquele instante desejava com todas suas forças ter os status que essas pessoas tinha para poder ficar com aquela garota, para poder ficar com sua amada. – Daremos um jeito, não vou deixar que te separem de mim com tanta facilidade. Te amo Maria e ficarei com você... Mesmo que esse nosso amor seja um segredo.

— Também te amo... – as lágrimas escorreram dos olhos inutilizáveis dela e com todo o carinho que possuía em seu corpo de guerreiro, naquele coração frio e gélido a consolou. Com o único carinho que tinha em seu corpo, um carinho apenas dedicado aquela garota. A sua amada princesa. Por ela faria tudo, mesmo que tivesse que encarar a forca.

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O tempo se passou e o aniversario da garota chegou. Não demorou muito para que os pretendentes aparecessem e o rei já calculava sua escolha. Os dois amantes agora se encontravam no quarto da garota, na solidão em um consolo tenso e cheio de dor. Seus parceiros, amigos e cúmplices, os guerreiros da guarda especial da princesa vigiavam a porta, dois deles pelo menos, garantindo em dar o sinal quando alguém aparecesse. Para desgosto dos dois que estavam lá dentro o, agora, pretendente da garota caminhava na direção de seu quarto e com um movimento discreto o garoto de cabelos prateados longos que escapava de seu capacete bateu uma vez na porta dando o sinal de alerta.

Quando o homem nobre chegou na frente da porta a outra guerreira, de cabelos lilases dessa vez, abriu a porta deixando o homem entrar enquanto trocava olhares com seu parceiro do outro lado. Dentro do quarto o homem se encontrou com sua futura esposa sentada comodamente na cama, usando um de seus luxuosos vestidos azuis. Os olhos dela estavam perdidos em algum canto realmente parecendo ver alguma coisa. Seu guerreiro guarda costas de armadura negra se encontrava alguns passos de distancia da cama da garota, em uma posição ereta e respeitosa, bastante comum entre os guerreiros de elite.

— Poderia nos dar licença uns minutos guerreiro? – questionou o homem que tinha o corpo moreno, os cabelos negros meio acastanhados e os olhos castanhos. Sua pose era marca da nobreza e o olhar debochado e superior que lançava ao guerreiro era motivo de incomodo no lugar. A princesa percebia, apesar de não ver, a tensão que crescia no lugar e quando a voz grossa de seu parceiro ecoou no lugar em um tom desafiante se viu no meio de uma bomba prestes a explodir.

— Minha obrigação é defender a princesa. Minha função é ficar a seu lado seja lá a ocasião. – respondeu firme se mantendo no lugar. A princesa viu a hora de interferir antes que seu convidado indesejado falasse mais alguma coisa. Não garantiria que pudesse conter a fúria de seu guarda costas e alguma coisa saísse do controle.

— Me sinto mais segura com ele a meu lado. Não teria problema ele ficar enquanto conversamos. – comentou com voz suave fazendo seu parceiro se tranqüilizar um pouco, mas não muito. Seus olhos estavam atentos ao homem a frente e não confiava que ele aceitaria aquilo.

— Queria falar com vossa majestade a sós. É um assunto muito importante e delicado e não acho que seja bom um “empregado” – cuspiu a palavra, com tanto deboche e desagrado que a princesa até imaginou como ele tratava as pessoas que trabalhavam para ele. Seria com aquele homem que iria se casar? – Escutasse. Seria mais confiável que ficasse do lado de fora, afinal não a nenhuma ameaça.

Queria dizer que ele era a ameaça, mas isso seria ser contra suas ordens e pelo suspiro de sua princesa soube que era melhor obedecer. Caminhou calmamente até a porta e a abriu, mas no mesmo instante a fechou sem nem mesmo sair do quarto, aproveitando que o homem estava de costas para si. Escondeu-se nas sombras do quarto e ficou observando cada movimento que ele fazia, garantindo que ele ficasse em uma distancia segura de sua princesa.

— E o que quer conversar meu senhor? – perguntou a pequena princesa em um tom respeitoso e educado. O homem se aproximou dela e algo brilhante pareceu ser retirado da túnica que usava. O cavaleiro se preparou, analisando o objeto e percebendo que se tratava de um punhal, feito de prata que apenas membros da nobreza tinham posses para comprar algo desse porte.

— De um assunto muito importante minha cara princesa. – ele se aproximou lentamente da garota que não fazia nenhum movimento, mas o inquilino cavaleiro podia notar que estava nervosa e com medo. O homem ergueu a arma pronto para dar o golpe final bem no peito da garota. – Sua morte!

Mas antes que o punhal descesse na direção da garota uma mão firme segurou seu pulso e o manteve no lugar. Temeroso o nobre olhara para o lado e se encontrara com o cavaleiro de armadura negra que com um ágil movimento o nocauteou e abraçou a pequena princesa que estava tremendo de medo. Ela tinha ouvido o raspar do couro que a lamina do punhal tinha provado, tinha ouvido os passos do homem se aproximando e temera ainda mais quando ele dissera aquelas ultimas palavras.

E nos braços de seu amante chorou.

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Depois daquela tão fatal falha o rei se via mais exigente em sua escolha para o marido de sua filha. E em sua mente já tinha alguém em mente, mas precisava confirmar algo antes. Mandara chamar sua filha e seu cavaleiro e quando os dois apareceram na sala do trono pediu para que outros de seus guardas especiais ficassem de olho em sua filha enquanto conversava de maneira privada com o cavaleiro de armadura negra, que havia tirado seu capacete e caminhava agora lado a lado com o rei, apesar de si sentir desconfortável com o fato.

— Shadow, com quantos mesmo eu te resgatei das ruas? – perguntou de repente o rei, fazendo o cavaleiro estranhar um pouco, recuando algumas vezes antes de responder, ainda hesitante.

— Tinha cinco, majestade. O senhor me achou quase morto nas ruas e me trouxe para cá, Maria ainda era um bebê se não me engano. – respondeu respeitosamente e ainda de maneira cautelosa. O rei não podia saber de sua relação com a princesa, se não ele iria para a forca com certeza, porque nenhum plebeu podia encostar na filha do rei, ela era preciosa de mais para estar em mãos indignas. E ele mesmo se repreendia por ter tomado posse de algo que não deveria lhe pertencer.

— E o que aprendeu nesses anos de convivência no castelo? – perguntou novamente o rei. O cavaleiro ficava cada vez mais confuso, não entendendo porque todas aquelas perguntas tão repentinas.

— Aprendi a lutar, com todas as armas conhecidas. Aprendi a conhecer meu lugar e respeitar aqueles que merecem. Aprendi a ler e a escrever, geografia, geometria, matemática física e algumas outras coisas básicas. Também aprendi a administrar um castelo apesar dessa parte não ter entendido muito bem porque tive que aprender. – respondeu novamente. Era considerado o prodígio do castelo, apesar de muitos também o considerarem queridinho do rei.

— E tem servido muito bem o castelo. Desde pequeno mostrara ter muito talento. Mas me diga, faz quanto tempo que esta com minha filha? – essa pergunta fez o garoto parar de andar e o rei dar a volta para ficar frente a frente com ele. O olhar sério do rei mostrava que não estava brincando em nada.

— Como? – questionou tentando ter certeza que ele se referia do que estava pensando. Seu segredo tinha vazado? Aquele tão amado segredo?

— Deixa eu reformular a pergunta. Faz quanto tempo que você e minha filha estão tendo uma relação amorosa? – o sangue do garoto deixou o rosto e sua pele morena ficou estranhamente pálida. O medo de morrer lhe bateu a frente e não era por si, não se fosse por isso ele mesmo se matava, mas sim por deixar Maria, por deixar sua preciosa princesa.

— Faz dois anos senhor. – respondeu sincero. Só pioraria as coisas mentir. Se o rei já sabia o que adiantava tentar negar? – Depois que tive que dormir no mesmo quarto que ela para protegê-la dos assassinos contratados do reino vizinho. Mas te juro que não passamos do limite.

- Sim, claro. Mas isso que sente por minha filha, vem desde quando? – esse interrogatório não iria ter fim? A quem vinha tudo aquilo?

— Acho que desde de que a vi, mas só descobri quando tinha dez e a protegi pela primeira vez. Tentei negar tudo, mas não consegui me controlar. – parecia neutro, sem quaisquer emoção no rosto, mas por dentro já via seu destino longe de sua amada.

— E a ama de verdade? – questionou o rei e essa, de todas as outras, fora a pergunta mais fácil e tranqüila que o rei tinha feito.

— Mais do que amo minha vida e meu trabalho. Ela é tudo para mim, faria tudo por ela. – respondeu firme, sincero, completamente seguro que era aquilo que sentia. O rei fez um gesto com a cabeça para que voltassem a andar, e como um bom servo assim o fez.

- Sabe, quando Maria completou seus dezoito anos me preocupei com que homem iria colocar do lado dela. Não poderia ser qualquer um, Maria é muito preciosa para mim para ser um qualquer que a cuidasse. – o guerreiro não sabia mais nada do que estava acontecendo. Pensara que seria preso, levado a forca e morto por ter tocado na princesa, mas lá estavam eles, tendo novamente uma conversa calma e pacifica. – Olhei todos os nobres de meu reino procurando aquele que seria capaz de proteger minha filha, de cuidá-la como sua vida, e a tratar com carinho e liberdade mesmo com o problema que ela tem na visão. E até agora só encontrei um homem que respeitasse essas qualidades, mas tem problemas a enfrentar se quero que ele fique com minha filha.

— Que tipo de problemas meu senhor? – questionou pensando que estava incluído nesses cálculos do rei, que era um desses problemas.

— As criticas que surgiriam, o falatório... São vários problemas! Tudo porque ele não tem o status que um nobre tem, nem mesmo uma pessoa de classe media, apesar de viver em boas condições. – o rei lhe lançou uma mirada enigmática e mesmo que a pergunta pudesse lhe ferir respirou fundo e ousou fazê-la.

— E quem é esse homem meu senhor? – o rei lhe encarou atentamente, os olhos brilhando de uma maneira tão enigmática que nem ele conseguia decifrar.

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A princesa se encontrava preocupada com seu cavaleiro, preocupada com o que seu pai estaria a falar com ele. Quando finalmente voltaram e seu guarda costas a puxou para um lugar distante no castelo, parecendo estar bastante tenso, percebeu que talvez a conversa não teria sido boa. Ele a levou até o topo de uma das torres e ambos ficaram em silencio por alguns instantes, debruçados sobre os parapeitos das varandas que tinha por lá.

— Maria... – ele a chamou e virou o rosto para a direção que supostamente ele estaria, esperando que continuasse a falar. – Seu pai descobriu nosso segredo. Ele sabe que estamos juntos e foi isso que ele me perguntou em nossas conversa.

— E o que você respondeu? – questionou preocupada, segurando-lhe a mão com carinho enquanto ele retribuía o aperto.

— Contei-lhe a verdade, falei que estamos juntos já há dois anos. Mentir não valeria de nada naquela hora. – respondeu ele dando de ombros, apesar de saber que a garota não poderia ver. Respirou fundo e antes que ela pudesse dizer alguma coisa continuou. – Ele então perguntou se eu te amava e eu respondi o que tenho mais que certeza, que você era tudo para mim. – o coração da garota disparou pelas palavras do garoto, mas ao mesmo tempo tremeu, temendo perdê-lo. – Ele começou a falar então sobre o homem que seria seu marido, que ele procurava alguém que lhe pudesse cuidar com carinho e amor. Ele disse que quem ele escolheu era perfeito, o único que tinha passado no teste que ele fez, mas que teria vários problemas se ele o escolhesse.

— E quem é? – perguntou temerosa, sabendo o que havia acontecido da ultima vez. A mão do garoto parou em seu rosto e os lábios dele logo roçaram o seus, apenas um leve toque e se separaram.

— Eu, Maria. Ele escolheu a mim como seu marido. – ainda estava em choque, ainda estava atordoado pelo o que o rei lhe dissera e não conseguia acreditar no que estava acontecendo. A princesa lhe abraçou com alegria, feliz pela noticia e ao mesmo tempo abismada. Não poderia pedir mais nada e depois de tudo o amor deles que um dia foi um segredo agora era uma verdade livre.

Notas finais
Ta tarde, quero ir dormir e só fiquei até esse horario para postar isso. Beijos, mandem Reviews e bye! Fiquem de olho em Guerra das Sombras e A vida de um arqueiro porque os capituros estão quase prontos. BYE