Love Friends, Or More
40 Regras da Aly
Notas iniciais
O pintinho faz piu,O pintinho faz piu,O pintinho faz piu,O pintinho faz piu (8)
POV Alícia
– Nem vem, Aly! — berrou Liz
– Para de ser chata, menina! — retruquei — Vai ou não fazer plano?
– Depende...
– Vou aceitar isso como um sim! — falei — Primeiro: Vestuário.
– O que tem de errado com as minhas roupas? — perguntou Lizzie.
– O que não tem de errado com suas roupas! — exclamei — Você só usa verde.
– Minha mãe é a deusa da agricultura, você queria que eu vestisse o que? Azul?!
– Rosa. — respondi xeretando sua gaveta de blusas. — Isso aqui é lindinho! — exclamei mostrando a ela uma blusa vermelha de babados.
– Foi minha irmã que me deu esse treco! — desprezou ela — Pode pegar!
– Jura?! Valeu! — agradeci — Agora você.
Mexi mais um pouco na gaveta até encontrar uma camisa roxa linda.
– E essa?
– Pode ser... — disse Liz
– Você é muito indecisa! — observei — Vai lá vestir isso vai!
Ela arrancou a camisa da minha mão e se trocou enquanto eu procurava uma calça jeans e encontrei uma meio desfiada que era linda. Joguei-a para Liz e fui buscar um sapato e os acessórios.
Look da Liz:
– Tá linda! — exclamei a analisando de cima a baixo.
– Valeu! E o resto do plano?
– Não são, tecnicamente, planos. — expliquei — São regras.
– Regras da Aly? Ninguém merece! — disse Liz.
– Agora, — falei — precisamos de um lugar mais reservado.
– Eu sei de um lugar perfeito! — concluiu Liz. — Vai buscar suas coisas. Só o que é escencial, hein?
POV Lizzie
Joguei algumas das minhas melhores roupas numa mochila e fui atrás de Alícia. Na área dos chalés, a maioria dos campistas estavam levando escudos e espadas até os Arsenais ou indo buscar alguma coisa em seus chalés, menos dois campistas: a garota estava pendurada no pescoço do menino que não estava prestando atenção á namorada.
Nico olhava para mim enquanto Marie Nojenta beijava seu rosto, distraída. Decidi fingir que ele não existia e segui até o chalé 10 onde Aly saia com uma enorme mochila que devia pesar uns 20 quilos.
– Anda logo, Aly! — berrei
– A gente já ta chegando? — perguntou ofegante.
– Talvez. — respondi conferindo no relógio. — Estamos caminhando a apenas 20 minutos.
– Tudo isso?! — exclamou ela sem forças.
– Anda logo! — repeti
A floresta sempre me deixava mais viva e parecia que eu também o fazia pois onde eu pisava a relva ficava mais verdee. Chegamos a uma pequena clareira coberta por cipós pendurados nas árvores.
– Chegamos. — avisei
– Aonde nós estamos? — indagou Alícia. — Cadê a barraca? Ou a cabana? Ou uma pequena mansão com banheira de hidromassagem...
Deixei-a tagarelando e caminhei até encontrar um cipó especial com uma pequena orquídea na ponta. A puxei e uma escada de corda rolou do topo de uma das árvores próximas.
– Por que não sobe e descobre? — sugeri.
A Casa da Árvore estava do jeito que havíamos deixado. Com paredes de madeira escura cobertas com musgo e hera.
– Como...como... — gaguejou Aly.
– Bom, eu e Debby construímos isso aqui há uns três anos, com uma ajudinha de Annabeth, admito.
– Isso é demais! — exclamou Alícia entrando na C.A. (Casa da Árvore).
Por dentro estava impecável como sempre fora. As paredes azuis bem claras, piso de madeira clara também coberto por tapetes brancos e felpudos. As duas camas cobertas por edredons azuis estava com uma fina camada de poeira, mas nada preocupante. A TV, o aparelho de som e o frigobar ainda funcionavam perfeitamente bem.
– Isso aqui é demais! — exclamou Alícia. — Demais!
– Quer fazer o que primeiro? — perguntei colocando a mochila em cima da cama e me sentando.
– Vamos ver um filme?
– Claro! Quer assistir o que?
Assistimos Titanic, Toy Story, Monstros S.A., Billy Elliot e alguns outros até a sineta do almoço tocar.
– Vamos comer? — perguntei me levantando.
– Espera, Liz! — chamou Aly — Precisamos te preparar.
– Preparar pra que?
– Pro Nico ver o que ele tá perdendo. — disse ela com um sorriso malicioso se formando no rosto — Afinal, você não é de se jogar fora e o meu plano ainda não terminou...
– Eu não vou vestir isso!
Alícia estava tentando me obrigar a usar um vestido rosa rídiculo que ela havia trazido pro nosso refúgio feminino. Ela já estava vestida com um vestido meio marrom, botas pretas e acessórios dourados.
Look da Aly: http://www.polyvore.com/mar-on/set?id=38453846
– Por que eu não posso usar o seu vestido e você usa esse aí? — questionei
– Por que não! — berrou ela — agora veste isso!
Arranquei o vestido da sua mão e comecei a me vestir. O vestido era rosa claro, tomara que caia, com um lacinho na cintura.
– Isso aqui é ridiculo! — exclamei — É todo cheio de babadinhos e frufrus.
– É lindo! — contrariou Aly trazendo sapatilhas brancas com lacinho. — Agora calça essa coisa enquanto eu arrumo seu cabelo!
Ela começou a mecher no meu cabelo e calcei as sapatilhas que eram a única coisa bonita de todo o visual, na minha opinião.
– Prontinho! — falou Aly colocando uma última presilha no meu cabelo. — Tem espelho por aqui pelo menos?
Apontei para um canto da C.A. onde guardávamos um espelho grande que nunca havíamos usado. Ela puxou-o e eu me analisei. Parecia uma patricinha! Era tudo tão rosa e frufru e eu tava parecendo... parecendo a Alícia, ou a Alana, tanto faz. Aquilo não era eu, mas eu tava bonitinha até.
Look da Liz: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=38451459&.locale=pt-br
– Agora sim, vamos!
O Refeitório já estava cheio de gente quando chegamos. Nico estava sentado sozinho como sempre e mau-humorado, o motivo eu não entendia já que ele tinha uma namorada tão perfeita e blá, blá, blá.
Nico olhava pasmo para mim enquanto oferecia uma oferenda aos deuses. Lancei um sorriso cúmplice a Alícia e depois falei alto o suficiente pro Nico ouvir.
– Oi, Jay!
Jason estava sentado distraído, mas se virou para mim e acenou. A cara que Nico fez foi impagável: ele franziu o cenho e lançou um olhar mais que mortal a mesa de Apolo. O plano da Alícia tava funcionando. Sorri satisfeita e comecei a comer.
A segunda parte do plano era fazer mais cíume ainda. Eu e Aly estávamos conversando e havíamos combinado uma palvra secreta pra avisar discretamente que Nico estava se aproximando.
– E que palavra? — havia perguntado Alícia.
– Se você vir ele, fala: Protoplasma ás duas horas.
– O que é potroplisma?
Revirei os olhos.
– Nada. Fala então: O sol está brilhando pouco hoje.
– É muito grande! — disse inconformada — Que tal...Rock?
– Pode ser! — concordei
E então essa era frase já que eu não tinha tido idéia melhor do que "Rock". Estávamos conversando tranquilamente quando Alícia exclamou:
– Nossa sabe aquela banda de Rock?
Entendi o recado na hora. Nico estava atrás de mim.
– Aquela da Minhoca? — perguntei tentando saber se ele estava com Marie, mas nós não havíamos combinado um apelido pra ela. — Ou da Cobra?
Ela entendeu o que eu quis dizer e respondeu prontamente.
– Não, Liz. Aquela Guns 'n' Roses...
– Ah...
Senti uma "alma" próximo ás minhas costas e usei minha visão periférica para sair dali. Encontrei Jay caminhando com seu arco e gritei.
– Oi, Jay!
Me virei e fiz com que meu cabelo fosse parar direto na cara de Nico, ou na boca dele, tanto faz. Andei toda serelepe até Jason e ele sorriu.
– Oi, Liz.
– E então — comecei — Faz tempo que a gente não conversa, né?
– Ah, é. — lembrou — Desde que aquele seu amigo Di Angelo tentou me bater.
– Ah, mas ele não é mais meu amigo. — falei afetada.
– Não? Isso é...bom. Eu acho. Quer ir á praia?
– Claro, Jay! Por que não?
Ouvi um leve grunhido vindo de onde Alícia e Nico estavam e sorri maliciosamente. Se o Nico tá com cíuminho, dane-se, ele tem namorada e não pode ficar com cíume de uma garota que ele apenas "ficou" e depois jogou fora. O jogo tinha apenas começado e eu estava pronta pra jogar.
Notas finais
Beijos&Queijos
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