Love Friends, Or More
23 Audiência
Notas iniciais
POV Lizzie
– Espere um minuto, Elizabeth. — disse Quíron
– Sim? — disse me virando para encara-lo
– Antes de ir, você precisa de uma audiência com Zeus.
– Por que?
– Precisa de uma permissão para andar de avião. — explicou Quíron
– Mas eu já andei de avião...
– Acha que seu pai não pediu permissão? — disse sorrindo.
– A que horas? — perguntei
– Amanhã, ás oito da manhã.
– O.k então — eu disse — Obrigada. — e saí.
Entrei em meu chalé, peguei minha mochila e fui colocando tudo o que era necessário. Cantil de néctar, pacote de ambrósia, uma muda de roupa limpa, meu celular (desligado) e minha espada, que resolvi levar no bolso. Estava pensando na profecia quando alguém bateu a porta.
Me levantei e a abri, e lá estava Nico, lindo, maravilhoso, ansioso.
– Vai me contar qual é a profecia agora? — perguntou ele
– Eh...Não!
– Por favor! — pediu ele, implorando
– Não! Não vou contar, e para de pedir.
– Uma hora eu vou descobrir — decidiu ele determinado e lindo e maravilhoso e lindo e... eu já disse isso.
– Vamos treinar.
– Já arrumou a mala?
– Mas é claro. Por que?
– Não vai chamar ninguém pra ir com você? — perguntou esperançoso.
– Eu já disse que eu tenho que ir sozinha, Nico.
– Tudo bem, mas se precisar, pode contar comigo.
Corei quando ele disse isso. Ele me olhava no fundo dos olhos o que me deixou um pouco constrangida mas mesmo assim, maravilhada.
– Vamos? — perguntei numa voz fraquinha
– Claro — ele disse como se estivesse saindo de um transe.
Treinamos o dia inteiro e me cansei rápido demais, acho que porque estava ansiosa, principalmente com a audiência que teria com Zeus amanhã.
Terminei de jantar e fui me deitar.
– Liz! — Nico me chamou — Boa noite! — desejou ele, me deu um beijo na bochecha e se virou em direção ao seu chalé me deixando parada, quase desmaiando. Caí em minha cama assim que cheguei ao meu chalé, esperando pelo dia de amanhã.
Acordei ás 06:45, me levantei, tomei um banho rápido e coloquei minha típica calça jeans, meu All Star e uma camiseta verde que parecia meio manchada, com alguns escritos em roxo — uma de minhas blusas favoritas — também coloquei um casaco verde-guerra, que eu amava.
Saí do chalé com minha mochila nas costas, engoli um pão com manteiga, com pressa e fui até o topo da Colina Meio-Sangue onde Quíron me esperava.
– Agora, Lizzie, Argos a levará até o Empire State Building e depois é por sua conta. Espero que tenha trazido a espada.
Tateei os bolsos sem encontrar nada, até que uma voz atrás de mim disse:
– Só não esquece a cabeça porque está grudada no pescoço. — olhei pra trás e vi Nico vindo em minha direção, segurando um grampo com uma esmeralda encrustada, Kerási.
– Obrigada — disse estendendo a mão, onde ele largou o grampo.
– Tente voltar viva.
– Pode deixar!
Nos abraçamos rapidamente antes de eu descer correndo a Colina com o coração acelerado. Entrei na van e partimos.
O Empire State Building era maior do que eu imaginava. Desci da van, agradeci a Argos e desejei que Nico estivesse ali para me fazer compainha.
Entrei no prédio e caminhei até o balcão onde se encontrava um homem careca de terno lendo um livro.
– Eu tenho uma audiência marcada com Zeus no seiscentésimo andar. — disse a ele
Ele levantou os olhos do livro e me encarou com seus olhos castanhos.
– Não existe 600º andar garota. — falou voltando a atenção para o livro.Tirei um dracma do bolso e depositei sobre a mesa.
– Não vai querer uma plantação no seu saguão, não é? — perguntei fazendo a pequena planta no vasinho a sua frente começar a crescer.
– Elevador a esquerda! — disse numa voz tremula.
Entrei no elevador (sozinha) e apertei o botão que indicava 600. Subi até não poder mais. 450,500,550 e finalmente meu destino o 600. Saí do elevador e me deparei com o Olimpo. Era lindo, com todas as colunas em mármore branco e ouro, não havia outra beleza para comparar, uma talvez, pensei, Nico.
Andei pelas vielas acenando e ganhando acenos de ninfas, dríades, sátiros e deuses menores. Cheguei ao topo do Olimpo, onde se encontrava o Conselho Olimpiano. Atravessei o enorme portão de ouro e entrei na sala gigante, onde dois pares de olhos me encaravam. Me ajoelhei diante de Zeus, que usava um terno risca de giz.
– Elizabeth Jensen — disse em sua voz ribombante — estava á sua espera.
– Senhor Zeus. Vim pedir permissão para voar em seus céus.
– Para que pediria mortal? — ele não podia dizer logo "Mas é claro e tome também um IPad novinho" — Um IPad é meio caro, não acha?
– Ah, me desculpe, Senhor. — falei olhando o deus dos Céus — É por causa de uma profecia — citei a profecia completa.
– Afrodite sempre se intromete, não? — perguntou mais para si mesmo que para mim. — Você me lembra alguém...ah, sim, Perséfone.
– Desculpe senhor, mas eu já vi minha...irmã, e não somos muito parecidas.
– Tipos de beleza diferentes — disse uma voz melodiosa atrá de mim, me virei e me deparei com Afrodite, linda, cabelos loiro arruivado e olhos azuis como os das filhas. — Elizabeth Jensen? Ah sim, estou começando a me interessar por você...
– Isso não é bom — sussurrei
– Depois irá me agradecer — disse ela animada — Você não é a amiga de Nico Di Angelo?
– Sou...
– Excelente! Espero que goste do campista que irá buscar...tenho muitas coisas guardadas pra você... — e desapareceu em fumaça rosa purpurinada.
– Sinto muito — desejou Zeus — O que você queria mesmo?
– Permissão para...
– Ah, sim, — lembrou-se — Eu, Zeus, Senhor dos Céus, dou permissão a Elizabeth Astrid Rose Jensen a viajar pelos meus céus. — disse fazendo uma cena, como se estivesse no teatro.
– Precisava de tudo isso?
– Não — admitiu sorrindo — mas ficou dramático.
Com esse dramaturgo de Zeus, fiz outra reverencia e saí para minha missão.
Notas finais
Beijos&Queijos
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