Love Friends, Or More
24 Missão
Notas iniciais
POV Lizzie
Saí perguntando pra Zeus e o mundo onde ficava o aeroporto mais próximo e uma moça jovem e simpática me disse que ficava ao lado do trem para Nova Jersey. Achei muito irônico um aeroporto ao lado de um trem para outro estado.
Encontrei o Aeroporto de Manhattan em dez minutos. Era enorme e barulhento, mas já estava acostumada. Comprei minha passagem para Beverly Hills e embarquei no avião após tentarem descobrir se meu "grampo de cabelo" oferecia algum perigo e graças aos deuses só descobriram que era mais pesado que o normal.
Sentei em minha poltrona, com a janela a direita e um casal de idosos ao meu lado. Peguei meu MP4 que embalara de última hora e liguei-o. Comecei a ouvir Total Eclipse of Heart, que Nico não entendia como eu conseguia cantar já que era tão complicada a letra, mas era boa na minha opinião. Depois ouvi Help, Here Comes the Sun, Hey Jude, All you Need is Love e todas as outras músicas dos Beatles até pousarmos em Beverly Hills no dia seguinte.
Desci rapidamente do avião e saí correndo pelo terminal já que não tinha muitas malas, na verdade, só tinha uma mala. Saí correndo pelas ruas calorentas da Califórnia. Zeus me disse que o garoto, Jason Stuart, morava á beira da praia, no Canal 5, em uma mansão ao lado da de alguns famosos como Elton John.
Caminhei pela praia observando o poluído Oceano Pacífico a minha esquerda. O garoto morava no 1024 e eu estava ainda no 976 e queria mais que tudo que Nico estivesse ali para ter um motivo para me distrair e também poder ouvir as piadinhas dele que me divertiam sempre.
Estava me sentido extremamente solitária e podiam ter-se passado horas ou minutos e cheguei ao número 1024. Era uma mansão bem menor do que as outras mas não deixava de ser imponente, com os portões revestidos de algo que lembrava bronze.
Uma mulher saiu de dentro da casa. Loira tingida, olhos claros e usava um vestido de oncinha com decote em V e um salto agulha de pelo menos quinze centímetros. Uma roupa um pouco exagerada para o dia.
– Quer alguma coisa, querida? — perguntou a mim numa voz um pouco esganiçada.
– A senhora é a Sra. Stuart? Mãe de Jason Stuart?
– Sou, por que? Alguma coisa aconteceu ao meu Jay?
– Ah, não — respondi rapidamente — Mas precisamos conversar sobre ele...
– É sobre o pai?
– Sim...
– Entre, querida, entre. — disse ela abrindo o portão para eu poder entrar.
O interior da casa era cheio de móveis, tapetes e enfeites e haviam tantos que quase não se via as paredes amarelo-douradas. Não havia também muito espaço para andar o que me incomodou um pouco, pois eu podia tropeçar e quebrar algum objeto muito valioso.
– Sente-se — ofereceu a Sra. Stuart. Me sentei no sofá vermelho berrante no centro da sala. — O que quer saber?
– Bom... primeiro uma perguntinha rápida. — hesitei por uum instante. — O Jay é filho de Apolo não é?
– Sim.
– E ele sabe disso?
– Ainda não — respondeu — Achei melhor não contar, podia ser perigoso.
– Certo... e então — hesitei novamente — onde seu filho está agora?
– Na escola San Matts, fica a duas quadras daqui. Quer ir buscá-lo?
– Acho melhor. Vamos?
– Mas é claro! — disse ela animada — Espere um instante.
Ela saiu correndo por um corredor ocultado pelo sofá de oncinhas em que estava sentada. Voltou depois de um minuto com uma enorme bolsa vermelha.
– Podemos ir agora!
Eu havia dito a Sra. Karen Stuart que poderíamos ir a pé, mas ela preferiu ir em seu BMW vermelho com banco de oncinhas. Ela dirigia que nem uma louca, literalmente. Ultrapassava da faixa, passava em alguns sinais vermelhos e tive a impressão de que ela não estava dirigindo assim para buscar o filho e sim que dirigia assim todo o santo dia.
Pobre Jay.
Chegamos a um prédio feito de tijolos, o Colégio San Matts. Desci do carro o mais rápido que pude, passando mal. Haviam vários alunos para fora da escola e percebi que era a hora do almoço. Pensei que já era o horário de saída, mas me lembrei do fuso horário e entendi.
Todos olhavam para nós duas, e reparei que a maioria olhava mais pra mim do que para a Sra. Stuart. Eles olhavam com interesse e a Sra. Stuart começou a acenar em direção a um pequeno grupo de garotos de uns treze anos e todos desviaram o olhar. Percebi qual deles era Jason, era o garoto loiro de olhos dourados e camisa azul. Se parecia bastante com os outros filhos de Apolo.
Ele veio em nossa direção, deu um abraço em sua mãe e olhou para mim de olhos arregalados parecendo uma estátua. Lancei um pequeno aceno com a mão.
– Está é... — começou a Sra. Stuart. — é...
– Se esqueceu de perguntar o nome dela, mãe? — perguntou Jason
– Elizabeth Jensen — me apresentei
– Jay Stuart.
– Eu sei — falei sem graça.
– Filho, — disse a Sra. Stuart — precisamos viajar. Agora.
– Pra onde?
– Nova York, — respondi — Long Island.
– Por que? — perguntou confuso
– Por que não discutimos no avião? — perguntei olhando pros lados preocupada.
– Vamos, filho. — disse a Sra. Stuart puxando o filho pelo braço.
Entramos no carro com a Sra. Stuart no volante, o que me preocupou um pouco. Ela disparou pela avenida principal em direção ao aeroporto. Ela estacionou derrapando no meio fio. Desci rapidamente, enjoada.
Adentramos no aeroporto, sem dizer uma palavra.
– Pra onde agora? — perguntou a Sra. Stuart quando estávamos fazendo o check-inn.
– Manhattan. -respondi
– Vão me explicar tudo no avião? — perguntou Jason
– Vamos — respondeu a Sra. Stuart
Compramos as passagens e embarcamos rapidamente no avião para Manhattan, já que não tinhamos bagagem. A Sra. Stuart não fazia questão já que tinha um apartamento lá.
Dentro do avião, a Sra. Stuart explicou tudo para Jay que recebeu a notícia sem dizer uma palavra. Assim que ela terminou ele perguntou pra mim:
– Isso é verdade?
– É.
– E você é uma...
– Semideusa? — sussurrei — Sou, filha de Deméter, deusa da agricultura.
– Legal. E eu sou filho de quem?
Olhei para a Sra. Stuart que assentiu com a cabeça.
– Apolo.
– Legal — ele repetiu.
– E é por isso que você tem que ir a esse Acampamento — explicou a mãe — para aprender a se defender.
– É isso aí! — concordei.
– Existe mesmo todos os deuses? Todos?
– Todos.
Pousamos em Manhattan depois de algumas horas de viagem. Desembarcamos e saímos para Nova York. Os guiei até um beco que havia ali.
– Sra. Stuart, — disse — a senhora sabe que não pode vir conosco, não é?
– Mas é claro! — respondeu ela — Fique com os deuses, Jay.
– Pode deixar, mãe.
Eles se abraçaram e a Sra. Stuart chamou um táxi para ir até seu apartamento. Procurei em meus bolsos até encontrar um dracma de ouro.
– O que é isso? — perguntou Jay
– Um dracma de ouro.
– Pra que?
– Pra chamar o táxi das Irmãs Cinzentas.
– O que?!
– Pera aí. — joguei a moeda no asfalto escuro — Stêthi Ô hárma diabolês!
– Isso é macumba?
– Não. — Onde a moeda havia caído, o asfalto escureceu .Um táxi feito de fumaça saiu do lodo vermelho sangue que havia se formado.
Uma velha pôs a cabeça pra fora, tinha um tufo de cabelos grisalhos cobrindo os olhos e falou:
– Passagem? Passagem?
– Duas para o Acampamento Meio-Sangue — falei a ela abrindo a porta e indicando para que Jay entrasse.
Nos sentamos e a velha pisou fundo no acelerador me lançando pra frente e bati a cabeça no banco da frente e depois no teto.
Uma voz gravada veio do alto-falante: Olá, aqui é Ganimedes, sommelier de Zeus, e quando saio para comprar vinho para o Senhor dos Céus sempre ponho o cinto de segurança!
Já falei em como isso é idiota? O táxi disparou pela West Brodoway.
– Você é muito bonita, sabia? — disse Jay
– Obrigada... — falei sem graça
– Quem você conhece lá no acampamento?
– Tem o Percy, a Annabeth, os irmãos Stoll, Connor e Travis e o Nico. — falei o nome dele um pouco triste por ele não estar ali, evitando aquele garoto de me passar uma cantada.
– Esse Nico, é seu namorado? — perguntou frustrado
– Não! – disse alarmada — Quer dizer, não, ele é meu amigo. Meu melhor amigo.
– Entendi. — falou mais feliz
Chegamos ao pé da Colina Meio-Sangue, paguei as três senhoras e subimos a Colina Meio-Sangue. Estava pronta para reencontrar todos, principalmente um certo filho de Hades...
Notas finais
Beijos&Queijos
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