Love Hurts!
23 It’s a party time!
Notas iniciais
Chicago High School (Sábado, 29/4 – 08:44 a.m)
Narrador
—Você fez o quê??? – Will questiona encarando o irmão num tom mais alto do que o normal, sua voz ecoando através do ambiente.
—Um pouquinho mais alto Will, os convidados se arrumando em suas casas do outro lado da cidade também querem ouvir!! – Jay reclama, dirigindo o olhar para seu lado direito, tenso.
—Não exagera – rebate o médico, descendo da escada sobre a qual estava, limpando as mãos, encarando o irmão – Agora repete olhando nos meus olhos o que acabou de dizer. Quero ter certeza de ter ouvido direito afinal estava praticamente sussurrando – completa.
—Não estava sussurrando – contesta o detetive, olhando a sua direita mais uma vez antes de falar, diminuindo o tom da voz – Estava apenas garantindo que o resto do mundo não precisasse saber de algo que aconteceu uma semana atrás e que não tornou repetir-se, ao contrário de você que praticamente anunciou no sistema de som da escola para que Connor e todos num raio de um quilometro pudessem escutar – reclama, levemente irritado fazendo o irmão seguir seu olhar.
—Eles estão distraídos, não escutaram nada e deixe de seus exageros!– rebate o ruivo, dando atenção ao irmão outra vez – Além do mais, por quanto tempo pensa que vai esconder do Connor que está a fim da irmã dele? – questiona, desenrolando uma das mangas de sua camisa, que dobrara a fim de evitar sujá-la enquanto ajudava a finalizar os últimos detalhes para a festa de Emma.
—Eu não estou a fim dela! – Jay protesta.
—Beijou ela por que então? Pra provocar ele? Dar o troco por ter tomado a Sarah em definitivo de você? – interroga, encarando-o sério.
—Evidente que não! – protesta novamente de forma veemente – E ele não tomou a Sarah de mim. Nós não estávamos juntos a anos embora vocês insistam em duvidar, não sei por que – acusa, apontando do irmão para os amigos a alguns metros de onde se encontravam.
—A palavra ciúme excessivo te diz algo? – questiona o médico, estalando os dedos.
—Eu tenho ciúmes da Kim e nós nunca transamos! – exemplifica o policial sacudindo as mãos – Olha só, não vou ficar discutindo sobre isto com você aqui e agora. Eu nem sei porque fui te contar sobre o bendito beijo! – bufa – Hoje o dia é da Emma. Ela que deve ser o centro das atenções – afirma, olhando em direção a garotinha, que era toda sorrisos – Ela esta tão linda! – elogia, sorridente.
—Está mesmo – Will concorda – As três estão – acresce, olhando de Sarah para Marina e de novo para Emma alternadamente – Apesar do começo conturbado, estar com o Connor, sob a proteção dele, por assim dizer, fez bem a nossas garotas, reconheça – diz, empurrando o irmão com o ombro, o riso em seu rosto morrendo quando Claire se une as três – E você quer estragar tudo transando com a irmã dele!
—Eu não quero transar com a irmã do Connor! – Jay defende-se rapidamente – Quer dizer querer quero....Mas não agora – completa, esquivando-se do soco que Will desferia contra seu ombro – Ela é especial Will, senti isto desde a primeira vez que nos vimos – afirma o detetive, andando de costas, afastando-se do irmão devagar.
—Mesmo? E viu isto enquanto tentava acertar o irmão dela, meu amigo, mais uma vez ou depois que ela saiu da sala de reuniões gritando? – lembra o médico
—Ok, ok, já entendi! Não precisa ficar relembrando meus erros do passado – interrompe-o, parando, recostando-se ao batente da porta de acesso ao pátio interno da escola.
—Quis dizer cagada né, já que quase fez a Sarah perder o bebê, Connor e eu nossos empregos, você o seu, a amizade da própria Sarah e da Kimberly – Will enumera fazendo Jay revirar os olhos – Ok sabichão, não vou ficar remoendo o passado, no entanto, é bom pensar duas, não, três vezes antes de aprontar com a Claire porque eu posso até relevar tudo que aprontou, mas não esperaria o mesmo do Connor.
—O quê? Você acha que ele pode ser contra caso eu e ela decidamos ficar? – questiona o detetive, tenso.
—Claro....que não – Will responde, rindo divertido.
—Mas então....
—Só falei isto para testar o quão pouco interessado estar nela – revela o ruivo, fazendo aspas no ar, dando um tapinha leve no rosto do irmão ao passar por ele adentrando o pátio.
—Há, há, há! Tô morrendo de rir aqui!...Idiota – resmunga o detetive, sobressaltando-se ao escutar a voz feminina a seu lado.
—Rindo com o que? – Claire pergunta, rindo discretamente ao notar a reação do rapaz – Desculpa, não quis te assustar – pede.
—Não me assustou...só me pegou de surpresa – assegura ele, sorrindo gentil – O que houve? Estão precisando de ajuda em mais alguma coisa? – interroga, atento.
—Sim. Poderia fazer o favor de mudar aquelas mesas de lugar? Pediria ao Connor, mas ele foi buscar um material que a Sarah esqueceu em casa – justifica-se a jovem, rindo sem graça – Eu mesma o faria porém ainda iria precisar de ajuda – emenda.
—Tudo bem – diz o detetive, seguindo-a – Quais quer mudar de lugar? – pergunta assim que param próximo a um agrupado de mesas.
—Estas três aqui. Estão muito perto da entrada. Vão acabar atrapalhando a fluidez – explica, retirando os arranjos um a um – Pode move-las por favor?
—Claro. Onde quer pô-las? – questiona, segurando as bordas da primeira.
—Uma pode ir para lá – indica, o seguindo com os arranjos nas mãos – Pode por aqui – para no local desejado aguardando-o colocar a mesa no chão – Aquela pode vir para cá – sinaliza mostrando qual mesa deveria mover a seguir e para onde, Jay fazendo o que a empresaria pedia – E a terceira pode ficar....ali, perto da saída para o pátio. Assim fica mais equilibrada a disposição – afirma, olhando a volta enquanto o detetive busca a terceira mesa pondo-a aonde indicava – Pronto. Agora está perfeito! – exclama a garota, levando as mãos a cintura, olhando o salão orgulhosa.
—Esta – anui ele, sorridente – A propósito, obrigado por tudo – agradece.
—Tudo o que? – devolve a empresaria, não o dando chance responder – Se for pela festa, devo avisar que quem está pagando é meu irmão – lembra, picando – Se for por ter contratado o buffet, todas concordamos que seria bem melhor do que o que havíamos planejado inicialmente – acresce – E se for por...
—Por ter aceitado as meninas e Sarah tão bem apesar de minhas atitudes contra Connor quando descobrir ser ele o pai do bebê – explica, cortando-a.
—Ah, isso. Não foi nada – diz, simples – Na verdade, apesar de todo tumultuo, reconheço que elas fizeram um bem enorme a meu irmão. Connor já havia sofrido demais por conta da atitude da Robin e Sarah e as meninas o curaram, por assim dizer – justifica, cruzando os braços, olhando em direção a médica e suas irmãs, que conversava com Kim e Gabby – Connor estava ficando amargo, triste, havia desacreditado do amor e por conta disto agia como um cafajeste, reconheço – suspira, um sorriso carinhoso iluminando seu rosto – Mesmo ele tendo ido embora, me deixando para trás, amo meu irmão e fico imensamente feliz e grata por Sarah o ter perdoado. Ela é uma mulher especial. Muito especial. Agora entendo porque ainda gosta tanto dela – deixa escapar – Não que esteja insinuando nada, entenda. Mas é que, bem, dá pra notar o quanto a preza e.... ama – conclui, voltando-se para o detetive.
—Como amiga. Uma grande e querida amiga com quem dividi e divido vários momentos especiais de minha vida – explica, olhando-a intensamente – Embora tenhamos tido um romance no passado, ao contrário de outras exs, nos damos bem porque acima de tudo somos amigos....
—Isso é bem raro de acontecer. Só mantenho contato com um ex meu e mesmo assim porque temos negócios na Dolan – conta, o interrompendo – Não que existam tantos assim, mas Stephan é o único civilizado, por assim dizer, que não fechou as portas para uma amizade após terminarmos – comenta, corando ao escutar o comentário feito por Jay logo a seguir.
—O que a torna tão especial quanto Sarah – afirma o detetive, sorrindo discretamente ao notar as feições coradas – Engraçado, pensei que já estaria acostumada a elogios sendo quem é, melhor dizendo, como é – diz, tocando o rosto de Claire com o dorso da mão.
Durante um tempo impreciso os dois ficam em silencio, perdidos nos olhos um do outro, o toque de um celular quebrando a magia do momento, sobressaltando a ambos.
—É ...
— O meu – Claire antecipa-se, limpando a garganta enquanto pega o aparelho em sua bolsa, franzindo o cenho ao ver a foto no visor – Pai?? – atende, voltando a encarar um agora tenso Jay.
< Suas avôs estão me infernizando a vida por conta de uma tal festa de aniversario a qual querem ir mas não sabem aonde será. Poderia fazer o imenso favor de ligar para elas Claire? Estou ocupado e não gosto de ser interrompido a cada cinco minutos com assuntos que não me dizem respeito > — dispara Cornelius bufando.
—Hã...Claro. vou entrar em contato com elas agora mesmo – avisa a empresaria, fazendo uma careta engraçada.
< Faça isto > recomenda o empresário, completando antes de desligar < Mais uma coisa: lembre seu irmão que me deve uma conversa clara sobre esse pretenso neto que esta jovem carrega. Diga-lhe que não esqueci. Tenha um bom dia Claire > deseja, desligando sem deixa-la despedir-se.
—Pra você também pai – diz ela, suspirando mais uma vez, olhando a tela escura do celular.
—Problemas? – Jay interroga, curioso, observando-a atentamente.
—Mais ou menos – responde ela, mordendo o lábio inferior – Jay, acha que Sarah ficaria chateada se minhas avós viessem? Assim, não escondi o que estava fazendo, posto que precisei adiar meu almoço com elas que seria este sábado, mas também não as convidei diretamente e com toda correria acabei por esquecer de pergunta tanto a meu irmão quanto a ela – questiona, ansiosa.
—Honestamente não sei te dizer. Melhor falar diretamente com ela e seu irmão – Jay recomenda.
—Falar comigo sobre o que?- escutam a pergunta, ambos voltando-se, deparando-se com Connor, que retornara entrando na escola pelo pátio, trazendo uma caixa nas mãos – O que houve Claire? Por que essa cara de preocupação?
—Nossas avós querem vir a festa – responde, direta, vendo-o torcer o nariz – E antes que pergunte, não seria o pai a traze-las.
—Como pode saber? – questiona o cirurgião, pondo a caixa sobre uma mesa próxima.
—Porque ele disse estar ocupado e....
—Se ele sabe então provavelmente irá fazer questão de traze-las nem que seja para me irritar– contesta ele, passando as mãos pelo cabelo.
—Não necessariamente Connor e acredito que ele esteja de fato ocupado – rebate Claire – Façamos o seguinte: vou ligar para elas e deixar claro que devem vir com motorista, ok? Irão me bombardear de perguntas mas antes isto do que um possível atrito entre você e papai hoje – declara ela, discando o número da residência das avós enquanto se afasta sob o olhar atento do irmão e de Jay.
—E eu pensando que minha família era complicada! – comenta o detetive arrancando um rápido sorriso do cirurgião – Deve ser algum pré-requisito ter problemas familiares pra fazer parte do nosso círculo de amizades – brinca, girando o dedo em sentido horário.
—Parece não é? – indaga de volta Connor, rindo sem ânimo – Me ajuda a distribuir estes enfeites por ai? – pergunta o cirurgião, abrindo a caixa – E enquanto fazemos, aproveita para me dizer o que pretende com minha irmã e nem tente dizer que não existe nada entre vocês, não sou trouxa– emenda, fazendo com que Jay abrisse e fechasse a boca, dando de ombros.
—Tá – anui simplesmente, ajudando-o, falando sobre sua aproximação com Claire enquanto distribuem os enfeites pelo salão e pátio logo a seguir.
Por volta das dez horas os primeiros convidados começam a chegar. O primeiro grupo é formado por colegas de sala de Emma e Marina, duas mães ficando na festa junto com as filhas. O segundo é basicamente formado pelo pessoal do Med, do distrito vinte e um, do batalhão cinquenta e um incluindo chefe Boden, sua esposa e filho. O terceiro são as amigas do balé e a professora, senhorita Spencer, todos sendo recebidos por Emma e Sarah, Connor ficando um pouco mais afastado em companhia de Will, Jay, Natalie, Kimberly e Claire, organizando os presente que já não cabiam mais na caixa reservada aos mesmos posto que algumas pessoas haviam aproveitado para trazer lembranças para o bebê e Marina.
—Emma ele veio, ele veio! – Connor escuta uma das amiguinhas da menina anunciar com euforia e para, voltando-se para ver do que se tratava.
—Olá, bom dia Sarah, como está? – pergunta uma mulher morena e alta elegantemente vestida, um sorriso radiante no rosto.
—Bem obrigada Leticia – Sarah agradece, recebendo a sacola que lhe estendia.
—Estes são para o bebê e Marina – avisa, estendendo outra sacola ao voltar-se para Emma – Este é meu para você primeira bailarina – diz, entregando a sacola a menina.
—Obrigada senhora Palmer – Emma agradece, voltando-se para o garoto ao lado da mulher – Oi Raymond – cumprimenta timidamente.
—Oi Emma. Está muito bonita hoje...não que não esteja sempre bonita, mas hoje está ainda mais – elogia fazendo com que Jay e Will, além de Connor, parrassem para prestar mais atenção a cena – Seu presente – declara o menino, estendendo o pacote.
—Obrigada Ray – agradece a menina, corando – Fique a vontade. O pessoal tá lá no pátio. Daqui a pouco te encontro ...digo, vou pra lá encontrar você...todos, encontrar todos – atrapalha-se a menina, corando ainda mais.
—Vá lá Raymond, quando for a hora me ligue e mando te buscar – pede a mulher, dando atenção a Sarah – Não vou poder ficar, infelizmente. Já tinha um compromisso agendado – justifica-se – Mais uma vez parabéns minha linda – deseja, beijando o rosto de Emma – Até mais tarde filho. Divirta-se – recomenda, despedindo-se de Sarah, acenando ao grupo formado por Connor e os demais antes de sair.
—Então eu vou indo pro pátio – Raymond diz, indicando o local – A gente se vê lá – declara, indeciso se beijava ou não o rosto da menina, optando por um aperto de mãos rápido, dirigindo-se ao pátio a passos largos, Emma o seguindo com o olhar, suspirando.
—Ai, quem é esse mané?? – Jay antecipa-se, olhando feio em direção ao menino.
—Pergunto o mesmo – Connor endossa, olhando para Sarah.
—Amigo da escola, obvio! – Emma exclama, dando atenção as pessoas que chegavam – Oi Benny, doutora Bekker – cumprimenta-os, sorridente.
—Olá pequena, meus parabéns – Ava retribui, entregando-lhe o presente junto com um beijo na bochecha – Muitas felicidades – deseja, ficando de lado para que o advogado pudesse se aproximar.
—Oi boneca, parabéns – cumprimenta ele, trazendo a pequena figura que o seguia para frente – Está Alexandra, minha filha – apresenta, cumprimentando Connor, que se aproximava, com um gesto de cabeça.
—Oi. Parabéns – cumprimenta a menina – Trouxe um presente pra você – avisa, estendendo a caixa.
—Oi, obrigada – agradece Emma, entregando-o a Sarah – Acho que não falta mais ninguém não é Sarah? Posso ir com a Alexandra lá para o pátio não posso? – quer saber, ansiosa.
—Pode sim querida. Acho que já chegaram todos e se faltou alguém eu recebo. Diga que já podem começar as brincadeiras, se ainda não o fizeram – pede, liberando-a.
—Ok. Vamos Alexandra, te apresento a minha irmã e ao pessoal – Emma convida, voltando-se rapidamente – Ah, não esqueçam que daqui a pouco será a aula de culinária e depois a de dança, melhor dizendo, dança primeiro e culinária depois – concerta, segurando a mão da menina, seguindo com ela direto para o pátio.
—Fechamos a festa então? – Benny brinca, apontando dele para Ava – Se tivéssemos combinado não daria tão certo não é mesmo? – indaga, sorrindo de maneira encantadora para a cirurgiã.
—Para minha infelicidade! – exclama ela, rolando os olhos – Onde fica a mesa das bebidas? Mesmo não tendo nada com álcool preciso de uma! – declara a loira, saindo sem esperar resposta.
—Impressão minha ou ela não vai com sua cara? – Will pergunta, rindo com o canto da boca.
—Bingo!! – Benny responde no mesmo tom – Mentira, ela me adora, só não sabe disso ainda – declara, convencido.
—Deem espaço por favor, o ego deste rapaz quer entrar também! – Claire brinca, abraçando o amigo – Que bom te ver bem humorado novamente e finalmente conhecer sua filha.
—Bom te ver também – retribui, apertando a mão que Connor lhe estendia – Quem sabe no futuro esse moleque aqui não namora minha pequena?! Seria um prazer fazer parte da família – provoca, piscando para Sarah, que sorri.
—Tudo é possível – Connor diz, o riso morrendo em seu rosto ao ver o homem que aproximava-se – Está me devendo uma irmãzinha – avisa, respirando fundo.
—Antes que parta para o ataque, aviso que vim apenas me certificar de que suas avós chegariam em segurança já que resolveram realizar essa festa no final do mundo– Cornelius avisa, parando ao lado de Benny – Como vai Benjamim? – cumprimenta rapidamente o advogado, voltando-se para Jay após o rapaz haver respondido com um aceno – Devo me preocupar detetive? – inquire, arqueando a sobrancelha, Claire intervindo antes que o mesmo pudesse responder.
—Pai, pensei que estivesse ocupado – contesta a empresaria, notando as avós se aproximarem sendo conduzidas pela enfermeira.
—Estou na verdade – confirma – Mas a segurança da família vem sempre em primeiro lugar, não concorda comigo senhorita Reese? – pergunta, voltando-se para Sarah.
—Inteiramente senhor Rhodes – responde firme, erguendo o queixo desafiadora, desviando sua atenção para as duas mulheres que chegavam – Olá, sejam bem vindas – cumprimenta com um sorriso, indo recebe-las.
—Olá minha querida, como vai? E nosso bisnetinho? – Eleonor Rhodes questiona, sorridente – Este presente é para aquela jovenzinha encantadora – avisa, entregando a caixa dourada – E estes são para a pequena sereia e nosso pequeno príncipe aqui!
—Entrega feita já posso me retirar – Cornelius declara de repente – Deixarei o motorista a disposição de vocês assim que ele me deixar na loja. Até mais tarde – despede-se, acenando brevemente com a cabeça antes de dar as costas ao grupo.
—Simpático como sempre – Will declara baixinho, Nat o advertindo com o olhar.
—Meu filho é complicado, reconheço, e grande parte é minha culpa – Eleonor afirma, rindo sem graça – Infelizmente eram outras épocas, outra maneira de pensar e mudar isto é um pouco difícil a esta altura – declara, suspirando – Mas vamos deixar Cornelius e seu mal humor para lá. Hoje é dia de festa, que me parece estar bem animada a julgar pelos sons que ouço daqui – comenta.
—Está mesmo – Mirella anui, sorridente — Meu presente Sarah – entrega o pacote, aproximando-se da médica – E de Cornelius – sussurra, levando um dedo aos lábios – Ele não sabe que eu sei, mas a gerente da Dolan me avisou que pusera dois presente na mesma embalagem a pedido dele – avisa – Não fale nada para o Connor por hora – pede, uma surpresa Sarah anuindo com um aceno de cabeça, muda.
—O que tanto cochicha Mirella? Olha que sou ciumenta! Não queira tomar a preferencia da Sarah para ter regalias com nosso bisneto – alerta Eleonor.
—Não estou tomando nada e pare de rabugice ou te mando de volta para casa! – ameaça a mais nova das duas, sorrindo – Alguém aqui esqueceu as boas maneiras outra vez – cobra, olhando de Claire para Connor.
—Desculpem – pedem juntos, indo cumprimentar as avós – Vamos para o pátio, a festa vai ser quase toda lá – Claire emenda, ajudando Eleonor a caminhar, dispensando polidamente a enfermeira temporariamente da tarefa.
—Só preciso de seu braço meu jovem, para me servir de apoio – Mirella afirma segurando o braço que Connor oferecia, olhando os demais – De você lembro do almoço – aponta Kim – E você é o filho de Goodmam – aponta Benny – Mas vocês não conheço – aponta de Nat para Will e Jay.
—Vovó, estes são meus amigos e colegas de trabalho no hospital, Will Halstead e Natalie Manning, e este é Jay, irmão do Will e amigo de Sarah – Connor apresenta.
—Muito prazer senhora...- Nat começa dizer, parando, indecisa.
—É Rhodes também minha querida. Apesar de ser mãe de Elisabeth, casei-me com um primo de Cornelius, um dos muitos, e também assino Rhodes atualmente – explica a mulher, sorridente.
—Entendo – Nat afirma dirigindo um olhar surpreso a Connor, que sorri discretamente, dando de ombros.
—Prazer em conhece-la senhora, a ambas – Will declara, segurando e beijando a mão de uma depois da outra.
—Connor seus amigos são adoráveis – Eleonor afirma, encantada, a chegada de Marina interrompendo a conversa dos adultos.
—Sarah, Sarah, a senhorita Perkins quer saber se já pode servir o lanchinho pra gente! – pergunta a menina, estancando junto a irmã – Oh, olá, vocês também vieram participar? Trouxeram presentes pra mim? – questiona, esticando o pescoço em direção a caixa onde os presentes estavam sendo colocados, curiosa.
—Marina, que modos são estes!? – Sarah ralha – E de quem é o aniversário, seu ou da Emma? – inquire com as mãos na cintura.
—Emma – responde a garotinha, abaixando os olhos – Desculpa – pede.
—Tudo bem meu amor, apenas não esqueça o que conversamos ok? – Sarah pede, suavizando a voz – Hoje a festa é para sua irmã...
—Mês que vem é sua vez gatinha, tá lembrada? – Jay intervém, se agachando, chamando-a para seus braços, abrindo a mão com a palma para cima, a menina pondo a sua sobre a dele – Lembra como contávamos os dias para sua festa chegar? – questiona, ela acenando afirmativamente.
—Um, dois, três e meio depois de Emma – contabiliza, olhando para Connor – Vou ter festa também Connor?
—Marina!!! – Sarah e Kim ralham juntas.
—Claro que vai coelhinha! – responde o médico, sorrindo – Só preciso saber o dia exato para...
—Vinte e oito!- apressa-se dizer, Claire e avó voltando-se, surpresas.
—Vinte e oito de Maio? – indaga a empresaria, recebendo a confirmação – Evidente que terá uma festa! Uma enorme festa! – assegura , sorridente.
—Claire também completa ano neste dia – Connor explica ante os olhares inquisidores.
—Ebaaaa!! – comemora a garotinha, saltitando – Vou contar pra Emma agora mesmo – avisa, saindo correndo antes que o detetive pudesse detê-la.
—Que linda coincidência – Mirella comenta, o grupo movendo-se em direção ao pátio outra vez – Além de ser extremamente parecida com você, nasceu no mesmo dia de sua irmã – acresce, o cirurgião franzindo o cenho confuso – Vai dizer que nunca notou o quanto ela se parece com você na mesma idade!? – questiona, sentando-se ao chegarem a mesa mais próxima a entrada – Não concorda comigo Eleonor?
—Inteiramente – anui, sentando ao lado da outra – Assim que chegar em casa peço para Cléo enviar uma foto para que compare e nos diga o que acha – Avisa — Agora traga algo para sua avó beber, estou morrendo de sede – pede tocando a mão de Claire.
—Vou pedir aos garçons que sirvam vocês – prontifica-se a jovem, saindo.
—Eleonor e Mirella, fiquem a vontade, vou circular um pouco e ver se todos estão sendo bem atendidos – Sarah avisa, fazendo menção retirar-se.
—Vou com você amor – Connor avisa, beijando o topo da cabeça da avó – Sente-se também senhorita – convida, a jovem enfermeira aceitando prontamente.
—Nós também vamos circular. Tenho que ver se meu garotão não está dando trabalho – Nat avisa, tocando o braço de Will, que a segue após despedir-se.
—E quanto a vocês meus queridos, fariam um pouco de companhia a estas duas velhotas? – Mirella pergunta, seus intensos olhos azuis e vivos olhando de Kim para Jay – São namorados correto?
—Não! – respondem rapidamente os dois, rindo divertidos – Não, apenas bons amigos – Kim justifica – Crescemos no mesmo bairro junto com Sarah e as irmãs – completa a policial, abrindo espaço para o garçom servi-las – Nos conhecemos desde...sempre? – indaga olhando para Jay, que acena afirmativamente, distraindo-se de repente.
—Ou seja, há esperança para você meu rapaz – Eleonor brinca, piscando para Benny, que solta uma gargalhada alta chamando atenção de Ava.
—Infelizmente ela já tem namorado e eu estou, digamos, de olho em alguém – conta, dirigindo um olhar para a cirurgiã.
—Entendo...Pelo visto todos já estão arranjados não é mesmo!? – comenta a senhora, rindo.
—O Jay tá solteiro! – Benny e Kim dizem ao mesmo tempo, apontando o policial.
—Oi?? – sobressalta-se ele fazendo-os rir – O que foi? – quer saber, abrindo os braços, acertando a mão de Claire, que se aproximara por detrás dele, fazendo a bandeja voar pelos ares espalhando seu conteúdo – Desculpe-me – pede, ajudando-a recolher tudo.
—Tudo bem, foi minha culpa. Deveria ter avisado que estava chegando – afirma ela, corando quando os dois tentam pegar um salgado ao mesmo tempo– Desculpa – pede, sem graça.
—Ok. Vou pegar outra bandeja pra vocês – avisa o detetive pondo-se de pé, adiantando-se em direção a mesa.
—Não precisa, eu vou – Claire diz, seguindo-o.
—Eles estão....- Benny insinua, olhando para Kim
—Mais ou menos...Acho – responde ela, a atenção dos dois sendo chamada ao ouvirem seus nomes anunciados no microfone pela professora de balé das meninas.
—Por favor, queiram se aproximar. Todos os pais e responsáveis venham por favor- convida, Connor, Sarah e os demais obedecendo-a – Emma e Marina, Ray e Jonas, Elena e Clarice, Brenno e Luke, pra começar vocês ficam aqui no palco comigo – convida, os pequenos subindo com ajuda dos adultos – Muito bem, como esta é uma festa de música e comida, já tivemos um pouco da segunda e agora um pouquinho da primeira – anuncia, os pequenos batendo palmas animados – Emma me pediu para improvisar uma aula de aeróbica que todos pudessem participar então preparei umas músicas leves de minha infância no meu país natal, ok? – avisa, todos erguendo os polegares – Faremos assim: um pai, mãe ou responsável, uma criança sendo que os menores ficarão todos a minha esquerda e os maiores a minha direita com seus respectivos acompanhantes. Quem não está acompanhado pode ficar perto de quem está ou entre dois pares – orienta, aguardando se organizarem, as professoras auxiliando o grupo – Todo mundo pronto? – questiona recebendo um coro de de “Sim” – Então vamos lá. Pra começar sem música, vou explicar os movimentos inicias porque outros só com a música mesmo- avisa – Faremos assim: pulinhos curtos sem sair do lugar sincronizando pés e mãos – demonstra, Emma e as demais crianças a seguindo com facilidade – Agora já vamos direto para a música, Dj, toca o palyback e desde já peço desculpas se desafinar pessoal. Emma, Marina e turminha, comigo – convida, começando a cantar e dançar, as crianças e adultos defronte o palco imitando-a assim como as que estavam sobre o palco– “Inventei uma dança nova, que vai fazer arrepiar! Quem quiser tirar a prova basta saber rebolar!— canta, Emma e Marina a acompanhando na canção e na dança, rindo ao verem Connor, Will e Jay rebolando –“ Eu dou de repente um passinho pra lá...— seguem para a direita –“ e tiro da mente os males que há. Esta dança de criança, não me canso de dançar!’...conosco agora! – convida fechando as mãos e levando-as as cabeça – “xu,xu,xu, xa, xa, xa, é um jeito novo de se dançar...- dá dois pulinhos ficando primeiro de frente para Emma depois para Marina antes de ficar de frente para o pátio outra vez –“xu, xu, xu, xa,xa,xa, quando a gente dança não quer parar”- segue, repetindo tudo de novo mais algumas vezes, aumentando o ritmo a cada refrão, emendando outra canção antes de terminar a primeira sempre dançando–“Eu quis saber da minha estrela guia onde andaria meu sonho encantado, fada madrinha, vara de condão, esse meu coração sonhando acordado...”-para, sinalizando para Emma prosseguir.
—“Vai me levar pra um mundo de magia onde a fantasia vai entrar na dança” – continua a menina, descendo do palco, indo ao encontro de Connor e Sarah –“E quando o brilho do amor chegar eu quero é mais brincar, melhor é ser criança”- canta, erguendo as mãos, a médica fazendo o mesmo, as duas passando a brincar no ritmo da canção batendo as mãos no ar, segurando e girando –“Uni-duni-duni-te...ooooohh, salame mingue..oooohh, o sorvete colore, sonho encantando onde está você!’ – param novamente de braços abertos, trocando de parceiros, Sarah ficando com Connor e Emma com a filha de Benny, repetindo o refrão uma vez mais antes de a menina seguir a cantiga –“A carruagem vai seguir viagem o trem da alegria vai pedir passagem...-Emma canta, fazendo Connor pôr as mãos em seus ombros, puxando a fila –“na direção do amor que eu preciso do meu paraíso, doce paisagem....— segue ela pátio adentro, parando de frente com a professora, que puxava outro grupo, repetindo o refrão antes de fazerem todos espalharem-se iniciando juntas nova canção –“ Lua lá no céu, queijo, pão de mel, na ponta do pincel, mostra no papel aonde encontrar a tal da dona felicidade...— giram, os convidados rindo ao atrapalharem-se, imitando-as dentro do possível –“ Perguntei pro céu, perguntei por mar, pro mágico chinês mas parece ninguém sabe, aonde a felicidade resolveu de vez morar...”- Marina surge entre as duas, assumindo a canção.
—“ Até que um anjo me disse, que ela existe, que fácil encontra! Bem lá no fundo peito o amor é feito, é só você se entregar...”— as três cantam juntas— “Que você vai ser muito feliz! É só na vida acreditar...lá,lá,lá,lá, lá...— Olha trem!! — Emma grita, dando o braço a irmã, Connor e Sarah imitando-as, Will e Nat, Jay e Claire, a professora e Benny e os demais imitando-as formando uma filha única em duplas, mais uma canção sendo puxada pela jovem com a ajuda de Marina e Emma.
—Piui, piui, piui abacaxi, choque, choque, choque por ai! Eu quero ter a sua companhia, vem viajar comigo no vagão, tome o lugar no seu assento que o caminho agora é a favor do vento...depois daquela curva vem um túnel, peço pra pegar na sua mão...desce a ladeira o sino toca...blim, blim, blim, blão, bate igual meu coração!” – cantam, coreografando a letra, repetindo-a integralmente mais uma vez antes que a professora fizesse o convite – O trem agora vai seguir para a cozinha...hora de por a mão na massa! – avisa, vários “es” e “obas” sendo ouvidos, a canção parando apenas quando se posicionam na imensa mesa – Agora é com você tia Dani – diz, se posicionando ao lado da jovem.
—Obrigada Cassy – agradece, entregando o avental a outra – Vamos manter o mesmo esquema da dança aqui: adulto, criança sempre formando duplas, até completar a mesa que por ter ficado um pouquinho extensa demais irei precisar de auxiliares. Lilly, Susan e Cassy, por favor – convida indicando as posições que cada uma tomaria — Muito bem, a frente de vocês temos três receitas de cupcakes diferentes: baunilha, chocolate e morango, bem como a matéria prima necessária para fazermos os mesmos. Cada dupla escolha um sabor por favor – pede, Lilly Taylor erguendo a mão – Sim Lilly?
—Não estamos esquecendo de nada não? – questiona, gesticulando.
—Os aventais! – exclama Daniele – Uma de vocês pode pegar e distribuir por favor – pede, Susan Hall adiantando-se em atende-la – Enquanto Susan distribui, podemos ir separando as quantidades para o sabor que cada um escolheu – avisa, passando a auxiliar as duplas na separação e medição do que seria utilizado, retomando sua posição tão logo termina – Agora que já escolhemos, medimos e separamos tudo que iremos utilizar nesta primeira fase, vamos colocar os aventais e por a mão na massa pra valer! – convida.
—Aposto que terminamos antes de vocês não é Owen?! – Will desafia, apontando Connor, Ethan e Jay respectivamente, o garotinho tocando a mão do médico no ar.
—É o que veremos. Vamos ...Estela, vamos desbancar este sabichão! – Jay aceita, ajudando a garotinha a colocar seu avental corretamente.
—Desafio aceito e já ganhamos! – Connor assegura, abrindo a mão para Marina, que toca em sua palma aberta.
—Yes! – comemora a pequena.
—Meninos, posso lembra-los que isto é uma brincadeira? Que é para ser divertido? – April relembra ajudando a prima pôr o avental.
—E é brincando que vou ganhar, correto meu chapa?! – Ethan desafia.
—Sim senhor – Raymond anui, sério.
—Desisto! – exclama a enfermeira, sacudindo as mãos no ar.
—Todos prontos? – Daniele Spencer pergunta recebendo um coro de “sim” em resposta – Ok. Neste caso vamos começar. Os adultos por favor liguem as batedeiras....- cala-se, assustada, ao ouvir o som seco vindo de onde Will estava postado.
—Ligar apenas na tomada gênio!! – Connor exclama, rolando os olhos, fazendo os demais rirem.
—Eu já sabia – Will se defende, desligando o eletrodoméstico – Só queria saber se estava funcionando direito – acresce fazendo-os rirem mais – Próximo passo é???
—Por os ovos e o açúcar. Devem deixar bater até ficar com uma cor clara, o que dá uns cinco minutos – avisa, o grupo seguindo as instruções – Enquanto isto, vamos preparando as forminhas. Embaixo do balcão irão encontrar várias tanto de alumínio quanto de silicone. Podem escolher qualquer uma e escolham também as forminhas, as cor que mais gostarem – instrui, aguardando-os fazerem o que dissera , desligando sua batedeira – Se suas massas já estivem clara, vamos acrescentar o leite, o óleo e a essência de baunilha sempre batendo – orienta.
—No de chocolate também põe essência ? – Connor pergunta.
—Sim. Independente do sabor sempre se coloca essência de baunilha – explica – Se já conseguiram unir tudo, desliguem, se não, esperem mais um pouco. Para quem conseguiu agora é hora de misturar os ingredientes secos: farinha, fermento, bicarbonato, sal e pó de chocolate ou morango e não bata! – avisa fazendo Benny erguer as mãos rápido quando a filha as estapeia provocando novas risadas.
—O que?? Não vai bater? – indaga o advogado, rindo divertido.
—Não pai! Espera a professora falar – ralha a menina.
—Isso pai, espera a profe falar! – Adam repete, fazendo uma careta – Ai, deu errado aqui! – reclama, mexendo a massa com a colher.
—Só bater mais um pouco – a menina com a qual formara dupla afirma, religando a batedeira por mais alguns segundos – Viu!? – mostra a massa ao detetive.
—Receita um, Ruzeck zero! – Atwater provoca, exibindo sua vasilha ao colega – De prima! – vangloria-se, tocando a mão do garoto a seu lado – Somos demais brow!! – acresce.
—Ainda não terminou brow! – Ruzeck rebate.
—Com certeza, portanto vamos seguir adiante – Daniele chama atenção para si, batendo palmas – Quem ainda não acrescentou os ingredientes secos faça agora e não bata – reforça, olhando Benny.
—Tô quieto! – defende-se, erguendo as mãos.
—Utilizando uma espátula ou a pá da batedeira, misturem a farinha e os demais ingredientes a massa já formada mexendo delicadamente – orienta – Isso. Crianças, enquanto os adultos mexem, coloquem as fominhas de papel dentro das formas de alumínio ou silicone e peguem colheres ou copos com alça – instrui sendo prontamente obedecida – Se já conseguiram misturar, deixem as crianças porem nas formas da maneira como vou demonstrar – avisa, pegando uma pequena quantidade no pote medida – Encham até um pouco menos do que a metade para não transbordar – ordena, sinalizando para as outras professoras ligarem os fornos – Quando terminarem, levem suas bandejas até as professoras aqui atrás enquanto os adultos limpam a mesa para fazermos as coberturas e recheios.
—Oba, a parte que mais gosto! – comemora a ruivinha que fazia dupla com Kim, batendo palmas.
—A minha também – admite a detetive.
—Pensei que sua parte favorita era comer! – Jay provoca, recebendo um “tiro” de massa em resposta – Hei! Olha a violência! – reclama, revidando.
—Oouu! É pra limpar não bagunçar minha gente – Maggie ralha, não conseguindo conter o riso quando Connor é atingido no “fogo cruzado” entre os irmãos Halstead (Will também entrara na “guerra”) e Kim.
—Ops, foi mal! – Will diz, tentando limpar o amigo, rindo ao notar que piorara a situação – Assim, pensa no lado bom: agora você tá doce!
—Há, há, há! Engraçadinho – Connor exclama, raspando a vasilha – O que acha de ficar doce também? – indaga, espalhando o conteúdo da espátula no braço e avental do ruivo sem dar-lhe tempo evitar.
—Ixee que agora vai virar bagunça! Rápido senhorita Spencer, põe ordem na casa! — Emma alerta.
—Vamos começar nossas coberturas e recheios – convida a jovem, conseguindo frear a bagunça momentaneamente, distribuído e orientando as duplas no preparo de ambos, praticamente todos terminando a tarefa quando os bolinhos saiam do forno – Ok. Pra recear peguem o canudinho de plástico a frente de vocês crianças, girem no sentido horário indo até onde desejam que o recheio entre....retirem e deixem de lado. Agora ajudem os adultos a encherem os sacos com o recheio que escolheram desta forma– pede, ela própria o fazendo como exemplo.
—Connor tá enchendo muito o saco Marina!? – Will brinca fazendo Sarah ter uma crise de riso.
—Desculpa amor! – pede ela após se controlar, lhe dando um selinho.
—Tudo bem, você também está enchendo o saco da Emma! – revida provocando nova crise.
—Parem de encher o saco uns dos outros! – Benny provoca, entrando na brincadeira, rindo junto com a filha.
—Senhorita não precisa dizer crianças e adultos. Só crianças já vai ser suficiente para alguns aqui! – Ava exclama, ganhando uma generosa camada de doce de leite no braço – Mas o que??? – interroga, fuzilando Benny com o olhar.
—Pra te adoçar um pouquinho! – justifica-se o advogado.
—Há, há! ...Idiota! – xinga a médica, baixinho, escondendo o riso enquanto limpa o braço
—Foco pessoal ou estes cup cakes não ficam prontos hoje! – Haley reclama, concentrada na tarefa de rechear e confeitar com a ajuda de sua dupla.
—Vocês estavam competindo e a Haley caladinha ganhou dos quatro – Sarah aponta – Estão muito bons – elogia.
—Na aparência ao menos – diz a detetive, fazendo uma careta.
—Os nossos estão bons nos dois – Emma garante, orgulhosa, exibindo um dos seus – Olha Sarah, terminei.
—Está realmente lindo meu anjo – elogia a médica.
—Os nossos também – Marina afirma, passando a mão suja no rosto, deixando um rastro de chocolate.
—Oh meu pai, como é doce essa menina! – Claire exclama, apertando as bochechas dela.
—Tcharam! – escutam a exclamação vitoriosa chamando atenção para Will e Owen – Admirem nossa obra prima!
—Obra prima abstrata! – Jay provoca, rindo.
—Completamente abstrata! – Benny anui, inclinando a cabeça de um lado para outro de cenho franzido.
—O que supostamente deveria ser isto? – Connor pergunta, limpando as mãos no pano úmido.
—A pergunta é: quem fez, Owen ou Will? – Ethan questiona, apoiando o cotovelo a mesa.
—Rapaz, foi Will com certeza – Jay afirma.
—Como sabe? – Claire interroga.
—Se fosse Owen estaria melhor! – é Sarah a responder, rindo alto ante a expressão indignada do amigo.
—Concordo – Connor anui, fazendo o mesmo que Ethan.
—Os cirurgiões aqui são vocês – defende-se o ruivo, apontando de Connor para Ava – Eu sou um pobre atendente da emergência! – dramatiza.
—Depois dessa melhor irmos para o bolo. O que acham Sarah e Emma? – Kim sugere.
—Sim...mas antes...- Sarah começa dizer, melando dois dedos de ganash, passando-os no rosto de Connor, pegando-o de surpresa – Pronto. Agora está um verdadeiro cup cake! – brinca, ganhando um beijo casto.
—Ainda não. Tá faltando uma coisinha – Will discorda, enchendo uma colher com farinha de trigo, soprando em direção ao cirurgião, acabando por sujar a todos no caminho – Agora está perfeito.
— Guerra de farinha! – uma das crianças grita e antes que qualquer um pudesse impedir, tem início uma pequena batalha de farinha que deixa o ar e a todos completamente brancos ao final.
—Nossa, nevou e nem notamos Eleonor! — Mirella comenta, um sorriso franco no rosto quando o grupo se aproxima da mesa aonde estavam – Sabia que iria terminar assim desde que aquele médico ruivo te acertou – assegura.
—Previsível quando se junta tantas crianças no mesmo ambiente – pondera Eleonor.
— Pois é – Sarah concorda, sacudindo os cabelos, voltando-se ao escutar seu nome.
—Hora do parabéns – Claire avisa, tentando limpar-se também.
—Vamos – convida a médica, aguardando as duas senhoras levantar, seguindo até a mesa com o enorme bolo enfeitado com tudo que Emma mais gosta: sapatilhas, bailarinas, jogos, livros e sua mais recente paixão, violoncelo.
Após ser posicionada por detrás do bolo, as velas são acessas, Jay puxando o parabéns a você, torcendo o nariz, junto com Will e Connor, quando uma das amigas de Emma puxa o “com quem será” sugerindo um possível namoro entre a menina e o amiguinho, Raymond.
Emma divide a primeira fatia em vários pequenos pedaços nomeando a quem cada um pertencia.
—Não poderia dar a primeira fatia a apenas um de vocês já que amo a todos igualmente – justifica, fazendo Connor, Sarah, Jay, Will, Kim e Gabby irem as lágrimas – E esta aqui é para a melhor e mais pentelha irmã do mundo! – declara, entregando o pratinho a Marina, beijando-a na testa – Te amo maninha, mesmo você me enchendo o saco de vez em quando!
— Também – retribui a pequena, agarrando o pescoço da irmã, provocando mais lágrimas em todos.
Depois de o bolo ter sido distribuído junto com os salgados, uma refeição simples é oferecida aos convidados já que passava do meio dia, a festa encerrando-se quando passava das duas da tarde com mais uma mini aula de dança.
Além dos aventais personalizados, cada convidado recebe uma bolsa emborrachada com o nome da aniversariante impresso repleta de docinhos e outras lembrancinhas.
Ao final, Connor, Claire e Sarah coordenam a limpeza enquanto Nat, Kim e Emma conversam com as avós de Connor, Will, Adam e Jay distraindo Owen e Marina.
Terminada a limpeza, Connor e Sarah despedem-se da equipe da escola, da professora de dança, agradecendo a disponibilidade de todos. O grupo segue, juntamente com Eleonor, Mirella e a enfermeira, até o estacionamento onde se despendem após os rapazes ajudarem a organizar os presentes no carro do casal, indo direto para o apartamento deste.
Ao chegarem, Sarah sobe com as meninas levando cada uma alguns presentes consigo, Connor levando o restante após pedir ao zelador que lavasse seu carro.
No apartamento, o cirurgião toma um banho demorado, troca de roupa, deitando-se ao lado da noiva, que fizera o mesmo ao chegar em casa com as irmãs, no sofá enquanto observam as meninas divertirem-se abrindo os presentes.
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Apartamento Claire Rhodes (16:45 p.m)
Jay Halstead
— Mais uma vez obrigada pela carona e por me ajudar a subir com as sacolas Jay– Claire agradece, sorrindo para mim.
—Por nada – digo, colocando as sacolas sobre a mesa em sua cozinha – Então...a festa estava ótima, parabéns – elogio olhando o ambiente a nossa volta, admirando a simplicidade do lugar.
—Achou que encontraria lustres de cristal, prataria e outras ostentações não foi? – ouço-o pergunta e a encaro, rindo divertido.
—Um pouquinho assim! – assumo, usando os dedos para exemplificar – Afinal, é a herdeira dos Rhodes – comento, acrescendo rápido – Não que isto seja importante para mim....ou que não seja já que é você, faz parte do que você é...quer dizer...- enrolo-me, fechando os olhos ao escutá-la rir – Melhor não dizer mais nada antes que te ofenda de alguma maneira – afirmo, apoiando o peso do corpo na mão que pus sobre a mesa.
—Não se preocupe, entendi o que quis dizer – assegura, ficando tão perto que posso sentir seu perfume – Posso te fazer uma pergunta? – indaga, me encarando séria.
—Ai já serão duas! – brinco, fazendo-a rir. Amo seu riso, confesso – Manda – digo, sustentando seu olhar.
—Por que me beijou aquele dia? E por que não me procurou mais, nem ligou? – interroga.
—Foram três perguntas – rebato, ganhando tempo, suspirando – A verdade? – devolvo, ela acenando afirmativamente – Não sei bem porque não voltei a te procurar depois daquela noite. Até tive vontade, mas acabei não o fazendo mesmo tendo uma boa desculpa – admito.
—O aniversário da Emma – conclui e confirmo com um aceno – E quanto ao beijo? Se pensou em me procurar suponho que não se arrependeu.
—Nem por um segundo – afirmo, me aproximando em definitivo, eliminando qualquer distância entre nós – E você, se arrependeu de ter correspondido? – quero saber, acariciando seu rosto, limpando uma mancha de chocolate com o polegar.
—Só tenho uma reclamação a fazer sobre aquela noite ...Duas na verdade – corrige-se de imediato, me causando surpresa.
—Mesmo? Qual? – questiono.
—Foi muito rápido...e não se repetiu – reclama e rio.
—Vamos corrigir isto então – digo, tomando-a em meus braços, o gosto de sua boca me fazendo jogar para o alto toda e qualquer prudência e esquecer o que dissera a meu irmão e ao seu mais cedo.
“...Congela o teu olhar no meu;
Esconde que já percebeu;
Que todo o meu amor é teu;
Então vem cá, que nós até “Caio” escreveu;
Parece que nos conheceu;
Em meu e girassóis te peço, só te peço...”
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