Love For Love.
2 Capítulo 2 - Wounds
Notas iniciais
Allyson
O loiro cuidava de meus ferimentos, enquanto Dez falava ao telefone, e Trish foi comprar mais curativos, água oxigenada e mantimentos. Assim que o loiro passou a água oxigenada no corte em minha bochecha, ardeu, fazendo com que fizesse uma careta, e fazendo o loiro rir. Trish chegou com várias sacolas, e tirou de lá um go-gurte, fazendo eu sair do capo do carro.
– Não — O loiro me puxou de volta pela cintura — Só vai comer quando eu terminar — Me colocou de volta no capo do carro. Fiz cara emburrada e ele rio.
Dez, desligou o telefone, e vei até nós e começou a comer com Trish, fazendo invejar. O loiro revirou os olhos, e colocou o curativo em minha bochecha. Virei de costas e prendi meu cabelo, e tirei a blusa.
Ele finalmente terminou, fazendo eu sair do capo, e pegando meu go-gurt.
– Depois fala que eu sou guloso — Dez reclamou tomando o seu toddynho. Rir, e peguei um salgado.
– O que ele disse Dez? — O loiro perguntou pegando uma latinha de alguma coisa.
– Ele disse que se quisermos continuar vivos, temos que nós mudar. — Disse o olhando seriamente, Austin colocou um sorriso debochado, e eu e Trish trocamos olhares assustados.
– E como ele quer? — Perguntei se sentando no chão — Que andemos até a cidade onde podemos começar nossas vidas do zero? — Perguntou irônico — O único problema, é que esse cara não vai descansar até ter a cabeça de todos nós em uma bandeja — Falou, e saio andando. E novamente ele teve seus ataques.
Austin
O que ele tem na cabeça? Acha que é só nos mudarmos, e pronto, vamos ter a nossas vidas de volta? Os nossos pais de volta?.
Comecei a andar pela trilha, a lata de Red Bull, estava cheia. Comecei a ouvir passos se aproximando de mim, fingi não ouvir. Assim que cheguei em meu lugar desejado, me virei apontando a arma para a pessoa.
– Você realmente quer me matar? — Ally perguntou, e guardei a arma de volta. Me sentei na pedra, e ela sentou ao meu lado. O vento fazia com que seu cabelo castanho voassem. — Eu sei que é difícil sair da cidade em que você sempre viveu. — Ela disse olhando para o horizonte.
– Ally, não é difícil. É só conseguirmos um carro — Falei a olhando — Eu estou querendo dizer, que... — Suspirei — Ele não vai parar. Ele quer ver todos nós mortos — Falei, e ela me olhou rindo debochada.
– Tudo isso é culpa minha — Falou, e olhei confuso. — Se eu tivesse morrido naquela noite, vocês três não estaria sendo procurados por um cara que eu nem conheço — A abracei de lado.
– Isso não é culpa sua — Falei fazendo ela olhar em meus olhos.
– Claro que é! — Disse, e suspirei — Se a família da Trish não tivesse me adotado, agora ela estaria com seus pais no Hawaii. Se não tivéssemos encontrado você, você estaria na faculdade. Se não tivéssemos encontrado o Dez, ele estaria realizando seu sonho — Falou deixando uma lágrima cair, que rapidamente a limpou.
Ficamos ali, só olhando para o mar, o som que que fazia quando as ondas batia uma na outra. Ela fechava os olhos aproveitando o momento de calma, o que era raro em nossas horas juntos. Sempre havia Trish e Dez para conversa, ou vários tiros que ameaçam acerta ela a qualquer momento.
Se eu quero que ela viva, teremos que nós mudar. Tentar começar uma nova vida, onde ela não tenha que se preocupa se tem alguém pronto para atirar em sua cabeça. Se nos mudarmos, ela vai poder fazer o seu grande sonho, cursa uma boa faculdade.
– Vamos. — Disse me levantando, e ela me olhou confusa — temos que arranjar um carro se quisermos nós mudar — Disse e ela sorrio aceitando a minha mão para ajuda-la a se levantar.
Andamos de volta pela trilha, e a abraçava de lado. Assim que chegamos, Trish e Dez nós olharam sérios. Dez sorrio, e estendeu uma chave, o olhei confuso.
– Chega de roubar — Trish disse, indo em direção ao carro.
– E o que significa isso? — Perguntei mostrando a chave.
– Essa foi a última vez — Ela disse, e Ally rio.
– Você disse isso da última vez — Disse e rio ainda mais.
Entramos no carro, eu no banco do motorista, Ally ao meu lado e Trish e Dez atrás.
– Normal ou do nosso jeito? — Os três colocaram os cintos, e sorriram.
Acelerei o carro, e começamos a nossa pequena viagem para uma nova vida.
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