Love And Rock N Roll

34 CAP. 34/02 – MEU CORAÇÃO SENTE SUA FALTA


Notas iniciais
Oi gente,
Segue mais um capítulo..
Betado por Kiki Cullen... Te amodoro♥♥
Boa leitura!!
PS Quem não escutar a música vai "boiar" no capítulo...rs
http://www.vagalume.com.br/avril-lavigne/when-youre-gone-traducao-2.html

CAP. 34/02 – MEU CORAÇÃO SENTE SUA FALTA


Bella-POV


*Um ano depois*


"... é que Deus fez a cabeça em cima do coração, pra que o sentimento, nunca ultrapasse a razão..."


Eram as gentis palavras de Jasper escritas no cartão que havia chegado com as flores essa manhã, dia do meu aniversário. Mas que para mim era apenas mais um dia como todos os outros... mais um dia longe de Edward.


Meu coração e minha alma não aguentavam mais tanta saudade.


Muitas coisas haviam ocorrido durante esse tempo... esse longo tempo. Meu tratamento com Emily, segundo ela, estava evoluindo de forma satisfatória. Eu estava aceitando e compreendendo as sevícias da minha infância e adolescência, compreendendo as atitudes de Charlie.... mas nem sempre tinha sido fácil.


Existiram dias em que eu me fechei. , calei, gritei, senti ódio e até desejei a morte de meu pai. Houve outros, que eu queria ligar para a casa dos Cullens e gritar com Rosalie por destruir minha vida, com Alice por ser conivente, com Esme por se obtusa e com Carlisle por ser um fraco. Em uma das minhas crises histéricas eu gritei com Jasper por tentar me tranquilizar quando o que eu mais queria era chorar até morrer, eu magoei Emmett por acusá-lo de não cuidar de mim quando pequena.


Injustiça das injustiças.


Eram momentos de explosão; eu me sentia como se um turbilhão de emoções se rebelassem dentro de mim, exigindo por liberdade. Sentimentos e sensações guardados por tanto tempo, que se recusavam a se calar novamente, minutos, segundos de clamor que se cessavam apenas com o pensamento naquele que era o maior incentivo de continuar lutando... Edward.


Minha ira nunca era dirigida contra ele.


Entre as sessões de terapia muitas foram ás tentativas de Emily para que eu reagisse negativamente pelo menos uma vez contra sua pessoa ou nosso relacionamento, mas todas elas foram infrutíferas. Eu nunca conseguia gerar um pensamento negativo contra ao amor que eu sentia. Era como se o simples fato de mencionar esse sentimento, ou seu nome, meu coração e minha mente criassem algum tipo de bloqueio automático. Nada e nem ninguém conseguia de mim uma reação nula em relação a esse assunto. Nem mesmo Emmett que agiu mais empenhado nisso do que a própria Emily em diversas ocasiões.


Nosso relacionamento estava fragilizado. Eu amava Emmett com a minha própria vida; e era triste admitir que, meu irmão havia se tornado uma pessoa amarga muito diferente do cara atencioso e apaixonado pela vida que me fazia sorrir em todos os momentos. Hoje eu não chorava mais por Charlie, eu chorava por Emmett. De saudade dos nossos momentos do passado. Diferentemente do que as pessoas podiam pensar dele, quando o conheciam, ele não me tratava mal ou com indiferença. Na intimidade de nosso apartamento Emmett continuava a ser o mesmo irmão carinhoso, mas na universidade com outras pessoas ao meu redor ele ainda agia como o irmão preocupado, zeloso, ciumento e bastava que ele escutasse alguma referência ao sobrenome Cullen, que não importava onde estivesse, o novo Emmett que tinha a face transformada pela raiva, surgia com força total.


E isso me consumia, aterrorizava.


Eu não sabia mais como mudar isso, ou se eu tinha capacidade de alterar esse quadro. Nem mesmo Jasper estava com ânimo, já que suas tentativas anteriores resultaram em bate-boca acalorados e frustrantes. Nós estávamos simplesmente seguindo as orientações da psicóloga, que alertou que assim como Jasper, que também passou a fazer suas consultas individuais com ela, Emmett em algum momento enfrentaria a realidade de suas ações, e a partir daí começaria buscar auxílio profissional. Segundo a mesma, Emmett ainda estava na fase da negação, suas respostas curtas e de frases feitas em nossas consultas em grupo, que aconteciam duas vezes por mês, deixavam isso bem claro ... “Não sou eu que preciso de ajuda”.. “ Não sou eu que ainda sinto falta de um amor mentiroso”. Eram as acusações dirigidas a mim e a Jasper, quando assumíamos nossa saudade, mas que sabíamos que era na verdade, uma maneira dolorosa e pusilânime que ele havia encontrado para manifestar seu rancor e sua mágoa contra Rosalie.


Emmett precisava encontrar dentro de si o perdão, e isso era uma longa caminhada, e eu entendia como ninguém sua relutância. Perdoar Charlie já estava sendo um aprendizado doloroso, e ele apenas não sabia como lidar com isso.


– Bells? – chamou Emmett, entrando em meu quarto – parabéns minha pequena! – ele cumprimentou-me sorrindo, mostrando aquelas covinhas que há tempos andavam escondidas – espero que goste, é hum... simples .. mas é de coração – disse sem graça, me entregando um pacote que ao abrir carregava um lindo caderno com capa de couro, muito parecido com o de nossa mãe.


– É lindo Emmett! – sorri com os olhos marejados – é como o da mamãe! – comentei, notando também seus olhos lacrimejarem. Como era esperado, Emmett não havia recebido muito bem a notícia de que Charlie tinha escondido tantas memórias importantes de Renee.


– Eu pensei.... que você poderia compor suas músicas nesse caderno assim como ela – apontou ainda relutante. Era sempre assim entre nós dois ultimamente, existia um bloqueio invisível que nos impedia de se reaproximar, e eu estava mais do que disposta a acabar com isso de uma vez por todas e fazer com que voltássemos a ser como antes, mesmo que nossas visões sobre tudo fossem divergentes.


Eu queria voltar para Forks e para Edward, ele queria distância de qualquer coisa que lembrasse os Cullens, e no meio disso tudo, existia nosso amor de irmãos e teríamos que aprender a lidar as diferenças.


– Eu te amo Emmett... adorei o presente ..Obrigado! – sorri, pulando em seu colo como antigamente, notando sua reação de surpresa.


– Eu também te amo maninha – respondeu com a voz embargada, relaxando os braços ao meu redor — desculpe por meu humor nos últimos tempos, eu prometo que vou melhorar okay? – sussurrou em meu cabelo.


– Eu sei que você vai, eu confio em você! – sussurrei de volta, beijando sua bochecha, e saindo do seu colo – Você quer escutar a música que estou terminando? Acho que vai ficar muito boa na apresentação dessa noite – perguntei empolgada me dirigindo ao grande piano que estava em nossa sala, junto aos demais instrumentos que estavam transformando nosso pequeno apartamento em um estúdio.


– Claro que eu quero! Jasper ajudou você com os arranjos? – perguntou animado me seguindo, fazendo-me sentir bem com sua postura relaxada. Esse era o único momento que qualquer um de nós três esquecíamos os problemas de nos cercavam. A música definitivamente era nossa linguagem e era muitas vezes através dela que nos aproximávamos após algum momento de angustia.


– Não.. eu mesma criei ... – respondi com orgulho, sentando-me no banquinho, já dedilhando os primeiros acordes – Ela se chama When You're Gone” – expliquei começando a cantar, e eu tinha certeza que pela letra ele já identificaria que era para Edward.



Todas as minhas canções eram para ele, para os Cullen´s ou nossa estória. Eles eram minhas fontes de inspiração e ele teria que aceitar isso.


♫ Quando você vai embora ♫

Eu sempre precisei ficar um pouco sozinha
Eu nunca pensei que eu precisaria de você quando chorasse
E os dias parecem anos quando eu estou sozinha
E a cama aonde você dorme
Está arrumada do seu lado

Quando você vai embora eu conto os passos que você dá
Você percebe o quanto eu preciso de você agora?

Quando você vai embora
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
Quando você vai embora
O rosto que eu conheci também me faz falta
Quando você vai embora
As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia
E fazer tudo ficar bem...
Eu sinto sua falta

Eu nunca me senti assim antes
Tudo o que faço
Me lembra você
E as roupas que você deixou estão jogadas no chão
E elas tem o seu cheiro
Eu adoro as coisas que você faz

Quando você vai embora eu conto os passos que você dá
Você percebe o quanto eu preciso de você agora?

Quando você vai embora
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
Quando você vai embora
O rosto que eu conheci também me faz falta
Quando você vai embora
As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia
E fazer tudo ficar bem...
Eu sinto sua falta

Nós fomos feitos um para o outro
Para ficarmos juntos para sempre
Eu sei que fomos
Ohhhhh
Eu só quero que você saiba
Tudo o que eu faço me entrego de corpo e alma
Até perco a respiração
Eu preciso saber que você está aqui comigo
yeah

Quando você vai embora
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
Quando você vai embora
O rosto que eu conheci também me faz falta
Quando você vai embora
As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia
E fazer tudo ficar bem...
Eu sinto a sua falta


– Isso está lindo Bells! – comentou Emmett emocionado – você está incrível no piano, e apesar de ter certeza do significado oculto nessa letra, eu não acho que poderia ficar melhor, tenho certeza que vai ganhar o concurso musical – elogiou, se referindo ao evento que aconteceria essa noite, promovido todos os anos pela The Juilliard School, que devido ao grande sucesso, era patrocinado por grandes gravadoras em busca de novos talentos.


– Sabe que não almejo isso Emmett – disse sinceramente, dedilhando algumas notas – eu canto porque amo, e isso faz parte de momentos inesquecíveis de minha vida, antes de ver o que continha no baú da mamãe, eu nem sabia realmente se eu queria continuar.. mas depois... era como se descobrir tudo aquilo, as canções, as fotos, as partituras fossem uma maneira que ela tinha encontrado de conversar comigo e me guiar sabe – suspirei – hoje eu sei que ela me amou, e que ficaria muito feliz que eu seguisse seus sonhos com minhas próprias pernas – continuei com a voz embargada – eu sei que você odeia que eu toque no nome de Edward – disse, notando seu corpo enrijecer – mas o que sinto por ele é minha maior fonte de inspiração. Hoje estamos separados, mas eu sei... eu sinto que esse é o caminho que tenho que trilhar para nos unir novamente, é o caminho que vai me guiar até ele.


Sua reação foi tão brusca após o término de meu desabafo, que me pegou de surpresa.


– Então eu espero que suas pernas travem nessa caminhada! — disse bruscamente, saindo da sala.


– EMMETT! – gritei, tentando chamar sua atenção, perplexa com suas palavras – EMMETT! – chamei mais uma vez, escutando a porta bater com força! – Droga!! – xinguei fechando a tampa do piando com um estrondo.


– Hey!.. o que houve? Saí do banho com você cantando e tocando lindamente, e depois a próxima coisa que escuto é você gritando e querendo destruir o piano? – perguntou Jasper andando preocupado em minha direção – o que Emmett fez dessa vez?


– A mesma coisa de sempre – bufei passando as mãos por meus cabelos, uma mania que tinha adquirido muito recentemente e que me lembrava do meu amor – estava tudo bem até eu tocar no nome de Edward. .


– Você sabe que ele age dessa maneira, como Emily disse, tente evitar um pouco falar sobre Edward em sua frente – lembrou carinhosamente – pelo menos por enquanto.


– Isso é uma droga Jazz! Eu amo Edward, estou morrendo de saudades dele, minha vontade é de largar tudo aqui e correr de volta para Forks e se eu soubesse que isso não iria influenciar no meu tratamento e no dele eu já teria tomado essa atitude á muito tempo – revelei, lembrando-me da única visita escondida que tivemos com Carlisle alguns meses atrás.


Após muita insistência e movido por minhas ameaças, após eu descobrir através da secretária da universidade que era Carlisle que financiava nossos estudos e consequentemente nossa moradia, Jasper marcou um encontro com ele em um PUB no centro da cidade, e eu ainda me lembrava de todo o conteúdo de nossa conversa e nosso reencontro.


Flashback ON


– Bells se acalma! Carlisle já vai chegar! Você tem certeza que está bem para ter esse encontro? – pediu Jasper preocupado, notando minha aflição.


– Eu estou bem Jazz, conversei com Emily essa manhã, e ela disse que se alguma coisa acontecesse, eu poderia ligar que ela viria imediatamente ao nosso encontro – expliquei, notando seus olhos se arregalarem – Não se preocupe! Ela não vai contar para Emmett... é tipo aquele lance de confidencialidade entre médico e paciente – completei dando de ombros. Nós dois sabíamos que nosso irmão iria pirar se soubesse a verdade, principalmente com ele.


– Não estou preocupado, só não o quero fungando no meu pescoço como um touro bravo – tentou brincar. Mas eu sabia que ele estava tão nervoso quanto eu, ansioso por noticias de Alice, mesmo que não tivesse tocado em seu nome – Ele chegou! – avisou, acenando em direção á porta onde estava parada a figura envelhecida de Carlisle Cullen.


Ele ainda continuava lindo, mas muito diferente da postura altiva que sempre admirei na infância.


– Bella... Jasper – cumprimentou com a voz emocionada.


– Tio Carl... – sussurrei já com os olhos banhados pelas lágrimas de saudade, jogando-me em seus braços.


– Ohh... querida.... shhh... está tudo bem... está tudo bem... – me acalantava, acariciando meu cabelo, enquanto eu soluçava.


– Me perdoe... – chorei em seus braços... pedindo desculpas por tudo o que tinha ocorrido em Forks e mesmo que fosse incoerente, eu sentia necessidade disso.


– Não precisa se desculpar meu bem... já passou, tudo vai ficar bem...


– Obrigado por vir.. – agradeci, me soltando um pouco e limpando meus olhos com a manga da blusa, notando Jasper o abraçar com a mesma intensidade. Carlisle era a pessoa que tínhamos de referencia como Pai e isso nunca iria mudar.


– Como vai meu filho? – perguntou também disfarçando suas próprias lagrimas, dando tapinhas nas costas de Jasper que também limpava os próprios olhos.


Todos nós estávamos emocionados com esse momento.


– Eu vou bem tio.. estamos ficando bem agora – respondeu Jazz sorrindo um pouco – Vamos nos sentar? – ofereceu puxando a cadeira.


Cinco horas depois nos despedíamos; Ele com um sorriso nos lábios e eu com esperança.


Edward.. meu amor, meu amigo.. estava em tratamento; exatamente como eu tanto havia pedido em minhas orações. Eu soube que assim como eu, ele teve seu momento de queda e apesar de Carlisle medir suas palavras em cada momento que narrou tudo o que aconteceu em Forks após a nossa saída, eu sabia dentro de mim, que tinha sido muito pior do que ele contava. Eu sentia que Edward tinha sofrido tanto ou mais do que eu, e, o mesmo tempo que me sentia culpada por não estar ao seu lado, eu sabia que tinha sido melhora assim. Edward nunca iria procurar ajuda para seu vicio comigo ao seu lado, porque ele simplesmente não se via doente. Eu não iria ajudar, e sim confundir as coisas, exatamente como Emily me dizia que aconteceria comido se estivéssemos juntos; E hoje eu entendia perfeitamente com clareza isso, mesmo que dor da separação consumisse um pedaço de mim á cada dia.


“Estarmos separados, para estar eternamente juntos”; esse era meu mantra.


Ele nos contou que Edward estava indo muito bem no tratamento, e que por decisão própria insistiu em se manter internado, que o local era muito bom e que ele estava cercado por pessoas competentes que o tratavam como um filho, e estava realizando um trabalho voluntário digno de orgulho; Noticias essas que somente aumentavam o sorriso em meu rosto e o calor em meu peito, amenizando a dor da saudade, dando espaço para o desejo de um futuro promissor, alimentando o sonho e a certeza de que estaríamos juntos novamente. Jasper ficou feliz quando soube que Alice estava na universidade cursando moda, e que suas criações estavam ultrapassando as fronteiras da cidade, já que uma grande confecção em Nova York estava disposta a trabalhar com seus desenhos. Informou que seu casamento com Esme, após o ocorrido, ainda não estava nos eixos, que ainda permanecia fora de casa, mas que não tinha perdido a esperança de encontrar na mulher com quem se casou aquela por quem se apaixonou e construiu uma família, e que era homem o suficiente para admitir que os erros também eram seus.


Mas as revelações da tarde ficaram por conta das notícias truncadas sobre Rosalie. A verdade era que tanto eu quanto Jazz, sentíamos que ele manteve certa relutância em revelar muita coisa, para além do fato de que ela tinha se mudado da mansão dos Cullens e hoje morava sozinha e cuidava de um pequeno negócio, que por si só já era uma novidade. Rosalie Cullen trabalhando poderia ser considerado um milagre.


Nós nos despedimos com mais uma onda de lágrimas e com promessas de que, pelo menos uma vez por mês entraríamos em contato e após um abraço caloroso e palavras de afeto, Carlisle seguiu para o aeroporto e eu e Jazz para o consultório de Emily.


Minhas emoções estavam por todo o lado, e eu precisava de orientação.


Flashback OFF



– Eu sei que você está com saudades princesa, mas você sabe como Emmett está, vamos dar tempo ao tempo e quando menos esperarmos nós vamos ter o velho ursão de volta – tentou me confortar.


– Eu espero que não demore muito Jazz, porque no momento que eu decidir que é a hora de eu voltar para os braços de Edward, ninguém vai me impedir muito menos essa raiva descabida de Emmett. E posso te garantir que esse momento não está muito longe de acontecer – alertei sabendo que meus dias longe dele, estavam por terminar.


– E eu vou estar ao seu lado – avisou Jasper – você sabe disso!


– Eu sei Jazz.. – suspirei levantando-me e acariciando seu cabelo – Eu vou dar uma volta, vou até a Starbucks me distrair um pouco para hoje á noite okay? – avisei pegando minha bolsa.


– Quer que eu vá com você? – perguntou sério.


– Eu estou bem.. eu prometo – sorri, tentando dar veracidade ás minhas palavras – Só irei tomar um chocolate enquanto me distraio com algum livro, preciso estar tranquila para a apresentação de mais tarde – concluí beijando sua bochecha – Até mais! – pisquei saindo pela porta.


As ruas agitadas de Los Angeles faziam com que, como sempre, meu desejo de voltar para a Forks aumentasse. Mesmo que minhas memórias da pacata cidade estivessem marcadas por uma infância triste e dolorosa, eu sentia falta do verde, dos riachos, do cheiro de terra molhada que constantemente penetravam por minhas narinas, dando-me uma sensação desconhecida de lar, mas acima de tudo, eu sentia falta da cidade, porque era lá que estava meu coração. Era ali, em uma limitada cidade, com pouco mais de cinco mil habitantes, que morava um único ser que era todo o meu mundo.


– Bella? – chamou uma voz conhecida á minha frente, pedindo minha atenção.


– OMG! ... Você? – sorri surpresa


E foi ali, nas ruas quentes de Los Angeles que um pedaço de Forks surgia novamente.


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Notas finais
Olá pessoas...
Vamos papear como sempre...
Vocês sentiram a emoção do capítulo?.. Como o crescimento de Bella está sendo saudável, firme e dentro das convicções e realidade da vida, exatamente como tem que ser? Para uma pessoa que com tão tenra idade sofreu tudo o que ela sofreu, ela já está podendo dar uma aula de compreensão e maturidade, inclusive para Emmett. A propósito, não vamos ficar magoadas com o ursão, ele assim como todos os demais, está tendo seu momento de ficar enfurecido com a vida, e tem todo o direito disso; coisas importantes vão acontecer e com o tempo ele vai enxergar novamente através da névoa do rancor.
O que falar de Jasper? eu avisei que ele seria um divisor de águas na segunda fase, ele é um fofo ao extremo e suas atitudes vão mudar tudo, todas as angústias serão sanadas em com sua sabedoria e paciência. O crescimento pessoal no nosso casal preferido está á todo vapor, agora vamos fazê-los crescer como pessoas, cidadãos e profissionalmente falando, para que no momento do reencontro e quando a bolha do amor voltar (pq ela nunca deixou de existir) eles estejam fortes para lutar contra tudo e todos.
O que acharam do reencontro com Carlisle? E a pergunta que não quer calar...
Quem Bella encontrou nas ruas de Los Angeles?
Mandem os palpites.. quem adivinhar.. o próximo post será dedicado...
Beijos c/ carinho Lyyssa♥♥♥