Notas iniciais
[Notas da SahhChan >>>] Primeiro que tudo, quero agradecer às meninas Nekochibiwalker e ScarletLisbeth por terem comentado o Capítulo anterior. Obrigada, fofinhas, é muito importante saber a vossa opinião e ter a certeza de que estão mesmo a gostar da Fic. É super gratificante para nós :3 Então... Se bem se lembram, o Jellal voltou para casa e prometeu à fofinha da Wendy que tentaria que tudo corresse bem. Mas... Será que isso será mesmo possível? É o que vos deixaremos descobrir neste Capítulo. PS. Aviso que está um pouco grande - e vocês perguntam "A sério, SahhChan???? Grande com mais de 3000 palavras???? Que ideia a tua! O.o'" -, desculpem mas era estritamente necessário que não houvesse um corte a meio dele. Boa leitura o/

Já passava das três e meia da tarde quando consegui, finalmente, sair do supermercado. Tinha falado com o meu chefe sobre ter as últimas duas horas de folga mas, como tinha avisado em cima da hora, não tinha conseguido sequer ligar para casa a avisar a Wendy que só conseguira vinte minutos. Mesmo assim, caminhei quase a correr pelas ruas, esforçando-me por poder aproveitar aquele tempo que havia trabalhado na minha pausa do almoço para compensar.

Estava exausta... Mas nem isso me impedia de acelerar ao máximo o passo, de modo a tentar demorar menos que os quinze minutos habituais a chegar a casa. Ia tão distraída que não dei pela presença de uma cara conhecida, detida no meio do passeio a olhar a janela do meu apartamento, ao atravessar a estrada em direcção à porta.

– Ei... Erza-San?

Parei, olhando em volta, em seguida. Conheceria aquela voz em qualquer lado e a figura do homem bem vestido, parado à minha frente, acabou por me deter os pensamentos.

– A-Agente Loke? – Olhei-o quase com uma expressão que apenas indagava o porquê de ele estar ali. – Precisa... De alguma coisa de mim?

Era natural que ele viesse procurar-me. Tinha sido o Loke a tratar do caso do Jellal e, segundo as minhas fontes mo asseguravam, ele nunca deixara de se preocupar com o assunto. Visto que o Jellal sairia naquele mesmo dia da prisão, era normal que ele quisesse saber se eu tencionaria deixá-lo ficar por ali e tudo mais. Mas havia algo que me assustava ali. A presença dele naquele lugar poderia ser bastante infeliz se ele percebesse que tinha deixado a minha filha sozinha em casa, mesmo que fosse para ir fazer uma coisa tão necessária como trabalhar para lhe pôr comida na mesa. Todo aquele meu esforço durante aqueles anos todos poderia estar seriamente comprometido. Porque raio tinha ele de andar metido com a Assistente Social encarregue do caso da Wendy?

Ele sorriu, parecendo adivinhar o meu receio.

– Não, de todo. – Disse-me apenas com um ar bastante divertido que conseguiu mesmo confundir-me. – Vinha apenas saber se o nosso sobrevivente tinha dado com a casa. Só tive tempo de lhe dar a morada e quando virei costas, ele pura e simplesmente, pegou nos objectos pessoais dele e desapareceu. Quando voltei para lhe dizer que tinha chamado um Táxi e que este ficava por minha conta, já não o encontrei.

Os meus olhos foram-se abrindo à medida que ele falava, devido ao choque. Dirigi a atenção para a janela, vendo as persianas fechadas por completo, apesar dos vidros abertos. A Wendy nunca fecharia apenas uma coisa se estivesse sozinha. Ohh, não. Então ele... Ele já...?

Merda...

Desatei a correr entrando porta adentro, sem nem sequer me despedir do homem. Ao subir o último degrau, ainda o ouvi gritar-me algo do género “Não se preocupe, não direi à Aries que foi trabalhar no feriado!”, coisa que ela poderia bem constatar se fosse a passar naquela rua àquela hora, tal era o volume da voz dele quando o gritou na minha direcção. De qualquer forma... Eu acertaria contas com a namorada dele mais tarde. Agora, estava perante uma crise de nervos muito mais grave.

À medida que subia as escadas, ficava incapaz de acelerar como havia feito de início. Cada passo dado parecia encaminhar-me para a forca, como se sentisse que alguma coisa ali em casa estivesse prestes a desmoronar na minha cabeça mal eu entrasse, sem saber sequer o que seria. Medo, fúria, cansaço, entusiasmo e felicidade misturaram-se entre a minha respiração descontrolada, enquanto eu me esforçava por não desmaiar, tal era o pânico que sentia por ter de entrar por aquela porta. Na melhor das hipóteses, ele tinha adorado a Wendy e eles até estariam a dar-se bem. Ela iria falar-lhe daquela promessa que me tinha feito – eu conhecia bem a filha que tinha para saber que ela seguramente o faria – e ele acabaria por me aceitar de volta e compreender os meus motivos. No entanto, eram as piores hipóteses que pareciam ser-me mais certas de acontecer e não essas primeiras. E as piores hipóteses diziam-me que ele nunca me iria perdoar, que nunca aceitaria qualquer tipo de explicação que eu pudesse dar-lhe para tudo aquilo que lhe fiz.

Tinha medo...

Ouvi a voz dele pela primeira vez mal me aproximei o suficiente da porta. Ele estava ali. Era mesmo ele.

Jellal...

– Hum, mostra-me lá então essas habilidades culinárias. Olha que eu sou exigente com essas coisas, hã?

Ouvi a Wendy rir do outro lado. Um riso feliz, aconchegante. Pela primeira vez em muito tempo, totalmente verdadeiro. Alguma vez eu a tinha ouvido rir daquela forma perto de mim como fazia com ele?

Abri a porta devagarinho, desistindo de tentar manter-me no exterior do apartamento e tomando alguma coragem. Eu tinha de seguir em frente, tinha de, no mínimo, tentar que ele ouvisse o que eu tinha para dizer. E aquele era o momento, o único que em que eu teria a oportunidade de lhe explicar o porquê de muitas das coisas que haviam acontecido. Agora, já não havia volta a dar.

Senti os olhos de ambos postos em mim quando entrei, caminhando devagar em direcção à entrada da cozinha. O sorriso dele desmanchou-se por trás das costas de uma Wendy claramente maravilhada com a sua presença ali em casa, ao olhar para mim.

– Mamã! – Disse logo ela, como se aquela palavra por si só servisse para me cumprimentar e garantir que eu me sentiria bem vinda de volta. – O papá e eu íamos agora lanchar. Agora que chegaste, podemos fazê-lo os três juntos, não é?

Não lhe respondi. Os meus olhos limitavam-se a encará-lo, examinando por momentos a sua expressão, tentando decifrar até que ponto ela poderia deixar-me perceber o quão magoado ele estaria e até que ponto isso haveria mudado as coisas. Vi a Wendy largar-lhe a mão e, ao aperceber-se que nos fixávamos daquela forma, empurrar ao de leve o braço do pai, que se limitou a resistir ao seu gesto. As minhas pernas tremiam, eu desejava avançar mas o medo da rejeição mais que certa foi mais forte que qualquer vontade de abraçá-lo. Ele nunca me iria perdoar.

Desci só os olhos para o chão, sem dizer o que quer que fosse. Percebi o sorriso que antes se estampara no rosto da Wendy – ao certo ao longo de todo o tempo que eles haviam estado juntos até ali – eclipsar-se, antes de o ver pegá-la ao colo. As palavras seguintes soaram calmas mas eu não consegui não temer o porquê de ele as proferir daquela forma.

– Wendy... Achas que podes deixar o pai e a mãe conversarem a sós durante um pouco? – Pediu-lhe, simplesmente. Os olhos calorosos dela encararam-me em seguida. Ao certo tendo notado a minha tristeza, ela limitou-se a puxar o pai pelo pescoço, segredando-lhe algo ao ouvido que não cheguei a perceber o que seria. Depois, sorriu-lhe. E sorriu para mim, após sair do seu colo e desaparecer pela porta da cozinha fora.

Os meus olhos mantinham-se presos no chão. Não era capaz de erguê-los, por mais que me esforçasse, todas as palavras que me tinha preparado tantos anos para poder dizer-lhe estavam-me presas na garganta sem conseguir ser ditas. Como é que era suposto falar-se quando tudo o que se quer é abraçar alguém? Quando apenas se deseja chorar para deixar que essa pessoa veja o quanto sofremos ao longo de todo aquele tempo longe dela? Para que ela note que ainda dói tanto como de início a falta que ela nos faz?

Não me mexi. Não conseguia nem mesmo respirar. Por momentos, fechei os olhos imaginando que o tempo tinha recuado. Que estávamos pela primeira vez naquela casa, planeando com que cores pintar a parede da cozinha ou que molduras pendurar ao pé da janela da sala. Lembrar-me de coisas felizes acabava por conseguir impedir que as minhas lágrimas caíssem. Era a única forma que eu tinha de tentar travar algo que já não aguentava conter mais.

– Porque é que nunca me falaste dela?

A sua voz soou fria. Cortante. Vazia. Severa. Como eu nunca me lembrara de a ter ouvido alguma vez. Talvez pelo choque de notá-la tão dura e ríspida sendo dirigida a mim, não consegui responder-lhe. Não consegui dizer nada. Os meus olhos continuaram fechados e não levantei a cabeça, enquanto tentava recordar mais coisas boas. Porque aquelas lembranças eram a única coisa que havia restado de nós dois.

– Não dizes nada? – Ouvi-o suspirar, como que a tentar manter-se calmo. Conseguia perceber que ele se esforçava por conter os gritos – eu sabia que tudo o que ele mais queria era poder gritar comigo naquele momento –, penso que por saber que a Wendy poderia ouvir-nos a discutir e não querer que ela assistisse a algo do género. – Muito bem. Vou só perguntar mais uma coisa e espero que te dês ao trabalho de responder, desta vez. Só quero saber isto: Quantas vezes foram?

Levantei a cabeça automaticamente, os meus olhos fixando os seus de imediato mal o senti aproximar-se o suficiente para enfrentá-los.

– O... O quê? – Perguntei, confusa.

– Com o Cobra! – Gritou ele, deitando toda aquela máscara de calma por terra. Senti o ar fugir-me dos pulmões quando o encarei, surpresa pelo que ele havia dito. Como é que ele... Sabia? Quem é que lhe tinha contado o que...? – Ou Erik, como prefiras chamar-lhe, não sei como é que tens o hábito de te dirigir a ele quando vocês os dois estão metidos na cama um com o outro!

Não aguentei mais. Todas as coisas que eu me esforçara por manter na cabeça de modo a não me deixar chorar, todas as imagens, todas as palavras, todos os momentos, haviam desaparecido. De súbito, ficámos apenas eu e ele, 7 anos depois, ali parados naquela cozinha como dois seres que se magoavam mutuamente, sem sequer se darem conta que apenas estariam a perder-se a cada palavra mencionada. Não me foi possível aguentar mais as lágrimas perante tal imagem. Sempre me tinha achado forte relativamente a situações do género, suportava bem a dor, não chorava por futilidades ou coisas que costumavam emocionar os seres humanos normais. Mas agora, e ao longo daqueles 7 anos sozinha, eu percebera que a minha armadura se quebrara. E eu já não me sentia como a guerreira que costumava ser aos olhos dos outros, antigamente.

Os gritos dele continuavam a ecoar na minha cabeça.

– Escusas de chorar agora! Já não muda nada. Não muda o facto de eu ter passado 7 anos sem uma merda de uma visita tua. Não muda o facto de me teres escondido durante 7 anos que tinha uma filha. Tu deixaste-me sozinho, Erza, a apodrecer naquele sítio na completa ignorância do que se estava a passar! – Ouvi-o calar-se por instantes, suspirando depois, antes de baixar a voz de novo. – Eu podia ser o maior sacana à face da Terra. Podia ter todos os defeitos, podia ter feito toda a merda neste mundo... Mas tudo o que fiz foi por te amar, Erza. Foi por não querer que as coisas ficassem ainda piores do que já estavam a ficar. Fodasse!

Destapei a cara, devagar. As minhas pernas continuavam a tremer, sentia as lágrimas quentes a correrem-me cara abaixo, tentando secá-las com as mãos que também se mostravam inquietas. O meu peito doía. Como nunca antes. Era isso, não era? Eu tinha conseguido estragar tudo. Mesmo que o tivesse feito pela Wendy, para que não fizessem com ela tudo o que haviam feito com nós dois naquele maldito orfanato. Mesmo que eu tenha feito tudo para o tirar de lá, incluindo humilhar-me ao ponto de me deitar com o Cobra só para que ele o defendesse. Mesmo que eu tivesse lutado pela nossa filha, mesmo que sempre a houvesse convencido de que o pai dela tinha feito tudo por nós. De que nunca magoara ninguém, de que era um bom homem e de que só queria dar-nos um futuro. No final, nunca servira de nada.

– Ao menos fala, Erza... Ao menos, explica-me o porquê. Explica-me por que razão te deste a tanto trabalho se nem sequer te importaste ao início. Se disseste na minha cara que eu merecia e que tinha estragado a tua e a minha vida. Eu perceberia qualquer coisa, qualquer explicação que me desses relativamente à Wendy, mesmo que não o conseguisse aceitar. Só não percebo o porquê de te teres enrolado com ele se tu mesma disseste que não me amavas mais. Foi para quê? Para te rires de mim? Força, fá-lo agora! Faz! Ri-te!

– D-Desculpa... – Foi a única coisa que consegui dizer, embora num fio de voz, quando os meus soluços acalmaram um pouco. Só queria poder explicar. Só queria... Que ele entendesse e me perdoasse, que percebesse que eu o amava. Que nunca deixara de o amar. Que ele era o único que eu tinha alguma vez amado. Que era... O homem da minha vida...

– Não precisas de continuar a chorar, isso não me vai fazer ter pena de ti. – Passou por mim, pegando no casaco e limitando-se apenas a deixar um rasto de dor pregada no meu peito quando virou as costas. – Diz à Wendy que eu lamento não poder cumprir a promessa que lhe fiz.

– TU NÃO SAIS DESTA CASA!

Virei os olhos aos poucos para a porta. A visão com que me deparei destruiu de imediato qualquer espécie de esperança que eu pudesse ainda ter de que, pelo menos, a Wendy, acabasse por não sofrer tanto no meio de tudo aquilo. Agora, ela tinha o pai por perto, poderia vê-lo e estar com ele sempre que assim o desejasse. No entanto, ao longo de toda a sua vida, eu levara o tempo a fazer-lhe promessas, entre as quais se encontravam diversas coisas que eu nunca pensara não conseguir cumprir. A sua expressão de desilusão enquanto encarava o Jellal ia contra tudo o que eu lhe tinha dito acerca dele. Toda a vida, eu construíra para ela uma imagem de um pai herói, um pai que faria tudo por ela quando a conhecesse e de quem ela poderia sempre orgulhar-se, sem ter medo disso. A imagem do pai que eu gostaria de, um dia, ter tido. Mas não era isso que, de todo, ela parecia ver agora nele, enquanto aqueles pontinhos brilhantes lhe inundavam o olhar.

– Foi a única... Coisa que te pedi. A única. – Consegui distinguir-lhe na voz um rancor que eu desconhecia existir. – A única coisa que te pedi foi que não fizesses a minha mãe chorar. Única!

Vi o Jellal baixar a cabeça, sem se defender.

– Tu não és um herói. A mamã sempre me disse que o eras mas... Mas não és. – As lágrimas corriam-lhe cara abaixo sem deixar de encarar o homem que tinha à frente. Até àquele momento, eu sempre soubera o quanto a Wendy era forte. O quanto era inteligente, o quanto se esforçava por ser independente relativamente à sua idade. E eu gostava de ter uma filha assim. Nunca, de facto, me tinha ainda apercebido de que ela ainda fosse... Apenas uma criança. E era isso mesmo que ela era. – Os heróis... Eles não magoam as pessoas que os amam...

– Wendy...

– TU CALA-TE! – Parei automaticamente ao vê-la dirigir-se a mim. Ao que parecia, a raiva dela ainda tinha muito por onde extravasar. – Tu também me enganaste. Também... Também me disseste mentiras atrás de mentiras. Disseste... Que ele faria tudo o que fosse preciso para ver a princesa dele feliz. Só que... Eu não sou a princesa dele. Nem tu a rainha. Já não somos nada, porque... Porque ele não quer ficar do nosso lado aqui, para sempre, como me juraste que ele faria, porque ele não nos perdoa. Um herói, ele... Ele perdoa sempre. Mesmo que esteja magoado. Mesmo que esteja ferido. Ele perdoa... Sempre...

Os soluços dela fizeram-se ouvir apenas, baixinho, à medida que o seu ar de criança indefesa começava a surgir e a sua cabeça se baixava de tristeza. Aos poucos, fui-me aproximando. Queria abraçá-la, queria... Tentar apagar algum do desgosto que ela estava a sentir. Sabia que não conseguiria fazê-lo mas... Queria ao menos... Tentar...

– Não, Wendy. Eu não sou nenhum herói. – O Jellal olhou-a, apenas, também com os olhos baços. A sua voz já se apresentava mais calma, a forma como encarava a filha era mais do que carinhosa, parecia quase... Querer sugar-lhe toda a dor. Quase como se ele procurasse tirar dela todo o sofrimento que ela estava a sentir, não se importando que este se instalasse por completo no seu peito. Encolheu os ombros. –Nunca fui. Pensava que o podia ser. Tentei sê-lo. Mas fi-lo da maneira errada. Tentei fazer tudo ao meu alcance. Mas também da maneira errada. Perdi o pouco que tinha por causa disso. Estive 7 anos na prisão por tentar ser um herói. Por isso, não, não o sou. Desculpa se te magoei. Desde que soube de ti que só queria fazer o que é certo mas parece que, de facto, não sou mesmo bom nisso. Porque estou demasiado magoado pra conseguir perdoar o que quer que seja. E por isso quero ir embora. Já te magoei o suficiente. Deixa me ir...

– A única coisa que sempre sonhei... Foi ter-vos aos dois comigo. Que voltasses e nunca mais fosses embora. Que nunca mais me deixasses sozinha. Era o meu... Único... Sonho... – Limpou as lágrimas, devagarinho, sem nunca parar de soluçar. E os meus pés não se conseguiram deter mais a ir ter com ela. – Deixa-me em paz!

Parei. Por momentos, julguei não ter entendido o porquê de ela estar assim e quis insistir. Mas as mãos dela limitaram-se a empurrar-me e afastar-me de si.

– Wendy...?

– Mentirosa! És uma mentirosa! – Olhei-a em choque, apenas. – Odeio-te. Odeio-vos aos dois. Vocês não... Não prestam...

Baixei a cabeça. Então... Ela odiava-me. Eu já não... Não podia fazer mais nada, ela... Ela odiava-me. Mesmo depois de... Tudo o que... Ela... Odiava-me.

– Não te atrevas a voltar a levantar a voz à tua mãe, Wendy! – Olhei o Jellal quando o vi levantar-lhe a voz. Para que é que ele me estava a defender agora? Ele também me odiava. Também pensava como ela, que eu não era digna de perdão. Que não passava de uma mentirosa e que não prestava, que não valia nada. Então... Porquê? – Nós podemos ter falhado um com o outro. Podemos ter coisas mal resolvidas entre nós relativamente ao que se passou no passado. Mas nunca nenhum de nós te quis magoar. Muito menos a tua mãe, que, pelo que me contaste, sempre fez tudo para que não passasses dificuldades.

– Para que é que te importas? Tu mesmo disseste que ela só queria rir de ti! Que se tinha enrolado com outro homem, não foi? – O meu coração caiu aos pés quando ela o disse. Novamente, me deixei chorar, dessa vez em silêncio. Senti depois os olhos dela cravados na minha direcção. – Não foi? Tu dizias que ele era mau. Dizias-me para não falar com ele se ele viesse cá a casa. Eu pensei que fosse por causa do papá mas... Mas eu... Raios, estou tão confusa! – Agarrou-se à cabeça. Eu conseguia ver as suas mãos tremerem, tal era a crise de nervos que ela tinha em cima.

«A minha cabeça está confusa. Vocês... A culpa é vossa. Eu só queria que nenhum de vocês dois se magoasse, que chorasse mais. Eu... Só... S-Só... Os... Os adultos... Vocês... Porque é que...?

Notas finais
[Notas da NanamiUchiha >>>] Então, agora eu chego e digo assim... "Ohh Sahh... Chega aqui, vamos aqui combinar uma coisa :puxando para um cantinho: Eu já te disse que... AMEI ESTE CAPÍTULO?!?!? Pronto, agora já disse :P" Não há nada como uma criança para abrir os olhos dos adultos mas a coitada da Wendy, por si só, também está tão confusa... Ela e a Erza numa pilha de nervos, o Jellal com a sua já conhecida teimosia... Será que as coisas se conseguirão resolver? Fiquem atentos ao próximo Capítulo para descobrirem ^-^ Leiam, comentem, partilhem o/ And we will see you in the next chapter, guys! ^-^