Loucuras de Agosto
23 Retorno
ROMANCES MENSAIS
LIVRO VIII – LOUCURAS DE AGOSTO
CAPÍTULO XXII – RETORNO
Três dias se passaram desde que chegamos à pequena e aconchegante cada de campo emprestada pela ex-namorada de Spencer em Périgueux. Como informado pelo irmão mais velho de Carly, o lugar ficava afastado da cidade, rodeado por florestas e pelo rio Dordonha que percorria toda a região, que parecia não ter mudado muito em sua arquitetura desde os séculos passados.
Observando o sol nascer na beirada do rio que ficava há uma distância de aproximadamente vinte metros da casa, minha mente trazia algumas memórias de minha infância, na época em que eu pai ainda era vivo. Respiro fundo, apreciando a brisa agradável da manhã. Devido a vegetação densa ao nosso redor, mesmo estando no pico do verão na França, o clima ainda era refrescante e acolhedor.
De repente sinto braços finos e delicados rodearem minha cintura e o aroma suave de perfume feminino inebriam meu olfato. Sorrio e encaro os cabelos loiros pelo canto dos olhos, apertando seus braços, apreciando aquele carinho singelo. Sam deixa um beijo em meu pescoço e se coloca em minha frente, encarando-me com intensidade.
— Está tudo bem? Por que acordou tão cedo? – Questiona a linda mulher, passando os braços por cima dos meus ombros. Envolvo sua cintura e deixo um beijo demorado em sua testa.
— Eu era quem deveria estar fazendo essas perguntas. Por que está acordada a essa hora? – Retruco e ela dá de ombros, aconchegando seu corpo contra o meu, protegendo-se do frio. Ela usava um robe longo de seda branco e as botas que eu usava para procurar lenha ao nosso redor.
— Eu acordei e você não estava ao meu lado. Procurei você por toda a parte da casa e pensei que alguma coisa tivesse acontecido. Por que veio para cá? Está tudo bem? – Pergunta a loira, preocupada. Balanço a cabeça, negando, e beijo seus lábios com carinho. Era incrível como eu nunca me canso de beijá-la e de sentir o seu corpo junto ao meu.
— Está tudo bem. Eu apenas estou acostumado a acordar cedo. – Respondo, apoiando meu queixo o topo de sua cabeça. – Aproveitei para assistir o nascer do Sol. Isso me traz recordações de meu pai.
— Do seu pai? – Ela pergunta, afastando-se para me encarar com preocupação. Sorrio e assinto, virando-a para abraça-la por trás, enquanto o Sol começava a dar os seus primeiros sinais por entre as árvores que haviam próximas ao rio.
— Sim. Eu amava pescar com meu pai quando era criança. – Comento, nostálgico. – Como você sabe, minha mãe era um pouco...
— Louca? – Completa Sam e eu acabo rindo.
— Eu queria dizer controladora, mas acho que essa palavra define muito bem Marissa Benson. – Respondo e Sam dá uma breve risada anasalada. – Minha mãe sempre foi uma pessoa difícil de lidar. Com meu pai longe de casa, servindo às forças armadas, ela gostava de controlar todos os meus passos e isso era sufocante. Por isso, sempre que ele estava de folga, meu pai arrumava um jeito de irmos pescar. Minha mãe odiava e até hoje não suporta a mata. Ela tem pavor a insetos e era uma luta todas as vezes em que queríamos sair, mas meu pai tinha seus métodos para dobrar a dona Marissa. Nessas oportunidades, nós acampávamos no meio da selva, observávamos as estrelas, compartilhávamos de sonhos e eu ouvia suas histórias sobre sua infância e o que ele enfrentava em suas missões.
— Apesar de ter o visto poucas vezes nos aniversários de Elena, eu me lembro do seu pai. – Comenta a loira, encarando-me com um fraco sorriso. – Ele era uma pessoa muito divertida. O completo oposto de sua mãe. Ela estava sempre gritando comigo e fazendo de tudo para me manter afastada de você. Às veze eu implicava com você apenas para ver a sra. Benson ter suas crises de histeria.
— Minha mãe realmente te odiava. – Relembro, rindo. – Mas as suas implicâncias só serviam para fazer com que ela ficasse ainda mais em cima de mim. Tanto é que eu era proibido de brincar com Elena quando os Barton estavam presentes. Isso sempre me deixava entristecido. Apesar de ter a sua presença ameaçando a minha paz, parecia que vocês estavam sempre se divertindo.
— Acho que mesmo depois de tantos anos, nossas brincadeiras não mudaram tanto. Assim como quando éramos crianças, quando nos juntamos é sempre uma bagunça, como se nunca tivéssemos amadurecidos. – Conta Sam, sorrindo com carinho ao lembrar dos primos. – Eu sinto falta deles. Não vejo a hora de voltar para Hawkins e poder estar com eles de novo. Quero passar horas conversando bobagens com minhas primas, implicar com os rapazes, ouvir as histórias malucas de tio Clint em sua última viagem, treinar com tia Tasha, ri com as loucuras de Beth e...
Ela respira fundo e vejo seus lindos olhos exibirem uma dor intensa. Eu sabia bem o que ela sentia. Reconhecia sua dor muito bem. Mesmo que tenha se passado treze anos desde sua morte, lidar com o luto ainda era uma missão complicada. Meu coração ainda se enchia de tristeza ao pensar o quanto minha vida teria sido diferente se ele ainda estivesse vivo ou a quantidade de momentos ao lado que perdi com a sua partida precoce.
— E...? – Incentivo a garota a colocar para fora tudo o que sentia. Eu sabia que ela precisava. Sam não tinha tido o seu momento de luto. Desde a morte de seu pai, ela vinha enfrentando situações malucas e evitado pensar no assunto com profundidade, mas eu conhecia essa dor o bastante para saber que prolongar esse momento só tornava tudo ainda mais difícil.
— Acho que preciso visitar o túmulo do meu pai. – Responde Sam, respirando fundo em seguida. – Eu... eu não tive a chance de... de me despedir. Hugh me apagou antes que eu pudesse acompanhar o... sepultamento. Eu não... não conseguir dizer adeus apropriadamente. Então... então eu quero... visitá-lo.
— Vamos juntos. – Afirmo, intensificando nosso abraço. Ela soluça e posso ver que ela morder os lábios para não deixar escapar o choro intenso. Sam aperta meus braços, cravando suas unhas em minha pele. – Eu prometo. Eu estarei com você o tempo todo.
Ela se vira e esconde o rosto em meu peito. Era a primeira vez que eu a via tão vulnerável e frágil. Sam apertava minha blusa e tremia, enquanto seu choro era abafado. Esse era um daqueles momentos em que nos dávamos conta de que a pessoa que mais amamos jamais voltaria. Que nunca mais poderíamos sentir seu perfume ou o calor de seu abraço. Não ouviríamos mais as suas risadas ou reclamações.
E então as lembranças veem como uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que trazia as alegrias por termos vivido tantos momentos incríveis com aquela pessoa, a dor da saudade, raiva e do arrependimento nos atinge e maltrata nosso coração. E talvez fosse por esse motivo, que também acabo me entregando as lágrimas, relembrando meus últimos momentos com meu pai.
Não sei quanto tempo passamos chorando abraçados, mas quando as lágrimas parecem finalmente findar, o Sol já havia nascido por completo e brilhavam intensamente. Permanecemos mais algum tempo em silêncio, apenas aproveitando a beleza surreal da natureza que nos cercava. Talvez como uma forma de recuperar nossas forças e seguir em frente.
Quando a fome começou a falar mais alto, retornamos para a casa onde estávamos ficando. Ela era de madeira e possuía uma varanda com um banco aconchegante, onde podíamos apreciar a floresta e a paisagem das montanhas próximas. Assim que entramos é possível observar a decoração rústica da casa que também possuía móveis de madeira. Não tínhamos energia elétrica, por isso, precisávamos estar sempre repondo a lenha para conseguir fazer a comida no fogão à lenha ou esquentar a água do banho. Não havia televisão ou internet para nós nos conectarmos ao resto do mundo. Até mesmo o sinal de celular era fraco demais para conseguirmos contato com outras pessoas.
— Eu vou preparar o café da manhã. – Avisa Sam, seguindo para a cozinha.
— Tudo bem. Enquanto você prepara, eu vou cortar um pouco de lenha. — Respondo, calçando as botas que ela deixou na porta da sala.
Sigo para os fundos da casa, onde pego o machado e a cesta para transportar a lenha. E assim como tenho feito nos últimos dias, vou para a floresta procurar por pedaços de madeira e troncos que pudessem ser cortados e usados como lenha. Enquanto andava pela floresta, é inevitável não pensar em meu pai. Ele era um homem que amava estar em contato com a natureza e por isso havia me ensinado algumas técnicas de sobrevivência na selva.
Assim que retorno para a casa de madeira para casa com toda a lenha que poderíamos precisar para passar o dia, suspiro ao sentir o aroma agradável de café espalhado pela casa. Deixo toda a madeira ao lado da lareira e sigo para cozinha. Sento-me a mesa, onde os ovos, pedaços de bacon e o café tinham sido postos. Sam não demora a aparecer já com os cabelos molhados e um vestido preto mais salto que ia até um pouco acima de seu joelho.
— Terminou? – Pergunta, encarando-me com curiosidade.
— Sim. – Respondo, colocando um pouco de café na xícara. Tomo um pouco do líquido e suspiro, apreciando o sabor. Sam me serve um pouco de ovos e o bacon em um prato. – Obrigado.
— Quando acha que poderemos voltar para Hawkins? – Questiona Sam, sentando-se ao meu lado. Pondero sobre sua pergunta, enquanto como um pouco de ovos. – Sei que a princípio, eu precisava ficar escondida pelo menos uma semana para evitar ser pega pela polícia ou os enfermeiros do hospital, antes de tentar voltar para os Estados Unidos, mas isso foi antes de Louis Leblanc morrer. Eu não aguento mais só ver árvores, pássaros e água. Preciso ver pessoas e de toda a agitação da cidade. Achei que estivesse acostumada a ficar sem informações por causa do tempo que passei no hospício, mas no Troubled Waters pelo menos tinha pessoas, televisão e pessoas gritando a todo momento ou fazendo loucuras que serviam como um entretenimento. Aqui parece que o tempo não passa. Eu preciso de alguma agitação.
— Eu não sei. Também sinto falta da minha rotina corrida e da tecnologia, mas eu não sei se já é seguro sairmos. Mesmo com a morte do sr. Leblanc, seu tio ainda deve estar procurando por nós. Ainda temos o fato de estarmos usando documentos falsos. Não sei se podemos confiar nos passaportes que Spencer conseguiu para usarmos no aeroporto. É muito arriscado no momento. – Respondo, bebendo mais um pouco de café. – Talvez devêssemos seguir o plano original e ficar os sete dias aqui. Nós ainda temos comida e água potável para usar durante esse tempo.
— Eu não sei se consigo aguentar esse tempo todo. – Confessa Sam, bufando. – Eu sinto que vou enlouquecer a qualquer momento. A cidade mais próxima fica há uma hora daqui. Estamos tão isolados da sociedade que eu me sinto em um filme de terror.
— Pensei que tivesse sido treinada para sobreviver a qualquer situação. – Comento e ela me encara entediada.
— Eu fui, mas isso não significa que eu preciso me prestar ao papel de viver como um animal. – Responde, terminado de comer o resto do bacon que tinha preparado. – Eu posso enfrentar qualquer situação, mas eu sinto que estou perdendo minha sanidade aos poucos com toda a calmaria desse lugar. Eu realmente preciso ter contato com outros seres humanos.
— É tão ruim assim viver comigo? – Brinco e lanço um sorriso malicioso para ela. – Pensei que estivesse se divertido quanto eu.
— Não tenho nenhuma reclamação a fazer quanto a isso. – Afirma, correspondendo ao meu sorriso. Ela então parece ter alguma ideia e se aproxima mais de mim, levando uma mão a minha nuca, rapando suas unhas na pele sensível de meu pescoço. – Inclusive, acho que precisamos repor o estoque de camisinha.
— Procurando motivos para ir à cidade? Não vai funcionar. – Respondo, rindo do bico que ela faz inconscientemente quando eu nego sua tentativa. – Você precisa ser um pouco mais paciente. São apenas quatro dias.
— Deixa de ser chato, Benson. – Resmunga a loira, afastando-se. – O que é que custa irmos à cidade um pouco? Nós estaremos disfarçados. Ninguém nesse lugar nos conhece. E eu posso dar conta de qualquer capanga do Hugh que surgir. Eu fiz uma nova meia de manteiga.
— O quê? A meia de manteiga? – Surpreendo-me com a nova informação. Ela ri e se levanta, indo até o depósito dos fundos da casa. Ela não demora a voltar com uma meia minha branca com um enorme pedaço de manteiga dentro. Rio, balançando a cabeça em negação. – Essa arma pode ser mais letal do que uma arma de fogo.
— Por isso estou dizendo que estou preparada para irmos à cidade. Vai ser rapidinho. Vamos na farmácia, compramos algumas coisas que estou precisando e voltamos. – Insiste a loira, voltando-se a se sentar ao meu lado. – A gente também aproveita para ver se temos alguma notícia de Hawkins. Eu não vou entrar em contato com ninguém. Apenas pesquisar no site de notícias. Eu prometo.
— Eu não sei, Sam. – Respondo, incerto se era mesmo uma boa ideia arriscar sair de nosso esconderijo agora.
— Ah, vamos lá, nerd. – Sam se aproxima mais e se senta em meu colo, enquanto seus braços se apoiam em meus ombros. – Eu prometo que não farei nada que chame atenção. Eu ficarei quietinha.
Ela começa a distribuir beijos em meu pescoço, enquanto acaricia meu cabelo. Engulo em seco, respirando fundo para não ceder ao seu pedido, mas era realmente difícil pensar racionalmente quando ela começa a rebolar em meu colo e usar sua voz suave.
— Eu... Sam, ainda é muito... perigoso. – Tento dizer, mas minha voz mais fraca e rouca do que eu gostaria. Ela sorri discretamente. Provavelmente sabia que não faltava muito para que eu acabasse concordando com aquela loucura.
— Por favor. – Sussurra contra meu ouvido, mordendo o lóbulo de minha orelha. Ofego e fecho os olhos. – Prometo te compensar muito bem.
— Tudo bem. – Concordo e ela me encara com uma expressão de pura euforia. Ela deixa diversos beijos em minha testa, bochechas e boca, antes de se levantar, animada. – Aonde você vai?
— Trocar de roupa e me arrumar. Enquanto isso, vai tomar banho. Acho que a água ainda está quente. – Responde, seguindo para o quarto. — Quanto antes nós irmos, melhor.
E ela então desaparece, cantarolando uma música qualquer. Rio e balanço a cabeça, negando. Coloco as louças do café da manhã na pia, lavando-as para não ter perigo de algum animal selvagem invadir a casa ao sentir o cheiro de comida e sigo para o banheiro. Tomo um banho rápido, já que Sam assim que terminou de se arrumar, passou a me apressar para sairmos com batidas intensas na porta do banheiro.
Como uma criança que não via a hora de sair para passear, ela foi a primeira a correr para o carro assim que terminei de colocar minha peruca e boné. Ela usava a peruca de fios negros e lisos, as lentes de contato que deixavam seus olhos castanhos, uma regata preta, calça jeans e tênis. Sam me encara com ansiedade e prendo o riso, divertindo-me com a sua animação por finalmente irmos para a cidade.
Depois de quarenta minutos de estrada de chão, atravessando a floresta que nos rodeava e mais trinta minutos no asfalto, finalmente chegamos a Périgueux. Capital da região de Périgord, é uma cidade de arte e história com uma importante herança histórica, com a sua antiga cidade galo-romana e a sua cidade medieval e renascentista. Era fascinante como aquela pequena cidade com seus quase trinta mil habitantes abrigava tanta beleza que se alternava entre natureza e a arquitetura renascentista.
— Parece que nada de importante aconteceu em Hawkins nesses últimos dias. Pelo menos, não algo que fosse divulgado pela mídia. – Comenta Sam, encarando o celular, assim que entramos na primeira farmácia que encontramos na cidade. – A última informação que apareceu das Corporações Puckett fala que Beth se tornou a favorita pelos acionistas para assumir a presidência da empresa, mas isso foi há quase duas semanas. Muita coisa pode ter mudado nesse período.
— Pela reação de seu tio, acho que ele deve ter perdido a disputa. – Suponho, pegando camisinhas para colocar em uma pequena cesta que peguei na entrada da farmácia.
— Mas... o quê? – Sussurra Sam, parecendo surpresa com alguma coisa. – Como assim a Beth vai se casar?
— Sua irmã vai se casar? Ela estava namorando alguém? – Pergunto, observando Sam encarar a tela do celular com os olhos arregalados. Ela nega veemente e me mostra a notícia. – O noivo da sua irmã é Daryl Dixon? Uau, isso é mesmo surpreendente.
— Você conhece o Daryl? – Questiona a loira, ainda atordoada com a notícia.
— Sim. Minha mãe fez intercâmbio no Canadá quando ainda era adolescente e ele era vizinho da família que a recebeu. Eles estudaram juntos e mesmo quando ela voltou para os Estados Unidos, eles mantiveram contato. Ele até mesmo passou uma temporada em nossa casa quando foi para Hawkins. – Conto, relembrando do homem que eu tinha como um tio. – Nunca imaginei que ele se casaria.
— Eu nunca pensei que Beth se casaria. Ela não se prende a ninguém. – Revela Sam, voltando a encarar a notícia. – Eu venho para França e minha irmã simplesmente...
De repente meu celular começa a tocar. Encaro Sam preocupado e fico ainda mais receoso ao ver que era um número desconhecido. Ansioso e com a confirmação da loira, que parecia querer saber tanto quanto eu quem me ligava, atendo a ligação, levando o celular ao ouvido.
— Alô. – Atendo em inglês, encarando Sam.
— Olá, Freddie. Aqui quem fala é Natasha Romanoff. Eu estou apenas ligando para avisar que chegou a hora. — Surpreendo-me com a voz da agente do outro lado da linha.
— Natasha Romanoff? Chegou a hora de quê? — Pergunto com Sam em cima de mim, ansiosa por ouvir o nome da tia.
— Chegou a hora de voltarem para Hawkins. Em algumas horas, enviarei dois agentes para casa onde vocês estão escondidos para acompanhar os dois em seu retorno aos Estados Unidos. Arrumem suas coisas e se preparem. Em breve entrarei em contato novamente. — E sem esperar que eu respondesse ou questionasse qualquer coisa, a ligação é encerrada.
— O que aconteceu? — Pergunta Sam, ansiosa. — Era a tia Tasha na linha?
— Sim. — Afirmo, sorrindo para a loira. — Parece que a hora de irmos para Hawkins chegou. Precisamos voltar para casa e arrumar nossas coisas. Em algumas horas estaremos partindo para os Estados Unidos.
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