Notas iniciais
Esse cap. ficou meio grande, mas os outros serão menores ok?
Esse foi o primeiro lemon que escrevi (ou foi como se fosse...), então, talvez eu tenha errado a mão.
Sejam sinceros e digam o que acharam do lemon. Assim eu posso melhorar nas fics futuras.
=*

No dia seguinte ao seu desabafo Shun realmente se sentia melhor. Tinha sido sincero e não temia mais a presença de Hyoga, o teria como um irmão. Ainda assim, iria procurar por Ikki. Não desistiria de sua família, estava decidido a dobrar o orgulho do Amamiya mais velho. Procurou pelo russo, queria lhe agradecer pelas palavras de conforto e contar sua decisão. Foi até seu quarto, mas não encontrou ninguém. Entristeceu-se quando viu a mala em cima da cama, sabia o que aquilo significava.

Hyoga não estava na mansão, tinha ido para o mesmo lugar onde encontrara Shun no dia anterior. Não sabia bem o porquê, mas achou apropriado.

Estava com raiva, havia adquirido um ódio repentino por Fênix. Antes era só inveja, mas agora era como se fossem rivais.

- Hyoga — a voz de Shun interrompeu seus pensamentos. — Estava te procurando.

O Cisne gostou do que ouviu, mas sua alegria durou pouco.

— Eu vi a mala na sua cama. Vai viajar quando? — Andrômeda sorria, parecia que não se importava com a partida do amigo.

- Ainda não comprei a passagem.

O loiro queria provocar alguma reação no rapaz de olhos verdes. Queria que este o pedisse para ficar, mas a sua expressão nem ao menos mudou. Pelo contrário, a resposta que recebeu não poderia ter sido pior.

- Eu também vou embora – disse Shun.

- O que? — o russo, apesar de estar se preparando para viajar, não aceitou bem a notícia sobre a partida do amigo.

- Eu resolvi ir atrás do Ikki.

Ikki, sempre o Ikki”. Hyoga franziu o cenho, sentia um misto de desgosto, ódio e tristeza. Shun ia correr atrás do irmão? Por quê? Ele estava ali, se Shun quisesse nunca mais se sentiria sozinho, o loiro ficaria ao seu lado para sempre.

O Cisne se voltou em direção à mansão. Iria comprar sua passagem imediatamente e ir embora o mais rápido possível, não tinha motivos para ficar nem mais um dia no Japão.

- Hyoga? – a súbita mudança no humor do loiro não passou despercebida a Andrômeda.

— O que foi Shun? – a voz do russo estava alterada. — O que você quer comigo? Me deixa em paz!

Shun abaixou a cabeça, há pouco estava se sentindo tão bem, mas bastou um olhar de desprezo e seu mundo caiu.

- Me perdoe, você estava aqui e eu vim te incomodar — desculpou-se e fez menção de ir embora.

Na mesma hora Hyoga se arrependeu da grosseria.

— Você não me incomoda Shun — disse, mas não obteve resposta.

O loiro, então, segurou-o pelo pulso, não podia deixá-lo ir assim.

- Você não precisa aturar meus problemas Hyoga, com certeza já tem os seus. Não se preocupe tanto comigo — Andrômeda tentou se soltar, mas não conseguiu.

- É claro que eu me preocupo, mais do que tudo – as palavras do loiro saíram quase num sussurro.

Shun sentiu seu coração bater mais forte, mas logo se lembrou do que conversaram no dia anterior.

- Acho que exagerei ontem, não estou tão mal assim. Na verdade me sinto muito bem hoje, acho que só precisava conversar com alguém.

Conforme Andrômeda falava, Hyoga sentia seu sangue ferver e sua fúria aumentar. Apertava o pulso de Shun cada vez com mais força.

- É só pra isso que eu sirvo, não é? Pra conversar serve qualquer um, mas pra te fazer feliz só serve o Ikki – gritou.

- Hyoga! Do que você está falando? – Shun não entendia a reação do amigo, estava completamente descontrolado.

- Você disse que me teria como um irmão, mas foi tudo mentira. Você nunca me considerou da mesma forma que Ikki.

Shun deu um passo em direção a Hyoga e pousou sua mão em cima da que apertava seu pulso, e por um momento achou que compreendera seus sentimentos. O cavaleiro de gelo estava se sentindo tão sozinho quanto ele.

- Você é meu irmão – afirmou Andrômeda.

Hyoga olhou fundo naqueles olhos verdes e não conseguiu ver mentira.

— Quer dizer que o que sente por mim é o mesmo que sente por Ikki? – perguntou.

Shun baixou os olhos, ficava triste com essa cisma repentina de Hyoga, pois gostava dele e do Amamiya mais velho de formas diferentes. Mas se fosse possível mensurar o amor, não teria dúvidas, Ikki ficaria em primeiro lugar.

- Por favor, não se compare a Ikki, não é a mesma coisa.

Depois de escutar isso Hyoga não teve mais dúvidas. Nunca iria despertar em Andrômeda o sentimento intenso que o caçula nutria por Fênix. Dando-se conta disso, perdeu a cabeça.

- Entendi. Então, que se foda!

Shun arregalou os olhos. De onde vinha aquela agressividade? Ia dizer qualquer coisa, mas foi interrompido pelos lábios de Hyoga pressionados contra os seus.

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Pronto, não tenho mais nada a perder” – pensou Hyoga.

O cavaleiro sabia que Shun não ficaria com ele, mas se contentava com um amor fraterno. Quando finalmente percebeu que nunca seria amado da mesma forma que Ikki resolveu jogar tudo para o alto. Não ia ficar com migalhas, não ia viver à sombra do fantasma de Fênix. Queria algo de Shun que fosse só seu, se não fosse seu amor, então seria seu ódio.

O loiro puxava o corpo do garoto contra o seu, uma mão firme em suas costas, a outra em sua nuca. Não tinha como fugir. Era uma questão de tempo até que Andrômeda se enfurecesse. Era isso que Hyoga queria: deixá-lo enfurecido. Shun não odiava ninguém, nem mesmo os seus inimigos, só sentia pena e compaixão. Dizem que Shaka é o cavaleiro que mais se aproximou de Deus. Ora, se não fosse a sua índole pacífica, o poder de Shun já teria superado o dos deuses. Nenhum cosmo se comparava ao de Andrômeda, mas como este sempre se recusava a machucar os outros, sua verdadeira força nunca era revelada. Não, não estava exagerando. Conhecia o poder do cavaleiro, ainda podia sentir o cosmo que recebera na casa de libra dentro de seu corpo e queria mais.

Andrômeda ficou sem reação. Permaneceu imóvel, os braços pendendo ao longo do corpo. A sua apatia irritou ainda mais o Cisne. Hyoga o agarrou com mais força e cravou os dedos nas suas costas, já não se importava em machucá-lo. Enroscou os dedos nas mechas verdes, puxando os cabelos macios e forçando as cabeças uma contra a outra, enquanto a língua forçava sua entrada. O loiro percebeu que o seu corpo esquentara, era o cosmo de Shun que começava a queimar.

“Isso... agora você vai perder a cabeça. Eu vou ter de você o que ninguém nunca conseguiu: a sua fúria, o seu ódio, o seu asco, o seu ressentimento. Pela primeira vez você vai querer ferir alguém, machucar, matar. Depois de ter sido ressuscitado pelo seu cosmo, nada melhor do que morrer sendo queimado por ele. Você é bom com todo mundo Shun, mas eu não quero o seu melhor, eu quero o seu pior. É isso que vai me tornar único.”

Hyoga sentiu uma imensa satisfação, de alguma maneira achou que tinha vencido. Não tinha dúvidas que dessa forma seria feliz. Mas qual não foi a sua surpresa ao sentir a sua cintura sendo envolvida por um abraço.

Impossível!” — pensou o loiro, mas logo percebeu que seu beijo estava sendo retribuído.

Shun aos poucos ia perdendo a timidez. No começo achou que era algum tipo de brincadeira, mas depois que sentiu a língua quente vasculhando sua boca deixou-se levar. Pousou as mãos na cintura de Hyoga e teve a impressão de que o loiro intensificou o abraço. Era mais um daqueles sonhos, estava certo disso.

Engraçado” – pensou. Dessa vez não se sentia culpado.

As mãos de Hyoga tornavam-se cada vez mais ágeis e abusadas, bagunçavam os cabelos verdes, insinuavam-se por debaixo da camisa. A pele de Shun era incrivelmente macia e seu corpo todo era quente. Hyoga queria saboreá-lo. Desceu a boca pelo pescoço do menor, lhe beijando, chupando e mordendo. Achou que o garoto em seus braços fosse derreter, pois percebeu quando as pernas de Shun ficaram bambas. Teve que segurá-lo para que não caísse. O russo deixou escapar um riso de satisfação. “Esse é o seu pior Shun? Está bom para mim”.

Com extrema desenvoltura, o Cisne fez com que Andrômeda se deitasse no chão. Não descolou os lábios do corpo do amante em nenhum momento.

Shun sentiu o peso do corpo do outro sobre o seu. Era uma sensação diferente, aconchegante. A diferença entre os dois não era grande, mas Hyoga era mais forte e, sem dúvida, mais experiente. Suas mãos percorriam o corpo do menor sem embaraço. Shun nem percebera quando a sua blusa fora arrancada, só sentiu a língua percorrendo-lhe o corpo. As carícias deslizavam pelo seu peito, desciam pelo abdômen, voltavam para o pescoço. O garoto tentava adivinhar seu destino, mas Hyoga nunca repetia o mesmo caminho. Quando sentiu a mão sobre o zíper da calça teve um espasmo. Shun percebeu o sorriso que escapava no canto da boca do russo. Os olhos azuis fixados nos verdes.

O loiro estava adorando aquela expressão, nunca vira Shun tão lindo como agora. Duvidava seriamente se o garoto era tão inocente assim, ou se estava fazendo aquilo só para lhe provocar. Em um movimento rápido o russo puxou as calças e o que mais estava em seu caminho, deixando Andrômeda totalmente nu. Envergonhado, o rapaz se encolheu para o lado. Hyoga achou graça, a posição era perfeita para que ele se encaixasse ali.

Não é justo” — pensou Shun. “Por que eu to pelado e ele vestido?”

Mal pôde completar o pensamento sentiu o corpo quente encostar-se no seu. Hyoga tinha se despido em segundos e já se posicionava atrás de Shun. O peito colado em suas costas, a respiração ao seu ouvido, as pernas embrenhadas umas nas outras e o volume roçando em suas nádegas. De repente, sentiu um calafrio.

Hyoga voltou a beijar o pescoço de Shun, sabia que gostava ali. Era incrível como o garoto respondia ao seu toque. “Será que é só com o meu toque?

Logo afastou o pensamento ruim, queria se concentrar na doce tortura que provocava em Andrômeda. Na verdade estava surpreso consigo mesmo. Há pouco estava completamente alterado, mas assim que foi correspondido adquiriu total controle da situação. Já tinha imaginado aquela cena milhares de vezes: o dia em que estaria com Shun, o que faria com ele, como faria. O Cisne não tinha nenhum pudor em se satisfazer sozinho e era sempre o rapaz de cabelos verdes que povoava suas fantasias. Não havia nada ali que ele já não tivesse feito antes em sua mente.

Andrômeda se contorcia e soltava gemidos abafados. A imagem era maravilhosa, os sons enlouquecedores. Hyoga baixou a mão para alcançar o sexo do amante, queria excitá-lo ainda mais. Apesar da aparência frágil e ingênua Shun guardava um volume considerável entre as pernas.

É quase do tamanho do meu” — pensou o loiro enquanto levava a mão para masturbá-lo.

Shun já não aguentava mais, seu membro latejava tanto que doía. Queria se aliviar, mas não tinha coragem. Não bastasse a sua timidez estava completamente dominado por Hyoga. Este poderia fazer o que quisesse, suportaria o que fosse preciso. Sentiu a mão quente do loiro envolvendo seu membro. Foi pego de surpresa com um aperto firme e não resistiu.

Virou o rosto para esconder a humilhação, tinha sido rápido demais. Ele não sabia o que o loiro esperava dele, mas com certeza frustrara suas expectativas. Já estava convencido de que ia ser abandonado nu e inerte sobre a grama quando escutou um sussurro em seu ouvido.

- Isso significa que eu posso continuar? – Hyoga lambuzou os dedos no sêmen que se espalhara pela barriga de Shun e levou o indicador à boca, provando-o.

— Você é todo gostoso – disse.

O loiro percebera o constrangimento de Shun depois da ejaculação. Mas ao contrário do que este achava, Hyoga gostou da reação. “Sou tão bom assim?” — pensava o Cisne enquanto escorregava os dedos por entre as nádegas de Shun.

- Eu acho que você é muito espertinho, isso sim.

As palavras de Hyoga tranquilizaram Andrômeda. O loiro não estava aborrecido e o que viria a seguir seria muito mais fácil com lubrificação. Shun sentiu um arrepio ao ser introduzido pelo indicador do russo. Achou um pouco esquisito, mas se acostumou rapidamente. O segundo também entrou sem resistência, depois veio o terceiro. A sensação era estranha, mas Andrômeda não sentia dor.

Não é nada de mais” – pensou inocente. Logo iria descobrir a diferença entre dedos e pênis.

Hyoga encaixou o membro e forçou sua entrada. Na mesma hora escutou o grito de Shun e sentiu a mão do garoto cravar em seu quadril, impedindo que avançasse mais. Apesar de não querer machucá-lo, o loiro gostou da reação.

O russo havia introduzido seus dedos com muita facilidade. “Não é a primeira vez que ele faz isso” — pensava. Mas agora não tinha dúvidas de que o rapaz de olhos verdes ainda era virgem.

O loiro sentiu seu quadril sendo puxado, era o sinal de que podia continuar. O membro entrava com dificuldade, mas Andrômeda tentava suportar a dor. Respirava fundo e tentava relaxar, pois sabia que se ficasse tenso seria pior. Mas a cada investida que sofria sua convicção ia se esvaindo, queria desistir.

- Só mais um pouco, já entrou quase tudo — as palavras do loiro lhe deram mais confiança.

Shun iria aguentar até o final, queria retribuir o prazer que havia sentido. Finalmente Hyoga entrou por completo e começou a se movimentar. A dor já não era tão ruim, mas a sensação tampouco era boa. O ritmo das estocadas aumentavam e Shun reagia contraindo os músculos.

— Calma, vamos achar uma posição melhor pra você — disse Hyoga já posicionando o parceiro de quatro.

O loiro abriu bem as pernas de Shun e se colocou entre ela. Abraçou sua cintura com força, deixando o quadril bem empinado. Os joelhos de Andrômeda mal tocavam o chão, suas pernas pendiam soltas com se ele fosse um boneco. Hyoga se movimentava com cuidado, mas as estocadas iam ficando cada vez mais rápidas. Estava muito excitado. Shun era quente e apertado, poderia ficar ali dentro para sempre, mas sabia que não ia demorar a gozar. Aumentou o ritmo, ia deixar seu amante descansar. Quase chegando ao clímax, o loiro percebeu que a ereção do parceiro havia voltado e que agora seus gemidos eram de prazer.

- Ahhn... ahhhhn — gemia Shun.

A nova posição fazia com que Andrômeda fosse tocado em um ponto muito prazeroso. O loiro aumentou a intensidade das estocadas quando percebeu a excitação do parceiro, mas já estava no seu limite. Segurou-se o quanto pôde até finalmente gozar. Saiu de dentro de Shun, exausto, mas o parceiro ainda estava ereto.

O loiro virou Andrômeda e abocanhou seu sexo de uma só vez. E pensou que seria interessante experimentar colocar Shun em outros lugares além de sua boca.

Mas não hoje” — pensou o loiro dando por garantido que aquela não seria a última vez que ficariam juntos.

- Hyoga! — exclamou Shun.

O cisne era muito habilidoso, sugava com força deixando Andrômeda bastante molhado de saliva. Quantas cartas o loiro ainda guardava na manga? Shun olhava os cabelos dourado subindo e descendo pelo seu quadril. Ora Hyoga chupava, ora descia lambendo suas coxas e bolas, sem parar de massagear o falo com as mãos.

Como ele pode ser tão bom? Com certeza já fez isso antes” – pensava Shun.

Andrômeda lançou a mão nos cabelos dourados.

- Hyoga, para! Senão eu vou... aaaahhhhh.

O cisne fez exatamente o contrário do que lhe foi pedido. Intensificou o estímulo e enfiou o membro o mais fundo que pôde em sua garganta. Quando Shun gozou, o loiro não deixou escapar uma gota sequer.

Deitou-se ao lado de Andrômeda com a cabeça encaixada em seu pescoço e o braço sobre sua cintura. Fechou os olhos e dormiu com um sorriso nos lábios.

Shun foi sentindo seu corpo cada vez mais leve e relaxado. Sua respiração foi se acalmando, assim como os batimentos cardíacos. Dormiu.

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Já era noite quando Shun acordou em um lugar diferente. Olhou para si mesmo e percebeu que estava vestido e deitado na cama.

Foi só mais um sonho” – pensou, acometido de uma profunda tristeza. “Dessa vez parecia tão real”.

Ia começar a chorar, mas algo chamou sua atenção. Olhou em volta, havia alguma coisa diferente, as coisas pareciam fora de lugar. Aquele não era o seu quarto.

Sobressaltado, Shun sentou-se na cama, mas quando apoiou os pés no chão sentiu algo embaixo de si.

- Hyoga! — exclamou, acordando o loiro.

- Shun... acordou? – O russo esticara uma manta sobre piso e deitara ali mesmo, apenas com uma almofada sob a cabeça.

— O que você tá fazendo aí? – perguntou Andrômeda e deu-se conta de que estava no quarto do Cisne.

- A minha cama é de solteiro, não dava pra nós dois – respondeu o loiro.

Então, tudo aquilo acontecera de verdade, não era sonho? Ainda assim, Shun não sabia como havia ido parar ali.

— Por que estou no seu quarto? – perguntou.

- Você caiu no sono e não acordava por nada. Eu devia ter te levado pro seu quarto, mas... — o loiro não queria se separar do amante; queria tê-lo em seu território, só para ele.

Apesar da escuridão no ambiente, Shun percebeu a cara de safado que o Cisne fazia e baixou os olhos de vergonha, foi quando percebeu que as roupas que usava não eram suas.

- Você me trouxe pelado pra cá? – disse espantado.

Hyoga deu uma boa gargalhada. Imaginou os dois entrando pelados na mansão. Andrômeda nu desmaiado em seus braços.

- Claro que não, eu te vesti. E ninguém viu a gente chegando se é isso que você quer saber.

Depois de tranquilizar o amante, o loiro continuou.

- Eu só achei que você ia ficar mais confortável com uma roupinha de dormir — disse em tom de brincadeira. — Você fica bem de azul.

O rosto de Andrômeda corou. Quantas coisas tinham acontecido enquanto ele estava dormindo!

- Mas eu já estava ficando preocupado, você não acordava por nada. Parecia a bela adormecida, só que ao contrário; em vez de acordar com um beijo você dorme. Será que eu peguei muito pesado com você? — a última frase do russo só aumentou o nervosismo de Shun.

- Nã...não, eu é que não tenho dormido direito ultimamente. Então... não é culpa sua -Andrômeda gaguejava.

- Bem, se é assim descanse mais um pouco – e com isso o loiro voltou a se deitar.

— Vai ficar aí no chão? – perguntou Shun.

Hyoga apenas deu de ombros.

- Eu vou para o meu quarto, assim você pode ficar na sua cama – Andrômeda já estava se levantando quando sentiu Hyoga o segurando pelo pulso.

- Não! Eu prefiro ficar no chão, mas com você ao meu lado.

Shun corou novamente e dessa vez sentiu um frio na barriga. Ainda não acreditava que aquilo estava realmente acontecendo.

- Mas se você não quiser ficar, não vou te prender aqui — Hyoga notou certo desconforto em Andrômeda e tentou se consertar.

- Não é isso. Só não queria que você ficasse no chão – Shun olhou para a cama e criou coragem para dar sua sugestão. — Se a gente se apertar um pouquinho, acho que cabem os dois.

Hyoga abriu um amplo sorriso. Escalou a cama felinamente e puxou Shun pela cintura aninhando o garoto em seu peito.

— Não é que cabe mesmo! – disse o russo fingindo surpresa, enquanto fazia cafuné nos cabelos verdes.

Shun retribuiu o abraço e dormiu a melhor noite de sua vida.

Notas finais
Foi mal gente, o cap. ficou com muita 'encheção' de linguiça. E o lemon ficou extenso d+.
Mas eu já havia retirado algumas partes e não sabia mais como editá-lo sem começar tudo de novo. Então, desisti.
Serei bem mais objetiva no próximo, não se preocupem. Espero que não tenham desistido de ler XD. Os outros cavaleiros vão aparecer e a fic vai ficar mais leve.
O SEIYA VAI APRONTAR! XD
bjsssss
Bis Bald!