Love Hurts!

12 Like a little Family


Notas iniciais
Já se passaram quinze dias??? Uau!! Oi flores!! Assustada como o tempo anda correndo ultimamente ...E como consigo me atrasar em quase todas as fics! :( Meu dia precisava ter vinte e seis horas sendo que quatro delas seriam para me dedicar única e exclusivamente a meus bebês. Parte do atraso deve-se a estar focada no final de Hidden. O próximo será mesmo o ultimo e por isso quero caprichar. Neste meio tempo consegui terminar este capitulo de LH e quase o de IP... Outro culpado tem sido este calor que dá uma moleza tão grande na pessoa que até raciocinar fica difícil. Mas deixando as mazelas de lado, o que importa é que consegui finalizar o capitulo e mais tarde, se tudo der certo, finalizo e posto IP e amanhã, muito provavelmente Hidden. Por aqui, uma Sarah cheia de desejos insaciáveis, duas bonecas aprontando , um almoço pra lá de movimentado e Connor descobrindo os prazeres e agruras (leves) da vida familiar. Grata a todas as rewiews passadas (as que por ventura não respondi irei faze-lo hj)......More rewiews, pleeeeeeeeeeaaassseeeee!.....Boa leitura.....bjinhos flores.

“How;

How can it be that a love;

Carved out of fashioned by fate;

Could suffer so hard;

From the games played once too often;

But making mistakes is a part;

Of life’s imperfection born of the years;

Is it so wrong to be human after all;

Drawn into the stream of undefined illusion;

Those diamonds dreams;

They can’t disguise the truth;

That there is something about you;

Baby, so right;

I wouldn’t be without you, baby, tonight…”

Something About You

Level 42

Apartamento Connor (domingo, 26/2 – 04:00 a.m)

Sarah

O som de risinhos divertidos juntamente com o movimento sobre o colchão me faz acordar e abrir os olhos.

—O que estão fazendo? – questiono, bocejando, olhando a volta desorientada, sobressaltando-me ao lembrar onde estava. Sento rápido – Quantas horas? – pergunto, mirando o receptor da tv a cabo, estreitando os olhos a fim de enxergar melhor.

—Tá escuro ainda – Emma responde, mostrando a tela do celular que tinha nas mãos a Marina, ambas rindo divertidas.

—Emma, o que você e Marina estão fazendo aqui? – questiono-a dirigindo meu olhar em direção a Connor, preocupada já que a última lembrança que tinha era ele saindo do banheiro após o banho usando nada além de uma toalha enrolada a cintura.

O que vejo não diminui em nada minha preocupação. A única parte visível de seu corpo era o dorso, nu, esticado ao meu lado, o lençol cobrindo-lhe da cintura para baixo, impedindo-me ver em que condições estava (ou seja, se estava nu). Encontrava-se deitado de bruços, o rosto virado para o lado oposto a mim, braços dobrados por sob o travesseiro, sua respiração tranquila indicando que dormia. Sem que possa controlar, me pego pensando em suas caricias e beijos, admitindo para mim mesma que sentia falta deles.

—Mama acordou pedindo água, você não estava no quarto então fui com ela até a cozinha – minha irmã explica, chamando minha atenção para si novamente – A gente resolveu te procurar – diz simplesmente.

—Emma, essa tá boa – Marina diz exibindo o celular, que agora se encontrava em seu poder – Engraçada! – exclama, rindo.

—Mostre isso aqui – peço, mexendo os dedos da mão, chamando-a, fazendo com que engatinhasse para junto de mim, entregando o aparelho, sentando ao lado de Emma, as duas grudadas a mim – Não acredito que fizeram isto! – exclamo, enrugando a testa – Como sabem a senha do celular de Connor? – questiono, deslizando o dedo pela tela, passando as fotos que haviam batido, boquiaberta em como ambos, Connor e eu, não havíamos despertado.

—Sei lá, foi Mama que descobriu – Emma conta, dando de ombros – Quando a gente entrou estava piscando. Ai ela pegou, começou a mexer e acabou desbloqueando – informa – Amei essa! – exclama, detendo minha mão – Ficou bonita, não ficou? – pergunta, apoiando a cabeça em meu ombro.

—Ficou sim – reconheço, observando a foto atentamente.

A imagem capturada mostrava nós quarto, Connor, elas e eu, juntos. Emma com o queixo sobre meu ombro, como fazia agora, sorrindo enquanto Marina beija o rosto de Connor, ele parecendo sorrir com o contato. Tanto ele quanto eu dormíamos (profundamente pelo jeito) enquanto as duas tinham olhos alertas e brilhantes. Não sei se pela pouca luminosidade, não sei se por mérito da “fotografa”, que conseguira o ângulo perfeito, encaixando a todos no quadro, o fato é que a imagem ganhara um ar antigo, meio etéreo, passando a impressão de ter sido tirada há muito tempo atrás.

—Parece àqueles quadros de família bem antigos – Emma dá voz a meu pensamento.

—Uhum – anuo, afagando sua face sem olhá-la – Você que bateu? – pergunto para provocá-la.

—Marina é que não Sarah! – bufa, e mesmo sem ver seu rosto sei que está fazendo bico. Não consigo evitar o riso.

—Eu tirei também – Marina se apressa dizer, levantando de forma atabalhoada, perdendo o equilíbrio e caindo por cima de Connor, que desperta, assustado, apoiando as mãos no colchão, erguendo o tronco rápido fazendo com que ela rolasse para o lado, rindo divertida e me causando pânico ante a possibilidade de que caísse da cama.

—O que aconteceu? Estão bem? Alguém está passando mal? – pergunta, esticando o braço em direção a Marina, segurando-a pelo tornozelo, impedindo a queda certa, girando o corpo com a mesma agilidade, sentando-se.

Uau! Seus reflexos estão em dia!, penso, retendo o ar momentaneamente ao descer os olhos a sua cintura, respirando aliviada ao notar que vestia um short de cet...Espera.... – Você acordou? – interrogo fazendo-o voltar sua atenção para mim, o rosto “amassado”, cabelo desgrenhado, olhos avermelhados e ainda assim...Lindo!

—Acordei – responde, segurando Marina, que pulava sobre ele – Você estava dormindo tão tranquila. Não quis te acordar – justifica-se, deitando minha irmã caçula sobre o colchão, fazendo cócegas nela – Me vesti e.... – hesita um segundo antes de prosseguir — Deixei você mais à vontade, puxei o cobertor sobre nós e voltei a dormir – conta e só então me dou conta que não usava mais o vestido e sim um de meus shorts doll – Você me ajudou no processo – antecipa-se a me ver abrir a boca ensaiando o protesto – Não estava totalmente acordada, mas ajudou – reforça, voltando a dar atenção a Marina, fazendo-a rir mais diante de nova sessão de cócegas – Que horas? – pergunta, franzindo o cenho.

—Quatro– informo, entregando o celular a Emma, sinalizando para que o pusesse de volta onde encontraram, sendo obedecida de imediato– Vieram à minha procura porque acordaram e não me encontraram. Vou levá-las de volta para nosso quarto – aviso, sentando na borda da cama.

—Não!! – Marina protesta, ainda rindo.

—Deixe-as ficar, não tem problema. Além do mais, pelo que estou vendo, não conseguira fazer com que durmam facilmente, muito menos você ou eu– Connor pondera, sentando ereto após encerrar a sessão “tortura”– Emma, pode pegar o controle remoto, por favor– pede, ela atendendo igualmente rápido – Obrigado boneca – agradece assim que minha irmã pula sobre a cama, vindo sentar-se entre nós – O que acham de vermos desenhos? — sugere, as duas concordando entusiasticamente me fazendo rolar os olhos.

—Vou tomar água – aviso, calçando as sandálias e saindo sem esperar resposta.

Sigo direto para a cozinha, aproveitando para olha a minha volta enquanto bebo retendo-me nos presentes arrumados cuidadosamente em cima do sofá.

Suspiro relembrando a inesperada surpresa que encontrei ao chegar. Por mais que não gostasse (a maioria esmagadora que tive até hoje foram desagradáveis), me diverti muito, tenho que reconhecer.

Claire fizera tudo com muito carinho, não posso negar. Esmerara-se em não exagerar em nada, tudo fora feito com muito bom gosto, capricho e delicadeza. Desde a comida a decoração, absolutamente tudo tinha meu jeito. Ela soube usar as informações que lhe passei sem saber do que se tratava.

Saio detrás do balcão indo direto até os presentes, mexendo neles por um tempo, erguendo o rosto ao notar a presença de Connor, que se aproxima devagar parando a meu lado.

—Nossa, não tinha notado que tinha tanta coisa – comenta, pegando um macacão, fazendo uma careta gozada.

—Talvez porque decidiu sair antes do final – lembro — É só um desenho Connor, não há porque estressar com isto – aconselho, tirando a roupa de suas mãos, observando-a – É lindo.

—Eu sei, mas não posso deixar de me incomodar com essas brincadeiras feitas pela Bekker – assume, passando a mão pelo cabelo, se dirigindo a cozinha – Vai querer alguma coisa? As meninas pediram um lanche – informa, abrindo armários e geladeira.

—Comer a esta hora? Não acho boa ideia – comento, indo até ele – Está quase amanhecendo.

—Sarah, são quatro horas da madrugada! Faltam pelo menos três horas até o dia raiar. Temos tempo – afirma, calmo, cortando pequenos quadrados, montando mini sanduíches com queijo e presunto rapidamente.

—Cirurgião competente, amante quente e ainda cozinha...Existe algo que não faça bem? – o comentário escapa antes que possa evitar e enrubesço ante o olhar que recebo.

— Conquistar a confiança e o amor da mulher que amo – responde rápido, surpreendendo ao largar tudo me puxando contra si, prendendo minha boca num beijo sedento, meu corpo inteiro correspondendo de imediato a seu toque.

Instintivamente levo as mãos a sua nuca, enroscando os dedos nos fios curtos, puxando-os, massageando o local. Abro a boca permitindo a deliciosa invasão, me arrepiando inteira quando sua língua passeia pelo interior, provocado, incitando.

Mais uma vez correspondo na mesma medida, suspirando quando suas mãos ávidas iniciam um passeio lento e sensual por meu corpo insinuando-se por sob o short, apalpando minha bunda para logo em seguida aperta, me trazendo de encontro a seu corpo fazendo-me gemer contra sua boca ao sentir a rigidez de seu membro tocar minha cintura.... Céus, como senti falta de seu toque, sua boca, ele inteiro! Como o desejo!!.

— Connor, Sarah – a voz de Emma chega a nossos ouvidos e nos separamos rapidamente. Volto-me em sua direção, as mãos no peito, ofegante – Podemos ter pipoca também? – pergunta parada no meio da sala.

—Podemos sim– consigo falar – Agora volte para o quarto, não quero Marina sozinha – mando, vendo-a girar nos calcanhares e voltar correndo pelo corredor para só então me voltar novamente – Desculpa – peço, enrugando a testa ao ver que ele me dera as costas – Está chateado? – pergunto, me aproximando com cautela, notando que sua respiração irregular – Connor? – chamo, tocando seu ombro.

—Não – responde finalmente, evitando me olhar – Não estou chateado – afirma, erguendo os braços, abrindo o armário acima de sua cabeça – Prefere pipoca amanteigada ou tradicional? – pergunta ainda sem me encarar, pegando dois pacotes de pipoca de micro-ondas no armário.

—Connor, olhe para mim, fale comigo – peço, impedindo-o de afastar-se quando faz menção de fazê-lo – Por favor, não faça isso, seja honesto comigo como serei com você – afirmo, obrigando-o a voltar-se e me encarar – Fiquei frustrada por Emma ter nos interrompido. Muito. Bastante – admito, acariciando seu rosto tenso, a barba rala fazendo minha pele arrepiar – E sinto ter que dizer que coisas como esta irão se repetir enquanto estivermos morando com você – advirto, recebendo um beijo terno em resposta.

—Fiquei frustrado sim – admite, me encarando — Desculpe-me Sarah, mas é que isso ... sua gravidez, as meninas...Esse sentimento que domina meu ser por completo...É tudo muito novo para mim. Tenho que aprender a lidar com o que sinto, com a presença das pequenas, me adaptar a seus horários e rotina. Não me importo em ter que te dividir com elas e no futuro com nosso filho. Vou fazer funcionar. Só preciso de tempo – confessa, envolvendo minha cintura, trazendo-me para junto de si mais uma vez e sinto seu desejo ainda evidente – De tempo e de você a meu lado – declara, me beijando novamente, cessando o contato quando as coisas começavam a esquentar – Ok, melhor terminar esse lanche e voltar para o quarto antes que apareçam aqui. Quem sabe damos sorte e adormecem depois de comer! – exclama, piscando para mim – Então, tradicional ou amanteigada?

—Tradicional e se não se importa vou levar estes aqui para elas, ir adiantando as coisas sabe – explico, corando até a raiz do cabelo enquanto ponho os pequenos sanduíches e sucos numa bandeja sob seu olhar faminto, saindo rapidamente – Comporte-se Sarah, comporte-se – admoesto-me baixinho seguindo direto para seu quarto – Olha o lanche chegando! – aviso, as meninas levantando de um salto, vindo até mim – Devagar ferinhas! – brinco, fazendo-as rirem – O que estão assistindo? – questiono ao escutar a já familiar (e fatigante!) canção do filme Frozen e faço uma careta, sentando no colchão, apoiando a bandeja sobre ele cuidadosamente – Frozen? De novo? É sério? – interrogo, sobressaltando-me ao escutar a voz de Connor cantando o refrão da canção de Elza ao retornar para o quarto.

—Let it go, let it go, I can’t hold it back anymore...Foi daqui que pediram pipoca? – pergunta, balançando o saco no ar fazendo minhas irmãs aplaudirem efusivamente respondendo com um sonoro e vibrante SIM!

Nos minutos seguintes nos divertimos assistindo pela, sei lá, milésima vez, a história da princesa de gelo, Connor acompanhando as meninas nas canções até que finalmente adormecem.

Aguardamos mais algum tempo antes de levantarmos, ele recolhendo a bandeja e o que sobrara do lanche noturno enquanto cubro-as.

—Não, deixe a televisão ligada, baixinho, para o caso de acordarem novamente – aconselha, saindo do quarto.

—Só irão acordar depois das nove da manhã, acredite – afirmo, fechando a porta, acompanhando-o até a sala, sentando-me no sofá, ele seguindo para a cozinha, organizando a louça suja na pia.

Retiro as roupas e brinquedos que se encontravam sobre o móvel pondo-as dentro do cesto, abrindo espaço para Connor sentar-se a meu lado, espreguiçando-se após o fazer, o gesto corriqueiro e simples tendo o poder de me “despertar”.

—Então... – começo dizer, girando meu corpo de forma a sentar em seu colo, enroscando meus braços em seu pescoço – Onde foi que paramos mesmo? – pergunto, não esperando resposta, tomando a iniciativa do beijo, espalmando as mãos em seu peito nu, deslizando-as sem pressa por toda extensão, detendo-me um segundo no cós do short antes de insinuá-las para dentro do mesmo, envolvendo o membro que começava a endurecer provocando um gemido rouco.

Sorrio ainda o beijando, deliciada ao sentir sua excitação aumentando na medida em que o estimulo com movimentos de vai e vem cadenciados.

—Sarah, as meninas...- balbucia ofegante.

—Não vão acordar, confie em mim. Conheço minhas irmãs – sussurro em seu ouvido provocado mais gemidos.

Interrompo a carícia ousada afastando-me o suficiente para despir a blusa ficando nua da cintura para cima, arrepiando-me quando desliza as mãos a começar por minha cintura, subindo até alcançar meus seios intumescidos, massageando os bicos rijos com os polegares antes de tomar um em sua boca, os dentes raspando a pele levemente potencializando as sensações.

Arqueio o corpo gemendo febril enquanto Connor “trabalha” em meus seios, alternando-se entre e um e outro, suas mãos dando suporte a meu movimento, ao mesmo tempo em que começo a rebolar devagar, a fricção entre nossos sexos separados pelos tecidos finos de ambos os shorts aumentando nossa excitação a um nível insuportável.

—Connor, quero você dentro de mim.... Agora! – clamo com urgência, enroscando as mãos em seu cabelo, forçando sua cabeça para trás, me apossando de sua boca – Quero te sentir inteiro em mim – reitero, ficando de pé a sua frente, me livrando do empecilho indesejado que o short de algodão torna-se rapidamente, ele fazendo o mesmo e mordo o lábio ao ver sua ereção saltar ao ser libertada.

Sem perder tempo volto a ladear seu corpo ficando de joelhos, posicionando-me sobre seu membro ereto, encaixando-o em minha entrada, iniciando uma descida prazerosamente lenta. Apoio as mãos em seus ombros, ele levando as suas a meu quadril ajudando-me a manter ritmo e equilíbrio na medida em que o recebo dentro de mim fazendo pequenas pausas onde me comprimo a sua volta, deliciando-me com os gemidos e palavras desconexas que saem de sua boca , soltando um gemido mais agudo ao senti-lo por completo dentro de mim.

Paro um momento permitindo-me acostumar a sua presença, fechando os olhos ao sentir seus lábios percorrem meu pescoço detendo-se na veia pulsante, sugando a pele, para logo depois descerem a meus seios novamente, sugando, mordendo, desenhando o contorno do bico com a língua.

Agarro seu cabelo mais uma vez, forçando- o a erguer o rosto para mim. Sem desviar meus olhos dos seus, começo a rebolar de forma cadenciada no inicio. Jogando minha cabeça para trás, minhas mãos segurando e prendendo meu cabelo no alto a fim de amenizar o calor, aumento o ritmo passando a cavalgá-lo freneticamente, seus braços me envolvendo de maneira a garantir-me total segurança aos movimentos que executo.

Gotas de suor escorrem por meu corpo, Connor me levando a loucura quando as lambe fazendo a pele arrepiar.

—Hummm....Connor....gostoso....Tão gostoso! – balbucio febrilmente sentindo meu corpo estremecer anunciando o orgasmo se aproximando.

—Goze pra mim, Sarah ... minha linda...só minha...toda minha – sussurra com voz rouca e me liberto a sua volta, apoiando os braços em seus ombros novamente, a cabeça sobre a sua.

Sem sair de mim, Connor ergue nossos corpos, deitando-me sobre o sofá, apoiando suas mãos no assento e encosto a fim se sustentar o peso do próprio corpo evitando pesar sobre o meu, retomando suas investidas.

Dobro os joelhos apoiando meus pés sobre o assento, a posição lhe dando mais acesso fazendo-o ir mais fundo dentro de mim a cada nova investida.

Me surpreendo ao sentir as contrações em meu baixo ventre anunciando mais um orgasmo a caminho, apertando seus bíceps com força, minhas unhas cravando-se na carne firme.

—Vem comigo meu amor...goze junto comigo – convida, o erotismo contido em sua voz provocando ondas de prazer e arrepios.

Aceno afirmativamente erguendo meu quadril contra o seu, gemendo de olhos fechados, meu grito sendo abafado por seu beijo quando chegamos ao topo juntos, relaxando aos poucos após saciados, Connor tendo o cuidado de posicionar-se de lado, saindo de mim cuidadosamente, um braço envolvendo minha cintura, mantendo-me junto dele enquanto com o outro mantém seu próprio corpo firme.

—É tão linda Sarah – elogia e sorrio ainda de olhos fechados sentindo sua mão afagar minha face suavemente – Tão macia e doce! – exclama, beijando-me demoradamente.

Quando cessa o contato, abro os olhos encontrando os seus a me observar, um sorriso iluminando o rosto....Amor?? Meu amor, foi o que ele disse não foi?, questiono-me mentalmente.

—Me chamou de amor? Seu amor? – verbalizo, lembrando de o ter escutado dizer o mesmo pouco antes de adormecermos lado a lado horas atrás, assim como de eu ter dito o mesmo.

—Chamei – assume, me dando um selinho – Eu te amo Sarah Reese e não precisa dizer o mesmo, não – diz, acariciando meu rosto outra vez – Só me dê a chance de te fazer sentir, de te mostrar que sou digno de merecer ser amado por você mesmo tendo dito coisas horríveis aquela manhã depois...

—Eu te amo Connor – o interrompo, levando uma mão a seus lábios – Não tem que me provar ou pedir nada. Amo você. Te amei mesmo depois de ter me dito aquelas coisas e feito outras que me machucaram. Odiei a mim mesma por isso um bom tempo. Te odiei por me fazer sentir assim e depois me desprezar, seu lobo mal! – acuso, não resistindo provocá-lo, vendo-o fazer uma careta engraçada, o sorriso aumentando.

—Não te desprezei, chapeuzinho – devolve e rio -Apenas estava assustado, inseguro, com receio de me abrir e sair mais uma vez ferido – defende-se, passeando a mão por meu ventre carinhosamente, detendo-se ao sentir nosso filho mexer-se – Acho que acordamos alguém! – brinca, inclinando a cabeça até tocar meu ventre, beijando-o – Desculpe filho, mas estava roxo de saudade de sua mãe!

—E sua mãe também estava – anuo, pondo minha mão sobre a sua, entrelaçando nossos dedos – Na verdade....- começo a dizer, calando-me em seguida, mordendo o lábio novamente.

—Na verdade?? – instiga-me prosseguir e o encaro rindo de forma travessa – O que foi? – pergunta, enrugando o cenho, desconfiado.

—Connor, estou com desejo – digo – Vai me satisfazer? – questiono, rindo mais ante sua expressão temerosa.

—Vou ter que sair para caçar o quê, exatamente? – pergunta.

—Quem disse que vai precisar sair? – retruco, apoiando-me nos cotovelos, erguendo o dorso – O que desejo está bem aqui – afirmo, beijando-o devagar, olhando dentro de seus olhos enquanto o faço, mordendo seu lábio inferior – Não adivinhou ainda? – questiono vendo-o rir divertido.

—Eu? – indaga, surpreso – Quer a mim? – pergunta e confirmo com um gesto de cabeça – Sério?

—Muito – garanto, sentando, o obrigando a fazer o mesmo, tomando sua boca outra vez, beijando-o avidamente enquanto minha mão busca seu membro, envolvendo-o – Faça amor comigo de novo Connor, agora – ordeno, apertando forte.

—Ok, seu desejo é uma ordem – declara, levantando rapidamente – Mas não aqui. Chega de correr riscos – avisa, me ajudando a levantar –Pro quarto agora! – ordena, me conduzindo rapidamente para lá onde prontamente atende meu desejo.

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Connor (10:27 a.m)

O toque da campainha ecoa em meu ouvido e levanto apressado caindo, literalmente, da cama, xingando alto.

—Connor? – escuto Sarah chamar com voz sonolenta chamar.

—Aqui – respondo, me apoiando na borda da cama, levantando – Fique deitada, verei quem é – aviso, olhando a volta em busca de algo que pudesse vestir, acabando por pegar um dos cobertores.

—Dê uma olhada nas meninas antes, por favor – pede, abraçando o travesseiro.

—Uhum – anuo, enrolando o lençol em volta da cintura, saindo do quarto, indo até o meu.

Abro a porta devagar, assustando-me ao escutar o toque da campainha mais uma vez, xingando a pessoa lá fora.

Entro no cômodo pé ante pé me aproximando da cama com cuidado, pegando o controle e desligando a televisão, verificando que as duas continuavam a dormir tranquilamente, esparramadas em minha cama, saindo rapidamente para não as acordar.

Sigo para a sala onde encontro o short que ficara esquecido junto com as roupas de Sarah. Recolho tudo me vestindo antes de ir até a porta cometendo o erro (mais uma vez) de abri-la sem verificar antes de quem se tratava.

—Bom dia maninho! – minha irmã cumprimenta efusivamente, entrando sem esperar convite, estancando boquiaberta ao voltar-se para mim.

—Claire Rhodes, esqueceu sua educação presa pelo cinto de segurança do carro por acaso? – a voz suave, porém firme de nossa avó paterna questiona e é minha vez de ficar boquiaberto ao me voltar para a entrada de meu apartamento encontrando Mirella acompanhada de Eleonor, nossa bisavó paterna, e das três amigas de Sarah: Gabby, Kim e Brett.

—E pelo visto não foi a única. Connor Rhodes, isto são trajes de receber suas avós, irmãs e amigas de sua futura esposa? – Eleonor ralha, apertando meu braço como fazia quando era um garoto e fazia alguma travessura – Trate já de se recompor rapazinho!

—Por mim não vejo problema – Brett deixa escapar um pouco alto demais recebendo olhares de advertência de Kim, Gabby e minhas avós.

—Por que está vestido dessa maneira a essa hora, melhor dizendo, por que não está vestido? – Claire questiona, abrindo os braços.

—O que vocês estão fazendo aqui tão cedo? Não viria apenas a tarde e para o almoço? – devolvo apontando dela para as garotas.

—Cedo? Como assim cedo? Connor, andou bebendo por acaso? Tem noção de quantas horas são? – minha irmã rebate, não me dando chance responder — Evidente que não ou estaria vestido. São quase onze horas da manhã maninho! – exclama – E respondendo sua pergunta, achamos melhor virmos almoçar para que possam descansar. Falando nisso, estava dormindo até agora? Cadê Sarah? E as meninas? Ainda não levou os presentes para o quarto delas por quê? O que aprontou Connor? Sarah não foi embora foi? – Claire bombardeia fazendo-me apoiar a testa na quina da porta aberta fechando meus olhos com força.

—Eu mereço! – choramingo – Que mais falta acontecer?

—Algum problema? Chegamos muito cedo? – ouço uma voz masculina perguntar e me xingo mentalmente, erguendo os olhos para ver Jay Halstead chegando juntamente com o detetive Ruzeck e Matt Casey.

Nunca subestime as leis de Murphy!! , penso, encarado os três homens, cada um com uma bandeja nas mãos.

—Não – a resposta é dada por Sarah, que surge, linda e perfumada, parando a meu lado – Nós que dormimos um pouco demais. Desculpem por isso – pede, tocando meu ombro – Pode ir se arrumar Connor, enquanto recebo nossos convidados – me libera – Entrem, vamos – convida, segurando meu braço para que saísse do caminho – Connor, acorde! – me sacode levemente — E trate de ir pôr uma roupa antes que eu atire minhas amigas pela janela por terem a ousadia de ficar secando o que é Meu! – cochicha em meu ouvido beliscando levemente minhas costelas.

—Sim senhora, senhora – brinco, roubando um beijo rápido antes de pedir licença a todos e sair, seguindo direto para meu quarto.

Entro mais uma vez cuidadosamente, me surpreendendo ao encontrar Emma e Marina sentadas sobre o colchão, bocejando e esfregando os olhinhos avermelhados.

—Bom dia bonecas dorminhocas! – exclamo, apoiando as mãos na cama, beijando suas bochechas rosadas, Marina enroscando os braços em meu pescoço.

—Bom dia Connor. Cadê a Sarah? – Emma pergunta em meio a novo bocejo.

—Na sala com Kim, minha irmã e avós e uma pessoa que estava morrendo de saudade de vocês – conto, pegando Marina no colo – Querem ir até lá? – questiono.

—Depois de tomar banho e tirar o pijama – diz ela, descendo da cama.

—Ok – anuo, acompanhando-a ao quarto delas – Ajuda sua irmã enquanto vejo a roupa de vocês boneca? – pergunto pondo Marina de pé sobre o colchão, ajudando-a a tirar o pijama.

—Sim –Emma anui, segurando a irmã pela mão quando a ponho no chão – Não quero vestido Connor – avisa antes de fechar a porta do banheiro após entrar.

—Sim senhora – digo, batendo continência — Parece que hoje as garotas Reese amanheceram a fim de me dar ordens! – murmuro rindo sozinho, abrindo o guarda roupas, escolhendo dois conjuntos de short e blusa (sabia que Marina iria querer vestir algo parecido ao que Emma usasse), pondo-os sobre a cama – Emma, pus suas roupas na cama. Faltam apenas às roupas de baixo, ok? Vou tomar banho também e me trocar, pode ser? – aviso, abrindo a porta o suficiente para que escutasse bem.

—Pode. Já vamos sair – afirma.

—Precisa de ajuda? – quero saber.

—Não, não. Consigo vestir Mama de boa – assegura e rio com sua forma segura e tranquila de falar tão parecida com Sarah.

—Ok. Nos vemos daqui a pouco na sala – me despeço, retornando a meu quarto, arrumando a cama antes de entrar no banheiro.

Tomo uma ducha rápida, faço minha higiene bucal, enrolo a toalha a cintura, caminho até o guarda roupa fechando a porta do quarto na passagem, pego jeans e camiseta, uma box, me visto, coloco um pouco de perfume e me encaminho para sala.

—Conno – ouço Marina chamar e estanco, dando dois passos para trás, inclinando o dorso para olhar dentro do quarto.

—Oi coelhinha – respondo.

—Ajuda aqui – pede, saltitando sobre o colchão e enrugo o cenho estranhando a ausência de Emma.

—Onde está sua irmã coelhinha? – questiono, ela apontando a porta entreaberta do banheiro.

—Emma? – chamo, me aproximando devagar, escutando o choro baixo – O que houve? – indago, abrindo a porta rápido, encontrando-a encostada a pia, uma das mãos sob o jato de água da torneira, o filete de sangue chamando minha atenção bem como os cacos de vidro no chão.

—Quebrei o perfume da Sarah ...cortei minha mão! – explica, soluçando – Tá doendo Connor – diz, chorando mais forte.

—Tudo bem boneca, vamos dar um jeito nisso ok – tranquilizo-a, segurando sua mão, diminuindo a força da água a fim de examinar melhor o ferimento – Não parece profundo. Vou mexer e vai doer um pouco ok? Preciso ver se não tem nenhum caco dentro – aviso, ela fazendo uma careta, mas acenando afirmativamente.

—JAY!!– escuto Marina gritar e imediatamente fico tenso.

Não que a opinião dele tivesse algum valor, mas por alguma razão me incomodava o fato de ele me encontrar cuidando de uma das meninas ferida em minha casa!

—Oi gatinha, que saudade de você!! – ouço-o dizer – Emma, onde está? – pergunta, surgindo à porta, segundos depois, com Marina nos braços – O que aconteceu? — pergunta

—Ela se cortou no vidro quebrado – explico sem desviar minha atenção da mão dela, indicando os restos no chão – Poderia me fazer um favor? Tenho um kit de primeiros socorros no banheiro em meu quarto. Pegue pra mim – peço.

—Claro – diz, saindo com a irmã caçula de Sarah nos braços.

—Vai levar ponto? – Emma pergunta, assustada.

—Não boneca, não vai não. Mas tenho que proteger o local para evitar bactérias – aviso, rindo minimamente, beijando sua testa – Não se preocupe, não foi nada sério – a acalmo, fechando a água, pegando a toalha de rosto, enxugando sua mão com cuidado.

—Aqui está – Jay retorna, sozinho – Mandei Marina ir para a sala – explica ante meu olhar inquisidor – Precisa de ajuda? – se oferece, entrando.

—Sim. Poderia me passar uma pinça que tem aí dentro com um pedaço de gaze? –peço, chamando sua atenção de forma silenciosa, indicando a mão da menina com um gesto de cabeça – Tenho que limpar o corte antes de fechar, ver se realmente está tudo ok – explico, devagar, dando ênfase a “limpar”, ele acenando afirmativamente, abrindo a maleta, pegando o que pedi.

—Olha só gatinha, agora também sou assistente de cirurgião! – brinca fazendo-a rir discretamente – Já posso pleitear um lugar no Med não acha? Vou ser o primeiro policial cirurgião da história – tagarela conseguindo o que queria: distrai-a.

—Jay, você não leva o menor jeito pra médico – retruca, virando o rosto para ele – Quando a tia Kim caiu e machucou o joelho você deu mais escândalo do que ela – lembra e preciso me controlar para não rir.

—Eu!???!! – fala de forma exagerada – Espera, você não estava lá pra ver, portanto alguém te contou! Quem foi a caluniadora?? Kim? Foi ela não foi? Aposto que sim, é bem a cara dela inventar essas coisas! – tagarela – Pois saiba que fui eu quem prestou os primeiros socorros, fiz o sangue parar...digo...como é que se fala mesmo doutor Rhodes? – pergunta, me pondo a maleta a minha frente quando sinalizo para fazê-lo.

—Estancar – respondo, concentrando-me no curativo.

—Isso! Estanquei o sangue, que era um verdadeiro rio, diga-se de passagem – exagera novamente e desta vez não tenho como não rir com a resposta que Emma lhe dá.

—De um mero aranhão tio Jay? Sério? Acha mesmo que vou acreditar nessa lorota? – questiona, puxando a mão quando sente o ardor no medicamento.

—Prontinho boneca. Agora é só fazer o curativo – aviso, piscando.

—Por isso ficou falando esse monte de bobagens né? Pra me distrair. Não sou criança! Podia ter dito e pronto! – ralha fazendo bico e ambos rimos.

—Sabemos gatinha, mas admita: foi bem mais divertido assim não foi? – interroga, lhe dando um beijo no topo da cabeça – Estava com saudade de sua valentia gatinha- diz, apoiando o queixo sobre a mesma.

—Tava nada! Se tivesse mesmo tinha vindo nos visitar quando tia Kim e os outros vieram, no domingo – acusa, olhando para o curativo em sua mão assim que a libero.

—Eu quis, mas...- o irmão de Will começa dizer, me encarando – É complicado gatinha.

—Complicado por quê? – Emma questiona voltando-se para ele.

—Que tal irem para a sala? Sarah deve estar se perguntando o porque da demora e...

—Estava mesmo – a própria me interrompe, fazendo-me voltar o rosto em sua direção – O que aconteceu aqui? – pergunta, olhando de Emma para os cacos no chão e vice versa.

—Quebrei seu perfume Sarah, me desculpa – se apressa em pedir, abraçando-se a irmã.

—Não ligo amor, só quero saber se está bem – afirma, erguendo os olhar para mim numa pergunta muda.

—Nada demais. Só um corte pequeno – acalmo-a – Vão indo que já chego por lá – sugiro, ela e Halstead concordando com um aceno, saindo juntos com Emma entre eles, abraçada a cintura de ambos.

Nunca me considerei um cara ciumento, mas admito: não era nada fácil ver Sarah ao lado de Jay sabendo o que havia rolado entre eles no passado. Pior: mesmo ele negando, deu para perceber durante nossa conversa noite passada, que ele ainda sente algo por ela.

—Pare com isso Connor. Tivemos uma noite maravilhosa, ela disse que te ama, portanto não há motivo para esse tipo de pensamento – recrimino-me, abaixando para recolher os cacos, cortando um dedo ao pegar um deles de forma errada – Ai, droga! – xingo, levando o dedo a boca, o gosto de sangue misturando-se ao do perfume.

Lavo o local percebendo que fora apenas um talho pequeno que logo para de sangrar. Ponho um band-aid, termino de recolher o que sobrara, jogo dentro da lixeira retirando o saco com cuidado, amarrando a boca do mesmo. Reponho outro no lugar, guardo as coisas na maleta, fecho-a optando por deixá-la ali mesmo, no armário sob a pia, saindo após verificar se tudo estava limpo.

Quando entro na sala, a cena que vejo traz de volta a incomoda sensação que me acometera ao ver os dois saindo do quarto: Jay sentado ao lado de Sarah, as meninas a sua volta, minhas avós e irmã sentadas de frente para eles assim como os amigos de ambos ao redor, todos conversando animadamente.

Sorrio discretamente me recriminando mais uma vez pelo ridículo sentimento, seguindo direto para a área de serviço, jogando o saco que trazia na lixeira maior, fechando-a, sobressaltando-me ao dar de cara com Sarah ao me virar.

—Cortou-se também? – pergunta, cenho enrugado, tomando minha mão entre as suas.

—Não foi nada – digo, sorrindo um pouco mais, sentindo o peito inflar por ela ter notado o curativo mínimo em minha mão – Parece que todos estão se entendendo bem – observo, olhando os demais por cima de sua cabeça.

—Estão sim, muito embora suas avós estivessem prestes a chamar o exército a fim de saber por que o bisneto ainda não havia se juntado a nós – comenta, rindo divertida – Elas te adoram sabia? – questiona, surpreendendo-me ao envolver minha cintura com os braços – E não posso deixar de lhes dar razão – acrescenta.

—Mesmo depois de tudo que te fiz passar? – questiono, pondo uma mecha de cabelo que soltara por detrás de sua orelha.

—Sei que teve seus motivos para agir da maneira como agia até poucas semanas atrás – afirma, tranquila – Assim como sei que o verdadeiro Connor é bem diferente do homem com quem fui para a cama quatro meses atrás.

—Bem diferente?? – interrogo, dando outra conotação ao que dissera.

—Diferente em quase tudo – diz – Em algumas coisas é exatamente como lembrava – afirma, mordendo meu queixo, provocando uma descarga elétrica que se espalha rapidamente por meu corpo.

—Tendo desejos novamente, doutora Reese? – não resisto provocá-la, tendo nova surpresa ao sentir suas mãos apertarem minha bunda com força.

—Que posso fazer se é extremamente desejável, doutor Rhodes? – devolve, beijando meu pescoço, sussurrando ao pé do ouvido – Grávidas têm desejos de sobra, caso não saiba! – exclama, sugando discretamente a pele, causando arrepios de prazer.

—Não, não, é aqui mesmo. Vou falar com meu irmão, o dono do apartamento, para liberar a entrada de vocês. Aguarde um segundo – a voz de Claire, que se aproximara sem que notássemos, chama nossa atenção fazendo-nos separar – Connor, pode interfonar e pedir para deixarem o pessoal do Buffet entrar? – pede e a olho intrigado – Quando Sarah falou que foram dormir tarde e por isso haviam perdido a hora, me senti na obrigação de providenciar o almoço. Liguei para uma amiga que trabalha com isto e ela prontamente me atendeu. Estão lá embaixo aguardando que os deixe entrar – informa, puxando ar ao final.

—Claire, não precisava. Podia preparar algo rapidamente para todos nós – digo.

—Foi o que disse, mas ela insistiu – Sarah conta.

—E nós trouxemos até sobremesa – Kim, que também se aproximara, avisa – Delicia de abacaxi e mousse mista: chocolate com maracujá.

—Por isso que não pedi sobremesa – Claire avisa, voltando-se para mim novamente – Ande Connor, libere a entrada do pessoal –ordena e rolo os olhos.

—Sim senhora – respondo, indo até o interfone – Hoje todo mundo quer mandar em mim – resmungo – Oi, pode deixar o pessoal entrar – libero.

—Prontinho. Não doeu nada doeu? – Claire indaga, voltando-se rápido, chocando-se com Jay – Oh, desculpa – pede, corando como há muito a via ao ser amparada por ele, evitando que caísse.

—Sem problema senhorita Rhodes – o irmão de Will responde, demorando um pouco para liberá-la – Teria uma cerveja ai? – pergunta, enfiando as mãos nos bolsos dianteiros, parecendo ter ficado sem graça.

—Sim – digo, abrindo a geladeira, pegando duas garrafas.

—Connor, venha aqui agora mesmo rapazinho – minha bisavó chama e faço uma careta de desgosto.

—O que foi agora? – resmungo, passando por Sarah, Jay e Kim, que me seguem rindo discretamente – O que foi bisa? – pergunto, ela segurando firme minha mão, obrigando-me a sentar no braço do sofá a seu lado.

—Está jovem senhorita aqui estava me contando que você e a irmã dela, mãe de meu trineto, essa moça encantadora de pé a seu lado, ainda não estão noivos, isto é verdade? – pergunta não me deixando responder – Escute aqui meu jovem, sabe que não gosto dessas modernidades. Não te criei para ficar enrolando as garotas criei? – interroga, segurando o lóbulo de minha orelha – Trate de fazer as coisas direito ouviu bem? Peça essa jovem encantadora em casamento o quanto antes ou lhe aplico um corretivo! Onde já se viu! – ralha, apertando-o forte e faço nova careta, essa de dor, notando as pessoas ao redor lutando contra o riso.

—Deve ser o pessoal do Buffet . Deixa que atendo – Claire adianta-se, indo atender a porta – Podem por tudo sobre o balcão da cozinha, por favor – comanda.

—Mamãe, deixo meu neto em paz! – minha avó ralha, segurando algumas roupinhas nas mãos – Connor é responsável, sabe muito bem o que deve fazer, não é meu bem? – insinua, me olhando por cima das lentes grossas.

—Sim senhora – respondo, resignado, massageando o local quando a bisa o libera.

—Connor, preciso que me indique onde estão as coisas por aqui – Claire pede, agradecendo os entregadores após terminarem.

—Estou indo – aviso, levantando.

—Vamos ajudar – Gabby se oferece, ela, Kim e Sylvie me seguindo até a cozinha.

—Também vou – Sarah avisa, fazendo menção de juntar-se a nós, minhas avós impedindo.

—De jeito nenhum querida. Deixe que Connor e Claire organizem tudo. Fique aqui pertinho que quero sentir esse rapazinho chutar novamente – vovó Mirella pede, fazendo-a sentar-se a seu lado.

—Ele chuta muito mesmo – Marina concorda, apoiando as mãos nas pernas de minha avó – A senhora já assistiu Frozen? – pergunta fazendo todo mundo rir.

—Isso sim é um verdadeiro vicio! – Ruzeck comenta.

Depois que organizamos tudo em travessas, consigo resgatá-la para que pudesse preparar o prato para as meninas enquanto estas distraiam minhas avós assistindo o desenho na tv, além de servir-se.

O almoço transcorre num clima agradável (sem que fosse submetido a mais perguntas ou exigências vexatórias), Marina e Emma monopolizando grande parte da atenção de minhas avós (para meu alivio) nos permitindo, a mim e Sarah, conversarmos com seus amigos, Jay em especial, calmamente. No meio da tarde, Mirella e Eleonor vão embora (não sem antes me darem outro puxão de orelha exigindo serem mantidas informadas da evolução do trineto), Claire permanecendo conosco, ela e as garotas ajudando Sarah a organizar os presentes do bebê no quarto, os rapazes e eu assistindo ao jogo dos Bears na tv.

Passava das vinte horas quando todos finalmente se retiram, nos deixando a sós novamente.

—Desculpe a falta de tato de minha bisavó Sarah – peço enquanto terminamos de arrumar a cozinha, Emma e Marina sentadas sobre o tapete, zapeando os canais na tv — Parece ser mal de família querer comandar a vida alheia – digo, torcendo o nariz.

—Está se incluindo nessa observação? – pergunta, recostando-se ao balcão, rindo da expressão que faço.

—Algumas vezes – reconheço, pondo o último jogo de pratos dentro do armário – Mas, estou me policiando para não fazer mais isto – garanto.

—Sério? Desde quando? – questiona, erguendo o queixo desafiadoramente.

—Desde... – começo a falar, me posicionando a sua frente, os braços ladeando seu corpo – Que uma residente de longos cachos de mel, sorriso tímido e personalidade forte entrou em minha vida – digo, a beijando castamente.

—Não seria na sua cama? Porque foi só depois que dormimos juntos que passou a me, digamos, importunar com mais frequência – retruca.

—Te importunar? Eu? Quando fiz isso? – questiono, duvidoso.

—Quando questionou minha aproximação com o irmão de April, pra começar – conta, me dando um selinho.

—Lógico! Você merece coisa melhor – afirmo.

—Humm...Você por exemplo?! – indaga, deslizando as mãos por meu peito, detendo-se no cós da calça, insinuando os dedos para dentro.

—Sim – respondo sem nenhum constrangimento, ela jogando a cabeça para trás numa risada gostosa – Eu sim, por que não? Posso ter cometido erros no começo, mas os reconheci e estou trabalhando para corrigir cada um deles.

—Sei...Antes ou depois de Jay te acertar? – me provoca.

—Quem sabe não quer me trocar por ele – devolvo, tentando me afastar, sendo contido por ela.

—Poderia...Se não estivesse perdida ...- me dá outro beijo rápido – Irremediavelmente – novo beijo – Apaixonada por você! – completa, envolvendo meu pescoço – Mesmo com os defeitos apontados anteriormente – afirma, me beijando mais uma vez, interrompendo apenas quando escutamos os risinhos a nosso lado –O que minhas anjinhas querem? – pergunta, sem me soltar, dirigindo um olhar supostamente ameaçador as meninas.

—Pipoca! – respondem juntos – Mas podem namorar mais um pouco, nós deixamos – Emma diz, girando nos calcanhares, retornando a sala.

—É, deixamos! – Marina repete, imitando a irmã e ambos rimos divertidos.

—Faço pipocas se escolherem outro filme que não Frozen – negocio, girando o corpo, ficando de frente para elas, Sarah apoiando o queixo em meu ombro.

—Já escolhemos e não é Frozen – Emma avisa de lá, balançando o controle remoto – Vamos esperar vocês para começar assistir.

—Ok – anuo, me soltando de seus braços – Pipoca...

—Doce – Sarah pede, abrindo a geladeira – Temos cobertura – sacode a lata a minha frente – Se bem que acabei de pensar em um uso melhor para ela – garante, mordendo o lábio, um sorriso maroto iluminando o rosto.

—Não nem perguntar o que está pensando em fazer com isto! – exclamo, colocando o saco de pipocas sem sabor no micro-ondas – Ainda bem que temos outras opções – aviso, pegando o leite condensado.

—Também é bom – diz, tomando-o de minhas mãos, caminhando graciosamente até onde as meninas estão.

—Existe alguma chance de eu chegar vivo ao final dessa gravidez? – provoco-a, retirando a pipoca, pondo outro saco para estourar, rindo ao escutá-la dizer um “ talvez” em resposta.

Balanço a cabeça negativamente, despejando o conteúdo do pacote em uma tigela, aguardando o outro saco acabar de estourar, pondo-o junto antes de ir me juntar a elas sentando sobre o tapete, Emma liberando o filme assim que o faço.

—Tá de brincadeira! – exclamo, olhando a tela, incrédulo – Deu a louca na chapeuzinho???

—É um filme bem divertido, pelo que soube – Sarah comenta, piscando para mim.

—Sei – anuo, sentando entre ela e Emma, Marina em meu colo – Espero que seja mesmo – retruco, ganhando um beijo no rosto antes de Sarah se aconchegar mais a mim, enroscando seu braço ao meu, deitando a cabeça em meu ombro.

“...If ever our love was concealed;

No one can say that we didn’t feel;

A million things and a perfect dream of life;

Gone fragile but free…

That there is something about you;

Baby, so right;

I wouldn’t be without you, baby, tonight…”

Notas finais
Nos vemos em quinze dias! Bjinhos flores