Love And Rock N Roll
31 CAP. 31/02 - ARREPENDIMENTO
Notas iniciais
Segue mais um capítulo...
Boa Leitura...
Ouçam a música..please!!!
http://www.vagalume.com.br/mariah-carey/i-want-to-know-what-love-is-traducao.html
CAP. 31/02 — ARREPENDIMENTO
Rosalie-POV
- Oh! Graças a Deus! Muito, muito obrigado... Sim.. pode deixar nos encontraremos em meia hora, até breve – respondia minha mãe entusiasmada ao telefone.
- O que foi Esme? – perguntou meu pai, dirigindo-se em sua direção, com a mesma aparência aflita do último mês. Cabelos desalinhados, com os fios brancos mais proeminentes nas laterais, roupa amarrotada, e bolsa abaixo dos olhos. Muito... Completamente diferente do homem elegante de pouco tempo atrás.
Direcionando meu olhar para minha mãe, eu via um reflexo do homem á sua frente. No lugar da mulher bonita e deslumbrante, estava uma pessoa cansada, com profundas olheiras na região dos olhos. Os fios brancos de seus cabelos misturava-se ao que um dia tinha sido uma linda e adorável cor de mel, e as rugas de expressão estavam afincadas em seu semblante.
Reflexos da dor por ter perdido seu filho e marido.
Edward estava desaparecido há um mês; exatamente o mesmo tempo que Carlisle havia saído de casa, quando Esme mais uma vez, tentou colocar “panos quentes” em toda a situação, mais especificamente em minhas atitudes.
Minha família estava destruída e eu era a causa.
Por minha inveja, meus ciúmes, emulação, eu tinha desgraçado com vida de minha família e a minha própria.
Eu me sentia letárgica. Com a sensação de que eu estivesse acordando depois de um longo tempo de coma. Eu sabia que eu era a causa e efeito de tudo o que estava acontecendo, mas por mais que eu tentasse, eu não descobria em mim, o motivo real de ter agido da maneira que fiz. Eu não conseguia encontrar sequer um pequeno gesto, ou atitude por parte de Isabella, que me levasse a agir dessa maneira. E depois de muito pensar, eu descobri que vergonhosamente a falta de motivos, era o motivo em si.
Eu tinha inveja de Isabella. Uma inveja cruel e descabida por tudo aquilo que ela representava. Sua simpatia nata que conquistava á todos; Sua beleza simples e pura que cativava; Seu sorriso gentil e fácil. Sua inocência de criança, no corpo de uma linda mulher. Em palavras fáceis, Isabella era tudo o que Rosalie Hale queria ser, e tentava desesperadamente ser.
Ela tinha o amor infinito de Emmett, á atenção constante de Jasper, era a filha mais nova e educada de meus pais, era a melhor amiga de minha irmã, e a pessoa que Edward mais admirava no mundo.
Ela tinha tudo o que eu queria.
Por toda minha infância e adolescência eu tinha sido sempre a melhor. A popular da escola, a líder de torcida, a mais linda da turma, a rainha do baile. E tudo se perdeu, no dia em que ela surgiu em nossas vidas. A garotinha frágil e pequena, de roupas sujas, fralda de pano e morrendo de fome, sendo carregada pelos braços de Emmett, que pedia ajuda á minha mãe, porque a sua tinha falecido.
Hoje, depois de toda a confusão que eu mesma criei, depois de toda a situação cruel a que eu infligi á todos, eu me sentia como se uma venda tivesse sido arrancada de meus olhos. E podia entender claramente que tipo de pessoa cruel e sem coração eu havia me tornado. Hoje, quando eu colocava a mão em meu ventre ainda plano, mas que carregava o fruto do meu amor por Emmett, eu podia entender todas as suas ações. Porque eu já amava esse pequeno ser com minha vida, e se isso fosse metade do Emmett sentia por aquele bebê frágil em seu colo, sem mãe e sozinha no mundo, eu era um monstro.
Ninguém sabia do meu segredo. Eu queria poder sorrir com essa noticia, queria que meus pais vibrassem por saber que seriam avós, queria que Alice, minha querida irmã, surtasse loucamente dizendo que queria comprar roupas para seu sobrinho. Queria poder ver Edward querendo ensiná-lo a tocar guitarra, poder ver Jasper tentando me acalmar com suas palavras, queria poder ver Emmett sorrindo feliz com a notícia, soltando suas piadas de como o filho seria macho; E incrivelmente eu queria que Bella composse uma linda canção para meu bebê.
Mas nada disso eu teria. Por minha própria culpa.
E por minha maldade sem limites, minha falta de caráter e meu jeito mimado, o que eu recebia em troca era o olhar raivoso e desgostoso de meu pai em minha direção. O de pena de minha mãe, o de vergonha de Alice e o de ódio de Edward.
Meu pobre e querido irmão, que por minha causa, estava desaparecido há dias, acabando com a própria vida, em uma vida de vício.
- Eles o acharam Carlisle. Um casal de idosos, e encontram em uma praça, perto de sua casa e estão levando-o para uma clinica de reabilitação que eles mesmos administram – disse Esme chorando, chamando minha atenção – Ohh... meu filho.... meu pobre filho, estava dormindo em uma praça como um indigente – lamentou, abraçando meu pai.
- Vai ficar tudo bem Esme, eles lhe deram o endereço? – perguntou, afastando-se do seu apego, fazendo com que ela desse um olhar ainda mais triste. Era óbvio que ele estava evitando-a, o casamento deles estava por um triz, e ele havia deixado bem claro que somente voltaria se as coisas mudassem.
Carlisle Cullen era um homem de palavra. E seu limite havia sido testado. Em sua concepção de “ coisas mudadas”, significava; dentre algumas coisas; Nenhum dinheiro para seus filhos. Todos nós teríamos que trabalhar para nos sustentarmos. O único gasto financeiro que ele teria conosco era nossa mensalidade na universidade. Ou seguíamos suas regras, ou todos poderiam sair, e viver nossas vidas como bem entendêssemos. E essa situação também valia para sua esposa.
Alice que pouco falava, já tinha se matriculado em um curso de moda; Edward estava desaparecido, e eu em minha atual condição, sabia que não poderia frequentar uma universidade. Eu precisava cuidar do meu filho, e estar ausente estava fora de cogitação.
Eu havia perdido seu pai por um erro, não iria cometer outro.
Só restava esperar que meu pai aceitasse me ajudar, e isso seria uma difícil conversa, já que ele nem olhava em minha direção.
E ainda tinha Edward. Eu precisava me desculpar com todos, mas não teria paz em minha vida, se não tivesse principalmente a remissão daqueles que mais feri.
Eu não sabia como seria minha vida de agora em diante. Eu não tinha noção de como era cuidar de uma criança, mas eu precisava aprender.
E queria fazer isso sozinha.
Eu não queria ajuda dos meus pais, nem irmãos. Eu precisava provar a mim mesa que eu não era esse monstro cruel e em coração. Que eu tinha errado sim, e muito; feito coisas que talvez, não tinha indulto, mas eu precisava tentar. Por meu filho em meu ventre; porque eu não queria que ele sentisse vergonha de mim. Já tinha passado a hora de eu crescer, por nós, por minha família e por Emmett.
Eu precisava tentar, eu precisava concertar meu erro.
E assim, somente assim, um dia por um milagre divino talvez as coisas se acertassem, e que sabe eu poderia voltar para os braços do meu perdido amor.
É possível repousar sobre qualquer dor de qualquer desventura, menos sobre o arrependimento. No arrependimento não há descanso nem paz, e por isso é a maior ou a mais amarga de todas as desgraças.
Notas finais
Com o foi a viagem na mente de Rose... eu disse anteriormente que iríamos passear na mente dos outros personagens um pouco, para entender a complexidade dos fatos...
Apesar de ser uma Fic Beward, estamos lidando com situações que afligem uma família como um todo.. a vida de todos foi alterada, assim como acontece conosco na vida real.
Bem... Rosalie já se arrepende, é incrível (quem é mãe, sabe do q estou falando) que somente o fato de sabermos que carregamos um ser dentro de nós, já passamos a ver a vida de maneira diferente, é o que acontece com ela. ... Mas não vamos canonizar o personagem.. Rose ainda vai sofrer demais.. vai ralar muito para ser uma pessoa decente... Mas hey! Não é isso que acontece?
Ela reconheceu e isso por si só é um grande passo. Tem pessoas na vida que erram e continuam errando exaustivamente, sem nunca se dar conta...
Ela já é melhor do que elas... somente por isso!
Beijos c/ carinho Lyyssa♥♥♥
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