Love Hurts!

1 Capítulo 1 - Meu "Show"


Notas iniciais
mOlá flores lindas! Eis que volto com mais uma história sobre nosso ship favorito!! Esta será minha primeira fic prodizida em dupla! A ideia surgiu na mente de uma amiga/leitora/escritora que conheci atraves do site, Aline. Ela me passou os dados e juntas estamos desenvolvendo essa historia que começa com um Connor bem diferente do habitual(fui desafiada e espero ter correspondido ao desafio!). A prinicipio poderao estranhar o comportamento de nosso cardio preferido.But, don't worry, no decorrer na historia ele irá voltar a ser o nosso Connor...Talvez não exatamente igual mas mudanças ocorrerão no decorrer. Muita coisa irá acontecer antes do final feliz. Dor, arrependimento, alegria, tristeza, amor! Espero que gostem. No mais, aguardo as rewiews de todas vocês.Boa leitura. Bjinhos flores! P.S (I): em breve porei o nome da co-autora(esqueci de pedir o link dela no site!! rsrsrs. a louca!!) P.S(II): Queridas flores Josiane e Marielle, que deram (e ainda dão, incluindo a capa da historia feita pela Josi, agradeço milhões por ter paciencia comigo flor!) suas contribuições para a historia, eis o primeiro capitulo que vocês já conhecem..em parte. Fiz pequenos ajustes que logo perceberão. Um beijo e espero poder continuar contando com vocês (õpinões neutras salvam a patria muitas vezes!) P.S(III): como haviamos estabelecido só postar quando tivessemos um minimo de cinco acpitulos prontos, as atts aqui serão um pouco mais rapidas(ainda iremos decidir a frequencia de postagem!)

“Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor;

Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor;

Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom;

E se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão;

Faz parte do meu show;

Faz parte do meu show, meu amor...”

Faz Parte do Meu Show

Cazuza

Apartamento Connor Rhodes (Outubro,22/2016- 7:00 a.m)

Meu “show”

Connor

—O que aconteceu não pode sair de dentro deste quarto. Sabe disso não sabe? – questiono, fazendo com que a mulher em pé junto a minha cama parasse de se vestir – Não seria bom para nenhum de nós que essa noite chegasse ao conhecimento de...

—Não se preocupe doutor Rhodes – me interrompe, voltando a vestir-se permanecendo de costas para mim – Não faço a menor questão que as pessoas fiquem sabendo que me tornei mais uma de suas conquistas! – exclama, agachando-se ao terminar a fim de pegar bolsa e sapato – Essa maldita noite sequer deveria ter acontecido! – esbraveja.

—De fato, não deveria mesmo – concordo — Mas foi só uma noite...Surpreendente e inesperadamente quente...Mas, apenas mais uma noite! –declaro, espreguiçando-me demoradamente, ela virando-se rápido para mim, seus belos olhos castanhos me fuzilando – Não me olhe assim minha linda! Preferia que mentisse e dissesse que vai se repetir? – indago, olhando-a de cima a baixo – Se bem que... Quem sabe..!- insinuo, umedecendo meus lábios com a ponta da língua.

—Ah, mas não vai se repetir mesmo! – declara, furiosa, se enrolando ao tentar vestir o casaco – Se pudesse não olharia em sua cara nunca mais!

—Meio difícil já que trabalhamos no mesmo hospital minha linda! – digo, sem me deixar abalar por suas palavras.

—Não sou sua linda! – rosna entredentes – Seu...cretino! Eu devia estar muito bêbada para ter caído na sua lábia! – desdenha.

—Engraçado, me pareceu bem sóbria quando me pediu que não parasse, quando disse o quanto estava sendo bom, ou quando afirmou ser sua melhor transa em anos! – revido, sentindo uma necessidade mesquinha de feri-la, suas lágrimas mostrando-me que conseguira.

—Eu te odeio! ODEIO!!! – grita, saindo a passos firmes, quase correndo, batendo a porta da sala com violência, fazendo-me sentir um aperto no peito como há anos não sentia.

—Droga Connor, com tantas garotas, tantas mulheres te dando mole tinha que pegar justamente esta!? – recrimino a mim mesmo, atirando o travesseiro longe – Merda! – xingo, sentando na borda da cama – Merda! – xingo outra vez, coçando minha barba por fazer, respirando fundo, levantando devagar, caminhando até o banheiro – Maldita hora em que decidi ir a bendita formatura! – resmungo, entrando no box.

Ligo o chuveiro deixando o jato bater em meus ombros e costas a princípio, tentando lembrar com precisão em que momento cometi a burrada de ir atrás dela.

—Com tantas outras tinha que cismar justo com ela seu estúpido! – xingo novamente – Por que?? – interrogo a mim mesmo, franzindo o cenho... Simples: pelo desafio! – meu subconsciente acusa – Acaso não foi a única a não te “dar mole”?? – Foi ! – respondo meu pensamento em voz alta – Ela foi a única a não fica me cercando, bajulando, se oferecendo... Como sempre acontece alias! – elucido, desligando o chuveiro, sentindo uma leve ardência em minhas costas, nádegas, barriga e peito, quando começo a me ensaboar, notando os diversos arranhões feitos por ela – Gata selvagem!... Deliciosamente selvagem! –exclamo, rindo sozinho ao lembrar parte da noite e madrugada ao lado de Sarah– Quem diria que por baixo de toda aquela aparente calma repousa um vulcão! – digo, sentindo meu membro latejar ao recordar suas curvas, seu gosto, a forma voluptuosa com que se entregara para mim – Bem que poderia ter rolado uma rapidinha antes de ela ir embora!...Quem sabe um outro dia minha linda! – penso, me concentrando em terminar meu banho.

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Sarah

Saio do maldito apartamento batendo a porta com toda força que minhas mãos trêmulas permitem, caminhando apressada pelo corredor até alcançar o elevador (que para minha sorte acabara de chegar).

Baixo o rosto evitando encarar o casal que saia dele murmurando um “bom dia” baixo em resposta ao cumprimento de ambos, mantendo-me assim até as portas fecharem, para só então deixar as lágrimas correrem livremente. Recolho-me a um canto longe das câmeras de segurança do lugar a fim de ter um pouco de privacidade.... Já basta o showzinho que devo ter propiciado ontem à noite quando chegamos! – relembro sentindo a raiva aumentar – Como pude ser tão estúpida!? – recrimino-me, pegando um lenço de papel em minha bolsa – Se soubesse no que daria, jamais teria permitido sua aproximação – afirmo, voltando-me para o espelho em uma das paredes, secando minhas lágrimas, fungando, apertando meu nariz com tanta força que fica ardido e vermelho – Pensou mesmo que seria capaz de resistir ao charme dele? Que só porque consegue manter uma relação estritamente profissional no Med faria o mesmo fora de lá? Estúpida! Burra! Burra! – xingo a imagem refletida, sentindo-me pior ao avaliar minha aparência: meus cabelos estão desgrenhados (os havia prendido de qualquer jeito), meu vestido amarrotado e rasgado (tá, era um rasgo discreto, pouco visível mas estava lá...e Eu sabia!), minha maquiagem estava borrada (ainda mais após ter chorado), meus lábios levemente inchados ( um pequeno ferimento no meio do inferior chamando atenção), meus olhos vermelhos e começando a inchar – Controle-se Sarah, ele não merece suas lágrimas...Homem nenhum merece! – digo, levando o lenço de papel a meu nariz mais uma vez, secando-o, aproveitando o espelho para limpar um pouco da maquiagem na tentativa de me recompor.

Volto-me para a saída assim que escuto as portas abrirem, parando, sem graça, ao dar de cara com duas mulheres extremamente elegantes (e esnobes!) que me medem da cabeça aos pés.

—Bom dia – sussurro, passando por elas.

—Francamente, deveriam proibir a entrada desse tipo de gente no prédio! – ouça uma delas dizer e estanco, voltando-me rápido.

—O que disse? – pergunto, controlando minha raiva.

—Ouviu bem querida – a mais velha diz, empinando o nariz – Da próxima vez, se houver uma, utilize o elevador de serviço... Meu bem!

—Fique tranquila, se algum dia voltar a este lugar será em outra posição Meu Bem! – devolvo, erguendo o queixo desafiadoramente, dando-lhes as costas sem esperar resposta – Voltar em outra posição??Que diabos de resposta foi essa Sarah?? – indago para mim mesma ao sair do prédio, tentando em vão não chorar novamente.

Cruzo a primeira faixa de rua sem prestar atenção, a vista turvada pelas lágrimas, quase sendo atropelada ao fazer o mesmo na segunda, escutando dois gritos distintos: um repleto de impropérios proferido muito provavelmente pelo motorista que quase batera em mim, outro, que se repete mais forte e perto, meu nome.

—Sarah, não me ouviu? – alguém pergunta ao mesmo tempo em que segura meu braço obrigando-me a parar.

—Me solta!! – peço, puxando o braço bruscamente, sendo impedida de seguir meu caminho mais uma vez – ME SOLTE! – grito, encarando o ruivo visivelmente assustado a minha frente.

—Ok, ok, desculpe – pede, erguendo as mãos.

—Jay?? O que está fazendo aqui? – pergunto, enxugando o rosto com as costas de minha mão.

—Ia te fazer a mesma pergunta!! – exclama ele, franzindo o cenho, me olhando, assim como as duas mulheres haviam feito (sem a expressão de nojo) de alto a baixo – O que faz por estas bandas? Não dormiu em casa? O que aconteceu com você? Te assaltaram? Foi agredida? – questiona, irritando-se ao escutar seu nome ser chamado – Um minuto! – declara, voltando-se para o carro parado as suas costas, depois para mim de novo –Então? Não vai dizer nada?

— Dane-se! Não é da sua conta Jay! – esbravejo – Está me vigiando por acaso?

—Lógico que não! – defende-se – Viemos atender um chamado e...

—Então vá atender seu chamado e me deixe em paz! – bufo, virando-lhe as costas, correndo para a estação de metrô alguns metros a minha frente, ignorando seu chamado. Subo os degraus o mais rápido que consigo, alcançando a plataforma, passando pela roleta a tempo de pegar a composição que estava para sair.

Lá dentro, procuro um canto reservado dando preferência a um dos bancos solitários (não estava nem um pouco a fim de companhia) sentando pesadamente. Encosto a cabeça na janela olhando a paisagem urbana lá fora, sentindo o nó na garganta aumentar.

—Você não vai chorar sua idiota! – admoesto-me baixinho, enxugando as lágrimas teimosas com um dedo, sobressaltando-me ao escutar meu celular tocar – Oi meu anjo, bom dia – atendo tentando parecer o mais normal possível.

< Por que não veio nos buscar ontem à noite? > Emma questiona com voz de choro.

—Não deu anjo. mas já estou a caminho. Dentro de uma hora no máximo estaremos juntas ok!? – respondo, engolindo o choro – Onde está Marina?

< Dormindo! > responde < Está vindo mesmo? >

—Sim anjo. Daqui a pouco chego. A Estela está perto de você? – quero saber.

< Está sim. Quer falar com ela?>

—Quero. Passe o telefone para ela, por favor – peço.

< Alô! >

—Estela mil perdões! Não tive como ir buscá-las ontem. A festa terminou tarde, bebi um pouco demais.... Enfiei os dois pés na jaca com gosto! .... Acabei dormindo na casa de uma amiga... Isso, coroa tudo com mentiras! –me recrimino mentalmente.

< Tudo bem minha querida, não se preocupe. Suas irmãs não dão trabalho algum. São dois anjos! > afirma.

—Eu que o diga! Agradeço a Deus todos os dias por serem assim – digo, levantando – Estou descendo do metrô agora. Mais alguns minutos e chego aí está bem? – aviso, seguindo o fluxo de pessoas apressadas que tentavam sair ao mesmo tempo.

< Fique tranquila querida, estaremos esperando você com o café na mesa! > avisa, e escuto o gritinho de alegria de Emma < Até já >

—Até – despeço-me, desligando, agradecendo em pensamento por tê-la em nossa vida, especialmente no último ano e meio, descendo as escadas da plataforma correndo, alcançando a rua rapidamente, me encaminhando para a casa de Estela.

Estava na metade do quarto e último ano do curso de medicina, vendo o momento mais difícil (o de fazer minha opção para a residência) se aproximar rapidamente, em plena correria do estágio obrigatório, cheia de dúvidas quando minha mãe lançou a bomba sobre minha cabeça: ela e o namorado iriam se mudar para a Austrália!

Até ai tudo bem. Apesar de ainda contar com sua ajuda financeira, daria um jeito de me virar afinal ela estaria mudando para um país estranho, com duas crianças menores… Estaria!...Na teoria!! Na pratica não foi o que aconteceu....

—Sarah!! – minhas lembranças são interrompidas pela voz de Emma, que correr até onde estou, pulando em meus braços – Você chegou! Que bom!!

—Eu disse que estava chegando não disse anjinha!! – exclamo, erguendo-a no ar, girando.

—Disse, mas fiquei com medo que estivesse mentindo! – confessa, enroscando as pernas em minha cintura, coçando o rostinho sem graça – Pensei que tinha ido embora como a mamãe foi!

—Eu não vou a lugar nenhum sem minhas duas anjinhas! – asseguro, beijando sua bochecha, parando em frente a Estela, que nos aguardava no portão – Desculpe mais uma vez. Não pretendia dormir fora – peço, recebendo um sorriso complacente que, no entanto, não esconde a curiosidade demonstrada no olhar, mas nada comenta sobre minha aparência deplorável!

—Tudo bem menina. Suas irmãs que ficaram assustadas – revela, enquanto seguimos para dentro de sua casa – Marina nem tanto, mas essa mocinha aqui – diz, tocando a ponta do nariz de Emma levemente, fazendo-a esconde o rosto em meu pescoço – Só foi dormir de madrugada e mesmo assim depois que lhe disse o quanto ficaria zangada em saber que não dormira a sua espera.

—Emma! – ralho, pondo-a no chão assim que entramos – Já falei para não fazer isso não falei? – interrogo, agachando-me, ficando de sua altura, vendo-a balançar a cabeça timidamente – E quando tiver que dobrar plantão? Vai ficar a noite toda sem dormir à minha espera? – questiono, não contendo o riso ao vê-la afirmar com um novo meneio – Não pode anjo, ou poderá ficar doente e ai vou-me sentir culpada. É isso que quer?

—Não! – responde, chorosa, agarrando-se a meu pescoço – Não faço mais Sarah, prometo!

—Certo anjo, eu acredito. Não precisa chorar.

—Está brava comigo? – quer saber, deitando a cabeça em meu ombro.

—Não, de jeito nenhum até porque a culpa foi minha... Por ter-me deixado seduzir por aquele cretino!— penso, mas não verbalizo.

—Sarah! – escuto uma vozinha chamar e me volto encontrando Marina encostada a escada esfregando os olhos e nariz ao mesmo tempo.

—Bom dia bonequinha! – digo, abrindo os braços, chamando-a, envolvendo-a junto com Emma em meu abraço – Dormiu bem? – pergunto.

—Dormi – responde, deitando a cabeça em meu outro ombro.

—Ótimo. Agora vão se trocar para irmos embora e deixar Estela descansar – ordeno, dando pequenos tapas em seus bumbuns.

—De jeito nenhum vão sair sem tomar café antes! – conclama ela – Nem pense em recusar mocinha! – se adianta, calando o protesto que ensaiava – Suba, tome um bom banho, troque de roupa (havia me arrumado em sua casa) e desça para comer – comanda, enérgica – Fiz panquecas, torradas e...

—Vitamina!! – Emma vibra, erguendo os braços, me fazendo rir.

—Ok, não vou recusar, até porque estou precisando – me rendo, pondo Marina nos braços – Vou levar essa bonequinha comigo. Daqui a pouco desço.

—Também quero tomar banho com você Sarah! – Emma protesta, fazendo bico.

—Vamos lá então! – convido, subindo as escadas com ela a meu lado, Marina em meus braços.

No banheiro, tenho que “lutar” para a farra não ultrapassar os limites, aproveitando a bagunça feita pelas duas para relaxar um pouco.

Cerca de vinte minutos depois encerro nosso banho vestindo as duas com seus roupões, me enrolando em uma toalha. No quarto de hospedes da casa, me arrumo junto com as duas, arrumo nossas coisas descendo logo em seguida.

—Está tudo bem menina? – Estela interroga enquanto tomamos o desjejum, olhando-me atentamente – Parece triste para quem acabou de se formar e ainda por cima conseguiu a vaga no hospital que queria. O que aconteceu?

—Nada – minto, ajudando Marina a comer sua torrada – É só cansaço pela noite mal dormida – o que em parte era verdade – Algumas horas de sono e estarei nova em folha – garanto.

—Neste caso não seria melhor passarem o sábado aqui? – oferece.

—De jeito nenhum. Já abusei de sua boa vontade demais – digo, limpando minhas mãos, servindo-me de mais vitamina – Além do mais preciso me organizar. Terei quinze dias de folga, por assim dizer, antes de começar minha residência. Tenho que organizar meu horário direitinho para poder...

—Quero desce – Marina pede e a coloco no chão.

—Para poder trabalhar na cafeteria – retomo – A propósito, muito obrigada por falar com sua amiga. Essa renda extra vai me ajudar muito – agradeço.

—Por nada querida – diz, retirando a louça, olhando rapidamente minhas irmãs antes de falar novamente – Nenhuma notícia?

—Não, nada desde o natal passado – respondo baixinho, olhando as duas – Cheguei a ter esperanças depois da última vez que nos falamos, mas diante deste silencio... — suspiro, deixando meus ombros caírem, desanimada.

—Que coisa! Confesso que não esperava isso de Katharine – afirma, olhando minhas irmãs mais uma vez, um sorriso triste no rosto – Sorte delas terem você – diz, me dirigindo um olhar carinhoso.

—E sorte minha ter amigos como a senhora! – friso, indo até ela, abraçando-a forte – Nada que eu faça será capaz de exprimir o quanto lhe sou grata Estela!

—Não tem que fazer nada menina! – exclama, esfregando minhas costas, afastando-me a seguir – E tem: tire uma folga de vez em quando. Saia com seus amigos. Namore, de preferência o ruivinho ai da frente! – sugere – Não deixe de viver por conta do que aconteceu. Como disse, tem amigos com quem pode contar. Sempre! – declara, segurando minhas mãos, olhando bem dentro de meus olhos.

—Obrigada – é tudo que consigo dizer.

Nos despedimos combinando de visita-la no final de semana seguinte, e sigo direto para a estação do metrô e de lá para meu apartamento.

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Chicago Med (dois meses depois, 23/12 – 15:30 p.m)

Narrador

—Muito bem senhora Stone, vou pedir alguns exames mais específicos para sabermos o que está acontecendo com o Jesse – Natalie Manning avisa, voltando-se para Sarah – Reese quero um novo hemograma, dosagem de colesterol e triglicerídeos – pede, ambas parando a porta ao escutarem o menino falar.

—Choqui, mãe! – pede, as duas encarando a mãe do menino.

—Ele gosta de leite com chocolate – explica, sem graça – Depois meu bem depois.

—Choqui mãe, choqui!! – insiste o garoto.

—Acho que podemos conseguir na cantina – Nat afirma, sorrindo.

—Vou pedir para a enfermeira coletar o sangue enquanto vejo o que consigo por lá ok? – Sarah diz, sorrindo docemente para o menino, acompanhando Nat até a ilha de enfermagem.

—Sarah, peça exames para escorbuto também – acrescenta – E só o deixe tomar o chocolate depois da coleta – recomenda.

—Pode deixar – tranquiliza-a a residente, que após auxiliar a enfermeira na coleta, segue para a cantina – Um copo de leite com chocolate, por favor – pede ao atendente, apoiando as mãos no balcão.

—Sarinha!! – April chama, encostando-se de um lado, Doris do outro – Você vai à confraternização hoje à noite no Molly’s não vai?

—Ainda não sei April. Tenho que ver se Estela está disponível – diz, olhando de uma para outra – Por quê?

—Estamos organizando um amigo doce surpresa e precisamos saber exatamente quem vai para que ninguém fique sem presente – Doris revela, pondo uma prancheta a sua frente – Diz que vai, por favor, por favor, por favor!! – implora fazendo-a rir.

—Vou pensar com carinho – promete, pagando o pedido.

—Sarah, nos duas sabemos que Estela sempre tem tempo para você e as meninas! – April exclama – Pare de inventar pretextos para não ir!

—Não estou inventando nada! Só não quero me aproveitar da boa vontade dela, só isso – justifica-se.

—Tá, e se conseguirmos uma babá de confiança – Doris sugere, acrescentando rapidamente – E pagarmos por umas duas, três horas?

—Ok, por que tanto interesse em me levar ao Molly’s está noite? – pergunta a médica, desconfiada – E nem me venham com esse papo de completar amigo doce!! – avisa.

—Um: tem um médico novo, gato, no Country, amigo do Ethan, disponível para namoro... — April diz, erguendo um dedo.

—Dois: se você não for, aquele seu amigo gato, que é amigo do seu também amigo e irmão do doutor Halstead, igualmente gato diga-se, no qual estou de olho, não irá, entendeu?!

—Sim.... Talvez....Não! – conclui a médica, confusa, olhando para April, que revira os olhos.

—O importante é que vá a confraternização, mesmo que seja para ficar poucos minutos! – resume – E se para isto tiver que pagar uma babá, pago na boa. Estamos combinadas??

—Concorda que é mais fácil!! – April cochicha em seu ouvido, fazendo-a rir.

—Certo, eu vou – rende-se – Mas, não vou demorar e nada de encontro às escuras – avisa, olhando diretamente para April – E vai ter que pagar babá sim! – impõe Sarah, olhando para Doris, que saca o celular do bolso ligando rapidamente.

—Alô, Betty, tenho um trabalho para você hoje à noite! – exclama, erguendo as sobrancelhas ao mesmo tempo, deixando a médica boquiaberta.

—Louca! – exclama, sorridente, segurando o copo com o achocolatado, voltando-se para sair e ao fazê-lo choca-se com alguém que chegava, o conteúdo do frágil copo de papel esparramando-se por toda sua roupa – Droga! Olhe por onde anda idio... – cala-se ao dar de cara com Connor, que sorri divertido.

—Desculpe! – pede o cirurgião, alcançando um guardanapo em uma mesa próxima – Me deixe ajudá-la a...

—Não me toque! – Sarah diz, alterando levemente a voz, acabando por chamar atenção dos mais próximos – Não se atreva a me tocar! – rosna baixinho, encarando-o – Não preciso de sua ajuda – diz, dando um encontrão no ombro dele ao passar, deixando-o estático.

—Foi impressão minha ou essa residente teve uma reação agressiva a você? – Ava Beker pergunta – O que andou aprontando contra chapeuzinho lobo mau? Ou seria com ela??! – provoca a cirurgiã, despertando Connor do torpor em que se encontrava, olhando-a furioso.

—Tudo bem doutor Rhodes? – April pergunta diante de seu silencio.

—Tudo ótimo April! – responde, irônico – Me deem licença, tenho que trocar minha roupa –avisa, encaminhando-se para a saída.

—Se precisar de ajuda é só chamar! – Ava diz, rindo alto.

****** Molly’s (21:15 p.m) *********

Sarah

Massageio meu pescoço demoradamente aproveitando para verificar a hora em meu relógio, fazendo uma careta ao ver que passava um pouco das nove.

—Ele não é tão ruim assim! – ouço Kim dizer e levanto a cabeça, encarando-a, confusa – O tal amigo do doutor Choi – indica o médico recostado no balcão jogando conversa fora com o Cruz.

—Não é não – concordo – Para um gay ele até que disfarça bem.

—WHAT??? – gritam April, Kim, Erin e Doris, dirigindo um olhar nada discreto em direção ao amigo de Ethan Choi – Tá brincando não é Sarah!?? – April pergunta, abrindo a boca – Ai meu Deus ele é gay!! – exclama, voltando-se para mim – Como não percebi antes? – choca-se.

—Simples: só tem olhos para o seu médico! – Doris afirma, sorvendo um pouco do liquido em seu copo pelo canudo.

—Olha só quem fala! – Erin rebate – Se olhar mais um pouco, Greg vai fazer jus ao apelido e se enfiar na toca mais próxima! – brinca.

—Verdade! – Gabby, que se aproximara trazendo mais bebidas anui– Pega leve Doris, o rapaz é tímido! – pisca para nós, rindo.

—Pra mim já chega por hoje Gabby – declaro, empurrando o copo para o centro da mesa, sentindo meu estomago embrulhar novamente.

—Tudo bem Sarah? Ficou pálida de repente – Gabby pergunta, preocupada.

—Só um mal-estar passageiro. Vou ao banheiro – aviso, levantando, seguindo até o fundo do bar onde o mesmo se localiza, entrando a tempo de evitar vomitar em público.

Cerca de vinte minutos depois (parte dos quais passei deixando meu café da manhã, almoço e o que tinha comido no bar dentro do vaso!) lavo meu rosto, boca e pescoço, prendendo meu cabelo o mais alto que consigo a fim de aliviar o calor que sentia.

Arrumo minha roupa, maquiagem, saindo do banheiro ao mesmo tempo em que um grupo de garotas entra falando alto. Abro espaço para elas, saindo assim que entram, tencionando voltar à mesa onde as meninas estavam, mas antes que isto aconteça, sinto uma mão me agarrar e puxar pelo braço, levando-me a um canto longe da visão dos demais no salão.

—O que é isso? Me largue!! – protesto, tentando me libertar – Me largue ou vou gritar! – ameaço, sentindo uma mão tapar minha boca.

—Pare com isso Reese! – escuto a voz grave de Rhodes dizer, paralisando-me – Fique quieta. Só quero conversar com você – diz, retirando sua mão.

—Não temos nada para conversar doutor Rhodes – afirmo, as mãos em seu peito, empurrando-o – Me solte! – peço novamente.

—Não até me dizer o que diabos foi aquilo hoje à tarde no Med!? – questiona, não me dando tempo responder – Me deixou em uma tremenda saia justa diante de todos sem contar as insinuações que tive de engolir...

—Pouco me importa o que teve de enfrentar – rosno, tentando afasta-lo de mim – Solte-me ou...

—Ou o quê? Vai gritar? Faça isso. Assim seremos o assunto no hospital por mais tempo! – devolve, colando seu corpo ao meu, me prensando contra a parede, levando a boca a meu pescoço.

—O que pensa estar fazendo? – protesto, meu corpo traiçoeiro reagindo ao toque dele imediatamente – Pare com isso agora!! – repito, minha voz saindo fraca.

—Você tem um cheiro tão bom, tão doce! Sua pele é tão macia! – sussurra junto a minha pele causando arrepios – Você inteira é tão macia...Doce...Tão doce! – repete, prensando-me mais, sua boca deslizando por meu pescoço, subindo, tomando a minha com sofreguidão, aos poucos a urgência e o desejo dando lugar a suavidade inicial.

Quando me dou conta, estou correspondendo com a mesma intensidade, deixando de lado as promessas que me fiz depois daquela bendita noite dois meses atrás bem como o perigo de sermos pegos em flagra.

Deixo escapar um gemido abafado quando o sinto apertar meu seio por cima da blusa. Em resposta, deslizo minha mão até encontrar o volume sob sua calça jeans, acariciando-o por cima do tecido, arrancando gemidos dele.

Ao fundo, escuto alguém convidar todos a cantarem alguma música natalina, mas não consigo distinguir qual. Tudo que consigo pensar é em senti-lo em mim mais uma vez.

Sem um mínimo de pudor, abro botão e zíper de sua calça, enfiando minha mão lá dentro, minha própria excitação aumentando a um nível insuportável.

—Maldição! – escuto-o xingar pouco antes de ser erguida do chão fazendo-me enroscar as pernas em sua cintura, meu corpo prensado contra a parede com força, suas mãos deslizando, segundos depois, por minhas coxas sob a saia, parando ao alcançarem minha calcinha, rasgando-a.

Em poucos minutos ele está dentro de mim, investindo com força, fazendo meu corpo deslizar para cima e para baixo contra a cerâmica da parede.

Mordo meu lábio a fim de conter o grito de prazer, fechando os olhos, cravando minhas unhas em seus ombros em busca de apoio, cruzando minhas pernas em suas costas, apertando-me mais em volta de seu membro.

No salão a cantoria seguia animada enquanto meu corpo dava descargas de adrenalina em espasmos cada vez maiores antecipando o orgasmo que chega em sensações inebriantes fazendo-me amolecer em seus braços, sentindo-o se derramar dentro de mim pouco depois, deitando a cabeça em meu colo, exausto.

Ficamos abraçados um tempo aguardando nossos corpos voltarem a seu ritmo normal.

Devagar, ele me ergue, saindo de mim, me pondo no chão começando, assim como eu, a se recompor.

—Poderíamos repetir isso mais vezes – fala, a realidade me atingindo como um soco – Não faça essa cara Reese. Gostou tanto quanto eu e sabe disso. Vou acabar me sentindo ofendido se a cada transa que tivermos ficar....- antes que possa me controlar, minha mão acerta o lado direito de seu rosto deixando uma marca avermelhada.

Nos encaramos por um breve momento antes que lhe dê as costas, voltando para o salão principal.

—Kim, me leva embora daqui! – peço assim que chego a mesa, ocupada apenas por ela naquele instante.

—O que houve? – me encara, preocupada – Por que demorou tanto? Quase fui...

—Não pergunta nada, por favor. Só me tire daqui! – insisto, pegando minha bolsa – Se não quiser ir agora vou entender...- começo dizer, Jay me interrompendo.

—Feliz natal cachinhos....Que cara é essa? O que aconteceu? – interroga, me olhando intrigado.

—Nada. Não aconteceu nada – minto, torcendo minhas mãos – Só estou cansada e quero ir embora! Não devia nem ter vindo pra começar – digo, me esforçando para não chorar – Kim, vai ou não?

—Eu te levo – Jay se oferece, segurando meu braço.

—Não! – exclamo, me soltando – Quer saber? Não precisa. Vou sozinha — digo, me encaminhando para a porta.

—Espera, vou te levar – ouço Kim dizer, argumentando com Jay, que insistia em querer me levar, ela vencendo (pra variar!) a discursão.

No carro, fazemos todo o percurso em silencio, ouvindo a seleção musical de alguma rádio.

Ao chegarmos, pago a babá (com o dinheiro que Doris fizera questão de me dar mesmo eu dizendo que havia falado de brincadeira), agradecendo, anotando seu número para o caso de precisar novamente.

Após verificar minhas irmãs, tomo um banho, ponho meu pijama, voltando para a sala onde Kim me esperava deitada em meu sofá assistindo tv, sentando-se assim que me vê.

—Fiz um pouco de chocolate quente pra gente – oferece, indicando o copo sobre a mesinha de centro.

—Obrigada mas estou sem fome – digo, sentindo meu estomago revirar só de olhar o liquido ainda fumegante, sentando a seu lado.

—Quer conversar? Vai me dizer o que houve? – pergunta, pondo uma mecha para trás de minha orelha, o gesto carinhoso fazendo-me debulhar em lágrimas – Tudo bem! Pode chorar à vontade. Faz bem. Lava a alma! – recita enquanto me deito em seu colo – Quando estiver pronta, estou bem aqui – diz, afagando meus cabelos.

Depois de chorar copiosamente por uns bons minutos, começo a lhe contar tudo que acontecera a começar pela noite do baile de formatura até o que ocorrera no Molly’s, sentando ao final, enxugando meu rosto.

—Ninguém pode saber disso Kim. Nunca – digo, fungando – Te contei porque confio em você e não aguentava mais guarda só para mim. Estava sufocando entende!?

—Entendo sim – afirma, prosseguindo – Não concordo mas entendo – faz uma pausa claramente se controlando – A vontade que tenho é de contar tudo ao Jay e junto com ele dar uma surra nesse filho da mãe! – revolta-se – Como alguém pode mudar tanto assim? – questiona – O Connor que conheci dois anos atrás não era esse cafajeste de hoje. Nem de longe! O que aconteceu para ele ficar tão...tão...

—Cínico?

—Eu ia dizer cretino, cachorro, mas cínico também serve! – brinca, me fazendo rir – Estes dois meses devem ter sido uma tortura não é mesmo?

—Até que não – admito, secando meu nariz – Tenho conseguido me manter distante dele no Med, evito ir ao Molly’s ou qualquer outro lugar quando sei que vai estar lá...Mas hoje não tive desculpas para não ir – digo, olhando um ponto qualquer à minha frente – Não devia ter ido! Especialmente depois do incidente de hoje à tarde.

—Não pode se privar da companhia de seus amigos por causa dele, Sarah – afirma, suspirando – Honestamente, queria ter algum bom conselho para te dar mas não consigo pensar em nenhum que não resulte em prisão perpetua! – exclama, provocando uma crise de riso em mim que a contagia.

Conversamos por mais algum tempo antes de ela ir embora combinando de nos encontrarmos para a ceia de natal e o almoço na casa de Estela, como fizemos nos dois últimos anos.

Depois que Kim vai embora, me deito no sofá, assistindo uma maratona qualquer, uma nova crise de choro me fazendo soluçar até adormecer, acordando de madrugada, assustada, com o toque de meu celular.

—Alô? – atendo ainda sonolenta.

< Sarah? > a voz familiar me desperta.

—Mãe? – indago, sentando rápido – Mãe, é você?

< Sou eu sim filha > confirma < Estou ligando para desejar um feliz natal a você e suas irmãs >

—Mãe, onde está? Quando volta? Por que não ligou mais? – bombardeio, sentindo as lágrimas aflorarem.

< Não posso voltar ainda > diz

—Por que não? – pergunto, angustiada.

< Porque não Sarah! > responde, parecendo irritada < Como estão suas irmãs?> quer saber

—Estão bem, dentro do possível – repondo – Mas sentem sua falta. Emma e Marina precisam de você...Eu preciso de você...Muito... Volte, por favor! – imploro, soluçando.

< Não seja dramática Sarah! É forte. Sempre foi. Mais forte até do que eu! > afirma < Escute, preciso desligar. Vou enviar uma quantia para você naquela conta que abri antes de viajar. Deve lhe ajudar nas despesas de final e começo de ano>

—Não quero seu dinheiro mãe. Quero sua presença. Preciso de sua presença....Eu... – antes que possa lhe contar o que estava acontecendo, me interrompe.

< Sarah, tenho que desligar. Dê um beijo em suas irmãs por mim. Diga-lhes que as amo e qualquer dia volto para busca-las. Um beijo querida! > despede-se, desligando.

—Não! Mãe, volta por favor! – peço, segurando o telefone junto a meu peito, me entregando as lagrimas mais uma vez.

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Casa de Estela Smith (manhã, 25/12 )

Narrador

—Então sua mãe ligou? – Erin pergunta enquanto ajuda Sarah a arrumar a imensa mesa.

—Uhum. Na madrugada do dia vinte e três – relembra.

—E disse onde estava ou quando voltava? – Kim pergunta, trazendo parte da louça para o almoço, Gabby Dawson ajudando.

—Não – diz a médica, esforçando-se para não chorar – Disse que enviaria dinheiro, que qualquer dia voltava e que nos amava.

—Que bela maneira de demonstrar amor! – Gabby comenta.

—Alguém aceita uma rabanada antes do almoço? – Estela oferece, pondo a bandeja próxima ao rosto de Sarah, que o vira, enjoada.

—Ai, não, tira isso daqui Estela antes que eu vomite! – pede a médica.

—Agora a senhorita vira o rosto para minhas rabanadas não é! – exclama, balançando a bandeja a frente da jovem propositadamente – Mas ontem à noite se fartou comendo-as com mel e pasta de amendoim...

—Mel e pasta de amendoim??? Eccaaaa! – Erin e Kim exclamam juntas continuando a arrumar a mesa.

—Pois é. Esta senhorita aqui se fartou com essa mistura, por estar com desejo – frisa a senhora, fazendo as duas policiais e a paramédica estancarem – E logo que terminou de comer...Vomitou tudinho!!

—Não foi logo que terminei! – defende-se a médica, não notando a troca de olhares entre as amigas.

—Tem razão. Exagerei – a boa senhora admite – Passaram-se uns cinco...segundos! – brinca, sorrindo para a jovem.

—Estela, tem alguma farmácia aqui perto que esteja aberta? – Gabby pergunta.

—Tem uma que é vinte e quatro horas na esquina – indica, olhando-as por sobre o óculos – Podem ir. Esperamos vocês voltarem para servir o almoço – sugere, as três tirando os aventais, apressando-se.

—Já que vão lá, tragam um antiácido pra mim por favor. Meu estomago está me matando! – Sarah pede, massageando o abdômen.

—Traremos sim – Kim assegura – E outras coisinhas mais – cochicha, acompanhando as amigas.

Poucos minutos depois retornam trazendo o antiácido...e três diferentes marcas de teste de gravidez.

—Não vou fazer teste nenhum já falei! – Sarah bufa, tentando sair do quarto para onde as amigas a haviam levado.

—Por que não? Está com medo do que vai descobrir? – Erin desafia.

—Porque não preciso, só por isso! – sustenta a médica, cruzando os braços a frente do peito – Eu Não estou gravida! Só porque tive um desejo já estão fazendo suposições!!

—Pelo desejo, pela perda de peso da qual reclamou algumas semanas atrás, pelos enjoos frequentes e nem tente negar porque Emma já nos confirmou! – Gabby avisa.

—Enjoos podem ser sintomas de várias outras coisas! – argumenta ela.

—Então não tem com o que se preocupar não é mesmo? – Kim afirma, completando impaciente – Faz logo a droga do teste! Se der negativo te deixamos em paz! – negocia.

— Não vão me dar sossego enquanto não fizer não é? – pergunta, as três acenando afirmativamente – Me dá aqui essas porcarias! – pede, bufando – Mas é só para me deixarem em paz – assegura, entrando no banheiro.

—Não trapaceei está ouvindo?? – Kim adverte, ouvindo-a xinga-la lá de dentro – Agora é só aguardarmos – diz a detetive, sentando na cama, as outras duas fazendo o mesmo.

Quarenta minutos depois, impacientam-se com o silencio da médica.

—Sarah, já terminou? – Kim pergunta, dando uma leve batida na porta – Sarah?? – chama, preocupando-se com a ausência de resposta.

—Gente, será que ela fugiu pela janela? – Erin brinca, fazendo as demais revirarem os olhos.

—Sarah, se estiver sentindo alguma coisa avisa – pede Kim, colando o ouvido a porta, assustando-se quando a mesma é aberta de supetão dando passagem a uma Sarah chorosa – O que foi? O que ...

—Positivo! – exclama a médica – Os três! Todos deram positivo....Estou gravida! – declara, sentando-se na cama

“.... Te faço um filho, te dou outra vida pra te mostrar quem sou;

Vago na lua deserta das pedras do Arpoador;

Digo alô ao inimigo, encontro um abrigo no peito do meu traidor;

Faz parte do meu show, faz parte do meu show meu amor...”

Notas finais
Bjinhos Flores