Louder And Louder
2 Capítulo 2
“It’s like a dream: no end and no beginning
You here with me it’s like a dream”
Madonna
- Que horas são? – Ele perguntou nos lábios dela.
- Hm, não tenho ideia. – Ela respondeu. Beijou-o no ombro e pescoço, já deitando com ele novamente. – Você tem o pique de um adolescente.
Arthur encarou-a.
- Quantos anos acha que eu tenho?
- 29, Eames me contou anteontem. – Ele fez uma careta e Ariadne riu. – Seu cabelo ta muito engraçado.
Ele sorriu e a beijou novamente com muito, muito carinho.
- São só números. – Murmurou sério. Ariadne o olhou nos olhos.
- Eu sei. – Disse com firmeza, passando os dedos na testa dele com delicadeza, afastando o cabelo.
Sem mais nada a dizer, voltaram a se beijar, sendo atrapalhados cedo de mais pelo celular de Ariadne. Respirando fundo, ela se separou de Arthur e pegou o celular no criado-mudo ao lado da cama. Atendeu.
- Para de dar e vai trabalhar. – A voz de Eames soou do outro lado do fone.
- Como você sabe que eu não to trabalhando?
- Eu estou na porta.
- EAMES!
- É sério, já são quase 11h.
Ariadne bufou e desligou na cara dele.
- O pior é que ele ta certo. – Resmungou e saiu da cama. Virou-se para Arthur sentado na cama sem entender e passou os dedos no braço dele até segurá-lo pela mão. – Quer vir tomar banho comigo?
Com um sorriso, ele a seguiu para o banheiro.
---X---
Dava mais trabalho do que o imaginado.
Depois de um mês de tentativas, eles conseguiram trazer Saito de volta e sabiam que a cada dia que demoravam, mais perdido Dom ficava. Mas eles precisaram de muitas tentativas até acertarem o método.
Agora tudo estava praticamente certo para buscar Dom. Ariadne só tinha que mostrar para Eames o último ajuste que fizera no segundo nível – onde ela o mataria com um desfibrilador para manda-lo para o limbo e o reviveria da mesma forma.
-Chaveirinho? – Eames chamou, caminhando entre as prateleiras. – Por que a gente ta numa farmácia?
Ela não respondeu. Estava ocupada olhando o conteúdo da prateleira à sua frente. Eames parou ao seu lado.
- Por que você ta olhando para testes de gravidez? – Ele perguntando, olhando de Ariadne para as caixinhas à frente. Ela continuou não respondendo. – Chaveirinho... – Eames falou lentamente, encarando-a. – Você ta grávida?
Isso causou alguma reação e Ariadne piscou, balançando a cabeça.
- Não. – Respondeu.
- Então o que isso quer dizer?
- Nada. – Ela disse rapidamente. – A farmácia está no desing. Vamos.
Ela saiu da farmácia, subindo a rua e pouco tempo depois Eames estava em seus calcanhares.
- Você e o Arthur, heim? São bem rápidos. – Ele continuou falando. — Quem diria. Aliás, eu sempre quis saber, quando você decidiu transar com ele? – Ariadne deu de ombros.
- Eu não sei... Desde a aula de paradoxo.
Eames diminuiu o passo.
- Você o ama. – Concluiu.
- Não falei isso. – Ela rebateu, mas não havia acusação em sua voz.
- Claro que sim. – Ele voltou a acompanhá-la. – E agora vocês vão ter um bebê. Já contou pra ele?
- Não.
- Por que não?
- Porque eu não to grávida. – Ariadne respondeu como se fosse óbvio.
- Então porque a gente entrou no sonho dentro de uma farmácia olhando para os testes? – Viraram à direita.
- Eu vou saber?
- Esse é o seu sonho. Poxa, Ariadne, se eu vou ser tio, quero saber.
Ela parou abruptamente e o encarou. Ele deu de ombros e ela rolou os olhos, voltando a andar.
- Não é nada de mais, Eames, se quer tanto saber. Só estou um pouco atrasada. – Viraram à direita novamente e atravessaram a rua. – Mas logo vem.
Eames soltou um risinho. Eles pararam num prédio de três andares que parecia estar abandonado.
- Sei. Atrasada o suficiente para sonhar com isso. É aqui? – Ele perguntou, olhando para o alto do prédio.
- É. O último andar está todo equipado e qualquer coisa nos temos a farmácia no outro quarteirão.
- Hm... Aposto que se você fizer aquele teste no sonho, vai dar positivo.
- Não, não vai.
- Vai sim.
- Não vai.
---X---
- Eames? – Ariadne chamou. Faltava um minuto para acordarem.
- Senhora?
- Se eu estivesse grávida... Como você acha que o Arthie reagiria?
Ele a encarou surpreso e pensou por alguns instantes.
- Não sou a melhor pessoa para dizer isso. Mas se você ta achando que ele vai te deixar... Eu nunca o vi tão de quatro por uma mulher como com você.
Não deu tempo para ela responder, o tempo acabara. Mas quando Eames abriu os olhos, Arthur já estava em cima dela perguntando se tudo estava certo.
- Ta, acho que a gente já pode ir. – Ela respondeu.
- Também estou ótimo, obrigado por perguntar. – Eames falou ao mesmo tempo. Arthur o ignorou e Ariadne sorriu para ele.
- Por favor, me deixe estar por perto quando você for contar. – Ele sussurrou, quando já estava indo embora. – Quero só ver a cara dele.
- TCHAU Eames. – Ela fechou a porta na cara dele.
---X---
- Quando a gente vai?
- Assim que Yusuf voltar. E Saito. Ele quer estar junto.
Arthur estava sentado no pequeno sofá do quarto de Ariadne no hotel. Ela foi até ele e sentou em seu colo.
- E isso seria...?
- Segunda, sem falta.
- Legal. Finalmente.
- Nem me fale.
Obviamente, toda a tensão de não ter Dom por perto era evidente principalmente em Arthur. Eles eram praticamente irmãos e vê-lo definhando em si próprio não era exatamente o que haviam planejado. E Ariadne. Que o deixara lá.
O consolo era que estavam fazendo de tudo para trazê-lo de volta e ter Saito negociando para cima e para baixo era um bom sinal.
- Eu estava pensando... – Arthur começou, meio incerto. – Tenho uma casa aqui em LA e já faz muito tempo que a gente ta nesse hotel, não achei que fosse se estender tanto... Além do mais, olha o tamanho disso aqui, precisamos de espaço. – Ariadne riu.
- Fala sério, esse quarto é maior que meu apartamento em Paris.
Arthur crispou os olhos um pouco, encarando-a antes de responder.
- Bom... Então ainda bem que você recebeu todo aquele dinheiro do Saito. Enfim. O que você acha da gente ir morar na minha casa?
Ela pensou por alguns instantes.
- É longe?
- Não. É até mais perto da clínica.
Ai se dona Alexia descobrisse que sua filha estava se mudando para a casa de um desconhecido...
- Por mim tudo bem. – Ela finalmente decidiu. Ir morar com Arthur não parecia muito diferente do que ir morar com alguma de suas colegas de faculdade, como teve que fazer no primeiro ano.
- Ótimo. Vamos sair daqui na sexta, então.
---X---
- Arthie, posso fazer uma pergunta aleatória?
- Claro que sim.
- Quando é seu aniversário? – Ele a encarou com um meio sorriso. — A gente é um casal, não? Deveríamos saber mais um do outro.
- 30 de junho. – Respondeu. Ela fez os cálculos.
- É em oito meses. E... você tinha acabado de fazer aniversário quando pegamos o trabalho do Fischer, porque não disse nada?
- Porque não faz muita diferença. – Ele disse, dando de ombros.
- Você comemorou? – Arthur riu.
- No meio do trabalho, como tem sido nos últimos nove anos.
- Que triste.
- E você? – Ele mudou o rumo, passando os dedos no cabelo dela. – Quando faz aniversário?
- Fevereiro. Como se você não soubesse. – Ela respondeu com um sorriso e o beijou.
---X---
Ariadne não era mais que torpor enquanto esperava o ponteiro dos segundos passar, pronta para reanimar Eames, explodir a base do prédio, acordar na casa da praia com Arthie para acordar no quarto da clinica psiquiátrica com tantas pessoas mais. Com Cobb. Era o único mantra que ecoava em sua cabeça: trazer Cobb. Tão alto que foi com certo medo que ela abriu os olhos na clínica.
Ela primeiro olhou para Arthur ao seu lado, depois para Eames, que sorria, para então olhar para Dom.
- Vocês não vão desligar isso? – Dom perguntou, um tom de humor em sua voz. Era bom ouvir a voz dele. sentou-se na cama. – Oh, oi.
No quarto também estavam Yusuf e Saito, mas ainda tinha gente para chegar, todos muito aliviados, sorridentes. Dom olhou para Arthur por um longo período e murmurou um obrigado, assim como para Eames, que saiu logo em seguida para fazer uma ligação. Ariadne se permitiu chorar, como raramente fazia. Só um pouco. Arthur a abraçou, dando-lhe um beijo no topo da cabeça.
- Depois vocês me contam sobre isso. – Dom brincou novamente. Bom sinal.
- Arthur e Ariadne vão ter o casamento marcado mais rápido do que a gente imagina presenciar. – Eames falou, ao voltar para o quarto.
- Quem disse que você vai ser convidado para presenciar? – Arthur rebateu, fazendo todo mundo rir.
- A Chaveirinho, querido. – Eames rebateu num tom de “óbvio”.
Vinte minutos depois, Miles entrava no quarto com James e Phillipa, que correram para os braços do pai. A cena deixou Ariadne ainda mais emocionada, que ela teve que sair para tomar um ar.
- Ah, os hormônios das grávidas... – Eames falou atrás dela. Ela o ignorou. – Ainda não contou para ele, né?
- Contar o quê?
Eames encostou ao lado dela no parapeito, oferecendo-lhe um lenço e ela aceitou.
- Ué... Desatrasou?
Ariadne enrolou o máximo de tempo antes de responder. Assoou o nariz e devolveu o lenço.
- Pode ficar. – Eames disse, gesticulando.
- Não. – Finalmente respondeu. – Não desatrasei.
- Duvido que você tenha duvidas. Devia contar para ele. – Ela rolou os olhos.
- E você devia parar de ser intrometido. – Disse com firmeza.
- Ele não negou, Ariadne. – Eames falou para as costas dela, já que ela resolvera voltar para o quarto. – Quando eu falei do casamento, ele não negou.
Sem dizer nada, ela entrou no quarto. Ver Arthur brincando com James só a fez ter os olhos cheios de lágrimas novamente.
N/A: AEHOO! o/ Meio corrido, né?
Um bebê? Já? É, talvez. Adiantei porque essa conversinha do Eames e da Ariadne tinha que ser quando o Cobb acordasse e eu não queria deixar ele tempo de mais no limbo ;(
Obrigada Carolis, Geo, Carol Black, Nana17 e heri que comentaram no #nyah e a ALEMÃ Naomi Hansen que se deu ao trabalho de jogar a fic no tradutor pra ler, porque ela não entende português direito. Essas pessoas comentaram no primeiro capítulo e vocês são LIMDHS *-*
O próximo capítulo não ta escrito, mas eu espero escrever em breve. Enquanto isso, qtau comentar? JEJEJE
XX
N/b: PUTZ, VELHO. WEOITNJWUGDOIPJHM Alguém dá o Eames pra mim? ;;3/ Só não peço o Arthur porque ele é da Ariadne e se eu falar que quero o Joe a By me espanca ): n MAI IMAGINA O BEBÊZINHO, QUE COISA MAIS LINDA DA VIDA? *-* VAI TER O SORRISO DO ARTHUR, AAAAAAAAAAAAAH *----------* Mas gente, que coisa mai mai mai mai mai mai mai mai ... ... ... ... E Eames de padrinho = ME CHAMA PRA SER MADRINHA D: N Ok, parei de besteira. Nem preciso falar que ta foda, porque olha. Tá foda. P.s.: MILES COM AS CRIANÇA, AI MEU DEUS *-*
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