Lost in Love
4 CAPÍTULO IV: Dangerous
Notas iniciais
DANGEROUS
(Perigoso)
O dia seguinte chegou mais rápido do que eu podia imaginar, foi aquela sensação de ir dormir e acordar como se tivessem passado apenas cinco minutos. Desci ao restaurante do hotel e enquanto tomava meu café da manhã tranquilamente avistei Sai vir em minha direção. Logo descobri que sua presença era uma intimação de Ino para que eu passasse a manhã na floricultura, provavelmente para arrancar informações sobre meu momento a sós com Gaara.
– Como foi seu jantar romântico com Ino ontem? — Perguntei cordialmente enquanto seguíamos para a floricultura.
– Jantar romântico? — Sai perguntou confuso e depois riu de se acabar quando eu finalmente entendi o que realmente acontecera.
– Eu vou matar a Ino! Onde diabos ela foi então senão jantar com você? — Questionei indignada.
– Voltou para casa e quando cheguei não levou meio minuto dizendo que tinha te arrumado um encontro — Sai agora estava vermelho de tanto rir.
– Eu devia saber — falei revirando os olhos praguejando nomes feios a Ino mentalmente.
Sai deixou-me com Ino na floricultura rindo ainda mais da cara que fiz para Ino quando a vi e subiu para trabalhar na paz de seu estúdio no andar de cima. Percebi imediatamente porque Ino não fora me intimar pessoalmente no hotel, ela estava mergulhada em todo tipo de flores e buquês arrumando-os em caixas separadas pelos tipos e cores das flores.
– Chegou sã e salva em casa? — Perguntou fingindo não estar realmente interessada.
– Ah com certeza, conheço uma loira que talvez não chegue em boas condições em casa hoje — Fuzilei-a com os olhos e sorri.
– Coitada dela! — Ino fingiu horror — Pelo menos deixa ela te vestir e te maquiar para que você possa aproveitar uma noite quente com Gaara do deserto.
– E como sabe que nós vamos sair? — Perguntei vermelha.
– Não sabia! Foi um palpite, mas obrigado por confirmar! — Ino sorriu marota.
– E que história é essa de Gaara do deserto? — Ergui a sobrancelha curiosa.
– Pergunte ao ruivinho. — Ela piscou e encerrou o assunto rindo muito.
Passamos o resto da manhã e parte da tarde fazendo buquês e separando flores nos caixotes para que Ino e Sai fossem vendê-las aos turistas no festival a noite. O restante da tarde os planos de Ino foram ocupar-se de voltar comigo ao hotel e dar opinião sobre meu encontro com Gaara, algo que eu achei que fosse ser semelhante ao que Hanabi fazia quando eu inocentemente falava sobre algum encontro, mas me surpreendi quando a loira apenas pediu para ver as roupas que eu pensava em usar.
Abri as malas e coloquei minhas possibilidades sobre a cama enquanto Ino apenas observava.
– Hm — a loira disse olhando de uma peça a outra pensativa — pode guardar tudo, menos o vestido cor de rosa da pontinha.
– Esse aqui? — Ergui o vestido rosa claro de tecido fino.
– Não tem outro vestido rosa nessa cama tem? — Ino riu da careta que fiz de sua acidez.
– Banho — eu disse ligando a TV a cabo para Ino e indo em direção ao banheiro — fique à vontade.
– Ok! — ela gritou para que eu ouvisse.
Quando sai do banho havia uma Ino jogada em minha cama com ar entediado mudando de canal sem ao menos olhar para a TV e ao seu lado na cama estava o separados a roupa e maquiagens.
Coloquei um conjunto qualquer de lingerie preto, o vestido e a sandália rasteira de adornos prateados e Ino arrumou meu cabelo num longo rabo de cavalo alto deixando duas mechas soltas, uma de cada lado, para emoldurar o rosto com a minha franja reta. Ela também coloriu minhas pálpebras com uma mescla de preto e prata destacando meus olhos com lápis e muito rímel, deixando minha boca apenas com um gloss rosa discreto. E para finalizar, brincos prateados para combinar com o resto do look que a loira finalizou em menos de duas horas com grande animação.
– Se eu não soubesse que você é botânica, diria que fez algum curso profissional para isso — disse elogiando suas habilidades.
– Eu fiz um curso, mas depois fiquei entediada — ela explicou enquanto procurava algo em minha mala — além disso, eu não sou botânica, só gosto de flores.
– Entende de flores como uma botânica, então é uma! — eu sorri e ela borrifou um perfume floral que encontrou na mala.
– Prontinho! — ela disse dando pulinhos animados, agora eu tenho que correr e fica apresentável para vender flores daqui a pouco.
– Que horas são? — perguntei sem qualquer noção do tempo.
– Quase sete. — Ela disse consultando o celular enquanto descíamos para o saguão do hotel — Eu preciso mesmo ir, mas peço ao Sai para encontrar vocês e tirar uma foto — ela piscou e foi em direção a saída.
Um minuto depois de Ino desaparecer pela porta giratória Gaara adentrou o saguão com seus exóticos cabelos ruivos trajando uma camisa pólo branca de listras horizontais finas de cor preta na altura do peito e uma bermuda azul-noite, sutilmente perfumado e sorrindo galanteador. Com aquela aparência ele poderia seduzir qualquer mulher presente no saguão, no entanto, não era a intenção que seus olhos verdes revelavam quando nossos olhares se cruzaram.
– Você está deslumbrante — ele beijou minha mão direita e sorriu para mim fazendo-me questionar meu autocontrole.
– Gentileza sua — retribui o sorriso e juntos seguimos para o festival, que logo descobri ser no centro da cidade.
Enquanto caminhávamos para a aglomeração de pessoas que começava a se formar Gaara contava diversas curiosidades sobre a cidade, o festival e tradições, muitas das coisas que Ino já havia me contado euforicamente durante nossos passeios por Cancun. Ele também me levou as melhores barracas de especiarias mexicanas e outras foram novidade para nós dois pelas caretas que ele fazia quando comia algo diferente. Conversamos sobre diversos assuntos e até mesmo arrisquei uns passos de dança ao som da música local que contagiava a todos e descobri que Gaara era um ótimo dançarino se comparado a mim!
Ao passarmos pela barraca de flores de Ino ele fingiu estar sendo furtivo quando pegou algumas orquídeas cor de rosa mesclada em branco e vermelho e entregou a mim sob o olhar sugestivo de Ino.
– Eu pensei que você não fosse um conquistador barato Gaara — ela disse debochada.
– Não há mal algum em comprar flores lindas para uma mulher linda — ele piscou para Ino que revirou os olhos.
– Estou quase me arrependendo de facilitar esse encontro para você — fez um bico e olhou para mim — faça ele sofrer Hina.
– Onde está Sai? — Perguntei matreira e olhei para um ponto qualquer.
– Por aí tirando fotos — Ino balançou as mãos em direção a aglomeração de pessoas — e por falar em fotos, deixa eu tirar uma de vocês!
Ino deu a volta na barraca e a distância que separava Gaara e eu foi reduzida a zero quando ela empurrou o ruivo em cima de mim, fazendo-me assustar tanto que meus desajeitados passos para trás me derrubariam no chão se os braços fortes dele não tivessem me amparado. Nós estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração em meu rosto e quando nossos olhares se encontraram o ar pareceu faltar e minhas bochechas queimaram — eu precisava ser beijada por aquele homem — foi o pensamento que preencheu minha mente, mas fui arrancada de meus devaneios pelo flash da foto que acabara de ser tirada e rapidamente me afastei do ruivo.
– Wow! — Ino exclamou mostrando a foto recém saída da câmera portátil — vocês realmente poderiam ser um casal.
Gaara estava tão desconcertado quanto eu, mas não parecia realmente incomodar-se com o que acontecera. Afastei-me sem dizer nada e procurei uma barraca em que eu pudesse comprar qualquer bebida alcoólica para acalmar minha mente e afastar aquele sentimento que queria tomar conta de mim desde o dia que aceitei o convite de Gaara: o medo.
Caminhei até a praia próxima ao festival com as flores em uma mão e um coquetel de tequila, gelo e suco de morango na outra e sentei-me no chão observando as ondas quebrarem suavemente na areia. Algum tempo depois Gaara sentou-se ao meu lado e ficou em silêncio apenas contemplando a paisagem e uma eternidade pareceu ter se passado quando ele finalmente falou.
– Não vou me desculpar por quase beijar você — ele disse como se falasse da previsão do tempo.
– Não esperava que se desculpasse — respondi e tomei mais um gole do coquetel.
– Não entenda as coisas do jeito errado, — ele suspirou — é só um encontro.
– Eu sei, mas é... — as palavras se perderam junto com a brisa suave que refrescava a noite.
– Assustador? — Ele perguntou expressando compreensão e eu confirmei.
– Eu só não quero precipitar as coisas — terminei a bebida.
– Eu não sei que tipo de homem partiu seu coração, mas eu não sou assim Hinata — ele disse me encarando.
– Não importa que tipo de homem ele é, já não existe mais nada entre nós nem vai voltar a existir — eu disse mais para mim mesma do que para o ruivo.
– Eu também acreditei nisso uma vez e ainda sou obrigado a continuar acreditando — Ele sorriu triste.
– Obrigado? — Repeti intrigada.
– É complicado — ele suspirou — te conto sobre ela se você me contar sobre ele.
– E no que isso vai ajudar agora? — Perguntei confusa.
– Talvez em nada, mas então eu saberei quem é você — ele encarou-me novamente, mas de um jeito profundo.
– Eu sou Hinata, arquiteta de Tóquio que tem uma irmã e um "ex-alguma coisa" que me deu só metade do coração e deixava a metade restante na cama de outra — eu disse trazendo todas as mágoas e Naruto de volta.
– Prazer — ele estendeu a mão — eu sou Gaara de Cancun, engenheiro, que se apaixonou por uma garota que alimentou minhas esperanças e depois se casou com meu irmão — ele voltou seu olhar para as ondas que se quebravam na praia.
– Eu deixei uma carta e fugi para cá — suspirei e lembrei-me das palavras há muito escritas.
– Eu fiquei bêbado na festa de casamento e disse que a amava para toda a família ouvir e levei um soco ou qualquer coisa assim do meu irmão e desde então não nos falamos — sua face estava inexpressiva.
– Eu nunca falei sobre isso com ninguém além de Hanabi, minha irmã — sentindo-me mais relaxada procurei algum vestígio do coquetel, mas constatei que não havia mais nada.
– Você gostaria de sair comigo outra vez? — Ele perguntou encerrando o assunto passado.
– Depende... que tipo de homem é você Gaara do deserto? — eu perguntei aos risos lembrando-me do que Ino dissera mais cedo.
– Ela contou sobre isso? — ele sorriu envergonhado.
– Mencionou o apelido, não a razão de você possuí-lo — encarei as orbes verdes como quem espera uma resposta.
– Não me orgulho de ter ficado tão bêbado, nem de ter tentado beijar Ino confundindo-a com a garçonete do CocoBongo e explicar para Shikamaru que fiz aquilo porque eu era "Gaara do deserto" — ele concentrou seu olhar com afinco na imensidão do mar a nossa frente — Temari quase me matou, Ino quase me matou e Shikamaru achou realmente problemático.
– E o Sai? — perguntei limpando as lágrimas de tanto rir.
– Ele e Ino ainda não se conheciam, mas quando soube levou na esportiva e sempre diz para manterem as bebidas a uma distância segura de mim — ele riu de si mesmo, levantou-se e me ajudou a levantar também.
– Obrigado pelas flores — sorri um pouco envergonhada e ele se aproximou.
– Se você quer mesmo saber que tipo de homem eu sou — ele deu um sorriso tão sedutor que seria capaz de derreter até as mesmo calotas polares — sou o tipo de homem que vai levá-la a um lugar que você com certeza não conhece em Cancun.
– E que lugar é esse? — disse tentando manter o fio da conversa enquanto ele se aproximava mais e mais.
Antes que a resposta viesse eu e Gaara estávamos nos beijando. Um beijo cheio de desejo e que preencheu o vazio em meu coração, aquecendo-o de uma forma diferente das tantas tequilas que tomei em Cancun. Era um beijo que não deixava dúvidas de que estar na companhia daquele ruivo era definitivamente perigoso para mim. Quando o ar faltou e o beijo cessou ele não respondeu minha pergunta e a noite prosseguiu tranquila até o momento em que nos separamos no saguão do HardRock Hotel. Tantos outros encontros vieram e em cada um deles Gaara não falava muito, nem tentava me seduzir ou pressionar-me, apenas dava-me o prazer de sua companhia com seus sorrisos encantadores, seus beijos viciantes e palavras doces.
Quase um mês depois de muitos encontros e uma Ino eufórica cada vez que Gaara aparecia na floricultura para me levar para jantar ou apenas me lavar de volta ao hotel eu finalmente cheguei a uma conclusão inevitável: Gaara estava se apaixonando por mim. Um pensamento que me assustou e não passou despercebido ao ruivo em um de nossos encontros no mirante numa noite quente.
– Você está estranha Hinata — ele disse simplesmente.
– Estou bem — menti.
– Então porque me afasta — ele ergue a sobrancelha inquisitivo.
– Eu não quero que você se apaixone por mim e quando tudo acabar tudo tenha sido em vão — confessei e desviei o olhar.
Por um momento inteiro o silêncio recaiu sobre nós dois com um véu e então Gaara me olhou no olhos com tanta intensidade que poderia ter visto minha alma e sorriu.
– Assim como eu você sabia que esse era um risco a ser corrido quando nos beijamos naquela praia — ele aproximou nossos corpos.
– Nós sabemos que isso não termina bem — tentei desviar o olhar novamente mas fui impedida pelas mãos do ruivo.
– Naquele mesmo dia eu de disse que te levaria a um lugar que você não conhecia em Cancun — ele disse próximo ao meu ouvido fazendo-me arrepiar dos pés a cabeça — está na hora de conhecê-lo.
– Porque você não entende que não quero fazê-lo sofrer? — perguntei desesperada.
– Eu não me importo com o que vai acontecer depois Hinata — ele segurou minhas mãos levando-me embora do mirante — eu também estou com medo, mas não é de me machucar...
Andamos até seu carro e ele dirigiu por algum tempo pela avenida principal e além dela no sentido contrário ao mirante, contornamos uma praia que ficou distante a medida que nos aproximávamos de um propriedade em um ponto ainda mais alto do que a casa de Temari e Shikamaru. Ele estacionou em uma imensa área verde que dava um efeito tropical ao jardim e fez sinal para que eu o seguisse para dentro da enorme casa feita de vidro em frente ao mar azul turquesa do Caribe que agora refletia a noite estrelada.
– Eu nunca trouxe uma mulher aqui — ele sorriu envergonhado e ofereceu-me uma taça de vinho.
– Porque? — perguntei enquanto ele mostrava-me cada canto de sua magnífica casa.
– É o meu ponto de fuga, minha fortaleza da solidão — ele disse enquanto mostrava o próprio quarto.
– Eu não posso dizer o mesmo do lugar onde eu morava, eu o coloquei a venda justamente por estar impregnado de lembranças– eu disse distraída com a foto de um garotinho ruivo e uma mulher de cabelos castanhos muito bonita.
– Eu gostaria de uma lembrança memorável para esse lugar, — ele sorriu sedutor e eu senti meu rosto queimar.
– Eu não quero fazer o que ela fez com você ou o que ele fez comigo — encarei os olhos verdes de Gaara com firmeza — não quero ganhar asas e depois entrar em queda livre.
– Você está com medo de fazer algo que julga errado — ele aproximou-se fazendo todo o meu corpo estremecer — e eu com medo de não fazer a coisa certa e me arrepender.
Gaara estava certo e eu não tinha palavras para contradizê-lo: eu estava com medo. Medo que desapareceu quando o ruivo surpreendeu-me com um de seus beijos cheios de desejo enquanto retirava a taça de vinho de minha mão e a colocava em segurança na cômoda. Senti ele aprofundar o beijo e quando percebi minhas mãos estavam entrelaçadas aos cabelos ruivos e eu estava sentada em seu colo na cama. Ele gentilmente inverteu as posições colocando-me deitada na cama e lentamente retirou minha roupa deixando-me apenas de lingerie e por um instante apreciou meu corpo como se quisesse decorar cada parte dele.
– Eu não te amo e você não me ama — ele sussurrou em meu ouvido com sua voz grave e sensual enquanto distribuía beijos pelo local — mas, — e com uma pausa longa segurou meus braços de modo que eu não pudesse movimentá-los — não quer dizer que não possamos fazer amor esta noite.
Os beijos e carícias que vieram a seguir levaram embora qualquer vestígio de medo, timidez ou sanidade que houvesse em mim. Em um piscar de olhos o restante das roupas voou para cantos opostos no cômodo e o silêncio foi substituído pelo som do prazer. Meu coração ora batia feito louco enquanto Gaara explorava meu corpo com as mãos e acariciava cada curva, ora batia lentamente enquanto dizia coisas doces ao pé do meu ouvido e me beijava brincando com minha língua.
Minhas unhas percorreram o peitoral definido e pude sentir sua pele se arrepiar. Distribui beijos em seu pescoço, tórax e provoquei-o com as mãos em seu membro, fazendo Gaara gemer e me deixar ainda mais excitada. O ruivo não deixou barato e me colocou sentada em seu colo de costas e enquanto deixava marcas em meu pescoço e brincava com meus seios e torturava-me descendo as mãos até minha intimidade e voltando. Quando por fim cheguei ao meu limite empurrei Gaara na cama e após ele colocar o preservativo montei em seu membro deixando-me ser penetrada, senti ele aprofundar-se em mim e comecei a me movimentar cada vez mais rápido e com força, gemendo alto até chegarmos ao clímax extasiados.
Intensidade. Era a palavra perfeita para descrever aquele ato. Tão intenso que era como se meu corpo estivesse entrando em combustão e meu coração estivesse prestes a explodir. Nós estávamos em chamas e antes do amanhecer chegar Gaara e eu deixamos boas memórias nos vários cômodos, incluindo o banheiro, no sofá de sala de estar e em seu escritório no andar de cima.
Quando o sol finalmente nasceu e eu acordei nua com Gaara ao meu lado um único pensamento me atingiu com força total: "Não posso me apaixonar." Eu não queria me apaixonar pelo ruivo, mas tampouco queria afastá-lo e nesse dilema as semanas passaram sem que eu percebesse.
Hanabi ligara algumas milhares de vezes para saber se eu estava viva, se haviam novidades e para avisar sobre a reunião anual com os sócios da empresa na próxima semana. Meus dias de diversão com Ino e as noites quentes de romance com Gaara em Cancun estavam chegando ao fim.
Mesmo depois de quase seis meses, em meu último dia no paraíso o sol parecia brilhar mais que o de costume e o mar azul turquesa do Caribe estava mais bonito do que nunca enquanto eu, Ino, Sai, Temari, Shikamaru e Gaara velejávamos pela imensidão azul em ritmo de festa tirando inúmeras fotos para o meu álbum de recordações.
Quando o dia acabou e ancoramos no porto, a realidade foi inevitável e a saudade já tomava conta de mim. Depois de muitos abraços e lágrimas com meus novos amigos era difícil embarcar, mas depois que Gaara roubara de mim um beijo cinematográfico para que todo o aeroporto visse foi preciso muito mais força de vontade para deixar Cancun. Nosso momento chegara ao fim — "Adeus."– eu disse abraçando-o — eu estava novamente em queda livre, mas dessa vez por livre e espontânea vontade.
– Até a próxima — ele respondeu com aquele sorriso que o tornava perigosamente sedutor e um perigo para mim.
Com um último sorriso e um aceno para meus amigos e para o ruivo por quem eu sentia algo especial, eu embarquei rumo ao Japão com a sensação de que parte de mim estava ficando para trás e uma nova Hinata estava de volta.
–
Quando tentamos ser melhores que somos, tudo em volta se torna melhor também.
–Paulo Coelho
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