Love And Rock N Roll
30 CAP. 30/02 – SECOND CHANCE
Notas iniciais
Segue mais um capítulo..
Betado por Kiki Cullen.. Obrigado amore mio♥
Boa Leitura♥
Escutem a música Please!!!
http://www.vagalume.com.br/james-blunt/same-mistake-traducao.html
CAP. 30/02 – SECOND CHANCE
Edward-POV
Um mês depois
Sons de passos, vozes, buzinas, e um vento gelado me acordavam de um sono profundo.
Minha mente estava nublada, meus pensamentos estavam confusos. Meu corpo doía, minha garganta estava seca e meus olhos ardiam quando tentava abri-los. Mas a dor constante em meu peito; aquela mesma dor que me havia feito beber até a exaustão, com o intento de me fazer esquecer, continuava. Firme, forte, apertando meu peito, queimando minhas entranhas, fazendo-me recordar e jamais esquecer a dor da perda.
Eu não sabia; Não tinha mais a mínima ideia de espaço e tempo. Há dias eu lutava contra o remorso, contra a dor e contra a raiva. Meus dias se resumiam em beber, garrafas e garrafas de qualquer coisa que pudesse entorpecer meu corpo, e bloquear minha mente.
Eu não tinha ideia de quantos dias eu não ia para casa. Ou o que um dia eu chamei de casa. Não tinha noticias de ninguém e nem eles de mim. Eu havia chegado á conclusão de que se eu não pudesse chegar perto da minha menina, então eu não queria chegar perto de nada e de ninguém. Se eu não poderia ter o céu novamente, então eu queria o inferno.
Se eu não tivesse Bella para viver, eu queria morrer.
– Vamos filho acorde! – chamou uma voz grossa, cutucando meu corpo que estava deitado em qualquer banco, em qualquer praça.
Sim, Eu Edward Cullen estava vivendo como um indigente.
Há dias eu não tomava um banho, ou comia uma comida decente. Eu vivia dos poucos trocados que restavam em meu bolso, que havia roubado da carteira de meu pai, no dia que recebi a notícia em que minha menina havia partido.
Flasback ON
– Gianna por favor eu preciso ver Bella – implorei. Eu estava novamente na recepção do hospital depois de uma noite em claro, esperando por algum contato.
– Edward eu sinto muito – disse com pesar – As ordens continuam as mesmas, você não te permissão para vê-la ainda.
– VOCÊ NÃO ENTENDE! – gritei desesperado, chamando a atenção dos seguranças, mais uma vez. Eu estava á ponto de cometer uma loucura; Como invadir o maldito hospital.
– Edward meu filho, o que está acontecendo aqui? – pediu meu pai se aproximando com o semblante preocupado.
– Pai! Eu preciso ver Bella. Por favor me leve até ela! – pedi correndo ao seu encontro.
– Edward se acalme! Vamos conversar! – pediu, parando-me pelos ombros.
– Eu não quero conversar! Eu quero ver minha menina porra! Vocês não me deixam! Eu preciso me explicar! Eu preciso conversar com Emmett.. Papai por favor! – implorei.
– Eles não querem falar com você filho! Você precisa dar um tempo Edward! – pediu sério.
– EU NÃO TENHO TEMPO! – gritei desesperado – CADA MINUTO QUE ESTAMOS LONGE, A CADA HORA QUE FICAMOS SEPARADOS É UMA ETERNIDADE! VOCÊ NÃO ENTENDE!!! – chorei. – Pai por favor! – sussurrei, sucumbindo ás lágrimas.
– Edward... Você não tem condições de conversar com ninguém nesse estado. Está descontrolado, completamente fora de si. Olhe para você! – apontou para meu aspecto.
Eu estava realmente um lixo.
– Papai, eu posso me arrumar! Eu juro! Eu vou me lavar no banheiro – respondi freneticamente, arrumando minha camisa dentro da calça, e passando as mãos pelo cabelo, tentando organizar a bagunça suja e despenteada.
– Edward não é somente sua aparência que precisa melhorar meu filho. É aqui! – respondeu carinhosamente, apontando minha cabeça – E ela também precisa disso! – tentou explicar.
– Eu vou melhorar! Nós podemos fazer isso juntos Pai! Eu e Bella fazemos tudo juntos! Somos um só! Uma bolha lembra? – tentei sorrir – O senhor mesmo brincava que éramos como o símbolo do infinito. Nós somos o infinito pai! – eu falava inquieto.
– Vocês não podem estar juntos dessa vez filho! Nesse momento, os dois precisam ficar sozinhos, seguir caminhos distintos.. – explicou.
– Não! Não.. não... não... Nunca sozinhos! — neguei.
– Edward.. – suspirou – Confie em mim...
– VOCÊ NÃO SABE DE NADA PORRA! – cortei-o entrando em pânico – NINGUÉM SABE DE NADA! SOMENTE NÓS DOIS SABEMOS DE NOSSAS PROMESSAS! VOCÊ NÃO ESTAVA LÁ, EMMETT E JASPER NÃO ESTAVAM LÁ... SOMENTE EU E BELLA! — gritei mais, empurrando seu corpo de lado, tentando passar e correr hospital á dentro. – ISABELLA! – chamei alto, na esperança que ela me escutasse, quando senti meus braços serem presos pelo segurança, fazendo com me debatesse contra ele – ME SOLTA. SEU FILHO DA PUTA!
– EDWARD PARE! – gritou meu pai, tentando me segurar também – ISABELLA NÃO ESTÁ MAIS AQUI! ELES SE FORAM! – avisou, fazendo-me cessar.
– O que? Como assim? Onde ela está? Em casa? Teve alta? – disparei ofegante, buscando seu rosto – Pai?
– Eles foram embora Edward, eles estão fora da cidade por um tempo..
Foram as últimas palavras que escutei, antes de cair no mundo.
Flasback OFF
– Vamos rapaz, você não pode ficar deitado aqui! – chamou a voz novamente, fazendo-me gemer e abrir os olhos, dando de cara com a figura de um homem velho, barrigudo e com uma bolsa de couro na mão.
– Me deixe em paz! – gemi, erguendo meu tronco e sentando.
– Eu até deixaria, se você não estivesse sentado em meu local de trabalho – respondeu me cutucando com a bengala.
– Isso é uma praça! Não um escritório – resmunguei, esfregando o rosto.
– Pois é aqui mesmo que preciso estar, daqui á pouco meus clientes chegam – respondeu abrindo a bolsa e tirando de lá vários panfletos.
– Velho louco! – sussurrei comigo mesmo.
– Não sou eu que estou dormindo em uma praça! – retrucou.
– Você não sabe nada da minha vida! – rosnei irritado.
– Sim, você está certo... Mas quer saber da minha? – perguntou, olhando em minha direção.
– Não! – respondi grosso, eu só quero voltar a dormir, esquecer, ou quem sabe beber alguma coisa – pensei comigo mesmo, notando a garrafa de vinho da noite anterior jogado no chão.
– Bebida não é a saída – começou, como se não tivesse me escutado – Por causa dela eu perdi tudo.
– Não quero saber!
– Mas vou falar assim mesmo, desde que você está sentado em meu escritório – continuou, deixando-me confuso. Ele era louco, ou o que? – Eu tinha sua idade quando conheci Charlotte, eu me apaixonei de imediato. Ela era linda, moça bem educada, de família tradicional e rica. Eu era apenas um cara comum, funcionário de uma fábrica de peças para caminhão, um trabalhador braçal, funcionário de seu pai. Um nada, como sua família achava. Escória da sociedade – sorriu triste, retirando sua boina, e mostrando seus cabelos brancos, pelo tempo – Eu sabia que ela era um sonho impossível, mas eu era um cara insistente, e com o tempo fiz com ela me notasse, e nos apaixonamos. Vivemos um amor secreto, proibido e arrebatador. Acredite em mim filho, nos anos cinquenta, nosso namoro poderia ser considerado inapropriado até para os dias de hoje – brincou, fazendo com que um pequeno músculo de minha face quisesse sorrir – Minha menina ficou grávida – continuou, fazendo meu coração palpitar mais forte, pela menção do apelido carinhoso – E o que era para ser uma noticia maravilhosa, foi o inicio de minha destruição.
– O que aconteceu? – me vi perguntando, notando um sorriso aparecer em sua face, enrugada.
– Sua família enlouqueceu. Fui despedido da fábrica, ameaçado, e proibido de vê-la novamente. E para piorar meu desespero, eles a obrigaram a casar com um rapaz de outra família de posse, antes que sua barriga começasse a crescer. Foi um desespero filho, em um único dia eu perdi tudo, trabalho, mulher e filho. Eu estava sozinho, e não tinha a quem recorrer – suspirou — somente á ela – apontou com a cabeça, em direção a garrafa que estava jogada aos meus pés. – Eu me entreguei ao vicio, na ânsia de esquecer a dor, e com isso me perdi. Não lutei por aquilo que queria e simplesmente me conformei.
– Ás vezes não vale a pena lutar – respondi com amargura – Não quando você é culpado, por perder.
– Você a ama? – perguntou me deixando surpreso. Como ele sabia que eu me referia á ela?
– Mais que minha vida – respondi de imediato.
– Então o que faz aqui? Porque não está lutando? Esse amor não vale á pena?
– Ela é minha vida! Mas a culpa é minha que ela me deixou – sussurrei com a voz embargada, de-repente sentindo uma imensa vontade de derramar minhas tripas ao desconhecido ao meu lado.
– Não foi sua culpa filho! Um amor desses não pode ser culpado de transgressão. Ele é puro, intenso, tudo menos ilícito. – respondeu após alguns minutos de ter me escutado. – O que você não pode e não deve é se entregar sem luta. Não faça como eu, não perceba que poderia ter feito alguma coisa, antes de seja tarde demais. – aconselhou, dando-me á entender que havia perdido muito em sua vida.
– Meu bem? – chamou uma senhora idosa se aproximando, fazendo com que o senhor ao meu lado, abrisse um sorriso tão grande e sincero, que me causava inveja – Já fez um novo amigo? – perguntou gentilmente olhando em minha direção.
– Sim, ele estava dormindo em meu escritório – repetiu, brincando – Mas ainda não sei o seu nome – disse olhando em minha direção.
– Edward – respondi sem graça, estendendo a mão, mas depois a recolhendo sem graça por estar imunda.
– Ohh.. que belíssimo nome! É o nome de nosso quinto filho – respondeu á senhora, sentando no meio de nós dois.
– Mas eu pensei... pensei... – pedi confuso...
– Que não estivéssemos juntos – ele completou sorrindo, fazendo-me confirmar com a cabeça.
– Você disse que não lutou...
– Eu não lutei filho, mas ela lutou por nós! Charlotte não se casou, fugiu de casa e veio ao meu encontro. Mas quando nos reencontramos, eu estava em um estado deplorável..
– É só disse que voltaríamos juntos se ele se curasse do seu vício – ela completou, olhando-o com amor nos olhos – Eu faria tudo para que ficássemos juntos, mas desde que ele também quisesse melhorar. – continuou, desviando seu olhar para mim — Eu tinha um filho na barriga, fui renegada pela minha própria família, e estava amargurada. Ficamos separados por um bom tempo, e enquanto eu morava de favor na casa paroquial, ele foi buscar ajuda. Não foi fácil, muitas vezes quisemos desistir, mas nosso amor, sempre foi muito forte. E foi ele que nos deu força para seguir adiante e lutar contra forças negativas, e contra as pessoas que nos queriam separados. Quando Peter diz que perdeu, é porque ele se recente de não ter acompanhado minha gravidez e ter perdido o nascimento do nosso primeiro filho. Mas hoje estamos aqui; cinquenta anos depois, com cinco filhos, sete netos e um bisneto á caminho. Eu nunca me arrependi de nada, e faria tudo novamente se o final fosse o mesmo – completou me deixando com a visão turva pelas lágrimas — Seja o que for que estiver passando filho, não desista, nunca é o fim, até que Deus assim o determine. Lute bravamente, não se entregue.
– Ele está apaixonado – disse o homem – E se culpa por perdê-la.
– Eu tenho certeza que ela ama você também, que moça deixaria um rapaz tão bonito como você? – brincou, fazendo seu esposo fazer um muxoxo em minha direção – Ahh.. Cale-se Peter! Se eu fosse uns bons anos mais nova eu largaria essa sua cabeça branca! – provocou, fazendo-me sorrir.
Eu queria isso na minha vida. Eu queria estar com Bella dessa maneira daqui alguns anos, e de-repente me vi sentindo inveja e ciúmes do casal á minha frente. – Eu quero isso – me peguei dizendo, mais uma vez.
– Então venha conosco! – disse Peter me entregando um dos milhares de panfletos em sua mala.
– Clinica de reabilitação Second Chance? – perguntei confuso.
– Você quer uma segunda chance filho?
– Mas que tudo no mundo – respondi sinceramente, com a voz embargada.
– Então não tenha medo, acredite! – pediu Charlotte acariciando minha mão. – Vamos ligar para sua família e avisar sobre sua decisão, eles devem estar preocupados com você – pediu.
– Como.. como você .. o senhor sabe que não falo com minha família.? – perguntei envergonhado.
– Porque faz um mês que você anda por essas redondezas, e quatro dias que dorme em meu escritório, e sua única companheira é a garrafa que caí de suas mãos enquanto dorme – respondeu, me deixando de boca aberta. Ele tinha visto tudo?
– Sim eu vi tudo filho. E te digo que me custou um bocado de paciência, para não vir buscá-lo desde a primeira noite, mas assim como aconteceu comigo, você precisava passar por isso sozinho por um tempo, até que pudesse aceitar ajuda. – explicou.
– E vocês estão me oferecendo ajuda agora?
– Não! – respondeu me deixando túrbido – Estamos oferecendo vida! Você quer viver?
– Minha vida não está perto de mim – respondi baixo, referindo-me á Bella.
– Então vamos buscá-la! Mas primeiro vamos curar seu coração, sua mente e seu corpo. O que vai ser? – perguntou Peter, estendendo a mão em minha direção.
E foi com as mãos imundas que eu agarrava a segunda chance na minha vida.
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A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.
Notas finais
Tenho que confessar que chorei escrevendo isso. A cena de Edward tentando se arrumar freneticamente como podia, para que pudesse ver Bella, até a mim angustiou.
Edward chegou ao fundo do poço. E agora vai se reerguer com luta, mas lindamente. Peter e Charlotte são dois anjos que surgiram em sua vida. Mas uma outra pessoa vai surgir, e surpreender, travando uma luta contra os próprios demônios.
O amor de Bella e Edward, será uma coisa linda de se ler, mesmo distantes vão se amar através da linguagem que ambos conhecem tão bem... A Música..
Preparem-se para grandes emoções...
Agora começa a fase que os personagens vão ter seus POV´s distintos, vamos ver a situação como um todo, pela cabeça de cada um. Sempre focaremos no casal principal, mas os POV´s pequenos serão necessários okay?
A FIC merece recomendações?.. Vamos lá não sejam tímidas Girls...
Beijos c/ carinho Lyyssa♥♥♥
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