Love And Rock N Roll
29 CAP. 29/02 – CONTRIÇÃO E VERDADES
Notas iniciais
Segue mais um capítulo..
Betado por Kiki Cullen.. Obrigado amiga querida♥
Por favor, escutem a música tema.. faz toda a diferença...
http://www.vagalume.com.br/levi-kreis/i-should-go.html
CAP. 29/02 – CONTRIÇÃO E VERDADES
Edward- POV
Quantas vezes em nossas vidas tínhamos permissão para errar? Quantas vezes poderíamos cometer atrocidades até que fossemos repudiados desse planeta? Porque existiam as maldades? Porque existiam as guerras, e acima de tudo, porque tínhamos o poder de machucar as pessoas que amamos?.
Seria tão simples, se nossa boca se silenciasse, emudecesse no momento que fossemos proferir alguma injustiça. Que nossos braços e pernas atravancassem no momento em que fossemos causar mal a outrem. Que nossos olhos se cerrassem, ou que nossas memórias fossem perdidas nos momentos de dor.
Mas nada disso acontecia.
Nossas bocas não se calavam, nossos braços e pernas não se atravancavam, os olhos não se cerravam e as memórias ficavam ainda mais ativas. Era como se todo seu corpo lhe alerta-se; Não faça isso! Você está errado! Você vai se arrepender.
Mas quem disse que escutávamos? Quem poderia imaginar que eram justamente nos momentos de cólera, que nossos ouvidos paravam de auscultar.
Nós ferimos, magoamos, acutilamos á quem mais amamos.
Eu ainda tentava entender o que estava acontecendo na minha vida. Eu tentava assimilar a ideia de que há menos de dois dias atrás eu era um cara feliz, que tinha a melhor e mais linda mulher do mundo ao meu lado, e hoje não tinha nada. Eu tentava compreender, como eu tinha perdido tudo que mais amava, em questão de segundos.
A dor me cegava. Mas acima da aflição, estava o sentimento de ódio, aversão e repulsa sobre mim mesmo, e a todos que me cercavam. Eu não podia me livrar da sensação de derrota dento de mim.
Eu tinha falhado.
Fracassado como amigo, namorado, amante. Fracassado como homem.
Eu era um lixo, uma desculpa patética para ser humano.
Onde eu estava? Em que porra de mundo eu vivia que não havia percebido os sinais? Não notei que por trás do lindo sorriso, das atitudes meigas, da força, na verdade, estava a pessoa mais frágil que eu conhecia?
Isabella.
Minha menina era tão corajosa. Ela não tinha nada de covarde! Ela era tão forte! Tão brava! E ao mesmo tempo tão quebrável.
E minhas atitudes tinham provado isso. Era minha culpa, minha máxima culpa, que hoje minha menina estava em um quarto de hospital, depois de atentar contra a própria vida. Eu tinha culpa por não ter visto e escutado os sinais. Eu tinha culpa que na minha arrogância e o meus ciúmes doentio, não me permitiam enxergar nada além do que queria. Não havia permitido observar além do nosso relacionamento, das coisas que aconteciam ao nosso redor.
Meu amor pecou por se achar absoluto.
Eu fui cego, ingênuo, obtuso. Fiquei fascinado com nossa relação, e esqueci completamente que a nossa volta viviam os inimigos. Que os oponentes viviam até dentro de minha própria casa. Eu sabia que o maior opositor da minha relação, tinha sido eu mesmo, por nunca desconfiar e acreditar nas mentiras de Rosalie.
Eu não era idiota. E agora com meus pensamentos mais nítidos e com os resultados dos exames de sangue em minhas mãos, eu realmente podia perceber que havia sido manipulado por ela da forma mais atroz que poderia imaginar.
– Edward.. meu filho podemos conversar? – pediu minha mãe adentrando no escritório, meu refúgio nos últimos dois dias.
– Não! Me deixe em paz! – respondi rouco, levando á garrafa de whisky a boca.
– Você está bebendo há quase dois dias Edward. Não se alimenta; não se banha e não sai dessa sala para nada! – suspirou – Isso não vai adiantar! — falou, esperando uma resposta de minha parte.
Mas eu não tinha vontade de falar com ninguém. Eu queria minha menina.
– Isso não está de acordo como criei meus filhos – exasperou – Você está se tornando um bêbado, sua irmã está histérica em seu quarto, chorando os olhos, porque não consegue falar com você! Alice está catatônica. Eu não posso acreditar que uma situação tão insignificante esteja destruindo minha família. – ralhou, deixando-me em cólera.
– SITUAÇÃO INSIGNIFICANTE? – gritei, jogando a garrafa contra á parede, fazendo com que ela desse um pulo assustada – ISABELLA TENTOU SE MATAR! COMO PODE DIZER QUE ISSO É INSIGNIFICANTE!
– Olha como fala comigo! Eu ainda sou sua mãe! – chamou atenção – Não estou dizendo que o que aconteceu com Isabella não tem importância. Estou dizendo que o que a levou á isso não é culpa de Rosalie ou sua. Todos nós já sabíamos que a pobrezinha tinha problemas em casa, e foi por esse motivo que ela fez o que fez, e nem você e nem sua irmã tem culpa disso.
– Você não pode estar falando sério! – perguntei incrédulo – Foi a Puta de sua filha que armou para nós dois – apontei quando a figura de Rosalie aparecia na porta, olhando-me de olhos arregalados e chorosos.
– Edward, por favor... – tentou falar..
– NUNCA MAIS FALE NO MEU NOME PORRA! NUNCA MAIS ME CHAME! É POR SUA CAUSA QUE ISABELLA ESTÁ NAQUELA MERDA DE HOSPITAL. VOCÊ SABIA QUE TANYA IRIA APRONTAR! VOCÊ PENSA QUE EU JÁ NÃO SEI DE SUA ARMAÇÃO COM VICTÓRIA? – disparei, deixando-a de olhos arregalados – OS EXAMES DE SANGUE CONFIRMARAM QUE EU ESTAVA DROGADO SUA DESGRAÇADA! — gritei ainda mais alto, jogando os resultados em sua cara e avançando em sua direção agarrando seus braços com força – PORQUE FEZ ISSO? PORQUE ESSE ÓDIO TÃO GRATUITO POR BELLA? VAMOS DIGA? .. FALA PORRA! – gritei a sacudindo com força.
– EU TINHA CÍUMES DELA! É ISSO QUE VOCÊ QUER QUE EU CONFESSE? É TUDO ELA! SEMPRE ELA! NÓS ÉRAMOS TÃO AMIGOS, ANTES DE VOCÊ SE APAIXONAR POR ELA! VOCÊ ME AJUDAVA COM EMMETT, MAS DEPOIS FICOU OBCECADO. NUNCA MAIS CONVERSOU COMIGO COMO ANTIGAMENTE, NUNCA MAIS ME AJUDOU COM EMMETT, E AINDA FEZ COM QUE ELE SE APROXIMASSE AINDA MAIS DELA, POR MEDO DO QUE VOCÊ PUDESSE FAZER, DEIXANDO-ME DE LADO. EU NUNCA FUI PRIORIDADE NA VIDA DE NINGUÉM QUANDO ELA ESTAVA POR PERTO. SEMPRE FUI A SEGUNDA. ELA SE TORNOU MELHOR AMIGA DA ALICE, TODOS Á QUEM ELA TOCAVA, PASSAVAM A ENXERGAR SOMENTE ELA. EU CANSEI! EU ESTAVA CANSADA DE SER A SEGUNDA! NA VIDA DE TODOS. – confessou furiosa, liberando-se do meu aperto.
– Eu não posso acreditar no que estou escutando – sussurrei, tropeçando nos meus próprios pés – Você resolveu odiar alguém por ciúmes de irmão? Você é louca!
– Edward, por favor... eu estou arrependida... Eu...
– VAI PARA O INFERNO COM SEU ARREPENDIMENTO! ESSA SUA INFANTILIDADE QUASE CUSTOU A VIDA DE ISABELLA, CUSTOU MEU RELACIONAMENTO, CUSTOU ANOS DE AMIZADE .. FODA-SE! COMO PODE? – gritava descontrolado, jogando tudo pelo pequeno quarto, notando que Alice entrava correndo assustada – OLHE PARA ELA! – apontei para a figura derrotada de Alice, que chorava com a mão na boca – OLHA PORRA! – ordenei, avançando em sua direção novamente – ELA É SUA IRMÃ! VOCÊ TIROU DELA O AMOR DE SUA VIDA! POR SUA CAUSA JASPER NÃO ESTÁ AO SEU LADO! A NÃO SER QUE ELA SEJA TÃO CÚMPLICE NESSA FODIDA SITUAÇÃO QUANTO VOCÊ! – acusei, olhando em sua direção – Você tem algo a ver com isso Alice? – perguntei, observando seus olhos se encherem com mais lágrimas.
– Eu não sabia Edward... Eu juro que não sabia que ela faria isso! – implorou soluçando – ela me disse que só queria minha ajuda no leilão... que era apenas para conseguir maior arrecadação no evento... Eu não tinha ideia que ela estava planejando com James e Victória – tentou se explicar.
– Sua ajuda – cuspi – Custou seu relacionamento Alice. Você compactuou com uma víbora, uma vadia sem coração. Eu tenho nojo de vocês!
– Não se faça de santo Edward! Sua irmã pode ter feio uma burrada, mas não foi ela que colou sua boca na de Tanya. – interviu Esme.
– EU ESTAVA DROGADO PORRA! SUA FILHA! MINISTROU DOSES EXCESSIVAS DE EXTASY NO MEU CORPO...
– Isso não justifica sua atitude – cortou, deixando-me perplexo.
– Eu não posso acreditar que está defendendo ela! – eu sentia como se tivesse levado um soco no estômago.
– Nem eu! – continuou meu pai, entrando no pequeno espaço, encarando minha mãe – O que nossa filha fez foi nojento, odioso. Eu nunca imaginei que iria chegar o dia em que fosse testemunhar tamanha crueldade, e que ela fosse realizada além de tudo por algum dos meus filhos. E você está aqui defendendo, tentando justificar suas ações?
– Carlisle... eu não acho que esse é o momento de discutirmos sobre isso, assim...
– Ohh! Por favor! – zombou irônico – Vamos esconder o que? Porque não vamos discutir? Você quer colocar mais uma vez panos quentes sobre toda essa situação? Para mim chega! Nós somos culpados Esme! Não soubemos educar nossos filhos. Eles sempre tiveram de tudo, e olha onde isso nos levou. Sempre o protegemos do mundo lá fora, e esquecemos que para caminhar é preciso cair. Eles não possuem bom senso, não tem caráter! E eu vou ser maldito se vou continuar fingindo que nada aconteceu, e que isso foi apenas um deslize. Existe uma família sofrida e destruída no hospital, porque simplesmente as pessoas que eu mais julgava coesas não sabem o sentido da palavra família. Daqui por diante as coisas irão mudar, acabaram-se as regalias, terminaram os privilégios, quem quiser caminhar daqui por diante, vai ter que fazê-lo sozinho. Eu sou pai, vou estar ao lado, mas nunca mais vou segurar na mão, e quem não estiver contente com isso, sinta-se livre para sair dessa casa, e isso também vale para você! – completou, deixando-a de boca aberta, e saindo da sala, completamente furioso. Nunca em minha vida, tinha presenciado meu pai falar dessa forma. Muito menos usar esse tom com minha mãe.
– Eu não posso acreditar que seu pai me disse isso! – sussurrou boquiaberta – Eu não acredito que essa situação vai destruir minha família. Não vou permitir isso!
– Família? – zombei – Isso aqui deixou de ser uma família há muito tempo. E o único exemplo disso que tínhamos foi manchado pelas atitudes desse demônio que se diz sua filha – completei, indo em direção á porta – Nunca mais fale comigo, sequer olhe em minha cara, você morreu para mim! Você matou seu irmão, e foi junto com ele. – completei encarando Rose pela última vez, e saindo da sala, jamais olhando para trás.
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– Por favor! Eu preciso ver como ela está! – implorava mais uma vez na recepção do hospital.
– Sinto muito Edward! Mas tenho ordens expressas de Emmett e Jasper para que não deixasse você subir. – explicava Gianna novamente, com pesar.
– Eu preciso vê-la Gianna, você não entende! – sussurrei com a voz embargada – É minha menina que está lá... eu preciso me desculpar!
– Edward filho – disse a enfermeira idosa, que era assistente do meu pai há muitos anos – Seu pai mesmo, impede sua presença aqui. É a melhor atitude que tomamos agora. Os Swans estão muito zangados ainda, Isabella está se recuperando, não acho que provocar qualquer reação negativa nesse momento é a melhor saída – explicou com carinho. Gianna me conhecia desde pequeno. Eu sabia que ela estava certa, mas meu desespero estava me sufocando.
Eu precisava tanto da minha bonequinha. Eu queria tanto poder abraçá-la. Me ajoelhar aos seus pés e implorar seu perdão. Eu tinha que assegurar á ela, que faria tudo, o impossível para merecer sua gratidão.
– Eu tenho que vê-la.. Por favor, me ajude! – chorei. As lágrimas escorriam por meu rosto nesse momento.
– Edward você está bêbado meu filho! Olhe só seu estado – disse apontando para minha roupa, que estava suja e amarrotada – Porque não vai para casa, e amanhã com mais calma podemos tentar alguma coisa?
– PORQUE EU NÃO TENHO MAIS CASA! – gritei, chamando á atenção de alguns seguranças – Casa é onde minha menina está... ela é tudo! – confessei, deixando-me soluçar.
– O senhor vai ter que se retirar – disse o segurança aproximando-se após meu surto.
– Me deixe porra! – rosnei, limpando ás lágrimas com a manga de minha camisa, quando tentou me puxar pelo braço, já que eu estava baqueando em cima do balcão.
– Edward, por favor, vá! Não crie mais confusão! – pediu Gianna.
– Promete que vai cuidar da minha menina... — implorei segurando fortemente sua mão – Promete que vai dizer á ela que eu a amo mais que tudo! Por favor! Peça pra ela me escutar! – eu era uma bagunça, bêbado e chorando.
– Eu prometo filho – respondeu complacente – Você quer que eu telefone para seu pai vir buscá-lo? – ofereceu.
– Não... eu já vou sair – sussurrei, sabendo exatamente o que deveria fazer, e onde iria.
Eu precisava dormir. Apagar até que todo esse pesadelo terminasse; E somente acordar quando pudesse sair desse tormento com minha ninfeta nos meus braços.
E somente a bebida poderia nesse momento me dar o consolo que tanto necessitava. Somente ela poderia amenizar a dor em meu peito.
“Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você ACHAR que está no caminho certo, outra é ACHAR que seu caminho é o único!”
Notas finais
Como é difícil essa fase em que todos estão passando.
Era óbvio que Edward se sentiria culpado por tudo que aconteceu com Bella.
Ele agora entra em uma fase decadente, para depois se reerguer, a gente conhece o que o vício faz com as pessoas certo? E a primeira ajuda vai vir de quem menos espera.
O que falar de Esme... bem ela é mãe! Sempre tenta ver o lado bom dos filhos, e apesar de tentar amenizar o lado da filha, cometeu um grande erro, porque não é passando a mão na cabeça, que as pessoas enxergam os erros cometidos. Carlisle está super correto em sua atitude, e ele vai pegar pesado.
Alice foi usada, e está perdida! Eu acho que é a única que vai conseguir pensar nesse primeiro momento com coerência e entender que todos precisam de um tempo, assim como Jasper.
E temos Rosalie... sua queda vai ser grande! Sua culpa e sofrimento vai ser maior do que Edward... acreditem!!!
Espero que estejam curtindo... Tenham em mente que essa não é uma estória leve, doce. Ela fala de sofrimentos, situações que acontecem conosco no dia-a-dia, ou que pelo menos vemos acontecer. É uma ficção com um pé na realidade, eu quero causar sensações mista em vocês... Espero estar conseguindo..
Estou?.... Então onde estão meus comentários?.. Poxa gente... recebi pouquíssimos no último capítulo..
Uma via de mão dupla lembram-se?
Beijos...Lyyssa♥♥♥
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