Notas iniciais
[Notas da NanamiUchiha >>>] Estamos de volta, gente!! Etto… Pois… Pedimos desculpa pela demora a postar este Capítulo, mas tem sido difícil para nós escrever. A Sahh anda à procura de emprego, eu estou prestes a entrar para o último semestre da faculdade, já em estágio profissional… Enfim, espero que percebam. Vai ser ainda mais difícil a partir de agora, mas haveremos sempre de trazer mais Capítulos, pelo menos até ao fim da jornada que tem sido esta Fic ^-^. Bem, em segundo lugar, quero agradecer às meninas que favoritaram esta história, Cherrybiapie e Titania :) Ainda bem que estão a gostar ao ponto de favoritarem :). Quero também agradecer às pessoas que comentaram o tão polémico Capítulo anterior, Sarah Darth Vader, Nekochibiwalker, ScarletLisbeth, Cherrybiapie o/ Como sempre os vossos comentários dão-nos sempre força para escrever mais. E agora, o Capítulo de hoje!! Aviso que está um pouco (pouco?!) violento, com algumas palavrinhas feias, mas… Bem coitado, toda a gente faria o mesmo que o Jellal se apanhassem assim alguém a magoar a pessoa que vocês mais amam. Vamos é a ver se a reacção dele não dá sarilho… Aqui fica para vocês lerem o/ Espero que gostem e que encontrem a Sahh nas notas finais ;)

– Onde queres ir agora, Wendy? Queres um gelado? – Perguntei, enquanto sentia o meu ombro ser sacolejado pelos pequenos saltos que ela ia dando, agarrada à minha mão. Ela tinha ficado deliciada por a ter ido buscar à escola e, apesar de já estarmos perto da hora do jantar, eu não conseguia evitar dar-lhe um doce para compensar o sorriso que ela sempre tinha no rosto ao ver-me.

– Quero!!

– Mas não digas à Dona Erza, – Disse pegando nela ao colo. – Que ela depois começa “Só lhe dás doces, por isso é que ela não come o jantar”.

– Ahah, “Dona Erza”, assim parece que a mamã já é velhota.

– Ela resmunga como uma às vezes, não achas? – Ri-me com ela quando a Wendy acenou, muito envergonhada, tapando depois o rosto com as mãos com receio que a mãe a visse a rir-se dela. – Mas vamos lá comprar esse gelado então. Compramos o maior que houver. E tem de ser de leite, sim mocinha? Pelo menos o leite alimenta e a tua mãe não reclama tanto.

– O maior que houver? A sério??

– Claro. – Tirei a carteira do bolso a fim de contar as poucas moedas que tinha e mostrei-lhe. Assim ela praticava um raciocínio rápido de matemática, enquanto eu me tentava acostumar ao quanto o preço das coisas tinham aumentado. – Achas que isto dá?

– Hmmmmmm… Não… Falta dinheiro, temos de ir a casa buscar o resto. – Ela olhou para mim, com as bochechinhas a inchar. – Tens de começar a fixar preços, papá, a vida anda cara!

– Pareces tão a tua mãe quando fazes essa cara, caramba. – Beijei-a no rosto, pousando-a novamente no chão. – Fazemos assim então; Vamos a casa, jantamos e depois vimos com a mãe aos gelados. Que me dizes?

– Siiim! Ela assim vem comer com a gente, um daqueles grandes de morango que ela gosta. – Senti ela apoderar-se da minha mão e a puxar-me em relação ao apartamento, com uma força que eu desconhecia que ela tivesse. De facto… Ela só podia ser mesmo filha da Erza. – Anda papá, anda, vamos fazer uma surpresa à mamã!

– Vai devagarinho, Wendy…

– Ahh, anda lá. Seu lento…!

Se fosse noutro dia tinha reparado nos sinais mais cedo. Sinais que diziam que, claramente, algo não estava bem. O facto de haver um carro demasiado topo de gama para as posses dos condóminos daquele prédio. O facto de haver um carro da polícia há esquina, com o vidro meio aberto. O facto de o porteiro ter estremecido com a nossa passagem, tendo ainda feito uma vã tentativa de distrair a Wendy. Mas nada disso me chamou a atenção. Só reparei quando chegamos ao nosso andar.

A porta de casa estava aberta. A Erza nunca a deixava aberta muito menos escancarada como estava, ela sabia bem o tipo de bairro em que vivíamos. Uma voz de homem ouvia-se dentro de casa, juntamente com as respostas abafadas que ela lhe tentava dar, antes de ele a interromper, elevando cada vez mais a voz. O tom era-me demasiado conhecido…

– Vamos comer gelado, vamos comer gela…

– Wendy, amor… Fica aqui, sim? Não faças barulho, está bem? – Encostei-a devagarinho à parede, o mais próximo possível do vão da escada. – Se ouvires alguma coisa que não te soe bem, vais lá para baixo e pedes ao porteiro para chamar a polícia, sim?

– Mas que se passa papá?

– Faz só isso por mim, sim linda? Vai correr tudo bem. – Beijei-a no rosto, antes de me aproximar de novo da porta, tentando fazer o mínimo de barulho possível. O que me valia era que sete anos de prisão me tinham ensinado a reduzir a minha presença o máximo possível.

Passei pela ombreira da porta sem um único ruído, varrendo a divisão com os olhos e procurando a origem das vozes. Bem me parecia, minha linda. Agora... Trata de me fazer um serviço bem feito. Isto, se queres garantir que ele continua de boa saúde. O sofá… Ele tinha-a prendido contra o sofá, sobrepondo o corpo ao dela, prendendo-lhe as mãos com as dele. Mas era com ameaças que ele a dominava, pois ela nem sequer se debatia por debaixo dele, embora o choro fosse audível e cada soluço me fizesse praticamente explodir a cabeça.

– És minha, ruiva. Vou foder-te tanto que nem te vais conseguir sentar depois. –O facto de ele dizer aquilo da maneira que disse... Senti de imediato o sangue a ferver ainda mais, levando-lhe as mãos à parte de trás do pescoço, falando-lhe ao ouvido com raiva:

– A sério que vais? Fala-me disso, Cobra! – Não sei bem ao certo como fiz aquilo. Talvez um pulso de adrenalina… O facto é que tão depressa o tinha nas minhas mãos como o vi ir contra a parede, de cabeça, ficando depois a contorcer-se no chão. Ouvi a Erza sentar-se de novo no sofá, o roçar leve do tecido que ela trazia vestido, na ânsia de se conseguir tapar o mais possível. – Tu já me andas a escapar ao tempo, meu filho da puta! – Gritei, assim que me acerquei dele, pontapeando-lhe o corpo com violência, descarregando tudo o que tinha acumulado durante todos aqueles anos. Sentia o corpo dele explodir e quebrar a cada movimento que eu fazia, quer com as pernas quer com as mãos. Os meus punhos ardiam a cada contacto com aquela cabeça dele. E só não piorava mais a situação porque ele se tinha encolhido todo, como o miserável que era.

– Jellal, pára! Eu trato do assunto agora, mas se avançares mais não vai haver mais volta...

Virei-me ao escutar aquela voz. Loke? Que estava ele a fazer aqui? Ele não poderia ter chegado assim tão rápido, mesmo que a Wendy tivesse dado o alerta. E porque estava ele com a arma apontada para mim? Eu não estava a fazer nada. Estava somente a defender a minha casa e a minha família, tudo coisas que aquele ser rastejante me tinha tirado!

– Dá-me só mais cinco minutos com ele e prometo que te entrego o que sobrar, Loke.

– Jellal... Se não parares, eu vou ter de te algemar e chamar mais uma unidade para te levar! Isso é algo que não queres, ou estou enganado? Afasta-te do Erik. Agora! – As palavras dele soavam-me tão ocas ao ouvido que não eram suficientes para me parar. Não quando o ruído dos ossos a estalar me era tão mais convidativo. Porém, um outro clique se sobrepôs ao das fracturas. A sério que ele tinha destravado a arma?!? –Jellal, JÁ!!

A cabeça dele ainda levou um último biqueiro meu, antes de me afastar com os braços no ar, como se não tivesse feito absolutamente nada. A raiva diminuiu aos poucos, permitindo-me conseguir ver em meu redor novamente. Consegui ver o Loke a aproximar-se, ainda de arma em riste para mim e a tirar um par de algemas. Conseguia também ver, ainda no mesmo canto do sofá, sem se conseguir aparentemente mexer, a Erza abraçada ao próprio corpo, tremendo por todos os lados. Penso que ela nunca me tinha visto a rebentar assim. Na verdade… Agora que ponderava, eu nunca tinha rebentado assim.

– Algema-o. – Disse o Loke, atirando as algemas para mim. – Toca-lhe o menos possível, mas algema-o. – Abaixei-me de novo ao nível da besta, torcendo-lhe os braços o mais possível, o que causou mais uma onde de queixumes. – Eu estou a ver-te, Jellal…

– Pronto, pronto…

– Óptimo… Agora vira-te. – Ele tinha… Tirado outro par de algemas… Porquê?

– Loke… Loke, eu não fiz nada, tu percebeste tão bem como eu o que ele estava a fazer...!

– Vira-te, Jellal, é a última vez que o peço!

– Não! – A voz da Erza surgiu, ainda trémula, ainda a tentar tapar-se ao máximo para cobrir o orgulho e a dignidade perdidas. O corpo ainda tremia, os soluços ainda lho sacolejavam com violência, mas os olhos estavam furiosamente fixos no agente policial à sua frente. – Não... Não por favor... Não de novo. Ele não fez nada!

– Lamento Erza, mas tem de ser... Tenho de o levar, pelo menos para levantar o auto daqui... Pára de mostrar os dentes Erik, se não sou eu quem tos acaba de partir. – Disse ele, reparando exactamente no mesmo que eu. No olhar maníaco que aquele dejecto me mandava, sorrindo com todos os dentes que eu lhe tinha deixado, com a perspectiva de me ver de novo atrás das grades.

– Eu posso ir como testemunha, não preciso de ir algemado! Por favor em frente à minha filha não, Loke! – Implorei-lhe, ao ver os cabelos da menina a espreitarem, timidamente, pela porta principal. Ouvia a voz do porteiro lá fora, dizendo para ela ter calma e que ia terminar tudo bem.

– Achas mesmo que te vais livrar depois de me teres feito o que acabaste de fazer? Vais apodrecer naquela cela imunda, meu cabrão! Eu bem disse à tua puta que não ia descansar enquanto não te pusesse lá dentro de novo. Agora só me deste um motivo sólido para…! – O violento pontapé que lhe mandei na boca virou-lhe a mesma para o outro lado, expelindo mais sangue e pelo menos mais dois dentes, calando-o na mesma hora.

– Eu posso apodrecer naquela cela, mas tu vais apodrecer debaixo do chão se eu te ponho as mãos em cima de novo, filho da puta!

– Pará Jellal, caramba! Eu não quero fazer isto! Não puxes por mim! – Gritou igualmente o Loke, voltando a apontar-me a arma para me conseguir afastar do Cobra de novo.

– Mamã? Mamã…? – Uma voz sobressaiu no meio de toda aquela confusão. A Wendy tinha conseguido entrar em casa, refugiando-se (ou tentando) nos braços da mãe, que havia-se encurvado sobre ela mesma, espremendo com força a cabeça entre as mãos, arrepanhando os cabelos com as mesmas. Mandei, de novo, uma sapatada na perna daquele monte de esterco, ignorando a cara que o Loke me fez, antes de ir ter com elas. Ajoelhei-me em frente à Erza, passando-lhe as mãos pela cabeça.

– Erza… Vem cá amor. Olha para mim… Já acabou.

– Isto está longe de ter acabado!

– Cála-te Erik, e escusas de estar a mostrar os dentes. Tu vais dentro por uns bons tempos.

– Foi ele que me agrediu! – Retorquiu ele, tentando manter-se no chão apesar de o Loke o puxar com toda a força para cima, procurando endireitá-lo para o levar dali.

– Eu sei bem o que aconteceu. Ando a seguir-te há anos, há espera desta oportunidade. Para aquilo que eu me importo... Até posso dizer que o Jellal nem teve aqui, que a Erza defendeu-se sozinha porque, acredita, ela é bem capaz disso se não a estiveres a ameaçar como o covarde que és. Estás a perceber-me?

– E eu e a mamã dizemos o mesmo! – Disse corajosamente a Wendy, que havia fixado o seu olhar nele, parecendo mais exaltada que qualquer um naquela divisão. O olhar que ela portava dizia claramente que, não importavam quantos anos passassem ou o que acontecesse no entretanto… Ela nunca iria esquecer o que ele tinha feito, e nunca o iria perdoar. A Erza não confirmou nem desmentiu a filha. Continuava agarrada ao corpinho pequenino dela, apoiando a cabeça no meu ombro, tremendo por todos os cantos. Beijei-a carinhosamente na testa, tentando transmitir-lhe algum conforto.

– Mete-te de novo com ela que eu conto-te uma história engraçada. – Os meus ouvidos apuraram de novo quando ouvi as palavras no Loke, enquanto este arrastava o Cobra para a saída. Como o porco que ele era, tentou fazer-se de inocente.

– Não faço ideia do que está a falar, agente.

– Estou a falar de estares a olhar para a Wendy. Eu estou a ver-te! Andôr, à minha frente!

– ELE ESTAVA O QUÊ? – Berrei indo mesmo para me levantar de novo, mas só o virar da arma na minha direcção me parou.

– Eu nem estava a olhar para a miúda. Ela é que estava a mirar-me. Ou vai dizer que ela estava a fazê-lo porque é igual à mãe e só me queria saltar para cima?

– És um monstro! És nojento! – Ouvi a Wendy gritar, enquanto sentia os puxões que a Erza me dava para me impedir de avançar de novo sobre ele.

– Olha-a só mais uma vez e eu juro que te mato, meu grande filho da puta!!

– Jellal, não digas nada agora, para teu próprio bem!!

– Mas ele estava a…

– Não “estava a” nada. Eu tenho tudo controlado, Jellal. Sei que para ti é difícil mas… Confia em mim e no resto da polícia. Eu não o vou deixar escapar desta vez.

– Se vocês o soltam eu não respondo por mim, Loke.

– Pois não. Mas espero que respondas, pelo menos, perante a tua filha. Tens a ela para cuidar, Jellal. Não cometas de novo o mesmo erro. – Vi-o suspirar, guardando de novo a arma no coldre. – Vocês têm de vir também. Eu já chamo um carro para vos levar. Erza… – O tom dele tornou-se menos duro, há medida que ele entrava de novo na nossa sala, ajoelhando-se à frente dela para a conseguir olhar nos olhos. – Peço imensa desculpa, mas vais ter de vir e vamos ter de te fazer exames. O teu corpo constitui provas… Mas prometo que é só fazeres o exame de corpo de delito e eu assentar a minha versão e a do Jellal, e vocês voltam para casa, sim?

Senti ela acenar, timidamente, procurando o meu braço para se apoiar e levantar.

– Por favor, toquem-lhe o menos possível nesta altura… – Pediu o Loke de novo, marchando depois à nossa frente, retirando o Cobra das mãos do agente que tinha ficado responsável por ele durante aquele tempo. – Vamos lá despachar esta encomenda!

Perdi apenas um minuto a procurar a carteira da Erza para levar todas as nossas identificações, esbarrando depois no corpinho da Wendy, que me fitava com o lábio inferior a tremer.

– Papá? – Chamou ela baixinho, estendendo os braços para mim. De imediato a acolhi no meu colo, beijando-a no rosto.

– Diz bebé? A gente já volta. Vamos só prender aquele porco e voltamos... Não tenhas medo, não? – Ela acenou muito, limpando os olhos, mantendo a mão na da mãe.

– Vai acabar, não vai? Ele não vai mais voltar, pois não? – Perguntou ela depois, fitando-me como se aquela pergunta lhe fosse essencial para aguentar o resto do dia. Passei-lhe a mão pelos cabelos, beijando-a no rosto de novo, fazendo depois o mesmo com a Erza.

– Não, não vai, amor. Agora vamos ser só nós.

Notas finais
[Notas da SahhChan >>>] Então... Que é que acham que será suposto eu dizer... Bem, eu acho que este Capítulo está perfeito! Divinal, excelente, aliás todos esses adjectivos são dizer pouco acerca da magnitude do que aqui está porque pronto neeehh :P Enfim, mas vou deixar-vos julgar por vós próprias/as... E aí? O que acham? Merecemos comentários? Favoritos? Recomendações? kkk' Nós agradecíamos, acreditem, todos esses itens fazem o nosso dia, a cada vez que escrevemos algo e postamos aqui ^-^ Que acham que acontecerá, a partir de agora? Será que vão mesmo conseguir pôr o Cobra atrás das grades? E o Jellal e a Erza? E a Wendy, que teve a infelicidade de, pobrezinha, assistir a tudo aquilo? Acho que este acontecimento nos dará pano para mangas para mais alguns Capítulos, não vos parece? kkk' Até ao próximo Capítulo, pessoal !! ^-^ o///