Notas iniciais
Espero que gostem. — James Arthur - Back from the Edge — James Arthur - Phoenix

CAPÍTULO 9

Elizabeth

— O que está acontecendo?

Aro levantou-se do trono e não parecia feliz pela interrupção de Camille no seu assunto.

Eu ainda estava com fome.

Felix parecia animado como eu nunca o havia visto antes.

— Mestre. – Ela jogou-me na direção de Aro e cai próximo a Felix e Aro. – Ela estava com meu Licantropo. Estava tocando-o. Ela cortou seu cabelo.

— Oh, ela conheceu o brinquedo de Camille. Interessante, não Aro? – Felix se intrometeu.

— Mestre, ele é meu. Você me deu ele de presente. Ele sempre foi meu.

— Camille.

— Sim, Mestre. Eu o ouço.

— Camille.

— Sim, Mestre.

Aro fez um som com os lábios, algo parecido com um estalo. Ele não olhava para ela.

Aro fez um sinal para feliz. Algo como um sinal positivo com sua cabeça.

— Mestre. Por favor, Mestre, faça algo com ela.

— Sim, Camille. Faremos algo para remediar isto. – Felix se intrometeu e em segundos, a cabeça de Camille foi arrancada de seu corpo. Não havia sangue. Era como se ela fosse feita de zopor. O zopor mais potente do mundo.

Segurei o grito que ficou preso em minha garganta.

Camille estava morta. Felix a desmembrou. Aquela cena me fez lembrar-me de mim. Mas diferente de mim, escutei Felix falando para outro vampiro por fogo no corpo dela.

— A hora dela partir chegou, preciosa. – Aro me encarava agora.

Eu ainda estava sentada no chão olhando para o nada. Eu estava horrorizada. Eles mataram Camille sem nenhuma piedade.

— Agora, você está segura. Não deixarei ninguém colocar minha preciosidade em perigo. Algo raro como você precisa viver protegido.

Felix adentrou a sala do trono.

— E sobre o brinquedo dela, Aro?

— Apenas mate-o. Não serve para mais nada. Não passa de um cachorro não adestrado.

Eles estavam falando dele?

— Não! – Me pronunciei pela primeira vez. – Por favor, deixe-o ir. Ou deixem-me cuidar dele. Ele não merece.

Por um momento, eu queria costurar minha boca. Mas por outro lado, pensar neles matando-o, me deixava com dor.

— Por favor, mestre! Eu imploro pela vida dele.

~~

Narrador

Aro pensou apenas no poder.

Felix estava certo. Ela era perigosa. Mas era uma arma. Uma arma potente e era uma dadiva ter mais um vampiro poderoso.

Ter algo que ela gostasse, e talvez, futuramente, pudesse amar, a faria pensar antes de fazer qualquer coisa contra os Volturis.

Aro não pensou em ser bom. Aro pensou apenas no controle que ele teria quando desse uma fraqueza a jovem vampira.

Então, a contra gosto, ele fez um não quase imperceptível com a cabeça para Felix. Felix por sua vez, não pareceu muito feliz com a misericórdia de Aro.

Felix odiava o lobo com todas as suas forças. Quando o conheceu ainda humano e Camille pareceu se interessar pelo pobre, ele sentiu muitos ciúmes. Ele a queria. Mas ela nunca olhou para ele como ele a olhava. O ciúme o corroía. Ela queria o lobo, mas por sua vez, o lobo não sentia atração, apenas raiva pela mulher.

Mas ela, era obsessiva pelo lobo. O prendeu e o fez de brinquedo.

Quando Camille usou Chelsea para criar um laço com o lobo, Felix a odiou. Camille conseguiu o amor dele por algum tempo, mesmo que de forma ilusória. Mas depois de algum tempo, o lobo quebrou o encanto e repudiou Camille. Foi uma briga intensa. Então, ela trancou o lobo na prisão Volturi como castigo.

Felix sentia ciúme, mesmo do sentimento de raiva que Camille sentia pelo lobo. Ele queria qualquer coisa vinda dela. Mas ele não conseguiu nada. Mata-la foi como ter uma grande vingança.

Ele queria acabar com o lobo, mas aquele não, foi como receber uma facada. Mas ele esperaria. Ele era paciente. Afinal, esperou 300 anos por isso.

~~

Elizabeth

— Sim. Eu o deixarei viver. Tudo para minha preciosa.

Eu não sabia o que fazer. Meu corpo morto estava emocionado. Era uma emoção desconhecida por mim. Eu estava... Feliz, estava... aliviada por ele viver. Por ele respirar e por ainda poder ouvir o coração dele bater.

— Obrigada, Mestre.

— A criatura é sua. Faça o que bem entender. Só não o deixe se alterar como o fez com Camille. Não quero que ele fique zanzando pelos meus corredores. Ele será sua propriedade agora.

Eu sabia que Aro não estava me dando por boa vontade. Havia algo por traz daquilo. Ele deu-me o homem misterioso por algum motivo. Aro não estava feliz por faze-lo, mas parecia conformado.

Mas eu estava feliz por ele ainda poder viver.

Eu conseguiria fazer ele sorrir, mesmo que ele fosse apenas um prisioneiro.

Lembrei-me de como ele estava debilitado. De como levou uma tesourada de Camille.

— Pode sair, preciosa. Por ir. Está liberada.

Levantei-me sai apressada. A porta por onde saí, se fechou. Não pensei suas vezes antes de ir até o meu homem misterioso. Eu cuidaria dele. Eu queria faze-lo acreditar na vida.

Eu não sabia sobre seus demônios interiores. Mas deveriam ser muitos. A humanidade dele lhe foi tirada, assim como a minha. Ele merecia viver. Merecia algo melhor do que um buraco velho com goteiras.

Lembrei que ele era um lobo.

Lembrei-me de sua força em meu braço.

Ele não era humano.

Confesso que me assustava. Mas ele me parecia assustado, em todas as vezes das quais eu o ia ver.

Então, tudo ia fazendo sentido.

O uivo, era dele.

Quando cheguei até aquela prisão e o encontrei ainda de joelhos enquanto sangrava, meu coração se despedaçou.

Doía em mim também.

Eu ainda estava com fome. Mas eu não queria ataca-lo. Pelo contrário. Eu queria cuidar dele.

— Você está bem?

Ele me olhou. Não falou nada. Se levantou e sentou naquele banco de pedras.

— Não doí. Não sinto dor. Foi apenas uma surpresa.

— Por que não me respondia?

— Por que eu não queria. Onde está Camille?

Perguntar por ela, era um sinal de se preocupar?

Ela o chamou de homem dela. Eles tinham alguma coisa? Senti ciúmes pela primeira vez. Mas por que? Olhe para ele... Eu tinha compaixão. Não paixão.

— Ela morreu. Eles a mataram. Eles viriam fazer o mesmo com você.

— Que venham.

— Não vão vir mais.

Era estranho falar de alguém como um objeto. Dizer para ele que ele era dela, ou coisa do tipo, soaria estranho.

— Está livre. Não sei o que ele quis dizer, mas ele disse que seria meu.

— Virei a porra de um objeto? Não sou seu, nem de ninguém, Elizabeth. Saiba apenas que sou o que eu quero ser e me dou para quem eu quero.

— Não. Você entendeu-me mau. Eu liberto você. Eu disse... nunca machucaria você. É meu amigo.

Eu queria que ele fosse livre. Queria realmente.

Ele não me encarava. Olhava para o chão. Sua respiração era lenta.

— Você é livre. Não é um objeto, ou uma coisa. Seremos amigos. Jamais o tratarei como um escravo ou deixarei que o maltratem aqui nessa prisão. Aliás, você nunca mais entrará nessa prisão novamente. Me deixa cuidar de você, sim?

Cheguei perto dele e me abaixei para ficar a sua altura. Olhei em seus olhos e tentei segurar em sua mão que segurava sua ferida. Já não sangrava mais.

Ele tirou sua mão com agilidade. Ele não queria ser tocado.

— Eu me lembro que segurou minha mão. Não me lembro muito bem do que aconteceu. Mas você foi o primeiro rosto que vi antes de morrer. O primeiro que me ajudou aqui dentro. Você me salvou.

— Você não precisa fazer o mesmo comigo. Somos prisioneiros.

— Somos. Mas eu preciso fazer isso.

— Você é um monstro.

Ele acabou comigo quando o disse. Eu sabia. Eu era mesmo. Eu era um monstro que matava para viver.

— Eu sei.

— Eu sou outro. Tem certeza que consegue lidar com outro monstro?

— Um monstro fazendo companhia ao outro... Que mau teria?

Ele deu de ombros.

— Uma vez, você me perguntou meu nome. Me chame de Lucien.

— Lucien. É um nome que combina com você. Lucien. – Sorri por saber aquele nome. – Vamos terminar de cortar esses cabelos?

Eu tentei mudar de assunto. Ele já estava curado. Não havia mais nenhum machucado.

Ele não sorria. Mas fez sim com sua cabeça, me autorizando a cortar seus grandes cabelos.

Eu o cortei.

Lucien era bonito. Aparentava ter quase 30 anos. Era mais velho do que eu, com certeza. Ele era lindo. Por incrível que pareça, eu não me sentia mau em conversar com ele e vê-lo nu. Ele era um homem gentil. Percebi isso nele. Eu não olhava para seu corpo, por mais que eu ficasse tentada a fazê-lo.

Eu nunca estive com um homem.

Papai era bem rígido com isso. Apesar de minhas escapadas, eu nunca estava realmente preparada para dar o próximo passo.

Então, de certa forma, ficar próxima de Lucien representava um perigo.

— Venha. Vamos sair daqui. Não quero ficar aqui ou deixa-lo ficar neste lugar por mais nenhum segundo.

— As correntes. Eu não consigo sair. Fui enfeitiçado por um dos seus para pensar que não sou capaz de fugir.

Ele sofreu. Tinha a força para ir embora. Mas não podia. Assim como eu.

Então, com a minha força, quebrei aquela corrente e a tirei de seu pé. Percebi que ela não estava realmente trancada. Deus. Eles o fizeram realmente sofrer. Poder ir embora mas nunca conseguir ir deveria ser agonizante.

— Você está livre agora, Lucien.

Olhei para cima encontrando seus olhos. Tentei não encarar seus países baixos. Levantei de forma rápida, talvez meio nervosa. Ele me deixava nervosa.

Lucien chorava. Então, ele me abraçou. O abracei de volta.

— Obrigada, Elizabete. Obrigada.

— Você não precisa agradecer.

Notas finais
Uia! E ai, o que acharam? Pesadão, ein! kkk A T E N Ç Ã O: CAPÍTULO NÃO BETADO. QUALQUER ERRO ORTOGRÁFICO, ME AVISEM.