Love Bites
4 CAPÍTulo 4
Notas iniciais
CAPÍTULO 4
Elizabeth
— Quem deixou isso acontecer? — Ouvi uma voz masculina.
— Mestre, me desculpe. Fui desatenta. Achei ela junto ao cachorro.
— Camille, você foi irresponsável.
— Mestre, vou mata-la, irei recompensar pelo meu erro.
— Não. Agora, veremos do que ela é capaz. Se ela servir ela fica. Jane?
— Sim, mestre.
— Leve-a para a masmorra. Castigue-a há cinco anos sem sangue. Deixe-a sobreviver comendo os ratos. Já que não sabe se alimentar, vai aprender agora.
— Mestre, perdoe-a, ela cometeu apenas um....
— Você quer fazer companhia para ela, Jane?
— Desculpe, Mestre. Camille.
— Não me toque. Eu sei o caminho.
— Já passou uma semana. Por que ela não acorda?
— Mestre, a humana... bem... ela... Parece que estava fraca, quase a beira da morte. Mas ela sobreviveu ao veneno. Ela é uma vampira completa.
Eu estava os escutando. Era bem nítido. Mas eu não queria acordar. Eu não queria encarar meus assassinos.
Ouvi-lo dizer ''vampira'', confesso que fiquei morrendo de medo. Eu era uma vampira? Eles eram vampiros?
Decidi abrir meus olhos e encarei os dois. Um era narigudo, mais velho e tinha cabelos pretos.
O outro era mais novo e era loiro. Não era tão bonito, mas meio termo.
— Quem são vocês? O que fizeram comigo?
— Ora, a bela adormecida acordou, não?
Impulsionei meu corpo com mais força do que o planejado. E bati em uma parede. Ela rachou.
— Vai com calma, novata. — Disse o loiro.
— O que fizeram comigo? No que vocês me transformaram?
— Você é uma vampira. É propriedade dos Volturis.
— Eu quero ir para casa.
— Jane? — O mais velho falou calmamente.
Logo a menina que vi acompanhando minha assassina no dia daquelas mortes horríveis apareceu.
— Sim, mestre.
— Faça! — O mais velho olhou para mim. — Ela precisa saber quem manda.
A garota me olhou e então a dor veio.
— Espero que goste da dor. — Disse o mais velho. — Você não vai pra casa. Você é dos Volturis.
— Por favor, pare.
Eu implorei para pararem. Estava doendo muito. Eu cai no chão sentindo-me fraca demais. Minha garganta queimava.
— Parem, por favor.
Ela não parou. Parecia se divertir.
Eu me sentia irritada. Eu não queria mais sentir dor. Estava doendo muito.
— Eu mandei parar. — Gritei. Então como em uma, eles voaram batendo contra a parede. Os moveis quebraram, a porta voou para o lado de fora. O loiro foi junto, Jane caiu na parede e a quebrou, o mais velho, voou, bateu no teto e caiu no chão criando um grande buraco.
Fiquei estática. Estava chocada.
— Que porra é essa? O que está acontecendo?
Aquilo parecia ter saído de mim.
— Incrível. — Disse o mais velho se levantando de forma tão rápida que quase não pude acompanhar seu movimento. — Você é incrível. Até que Camille fez algo de bom na vida. — Ele sorria feliz.
— O que está acontecendo?
Me encolhi abraçando meu corpo com medo do que fariam comigo.
— Meu querido achado. Você é uma pequena bomba. — Ele gargalhava como uma bruxa feliz por um feitiço bem feito.
O encarei. Ele se aproximava.
— Não me toque. Não me toque. — Falei rápido e com um pouco de medo.
Eu era um monstro. Haviam me transformado em um monstro.
— Não vou machucar você. Vou ajuda-la.
— Não. Não chega perto de mim. Vocês... Vocês... Ela é uma assassina... a outra... a outra... deus! — Gritei com vontade de chorar, mas percebi que eram só soluços. Eu não conseguia chorar.
— Calma. Você é um de nós agora. Você está com sede, não está? — Ele tentava soar calmo. — Chame Chelsea. Agora! — Disse voltando-se ao Demitri.
— O que vocês vão fazer comigo?
Uma mulher cabeluda entrou no local. Senti medo dela. Ela não tinha expressões. Olhar pra ela, era como ver um imenso mar de dor. Era como se ela sentisse dor.
— Estou aqui mestre. Devo fazer o de sempre?
— Sim, faça.
Ela olhou para mim e pareceu entrar em minha mente.
Comecei a sentir o sentimento de dor ir embora. Senti como se o homem mais velho fosse meu pai, ou o meu irmão. Senti uma forte vontade de servir a ele. De ouvi-lo. Eu queria fazer parte daquele lugar. Ele era a minha família?
Eu sentia que podia confiar nele.
A dor... Mãe? Pai? Eu não consigo me lembrar deles... Não consigo sentir nada por eles... Eu... Não doí mais. Pouco à pouco, sentia meus sentimentos irem embora. Era como se o amor fosse embora. A sensação era de extrema frieza.
— NÃO! POR FAVOR. NÃO TIREM ISSO DE MIM. — Eu gritei me levantando e sentindo que algo estava acontecendo. Aquela mulher estava entrando na minha cabeça.
— Eu sou o seu Mestre. A partir de hoje me chame de Mestre. Você vai me servir e ouvir tudo o que eu tenho pra dizer e obedecer tudo o que eu mandar você fazer. Você não vai viver a vida que conhece. Vai comer quando eu mandar e deixar você comer. Vai falar quando eu deixar você falar. Vai ser leal à mim, vai me servir. E você vai gostar disso. Você vai me ver como um Deus e por isso sempre vai me respeitar.
Então tudo se foi.
Não as lembranças, mas o sentimento de amar, ou o sentimento da perda. Era como se todos fossem meros estranhos.
— Sim, Mestre. Elizabeth sempre será leal ao mestre.
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