Notas iniciais
Fanfic postada anteriormente como one shot na 'Temperature', resolvi estender por mais um capítulo ou dois.

“There\'s a drumming noise inside my head

That starts when you\'re around

I swear that you could hear it

It makes such an all mighty sound”

Florence + The Machine

- Como você acha que ele ta? Lá dentro. – Ela apontou a própria cabeça.

- Com uns 200 anos, pelo menos. – Arthur respondeu, fazendo-a sorrir de leve. Ela sabia que era verdade, mas não deixava de ser engraçado. Só um pouco.

- Queria que ele não tivesse se perdido. – Suspirou, empurrando a porta do hotel. Ele a seguiu e eles pararam no hall e de entrada.

- Eu também.

- Tem certeza que a gente não poderia...

- Ariadne. – Arthur cortou e ela rolou os olhos.

Eles haviam chegado em Los Angeles há dois dias e “coincidentemente” ficaram todos no mesmo hotel – Ariadne, Arthur, Eames e Yusuf. Infelizmente, Cobb e Saito não tiveram tanta sorte no limbo. Cobb fora preso, mas estava mantido em uma clinica psiquiátrica como Saito. Ninguém sabia o que fazer quanto a isso.

Um pequeno rubor passou por suas bochechas ao perceber a quanto tempo o estava encarando.

Estranho – é como os dois últimos dias tinham sido. Como se algo os ligasse. E ela só podia acreditar que era por causa de um bom tiro que ecoava mais e mais alto em sua cabeça. Uma lembrança embaçada de um sonho que não era dela.

Sorriu novamente, embaraçada. Não se lembrava de como chegaram naquela proximidade. Desviou os olhos e franziu a testa ao perceber que haviam muitos olhos pousados nos dois. Desconfiada, enfiou as mãos nos bolsos de seu short jeans, segurando com força seu totem.

- Licença. – Murmurou sem olhá-lo e se guiou para a recepção. – Quarto 528. – Pediu, colocando o bispo na bancada da recepção. Respirando fundo, deu um peteleco no totem, fazendo-o cair. Caiu.

- Checando?

Ariadne agarrou seu totem antes que ele caísse do balcão, com o coração disparado de susto. O recepcionista colocou o cartão do seu quarto no balcão.

- E você devia parar de chegar por trás assim. – Falou, toda nervosa, virando-se para ele e tentando parecer brava. – Assustar as pessoas... – Engoliu seco, não terminando a frase. Arthur afastava uma mecha de seu cabelo do rosto. – Invadir sonhos...

- É? – Ele falou baixo, enroscando os dedos nos cabelos dela, aproximando-se. – E o que mais?

- O que mais? – Ela repetiu confusa, olhando-o nos olhos. Tentou clarear um pouco a mente, balançando a cabeça de leve, mas antes que conseguisse se afastar, ele já tinha lhe roubado o beijo. Outro beijo. De verdade.

Muito melhor que no sonho.

- Ok. – Ariadne murmurou nos lábios de Arthur, puxando-o pela camisa. Ele riu de leve, passando um braço na cintura dela e a fazendo ficar na ponta dos pés.

Tem alguma coisa errada com as minhas pernas – ela pensou -, com meus dedos. Ela simplesmente não conseguia domar o próprio corpo.

Bizarro, surreal. Eles se conheciam há poucas semanas. Eles...

Ariadne se separou abruptamente, abaixando-se para pegar seu totem que escorregara de sua mão. Não o olhou quando pegou o cartão do seu quarto, nem quando falou tchau. Apenas foi o mais rápido possível para o elevador e apertou o botão do 5º andar.

Arthur avistou Eames sentado em uma das poltronas do hall, bebendo uma cerveja e rindo da cara dele. Pediu o cartão de seu quarto e também subiu.

---X---

Desenhar. Era o que ela vinha fazendo sem parar desde que chegara. Ela simplesmente precisava colocar para fora todas as idéias que jorravam de sua mente antes de voltar para a França. Dezenas de modelos estavam espalhados pelo chão de seu quarto. Não tinha como deixar tantas ótimas ideias escaparem. Tinha que fazê-las reais e...

- ARIADNE?

Prendeu a respiração, se concentrando. Dois sustos para um dia só eram de mais, não gostava daquilo. E aquela voz, àquela hora, só podia ser de uma pessoa. Foi até a porta e conferiu antes de abri-la. Eames apontou uma pizza gigante em sua mão.

- Jantar?

- Não estou com fome, na verdade. – Ela respondeu, sendo imediatamente traída pelo próprio estômago.

- Oh, vamos lá. – Ele falou, terminando de abrir a porta e já entrando. Andou mais devagar quando viu os desenhos pelo chão. – Já passou da hora das crianças jantarem.

Ele pulou alguns desenhos, tentando analisar todos ao mesmo tempo antes de olhar para Ariadne, parada à porta com as mãos na cintura.

- O que foi? — Perguntou num tom inocente. — Você fez todos esses desenhos aqui? São muito bons. — Completou, pegando um deles (de uma casa, vista frontal e lateral), antes de encará-la novamente. — Ok, eu tenho uma pizza grande de peperoni cheia de mussarela esfriando aqui. Se você comer só um pedaço, eu paro de te encher.

Derrotada, ela fechou a porta.

- Duvido. — Murmurou, recolhendo os desenhos do chão.

Eames sentou no sofá, colocou a pizza na mesinha de centro e esperou Ariadne vir com os refrigerantes do frigobar e guardanapos.

- Bota na conta do Saito? — Ele brincou. Ela riu.

- Não gosto muito disso, mas sim. — Entregou a lata de Coca-Cola para ele e pegou um pedaço de pizza. — Então? — Falou, após mastigar a primeira mordida. — Por que está aqui?

- Pra jantar com a nossa chaveirinho. — Respondeu, dando uns tapinhas no topo da cabeça de Ariadne, que crispou os olhos, e analisando sua lata de refrigerante. — Você não tem idade pra comprar bebida alcoólica?

Ela bufou.

- Tenho. Tenho 22, esqueceu? Mas não gosto da combinação pizza + cerveja.

Ele balançou a cabeça e finalmente abriu a lata.

- 22, é? O Arthur tem 29, sabia?

- Não.

- A diferença entre vocês é grande.

Ela o olhou de canto de olho.

- O que isso tem a ver? — Perguntou, com medo da resposta.

- Nada, na verdade. — Ele falou, dando de ombros. Ariadne respirou aliviada e voltou a comer. — Fui ver o Cobb. O cara não merece ficar daquele jeito.

- Eu sei, não é injusto? Eu queria ir buscá-lo, mas Arthur só sabe dizer o quanto é perigoso. — Eames resmungou.

- Ele também falava que inserção não era possível e olha o Fischer aí, vendendo todas as ações da empresa do pai.

Devagar, eles se encararam.

- Você também pensou nisso, não é? — Ariadne perguntou afirmando. Um sorriso brincando em seus lábios. — Quando vamos?

- Hey, hey. Calma. Logo, eu diria. Primeiro nós temos que ir no Saito, porque ele é quem vai liberar Dom das acusações. E depois... — Ela confirmou com a cabeça, pensando. — Temos que saber onde encontrá-los, os dois.

- É por isso que você ta aqui falando comigo. — Ela sussurrou. — Porque eu já fui no limbo com o Cobb.

- Chaveirinho, você é muito esperta.

- Ah, obrigada. Então eu vou com você, quem mais vai?

- Na-na-não. Você vai projetar os níveis até o limbo e indicar o caminho até o Cobb.

- Mas onde você vai encontrar mais três pessoas?

Eames riu.

- Sou o cara dos contatos, esqueceu?

- Eu quero ir. – Fez bico. Eames passou um dedo na bochecha dela.

- Acha que não sei disso? Só não consigo convencer seu namoradinho do contrário. Não era nem pra você ter vindo desde o começo e nem ele quer ir dessa vez. Quem dirá deixar você ir!

- Pera, para, Eames! Você tá tagarelando. Não entendi nada.

- Claro que entendeu. Arthur não vai, nem vai deixar você ir. Eu nem devia estar falando com você sobre isso, se ele descobrir, acordo sem meu couro pela manhã. Sabe como ele é todo valentão. Mas se você tentar persuadi-lo...

Nesse ponto, Ariadne já tinha perdido a fome e largado tudo na mesinha de centro, olhando para Eames indignada.

- Para começar, eu sou maior de idade. Segundo: Arthur não é meu namorado nem nada do tipo para achar que pode mandar ou desmandar em mim. — Franziu a testa. — Amanhã mesmo eu começo a fazer as projeções. Quatro níveis, certo? E eu vou com vocês. E ele também vai. Vamos ver quem manda em quem.

Eames riu, terminando seu refrigerante e pegando outro pedaço de pizza. Essa chaveirinho era engraçada.

- Gostei do pedaço de pano, aliás. Se for usar pra convencer Arthur, vai ajudar. — Falou. — Você dorme assim na sua casa na França?

Ela ruborizou, pega de surpresa pela mudança de assunto. Ainda estava concentrada em odiar Arthur, nem se lembrava que já estava de pijama.

- Não, na verdade comprei numa loja do aeroporto.

Ele balançou a cabeça positivamente.

-Francesinha ambiciosa com casas e nada ambiciosa com roupas. — Ela crispou os olhos para ele. — Interessante. A gente pode jogar poker.

Ariadne começou a rir.

- Eu? Jogar poker com você? — Riu mais ainda, pegando outro pedaço de pizza. — Até parece. Acho mais inteligente da minha parte a gente assistir tv. — Ela pegou o controle com a mão livre e ligou a tv. Estava num canal de esportes. — Gosta de... futebol americano?

- Achei que você só assistisse coisas como... Top Design. — Deu de ombros. — Pode ser.

---X---

- Não é divertido? — Yusuf falou sorridente, analisando sua batida de abacaxi. — Três pessoas que nunca se viram antes, pegaram um voo para LA, coincidentemente sentaram próximos, coincidentemente estavam no mesmo hotel e viraram amigos. O destino é tão...

- Yusuf, Yusuf. — Arthur cortou. — Cala a boca.

- Verdade, você é péssimo. — Eames falou, balançando a cabeça.

- Hey garotos. — Ariadne os cumprimentou, parando a frente deles.

- Gostei desse \"garotos\", me senti bem mais jovem. — Yusuf comentou e os três rolaram os olhos. — Você fica bem com pouca roupa.

O queixo de Ariadne caiu, Eames começou a rir e Arthur jogou uma toalha na cara de Yusuf. Estavam todos na cobertura do hotel, onde ficava a piscina, muito à vontade, com bermudas e sem camisa como qualquer turista de férias, e Ariadne com um vestido por cima do biquíni. Ela jogou o vidro de protetor para Arthur e tirou o vestido antes de se sentar nos pés da espreguiçadeira que ele estava.

- Por favor. — Ela pediu com um sorriso. Ele não respondeu, mas começou a passar protetor nas costas dela. — Eames, eu comecei, mas preciso de material. Não sei se dá pra tirar tudo na conta do Saito.

- Ta brincando? Nós estamos tentando trazer o cara de volta!

- Você falou pra ela? — Arthur interrompeu. — Eu não acredito nisso.

- Cala a boca, Arthur. — Ela cortou, olhando-o bravo. — Eu sou a arquiteta, vocês precisam de mim.

- Ela tá certa e já esteve lá. — Eames completou tranquilamente, bebendo sua marguerita. — Ela é mais que útil.

- Não gosto disso. Quem for até o limbo pode se perder por lá com eles. — Ele entregou o vidro de protetor para Ariadne.

- Você é uma pessoa muito pessimista. — Ela rebateu num tom grave, encarando-o.

- Não quero que você se perca no limbo. — Ele disse sério e Ariadne sorriu, ruborizando.

Um ronco indicou que Yusuf dormira na espreguiçadeira ao lado. Arthur voltou a deitar e ela deitou ao seu lado, meio que enroscada nele.

- Não vou me perder, eu tenho as manhas. — Eles riram.

- Na verdade, — Eames interrompeu, após terminar sua marguerita num gole. — ela só está projetando os níveis. Sua Julieta não vai dormir conosco e eu to indo nessa. — Ele piscou para ela antes de levantar e pular na piscina.

- Por que você não quer ir? — Ela perguntou suavemente, olhando-o e passando os dedos no braço dele. — Quero dizer, é o Cobb. Duvido que você não queira tirá-lo de lá.

- Claro que quero. — Ele respondeu depressa. — Mas não sei... Se até ele se perdeu...

- Arthur. — Ariadne falou com firmeza, aproximando o rosto do dele. — Dom sempre esteve \"preso” no limbo. Mal. Mas ele podia pensar quando acordado. Agora, nem isso ele pode. Nós temos o dever de buscá-lo. Nós. Seus amigos.

Ele passou as mãos nos cabelos dela, pensando. Estavam tão próximos que os narizes se encostavam. Ele respirou fundo, não sabendo o que falar. Se aventurar no limbo continuava sendo uma aventura perigosa de mais na cabeça dele, mas ele era o armador. Talvez ele pudesse lidar com isso.

- Dom iria gostar que você fosse buscá-lo. — Ela completou mais baixo, com os lábios praticamente encostados nos dele.

Antes que ele fizesse qualquer coisa, ela já saíra de cima dele, indo até a ducha antes de pular na piscina.

- Essa menina escorrega de você que nem sabão. – Yusuf comentou.

Arthur o encarou como quem pergunta “Você não estava dormindo?” e jogou outra toalha nele.

---X---

Ela já tinha adiantado boa parte do trabalho, mas ainda tinha algumas dúvidas. Mal estava comendo ou saindo com os meninos e nem colocara uma roupa após o banho. Apenas se enrolou no roupão e voltou ao trabalho. Ter tirado a tarde de folga na piscina não ajudou a adiantar o serviço, mas por outro lado ela tinha que relaxar um pouco.

Analisava particularmente uma projeção de uma casa na praia quando bateram à porta. Não estava afim de jantar com Eames de novo – pensou. Iria dispensá-lo dessa vez.

Mas a única coisa que conseguiu fazer foi abrir a boca completamente surpresa ao ver quem estava à porta.

- Hey... – Arthur cumprimentou. – Quer que eu volte mais tarde?

Ela balançou a cabeça confusa, depois em negativa, fechando a boca.

- Não, tudo bem. Pode entrar.

Arthur murmurou um ok, após ela abrir passagem, entrando no cômodo.

- Ta ocupada?

- Mais ou menos. – Disse, apontando a maquete. – Tenho algumas dúvidas.

- Uau, você fez tudo isso em um dia? – Ela deu de ombros. – São muito bons e... – Ele pensou por um instante. – Ariadne, eu tive ideias.

- Ideias?... – Ela repetiu.

- É. Eu pensei no que você disse e tive ideias. Acho que não vamos precisar de quatro níveis, mas é bom que você tenha feito. Nós podemos usar dois e dois. – Ele falava rápido, apontando lugares nas pequenas cidades que ela começara a montar e pensando sozinho.

- Como assim?

- Dois níveis para o Saito e dois níveis para o Cobb. Não precisamos ir tão fundo quanto pra inserção. Só precisamos morrer no sonho antes que o efeito do sedativo termine. Que nem aconteceu com o Saito.

A mente de Ariadne clareou.

- É mesmo. – Murmurou. – E então, quem estiver no limbo sai com o chute, como eu saí. Mas vai ter que matá-los, porque eles já estão lá há muito tempo.

- Isso. – Ele falou, se aproximando dela. – O que nós precisamos é sincronizar o chute que nem da última vez, morrer no segundo nível, buscá-los e assunto resolvido. Dom e Saito de volta. Nós somos dois gênios. – Completou, segurando-a pelos ombros e a fazendo rir. – Você vai precisar de mais material, né?

- Eames já vai conseguir, disse que traz pra mim amanhã de manhã.

- Ótimo. Quem sabe a gente não consegue fazer isso essa semana mesmo?

- Antes de eu voltar pra França, assim eu posso ir junto.

Arthur fechou a cara e Ariadne sorriu, segurando a frente de sua camisa. Seu tom de voz era baixo e meio sexy quando ela voltou a falar.

- Não se preocupe, ok? Você sabe que não precisa se preocupar. Eu vou ficar bem, você vai ficar bem. E seria muito mais seguro se nós fossemos juntos. Quero dizer, quem mais me manteria em segurança além de você?

Ele sorriu um sorriso que chegava em seus olhos, seu sorriso com covinhas que ela passara a adorar nos últimos dias. Mordendo o lábio, Ariadne o puxou para mais próximo de si e Arthur se inclinou, novamente enroscando os dedos nos cabelos da nuca dela. Encostaram os narizes, escolhendo um lado pra começar e lentamente se beijaram.

Ela se ergueu nos próprios pés, soltando os dedos da camisa dele e descendo as mãos até o cós da bermuda que ele usava. Ainda achava estranho vê-lo com roupas tão casuais, mas não era hora para falar disso. Meio desesperada, se afastou minimamente dele e abriu a bermuda quase que ao mesmo tempo que desamarrava seu roupão.

Arthur apertou a cintura de Ariadne com um braço com força e ergueu-a, voltando a beijá-la. Ela enroscou as pernas na cintura dele e ele cambaleou até a cama, onde tombaram se tocando e afastando travesseiros, tudo simultaneamente.

Ele tirou a roupa e deitou em cima dela com calma, beijando-a com delicadeza enquanto entrava nela, apreciando aquele momento. E descobriu que gostava de tê-la em seus braços, de preenchê-la, de ter seu nome sussurrado pelos lábios dela. Era mais que um bom tiro. Era perfeito.

Quando acabou, deitado ao lado dela na cama, ele sentia como se nada pudesse detê-lo, como se ele fosse capaz de qualquer coisa. Inclusive se enfiar no limbo atrás de seu amigo maluco.

- Eu adoro essas covinhas. – Ariadne sussurrou, beijando-o exatamente onde elas ficavam antes de lhe dar um selinho, subindo nele. Ele passou as mãos desde as coxas da garota, pelo quadril, cintura e costas, ergueu um pouco o corpo, encostou os lábios nos dela e começaram outra vez.

---X---

No meio da noite, com Ariadne dormindo profundamente, Arthur acendeu um abajur e escreveu todo o plano tático para os dois sonhos, incluindo o que ele deveria pesquisar para fazer daqueles dois trabalhos os mais perfeitos. Para trazer seu amigo de volta sem nenhum problema a mais.

Quando terminou – mais rápido do que nunca fizera antes -, voltou para a cama, deitando encostado nela e a beijando no ombro. Ela resmungou, não acordando. Ele tentou de novo, subindo os beijos pelo pescoço. Ela sorriu, começando a acordar, sentiu as mãos dele nela.

- Eu adoro todo o seu corpo. – Ele sussurrou, fazendo-a rir e ela virou-se para ele.

Ele a beijou calma e longamente nos lábios antes de mudar o rumo. Beijou-a no queixo, pescoço, seios, barriga, fazendo-a rir.

- Adoro esse seu corpo. – Repetiu, descendo um pouco mais. Afastou as pernas dela. – Principalmente essa manchinha aqui. – Disse, dando um beijo na mancha de nascença que ela tinha na virilha.

A meia luz disfarçou o rubor que subiu para as bochechas de Ariadne antes de seus olhos brilharem de desejo.

- Ai meu Deus. – Ela arfou, sem ar. Um gemido escapou de sua garganta.

---X---

- Ariadne? – Uma voz ecoou ao longe em sua cabeça. Ela estava dormindo de mais para perceber de onde vinha. – Ariadne? – Não era um chamado em voz alta, era mais um sussurro, com medo de acordar mais alguém além dela. – ARIADNE!

Ainda não foi propriamente um grito, mas fez com que ela abrisse os olhos, piscando algumas vezes para se acostumar com a claridade. Girou a cabeça, procurando quem a chamava e sentou-se assustada na cama, se cobrindo com o lençol.

- Achei que não fosse acordar nunca, ele te deu um sedativo?

Ela pensou por um instante e sorriu. Não. Era bem melhor que sedativo... Balançou a cabeça de leve, tentando manter a concentração.

- Como você entrou no meu quarto, Eames? – Ele levantou uma sobrancelha.

- Não é óbvio? Roubei o cartão da camareira. – Ariadne murmurou um “Ah...”. – Bom, vim só deixar as coisas que você pediu. Sabe que horas são? Você está atrasada com esse serviço. Pelo menos conseguiu alguma coisa dele?

Novamente, Ariadne não conseguiu conter o sorriso.

- Ariadne. – Eames ralhou de novo. – Não estou afim de ter que te chamar pra realidade a cada frase. – Ela fez uma careta.

- Ele está dentro. – Respondeu finalmente. – Consegui convencê-lo.

- Ótimo, Chaveirinho. Bom trabalho. Posso acordar ele agora, suponho.

- NÃO! – Ela protestou, olhando para Arthur dormindo de boca aberta ao lado dela. Passou a mão nos cabelos dele, olhando-o abobalhada. – Ele ta dormindo tão bem... – Sorriu.

- Ah, ótimo. Nossos novos “Dominic e Mallory”.

Ela rolou os olhos antes de voltar a olhar pra ele.

- Acho que você pode ir. Obrigada por comprar as coisas.

- Disponha. – Eames falou, virando-se, só para se voltar e tacar o que parecia ser uma dessas bolinhas de borracha exatamente na testa de Arthur, que levantou num pulo, sentando-se assustado. Ariadne fechou a cara e Eames rolou de rir. – Precisava ver sua cara, foi hilário! – Falou sem ar.

- Certo Eames, é melhor você começar a correr. – Arthur falou bravo, mas não foi levado a sério. Estava com cara de sono e seu cabelo estava todo bagunçado.

- Uh, quase morri de medo! – Disse, ainda rindo. – Pois saiba que eu vou indo mesmo, querido, já deu minha hora. Chaveirinho. – Ele fez uma reverência meio exagerada e saiu do quarto.

- Como ele entrou aqui? – Arthur perguntou com a testa franzida. Ariadne sorriu e passou o dedão na bochecha dele.

- Ele é um falsificador, esqueceu? E isso não importa agora. – Deu-lhe um beijo na bochecha, fazendo-o se acalmar imediatamente. Ele passou um braço na cintura dela e lhe deu um selinho. – Bom dia. – Sussurrou.

- Bom dia. – Ele respondeu nos lábios dela, desejando secretamente acordar ao lado dela assim por muitos dias. Tipo para sempre.

Um desejo que ecoava cada vez mais alto em sua cabeça.

N/A: Cadê minha review? :( -Q

Preciso saber o que vocês acharam agora ._.

Ta um lixo? Ta lindo de morrer? Ect?

Por favor, comentem ._.

B

N/b: Ok, nem sei como começar isso, mas vou ser breve antes que By me coma na porrada por eu ser uma péssima beta.

QUE NEGÓÇO LINDO. Ok, sou Arthur e Ariadne for life, e Inception é a coisa mais fuck yeah da vida. Mas, BY DO MEU CÉU, ME MATA MERMO. As covinhas do Arthur, e o Eames e ... ... ... ... *cai da cadeira* Mesmo que By tenha largado o Cobb e o Saito no Limbo e ))))):

E mais uma vez, pari uns 59 filhos lendo uma fic. Blame it on By ._.