Lost in Love

6 CAPÍTULO VI - All My Loving


Notas iniciais
Oi leitores do meu coraçãozinho! ♥ ♥ ♥ 1 ano e tantos sem postar né?! Não vou mentir não por que é feio! :x Eu escrevia quando podia, dava vontade ou quando estava inspirada. Desde o último capítulo aconteceram tantas coisas que perdi um pouco a vontade de escrever os "finalmentes" em determinado momento. Não vou entrar em detalhes chatos e deixar você curtirem a PARTE I do final da fic. Sei que da última vez disse que esse seria o ÚLTIMO, mas preferi escrever com o coração e tentar não fazer um final porcaria pelos cocos. Então meus amados leitores escrevendo de pouco em pouco acabei escrevendo demais e tive que dividir em partes porque o capítulo final deu quase 36 páginas! :O Como não curto muito ler capítulos extensos acabo gostando também de escrever capítulos menores. Considerando que os demais caps da fic ficaram em torno de 11 páginas vou postar mais 2 partes em torno desse mesmo número de páginas. Agradeço se forem compreensivos... >—<' A tia demora, mas ela não desiste não! Se fosse pra desistir nem postava! ;~ A música do título é All My Loving dos Beatles. Espero que gostem e me desculpem pela demora!

CAPÍTULO VI — ALL MY LOVING

(Todo o meu amor)

—

HINATA POV'S ON

A visita de Gaara tão repentinamente era de fato inesperada, mas cheia de surpresas boas. Estávamos a quase duas horas em meu escritório na Corporação Hyuuga conversando sobre nossas vida e pela primeira vez pude reparar no sotaque estranho dele ao falar inglês.

— É uma surpresa muito agradável te ver por aqui Gaara, mas porque não ligou avisando? — Perguntei cordial — Eu teria reservado um tempo para lhe mostrar Tóquio e o melhor sushi da cidade, já que você adora... — comentei sarcástica e não contive o riso ao ver a expressão de nojo que ele fizera.

— Em alguma outra oportunidade você pode ser minha guia turística Hina, mas dessa vez vim apenas trazer a intimação... quero dizer... o convite de casamento de Ino e Sai para você. — Ele sorriu divertido e levantou-se sinalizando que já estava de partida.

— Bem, quanto a isso fique já pedi para que fique tranquilo... eu não perderia esse evento por nada nem ninguém! No entanto — encarei seus orbes verdes curiosa — e você, como está? Tudo o que me disse até agora é sobre os outros... quero saber de você também! — Levantei-me para acompanhá-lo.

— Eu conheci alguém. — Gaara aproximou-se para segurar minhas duas mãos e beijá-las de modo singelo quase me fazendo enfartar com tanto mistério. — Obrigado Hinata. — Ele disse repentinamente e minhas expectativas de um "eu te amo" felizmente não se concretizariam.

— Por? — Questionei intrigada e um pouco aliviada também.

— Por entrar em minha vida e deixar a porta aberta! — Gaara sorriu envergonhado. — Eu sei que soa estranho dizer isso, — ele se aproximou um pouco mais — mas graças a nossa aventura algum tempo atrás eu pude seguir em frente e já que estou aqui gostaria de agradecer.

Gaara retirou de um dos bolsos da calça uma caixa de veludo azul e de dentro dela uma gargantilha dourada com um pingente do kanji que significava amor adornada com uma única pedra verde-água, exatamente como a cor de seus olhos e absolutamente linda. Ele postou-se atrás de mim e delicadamente colocou a gargantilha em meu pescoço.

— Um lembrança. — Ele disse com sua voz grave e voltou a se aproximar para segurar minhas mãos. — Obrigado Hinata.

— Eu fico realmente feliz que tenha encontrado alguém. — Eu disse sem conter um sorriso enorme por tanta consideração do ruivo comigo e dei os mais sinceros parabéns.

Nesse mesmo momento Naruto adentrou minha sala sem bater dando um recado de Akami sobre algo relacionado a uma visita ainda hoje ao meu antigo apartamento. Dado o que a situação em que em me encontrava com Gaara fazia parecer o funcionamento de minhas atividades cerebrais foi suspenso temporariamente e o choque me dominou.

— Desculpem a interrupção. — Naruto disse muito sério.

— Já acabamos aqui. — Gaara respondeu e seu olhar foi de Naruto a mim formando uma curiosa expressão.

— Gaara este é Uzumaki Naruto, meu gerente de projetos. — Tratei de me recompor rapidamente e apresentá-los o mais naturalmente possível — Naruto, este é o engenheiro Gaara.

— Como vai? — o ruivo estendeu a mão em cumprimento.

— Eu só vim fazer o favor que Akami pediu e dizer que vou precisar tirar o resto do dia de folga. — Foi tudo o que Naruto disse antes de acenar com a cabeça em resposta a Gaara e ir embora.

— Então é ele? — Gaara questionou-me de um jeito maroto e percebi que não adiantaria tentar me esquivar.

— É. — Suspirei cansada massageando as têmporas.

— Achei que você dividisse o coração dele com outra. — Ele disse em um tom sutilmente debochado.

— O que você quer dizer Gaara? — Ergui a sobrancelha inquisitiva.

— Você não divide o coração daquele cara com ninguém Hinata, ele te ama e qualquer um pode ver... — Gaara disse como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— Mesmo que seja... agora já é tarde para arrependimentos. — Ergui minhas defesas contra o amor novamente.

— Você não precisa entrar na defensiva comigo Hinata. — Gaara bagunçou meu cabelo fazendo-me relaxar um pouco. — Mais uma vez o que te impede de voar é o medo de cair.

— Isso é completamente diferente. — Insisti.

— Não de onde eu vejo. — Gaara seguiu para a porta. — Agora você sabe como voar e não precisa ter medo... — O ruivo deu uma piscadela marota e antes de sair disse algo em que eu pensei a tarde inteira.

"Esqueça o passado por um momento. Você está diferente agora e talvez ele também esteja. Aqui vai um conselho de um amigo: dê a ele mais uma chance mostre a Hinata que eu conheci... aquela que não se importava em partir meu coração desde que a diversão fosse uma garantia. Me agradeça em Cancun."

O que diabos Gaara estava pensando? Não era fácil perdoar Naruto e suas mentiras deslavadas mais uma vez. Era uma tortura conviver com os olhares de arrependimento e súplica que Naruto fazia questão de dar quando cruzávamos em algum lugar da empresa. Era quase impossível manter a postura fria diante daqueles olhos azuis que invariavelmente me importunavam querendo conversar sobre nós.

Depois de muito refletir sobre o que Gaara dissera antes de ir embora concluí que ele só poderia estar louco ao sugerir que eu desse outra oportunidade a Naruto.

Eu não saberia lidar com mais mentiras e traições.

Uma voz interior muito insolente resolveu lembrar-me: "Você nunca soube lidar com Naruto."

"É exatamente por isso que eu o evito." — pensei comigo mesma. — "mas eu não quero." — Completei a frase inconscientemente.

As intenções de Gaara ao falar aquilo comigo foram as melhores, no entanto, tudo o que ele conseguiu foi plantar dúvidas em minha mente. Por meses eu mantive distância de Uzumaki Naruto por um único motivo: eu cederia em algum momento se me deixasse levar por seus sorrisos. Nesse tempo eu nunca me dei a oportunidade de pensar se ele realmente estava arrependido ou sentindo minha falta, pois isso só tornaria as coisas piores. E ainda sim, hoje quando aquele maldito entrou na sala e me viu com Gaara eu tive medo do que ele pensaria da situação. E olhando para os malditos olhos azuis de Naruto eu vi algo diferente... havia dor.

Talvez eu tenha visto um misto de surpresa, decepção e dor... eu não saberia dizer exatamente. Mesmo que minha razão dissesse que Naruto merecia passar por isso e muito mais, meu coração criava expectativas de que ele tivesse aprendido a lição e estivesse realmente arrependido.

Eu estava me perdendo no amor outra vez.

Olhei para o pingente na gargantilha e talvez houvesse uma pequena possibilidade de que Gaara estivesse certo sobre o arrependimento de Naruto. E ainda que estivesse eu não cederia tão fácil até estar certa sobre o grau de comprometimento do Uzumaki em me provar que tudo mudou e que eu estava errada sobre ele. Dessa vez eu me arriscaria sem me entregar de corpo e alma e os papéis se inverteriam: Naruto estaria vulnerável e sem garantias. Ele seria a caça e eu a caçadora em uma última e definitiva oportunidade para nosso amor ou o que restava dele.

O universo parecia estar a favor de Uzumaki Naruto. Não havia outra explicação para um dia aparentemente comum começar com a opinião de Gaara sobre o amor de Naruto e prosseguir com minha visita ao antigo apartamento repleto de lembranças sobre o loiro.

Após um almoço demorado e cheio de reflexões tentei ligar para o proprietário antes de dirigir até o apartamento e saber do que se tratava exatamente, mas não obtive sucesso. Fiz todo o trajeto questionando-me o que eu poderia ter esquecido que precisasse ser devolvido já que quando decidi ir embora tinha certeza de separar o que era importante do que deveria ficar para trás. Meu melhor chute é que fossem algumas correspondências.

Subi as escadas e reconheci o corredor pintado em algum tom pastel da cor verde e fui direto na última porta e bati três vezes constatando que a mesma estava entreaberta. Tentei fechá-la mas constatei que a trava da maçaneta estava estragada e que a porta não fecharia.

— Tem alguém aí? — Perguntei espiando pela abertura e não obtive resposta. — Licença... — Falei mais comigo mesma do que com que poderia estar lá e empurrei a porta o suficiente para que eu tivesse uma visão completa do cômodo e fiquei atordoada com o que vi.

A pintura e os móveis ainda eram os mesmos desde minha partida, os porta retratos estavam preenchidos com fotos minhas e de Naruto e havia um imenso quadro com uma pintura minha em tamanho real. Nesse momento eu tive certeza que se fosse a cozinha só encontraria ramen nos armários e suco na geladeira — e eu estava certa afinal. Ao seguir para o meu antigo quarto inúmeras lembranças me invadiram e no criado-mudo encontrei outra foto minha e de Naruto ao lado de um vidro do meu perfume favorito quase no fim em cima da carta de despedida que eu lhe escrevi tanto tempo atrás.

Eu estava em choque e não consegui acreditar no que via ao meu redor. Um bilhão de coisas iam e vinham ao mesmo tempo em minha cabeça deixando-me confusa como jamais estive me toda minha vida e como se não bastassem tantas memórias de uma só vez, em meio a um confronto interno entre amor e dor a voz de Uzumaki Naruto surge da soleira da porta chamando meu nome.

Ao me virar para encará-lo encontro sua figura apenas com uma toalha enrolada na cintura devorando meu ser com seus olhos azuis cheios de surpresa, arrependimento e mágoa.

Em algum momento percebi estar tremendo, com o coração acelerando e a visão tornando-se turva até que tudo ficou preto.

HINATA POV'S OFF

***

NARUTO POV'S ON

Depois de um longo banho cheio de reflexões a respeito de tudo o que acontecera na sala de Hinata e da conversa no elevador com aquele ruivo desgraçado cheguei a conclusão de que se ela estava feliz com ele e disposta a me esquecer eu não ficaria em seu caminho nem mais um dia. No entanto, todas as minhas recentes convicções foram chutadas para longe como uma bola de plástico ao encontrá-la ali parada em meu quarto.

— Hinata... — Eu disse da soleira da porta desconfiado de que minha mente estivesse me iludindo.

— Hinata! — Corri para tentar segurá-la e falhei miseravelmente. Peguei o corpo estatelado no chão e a coloquei deitada na cama para tentar fazê-la despertar dando leves tapinhas em seu rosto angelical, mas ela continuava desfalecida.

Por um momento inteiro apenas contemplei a belíssima mulher deitada ali e me amaldiçoei mil vezes por ter sido um completo imbecil por tanto tempo. Porque eu me privei de acordar ao lado dela por tanto tempo? Porque eu procurava outra? Porque eu nunca disse que a amava enquanto tive as chances? Eu só podia estar cego! E então eu pensei em Hinata feliz ao lado daquele ruivo e no que ele me disse no elevador e isso me fazia quere não soltá-la nunca mais!

Pensar na possibilidade de ela se casar com aquele cara e eu nunca mais poder vê-la, beijá-la ou ouvir sua voz doce me fazia querer chorar como uma criança.

— Hina! Por favor acorda! — Eu retirava os teimosos cabelos negros que estavam em seu rosto. — Eu preciso que você escute o que eu tenho a dizer! — Eu disse debilmente sem realmente conseguir fazer algo.

Tentei despertá-la com o cheiro do perfume e isso não foi suficiente, não havia álcool forte o bastante na cerveja para acordá-la e provavelmente um beijo não a faria despertar como nos contos de fadas. Minha brilhante ideia foi carregá-la até o chuveiro e ver se funcionaria.

Sustentei seu pequeno corpo em um abraço e liguei o chuveiro tirando os cabelos molhados de sua face.

— Vamos Hina, acorda! — Ela abrira os orbes perolados.

— Na...Naruto? — Hinata me olhava ainda confusa.

— Você está bem? — Perguntei preocupado.

— Eu... O que significa tudo isso? — Ela questionou tentando se soltar do abraço, que eu deixei ainda mais firme.

— Significa que eu nunca consegui superar a sua fuga. Significar que eu percebi a minha estupidez, burrice, canalhice ou nome que você quiser dar e o quanto eu te machuquei! Significa que, se você deixar, eu vou implorar seu perdão todos os dias pelo resto da minha vida. Significa que te ver feliz com aquele cara hoje no escritório me deixa destruído de uma forma que eu não consigo expressar. Significa tudo o que eu nunca pude te dizer por seu um cego babaca Hinata. Significa que estou disposto a dar um zilhão de significados debaixo desse chuveiro o dia inteiro se você quiser me ouvir.

Eu a prensei na parede do banheiro e podia sentir seu coração acelerado, a respiração descompassada e seu corpo trêmulo. Eu vi seus olhos perdidos em pensamentos se encherem de água e sua boca se mexer em tentativas de falar algo.

— Eu estou tentando te dizer há muito tempo que desde que você partiu eu não sei quem eu sou ou o que fazer. Tudo o que eu fazia era me sufocar em arrependimentos e beber para aliviar a dor de perder você. Eu levei algum tempo para entender como você se sentia com o que eu fazia e você pode não acreditar se quiser, mas isso me machucou também. — Colei nossas testas enquanto a água quente continuava a cair. — Eu posso implorar seu perdão para sempre Hina e isso não vai mudar o passado, mas eu juro pelo que quiser que eu mudei de verdade e quero você e só você no meu futuro.

Peguei uma de suas mãos e levei ao meu coração.

— Eu descobri que há muito tempo ele bate só por você e mais ninguém. Mesmo você me evitando depois daquele dia no seu escritório eu percebi que você ainda sente algo por mim. — Olhei diretamente em seus olhos, azul contra pérola, segurando seu rosto muito perto do meu — Ainda é amor?

Hinata sustentou meu olhar sem dizer uma palavra e então me beijou. Um beijo calmo, viciante e sedutor que fez com que meu interior queimasse de desejo por ela. A blusa social branca molhada marcava o sutiã preto e deixava transparecer parte dos seios fartos, os cabelos negros estavam completamente colados ao rosto de Hinata e ela me olhava de um jeito misterioso que me enlouqueceu instantaneamente. Quando ela percebeu a movimentação por baixo da toalha completamente encharcada que eu ainda usava mordeu os lábios sensualmente enquanto descia as mãos até meu abdômen.

— Acho que nós dois descobrimos que o amor não morre Naruto... — Ela me encarou por um instante. — mas também não tem garantias. — Hinata subiu sua mão novamente repousando-a em meu tórax, me deu um beijo de canto e sumiu pela porta entreaberta.

Fiquei vários minutos na mesma posição tentando entender o que havia acabado de acontecer. O chuveiro continuava a jorrar água e a marca dos passos dela continuavam no chão para me provar que não havia sido um sonho ou que eu estava louco. Desliguei o chuveiro e peguei uma toalha seca para me enrolar novamente fazendo o mesmo caminho que Hinata, voltando ao quarto encontrei-a vestida com um de seus antigos vestidos que eu recoloquei no guarda-roupas quando ela foi embora e a roupa social encharcada no chão.

— O que diabos isso significa Hinata? — Perguntei confuso por ela não ter realmente respondido a pergunta.

— Talvez ainda seja amor Naruto. — Ela respondeu o que eu havia perguntado antes daquela situação no banheiro e meu coração falhou uma batida. — Um amor quebrado, cheio de cicatrizes e que não me domina mais como você pode perceber agora pouco... — ela quase esboçou um sorriso — e que ainda precisaria de muitos reparos para dar certo.

— Eu fui sincero em cada palavra Hina... — Afirmei fitando suas orbes com intensidade. — Faço o que for preciso para ter você de volta inclusive aguentar Hanabi para sempre! — Pisquei maroto.

— Eu sei. — Ela sorriu de canto. — Eu nunca tive tanta certeza de que você é meu e de que a distância entre nós é imensa.

— Você quer manter distância mesmo depois de eu te entregar minha alma no banheiro? — Perguntei me aproximando e ela não respondeu. — Eu não te reconheço mais Hinata! — Falei mais alto involuntariamente. — Em um momento você é fria como gelo, mas quando eu te pressiono o suficiente vejo os sentimentos virem à tona! Você está tão diferente que eu não sei o que pensar ou como agir! Eu te amo e se isso não é sufici...

Hinata calou meus lábios com o dedo indicador e eu a olhei surpreso.

— Você disse. — Ela manteve o dedo em meus lábios e fixou seu olhar ao meu.

Por um segundo que pareceu durar para sempre ficamos ali presos no olhar um do outro até que a mão dela escorregou da minha boca para o meu peitoral e me afastou.

— Eu disse. — Suspirei. — Deveria ter dito antes.

— Manter a distância é mais seguro... — Hinata virou de costas e passou a fitar nossa antiga fotografia na cômoda. — mas desde Cancun, correr riscos é mais divertido.

— O que você está tentando me dizer? — Perguntei sem entender realmente onde ela queria chegar e ela prendeu o ar.

— Naruto... Isso não tem nada a ver com você dizer que me ama momentos atrás. — Hinata explicou calmamente virando-se para mim de novo. — Como eu disse o amor não tem garantias! Não espere que eu caia nos seus braços morrendo de amores e louca por você, mas eu aceito um convite para jantar qualquer hora dessas.

— Te pego amanhã às oito em ponto. — Afirmei com um sorriso de orelha a orelha.

— Eu ficaria encantada, mas tenho dois compromissos que me ocuparão o dia todo. — A morena disse desaparecendo pelo corredor.

— Sábado às oito, sem desculpas. — Fui atrás dela que estava na sala escrevendo algo na caderneta de recados tentando não parecer ansioso demais pela resposta.

— Veremos. — Hinata beijou minha bochecha e foi embora deixando suas roupas molhadas para trás junto comigo.

A porta ficou entreaberta e enquanto eu ouvia os passos dela se tornarem inaudíveis pelo corredor minha mente estava a mil. Eu estava seriamente abalado pelo comportamento confiante e pretensioso de Hinata e inevitavelmente percebi que ela fizera comigo o mesmo jogo de sedução que eu costumava fazer com ela e eu ainda não sabia lidar com isso. Posteriormente, a conclusão daquela memorável tarde pareceu óbvia:

Confuso, frustrado, escravo dos próprios sentimentos e completamente a mercê dela. Hinata e seu comportamento excepcional deixaram claro quem estava ditando as regras no jogo do amor.

NARUTO POV'S OFF

—

"O arrependimento sincero é geralmente resultado da oportunidade perdida."

Emanuel Wertheimer

Notas finais
E aí oque acharam? Muito terrível? :x Depois desse tempo todo perdi um pouco a confiança em escrever, mas dei o melhor de mim e espero que tenha agradado vocês. Tentei ser o mais intensa possível ao fazer os diálogos desse capítulo, pois precisava transmitir a veracidade dos sentimentos do Naruto e os dilemas/mudança da Hina. Quanto à música escolhida para o título, pode-se dizer que é exclusivamente sobre os sentimentos do Naruto. Sabemos que ele não escreveu todos os dias para Hina, mas pensou nela em cada dia assim como sentiu a falta dela e desejou um oportunidade para ser verdadeiro. Enfim, espero ter recompensado pelo menos um pouco a espera. O próximo postarei após o ano novo (até o dia 5 ok? T-T), pois com as festividades de fim de ano e meu aniversário [03/01 hihi] eu acabo sendo assediada pela família mais do que gostaria... Obrigado por lerem e comentem se acharem merecido. A TIA AQUI DESEJA UM FELIZ NATAL ATRASADO E FELIZ ANO NOVO! UM 2017 ABENÇOADO A TODOS. ;) Beijos de luz no coração! ♥ :*