Love Hurts!

22 Emma’s gourmert music party! – part. II


Notas iniciais
Olá flores. Voltei. Este capitulo deveria ter sido postado no final de semana...Porém não deu certo. Aproveitando que as coisas estão mais calmas hoje, resolvi postar. Por aqui continuam os preparativos para o niver da Emma. No próximo a festa acontecera. Planos, visita do Benny e o pontapé inicial de um novo romance. Boa leitura...Grata por todas as Rewiews passadas....Aguardo mais rewiews, please....Bjinhos flores

“Cutting me up like a knife and I feel it;

Deep in my bones kicking a habit;

I love even harder you oughta know;

I just wanna dive in the water with you;

Baby, we can’t see the bottom;

It’s so easy to fall for each other;

I’m just hoping we catch one another…”

No Promisses

Cheat Codes feat. Demi Lovato

Apartamento Connor e Sarah (Segunda, 17/4 – 21:44 p.m)

Connor

— Seja honesta comigo Sarah: está realmente conseguindo entender alguma coisa? – interrogo assim que ela para ao meu lado junto do balcão na cozinha, de onde observava a reunião no centro da sala.

— Sim – responde após dirigir um olhar rápido ao grupo formado por minha irmã, as duas professoras de Emma, suas amigas pessoais e nossas colegas de trabalho além da própria aniversariante – Cada palavra dita – garante, enchendo a bandeja com mais dos petiscos que Maggie e April trouxeram.

— Sério? – insisto fazendo-a rir divertida.

— Sério – reitera – É que daqui parece um pouco confuso, mas lá dentro está tudo indo muito bem – assegura, rindo mais ante meu olhar de incredulidade – Por que não se junta a nós? – convida, me dando um selinho.

—Nahnn! Depois do fora que Claire me deu prefiro manter uma distancia segura e limitar-me pagar a conta – afirmo – Ou talvez me juntar a Marina e fazer algumas pinturas e desenhos – indico a pequena sentada próxima a televisão, distraída com diversas revistas de colorir – Melhor não – me corrijo ao notar o quão perto estava do grupo de mulheres falantes – Acho que vou para o quarto assistir algum jogo ou...-meu raciocínio é cortado pelo toque da campainha – Está esperando mais alguém? – interrogo.

—Não – responde enquanto me acompanha até a porta.

Abro-a me surpreendendo ao nos depararmos com Will, Jay e Benny parados na soleira.

—Me diz que já terminaram a reunião!? – Will pede, ou melhor, implora, unindo as mãos.

—O pequeno está dando um baile nele! – Jay se antecipa e somente então percebo a presença de Owen entre ele e o irmão – Tanto que me pediu socorro – acresce, erguendo o filho de Nat, pondo-o em seus braços.

—Oi garotão. Como está? – cumprimento, abrindo a mão para que tocasse a palma – Ainda não terminaram, mas podem entrar. Confesso que estava ansioso por ter alguém com quem conversar um pouco sem levar bronca – resmungo, Sarah me dando um beliscão em meu antebraço – Ai, ai, essa doeu! – reclamo, esfregando o local.

—Que bom. Era pra doer mesmo – diz, rindo de minha cara de zanga –Boa noite rapazes. Entrem – convida, me fazendo sair do caminho – Nat, Owen está aqui – avisa, nossa colega levantando rápido.

—O que foi? Aconteceu alguma coisa? Ele esta machucado? – preocupa-se, Will fazendo um bico maior que um tucano!

—Ele machucado? Eu estou machucado! – resmunga mostrando o nó na testa – Me acertou com aqueles cubos assassinos pelo menos unas três vezes – reclama – E não quis nada do que ofereci para comer, a propósito – conta, ganhando um afago de Nat antes que ela pegasse o filho nos braços.

—Como é exagerado esse meu namorado – Nat brinca, entrando com Will em seu encalço.

—Esses dois....não sei não! – Jay exclama, balançando a cabeça negativamente.

—O que te traz aqui Benny? Alguma novidade? – quero saber, fechando a porta após terem entrado, Sarah a meu lado.

—Tenho, mas se não pudermos nos falar agora posso deixar para outro dia – diz, acenando ao grupo, que o cumprimentava com “Ois” e Olás” – Precisava falar com vocês dois.

—Não, não, tudo bem. Posso me afastar um pouco. Já decidimos praticamente tudo – Sarah avisa.

—Neste caso, onde podemos conversar? – pergunta.

—Na varanda, pode ser? – questiono, olhando diretamente para Sarah.

—Sim – responde, voltando-se para Jay – Jay, sirva-se de uma cerveja e se quiser junte-se ao grupo. Daqui a pouco estaremos lá também – sugere, ele parecendo ponderar um segundo antes de aceitar.

Seguimos, ela, Benny e eu, para a varanda, sentando-nos em volta do centro.

—Muito bem – Benny toma a palavra assim que nos acomodamos – Meu pessoal descobriu que sua antiga senhoria e o marido já foram processados duas vezes antes sob a mesma acusação: fraldar acusação de débito contra um inquilino – revela – Mais: parece ser algum tipo de estratégia deles para ganhar dinheiro. O perfil é sempre o mesmo: mulher solteira, como ou sem filhos, no seu caso irmãs, menores que precisa de um lugar bom e barato para morar além de um lar estável para as crianças – conta.

—Então já fizeram isto com duas outras pessoas? – interrogo, espantado.

—Na verdade com três antes da Sarah – diz, olhando dela para mim – Uma delas pagou e não os processou. As outras duas fizeram como você e ainda estão lutando nos tribunais – revela – O grande problema reside na falta de provas. Você ao menos tem os extratos, o testemunho de seus amigos e de um dos funcionários que se apresentou de livre e espontânea vontade a meu detetive dizendo ter te visto entregando o dinheiro ao senhor Mitchel – avisa.

—Por que sinto que há um Mas a caminho? – pergunto, fazendo aspas no ar.

— Então...Apesar de termos tudo que citei a pouco, um bom advogado pode contestar a validade das testemunhas. Alguns são seus amigos, o outro um funcionário querendo justiça por haver sido demitido por justa causa, o que pode ser facilmente revertido em vingança, o que absolutamente não queremos – discursa — Evidente que irei igualmente lutar para manter a validade de cada um deles, mas seria muitíssimo útil para nós uma confissão ou uma tentativa de fuga do casal. Já fizeram isto antes, no primeiro processo, por isto estão sendo julgados a revelia. Ou quem sabe eles admitirem que mentiram – teoriza.

—Uma confissão seria perfeito, mas acho que não fariam isto por livre e espontânea vontade – digo, uma ideia passando por minha mente – De qualquer maneira confio que fara o melhor por Sarah – afirmo fazendo-o rir.

—Bom saber que alguém tem confiança em mim! – brinca e franzo o cenho sem entender – Deixa pra lá. Bobeira de minha parte – diz, sacudindo as mãos – Basicamente era isto que queria lhes falar. A data da primeira audiência para tentarmos um acordo será marcada em breve. Quando formos avisados entro em contato bem como se tiver alguma novidade – avisa, levantando – Vou indo para que possam voltar pra sua reunião.

—Ok. Muito obrigado Benny – agradeço, Sarah e eu fazendo o mesmo – Por falar em novidade, estamos noivos – conto.

—Sério? – indaga, sorrindo quando confirmo – Meus parabéns! Já estava na hora de parar de enrolar a moça Connor – me provoca, apertando minha mão e a de Sarah a seguir – Pode não parecer mas esse cara é uma ótima pessoa Sarah. Ele tenta parecer que não, que é durão e insensível , mas no fundo é um romântico. Não vai se arrepender em ter aceito o pedido – garante fazendo-a sorri.

—Sei disso Benjamim. Por isso me apaixonei por ele – declara, me dando um selinho – Obrigada por tudo – agradece – Ah, antes que esqueça, a reunião é para organizar o aniversario de minha irmã, Emma. Posso te enviar o convite? É festa de criança mas como o tema que ela escolheu é mais adulto do que infantil planejamos diversão para todos – convida.

—Pode sim. Independente disto irei com prazer. Amei suas irmãs– diz, nos seguindo de volta ao interior do apartamento – Me mande também uma sugestão de presente. Apesar de tudo continuo não sendo muito bom em comprar presentes para crianças! – exclama me fazendo enrugar o cenho.

—Envio sim, pode deixar. E vou precisar que confirme se vai querer participar da mini aula de culinária porque uma das lembranças será um avental personalizado – Sarah avisa, ele arqueando uma sobrancelha.

—Não sei se é uma boa ideia. Panelas, fogão e eu somos velhos inimigos – brinca – Mas vou pensar, ou tenho que responder agora?

—Não, pode ser quando te enviar o convite...o que deve acontecer antes do final de semana já que a festa será dia vinte e nove – avisa minha noiva.

—Ok. Assim que receber te aviso – afirma, acenando para o grupo reunido no centro de nossa sala – Boa noite a todos – despede-se.

— Boa noite – um coro responde de volta.

— Boa noite Sarah, Connor...bebê – deseja, acenando para a barriga de minha noiva.

—E eu pensando que somente o pai que ficava bobo! – exclamo, sorrindo de seu gesto.

— Não meu caro, bebês só não deixam bobos aqueles que não tem coração...ainda mais quando se é pai – revela, me surpreendendo – Longa historia. Te conto outro dia – diz, apertando minha mão, despedindo-se mais uma vez.

— Essa é nova pra mim – declaro em voz alta enquanto caminho lado a lado com Sarah para junto do pessoal.

—O quê Connor? – Claire pergunta me olhando curiosa.

—Benny acaba de dizer que tem um filho – conto, sentando ao lado de Sarah.

—Ah, isso. Eu já sabia e é uma filha, uma menina de uns seis ou sete anos acho – revela me causando nova surpresa – Não sei os detalhes nem conheço a mãe. Tudo que sei é que a mulher apareceu no escritório de advocacia da família dele com a menina uma tarde, há uns quatro anos atrás, fazendo um baita escândalo, ameaçando processa-lo . Papai e eu estávamos lá numa reunião com o pai de Benny quando ela chegou – explica, aceitando o copo com água que Jay lhe entregava – Obrigada Jay – agradece, corando – Também não sei te dizer como resolveram as coisas porque fomos embora pouco depois de a confusão ter sido aplacada com um pedido de desculpas por parte do senhor Goodmam. O fato é que resolveram de alguma maneira – conclui.

—No mínimo fizeram algum acordo bom para ambas as partes – Will conjectura – Ele deve ter assumido pra evitar escândalo certamente...

—E pagar uma gorda pensão – Jay acresce, Will anuindo com um gesto de mãos .

—Não sem um teste de DNA – afirmo — Thomas Goodmam não permitiria Benny assumir um filho sem o teste – asseguro – Em se tratando de sobrenome, de família e tradição, ele consegue ser mais carrasco e mesquinho que meu pai – digo, amargo.

—Verdade – Claire anui, me causando nova surpresa – Não sou cega Connor. Enxergo muito bem os defeitos de nosso pai. Apenas, ao contrário de você, e não tome isto como crítica, por favor – pede antecipadamente – Procuro conviver pacificamente, o que não significa que concordo ou aceito suas atitudes de bom grado. Já tivemos inúmeras discussões sobre alguns de seus pontos de vista – conta, fazendo uma careta, massageando o ombro ferido.

—Está sentindo dor Claire? Podemos parar se quiser – Sarah preocupa-se.

—Não é dor, só cansaço e um pouco de tensão – afirma minha irmã, rindo amarelo – Foi um dia bem cheio na Dolan.

—Então vamos terminar por hoje. Já decidimos praticamente tudo mesmo – Kimberly sugere – O que faltar podemos decidir por telefone ou mensagem ou, se for preciso, uma outra reunião no final de semana, o que acham? – pergunta, encarando minha irmã.

—Acho que independente disto devemos nos reunir no sábado para acertarmos os últimos detalhes, ver o que já foi feito e o que ainda falta. De preferência, se pudermos evidente, no local onde faremos a festa para termos uma ideia do que e como iremos fazer com a decoração. É possível senhorita Hall?

—Falarei com a senhora Duval mas acredito que não haja problema – diz a professora de Emma, olhando o relógio – De fato já está bem tarde. Amanhã temos aula e além disso Sarah e as meninas precisam descansar.

—Concordo – Maggie se adianta, levantando-se – Todos temos trabalho e precisamos descansar – Vai querer uma carona senh...Claire? – pergunta.

—Não precisa, irei de Uber – minha irmã avisa, pegando seu celular.

—De jeito nenhum. Um de nos te levamos em casa e não aceito um não como resposta – Nat avisa, resoluta.

—Posso te levar também Claire – digo, ajudando-a levantar.

—Pessoal, estou bem. É só um pouco de cansaço, nada mais – reitera, fazendo nova careta quando pendura a bolsa em seu ombro – Ok, um pouquinho de dor também – admite, rindo sem graça – Mas não preciso que ninguém saia de seu caminho ou de casa para me acompanhar – afirma, não nos dando chance contestar – As meninas já estão cochilando e Sarah não disse nada mas está com uma expressão de cansaço. Não quero que a deixe sozinha. E vocês teriam que desviar do caminho o que os atrasaria, portanto, irei sim de Uber ou taxi, o que for mais rápido e ponto final – declara, decidida.

—Parece que teimosia é genético mesmo – Jay comenta rindo com o canto da boca, fazendo-a corar violentamente.

Olho de um para outro estranhando a reação de minha irmã, que parecia completamente deslocada e sem graça perto dele. Não era a primeira vez que notava isto nas poucas vezes em os vira juntos especialmente agora após o incidente na Dolan.

—Pode ter certeza de que é sim – ouço Will dizer e arqueio a sobrancelha o encarando – Tô mentindo? – me desafia e limito-me sorrir em resposta.

—Bem, eu e Caroline vamos indo. Amanhã, depois que falarmos com a senhora Duval, ligo para você Sarah, marcando o horário que poderemos nos encontrar na escola neste sábado, pode ser? – interroga.

—Sim. Eu avisarei a todos – concorda, massageando o ventre e noto o quanto parecia cansada conforme Claire dissera.

—Tudo resolvido. Vamos indo que até meu pequeno encrenqueiro se rendeu ao sono – Nat diz, indicando o filho adormecido no colo.

—Engraçado, até chegarmos aqui tinha energia de sobra. Agora desaba! – Will exclama, surpreso.

—Acostume-se Will crianças são assim mesmo. Emma estava elétrica até cinco minutos atrás e agora ...- April comenta, indicando-a com um gesto de cabeça, sorrindo.

—Chega de papo! Vamos saindo que o casal e as meninas precisam descansar e mais uma vez parabéns pelo noivado – Maggie reforça e é minha vez de ficar surpreso por Jay não parecer surpreso.

—Will me contou no caminho – explica , lendo minha fisionomia – Parabéns – diz, estendendo-me a mão – Tivemos nossas diferenças no início, agi feito um idiota, reconheço, mas estou feliz que estejam se acertando. Sarah merece ser muito feliz – declara.

—A farei, pode ter certeza Jay – garanto, apertando sua mão – Quanto a ser idiota, acho que todos aqui irão concordar que fui o maior de todos os tempos! – declaro provocando risos.

—Certamente – Will anui – Ainda bem que ouviu as vozes da razão, no caso Ethan e eu – diz, convencido.

—Sim senhor, senhor grilo! – brinco.

—Ok, explicações ficam para outro dia. Vamos indo. Boa noite lindinha. Descanse que esse meninão parece estar ficando mais ativo a cada dia – Maggie comenta, abraçando Sarah carinhosamente.

—Está mesmo – confirma, retribuindo, recebendo os abraços de April, Claire e das professoras de Emma logo em seguida – Boa noite e muito obrigada a todas por se disporem ajudar mesmo estando tão em cima da hora – agradece.

—Não por isso. Emma é um doce. Será um prazer preparar essa festa – a senhorita Hall afirma, dirigindo um olhar carinhoso a minha pequena cunhada que lutava para manter-se desperta – Boa noite – despede-se novamente, acenando com a cabeça ao passar por mim.

Um a um se despedem desejando-nos boa noite, Claire e Jay sendo os últimos a saírem.

Os acompanho com o olhar pelo corredor me surpreendendo mais uma vez ao notar a proximidade entre minha irmã e o irmão de Will, os dois conversando um pouco mais afastados dos demais enquanto aguardam o elevador, entrando juntos quando este chega ao andar.

—Algo errado Connor? – escuto Sarah perguntar quando retorno ao interior de nosso apartamento, me encarando com o cenho enrugado.

—Hã...Não, não, nada – digo, sacudindo a cabeça, espantando minhas suspeitas para longe – Deixe isso ai amor. Depois que te ajudar a por as meninas na cama venho limpar tudo – peço ao vê-la recolhendo algumas coisas que ficaram espalhadas pela sala.

—Limpamos juntos – me corrige, deixando as louças que ajuntara dentro da pia – Além do mais, Maggie, April e a senhorita Hall limparam quase tudo. Resta apenas o que foi usado por último. Pouca coisa – avisa, me seguindo, agachando-se perto de Emma – Acorde meu anjo, hora de ir para a cama – chama, sacudindo-a de leve, porém o suficiente para faze-la despertar – Venha – chama, segurando a mão dela enquanto se ergue.

Faço o mesmo trazendo Marina em meus braços, adormecida. Seguimos lado a lado até o quarto das meninas. Lá dentro ajudo a troca-las pondo os pijamas. Depois que as acomodamos, retornamos de mãos dadas para a sala e cozinha aonde nos concentramos em arrumar o que ficara sujo terminando poucos minutos depois.

—Engraçado como a gente não se toca com certas coisas até que descobre algo relativamente inesperado – comento, vestindo o short de meu pijama dentro do banheiro, Sarah sentada na borda da banheira vestindo um roupão de cetim, as pernas expostas para que pudesse passar o hidratante de amêndoas.

—Tipo? – pergunta sem erguer os olhos para mim....Que por minha vez estou encantado acompanhando cada movimentos de suas mãos subindo e descendo por suas pernas, detendo-se nas coxas para descer novamente mais duas vezes antes de dedicar a mesma atenção a barriguinha saliente massageando-a circularmente. Suspiro sorrindo bobamente ao pensar em nosso filho confortavelmente “guardado e protegido” em seu ventre – Connor? – chama e ergo os olhos encontrando os seus – A qual descoberta se refere? – interroga, sorrindo delicadamente quando sacudo a cabeça a fim de reorganizar os pensamentos.

—Sobre Benny ser pai – digo, ela franzindo o cenho – Não quanto ao fato de ser pai, mas porque somente então me toquei de que quando retornei a Chicago além de evitar minha própria família também evitei reatar os laços com minhas antigas amizades, mesmo as melhores, como ele. Isto significa dizer que não sei mais nada sobre elas. Absolutamente nada – explico.

—Entendo – diz, ficando de pé, pondo a embalagem de hidratante sobre o balcão da pia – Reatar antigos laços é difícil mesmo. Tenho sorte que a maioria de minhas amizades continuam aqui em Chicago justamente por ter vindo morar aqui muito nova – declara pondo as mãos em meus ombros, seus dedos enroscando-se em meu cabelo com delicadeza – Pense no lado positivo: agora tem alguém para pedir conselhos já que tanto Will quanto Ethan não tem a menor experiencia com crianças – diz, rindo de meu comentário seguinte.

—Está de brincadeira? Will tem bastante experiencia! Se duvida conte os galos e marcas imputados por Owen em sua testa – brinco, rindo junto com ela – Falando sério agora, não sei se Benny tem tanta experiencia assim já que, se não entendi as entrelinhas erroneamente, não deve conviver com a filha, coisa que farei, digo, já faço, não é filhão? – pergunto, acariciando sua barriga, sentindo o movimento sob a palma de minha mão.

—Uhum, entendo – anui, me dando um selinho e retribuo aumentando a pressão, aprofundando o beijo gradativamente, colando nossos corpos.

Minhas mãos começam um passeio lento por sob o roupão explorando as curvas que me fizeram, fazem e ainda me farão perder o controle diversas vezes, tenho certeza.

—Que acha de deixarmos essa conversa para outro dia? – sugiro com os lábios colados a seu pescoço, sugando a pele num chupão que deixa marca – Adoro seu gosto! – digo, apertando-a mais contra mim, ouvindo-a gemer ao sentir minha dureza contra seu corpo – Você me tira do sério sabia? Desde aquela primeira noite que não consigo te tirar da cabeça. E pensar que quase te perdi por pura estupidez – lembro, deslizando a boca por toda extensão de seu colo macio, sentindo sua pulsação acelerar contra ela.

—Também não conseguia te esquecer ou odiar por mais que tentasse – admite, a voz soando rouca – Quis tanto isso por um tempo, me esforcei até para não te desejar que chegava a doer certas vezes – confessa, erguendo uma perna, esfregando-a contra a minha numa caricia provocante, me fazendo ficar ainda mais duro sob o short.

—Cacete Sarah, você acaba comigo deste jeito! – praguejo junto a sua pele.

—Olha o linguajar Connor! – ralha, me estapeando – Nosso filho pode não saber o significado ainda, mas eu sei – diz, o final da frase saindo num misto de sopro e gemido quando tomo seu seio direito em minha boca, sugando e brincando com o mamilo rijo – Connor! – sopra, os dedos enroscando em meu cabelo, puxando-o com vigor.

Interrompo o contato apenas o suficiente para a pegar em meu braços, conduzindo-a a nossa cama, deitando-a com gentileza.

Solto o laço do roupão abrindo-o por inteiro, expondo o corpo delicado cujas curvas acentuaram-se com a gravidez. Suas formas estavam deliciosamente mais arredondadas, seu corpo inteiro mais cheio visto que ganhara um pouco de peso nas ultimas semanas. Nada exagerado.

—Tudo no lugar certo – sussurro antes de beija-la com ardor – Amo você Sarah Reese. Muito – declaro, deitando sobre ela, apoiando o peso de meu corpo em meus braços para não pesar sobre o seu.

—Também te amo Connor – retribui contra meus lábios, as mãos percorrendo meu corpo, detendo-se em minha cintura um segundo antes de insinuarem-se para dentro fazendo-me reter o ar nos pulmões quando envolve meu membro.

Fecho os olhos saboreando o contato, sentindo-me retesar na medida em que aumenta a velocidade de seus estímulos me levando ao limite.

—Sarah, não aguento mais esperar – aviso, ajudando-a a me livrar do short rapidamente.

Mesmo com toda a ansiedade, controlo minhas investidas para não machuca-la nem causar desconforto. Cadencio meus movimentos até induzi-la ao gozo, eu mesmo me libertando pouco depois, saindo dela com cuidado, deitando a seu lado. Durante vários minutos permanecemos assim, lado a lado, relaxando, nossas mãos unidas sobre o colchão até que se vira, aconchegando-se a mim, a cabeça em meu peito, uma perna entre as minhas, a mão passeando preguiçosamente por meu abdômen numa caricia terna. Retribuo afagado seus cabelos, beijando-lhe a fronte antes de puxar o cobertor sobre nós, protegendo-nos.

—Boa noite amor – desejo, a resposta vindo num sopro morno que aquece meu coração. Sorrio pensando no quão sortudo era em, apesar de toda a cretinice que fiz com ela, de toda a tristeza e angustia que a fiz passar no começo de nossa relação, não a ter perdido, adormecendo com este pensamento em minha mente.

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“....Baby, I think about you;

And I feel it, deep in my heart;

Maybe we just ain’t meant to be something;

Maybe we are?..”

Claire Rhodes

—Mais uma vez obrigada dete...Jay – me corrijo a tempo vendo-o rir com o canto da boca, gesto que me deixava completamente ...boba!

—Por nada Claire. Foi um prazer – a voz levemente rouca responde me causando um arrepio gostoso – A dor passou? – questiona, me encarando preocupado.

—Sim – minto em parte. A dor ainda estava lá, mas era bastante suportável – Não precisa ficar preocupado. O médico avisou que isto poderia acontecer e que era só questão de tempo para as coisas voltarem ao normal – explico, me voltando ao escutar o barulho do portão da garagem do prédio onde moro(digo, onde tenho um flat no qual me refugio quando quero pensar na vida, relaxar das tensões na Dolan, evitar papai por algum motivo ou simplesmente quero um tempo comigo mesma), dando atenção ao ruivo a minha frente novamente – Assim que subir tomo um analgésico e ficarei novinha em folha – digo, descontraída, encantando-me com seu riso sincero.

—Ok, se está dizendo vou confiar – diz, silenciando, me encarando com seus lindos olhos azuis que me fazem perder o folego.

Admito: a maneira como nos conhecemos não foi das melhores. Vê-lo tentando continuar a agredir meu irmão por causa de Sarah me fez odiá-lo, por assim dizer, um bom tempo. Somente a convivência com as meninas e a própria Sarah, mesmo que mínima, me fez mudar de opinião. O próprio Connor mudara com o passar dos dias. Reconhecera que muito provavelmente agiria da mesma forma que Jay agira caso algum cara fizesse comigo o que ele, Connor, havia feito com Sarah. Esta afirmação, aliás, tem me incomodado bastante nos últimos tempos. Só não entendi porque.

—Um dólar por seus pensamentos – escuto e saio do transe notando que permanecíamos parados frente a frente em silencio, eu no mundo da lua, ele me observando atentamente – Apesar de achar que valem mais do que isso – acresce e sinto meu rosto esquentar agradecendo mentalmente a iluminação da entrada do prédio ser relativamente fraca, evitando o constrangimento de ele ver o quão corada estava.

Pare com isso Claire. Até parece uma colegial que acaba de ter seu primeiro encontro com o cara que gosta – Obrigada – agradeço nem sei porque me sentindo ainda mais ridícula – Digo, não valem tanto assim. Não que também não valham nada, mas não são tão valiosos...meus pensamentos, quero dizer – me enrolo sentindo meu coração pular ao escuta-lo rir mais alto.

—Entendi – diz, me encarando mais uma vez...Gostaria que parasse de fazer isso!— Isso o que? – questiona me deixando confusa – Disse que gostaria que eu parasse de fazer algo. Fazer o que? – repete meu pensamento e mordo a língua. Seria possível pagar ainda mais mico?

—Nada. Bobagem – digo, me corrigindo ao notar a besteira que dissera – Não que esteja dizendo ou fazendo bobagem detetive, Jay...é que eu...bem – balbucio, fechando os olhos, suspirado – Melhor subir antes que pague um mico tamanho gorila.

—Mico tamanho gorila?? Como assim? Ou é mico ou gorila – brinca e rio com gosto, me divertindo como a tempos não acontecia em companhia de um homem.

—Ok, definitivamente não estou me dando bem com as palavras hoje portanto, hora de dar boa noite e poupa-lo de ouvir mais asneiras ou bizarrices de minha boca da qual, aparentemente, perdi o controle – declaro, corando novamente ante a intensidade de seu olhar – Boa noite Jay – desejo, inclinando-me ao encontro dele a fim de lhe dar um beijo de despedida na bochecha (coisa que Nunca faço com pessoas relativamente estranhas), batendo todos os recordes em tingir meu rosto de vermelho ao tocar acidentalmente seus lábios de leve – Desculpa, eu não quis...eu só queria....Era pra ser na bochecha – assumo, resignada e sem graça, me sentindo uma completa idiota.

—Que bom que errou o alvo então – ouço-o dizer segundos antes de ser tomada em seus braços.

O beijo é terno, doce, delicado e ao mesmo tempo sensual...Porém rápido. Muito rápido. Rápido demais. Me deixa um sabor de “quero mais” quando termina.

—Boa noite Claire. Tenha bons sonhos – deseja, piscando antes de se retirar, acenando quando entra em seu carro, dando a partida.

— Bons sonhos ele disse? Pois sim! Não sei nem se vou conseguir dormir depois disto! – exclamo, tocando meus lábios com a ponta dos dedos, suspirando profundamente, um sorriso bobo formando-se em meu rosto enquanto adentro o edifício.

“...Oh na na, just be careful;

Na na, love ain’t simple;

Promise me no promises;

Oh na na, just be careful, na na;

Love ain’t no simple, na na;

Promise me no promises;

Promise me no promises

Promise me no promises”

Notas finais
Nos vemos em breve...uns vinte dias mais ou menos. Bjinhos flores. P.S: em breve novidades.