Notas iniciais
Espero que gostem. Music: Winona Oak - Break My Broken Heart

CAPÍTULO 1

LUCIAN

MUITO TEMPO ANTES...

Montanhas. Plantações. Família. O cheiro puro do ar. Morar em uma fazenda não era tão ruim. Era uma tarde quente, o sol batia em minha pela fazendo-me ter a sensação de estar derretendo.

Eu estava cuidando dos animais enquanto minhas irmãs e meus irmãos arrumavam algumas coisas para a festa de hoje à noite no vilarejo para meu noivado com Camille Santine. Uma garota de sangue nobre. Não que eu fosse rico e dono de muitas terras. Eu não tinha muito, mas eu tinha uma plantação e tanto de uvas para a comercialização do vinho. Eu amava a vida dos vinhos. A adega de minha família é bem grande, o que nós dá uma boa renda. Estamos abrindo as mais antigas para a comemoração.

Assim que terminei tudo, Ana, a minha irmã mais nova, me ajudava na preparação do meu banho. Ela saiu do quarto e eu terminei meu banho vestindo meu melhor traje para hoje à noite. Minha irmã colocou o javali para assar enquanto meus irmãos dançavam e cortejavam algumas moças presentes e solteiras.

Minha noiva havia chegado.

Sua carruagem era branca e seus cavalos eram enormes e negros. Ela morava na cidade. Meus irmãos estavam servindo vinho e ela com sua gloriosa beleza, descia da carruagem. Era linda, magnifica. Seus trajes eram majestosos e grandiosos. Suas joias brilhavam com a luz da lua. Seus olhos eram prateados e brilhantes. Sua pele era reluzente e seus cabelos tão negros como a escuridão da noite. Ela era magnifica... Eu havia me apaixonado ali, por um anjo. Um anjo demoníaco. E logo pensei se eu realmente era digno de tanta graça e pureza.

A jovem se aproximou de mim devagar sem olhar para nenhum outro canto, apenas me encarava avaliando-me de cima a baixo. Ela mantinha o ar superior não esboçando nenhuma emoção no rosto. Ela parecia ser fria como os ventos da noite e quente como o sol. Tudo ao mesmo tempo e nada a sua maneira.

Ela parou em minha frente fazendo uma reverencia, segurando na ponta de seu vestido mostrando um pouco de seu decote. E então sorriu abertamente para mim mostrando seus dentes brancos. Eu nunca a tinha visto. Mas sua beleza era invejada, seus olhos eram diferentes assim como o seu jeito astuto de ser. Meu coração disparava toda vez que eu a olhava. Ela tinha um ar superior a mim e ao mesmo tempo um olhar atrevido como se me desejasse de maneira diferente do carnal. Seu olhar parecia me devorar.

Ela não falou comigo. Ficou o tempo inteiro conversando com minhas duas irmãs e com minha mãe. Fiquei distante dela, apenas bebi meu vinho quieto a olhando, a estudando. Até seu irmão se aproximar de mim.

— Ela é magnifica, não?

— Sim... É linda! Mas diferente de todas as moças que eu já conheci. Por que eu? Digo... Eu não sou aquilo que uma mulher como ela deve procurar! – Eu realmente estava errado sobre aquilo. Eu era exatamente o tipo de cara que ela procurava para se saciar.

— Não, meu amigo, realmente, não é! Mas Camille sabe o que faz, assim como nossa família e você foi o escolhido da vez... Caro amigo! – Ele olhava para a irmã e sorria. Não era um sorriso afetuoso, não como um irmão sorri para a sua irmã.

Assim como Camille, ele era diferente. Exalava grande beleza, mantinha um ar superior, como se todos os presentes fossem meros ralés. Eles tinham a mesma cor dos olhos e o tom de pele. Eram extremamente pálidos.

A festa para mim estava tediosa. Decidi sair um pouco. Fui até o celeiro e aproveitei para cuidar um pouco do meu cavalo. Eu não queria ficar na fazenda tendo uma vida pacata. Eu amava o que fazia, não cuidar dos bichos da fazenda, e sim dos vinhos. Mas pra mim, era como se algo faltasse.

Escutei a porta do celeiro bater e sabia que tinha companhia.

— O que faz aqui sozinho, quando pode aproveitar a festa, Lucian? – Virei-me para olhar para Camille. Ela enfim tinha vindo falar comigo.

Sua voz era calma, firma e extremamente doce. Ela ainda mantinha um ar metido. Sorri para ela, mesmo que meio forçado. Apesar da beleza, sabia que ela seria extremamente fútil e exigente durante nosso casamento. Mas por outro lado nossa família teria o benefício do dinheiro e nome da família dela.

— Estou descansando um pouco, mas e você? O que faz sozinha andando por ai?

— Oras... Vim aqui atrás de meu noivo. Não consegui falar com ele a noite inteira!

Não falou comigo por que não quis.— pensei.

— Hum... Certo! Seu irmão deve estar preocupado com você, não é melhor irmos novamente para a comemoração?

Eu não queria ficar sozinho com ela e sujar sua reputação, por mais que fossemos noivos.

— Como quiser, Lucian... Mas a cena que presenciaremos não será... Bonita.

Preferi me manter calado. Ela soou sombria, um tanto quanto má. Ela sorriu para mim quase como se estivesse se divertindo com alguma situação. Seus olhos antes dourados, estavam pretos e em seguida mudaram novamente para dourados. Pensei ter enlouquecido, ou talvez fosse a pouca iluminação do local.

Eu me sentia fascinado por sua beleza. Mas estranhamente com um sentimento de medo, como se há qualquer momento eu fosse ser atacado por um animal selvagem.

Chegamos à festa. Ninguém parecia ter percebido nosso sumiço. Todos sorriam e conversavam. Minhas irmãs dançavam em volta da fogueira junto com meus irmãos e alguns parentes distantes. Então Camile tocou meu ombro e bem séria olhando em meus olhos disse:

— Está na hora, noivo! – E então, ela sumiu. Uma hora estava à minha frente, em outra havia sumido. Entrei em pânico naquele momento.

Toda a cena de felicidade deu espaço para um cena de horror. Surgiram outras pessoas. Elas vestiram capas pretas e avançavam para cima das pessoas.

Na primeira morte, todos ficaram sem reação. A música parou.

Na segunda, todos tentaram em vão fugir.

Cai de joelhos vendo toda a cena de extremo horror.

Eles eram demônios. Havia sangue e corpos.

Minhas pernas não se moviam. Eu não conseguia sair dali. Eu chorava. Gritava. Vi meus irmãos e irmãs morrendo. Vi meus parentes, um a um morrer bem na minha frente. Mamãe e papai foram os primeiros.

Então consegui correr e tentar fugir.

Os demônios se divertiam com a cena se banhando e bebendo o sangue dos meus amigos e parentes.

Então, Camille estava à minha frente. Seus olhos agora eram vermelhos. Ela avançou contra mim dando-me um grande abraço, quase sinto meus ossos se quebrarem. Camille morde meu pescoço. Doí feito o inferno. Então começa a queimar e já não me sinto mais eu. Era como estar doente com o corpo em chamas. Sinto seus lábios contra o meu e o sabor do meu próprio sangue.

Notas finais
Olá gente! E ai? Gostaram? Espero que sim! Bjs... E até o próximo s2 A T E N Ç Ã O: NÃO TENHO UMA BETA NO MOMENTO... ENTÃO ME DESCULPEM PELOS ERROS DE ORTOGRAFIA E NA ESCRITA. ESTE CAPÍTULO NÃO ESTÁ BETADO NEM MESMO REVISADO, ENTÃO... TEM ERROS AI NO MEIO. Comentem, favoritem e quem quiser em um futuro próximo... Recomende e eu ficarei eternamente grata! s2