Love Cook, Love Food
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– Eu amo você, na verdade.
Shanks enfim disse a tão esperada frase, que guardara há anos em seu peito, para seu companheiro de cabelos azuis. A expressão que Buggy tinha era de confusão misturada com um pouco de raiva. Ele gostaria de exigir explicações, talvez gritar com o ruivo, mas infelizmente não conseguiu pois seus lábios estavam cruzados em um beijos.
– P-Pera, q-que que você tá fazendo?! – Eles finalmente afastam-se do longo beijo, sendo que Buggy limpava sua boca com as mãos.
– Desculpa por isso! – Shanks disse, porém logo puxou o companheiro para outro beijo, antes que esse reclamasse mais uma vez. Os olhos do ruivo estavam fechados, porém os do outro continuavam abertos, procurando entender a situação e tentando se afastar dos lábios do amigo, sem sucesso.
– P-PARA DE ME BEI–
– Se eu parar você vai brigar comigo, então eu não posso parar! – E assim, mais um beijo é dado. Buggy tentava se afastar empurrando o peito do ruivo.
– Q-Que lógica ridícul– Mais um beijo. Dessa vez um pouco mais rápido.
– Foi mal, não dá pra parar!
– Você é louco!
– Por você.
~ X ~
No dia seguinte, Sanji e Luffy desceram para o restaurante, mais felizes do que nunca por estarem pensando somente em casamento. A rotina seguia normal, porém os clientes certamente notaram o rosto risonho que o garçom moreno portava, que alegravam ainda mais o ambiente. No restaurante também estavam seus velhos amigos.
– Nami, Zoro, Mihawk, Usopp! Vocês vieram hoje, que bom!
– Luffy, você está muito mais energético! Alguma coisa muito boa aconteceu? – Indaga a ruiva, estendendo uma cadeira para ele se sentar.
– Ah, ele é sempre assim, não? – Diz Usopp, referindo-se ao sorriso contagiante e também conhecido.
– Ou talvez... a noite tenha sido boa... – Supõe o de cabelos verdes, rindo junto com seu treinador e também namorado.
Alegria era o estado em que o jovem de cabelos negros encontrava-se naquele momento. De certo, sempre tivera o sorriso mais encantador de todos, porém naquele dia era especial. Ele tinha um outro motivo para sorrir, se não por seu carisma diário.
– Eu preciso contar isso a vocês! – Luffy finalmente senta-se – O Sanji e eu vamos nos casar oficialmente!
– SÉRIO?! – A reação de todos foi imediata. Risos foram dados, a ruiva punha a mão na boca para abafar sua imensa alegria pelo amigo. Mihawk e Zoro logo pediram bebida para comemorar e Usopp abraçava o ombro de Luffy, rindo como bobo.
– Isso é ótimo, parabéns! E como vai ser? A decoração, as datas, as roupas, a igreja... – Nami já estava ansiosa. – Espera, vocês vão casar na igreja?
– É uma boa pergunta, como funciona exatamente? – Indaga Mihawk apreciando seu vinho.
– Sei lá, nunca fui em casamentos. – O garoto era simplista demais. – Bom, mas deve ser divertido! Kishishishi.
– E você vai de vestido? – Indaga Usopp. – Você ficaria muito legal de noiva, Luffy! Hahahhaa.
– Por que eu iria de vestido?
– Nem pensar, ele precisa ir de terno e gravata! – Afirma a ruiva, imaginando. – Você vai ficar muito fofo de terno, Luffy.
– Eu não consigo imaginar o Luffy de terno... – Murmura Zoro.
– Nem eu... – Concorda Mihawk.
– Pelo visto casar dá mais trabalho do que eu pensava....
– Nós podemos ajudar, se quiser. – Duas pessoas já conhecidas surgiram. Eram eles, aparecendo no restaurante e já participando da conversa.
– Torao, Kid, que bom ver vocês!
– Estamos em horário de almoço, então decidimos vir pra cá. – Explica o ruivo, sentando-se à mesa junto com o outro.
– Então o loirinho realmente te pediu em casamento, Mugi-ya?
– Sim, tudo graças a vocês! Apesar dele já ter pedido no passado...
– E não vai nos apresentar aos seus amigos?
Após serem apresentados formalmente e conversar um pouco sobre a infância de Luffy, Law e Kid finalmente iniciaram o assunto casamento, pelo menos falando o que sabiam, visto que não realizaram nenhuma cerimônia formal.
– Então... vocês pretendem se casar na igreja? – Indaga Kid.
– Não sei. É assim que os casamentos da televisão funcionam, né?
– Bom, sim, o casamento tradicional é na igreja, mas...
– Eles são nojentos. – Interrompe Law, bebendo um café normalmente. – Se eu fosse você ficaria longe de igrejas, Mugi-ya.
– Por quê?
– Também não precisa exagerar, Law. O Canadá parece ser muito mais abertos a esse tipo de assunto que a França.
– É claro, porque eles tem uma–
– Não fala da folha. – Kid interrompe bruscamente.
– Hã? – Law fica com raiva, batendo as mãos na mesa e lançando um olhar desafiador para o marido. – Eu falo da folha quantas vezes eu quiser, ruivo idiota!
– Como é que é?! – Kid retribui o olhar, batendo na mesa também. Ambos encostam as testas uns nos outros, se encarando e rugindo.
– O Canadá é ótimo pela bandeira de folhas!
– Claro que não, tem muitos outros fatores como a econ–
– Folha, folha, folha, folha... – Começou a repetir a palavra só pra provocar.
– É sério isso?
– … Folha, folha, folha... – Law começa a sorrir enquanto encara Kid, só para irritá-lo ainda mais.
– Tsc, mas que marido irritante eu fui arrumar. – O ruivo também lança seu sorriso, segurando Law pelos cabelos e arrancando-lhe um beijo bem quente e molhado. Os demais sentados à mesa encaravam confusos.
– Que lance é esse de folha...? – Murmuravam todo mundo ali, com exceção de Luffy, que aproveitou esse momento para comer a carne de Eustass.
– Ei, vocês são os canadenses aqui! – Law exclama depois de se separar do beijo, como se nada tivesse acontecido. – Como funciona no país de vocês?
– B-Bem, aqui vocês podem se casar em qualquer igreja, não tem muito esse lance de diferença entre casamento gay e hétero. – Explica a ruiva.
– Ótimo, assim as coisas são facilitadas.
Conversaram mais um pouco sobre o assunto, Luffy mostrava a aliança no dedo que tinha desde Sanji pedi-lo em casamento na entrevista. Eis que, falando nele, o loiro surge, pois sua hora de almoço chegou.
– Oh, não! – Sanji põe a mão no coração dramaticamente, olhando para Law e Kid. – Entraram ratos no meu restaurante!
– Bom, com o Chefe fedendo a queijo mofado, isso já era de se esperar. – Responde Law.
– Como é que é?! – E já iniciam uma briga.
– Parem de brigar! – Exclama Luffy. – Hoje é um dia muito especial, então vamos todos nos dar bem.
– Ele começou. – Law e Sanji apontam um para o outro.
– O Luffy tá certo. – Afirma Zoro. – Você só causa brigas, Ero-Cook. Não arranje briga com os seus clientes.
– Hã, o que você disse, Marimo?!
– Não ouviu? – Zoro bebe sua cerveja até acabar. – Aproveita que tá em pé e me traz mais bebida.
– Oh, já gostei de você. – Law lança um sorriso diabólico para Zoro, compactuando com sua forma de pensar.
– Ah não, agora vão criar um complô contra mim. – Sanji finalmente se senta. – Se você quiser beber alguma coisa, vá buscar você mesmo!
– É assim que esse restaurante trata seus clientes, é? – Law provoca o loiro mais uma vez. Luffy nem ligava. Assim como Kid, eles estavam comendo.
– E você, não tem um hospital pra tomar conta?
– Eu estou no meu horário de almoço.
– Ér... – Kid interfere. – Na verdade nosso almoço acabou há quinze minutos atrás...
– Nós temos algum compromisso pra hoje, Eustass-ya?
– Sim, somos pessoas ocupadas.
– Então desmarque. Eu decidi que vou ajudar o Mugi-ya no casamento dele, já que o "noivo" parece ser incompetente.
– Tem certeza? Quer dizer, você tem uma cirurgia pra daqui há uma hora.
– O Satchi tá ocupado?
– Provavelmente sim.
– Então mande ele desmarcar os compromissos dele e ir no meu lugar, que coisa! Eu tenho que pensar em tudo sozinho.
– Ei, eu virei o seu secretário agora?!
– Sim. Agora vai, seja um ruivo bonzinho e liga pro Satchi.
– Eu não, você não manda em mim!
– Ótimo, eu vou te deixar sem sexo por uma sema–
– Alô, Satchi? – Eustass imediatamente sai do lugar, telefonando para o companheiro de trabalho deles.
– Depois eu sou o incompetente... – Murmura Sanji.
– Oh, gostei disso que você fez. – Zoro interrompe, apreciando a atitude de Trafalgar.
– O que você está sugerindo, Roronoa? – Mihawk já preocupa-se, arqueando uma sobrancelha.
– Se eu fizer isso você vai me dar suplemento de graça?
– Claro que não, isso seria antiético e imoral.
– Então eu vou te deixar uma semana sem se–
– Eu vou ver o que posso fazer quanto aos suplementos. – Mihawk afirma tão rápido e ríspido, olhando para sua taça de vinho que atiça a curiosidade da ruiva.
– Que coisa! Vocês homens são muito viciados em sexo.
– E-Ei, Nami, se eu fizer isso você...
– Não.
– M-Mas eu...
– Não.
– E-Eu tô falando sério, eu vo–
– Usopp, se você continuar me perturbando, eu vou te deixar uma semana sem sexo.
– Me calei.
– Hahahaha, vocês são engraçados! – Luffy começa a rir. – Ei, Sanji!
– Não inventa, eu não vou te dar mais carne do que você já come.
Todos acabaram deixando a briga de lado para aproveitarem a comida e a bebida, que ainda estavam em fartura na mesa por haverem pessoas realmente gulosas presentes. Eustass já havia voltado, junto com o assunto inicial.
– Eu tenho uma pergunta sobre essa parada toda. – Diz Sanji.
– E qual seria? – Pergunta o ruivo, apreciando a cerveja e o churrasco.
– Quem vai entrar no altar? Quer dizer, não tem noiva e tudo mais. Nós vamos entrar juntos?
– Eu ainda acho que o Luffy deveria usar um vestido! Hahaha. – Usopp começa a rir novamente.
– Ah, isso me deu uma ideia! – Afirma Law sorridente. – O loirinho podia colocar uma peruca loira e um vestido, né? Seria o melhor casamento da minha vida.
– Primeiro, o casamento não é seu. Segundo, essa ideia de se vestir de mulher está fora de cogitação.
– Eu concordo com o Sanji. – Luffy estava com uma carne na boca enquanto falava. – Eu não quero usar vestidos.
– Mas falando sério! O pai dele é líder de um exército de bêbados e o meu não sei se vai concordar com esse casamento. Entrar acompanhado de pai não vai rolar.
– Então entrem os dois juntos e pronto. – Interrompe a ruiva. – O casamento é de vocês, divirtam-se!
– O importante mesmo é festa depois. – Cochicham Zoro e Mihawk entre si.
– Verdade! – Concorda Kid e os três fazem um brinde.
– Eu ainda prefiro a ideia do Luffy usar vestido... – Murmura Usopp.
(...)
Após um dia de muitas risadas e comidas, finalmente anoiteceu e os convidados foram para casa. Sanji e seu noivo estavam em seu quarto, já deitados na cama. Luffy deitara no peito do loiro, que fazia cafune em seus cabelos.
– Ei, Luffy...
– Hm?
– Você acha que o meu pai viria se eu o convidasse?
– Claro que sim! Você precisa convidá-lo, Sanji.
– Eu vou, mas sei lá... eu tenho medo dele ficar irritado como antigamente e parar de falar comigo de vez. Pelo menos hoje em dia ele ignora essa questão.
– Eu queria chamar o meu irmão, mas eu não sei onde ele está. Você sabe como falar com o seu pai então não desperdice essa oportunidade. E eu tenho certeza que ele vai vir, sim.
– Acho que você deveria falar com ele pessoalmente, ao invés de só mandar o convite. Ou escrever uma carta.
– Uma carta, é..? – Ele começa a pensar na ideia.
– Sim! Você é bom em escrever, então deveria fazer isso. Vai aproximar vocês dois.
– Sabe, de vez em quando você tem umas boas ideias, Luffy. Eu vou fazer isso mesmo.
– E também precisamos fazer os convites pra todo mundo!
– E reservar a igreja, as roupas, as comidas, o local pra festa... ah, e tentar evitar que os paparazzis invadam tudo. Casar dá trabalho...
– Verdade. Mas vai ser legal! Kishishishi.
– Vai ser o melhor dia da minha vida, só por estar junto com você, Luffy. Eu te amo.
– Eu também te amo, Sanji.
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