Love Hurts!

17 Knights on shinning armor! (I)


Notas iniciais
Olá flores! E lá se vão mais quinze dias!! O tempo passa tão rápido ultimamente que mal dá tempo respirar e já é hora de postar novamente. Tem sido complicado manter as fics em dia por diversas razoes, mas com calma irei fazendo isso. Hoje aqui, amanhã em IP e se der em Perfect. Por aqui um programa em família, uma visita aos detetives e um final de noite inesperado. Só pra constar: cavaleiros em armadura brilhante não precisam necessariamente empunhar uma espada...e outros aparecerão no próximo capitulo. Grata por todas as rewiews passadas....More rewiews , pleaseee...Boa leitura...Bjinhos flores.

“...Nobody gonna love me better, I must stick with you forever;

Nobody gonna tahe me higher, I must stick you;

You know how to appreciate me, I must stick with you my baby;

Nobody ever made me feel this way, I msut stick with you...”

Stickwitu

The Pussycat Dolls

Apartamento Connor e Sarah (terça, 28/3 – 20:20 p.m)

Connor

Os elogios que teci acerca da personalidade e confiança em relação a Emma ontem, são postos a prova logo no dia seguinte.

Havíamos terminado de jantar e estava arrumando a cozinha com Sarah. Tudo parecia normal até ela perguntar se Emma precisava de ajuda com as tarefas escolares de casa.

— Não preciso porque não tenho tarefa. Nem Marina – informa sem desviar os olhos da televisão.

— Sem tarefas? Olha só que milagre! A senhorita Tate raramente dá uma folga dessas. Alguma razão especial? – questiona, entregando-me o prato que acabara de enxugar.

—É que não teremos aula amanhã – completa ainda sem olhar para nós, algo na forma como falou chamando nossa atenção.

— Não terão aula? Algum feriado que não estamos sabendo? – pergunto, trocando um olhar com Sarah, ela sacudindo os ombros e abrindo as mãos numa interrogativa silenciosa.

— Não nada. Apenas não teremos aula, só isso – repete, sentando-se, parecendo incomodada com algo.

— Emma, está tudo bem? – pergunto, guardando o último prato no armário, pendurando o pano que Sarah me entrega sobre meu ombro.

— Está sim, porque não estaria? – devolve.

— Talvez pela maneira como está evitando olhar-nos, respondendo de forma atravessada – Sarah enumera, cruzando os braços – Emma, o que está acontecendo? Sabe que pode confiar em nós, não é? Pode nos contar tudo – lembra-a, Emma suspirando profundamente, levantando, indo até sua bolsa, trazendo-a para nós.

Em silencio, abre um dos bolsos pegando uma folha de papel lá dentro, entregando-a a Sarah, retornando para junto da irmã sem nada dizer.

No mesmo silencio Sarah o lê, a expressão contrariada em seu rosto me deixando curioso.

— Do que se trata? – quero saber, me aproximando.

— Dia da profissão – diz, entregando-me a folha – Neste dia os pais vão a escola, na classe de seus filhos, contar sobre a profissão que exercem – explica, a voz de Emma se fazendo ouvir.

— E como não tenho pai muito menos mãe, serei a única em minha sala a não apresentar ninguém. E Marina na dela – diz, o tom embargado não deixando duvidas: estava chorando.

Respiramos fundo, indo até ela. Ajudo Sarah a sentar-se ao lado da irmã fazendo o mesmo em seguida.

— Meu amor, por mais que isto seja chato, e sei bem como é, já passei por isto na sua idade, não posso permitir que perca aula por esta razão. Sabe disso não sabe? – Sarah pergunta, afagando os cabelos da irmã.

— Por que não? Seria apenas um dia. Pego a matéria com Milena e depois você explica para a senhorita Tate, como fez no ano passado lembra? – pergunta, fungando.

— Lembro e caso tenha esquecido, ano passado tivemos um motivo forte para não irmos, eu e Marina estávamos com catapora e havia o risco de você estar contaminada e contaminar seus coleguinhas – relembra, beijando-lhe a cabeça – Este ano estamos todas gozando de plena saúde, graças a Deus – diz, erguendo o rosto dela – Como disse, sei bem o que sente, mas não vai deixar de ir à escola por conta disso, sinto muito– reitera.

— Connor, diz pra ela que um dia só não faz mal, pro favor! – vira-se para mim com as mãos unidas, implorando.

Encaro-a por um segundo, baixando a vista para a folha em minhas mãos, tomando uma decisão.

— Meu anjo, não posso dizer isto porque concordo com sua irmã – aviso, continuando antes que pudesse protestar – Quando tinha sua idade, meus pais também me deixaram na mão no dia da profissão. Diversas vezes. Todas elas para ser honesto – revelo.

— Eles não quiseram ir? – pergunta, esfregando o dorso das mãos sobre os olhos enxugando as lagrimas, fungando.

— Pior: prometeram que iriam e simplesmente não apareceram – conto – E quando cobrava deles a promessa não cumprida, meu pai simplesmente dizia-me que não tinha tempo a perder com bobagens enquanto minha mãe sequer me dava uma explicação – lembro, o velho sentimento de abandono bem como o reconhecimento de que os problemas entre meu pais sempre existiram e interferiam diretamente em minha vida e na de minha irmã trazendo o aperto no peito que costumava sentir – Depois de todos os furos deixados por ambos – admito em voz alta — Jurei a mim mesmo que não iria voltar a escola novamente, que não queria mais estudar, que odiava meus professores e colegas de classe.

— E cumpriu seu juramento? – quer saber.

—Não, sabe por quê? – questiono, ela balançando a cabeça negativamente – Primeiramente porque meus pais jamais me permitiriam fazer isto. Em segundo lugar porque tinha que estudar se quisesse ser alguém na vida, ter uma profissão que me permitisse realizar meus planos e sonhos – continuo, afagando seu rosto vermelho – E por último, porque tudo passaria no dia seguinte: a raiva dos professores e dos colegas que zoavam comigo, tudo passaria...Excerto a sensação de vazio! – penso, mas não verbalizo, encarando-a – Sei o quanto soa fácil dizer isto a você sendo que não irei vivenciar a situação, mas acredite meu anjo, será bem pior não ir. Seus amigos, os verdadeiros, irão se preocupar com você e os demais, não tão bonzinhos eu sei, irão aproveitar para provocá-la mais. Infelizmente é a realidade – digo, sentindo meu coração ficar do tamanho de grão de mostarda ante sua expressão de tristeza e dor – Façamos o seguinte: amanhã depois das aulas buscamos vocês e damos um passeio onde quiserem, shopping, píer, para relaxarmos um pouco, o que me diz?

— Onde quisermos? – devolve, animando-se.

— Onde quiserem – confirmo, Sarah me dirigindo um olhar de censura.

— Neste caso vamos sim – afirma, levantando – Mama, vamos pegar nossas tarefas pra Sarah e Connor verem – chama, esticando o braço com a mão aberta para a irmã.

— Mas não temos tarefa! – Marina exclama, olhando a irmã, confusa, permanecendo deitada de bruços balançando as perninhas no ar.

— Agora temos e vamos mostrar para eles corrigirem – reafirma, nos encarando sem graça – Fizemos com a ajuda da Bruna assim que chegamos em casa – explica, corando – Anda Marina, senão não poderemos ir ao parque depois da aula amanhã – pede, revelando seus planos e sorrio ante a expressão abismada de Sarah.

— Vamos ao parque? – Marina pergunta, pondo-se de pé rapidamente, saltitando feliz quando a irmã confirma – Ebaaaa!! Vou buscar meus livros- avisa, correndo para o quarto.

— Vou pegar minha bolsa — Emma avisa, indo para a cozinha onde a deixara.

— Connor...- Sarah começa dizer mas a corto.

— Eu sei, eu sei, mas espere terminarmos que explico tudo ok? – peço, encarando-a, caprichando no sorriso.

— Nem adianta vir com esse seu sorriso blockbuster meu bem, vai levar bronca do mesmo jeito. E muita bronca...E uns bons puxões de orelha – ameaça, estendendo a mão para segurar o livro que Emma lhe entregava – Ajude Marina – manda, a menina obedecendo-a sem hesitar – Não gosto da ideia de negociar obrigações. Não é uma boa política além de ser perigoso. Elas podem...

— Crescer achando que tudo tem um preço? – me adianto, completando amargamente – Bem-vinda ao meu mundo! Sei bem disso e não é em absoluto o que pretendo fazer as meninas, ou a nosso filho no futuro – asseguro, calando-me quando as meninas retornam, sentando-se a nossa frente, animadas, abrindo livros e cadernos, nos mostrando suas tarefas.

Juntos, durante uns vinte minutos mais ou menos, corrigimos os pequenos erros e completamos o que faltava ser feito, ajudando-as a arrumarem suas bolsas.

Por volta das dez e meia da noite, desligamos a televisão, Sarah levando-as para o quarto delas a fim de prepará-las para dormir enquanto vou para a cozinha preparar um lanche leve para cada uma, outro para mim, organizando tudo em duas bandejas, lembrando de pegar garrafas de água para a noite.

Fecho tudo, apago as luzes e me dirijo ao quarto das meninas onde as encontro sentadas sobre seus colchões de olhos fechados e mãos unidas, rezando, Sarah sentada na poltrona observando-as, sinalizando para que entrasse e o faço em silencio, pondo as bandeja sobre a cama, parando de braços cruzados fazendo o mesmo que ela.

Nunca fui muito religioso, parte culpa de meu pai (minha mãe até o era, mas por conta dele afastara-se), durante em que estive fora do país tive contato com diversas por conta do MSF e outros locais onde trabalhei, mas não adotara nenhuma oficialmente. Respeitava a todas igualmente e achava bonita a maneira como Sarah conduzia essa questão com a irmãs e consigo mesma, sem estresses ou cobranças acirradas.

— Amém! – a exclamação feita em conjunto e com certo entusiasmo me tira do devaneio e olho-as, sorrindo – Oba, lanche! – Emma exclama, saltando da cama, Marina a seguindo – Vão comer com a gente? – questiona, mordendo o sanduíche, olhando de mim para Sarah.

— Não amor. Tenho que conversar umas coisas com Connor e vou aproveitar enquanto lanchamos – Sarah adianta-se, ligando a babá eletrônica (havíamos comprado uma para quando o neném nascesse, mas já a estávamos usando com as meninas) – Agora terminem seu lanche para que possam escovar os dentes e dormir – manda, levantando-se, abanando-se com as mãos.

— Vou ligar o ar – me adianto, fechando a porta do quarto, ligando o aparelho na função sleep – Trouxe água caso tenham sede de madrugada – aviso, pondo a bandeja sobre a bancada de estudos após desligar e fechar o notebook de Emma, empurrando-o para longe da mesma, encostando-me enquanto as espero terminar de comer, observando, por tabela, Sarah abrindo as gavetas da cômoda, mexendo nas roupinhas do bebê.

Admito: estava cada dia mais ansioso. Tanto ou mais do que ela algumas vezes. Não via hora de ver o rostinho de nosso filho, de tê-lo nos braços, escutar seu choro, até mesmo perder noites de sono por causa dele.

—Connor, ajuda escovar os dentes! – Marina pede, puxando minha camisa, trazendo-me de volta a realidade.

— Claro coelhinha – anuo, pondo-a nos braços, levando-a até o banheiro onde a ponho de pé sobre o banquinho que mantemos ali, ajudando-a colocar o creme dental na escova – Primeiro os da frente, pra cima e pra baixo, depois de lado, em círculos e por último a parte interna, em cima e embaixo – oriento, ajudando-a na escovação, Emma entrando pouco depois, fazendo o mesmo.

Ajudo Marina a deitar cobrindo-a, lhe dando um beijo de boa noite, Sarah fazendo o mesmo após tê-lo feito com Emma.

— Posso lhe dar um beijo de boa noite princesa? – pergunto, ela sorrindo e acenando afirmativamente, corando – Boa noite minha flor, durma bem – desejo, lhe dando um beijo na testa, pisando antes de me afastar, saindo junto com Sarah, acendendo o abajur no canto, apagando a luz principal , fechando a porta, pegando a badeja das mãos dela enquanto vamos para nosso quarto – Antes que brigue comigo, posso me explicar? – pergunto mal entramos, pondo a bandeja sobre a cômoda, me voltando para ela.

— À vontade – libera, sentando-se de braços cruzados, me encarando séria – Quero ver qual a desculpa – diz.

— Não tenho nenhuma – confesso, sentando de frente para ela – Mas prometo que irei falar com Emma sobre o que fiz e que não se repetira ok? – prometo.

— Espero que surta efeito ou teremos problemas Connor – avisa, suspirando.

— Surtirá, vai vê – declaro, otimista – Agora, deixe-me fazer uma pergunta: vi no papel que na falta dos pais os responsáveis podem ir no dia trabalho não e? – interrogo, ela confirmando com um aceno – Então porque não aproveitamos que ambos estaremos de folga amanhã, levamos as meninas para a escola e ficamos para o dia da profissão, o que acha? – sugiro, aguardando sua resposta ansiosamente.

—Pode ser – diz, coçando o queixo – Fiz isso uma vez quando mamãe não pode ir...Na verdade ela detestava essas coisas. Só ia porque enchia sua paciência para que não fizesse com as meninas o mesmo que fizera comigo – revela – Acho que as meninas irão adorar, mas porque não disse isso antes? – quer saber.

— Porque não sabia se gostaria que o fizesse. Não sou parente delas, oficialmente, portanto queria sua autorização já que tanto as crianças quanto o pessoal da escola certamente me perguntarão o que sou das meninas – explico, escutando seu “Ah” encabulado seguido da já tradicional mordida no lábio inferior (tique que tem quando está insegura ou ansiosa) – E também queria fazer uma surpresa para ambas – acrescento vendo-a sorrir do jeito que amo.

— Você não existe sabia!? – declara, mexendo o indicador, convidando-me a chegar mais perto e o faço – Te amo cada dia mais por isso! – confessa, me beijando, enroscando os braços em meu pescoço, deitando-se devagar, me levando consigo.

— Também te amo...Muito – retribuo, apoiando as mãos no colchão, sustentando meu peso de forma a não pesar sobre ela – está com calor? – pergunto ao notar as gotas de suor escorrendo por seu rosto.

— Uhum, uhum...Apenas quente – afirma, desabotoando minha camisa apressadamente – E estamos com muita roupa! – resmunga, perdendo a paciência, puxando-a com força.

—Uou, vamos com calma ou vai se machucar – advirto, rindo, deitando a seu lado, ela vindo imediatamente para cima de mim, desafivelando meu cinto, abrindo botão e zíper antes mesmo de retirá-lo já começando a força a peça para baixo – Sabia que adoro quando deixa seu lado selvagem aflorar!? – não resisto provocá-la, erguendo o quadril, ajudando-a a me despir – É tão inspirador ver alguém assim tão disposto a deixar de lado a vergonha e se entregar ao desejo – prossigo, me livrando a camisa, atirando-a em um canto qualquer do quarto.

— Connor, cala a boca e me ajuda aqui! – bufa, enrolando-se ao tentar despir o macacão jeans que vestia, ficando de joelhos sobre o colchão, as pernas ladeando meu corpo.

— Seu pedido é uma ordem meu amor – afirmo, erguendo o tronco, ajudando-a a abrir os botões laterais do bendito traje, adiantando-me a tirar sua blusa e sutiã liberando os seios fartos. Haviam aumentado visivelmente de tamanho nas últimas semanas e ficado mais sensíveis também – Posso sugerir não usar mais essa coisa?!?- resmungo, fazendo-a deitar-se para que pudesse retirá-lo de vez deixando-a apenas de calcinha, fazendo com a peça o mesmo que fizera com minha camisa – Finalmente! – exclamo, inclinando-me cuidadosamente sobre ela, distribuindo beijos por seu corpo a começar pelo vale entre os seios, sugando a pele, mordendo até escutar seu gemido rouco – Só vai usar batas de agora em diante. Enormes, folgadas e fáceis de tirar – ordeno, detendo-me me seu ventre um segundo, acariciando e beijando a barriga antes de continuar descendo até alcançar seu sexo, beijando-o por cima do tecido de algodão e renda, maior do que as que usava antes, tão sexys quanto.

— Seu...pedido...é uum-uma ordem – parafraseia-me arfando, as mãos agarrando e puxando meu cabelo com força – Connor, preciso de você...em mim...Agora! – ordena, dobrando os joelhos, pés apoiados no colchão, soltando meu cabelo.

Sem demora, fico de joelhos, retirando a calcinha delicadamente, pondo um travesseiro sob seu quadril de maneira a ergue-lo me dando mais acesso e proporcionando mais conforto para ela (o enchimento fofo cedia formando uma “cama” sob seu corpo), penetrando-a lentamente, cadenciando o ritmo e a força de minhas investidas temendo machucá-la.

Era impressionante como mesmo estando no quinto mês, sua libido não diminuirá praticamente nada. Nem a minha. Ficava excitado com seu corpo, seu cheiro, da mesma forma como me excitara meses atrás quando fomos para a cama pela primeira vez.

Invisto mais algumas vezes vendo-a arquear-se o máximo que ainda conseguia, deixando-o cair em seguida após gozar. A acompanho pouco depois, saindo dela após o gozo, deitando a seu lado, ambos ofegantes, levantando quando o faz, segurando minha mão num convite mudo.

Nos banhamos num silencio acolhedor, repleto de significados, optando por usar apenas a parte de baixo de nossos trajes, deitando-nos, ela com a cabeça sobre meu peito. Fecho os olhos desfrutando da calma que sua respiração tranquila me transmite, pensando o quão diferente nossa relação era das demais que tivera até então.

Mesmo quando não estávamos juntos oficialmente, quando brigávamos lá atrás (e agora, algumas vezes), mesmo nos momentos mais complicados que enfrentamos até agora, sempre havia aquela brisa, aquele sopro de calma em seu olhar, em sua voz ..Quando a raiva aplacava, evidente! , penso, sorrindo enquanto afago seus cabelos.

Sarah me trouxera uma paz que desconhecia em meus relacionamentos recentes. Em alguns antigos também, admito, e tudo que desejo, do fundo do meu coração, é não perdê-la. Nunca mais.

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Vigésimo primeiro distrito (quarta, 29/3 – 07:25 a.m)

Narrador

—Só o que estou dizendo é que deveríamos começar a pensar em algo para termos tempo de preparar tudo e fazer uma surpresa para ele, nada mais – Kim Bruguess argumenta, descendo do carro em frente ao distrito acompanhada por seu atual parceiro de trabalho, Jay Halstead.

— Eu sei Kim, mas estamos falando de Hank Voight aqui. Não seria melhor sondarmos antes com All para saber se irá ou não gostar? – questiona o detetive, encostando-se ao capo do veículo de braços cruzados, encarando a parceira – Vai que preparamos tudo e de repente ele some, decide passar o dia sozinho em algum lugar a ermo – sugere recebendo um sorriso debochado dela – O quê?? Pode acontecer não pode? – indaga ele, abrindo os braços.

— O que pode acontecer? –Adam Ruzeck pergunta, curioso, apoiando um braço sobre os ombros da namorada, lhe dando um selinho antes de olhar o colega.

— Kim quer organizar uma festa de aniversário surpresa no Molly’s...Pro sargento! – conta, rindo ao ver a careta feita por Adam.

— Péssima ideia! – Kevin Atwater garante, parando ao lado do parceiro, encarando a namorada do mesmo, Haley Upton, substituta de Erin Lindsay na unidade, a seu lado – Hank não me parece o tipo que gosta de festas de níver, menos ainda se forem surpresa – argumenta o policial, tocando o punho fechado do colega no ar.

— Festa surpresa para Hank? Me incluíam fora dessa! – Antônio Dawson exclama, gesticulando com a mão em frente a garganta no sentido horizontal – Tenho amor a vida e quero ter outros relacionamentos ainda – brinca, apoiando o braço sobre os ombros de Upton, piscando para a loira.

— Vai sonhando! – responde a detetive, baixando o corpo de forma a mão dele cair de seu ombro, provocando risos nos demais.

—Ok, ok, reconheço que organizar sem antes procurar saber se ele irá gostar ou não é arriscado, mas podemos descobrir isso. Basta sondar o All, vê o que ele acha. Ou a Platt. Os dois o conhecem bem e podem nos dizer, o que acham? – sugere, olhando-os alternadamente, esperançosa.

— Acho que aquela pancada na cabeça ontem a noite durante a campana afetou seu cérebro! – Halstead a provoca, erguendo os braços a frente do rosto, defendendo-se das tapas desferidas por ela, provocando mais risos.

— Com licença – a voz grave chama atenção fazendo o grupo voltar-se para o recém-chegado – Bom dia. Desculpem interromper. Saberiam me dizer se os detetives Halstead e Burguess já chegaram? – pergunta o loiro, arrumando os óculos no rosto.

— Quem quer saber? – Jay questiona, empertigando-se, tenso, examinando o homem de alto a baixo rapidamente, detendo-se nos bolsos do agasalho que o mesmo usava.

— Não estou armado, se o que procurar saber – garante ele, erguendo as mãos – Meu nome é Benjamim Goodman, sou advogado da senhorita Reese – apresenta-se.

— O tal amigo do Connor ? – Kim pergunta, surpresa – Sua secretaria me ligou ontem, mas não deu para conversarmos. Estava trabalhando – justifica.

— Ela me disse e peço desculpas pelo inconveniente. Zoe julgou que por ser horário de almoço pudesse estar livre – explica, sorrindo discretamente.

— Nossos horários não são exatamente rígidos no que se refere a refeições – Atwater afirma, fazendo-o rir mais.

— Pois é, foi o que lembrei a ela. Garanto que não se repetira – assegura, pegando um cartão no bolso, entregando-a a policial.

— Leva cartões de visita quando sai para correr? – Upton não resiste perguntar, curiosa.

— Só quando tenho a intenção de contatar prováveis testemunhas – responde, em humorado.

— Prováveis não, testemunhas – Kim o corrige de imediato – Vamos testemunhar contra aquela vaca sem vergonha e o pilantra do marido dela com certeza! – esbraveja a detetive fazendo-o rir abertamente.

— Desculpe minha amiga, ela é meio estourada como já deve ter notado – Jay pede ganhando um estirão de língua em resposta – Mas está correta em dizer que testemunharemos em favor da Sarah – corrobora, aceitando o cartão que lhe estendia – Nós e alguns amigos que trabalham no corpo de bombeiros- acrescenta.

— Estávamos até pensando em investigar a senhoria, mas estamos com um caso grande em mãos então não rolou – Adam informa, lendo o cartão que Kim lhe passara.

— Ela me deu os nomes dos bombeiros e já estou investigando a tal mulher e o marido. Tenho um investigador que trabalha para meu escritório – conta – Bom, vou deixá-los trabalhar. Fico no aguarda de sua ligação para conversarmos com calma – diz, apertando as mãos que lhe estendiam – Tenham um bom dia – deseja.

— Igualmente – desejam juntos, vendo-o afastar-se..

— Preciso ficar amiga da Sarah – Upton comenta fazendo Jay voltar o rosto para ele com o cenho franzido – O namorado é um gato e a julgar por este ai – aponta o advogado, que aguardava os carros pararem para atravessar a rua – Os amigos dele também são – elogia seguindo-o com o olhar.

— O que Benny Goodman queria? – a pergunta feita por Alvin Olinsky os pega de surpresa, sobressaltando-os.

— Benny Goodman? – Kim indaga confusa.

— Benjamim “Benny” Goodman, filho de Thomas Goodman, da Fischer e Goodman advocacia – especifica o policial, olhando-os um a um.

— O conhece All? – Jay interroga, encarando o colega.

— Sim e vocês também – garante, apontando Upton – Excerto ela.

— Espera ...o cara do assassinato seguido de sequestro! – Dawson lembra, estalando os dedos, esclarecendo – Ano passado, perto do final de Outubro...

— Uns três dias depois da formatura de Sarah – Olinsky intervém.

— Isso – Antônio anui – Um dos clientes do escritório matou um dos advogados lá dentro e sequestrou outro – conta.

— Nossa. E ele estava presente? – Kim pergunta.

— Ele foi o sequestrado e o avô, o morto – revela para espanto dos detetives – O avô foi morto dentro do escritório do rapaz, ele passou vinte e quatro horas nas mãos do assassino e ainda teve que defender o irmão do assassino quando se recuperou.

— Como assim? Por que? – Kim pergunta, intrigada.

— Isso não sei responder. Tudo que sei é que cerca de três semanas depois de ver o avô se brutalmente assassinado, de ter sido sequestrado e torturado pelo assassino estava no tribunal defendendo o irmão do mesmo – Olinsky confirma – Mas afinal de contas, o que ele queria aqui a esta hora?

— É advogado de Sarah no caso contra a senhoria dela – Jay informa, massageando o queixo – Será que o Rhodes sabe dessa historia toda ai? – questiona.

— O que isso tem a ver? – Upton indaga.

— Tem que ninguém supera algo assim do dia para a noite. E se esse cara travar na hora que estiver no tribunal? Já vi acontecer por bem menos do que ele enfrentou -justifica-se o detetive.

— Acredito que tenha conversado com doutor Rhodes e se não o fez fara em breve. Agora vamos deixar nosso amigo advogado de lado e nos concentrarmos na investigação. Hank está a caminho e certamente vai querer saber se a campana deu resultado – Olinsky avisa, caminhando em direção a entrada do distrito.

— Por falar no sargento, o que acha de organizarmos uma festa de aniversário surpresa para ele, All? – Kim pergunta animada.

— Acho que já temos problemas demais para arranjarmos mais um! – responde, seguindo adiante.

— Eu falei não falei! – Atwater exclama, erguendo o braço para defender-se da tapa desferida por ela, rindo divertido.

— Ainda não desisti, se querem saber – comunica a detetive, entrando no distrito.

— Eita que essa quando enfia uma ideia na cabeça não tira de jeito nenhum! – Adam reclama, seguindo-a.

— Eu que o diga meu amigo, eu que o diga! – Jay exclama, suspirando, entrando no distrito.

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Escola Elementar de Chicago (07:26 a.m)

Narrador

Connor manobra o carro estacionando ao lado da escola onde as meninas estudam.

— Depressa Sarah, vamos nos atrasar! – Emma pede, soltando o cinto de segurança, pegando sua bolsa.

— Calma ai senhorita, não vai a lugar nenhum sozinha – Sarah ralha ao vê-la com a mão na maçaneta – Para quem não queria vir está com bastante pressa não acha? – questiona, soltando seu cinto, olhando a irmã pelo retrovisor interno – Escutou o Connor e eu dissemos no caminho não escutou? O passeio de logo mais será uma exceção – lembra.

— Eu sei Sarah, entendi – garante a menina, saltando do veículo ao mesmo tempo que eles.

— Emma, aguarde perto do carro – Connor pede, pegando sua mochila e a bolsa de Sarah enquanto a médica retira a irmã caçula da cadeirinha pegando a mochila da menina.

Após organizarem-se, o cirurgião segura as duas meninas pelas mãos, estas puxando as mochilas com a mão livre.

— Por que vocês vão entrar na escola? Va falar alguma coisa com a senhorita Tate Sarah? — Emma quer saber, preocupada.

— Sim, mas não vou contar-lhe que não queria vir a aula hoje, não se preocupe – garante a médica, rindo discretamente enquanto atravessam a rua tranquilamente.

— Vão falar sobre o que então? – pergunta, curiosa atravessando o portão de entrada da escola, acenando para um grupo de meninas mais a frente – Parece que todo mundo se atrasou hoje – comenta sorridente.

— Não nos atrasamos tanto assim anjo – Connor pondera, ajudando Marina a subir os degraus da escadaria, abrindo a porta de acesso ao corredor de entrada da escola.

— Minha sala é ali – Marina indica, soltando-se de sua mão, correndo em direção a sala de aula.

— Vou falar com a senhorita Rossi, professora da Marina, primeiro. Vem comigo? – Sarah pergunta.

— Pode ser. Se importa anjo? – pergunta o cirurgião, voltando-se para a menina que dá de ombros, distraída – Ok. Então vamos a sala da Marina primeiro e depois a sua – diz, liberando-a – Nos vemos daqui a pouco anjo – avisa, a garota acenando para os dois enquanto segue pelo corredor, subindo o pequeno lance de escadas que a levaria a sua sala de aula.

— Pronto? – Sarah pergunta fazendo-o voltar-se para ela novamente.

— Uhum – confirma com um aceno.

A média sorri, batendo levemente na porta antes de abri-la.

— Bom dia Helen, posso falar com você um segundo? – Sarah pergunta, a jovem professora vindo ao encontro dos dois.

— Olá Sarah, como vai? E o bebê? – pergunta, corando ao notar a presença de Connor – Oh, olá, bom dia. Desculpa mas não tinha o visto – pede.

— Tudo bem – diz ele, sorrindo gentil.

— Helen Rossi, Connor Rhodes, meu...

— Namorado – ele completa ante a hesitação dela – E pai do garotão aqui! – exclama pondo a mão sobre o ventre da namorada.

— Muito prazer e parabéns – deseja ainda sorridente.

— Helen, sabemos que hoje é o dia da profissão e gostaríamos de saber se podemos falar para a turma da Marina – pergunta.

— Mas claro que podem. Na verdade, cheguei a pensar em te ligar sugerindo que viesse, especialmente depois de ver a carinha triste que ela fez quando avisei. Mas acabei desistindo. Não queria ser invasiva e você está gravida, pensei que poderia incomodar no dia que poderia estar descansando ter que vir a escola – revela, sem graça.

— Entendo – responde a médica – Pra ser bem honesta a ideia partiu do Connor. Eu acho, assim, meio que bloquei esse dia na minha mente por ter passado pelo mesmo que ela – explica, fazendo uma careta.

— Bom que vieram. Vamos entrar – convida, ficando de lado para lhes dar passagem

— Já podemos? – Sarah pergunta.

— Sim, com certeza – afirma a professora, voltando-se para a sala – Classe, atenção! – pede, batendo palmas, as crianças voltando-se todas para ela – Como sabem hoje é o Dia da profissão. E nada melhor do que começar nosso dia recebendo a visita de dois médicos – diz, sinalizando para os dois entrarem – Marina, gostaria de apresenta-los para seus coleguinhas? – convida, a garotinha levantando rapidamente, correndo ao encontro dos dois – Diga quem são e o que fazem – orienta.

— Sarah, minha irmã maior, e Connor, namorado dela. Eles são doutores e trabalham no Med – apresenta a menina, esfregando os olhos.

— Como é que se diz classe? Bom dia... – a professora questiona, iniciando a saudação.

— Bom dia Sarah e Connor – dizem em coro.

— Bom dia pequenas – Connor responde sorridente, Sarah fazendo o mesmo

— Alguém tem alguma pergunta para fazer aos dois? – a professora questiona, um mar de mãos se erguendo, fazendo-os rirem – Certo. Vamos nos organizar – diz, indicando uma garotinha loira na primeira fila – Sofia, você começa – pede, a menina levantando.

— Vocês dão injeção? – quer saber.

— Damos sim querida, mas somente quando precisa – Sarah explica sorrindo carinhosamente.

Depois dela outras crianças se animam, cobrindo-os de perguntas. Após meia hora a professora os libera para que pudessem ir a sala de Emma, Marina despedindo-se com abraços apertados.

De mãos dadas, Connor e Sarah sobem as escadas conversando baixinho sobre a interação com as crianças e alegria evidente de Marina, parando a porta da classe de Emma, batendo.

— Sarah, que surpresa. Emma avisou que queria falar comigo, mas pensei que havia desistido – diz a mulher dirigindo um olhar curioso.

Assim como fizera com a professora de marina, Sarah apresenta Connor, mais segura desta vez, explicando o que pretendiam, ela anuindo satisfeita.

— Classe, atenção por favor – pede, mantendo a porta entreaberta – Já recebemos a visita dos pais da Catarina nesse nosso Dia da profissão. Agora é a vez da Emma – avisa, fazendo a menina ficar em alerta – Podem entrar por favor – convida, o casal obedecendo deixando-a mais surpresa – Quer nos apresenta-los flor? – pede, a menina levantando tão animada quanto a irmã o fizera, ficando de pé entre os dois.

— Esta é minha irmã, Sarah, e este é Connor, namorado dela. Sarah é médica e está estudando para ser cirurgiã. Connor já é cirurgião cardíaco – apresenta a garota, orgulhosa, os olhos brilhando de felicidade.

— Bom dia Connor e Sarah – a classe cumprimenta em coro, uma enxurrada de perguntas atingindo os dois assim que a professora libera.

Após quarenta e cinco minutos, são liberados pela professora com o agradecimento por terem se feito presentes.

— Obrigada Connor, Sarah. Muito obrigada mesmo – agradece a menina, abraçando a irmã e depois o cirurgião – Nem precisamos sair depois da aula – afirma, sorrindo de orelha a orelha.

— Ah mas nós vamos sim, só que eu vou escolher o programa ok? – Connor avisa, a menina concordando com um gesto de cabeça – Viremos pegar vocês no final da tarde, jantamos e depois... Tenho uma surpresa... para as três – anuncia, deixando Sarah curiosa – Até mais tarde boneca – despede-se, beijando a cabeça da menina, Sarah repetindo o gesto.

No caminho para casa, a médica tenta em vão descobrir o que o namorado planejava, mas este não cede, limitando-se a pedir-lhe, quando chegam em casa, que separe vestidos para as meninas e algo elegante para ela, aguçando ainda mais a curiosidade da jovem.

Aproveitando a deixa dada pela diarista, Connor sai para comprar material de limpeza, que faltara, além de outras coisas que estavam prestes a acabar. Após fazer as compras no mercado, passa em dos teatros da cidade a fim de adquirir os ingressos para o espetáculo ao qual pretendia trazer a namorada e as irmãs, retornando para casa assobiando feliz.

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Sarah (18:40 p.m)

Não vou negar: estava ansiosa, curiosa e tão agitada quanto as meninas.

Depois que Connor retornara com as compras, tentei inutilmente fazê-lo revelar aonde iriamos, mas ele se fechou em copas. Tudo que consegui arrancar dele fora que iriamos gostar.

Optei por ficar em casa quando foi buscar as meninas na escola pois me sentia cansada e como sairíamos novamente, aproveitei para deitar e relaxar um pouco, mas só consegui o fazer alguns minutos, decidindo terminar de organizar nossas roupas para logo mais.

Escolher o que as meninas usariam foi fácil. Já o meu traje foi mais difícil. Bem mais difícil.

Se antes já não tinha muitas roupas para sair a noite, agora nem se fala! Para piorar, não fazia a mínima ideia de onde iriamos e que tipo de roupa deveria usar.

— Algo elegante, ele disse! – resmungo mexendo em meu guarda roupa analisando os poucos vestidos e conjuntos saia e blusa que tenho, todos pouco convencionais e que não me cabem no momento. Não de maneira elegante.

—Amor, chegamos – escuto Connor anuncia me fazendo suspirar – Sarah? – chama, mais perto.

— Connor, eu realmente preciso saber onde vamos porque acho que não tenho nada adequado para vestir! – resmungo, me voltando para encara-lo, franzindo o cenho ao notar a sacola em suas mãos.

—Então não vai zangar-se por ter trazido um presente, não é? – pergunta, cuidadoso, erguendo-a – Pra você – diz, sorrindo, completando antes que dissesse algo – Emma e Marina já estão no banho. Vou ficar com elas enquanto decide. Fique à vontade para recusar – avisa, pondo a sacola sobre a cama, saindo sem esperar resposta.

Olho a sacola intrigada. Não era da Dolan, o que me surpreendeu, admito.

— Que seja! – exclamo, a curiosidade vencendo, retirando seu conteúdo, encantando-me com o que vejo – Como não usar?! – me pergunto, esticando o conjunto de saia e blusa acompanhado por um bolero branco.

Levanto seguindo para o banheiro, tomando uma ducha rápida (havia tomado um banho caprichado no meio da tarde), retorno ao quarto, e arrumando com esmero.

— Uau! – a expressão de espanto seguida por assobio me faz sorrir – Sabia que ficaria lindo em você – Connor elogia, parando a minhas costas, as mãos em meus ombros – Se bem que tudo fica lindo em você – exagera.

— É suspeito para falar – digo, fazendo uma careta – As meninas estão prontas?

— Quase. Falta o cabelo. Emma estava escovando o de Marina quando sai – conta, começando a despir-se.

— Vou ajuda-las e te esperamos na sala – aviso, levantando, parando um segundo para secar meu namorado delicioso – Leva minha bolsa quando sair? – peço, pegando o bolero ao passar pela cama.

— Uhum – concorda, entrando no banheiro.

Entro no quarto encontrando Emma terminando de prender o cabelo de Marina num rabo de cavalo, algumas mechas escapando da “prisão”. Acabo deixando como está, pois, mesmo sem querer ficara lindo. Tanto que Emma pede para que prenda o seu igualzinho.

Havia optado por deixar os meus soltos, presos apenas por presilhas laterais, os cachos caindo livres em meus ombros.

Seguimos para a sala onde esperamos Connor se juntar a nós, lindo como sempre, em um terno azul escuro, gravata preta com detalhes durados.

— Vamos? – convida, adiantando-se, abrindo a porta para nós – Madames – diz, fazendo uma mesura.

— Pois não senhor! – Emma responde, segurando a saia do vestido, inclinando-se levemente, Marina imitando-a, nos fazendo rir.

Caminhamos lado a lado pelo corredor, conversando sobre o restante do dia das meninas na escola, seguindo assim até o carro.

Na metade do trajeto, Connor finalmente revela onde iriamos: um concerto da orquestra sinfônica de Chicago, deixando Emma encantada e ansiosa, obrigando-nos segura-la para que não corresse pelo teatro quando entramos.

Durante toda a apresentação, minha irmã parece mal respirar, atenta a tudo, os olhos brilhando enquanto Marina dança no espaço mínimo a frente de Connor, ele segurando-a pela mão vez ou outra, girando-a no próprio eixo, sentando em seu colo novamente ao terminar, local de onde sai apenas quando a apresentação termina.

— Então, gostaram? – Connor pergunta sentando Marina na cadeira a seu lado no restaurante para onde fomos após a apresentação.

— Muito – respondem juntas – Nunca tinha assistido uma orquestra tocar tão de perto. É lindo demais – Emma acrescenta, os olhos brilhando novamente – Podemos fazer isso de novo outras vezes?

— Faremos com certeza – assegura, abrindo o menu – O que vão querer? – pergunta, sinalizando para o garçom, que se aproxima anotando nossos pedidos.

Durante a refeição, minha irmã revela interesse em aprender a tocar algum instrumento, indecisa entre piano, violino e violoncelo, nos fazendo rir.

Estamos a caminho de casa quando o telefone de Connor toca e me surpreendo ao ver o nome de Jay no visor.

— Peguei o numero dele por conta do processo -explica, aproveitando o sinal fechado para atender – Boa noite Jay. O que há? – pergunta, sua expressão ficando imediatamente tensa – Onde você está? Ok, estou a caminho – avisa, desligando.

— O que foi, que aconteceu? – questiono, notando seu nervosismo enquanto manobra – Connor, fale comigo – peço, agoniada.

— Claire foi ferida numa tentativa e assalto a Dolan – revela, me fazendo reter o ar nos pulmões.

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Chicago Med (22:45 p.m)

Jay

Ando de um lado para o outro, impaciente, após desligar o telefone.

Por mais que o médico que atendeu a irmã de Connor tenha dito que o ferimento não era grave, um tiro é sempre um tiro, sei bem disso.

Sento no sofá da sala de espera apertando as mãos nervosamente.

Havia terminado meu turno e me dirigia para casa quando escutei o alerta no radio avisando que tiros haviam sido disparados dentro da loja da família Rhodes.

Por instinto, me dirigi para o local, chegando ao mesmo tempo que a primeira viatura, ajudando a conter a correria desordenada, verificando se havia vítimas graves.

Descobri através de um dos seguranças dois homens jovens, por volta dos dezoito anos, haviam anunciado o assalto quando se preparavam para fechar, horário de pouco movimento, por sorte, e que os mesmos se apavoraram com a aproximação dos seguranças, tomando uma vendedora como refém.

O mesmo segurança informara que o chefe da segurança e Claire Rhodes estavam negociando com os rapazes quando um deles se assustou e atirou, ferindo a irmã de Connor.

— Onde ela está? – a pergunta me tira do devaneio e ergo os olhos vendo Connor aproximando-se com Sarah e as meninas a seu lado, todos elegantemente vestidos.

— Sendo atendida, mas o médico garantiu que não é grave – informo, levantando.

— O que aconteceu, você sabe? – pergunta, tenso.

—Dois garotos inexperientes querendo ganhar dinheiro rápido – conto, detalhando os fatos para eles enquanto aguardamos notícias, revelando que ambos haviam sido presos.

— Os parentes de Claire Rhodes – a enfermeira chama e nos erguemos – Podem vê-la agora – convida, Connor fazendo questão que os acompanhasse.

— Estou bem Connor, foi só um susto – garante ela, nos olhando com um sorriso calmo no rosto – Detetive, os rapazes como estão? – quer saber.

—Bem, não se preocupe. O tiro não foi fatal – tranquilizo-a.

—Que bom – suspira, me encarando demoradamente.

—Bom, vou indo. Desculpa o susto Connor e se atrapalhei o programa de vocês – peço, pondo Marina no colo – A propósito, estão lindas – elogio, olhando Emma e Sarah – As três – afirmo, elas sorrindo sem graça.

— Não atrapalhou, estávamos voltando para casa quando ligou – Sarah me tranquiliza.

— Fomos a um concerto Jay – Emma conta, animada.

— Que legal gatinha. E gostaram? – pergunto recebendo um sonoro Sim delas – Legal – repito, meu sorriso morrendo ao ver o patriarca Rhodes surgir a porta – Vou indo. Amanhã tenho que começar cedo pra fazer o relatório – informo, pondo Marina no chão – Melhoras senhorita Rhodes – desejo, rindo ao notar que corava – Boa noite Sarah, Connor. Nos falamos depois.

— Boa noite e obrigado por tudo Jay – Connor agradece, apertando minha mão, voltando-se ao escutar a porta sendo aberta, sua expressão ficando imediatamente tensa.

— Não foi nada. Boa noite a todos -reitero, cumprimentando o Rhodes pai com um gesto de cabeça ao passar por ele, aguardando um segundo do lado de fora a fim de saber se o Rhodes pai não iria destratar Sarah, tranquilizando-me ao notar que Connor tinha a situação sob controle, me dirigindo para a saída do hospital.

“...I don’t wanna go another day;

So I’m telling you, exactly what is on my mind;

See the way we ride, in our private lives;

Ain’t nobody gettin’ in between;

I want you to know that, your the only one for me...”

Notas finais
Nos vemos em quinze dias. Bjinhos flores