Notas iniciais
Tá meio pequenininho tá gente?
Espero que gostem...

POV Lizzie


Saí correndo daquele lugar o mais rápido que pude. Nico havia me beijado e...deuses! Foi incrível! Meu primeiro beijo foi com meu melhor amigo e eu tinha adorado! Adorado não; Amado! Mas ainda assim era errado de certo modo que eu ainda não compreendia.

Eu andava sem destino pela floresta escura e nevoenta ainda pensando no beijo que Nico havia me dado. Eu já tenho um ótimo senso de coordenação e ainda usando salto alto caminhando numa floresta cheia de irregularidades, caí de cara no chão — não literalmente. Me levantei rapidamente e continuei caminhando até meu salto quebrar.

– Ótimo! — exclamei para as árvores. — Pelo menos o sapato não é meu.

Arranquei os sapatos e saí da floresta e me deparei com a pior cena que eu podia ver em toda a minha vida. Marie estava agarrada ao pescoço do Nico. Do MEU Nico! Só meu! E o pior foi o que veio a seguir: Marie BEIJOU o Nico! A minha vontade era arrancar a medula da estrutura óssea daquela piranha mal-amada.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto maquiado. As enxuguei com as costas das mãos, respirei bem fundo, empinei o nariz e andei até o meu chalé sem olhar para trás. Caí na minha cama aos prantos e adormeci instantaneamente.


As batidas na porta aumentavam a cada instante e eu me recusava a abrir.

– Liz! — berrou Alícia do lado de fora do chalé. — Abre já essa porta!

Antes que eu pudesse ao menos respirar, Alícia escancarou a porta e a bateu tão forte que fez todo o chalé tremer.

– Elizabeth não-sei-o-que Jensen! — chamou ela. — Cadê você?

Ela estava olhando cada canto do chalé até me enconatrar no canto mais distante da porta, com um pote de sorvete de chocolate no colo e a colher na boca.

– O que você ta fazendo com essa bomba calórica no colo? — perguntou se agachando junto a mim.

– Comendo. — respondi colocando mais uma colherada cheia de sorvete na boca.

– Por que, — disse ela. — Em sã consciencia, você está se entupindo com essa droga?

– Eu tô em depressão, ok? — retruquei com a boca cheia de chocolate.

– Me dá isso aqui! — berrou ela puxando o pote da minha mão.

Enfiei a mão embaixo da cama e puxei um outro pote de sorvete, dessa vez de creme. Enfiei outra colherada na boca, mas Alícia começou a puxá-la mas eu segurava com os dentes.

– Solta! — gritou ela e eu larguei a colher.

Me levantei e caminhei até o canto oposto do quarto onde tinha um delicioso bolo de chocolate esperando para ser comido por moi (Lê-se eu).

– Quer parar de comer e falar comigo? — exclamou Alícia frustrada.

– Hum. — respondi comendo um pedacinho só do bolo.

– O que aconteceu pra você estar comendo como um avestruz?

– Eu estou em absoluta, profunda e total depressão.

– E só por isso você fica aí? Se entupindo de gordura trans?

– Você também entraria em depressão se um garoto te beijasse e depois estivesse se agarrando com outra por aí. — expliquei fazendo biquinho.

– Ah,falando nisso, eu soube que o Nico e a Marie estão... — ela se interrompeu entendendo a questão, afinal ela podia não saber ao certo quanto era dois mais dois ou a raiz quadrada de mil e vinte e quatro, mas qualquer papo amoroso ela entendia como se fosse formada nisso.

– Ele te beijou? — exclamou ela com os olhinhos brilhando. — Nico Di Angelo te beijou?

– Isso não vem ao caso agora... — desviei o assunto.

– Sim ou não? Me responda! — pressionou Aly.

– Sim! — berrei. — Tá feliz agora?

– Muito! — disse ela batendo palminhas como uma garota mimada que ela era.

– Mas... você tava dizendo que o Nico e a cobra estavam o que? Namorando?

– É... — falou cabisbaixa. — Eu sinto muito, Liz.

– Ele que vá para o Tártaro também com aquela... aquela...

– Vaca? — sugeriu Aly.

– Serve! — berrei novamente. — Mas o que eu posso fazer? Me jogar pra cima de outros garotos pra fazer cíume? É loucura e...

Eu parei no mesmo instante que vi a expressão de Alícia. Ela estava com cara de que acabara de bolar um...

– Eu tenho um plano! — sorriu ela.


Notas finais
Reviews???Reviews???Reviews???Reviews???Reviews???Reviews???
Beijos&Queijos