Love Fantasy (Fantasia do amor)
3 Elísios
Notas iniciais
Perdão, eu prometi q seria curto, mas o cap. ficou grande.
Ah, no próximo cap. NÃO vai ter lemon. XD Chega, né!
Boa leitura ^.~
Shun foi despertado pelos raios de sol que adentravam o quarto, deu um longo bocejo e esfregou os olhos para acordar de vez. Abriu um largo sorriso quando viu o corpo do loiro junto ao seu e ficou admirando-o por um tempo. Primeiro, concentrou-se no rosto do amante; os traços perfeitos, o cabelo tão loiro que tocado pelo sol pareciam cintilar tal como ouro, a boquinha rosada levemente entreaberta que convidava para um beijo.
“Como ele é lindo” – pensou Andrômeda.
A respiração de Hyoga era tranquila, seu peito subia e descia de forma cadenciada e os cabelos verdes repousavam ali. Shun agora admirava o corpo bem definido do russo; passou a mão pelo tórax forte e desnudo. O loiro dormira sem camisa, vestindo apenas uma calça de malha fina.
“Ele é lindo demais!”
Andrômeda estava encantado. Examinava cada pedacinho do corpo de Hyoga com olhar cirúrgico. Procurava algum defeito, mas não achava nenhum.
“Como alguém pode ser tão bonito?” – perguntava a si mesmo.
Por vezes ainda pensava que estava sonhando. O rostinho calmo do loirinho lhe concedia um ar angelical, já o corpo sarado e perfeitamente simétrico só podia ser o de um deus. Shun ficou algum tempo pensando, enquanto alisava o tórax e o abdômen definido de Hyoga, em qual das definições ele se encaixava melhor. Concluiu que era um deus, pois o russo era muito safadinho para ser um anjo. Obviamente, não era um deus do Olimpo, mas sim um daqueles deuses do gelo: um deus nórdico.
“É o Thor!”
Shun soltou uma risada adolescente, havia tempo não sentia seu espírito assim tão brincalhão.
“Você está bobo Shun” – advertiu-se mentalmente.
Fitou o rosto de Hyoga e constatou que ele permanecia dormindo. Decidiu, então, continuar a sua aventura exploratória. Alcançou as pernas do russo. O tecido da calça era fino, logo, não foi empecilho para que Shun sentisse a coxa forte e bem torneada.
“Ele é muito gostoso” – Andrômeda soltou mais um risinho.
Olhou mais uma vez para o rosto de Hyoga que permanecia com os olhos fechados e, como uma criança que planeja uma traquinagem, criou coragem para a sua próxima travessura. A mão que pousava sobre a coxa do loiro subiu para o seu membro.
“Shun, seu tarado!” – condenou a si mesmo mentalmente, mas se divertindo muito.
Hyoga demonstrava uma leve excitação que aumentava à medida que Shun roçava a mão em seu falo. Era uma ereção matinal, coisa normal de acontecer com garotos. Shun já acordara assim algumas vezes.
“Será que ele está sonhando comigo?” – pensou maliciosamente.
Shun reparou que a calça do loiro estava meio frouxa, o cós possuía uma cordinha que não estava bem amarrada. O rapaz deslizou o dedo indicador por debaixo do cós e levantou o tecido até onde foi possível. Espiou curioso o que se escondia ali e se excitou ao ver que o amante não usava cueca. Ficou observando divertido, sabia como era sentir Hyoga, mas ainda não tivera a oportunidade de admirá-lo de perto.
“Não sei por que está tão impressionado, você também tem um desses” – pensou consigo mesmo.
Soltou mais uma risadinha sentindo-se muito travesso. Deixou a mão voltar a percorrer o peitoral esculpido, volvendo a cabeça mais uma vez para fitar o rosto do loiro.
Nesse momento Shun sentiu o corpo gelar. Todo o sangue de seu corpo encaminhou-se para a face que corou imediatamente ao ver que os belos olhos azuis o encaravam impiedosamente. Esqueceu de respirar por alguns segundos e ficou paralisado, sem esboçar nenhuma reação. Hyoga acordara há tempos.
Quando conseguiu voltar a si, Shun, morto de vergonha, afundou a cabeça no peitoral do loiro. O rosto em chamas fugia dos orbes azuis.
- Pode continuar – disse Hyoga.
O russo levou a mão ao cós da calça e puxou a cordinha que o prendia. Shun permaneceu estático, fingindo que nada estava acontecendo.
- Se eu soubesse que ia ficar com vergonha, continuava fingindo que estava dormindo. Ou será que é uma tara sua molestar rapazes desacordados? – disse o loiro em tom de brincadeira.
- Hyoga! – exclamou Shun em protesto.
O russo apenas riu da timidez do namorado. Sim, pois para Hyoga não havia dúvida de que eles já estavam namorando.
- Quer tentar? – perguntou.
Hyoga arrastou-se pela cama até sentar-se com as costas apoiadas na cabeceira. As pernas torneadas escorregaram da calça que foi parar nas canelas do loiro. A virilha totalmente descoberta agora se exibia frente aos olhos de Shun. Este tremeu por inteiro, sabia o que aquilo significava.
- Se não quiser fazer, tudo bem – disse Hyoga percebendo a hesitação do outro.
- Não é isso... eu quero mas, não sei como se faz – confessou.
Não tinha como ele ser mais adorável! Era o que devia estar se passando na cabeça do loiro. O rapaz abriu um sorriso sincero e com o dorso da mão fez um carinho no rosto de Shun.
- Ninguém nasce sabendo, não é? – disse Hyoga
O russo passou o dedo sobre os lábios do namorado de forma provocadora.
– Tenho certeza de que vai se sair bem – disse e emendou com um conselho – Só toma cuidado com os dentes.
Shun respirou fundo e se posicionou melhor na cama. Ajoelhou-se no colchão de frente para Hyoga, apoiou uma das mãos na coxa do rapaz e com a outra segurou seu sexo. Aproximou-se calmante do membro pulsante — não iria colocar tudo na boca, pois tinha medo de engasgar. Andrômeda fantasiava que Hyoga era muito experiente e, por isso, sempre receava fazer alguma coisa que não agradasse ou que denunciasse ainda mais a sua inexperiência. Lembrou-se das palavras do loiro: “ninguém nasce sabendo”. Verdade, não há aprendizado sem tentativa; e o garoto estava decidido a se tornar tão bom quanto Hyoga. A primeira coisa que fez foi deslizar a língua da base até a ponta do pênis. Ouviu um gemido do seu loirinho e ganhou mais confiança. Ficou dando lambidinha como se o membro fosse um sorvete.
Hyoga se deliciava com a cena: aquela linguinha passeando pelo seu volume, os cabelos verdes espalhados pelo seu ventre, o rostinho corado. O que mais excitava o loiro eram as expressões que o namorado fazia. Um espasmo percorreu o seu corpo quando sentiu a ponta do pênis ser abocanhada. Shun chupava cuidadosamente a glande, dando beijinhos e lambidas sem afobação.
O russo cerrara os punhos agarrando-se aos lençóis. Será que o garoto não percebia que o estava torturando? Ou será que fazia de propósito?
- Engole tudo – suplicou.
Até então, Shun havia se concentrado só na glande. Impossível que aquilo tudo fosse caber na sua boca! Mas não podia recusar o pedido do amado. Inspirou o máximo de ar que pôde e prendeu o fôlego como se fosse entrar debaixo d’água. Não sabia de onde havia tirado aquela ideia, mas estava certo de que não conseguiria respirar e chupar ao mesmo tempo.
“Cuidado com o dente” – fez uma nota mental e enfiou o máximo que conseguiu na boca.
Um gemido longo ecoou pelo quarto e Hyoga teve que se segurar para não gozar. Seu volume doía de tão excitado que estava. Shun continuou com o mesmo ritmo de antes: calmo e cuidadoso. A tortura não parava.
- Mais rápido – pediu o loiro jogando a cabeça para trás e se contorcendo de prazer.
Andrômeda aumentou o ritmo, mas manteve o cuidado. Talvez o conselho do russo o tenha deixado cismado e, por algum motivo, Shun achava que poderia machucá-lo.
- Mais forte – implorava Hyoga, desejando alívio.
A tarefa de Shun tornava-se cada vez mais árdua. Resolveu usar as mãos para ajudá-lo na felação. Aquilo não era tão fácil quanto parecia, embora fosse gostoso. Sim, era prazeroso sentir Hyoga em sua boca, o membro quente, rijo e pulsante. Shun também se excitava e já estava ereto.
- Mais... – era só isso que o loiro ensandecido conseguia dizer. Pedia por mais e gemia, até que perdeu o controle e enfiou a mão nos cabelos verdes, forçando um ritmo mais rápido. O corpo do russo se curvou todo, arfava loucamente. A cabeça subindo e descendo ao comando da mão que lhe agarrava os fios verdes até que o líquido quente inundasse a boca de Shun.
- Ahhhhhhhh... — o loiro soltou um gemido longo e se deixou desabar sobre a cama.
Shun ficou um tempo com o sêmen na boca sem saber o que fazer. Esperava que Hyoga dissesse alguma coisa, mas o russo apenas permaneceu jogado sobre os lençóis. Por fim, o rapaz pensou que seria mal educado cuspir aquilo por aí e engoliu. Depois, aninhou-se perto do loiro na mesma posição que começara a manhã.
Hyoga fitou o namorado, acariciou o rosto branquinho e passou os dedos sobre os lábios vermelhos. Não escondeu o sorriso. Shun sempre se envergonhava quando o loiro o encarava daquele jeito.
- Então, o que achou? – disse o russo.
A pergunta surpreendeu Shun que arregalou os olhos.
- Eu é que deveria estar perguntando isso – rebateu.
Hyoga se aproximou para depositar um beijo nos lábio do amado.
- Tudo o que você faz é perfeito – afirmou.
- Não exagera Hyoga. Eu sei que não sou muito bom com essas coisas ainda, não sou que nem você – disse Shun.
O russo não entendeu muito bem o comentário.
- E como eu sou? – perguntou.
- Ora, você é experiente. Já fez isso várias vezes, então...
Shun ia continuar a sua fala, mas foi interrompido.
- Como é que é? — a palavra ‘várias’ ecoava na cabeça do loiro. – O que você quer dizer com isso? – perguntou meio alterado.
- Quero dizer que você já está acostumado com esse tipo de coisa... – Shun foi cortado novamente.
- Acostumado? Acostumado com o quê? Você acha que eu fico por aí chupando um monte de piroca? – disse o loiro irritado.
Shun estava dizendo basicamente que o loiro era promíscuo.
- Não é isso Hyoga. O que eu quero dizer é que eu nunca tinha feito esse tipo de coisa antes – disse o rapaz.
- E você acha que eu tinha? – perguntou o russo indignado.
- Claro! – respondeu Shun, inconvenientemente sincero.
Os olhos azuis se arregalaram com tamanha honestidade.
- Ah que ótimo, sou uma putinha e nem sabia – resmungou.
- Hyoga! – O rostinho de Shun era de súplica; não queria brigar com o seu loirinho, mas não entendia por que ele se ofendera tanto.
- De onde você tirou isso, ein? – perguntou o russo.
- Ah, eu percebi pela sua performance que você não é... bem, você não é do tipo virgem. – respondeu o rapaz.
Uma pessoa “tipo virgem” era algo que só Shun sabia o que era. Hyoga apenas fitava-o com a expressão dura.
- É que eu nunca tinha feito isso antes, nunca tinha feito nada com ninguém antes de você – confessou Shun, o rosto totalmente vermelho.
- Nem eu! – exclamou o loiro irritadíssimo.
Shun deu um suspiro de desânimo. Não se importava de não ter sido o primeiro de Hyoga, mas estava incomodado com o loiro tentando convencê-lo do contrário.
- Você não precisa dizer isso Hyoga. Eu realmente não ligo pra esse tipo de coisa – disse.
- Tá me chamando de mentiroso? – o russo estava cada vez mais revoltado. – Se eu estou dizendo que era virgem, é porque eu era virgem, porra! E foi você quem tirou o meu cabaço! – disse alterado.
Shun não aguentava mais aquilo. Não entendia o motivo daquele escândalo todo, nem por que Hyoga cismara com aquilo. Também não estava acostumado àquele linguajar de baixo calão, achava palavrão muito feio. Então, deu-se por vencido e resolveu concordar só para terminar a discussão.
- Tá bom então – disse e deu um sorrisinho pouco convincente.
Hyoga sentiu o sangue ferver. Havia sido honesto o tempo inteiro, mas Shun teimava em pensar que ele saía por aí trepando com todo mundo. O que não era verdade, pois a única pessoa que tocara no corpo do loiro fora o próprio Shun. A diferença era que Hyoga não era recalcado como o garoto de cabelos verdes. O russo tinha plena consciência do seu corpo: se masturbava frequentemente e com o tempo aprendeu onde era bom ser tocado e o jeito certo de fazê-lo. Não tinha pudor nenhum em se satisfazer sozinho; era um jovem saudável e cheio de hormônios, nada mais natural que assim o fizesse. Quando se deitou com Shun, Hyoga só precisou pensar no que ele próprio achava prazeroso e aplicou no amante. O loiro também era curioso e sempre achava matérias interessantes sobre sexo em revistas e na internet. Ele podia não ter a prática, mas já sabia a teoria.
- Você não acredita em mim? – perguntou, trincando os dentes.
Os olhos verdes desviaram-se dos azuis. Shun não gostava de mentir, mas não queria mais brigar, então, permaneceu calado. Irritado pela mudez do outro, o russo agarrou Andrômeda pelos braços, fazendo com que o rapaz o encarasse.
- Então eu vou ter que te provar.
O loiro inverteu as posições, jogou Shun contra o colchão e subiu nele. Deu-lhe um beijo intenso, mas logo saiu de sua boca para migrar para o pescoço. Arrancou a roupa do amante com urgência e continuo o caminho de beijos pelo peito e abdômen até chegar ao volume que despontava no baixo ventre de Andrômeda. O russo enfiou o membro inteiro na boca, chupando-o com intensidade e rapidez. Quando o amante já estava bem duro e molhado, Hyoga montou no membro e se fez penetrar de uma só vez. Mordeu o lábio inferior, mal contendo o grito de dor.
- Hyoga! – exclamou Shun surpreso com a atitude inesperada do parceiro.
Por reflexo, ergueu-se na cama curvando o corpo para frente. Hyoga, por sua vez, lançou os braços em volta do pescoço do amado num abraço forte e escondeu o rosto nas mechas verdes para que o outro não visse sua careta de dor. Permaneceu imóvel por algum tempo, cravando os dedos nas costas de Shun, suando e ofegando intensamente até se acostumar com o volume dentro de si.
- Você tá maluco? Por que fez isso? – perguntou Shun.
- Eu disse que ia provar que você tinha sido o único. – disse o loiro começando a se movimentar sobre o amante.
- Não precisava ter feito isso! – disse, enfim convencido de que o russo lhe dizia a verdade. – Pare, eu sei que está doendo – Shun sentia-se culpado por aquela situação.
O loiro ignorou a ordem e continuou a se movimentar, aumentando o ritmo.
- Se dói em mim, é porque doeu em você também – concluiu.
- É diferente, Hyoga. Comigo não foi... de uma vez só. – disse Shun, referindo-se a forma dramática como o loiro fora penetrado.
- Eu aguento – afirmou o russo que logo tomou os lábios do amante impedindo-o de fazer nova objeção.
Beijaram-se com paixão. A intensidade das estocadas aumentavam conforme o loiro sentia-se mais confortável. O prazer ia surgindo aos poucos, até que se sobrepôs à dor. Hyoga continuava agarrado ao pescoço do namorado, soltando gemidos ao pé do ouvido cada vez que o seu ponto de prazer era atingido.
Shun agarrava a cintura do loiro puxando-o contra si, querendo cada vez mais do amante tão apertado e quente. O prazer fizera com que se esquecesse da culpa e da gentileza. Ambos gemiam, balbuciavam palavras desconexas e moviam-se freneticamente. Os corpos unidos friccionavam o membro de Hyoga numa gostosa masturbação. No ápice da excitação o loiro gozou, lambuzando o abdômen de ambos. Foi inundado pelo sêmen de Shun logo em seguida.
- Acredita em mim agora? – perguntou já sabendo a resposta.
- Desculpa – suplicou Shun, os olhos marejados.
Foi atendido com um beijo tenro e cheio de amor.
- Agora é minha vez de dormir nos seus braços.
Hyoga se aninhou no peito do namorado e fechou os olhos, mas soltou uma ultima provocação antes de descansar por completo.
- Garanhão – disse rindo.
Shun ficou vermelho de vergonha.
Hyoga! – protestou em vão.
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O dia percorreu sem grande movimentação na mansão Kido. Já era final de tarde e quatro cavaleiros de bronze se reuniam na sala. Hyoga e Shun estavam sentados no sofá, mantendo uma pequena distância um do outro. Por enquanto, os dois haviam concordado em não tornar o relacionamento público. A reação dos amigos e as consequências advindas de um romance entre cavaleiros poderiam não ser boas. Ainda assim, o russo não conseguia evitar o contato — seu braço sobre o encosto do sofá alcançava Shun e os dedos do loiro brincavam com uma mecha verde.
Frente ao sofá havia uma mesinha de centro sobre a qual repousava o bule do chá preparado por Shiryu, mas que somente ele e Shun bebiam. Do outro lado da mesa, duas poltronas. Uma delas era ocupada pelo cavaleiro de Dragão que apreciava sua bebida. Na outra encontrava-se um Pégasus totalmente entediado que acabara de devorar um pacote de biscoitos. Este, ao perceber a interação entre os rapazes a sua frente resolveu provocar os amigos, somente para animar um pouco a tarde.
- Ei, qual é a desse romance todo aí? – disse Seiya apontando para o casal.
Shun ficou vermelho na hora, menos pelas palavras de Pégasus do que pela reação de Hyoga. O loiro aproximou-se extinguindo a distância que havia entre eles e escorregou o braço sobre os ombros de Shun — que agora se via abraçado. O pobre rapaz permaneceu estático, agarrado à xícara já vazia e rezando para que não acontecesse o pior. O russo, por sua vez, mantinha um sorriso cínico no canto da boca e encarava o moreninho de forma desafiadora.
- Humm... – provocou Seiya fingindo afetação na voz. – Repara só nisso Shiryu.
- Deixa eles, Seiya. – disse o cavaleiro de Dragão, a voz calma e séria.
Obviamente, o conselho não serviu para nada.
- Parecem até namorados – Seiya falou rindo, divertindo-se com a situação e achando que Hyoga havia entrado na brincadeira.
- Seiya! – admoestou Shiryu, dessa vez de forma mais enérgica.
O Dragão era perspicaz e, ao contrário do amigo fanfarrão, há muito percebera que os dois rapazes eram, de fato, um casal.
- Parece que somos namorados? – perguntou Hyoga, enlaçando o pescoço do amado com o outro braço, mas sem desviar o olhar de Seiya. – Se parece, então deve ser verdade – disse, enquanto aproximava lentamente os lábios do rosto de Andrômeda.
— Ei, cara! Para com isso, tá deixando o Shun sem graça. – Seiya percebera o desconforto do amigo com a ousadia do loiro.
O pedido foi em vão. O russo acariciou o rosto de Shun trazendo-o um pouco para si, enquanto escorregava os lábios pelas bochechas rosadas quase alcançando a boca do outro.
- Para com essa porra, Hyoga! – gritou Seiya.
Sem dúvidas, o loiro teria beijado o namorado na frente de todo mundo se o próprio não tivesse levantado de súbito, soltando-se dos braços do russo. Shun ficou de pé, paralisado por um tempo como se fosse uma estátua, a cara vermelha e os músculos tensos. Quando finalmente recobrou a consciência deixou a xícara sobre a mesa e subiu apressado a escadaria da mansão, rumo ao seu quarto. Fugiu sem dizer uma só palavra.
- Olha só o que o que você fez! Deixou o Shun constrangido – disse Seiya, recriminando o loiro.
- Eu? – perguntou Hyoga que lançava um olhar acusador para Pégasus dando a entender que aquilo tudo era culpa do moreno.
- Você sim! Eu só estava zuando, mas você pegou pesado com a brincadeira – respondeu Seiya.
O russo apenas soltou um suspiro e retirou-se da sala para ir atrás de Shun.
- Você é muito tapado Seiya – afirmou o Dragão.
- Qual é Shiryu? Vai dizer que a culpa é minha? – disse o moreno de cabelos curtos.
Recebeu como resposta apenas um menear de cabeça em sinal de reprovação.
- Será que o Shun ficou chateado comigo? – pensou alto. – Eu vou lá pedir desculpas.
O moreninho já estava se levantando, mas foi impedido por Shiryu.
- Não viu que o Hyoga foi atrás dele? É melhor não ir lá agora – falou o Dragão, mais como uma ordem do que como um conselho.
Pégasus concluiu que o loiro também havia ido pedir desculpas pela brincadeira e não entendeu por que deveria esperar a sua vez. Mas como Shiryu não largava seu braço, voltou e jogou-se novamente na poltrona.
- Tá bom, eu vou esperar – disse, sacudindo os pés e batucando com os dedos no braço da poltrona em claro sinal de impaciência.
Notas finais
Nossa, não sei pq meu Shun ficou tãaaaaaaao virgem, mas...
Bis Bald!
=*
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