– Você é louco!

– Por você.

Uma maravilhosa noite em um motel de décima categoria. Maravilhosa para Shanks, que nesse momento estava roubando mais um beijo de seu companheiro de cabelos azulados que, ao contrário do ruivo, estava sentindo-se estranhamente mal.

Buggy tentava com todas as forças afastar o ruivo, empurrando seu peito, mas tudo o que conseguia em troca era mais um delicioso beijo de língua. Shanks estava segurando os braços do outro, implorando para que se entregue aos seus lábios e, ao mesmo tempo, com medo de perder uma amizade de anos.

Cansado de tentar empurrá-lo e sentindo cada vez mais os lábios de Shanks, Buggy finalmente para de se debater. Seus olhos vão fechando lentamente e, o que antes era um beijo forçado e rápido, agora vai se transformando em um lento e calmo, sem pressa alguma. Um beijo em que ambos consigam explorar a boca um do outro melhor.

– Eu te amo. – Foi o que o ruivo disse até finalmente se separarem de vez. Buggy estava completamente sem reação, com o rosto um pouco vermelho e muita confusão em sua mente. Mas, acima de tudo, estava calmo.

– D-De onde veio tudo isso..?

– Na verdade eu sempre te amei, só não tinha coragem de admitir isso.

– Sério? E você achou que a melhor maneira de admitir era em um motel de décima categoria?

– B-Bom... tá certo que não é o melhor lugar, mas isso não importa! – Shanks segura o ombro do amigo e olha bem firme nos olhos dele. – E qual é a sua resposta?

– R-Resposta..? – Buggy se sente intimidado ao ter aqueles olhos tão próximos aos seus.

– É! Você quer casar comigo?

– HÃ? – Ele se afasta. – CLARO QUE NÃO! De onde você tirou que eu iria aceitar isso?!

– B-Bom, nós já moramos juntos, então eu achei que...

– MORÁVAMOS. Depois disso tudo eu não vou mais conseguir dormir ao lado de um ruivo assediador como você! – Buggy se levanta da cama com raiva, mas logo é impedido quando Shanks segura seu braço.

– ESPERA! Não faz isso por favor, Buggy...

– É pro seu próprio bem! Como eu posso morar com um estranho que me ama secretamente há anos? Se eu me afastar de você, algum dia você me esquece.

– Não é bem assim, vai. Você não gosta de mim nem um pouco?

– Não.

– Nem um tiquinho?

– Não.

– Nem um tantinho mínimo?

– Não, eu não gosto de homem!

– E se eu botar silicone?

– HÃ? Não piore a sua situação, ruivo idiota!

Buggy finalmente se levanta e começa a colocar suas roupas de volta, mas Shanks não desiste. Ele agarra o braço do amigo mais uma vez, impedindo que continue a colocar as vestimentas, e o joga na cama à força, ficando por cima dele e o imobilizando. Ambas as testas se encostavam devido a aproximação.

– Só me dá uma chance, por favor.

– Pra quê, te deixar mais iludido?

– Se ficar essa noite com você for me deixar iludido, então é assim que eu quero ficar.

Shanks P.O.V

Antes que ele dissesse alguma coisa ou tentasse se afastar, segurei suas mãos e novamente dei-lhe um beijo. Tentei ser o mais calmo possível para ele não se assustar novamente e ficar com mais raiva de mim, apesar da minha mente desejar outra coisa.

No começo ele hesitava e tentava se afastar por tudo, porém foi começando a se entregar e eu pude perceber isso com êxito. Afastei meus lábios, voltando a fitar seu rosto avermelhado e pude deslumbrar a feição que sempre quis ver. Ele não falou nada. Não precisamos de palavras, conversávamos pelo olhar.

Voltei a beijá-lo, disferindo meus lábios até sua bochecha e indo até seu pescoço. Ele me segurou firme, desviando o olhar para eu não perceber que ficara automaticamente arrepiado, já que seu pescoço era bem sensível. Confesso que achei essa atitude fofa e só me deu mais vontade de continuar.

Fui descendo com meus lábios até o começo do seu peito, apertando seus mamilos com minhas mãos e percebendo o quão nervoso ele estava, já que seu corpo inteiro correspondia com arrepios, apesar dele ter fechado a boca para não soltar nenhum som. Porém, assim que eu toquei um pouco mais abaixo, eu acho que ele acordou.

– O-O-O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? TIRA AS MÃOS DE MIM! – Ele simplesmente me empurrou pra longe e saiu da cama apressado, como se tivesse visto um fantasma e começou a colocar suas roupas de vez.

– Buggy, não faz isso... – Tentei impedir, mas era impossível graças a raiva dele. Tudo bem, eu meio que provoquei também.

– Nunca mais olhe na minha cara de novo! – Ele já estava totalmente vestido, se preparando pra sair do quarto, até que eu puxei seu braço.

– Espera! Não faz isso, Buggy, por favor.

– Cala boca, eu vou embora desse lugar!

– Vai pra onde? Nós estamos sem carro...

– Tô nem aí, eu vou andar até achar outro hotel, qualquer coisa pra ficar bem longe de você!

– Não, não faz isso! A culpa é minha, pode ficar aqui, eu vou dormir no carro.

– Ótimo, um pouco de bom senso pelo menos você ainda tem.

– Desculpa...

Depois de sair do quarto, a minha vontade era de encher a cara em um bar qualquer e desmaiar no meio da rua, mas infelizmente não tinha esse tipo de coisa no local onde estávamos. Então eu fui para o meu carro e dormi lá, depois de ter passado um bom tempo batendo na minha própria cabeça e me culpando pela merda que eu fiz.

Shanks P.O.V off

No dia seguinte, Buggy conseguiu falar com um reboque graças ao gerente do motel, e então o carro finalmente teve a gasolina cheia de volta. Shanks estava jogado no banco de trás, ainda se recuperando da ressaca de ficar chorando e se culpando a noite inteira. Resolveram ignorar esse assunto até chegarem em casa.

– Eu vou me mudar desse apartamento. – Afirma Buggy. – É perigoso morar com você.

– Buggy, não precisa de tudo isso. Eu já te deixei em paz por anos, posso continuar agindo do mesmo jeito.

– E quem disse que eu vou conseguir agir normalmente? Só de olhar pra sua cara eu me lembro de ontem e já fico com raiva!

– Também não precisa exagerar...

– Eu vou morar na casa do meu irmão até conseguir alugar um apartamento. Até lá, não fale mais comigo se não for pra tratar da mudança.

(…)

E então, Buggy foi morar na casa de seu irmão Mohji, que tinha um cachorrinho chamado Chuchu. Passaram-se cerca de onze dias e ele e Shanks nunca mais tinham se falado, sendo assim o de cabelos azuis nem faz ideia do sofrimento que o ruivo está passando sozinho.

– Buggy, você tem mesmo certeza de que quer se mudar?

– Mohji, por favor, eu te contei o que o Shanks fez comigo. Aquilo foi assédio!

– Eu sei, eu te entendo, mas você e ele eram amigos desde a infância. Eu lembro que vocês brigavam sempre e no final de tudo faziam as pazes, isso significa que um dia vocês vão se reconciliar!

– Por que você tá falando disso agora? Eu já estou decidido, inclusive achei um apartamento ótimo aqui perto.

– Eu acho que você não vai precisar. O Shanks te mandou uma carta.

"Olá, Buggy! Como vai?

Bom, eu sei que você ainda está chateado comigo e eu até entendo, mas eu quero lhe falar que você tinha razão. Não tem como eu agir normalmente depois de ter dito que te amava, então nós realmente precisamos passar a morar afastados. É por isso que eu estou deixando as chaves do apartamento pra você.

Eu percebi que a culpa de tudo isso é minha e eu não tinha direito de fazer aquelas coisas com você, então nada mais justo do que eu me mudar. Eu espero que um dia você possa me perdoar e quem sabe nós sejamos amigos de novo, não é?

Então, é isso, eu não sou muito bom com cartas.
Beijos,
Shanks."

– Ótimo, isso facilita a minha vida. – Afirma rispidamente.

– Buggy, tem certeza que você não pode perdoá-lo? Ele parece arrependido.

– Nah, aquele ruivo idiota precisa aprender a ter um pouco de bom senso. Além disso, depois do que ele fez comigo, eu quero que ele sofra por um tempo.

– Tecnicamente ele vem sofrendo desde que vocês eram crianças, já é tempo demais...

– Mohji, de que lado você está, do meu ou desse ruivo idiota?!

– Eu estou do lado... – Ele dramatiza, colocando a mão no peito e olhando para cima. – … Do amor!

– Que idiotice...

(...)

Mais um tempo se passou e ambos nunca mais se falaram. Buggy estava vivendo no apartamento sozinho, trabalhando e seguindo sua vida como fazia costumeiramente. Contudo, um certo dia, depois de ficar preso no engarrafamento, já estava de noite quando ele chegou em sua rua e, andando com seu carro ele passou em frente a um bar.

Ao olhar pela janela do carro, ele conseguiu ver direitinho a figura de Shanks bebendo feito um condenado e batendo a cabeça no balcão como uma pessoa depressiva faria. E o pior nem era esse, já que estava acostumado com o jeito bêbado do amigo, o pior foi o fato de estar havendo uma briga no bar.

– Caa boca, vusse num tein naad ve cumisso! – Dizia o ruivo, bêbado.

– Hã? É claro que eu tenho a ver! – Exclama o barmen. – Que história é essa de que não tem dinheiro?!

– Eo berdi.. perdi... duba abosta...

– Tô pouco me fudendo, você vai pagar isso! – Ele levanta o ruivo pela camisa. – Ou você quer ver como tratamos os indigentes nesse lugar?

– Ei, larga ele! – Buggy aparece no bar e grita com todo mundo vendo.

– Baa..ji... – Shanks ficou emocionado em ver o amigo depois de tanto tempo.

– Hã, quem é você? Esse cara aqui não quer pagar a conta! É seu amigo?

– Ele é um ruivo idiota, mas não se preocupa. Eu pago por ele.

Depois de colocar o amigo bêbado no carro, Buggy seguiu viagem até seu apartamento. Ao chegar em casa, ele pôs Shanks na cama, com uma bolsa térmica na cabeça para esfriar sua temperatura. Acabou ficando ao lado do ruivo, observando sua ressaca passar.

– Tsc, sempre me dando trabalho.

– Buggy, é você mesmo ou eu morri e fui pro céu?

– Pro céu você não vai, então eu acho que ainda estamos na Terra. O que deu em você pra ficar arrumando briga em bar? Não é nem de madrugada ainda!

– Desculpa... eu precisei beber...

– Isso você sempre precisou, mas eu nunca te vi nesse estado. Eu vou me arrepender de ter perguntado, mas aconteceu alguma coisa?

– Você... eu não consigo esquecer você... eu não consigo me perdoar por tudo que eu te fiz...

– Olha, então estamos na mesma situação.

– Você não consegue parar de pensar em mim...?

– Não, eu não consigo te perdoar por tudo que você me fez.

– Ahn... desculpa mesmo assim...

– Que seja, esquece isso. Fica aí até se recuperar e depois vai tomar um banho, você tá fedendo.

Ele decidiu seguir os conselhos do amigo e foi tomar um banho, tirando toda a ressaca de sua cabeça e tentando se acalmar. Ficou feliz por Buggy tê-lo salvo e enfim voltado a falar com ele, mesmo que seja por um curto período de tempo. Logo após, Shanks foi até a sala de estar e sentou-se com o outro no sofá.

– Buggy, podemos conversar?

– Você vai pedir desculpas, eu vou dizer que não ligo e depois você vai pedir pra voltar pra casa, eu vou dizer que não ligo.

– Eu tô falando sério! Eu quero mesmo fazer as pazes com você.

– Eu não ligo.

– Pelo menos me diz o que eu posso fazer pra me redimir com você. Eu não posso mudar o passado, mas eu posso evitar fazer mais merda no futuro!

– Argh, tá, também não faz muito sentido ficar te culpando. Eu sempre soube que você era um ruivo idiota mesmo.

– Então você me perdoa?! – Um sorriso é aberto no rosto do ruivo.

– Mais ou menos, eu vou tentar esquecer. Agora sai daqui e vai pra sua casa antes que fique mais tarde do que já é.

– N-Não dá, eu meio que não tenho casa. Eu me demiti e fui morar na rua...

– Hã? Então vai conseguir seu emprego de volta, ruivo idiota! Não estrague a sua vida mais do que ela já é estragada por natureza.

– N-Não rola, eu meio que chamei meu chefe de cuzão... não tem mais volta...

– Tsc, mas você é um desleixado mesmo, que saco. Que seja, pode dormir aqui, no seu antigo quarto hoje.

– Sério? Nossa, eu fico feliz por você me deixar ficar, mas... eu não posso aceitar.

– Por quê, saudades dos seus amigos mendigos?

– Buggy, você tem toda razão, eu não posso mais ficar com você. Só de te ver eu já sinto uma vontade louca de te beijar e eu não quero comprometer mais a nossa amizade do que ela já está comprometida!

– Hã, isso é o seu lado bêbado ou consciente falando?!

– Os dois...

– Viu só? Você fala coisas estranhas, é por isso que eu não consigo te levar a sério!

– E se eu começar a falar sério, você vai me escutar? – Shanks fica com um olhar sério, segurando as mãos de Buggy e o encarando como se fosse dizer algo super importante e inovador.

– O-O que é..?

– Eu te amo.

Pode ter sido uma simples frase e até mesmo repetitiva, porém soou como se fosse algo tão sincero e único que deixou o de cabelos azuis sem palavras, apenas olhando para Shanks com um ar de quem não conseguiria falar mais nada. O ruivo, entretanto, apenas deixou um leve sorriso nos lábios e se levantou, saindo do cômodo.

– E-Ei, espera, onde você vai?! – Buggy quebra o silêncio, olhando o ruivo indo embora.

– Eu não quero mais lhe causar problemas, Buggy. Eu vou sumir da sua vida.

– Sumir da minha vida? Também não precisa dizer coisas tão duras...

– E qual é o problema? Nós já estamos separados e eu não te via há séculos, não faz diferença.

– Talvez não, mas eu não posso te deixar morar na rua! Eu ia me sentir culpado se você morresse.

– Eu me sinto culpado por ter feito aquele tipo de coisa com você, eu não deveria ter te forçado a nada. Mas como eu disse, eu não posso mudar o passado.

– Mas pode evitar de fazer merda no futuro. Agora para com esse jeito depressivo, nem parece contigo. Você vai dormir aqui hoje e vai arrumar um emprego amanhã.

– M-Mas eu não pos–

– Cala boca, isso não foi um pedido, isso foi uma ordem. Que saco, eu tenho que ficar cuidando de você até depois de adulto, tsc.

– Buggy...

Andando em passos lentos, porém precisos, Shanks vai até o amigo e puxa ele para um abraço. A camisa do outro é quase rasgada de tão forte que o ato é, fazendo com que Buggy se sinta um pouco estranho. E fica mais estranho ainda, quando ele percebe lágrimas correndo pelos panos de sua vestimenta.

– S-Shanks, o que foi?

– Me desculpa...

– Para de pedir desculpas, eu já entendi. – Buggy aceita o abraço, retribuindo.

– Mesmo assim, eu vou pedir desculpa o quanto for necessário. Eu amo você e eu prometo que nunca mais vou fazer nenhuma besteira contigo.

– Você tá dizendo isso só pra voltar a morar comigo?

– Não, eu tô dizendo isso porque eu não aguento mais ficar brigado com você. Mesmo não sendo exatamente o que eu quero, se nós pelo menos voltássemos a ser amigos isso já me faria feliz, só por poder ficar do seu lado, Buggy.

– Isso tudo é sério mesmo..?

– Nesse tempo todo, você não chegou a pensar em mim sequer uma vez?

Buggy, ainda sentindo o abraço do companheiro, parou para pensar nos dias em que passaram distanciados. Apesar de ser sempre em um tom de raiva, ele e o irmão sempre conversavam sobre Shanks e o de cabelos azuis não conseguia tirar o dia do motel da cabeça. Mesmo estando furioso com o ruivo, Buggy acabava sorrindo ao relembrar todos os bons momentos que tiveram juntos desde a infância.

E foi relembrando esses momentos que ele percebeu. Apesar de ser uma relação basicamente baseada em brigas, os dois eram felizes daquela maneira e sempre riam das bobagens que fazia juntos. Não sabemos se é um sentimento de amor que nasceu no peito de Buggy ou simplesmente uma amizade tão grande que não acabaria por uma mera briga, contudo.

O importante é, criou-se um silêncio na sala. Shanks foi se afastando do abraço assim que lágrimas pararam de cair de seus olhos. Ele levou suas mãos, levemente, até o rosto do companheiro e levantou seu queixo, olhando diretamente em seus olhos e percebendo a ligação que ambos tinham.

Mesmo estando inseguro e não entendo muito bem o que estava acontecendo, os olhos de Buggy foram se fechando à medida que o rosto de Shanks ia se aproximando, até que, finalmente, seus lábios puderam se encostar em um beijo de verdade, sem ser forçado ou nada do gênero.

(…)

E, logo após, no dia seguinte, eles receberam um convite! Sim, o convite de casamento de Sanji e Luffy, que seria no mês seguinte. Do outro lado do mundo, na França, outra pessoa também estava recebendo o mesmo convite, com a diferença de estar incluso numa única carta especial.

"Olá, pai.

Relembrando de todas as nossas brigas no passado, até de tempos antigos em que eu era só um garoto que preferia escolher as roupas da minha mãe à jogar futebol com os outros meninos, eu decidi escrever essa carta para lhe fazer um pedido. Primeiro eu gostaria de começar dizendo que foi um erro deixar a nossa relação tomar rumos tão diferentes.

Eu sei muito bem que, nas vezes em que você brigava comigo por qualquer coisa ou me batia por ter usado tempero demais nas comidas, você só queria me educar direito. E eu não lhe culpo por isso, pelo contrário, eu nunca te odiei de verdade. Se fosse pra odiar algo, certamente seria o fato de nós dois nunca agirmos direito como pais e filhos comuns.

Pra falar a verdade, eu sempre senti falta de ter você comigo em certos momentos, então eu fazia questão de tentar te provar ao máximo que eu era capaz de ser um bom filho e levar o nome da nossa família à diante. Eu me esforçava na cozinha e comecei a fumar cedo e a ficar com mulheres para provar a você que eu era maduro, apesar da pouca idade.

E é exatamente por isso que foi um erro a nossa relação ter tomado o rumo que tomou. Eu errei em não ter te procurado quando eu comecei a me relacionar com o Luffy, ou sequer ter te procurado depois daquela nossa briga. Na verdade, eu sinto que deveria ter escrito essa carta há tempos, mas só tive coragem de fazê-la agora.

Desde que a mamãe faleceu, eu percebo que você está tentando se acostumar com o fato de eu estar namorando um garoto como o Luffy, e eu realmente lhe agradeço muito por isso. Você não faz ideia de como o seu apoio é especial pra mim e, com certeza, é o mais importante também.

Por isso, eu estou te convidando para o meu casamento. Eu sei que você sempre sonhou em me ver casando na igreja tradicional e, apesar de não ser exatamente o casamento que você havia planejado, eu decidi sim seguir os costumes familiares.

Um casamento, mais do que estar com a pessoa amada e rodeado de amigos, é um laço familiar também e não seria o mesmo se eu não pudesse celebrar esse dia com você. Eu tenho muito orgulho de te chamar de pai e eu espero que você aceite o Luffy como sendo da nossa família de coração algum dia.

Obrigado por ler até aqui e, mesmo se você recusar, eu me sinto feliz de ter lhe escrito isto.

Eu te amo,
Sanji Harris."

Notas finais
O casamento está por vir!! ~