Love Hurts!

3 Time to think about the future (II)


Notas iniciais
Hi flores! Hora de att!! Preparem seus cores (e suas mãos também porque com certeza vão quere bater muito no Connor ao final do capitulo....Ou em mim! kkkkkk), mais emoções a caminho. Só para lembra-las: Connor não mudou do capitulo passado para este. Nada. Nadinha. Resistam a tentação de querer esgana-lo tendo em mente que voltara a ser nosso amado cirurgião dentro de pouco tempo....Bom, nem tão pouco assim! Como sou boazinha vou lhes dar uma pista: fiquem atentas a forma como ele (em especial) trata a Sarah (e ela o trata tbm, of course!). Este será um forte de indicio do começa da mudança na relação dos dois! Mas chega de enrolar que ainda tenho que finalizar cap. de Hidden. Gratas (eu e minha cumplice nessa empreitada) por todas as rewiews passadas....More rewiews, please....Boa leitura...Xero, Bjinhos flores. P.S: Para quem acompanha Perfect,em breve, muito breve, a historia sairá do Hiatus! P.S 2: Josi flor, mais uma vez grata por sua força e dicas!

“Meu caminho é cada manhã, não procure saber onde estou;

Meu destino não é de ninguém, eu não deixo os meus passos no chão;

Se você não me entende, não vê, se não me vê não entende;

Não procure saber onde estou se o meu jeito te surpreende;

Se o meu corpo virasse sol, minha mente virasse sol;

Mas só chove, chove, chove, chove...”

Primeiros Erros

Kiko Zambianchi

Apartamento Sarah (sábado, 31/12 — 10:30 a.m)

Narrador

—PODEM ENTRAR, A PORTA ESTÁ ABERTA! – Sarah grita de dentro do banheiro no corredor sentada sobre o vaso sanitário fechado, aproveitando a pausa para prender o cabelo de forma mais firme.

—O que diabos pensa estar fazendo? – escuta a advertência proferida por Jay fazendo-a erguer o rosto para o detetive parado a porta com os braços cruzados, a expressão deixando claro que não aprovava o que via.

—Uma coisa que devia experimentar fazer naquele “ninho” que chama de apartamento! – responde sarcástica sustentando seu olhar – Faxina!

—Perdeu o juízo por acaso? – pergunta ele, não esperando resposta – Evidente que perdeu e não é de hoje! – alfineta fazendo-a suspirar.

Desde que lhe contara sobre a gravidez estava mal-humorado com ela e o fato de recusar-se revelar a identidade do pai só piorava as coisas.

—Jay Halstead, se veio até aqui para ficar enchendo o saco, pode dar meia volta e sair por onde entrou! – Kim ralha a seu lado, estapeando-o, fazendo uma careta ao olhar para dentro do cômodo – Se bem que, neste caso, tenho que concordar com ele, em parte. Não deveria estar fazendo isso sozinha Sarah!

—Estou grávida não invalida! – resmunga, levantando, entrando no box recomeçando a esfregar as paredes – E se vai fazer o mesmo que ele, sua observação também lhe serve.

—Ok, me desculpe senhorita Eu Não Preciso De Ninguém! – a detetive rebate, fazendo aspas no ar, soltando um gritinho quando Sarah atira água em sua direção.

—E não preciso mesmo!.... Pelo menos de ninguém que me julgue, critique, encha minha paciência para saber o que só me diz respeito ou me trate como uma incapaz! – resmunga a médica.

—Nossa, está azeda hoje, né não!?! – Kim diz.

—Não está entendendo Kim? – Jay começa dizer antes que Sarah responda, olhando-a atentamente – Como não quer nos dizer quem foi o cafajeste, infeliz, cretino, que se aproveitou dela muito menos tem um motivo legalmente justo para tirar esse bebê, está tentando provocar um aborto natural! – insinua, arrependendo-se assim que termina de falar.

—Como é?? – Sarah questiona, voltando-se rápido demais, ficando tonta, precisando apoiar-se na parede para não perder o equilíbrio, Jay a alcançando rapidamente – Me solta! – bufa, empurrando-o, o rosto vermelho – É essa a imagem que faz de mim Jay? Nos conhecemos há tantos anos, vivemos tanta coisa juntos como amigos, como namorados....

—Me desculpe Sarah, desculpe – pede, tentando abraça-la– Não quis dizer isso. Desculpe-me, por favor! – repete, encostando-se a parede – Estou zangado! – confessa – Não entendo porque tenta proteger esse cara! Ele te seduziu, fez um filho e tirou o corpo fora!... – olha-a arrependido e irritado – Não entendo e não aceito! – enfatiza fazendo-a sentir-se culpada. Duplamente culpada.

Não estava apenas mentindo para o amigo como também o estava fazendo acreditar que Connor sabia da gravidez e estava fugindo da responsabilidade.

—Jay... Preciso te dizer uma coisa – começa, trocando um olhar cúmplice com Kim.

—Quem é o cara? – pergunta direto, fazendo as duas rolaremos olhos.

—Não – diz categórica – Essa informação você só terá quando aceitar que Não pode decidir nada por mim! – decreta vendo-o torcer o nariz – O que quero dizer é...Bem, as coisas não aconteceram da maneira como está supondo. Pra começar, não era nenhuma virgem pura e inocente que foi enganada pelo vilão para ir pra cama com ele! – lembra-o – Sabia muito bem onde e com quem estava me metendo. Meu único erro foi pensar que poderia resistir ao charme dele. Não estava bêbada, pelo menos não a ponto de me deixar manipular... Tanto que me lembro de tudo o que aconteceu naquele quarto... Muito bem por sinal e com riqueza de detalhes!...- pensa, mas não verbaliza.

—Me poupe dos detalhes! – pede o detetive, fazendo uma careta de desagrado.

—Em segundo lugar, ele nem imagina que será pai, pois, acredite você ou não, usamos preservativo...

—De péssima qualidade, diga-se! – Kim interrompe momentaneamente.

—O fato – prossegue a médica, dirigindo um olhar zangado a amiga — É que ele certamente ficaria surpreso se aparecesse na sua frente dizendo esperar um filho seu e honestamente isto é um dissabor que pretendo me poupar no momento – admite, suspirando.

—Já pensou que quanto mais tempo demorar em contar-lhe mais motivo dará para que duvide de você? – questiona o detetive – Essa é a hora certa para procurá-lo Sarah, depois pode ser tarde demais – aconselha.

—Jay, não adianta, não vou procurá-lo! Recuso-me a ser humilhada novamente – solta, arrependendo-se imediatamente ao ver a expressão do amigo – Jay...

—Nem tente Sarah! – pede, abrindo mão com a palma voltada para ela – Não vai me convencer de que ele é tão vitima quanto você porque não é!!

—De certa forma é sim. Ambos fomos – afirma – Tivemos cuidado nos precavemos e mesmo assim.... – leva uma mão ao ventre.

—Já decidiu o que vai fazer? – Kim pergunta, não escondendo a ansiedade.

—Ainda não, e este é mais um motivo pelo qual não quero ir até ele– afirma, mordendo o lábio inferior – Andei me informando sobre o que diz a lei e também sobre adoção...

—Está pensando em dar seu filho? – Jay se espanta.

—Prefere que eu o tire? – interroga, irônica, não esperando resposta – Estou mantendo minha mente aberta conforme a obstetra sugeriu. Adoção é uma ótima opção. Posso proporcionar a essa criança um futuro bem melhor do que a meu lado.

—Desculpa Sarah, mas discordo – Kim diz – Nenhuma família é melhor do que a nossa, por mais que seja problemática, e sabe muito bem o quanto a minha o é...

—A de todos nós Kim, a de todos nós – Jay acrescenta – E apesar de concordar que dá-lo para adoção é melhor que aborto...

—Agora você concorda com ela não é? – implica a detetive, beliscando-o.

—Apesar de concordar – recomeça ele esfregando o local do beliscão, encarando a morena – Seu bebê tem pai e o mesmo tem Deveres e Direitos – frisa, voltando-se para Sarah– Já pensou no que pode acontecer caso o dê e ele descubra? – questiona.

—Não, não pensei e será que poderíamos mudar de assunto? – Sarah pede, limpando a testa com as costas da mão – Já me basta ter que pensar nisso vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana! Honestamente estou precisando de uma folga!

—Falando em folga, onde estão minhas gatinhas? – Jay questiona, olhando a volta, mudando de assunto – Senti falta delas pulando a nosso redor!

—Verdade – Kim comenta, imitando-o.

—Dormirmos na Estela. Ela queria se despedir. Vai viajar para Nova York. A nora deu à luz um prematuro e pediu ajuda para cuidar do netinho. Ficará lá uns dois meses, talvez mais– revela – As meninas passarão a manhã com ela e quando o irmão, que ficara tomando conta da casa enquanto estiver fora, for leva-la para o aeroporto passam aqui para deixá-las, o que me leva ao motivo para ter pedido que viessem – respira fundo antes de falar – Vou precisar da ajuda de vocês nesse período para trazê-las da escola para casa e, quando for o caso, dormirem em seus apartamentos, por isso precisamos fazer as pazes cabeça dura! – exclama, tocando a testa do amigo.

—Olha só quem fala! –Jay rebate – Evidente que pode contar conosco, independente de estarmos de bem ou não!

—Por isso está fazendo essa faxina caprichada? – Kim pergunta.

—A faxina é para zerar este ano e começar o outro em paz! –afirma, respirando fundo – Então ficamos assim: vocês me falam como pode ser e nos organizamos ok? Agora caiam fora que preciso terminar antes que elas cheguem.

—Está realmente maluca se pensa que vamos te largar aqui sozinha! – Kim anuncia tirando a jaqueta.

–Isso mesmo – Jay anui, arregaçando as mangas da camisa – Por onde começo? – pergunta, solicito.

—Você eu não sei querido, mas eu vou direto para a cozinha! – Kim avisa, correndo em direção ao cômodo.

—Qual a novidade nisso!? – brinca ele, indicando a colega com um gesto de cabeça, Sarah rindo divertida – Então, em que posso ajudar? – reitera.

—Já que se ofereceu – Sarah entregando-lhe a esponja – Fique com este aqui para começar enquanto vou para o quarto. Tem luvas no armário embaixo da pia – avisa, saindo, rindo mais ao escutá-lo resmungar.

—Banheiro de novamente!!

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Chicago Med (12:45 p.m)

Connor

< Vai mesmo trabalhar na virada do ano? > Claire pergunta não escondendo a irritação.

—Pode ter certeza que sim – asseguro, pegando uma garfada do prato a minha frente, levando-a a boca.

< Poxa vida Connor, estava contando com você na festa beneficente que organizei hoje a noite!> revela < Já tinha até imaginado como iria te apresentar no leilão!>

—Sinto muito maninha, fica para a próxima – minto, disfarçando o quanto essa história de ter-me posto em um leilão sem consulta previa havia me irritado.

< Por que seu plantão tinha que ser justo hoje?! >resmunga.

—Falta de sorte… Só Que Não!.. penso entediadoAgora não tenho como reverte, mesmo que quisesse… E não quero!— digo tranquilo. A verdade é que tinha me oferecido para dobrar o plantão na virada de ano justamente para evitar certos convites como este de minha irmã.

< Se quiser, posso falar com papai para conseguir sua liberação!> oferece fazendo-me franzir o cenho.

—E o que nosso pai poderia fazer em relação a isto? – pergunto, desconfiado.

< Eu disse pai? Desculpe, enganei-me >desconversa, mas a pulga já havia sido plantada e estava mordendo!

—Tarde demais Claire – alerto-a – De onde tirou essa ideia de que nosso pai poderia interferir na escala do hospital? – interrogo, ouvindo-a gaguejar desculpas esfarrapadas do outro lado da linha – Claire!! – corto-a, irritado.

< Papai comprou cotas do Med! >revela num rompante fazendo meu sangue gelar.

—Como assim comprou cotas? Quanto ele comprou? Por quê? Quando? – interrogo, pondo o prato de lado.

< O porquê, além dos financeiros, terá que perguntar diretamente a ele.... Fez a compra mês passado mas eu mesma só soube há alguns dias — garante — Tem cotas suficiente para opinar nas decisões da diretoria, tipo onde e como investir...Quem contratar ou não! > afirma após uma pausa, aumentando minha irritação.

—Merda! – xingo – Só pode ser brincadeira! Ou provocação! – declaro.

< Connor não se irrite, por favor > pede < São apenas negócios para ele, nada mais. Conheço nosso pai quando o assunto é investimento. Não pense que a fortuna de nossa família se restringe aos lucros da Dolan> diz.

—Nunca pensei Claire, nunca pensei – asseguro – Mas como posso não ver essa atitude dele como impessoal? – indago, interrompendo nossa conversa ao ser bipado – Tenho que ir. Podemos almoçar amanhã, só eu e você?

< Claro! Só não espere que seja muito cedo! Feliz ano novo Connor >deseja.

—Feliz ano novo Claire – devolvo seus votos, despedindo-me a caminho da SO seguindo as instruções enviados por meu mentor, o caso me sendo apresentado assim que chego: colocação de duas pontes de safena em um paciente de trinta anos.

A cirurgia é bem tranquila, sem atropelos ou surpresas terminando duas horas depois que começara.

O restante do plantão transcorria calmamente até uma hora antes da meia noite, quando um acidente múltiplo nos põe em alerta fazendo com que Latham, Beker, eu e toda a equipe passássemos a virada de ano dentro da SO em uma cirurgia complicada. Quando finalmente terminamos passava e muito da meia noite.

—Até que enfim saímos dali de dentro! Já estava começando a me estressar de verdade! – Beker declara caminhando entre mim e Latham pelo corredor – Que tal uma cerveja para comemorarmos a chegada do novo ano? – convida.

—Eu aceito – Latham responde rapidamente, me surpreendendo, Beth e Martin seguindo seu voto.

—Rhodes, Miah? – questiona ela, me encarando.

—Passo – digo – Tudo que quero é encontrar um canto sossegado e tirar um bom cochilo até o final do plantão, se possível!

—Também passo. Quero igualmente descansar um pouco – Miah afirma.

—Ok velhinhos, podem procurar uma toca para hibernarem! – Beker ironiza, acenando, seguindo adiante enquanto paro na ilha de enfermagem do andar.

—Feliz ano novo doutor Rhodes – Latham deseja, seguindo-a, os braços cruzados as costas.

—Feliz ano novo! — respondo, desejando o mesmo aos demais, que os acompanham, voltando minha atenção para o prontuário do paciente que acabáramos de operar, tendo um sobressalto ao sentir minha cintura ser envolvida ao mesmo tem em que um beijo é depositado em meu pescoço.

—O que acha de uma massagem relaxante seguida de uma rodada de sexo igualmente relaxante? – Miah sugere manhosa, as mãos insinuando-se para dentro de minha calça, não se importando com a presença da enfermeira dentro da ilha, que mantinha a cabeça abaixada fingindo não notar o que acontecia – O que me diz? – pergunta, massageando meu membro por cima da box.

—Tentador, reconheço – afirmo, segurando suas mãos quando ameaçam entra na cueca, retirando-as de lá, me voltado para ela – Mas também vou passar.

—Por quê? Sei que você quer tanto quanto eu quero! – insiste, voltando a me acariciar por sobre a calça.

—Difícil seria não querer com um incentivo desses – ironizo – Mas não estou prevenido...

—Invente outra desculpa Rhodes! Estamos em um hospital. Posso conseguir preservativo assim – estala os dedos – Portanto, seja honesto – pede, me encarando sem parar as caricias.

—Não quero me envolver com outra funcionária do hospital – declaro direto.

—Quem falou em envolvimento? – rebate, arqueando a sobrancelha – Estou te convidando para fazer sexo pura e simplesmente. Sem compromisso, sem culpa, sem cobranças – garante.

—Já ouvi isto antes e, no entanto, no dia seguinte, metade do hospital não apenas sabia que tinha transado com a garota como dava como certo nosso casamento – relembro – Até hoje, todas que disseram o mesmo que acabou de declarar, mentiram descaradamente – afirmo, lembrando que isto não era totalmente verdade. Uma mulher com quem transei não apenas manteve segredo como me evitava sempre que possível.

—Não estou mentindo – assegura, enfiando ousadamente uma mão novamente sob minha roupa indo, desta vez, diretamente para meu membro, segurando-o – Humm, você diz não, mas ele está dizendo sim! – insinua, aumentando a pressão.

—Ele geralmente não é a parte mais inteligente do corpo masculino – digo, ficando tenso ao ver Caitlin Harris aproximar-se.

—Olá, feliz ano novo! – cumprimenta, entrando na ilha, parecendo não notar o que acontecia do lado de fora – Celly poderia ver o e-mail de uma paciente para mim? Anotei-o em uma folha avulsa e acabei perdendo.

—Claro doutora. De quem? – pergunta a enfermeira, solicita.

—Sarah Reese – ela responde e paraliso, a simples menção de seu nome é suficiente para me deixar em alerta.

Paciente!??— pergunto-me mentalmente, deixando Miah prosseguir com seu “trabalho” enquanto, discretamente presto atenção na conversa.

—Era esse mesmo – diz Harris, atendendo seu celular que começara a tocar enquanto digita – Oi meu amor, quando chegou? Uhum.... Já estou de saída. Onde está? Jura? Desço em cinco minutos! Menos até. Só vou enviar um e-mail e...Pronto! Descendo amor – declara,

—Obrigada Celly. Feliz ano novo! – ouço-a dizer, saindo pouco depois, nos cumprimentando outra vez.

—Rhodes, está aqui? – a voz de Miah me tira do devaneio fazendo-me baixar os olhos para seu rosto – O que há?

Quer saber? Que se dane! Estou mesmo precisando aliviar a tensão! — Vamos – surpreendo-a, segurando sua mão livre, conduzindo-a até a sala vaga mais próxima, fechando porta e cortina após entrarmos.

Quando me viro para ela, tenta me beijar – Sem beijo – digo entredentes enquanto baixo a calça, surpreendendo-me quando ela não protesta, abaixando a minha frente, pondo meu membro em sua boca quase que por completo, apertando e lambendo toda a extensão.

Utilizando as mãos para auxilia-la, Miah faz movimentos de vai e vem fazendo-me arfar de prazer e quase gozo quando o suga um pouco mais forte.

—É isso que você quer doutor? – abre um sorriso malicioso, beijando meu pênis. – Esses os beijos que quer? – repete antes de um novo beijo seguido de uma lambida.

Sem cerimonias ergo-a e a empurro para a cama de hospital, levando minhas mãos a sua calça tentando soltar o laço, sendo impedido de continuar por ela, que dá um tapa em minhas mãos, se despindo da parte inferior, sentando-se na beira da cama logo em seguida, me chamando com o indicador. Faço menção de abaixar-me para dá-la o mesmo tratamento que recebi, mas sou impedido.

—Não – diz com veemência – Quero ele – aponta meu membro– Me fode! Duro e áspero! – pede, abrindo as pernas.

Não preciso que peça duas vezes. Penetro-a sem muita gentileza, ela abafando o grito mordendo meu ombro por cima da camisa. Invisto forte e rápido ao mesmo tempo em que tento nos ajustar a posição, nossos rostos quase se tocando. Miah aproveita para tentar me beijar novamente.

—Sem beijo – admoesto, virando meu rosto, saindo dela, fazendo-a descer e virar-se de costas para mim.

Entro nela novamente sentindo-me mais confortável tanto pela posição quanto pela imparcialidade. Firmo-me apertando sua cintura com uma mão enquanto com a outra a instigo a vir ao gozo, sentindo que estou no limite também ao ouvir seus gemidos. Quando ela finalmente se entrega, me deixo levar por sua pulsação saindo de dentro dela antes de gozar já que não usava preservativo, soltando-a.

Me apoio na cama recuperando o folego, fechando os olhos, tentando afastar o rosto de Reese de minha mente, surpreendendo-me ao sentir a boca de Miah envolver meu membro ainda ereto mais uma vez, instigando-me até me fazer gozar em sua boca.

—Viu como valeu a pena! – exclama enquanto nos recompomos, sorrindo maliciosamente – Quando quiser aliviar a tensão – faz aspas no ar – Pode me procurar – insinua, mordendo meu queixo, piscando antes de sair.

Mas tudo que consigo pensar era o porquê de Reese ter procurado uma obstetra.

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Apartamento Sarah (manhã 01/01/17 – 11:33 a.m)

Sarah

Levanto devagar buscando apoio na pia, me olhando rapidamente no espelho, lavando minha boca e rosto, voltando para a cama.

Desde que chegamos da casa de Jay, onde havíamos passado a virada de ano em companhia dele e do pai, além de Erin, Kim e outros amigos, vinha me sentindo mal.

Fora difícil conciliar o sono. Agradeci mentalmente minhas irmãs estarem tão cansadas que “apagaram” literalmente logo após tomarem banho, dormindo tranquilas até poucos minutos atrás, quando levantaram animadas, pulando sobre o colchão (dividíamos a mesma cama visto que meu apartamento só dispunha de um quarto sem espaço suficiente para pôr um beliche!), aumentando meu mal-estar.

Tive que arrumar forças para levantar e dá-lhes o café da manhã, deixando-as na sala assistindo televisão, retornando ao quarto onde vomitei tudo que havia comido nas ultimas vinte e quatro horas.

—Sarah, nós vamos para a casa da Maggie? – Emma pergunta, deitando o rosto sobre o colchão perto do meu.

—Acho que não meu anjo. Não estou me sentindo bem – digo baixinho, acariciando seu cabelo – Onde está Marina?

—Na sala assistindo o Laboratório do Dexter – informa – Você está doente? – pergunta, trazendo sua mãozinha a minha testa e um sorriso a meus lábios.

—Um pouquinho anjo – falo, acariciando seu rostinho preocupado – Vou descansar mais um tempinho e já levanto para ficar com vocês ok? Enquanto isso fiquem quietinhas assistindo tv – peço – Podem comer o que quiserem da geladeira – libero, me encolhendo ante uma nova onda de dor.

—Você quer alguma coisa? – pergunta, e balanço a cabeça negativamente sem conseguir falar – Volto já pra te ver viu!? – diz, a mãozinha aberta com a palma voltada para mim, que rio mais uma vez observando-a sair.

Encolho-me ainda mais sentindo calafrios, tentando, em vão, não chorar, as lágrimas chegando junto com uma ânsia de vomito insuportável que me faz correr de volta ao banheiro.

Sento no chão, cansada, sentindo mais dores, encolhendo-me, abraçando minhas pernas esperando que diminuíssem para retornar a cama, o que acontece vinte minutos depois.

Deito-me novamente em posição fetal soluçando, percebendo a presença de minhas irmãs apenas quando sinto dois pares de mãos tocarem meu rosto.

—Emma, pegue meu celular... ligue para tia Kim – peço entre gemidos, segurando o choro para não as assustar ainda mais, ela me obedecendo de imediato.

—Tia Kim, vem pra cá rápido, Sarah está doente! – escuto-a pedir com voz chorosa – Eu não sei... Ela vomitou muito mesmo e agora está na cama chorando.

—Chora não Sarah! – Marina pede, subindo na cama, pondo minha cabeça em seu colo, seu carinho acabando por surtir o efeito contrário.

—Tia Kim já vem Sarah – Emma avisa, se juntando a nós, fazendo o mesmo que a irmã.

Após alguns minutos, volto a levantar rápido, uma nova crise de vômito me acometendo, fazendo-me, ao final, ficar sentada no chão do banheiro sem forças, Emma e Marina vindo até onde estou, sentando-se com as pernas cruzadas de frente para mim saindo apenas quando a campainha toca.

—Sarah, ai meu Deus, o que houve? – Kim pergunta agachando-se, Gabby fazendo o mesmo.

—Não estou me sentindo bem! – murmuro, sentindo uma mão em minha testa.

—Vamos levá-la para a cama Kim – Gabby pede passando um braço por baixo do meu, Kim fazendo o mesmo, me carregando de volta ao quarto.

Durante os minutos seguintes, minha amiga me examina minuciosamente.

—Não está tendo sangramento, o que é bom, mas todo esse vomito não é. Você comeu alguma coisa hoje? – pergunta.

—Comeu não tia Gabby – Emma responde antes de mim – Ela fez nosso café, mas não comeu junto com a gente.

—Certo. Obrigada meu amor! – agradece – Por que você e Mama não vão assistir desenho enquanto cuido da Sarah?

— Venham, vou fazer um lanche bem gostoso e reforçado para vocês e depois volto para ajudar tia Gabby! – Kim negocia, levando as duas consigo.

—Agora nós senhorita –Gabby fala, seu tom de voz ficando mais duro –Por que não nos ligou assim que começou a passar mal? – ralha.

—Não quis atrapalhar...E pensei que fosse passageiro – justifico-me.

—Sarah, está grávida, tem que se cuidar não apenas por conta do bebê, mas por você também. E se começasse a sangrar sem parar? Ou desmaiasse, batesse a cabeça e suas irmãs não vissem a tempo? Já pensou no que poderia acontecer com você? Com elas?? — admoesta, pondo o garrote em meu braço.

—Não briga comigo Gabby! – choramingo – O que está fazendo?

—Como o que estou fazendo? Vou por você no soro agora mesmo! – avisa, acessando minha veia – Quando Emma falou que estava vomitando, passamos em uma farmácia no caminho.

—Em que posso ajudar? – Kim pergunta entrando no quarto novamente.

—Segura o soro enquanto improviso um local para pendurá-lo – Gabby pede, entregando-lhe a bolsa já conectada a mim – Segura nessa altura – orienta, levantando – Duas coisas: tem um daqueles cabides onde penduramos tudo inclusive roupas, e qual o celular da obstetra que te atendeu? Quero falar com ela – pede, olhando a volta.

—Cabide no canto, por detrás da porta. Tem um cartão dela na minha bolsa – indico, vendo-a pegar ambos, cabide e bolsa, os trazer para perto da cama pendurando com uma mão a bolsa de soro (utilizando um cadarço de tênis que Kim amarara na alça), com a outra vasculhando a bolsa a procura do cartão, discando o número logo que o encontra.

—Alô, doutora Harris? Meu nome é Gabriela Dawson, sou amiga de Sarah Reese – se apresenta – Desculpa lhe incomodar em pleno feriado, mas ela passou mal ...- começa dizer, saindo do quarto.

—Por que não ficou aqui dentro? – indago, franzindo o cenho.

—Porque vai se queixar de você para ela e não quer ser interrompida! – Kim brinca, ajeitando os travesseiros, me ajudando a sentar – Deveria ter nos ligado quando notou que o mal-estar não passaria Sarah. Foi muito irresponsável mocinha! – imita a voz de Estela rindo junto comigo – Sério, não faça mais isso. Posso te enumerar dezenas de razões.

—Desculpa Kim, mas eu realmente pensei que fosse melhorar – justifico-me vendo Gabby retornar – Falaram mal de mim?

—Nem imagina o quanto! – exclama, sentando na ponta da cama – Pra começar, olhou os exames que ela lhe enviou? – pergunta, rolando os olhos quando balanço a cabeça negativamente – Casa de ferreiro, espeto de pau! – cita, suspirando – Está com uma anemia acentuada. Precisa começar o tratamento imediatamente – alerta – Ela te enviou uma receita e quer que procure uma nutricionista para que te passe uma dieta balanceada...

—Mais ainda? – reclamo, fazendo uma careta em parte pela dor – O que fiz de errado? — questiono, procurando uma posição confortável.

—Pra começar não devia ter tomado aquela meia taça de champanhe – relembra – Isso aliado aos diversos petiscos que vi a senhorita comendo escondida – ralha, beliscando meu pé – Certamente contribuíram e muito.

—Então não foi uma ameaça de aborto né? – Kim pergunta suspirando aliviada ante a negativa dela.

—A princípio ela descartou por não haver sangramento, o que me lembra: antes de entrar no plantão vai passar por um exame. Harris estará te esperando – avisa, levantando – Por hora, vai tomar esse soro todinho enquanto nós organizamos as coisas por aqui – diz, recolhendo roupas e outras coisas do chão.

—Não precisa faço isso quando melhorar – digo.

—Mas nem pensar! Está de castigo até amanhã de manhã! – avisa, o dedo em riste – Foi uma menina muito má está ouvindo? Se esconder embaixo do lençol não adianta nada! – diz, fazendo cócegas em meu pé.

—Gabby está certa. Vai ficar quietinha aqui nem que tenhamos que te amarrar – Kim ameaça, parando ao lado dela – Vou dar uma olhada nas meninas e aproveito para ver o que tem na geladeira. Vou preparar um almoço bem caprichado e saudável pro meu afilhado.

—Como é? Seu afilhado? Quem disse que é seu e ainda mais menino? – Gabby implica.

—A pele dela está me dizendo que é menino – Kim diz, passando a mão no próprio rosto – Está cada dia mais brilhante, sedosa... Minha avó sempre dizia que meninos “limpam” fazem isso a pele da mãe – explica, Gabby arqueando a sobrancelha, rindo – E evidente que será Meu afilhado! Nos conhecemos a mais tempo, portanto.. –insinua, beijando os ombros.

—Veremos senhorita, veremos! – Gabriela rebate, ambas saindo – Volto já. Não. Se. Mexa. – põe apenas a cabeça dentro do quarto, me fazendo soltar um grito de susto, sumindo tão rápido quanto apareceu.

Rio sozinha, me acomodando sobre os travesseiros, apoiando o braço com o soro sobre uma almofada, refletindo quão sortuda sou por ter amigas incríveis ao mesmo tempo em que instintivamente acaricio meu ventre.

—O que acha filho, Gabby ou Kim? – pergunto baixando os olhos para minha barriga, suspirando – O que eu faço? – questiono o vazio, fechando os olhos, uma lágrima escorrendo por meu rosto, morrendo em meus lábios.

Adormeço segundos depois, sonhando com um garotinho de cachos negros e impressionantes olhos azuis!

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Chicago Med (terça, 2/1/17 – 06:50)

Narrador

—Muito bem senhorita Reese, apesar do susto seu bebê está bem – Caitlin Harris anuncia, erguendo os olhos para Sarah – Nenhuma alteração, nenhum sangramento, tudo muito bem obrigado! – brinca, sorrindo minimamente, entregando-lhe folhas de papel toalha para que pudesse limpar o gel sobre sua barriga – Já começou com a medicação que prescrevi?

—Ontem mesmo – Gaby se adianta — O que pode ter causado o mal-estar doutora Harris? – quer saber a paramédica.

—Pelo que me contaram muito provavelmente a comida...

—E o champanhe! – Kim diz, interrompendo-a.

—Também – anui a obstetra – Na verdade, o conjunto das coisas que me contaram causou os gases em excesso, que por sua vez causaram todo o mal-estar e as dores, o vomito contribuindo para potencializar tudo.

—Tudo o que aconteceu foi causado por gases? – Jay se espanta.

—Em grávidas as coisas funcionam diferentes senhor Halstead – Caitlin informa, observando-o atentamente.

—Estou liberada então? – Sarah questiona, sentando na cama.

—Sim, mas peço que evite se esforçar demais pelo menos por hoje – recomenda – E vá a consulta com minha amiga nutricionista. Agendei para você às treze horas. O consultório dela é aqui pertinho, não perderá tempo – avisa, entregando-lhe um cartão.

—Pode deixar, irei – assegura a médica, descendo do leito, desvencilhando-se das mãos de Jay – Quer parar! Estou bem, não preciso de muletas! – resmunga, estapeando-o.

—A pessoa quer ser gentil e olha o que ganha! – exclama o detetive, encolhendo-se ao receber mais tapas.

—É assim mesmo pai, os...

—Ele não é o pai! – Sarah esclarece rápido.

—Não biológico, mas já sou de coração – emenda o detetive, esquivando-se.

—Me desculpe, é que eu pensei... – começa a se explicar a obstetra, parando ao ver o olhar de Sarah – Bem, as variações de humor são bastante comuns durante a gravidez por conta dos hormônios – explica ainda um pouco constrangida pela garfe.

—Mas é só nos primeiro meses né? Porque se ela for ficar assim os nove...

—Sete — Sarah o corrige.

—Nove, sete, seis, não importa! O que importa é que se for ficar desse jeito até nosso bebê nascer vai ficar difícil te aturar viu!? – provoca-a o detetive, rindo divertido.

—Me empresta essa prancheta doutora Harris – Sarah pede estendendo a mão.

—Empresta não ou vamos ter que levar esse estúpido para a emergência – Kim avisa, empurrando-o – Se você não aprender a se comportar Halstead, essa foi a primeira e última vez que deixamos que participe da consulta – ameaça.

—Foi a Única vez que o fez. Não tem nada o que fazer aqui! – esbraveja Sarah, pegando sua bolsa e jaleco – Obrigada doutora Harris. Entro em contato com a senhora depois– despede-se.

—Por nada querida. Vou aguardar – garante a obstetra, acenando para o grupo ao saírem.

—Está zangada? – Jay interroga parando a seu lado, vendo-a apertar o botão chamando o elevador insistentemente – É, está zangada — responde a si mesmo.

—O que esperava Jay? – Kim pergunta, encarando-o, séria.

— O quê? Não fiz nada dem...

—Olha só Jay – Sarah o interrompe, voltando-se – Somos amigos, eu te adoro, mas se continuar dizendo coisas como disse lá dentro vou brigar com você pra valer está me ouvindo? – ameaça – Eu ainda não decidi o que vou fazer e agradeço se parar te tentar me pressionar a fazer o que Você – põe o dedo no peito do detetive – Acha que Eu Devo fazer ok? – declara.

—Ok, não precisa ficar brava, só estava querendo ser gentil com nosso bebê! – brinca mais uma vez, acariciando o ventre de Sarah, fazendo as três mulheres rolarem os olhos.

—Bom dia – Connor cumprimenta de dentro do elevador, que chegara sem que percebessem, fazendo Sarah sobressaltar-se, se afastando instintivamente de Jay, que franze o cenho, confuso.

—Bom dia doutor Rhodes – Gabby cumprimenta animada, entrando no elevador enquanto Kim limita-se a acenar com a cabeça fazendo o mesmo que ela, o detetive e Sarah entrando a seguir.

—E aí Connor, como foi de ano novo? Pensei que iria na Maggie – Jay cumprimenta, estendendo-lhe a mão.

—Não deu. Fui almoçar com minha irmã, tinha uns problemas para resolver – explica o cirurgião, apertando a mão que lhe estendia, olhando dele para Sarah alternadamente – Bom dia doutora Reese, tudo bem? – pergunta, encarando-a.

—Por que não estaria doutor Rhodes? – devolve, irritada.

—Não liga Connor, são os... Ai, ai, ai! – Jay começa calando-se diante do beliscão aplicado por Kim.

—Tudo bem ai? – Connor pergunta, olhando de um para outro.

—Tudo – Kim responde rindo sem mostrar os dentes – Depois mulher que é fofoqueira! – resmunga, arrastando o detetive para fora assim que as portas abrem – Até mais tarde Sarah – despede-se, empurrando-o para a saída não dando a ele chance de contestar sua atitude, Gabby acompanhando-os, confusa

Sarah dirigi-se para a sala dos médicos, Connor logo atrás dela.

—Reese – Connor chama ao ficarem a sós, pondo o jaleco – Tem um minuto?- pergunta.

—Na verdade não –responde a médica arrumando seu jaleco sobre o corpo, dando-lhe as costas, saindo, deixando-o sozinho.

—Ok, se não quer me dizer o que está acontecendo, descubro por conta própria! – pensa alto o cirurgião.

“...Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro;

E fizesse parar de chover nos primeiros erros;

O meu corpo viraria sol;

Minha mente viraria;

Mas só chove, chove;

Chove, chove, chove”

Notas finais
Nos vemos em 15 dias flores! Xero! Bjinhos!