Notas iniciais
Boa Noite, galera do Mal hoho' Confesso que estamos super alegres pelos comentários que rendeu o capítulo anterior, felizes também por mais leitores terem se manifestado e comentado, felizes pela Clarie ter voltado, felizes pelas recomendações que recebemos Duda Granger e Cabot obrigada mesmo, esse capítulo é dedicado à vocês, amamos cada palavra que escreveram ;--; ♥ a todos c:

O corpo deitado na cama se remexeu inquieto assustando a enfermeira que trocava o soro. Há muito já achavam que nunca iria acordar. Pensaram em desligar os aparelhos, mas um familiar daquele acamado não autorizou e continuou pagando sua estadia.

A mulher saiu as pressas atrás de um médico. Os batimentos do paciente se alteraram e ele resmungava palavras desconexas. Um médico entrou rápido dentro do quarto para atender seu paciente. Durante anos vinha acompanhando seu estado de coma. Olhou para a máquina que mostrava os batimentos cardíacos; estavam elevados. Abriu-lhe as pálpebras, as pupilas se contraíram contra a luz da lanterninha que o doutor usou. Ele estava enfim acordando.

– Enfermeira, peça para que chamem o familiar. Ele está acordando.- pediu ainda atônito. Um caso daqueles nunca fora visto por ele desde que se formara em medicina.

O médico resolveu falar com o homem, a fim de que isso o acordasse mais rápido.

– Sr. Snape...sr. Snape.

– Her-mione...- balbuciou com a voz fraca.

– Sr. Snape, abra os olhos se puder me ouvir.- pediu averiguando a reação dele pelos batimentos do coração.

– Her-mione...se esconda...

– Sr. Snape acorde.

Vagarosamente as pestanas se mexeram e começaram a se abrir revelando os olhos escuros do homem.

Severo soltou um suspiro longo e alto antes de focalizar o médico que lhe sorria amigavelmente a seu lado.

– Seja bem vindo sr. Snape.- saudou.- Eu sou o Dr. Morgan.

Snape analisou o homem vestido de branco. Percebeu que era um trouxa. Que estava em um hospital trouxa. Quem diabos o levaria a um lugar como aquele? E como ele estava vivo?

– Acredito que tenha muitas perguntas senhor, mas ficaste muito tempo em coma, e preciso fazer uns exames para ver se está tudo bem.

– Se fiquei tanto tempo aqui por que não aproveitaram e fizeram esses exames?- ironizou.- Eu quero ir embora daqui agora.

– Eu sei que quer. Mas precisamos esperar o responsável que o mantem nesse hospital. Já lhe chamamos.

O coração de Snape falhou. Quem seria o tal responsável? Hermione?

***

Snape encarava a porta daquele quarto esperando que se abrisse e por ela entrasse qualquer pessoa que pudesse lhe explicar como foi parar ali. Já que o imprestável do médico não lhe respondera nada. Ficou divagando em quem seria o responsável por mantê-lo durante os anos que ficara em coma. Ninguém seria tolo o bastante para cuidar de um assassino. E Hermione não teria dinheiro para custear aquele lugar.

– Achei que jamais o veria acordado novamente.- disse uma voz grossa e sarcástica. — Como se sente padrinho?

– Maravilhosamente bem, Malfoy.- ironizou encarando o homem a sua frente. O tempo fizera bem ao jovem. Parecia alegre, calmo, forte...

– Acredita que senti falta deste seu mal humor?- confessou se aproximando do leito do homem.- Estou feliz em saber que acordou.- disse sincero.

– O que aconteceu, Draco? Era pra eu estar morto...

****FLASH BACK ON****

Após saber onde estava o corpo de seu padrinho, Draco foi buscá-lo. Pediu a Luna que o esperasse, que logo retornaria. Ao chegar na Casa dos gritos seu ar se foi, ao ver o homem que admirou todos os anos ali, inanimado coberto por seu próprio sangue. Seus olhos se encheram de dor. Se abaixou junto ao padrinho para poder aparatar com ele. O levaria para a casa do próprio.

Colocou o braço do professor sobre seu ombro e o segurando firme aparatou para a casa na rua da Fiação. Ao pousar o corpo pesado na capa, este gemeu alertando o garoto que tomou o pulso do homem; ainda havia pulso, fraco, mas havia.

Desesperado para salvar seu padrinho Malfoy foi em busca de um curandeiro que costumava atender a família Malfoy. Um homem bom.

Draco esperava na sala empoeirada da casa de Snape. Andava de um lado para o outro. O curandeiro estava com seu professor há algumas horas e ainda não lhe dissera como ele estava, e se iria sobreviver.

Já havia mandado um patrono para Luna dizendo que estava resolvendo alguns tramites legais para o sepultamento de seu padrinho. Ele não queria dizer a verdade à ela, pois, certamente a loirinha diria à Granger, que se encheria de esperanças desnecessárias caso Severo não sobrevivesse. E se sobrevivesse, ele seria preso por matar Dumbledore. Malfoy estava perdido, não sabia o que fazer. Todos no mundo bruxo não hesitariam em matar seu padrinho se o encontrassem. O homem era um Comensal assassino aos olhos de todos.

– Senhor Malfoy.- chamou o curandeiro aparecendo na sala.

– E então? Ele vai sobreviver?- questionou afobado.

– Certamente sr. Malfoy. Consegui reter o veneno que estava se espalhando aos poucos pelo seu interior, mas ainda há rastros.- explicou o curandeiro.- Contudo, ele precisa de cuidados médicos, está debilitado...

– Ãm...obrigado por me atender á essa hora. E me desculpe por isso.- pediu hasteando a varinha contra o homem.- Obliviate.- proclamou o feitiço.

Malfoy não queria correr o risco de ninguém delatar seu padrinho para os aurores que o prenderiam fácil uma vez que ele estava fraco. Depois que apagou a memória do curandeiro e o enviou de volta para a casa, Draco começou a pensar no que poderia fazer para ajudar Snape. No mundo bruxo ele não poderia ficar sem ir parar em Azkaban. Só lhe restava deixá-lo no mundo trouxa mesmo. Mas, ele não sabia muito sobre os trouxas. No entanto, esse pouco teria de servir para inventar uma boa desculpa para os médicos.

****FLASH BACK OFF****

– Um AVC?! Foi o melhor que pôde inventar?- sibilou Severo lívido pela sua história até ali.

– O senhor ficou em coma!- se defendeu o loiro.- E ainda tinha veneno em seu corpo. Qualquer exame diria isso. Tiveram que te sedar.- pontuou.- Eu tinha lido sobre isso em uma revista de fofocas da Daphne. Um trouxa famoso que teve isso e o colocaram para ficar em observação no hospital e sei lá mais o quê.- explicou.- Era isso ou usar Império nos médicos, o que traria uma equipe de aurores para cá imediatamente.- ressaltou sorrindo por depois de tantos anos estar ouvindo os resmungos do homem.- Então, de nada por te salvar.- brincou.

– Ora...não aprendeu a respeitar ninguém, garoto?

– Se ainda não percebeu padrinho, não sou mais um garoto...o tempo passou. Até pra você. Acha que esses fios brancos ai são o quê?- retrucou zombeteiro.

– Grr. Quando vou sair daqui? Esse lugar é entediante, esse médico é um inútil que não soube me responder nada do que perguntei. Acredito que se tivesse ficado aos cuidados do Filch daria no mesmo.

– Calma, Snape. O doutor vai fazer os exames necessários para dizer se está tudo bem com você. E mais tarde vou vir com um curandeiro para ele ver como anda seu núcleo mágico.- informou se levantando.- Tenho que ir. Luna deve estar ficando preocupada.

– Então se casou com a Lovegood. Felicitações ao casal apaixonado.

– Não zombe, pois, o médico me disse que antes de acordar estava chamando por alguém.- Malfoy sorriu ladino.- Hermione....quem diria padrinho, o senhor com a irritante sabe- tudo.- disse.

Snape tensionou o maxilar. Seu coração vacilou ao ouvir o nome de Granger. — E ela, como está?- perguntou tentando soar indiferente.

– Ela está bem.- respondeu antes de sair do quarto.

– Draco?- chamou pelo homem.- Droga!- praguejou.- Como assim 'ela está bem'? Nada mais?- estranhou. O que teria acontecido?

***

Draco chegou em sua casa sem saber ainda como contar a verdade à sua esposa. Luna estava nos fundos da mansão com Scorpius cuidando se um DIRICAWL que Luna encontrou nas férias que passaram em Veneza.

– Papai, Alfredo botou dois ovos!- notificou o menino ao ver que o pai os observava.- Venha ver.- pediu pegando o loiro pela mão.

– Incrível mesmo, querido.- disse tentando demonstrar animação.

Luna percebera que o marido estava angustiado com alguma coisa.

– Scop, termine de dar a comida do Alfredo.- pediu fazendo sinal para Draco a seguir. Entraram e seguiram para o escritório da casa.

– O que houve?- perguntou passando os dedos na ruga que se formou na testa do homem de tanto que ele franzia o cenho.

– Er...- engoliu em seco.- Em breve, teremos um hóspede aqui em casa.- começou meio incerto.

– E por isso, está nervoso?- estranhou inclinando a cabeça para o lado.

– Bem...é que...eu não te contei uma coisa...- Luna tentava entender onde seu marido queria chegar com aquilo.– Meu padrinho não está morto, como todos pensam.

– Certo, acho que tem zonzóbulos demais nessa casa.- comentou descrente da sanidade do marido.

– Não querida, estou dizendo a verdade. Snape está vivo.

– Isso não pode ser verdade, pois se for, você mentiu pra mim.- pontuou calma.

E aquela calma fez o homem temer a loira.

– Quando fui buscar seu corpo na Casa dos gritos no dia que a guerra acabou, percebi que ele ainda tinha pulso.- começou. Luna viu a verdade estampada nos olhos azuis cinzentos do esposo.

– Eu não acredito que você fez isso, Draco...- murmurou balançando a cabeça negativamente com as mãos na cintura.- Mentiu pra mim esse tempo todo!- exclamou.- E por que resolveu contar agora?

– Desculpa amor, mas ele era procurado pelo Ministério. E ainda estava mal pelo ataque daquela cobra...- Malfoy queria se aproximar da mulher, mas o olhar raivoso e o rosto vermelho o manteve distante.- O levei para um hospital trouxa, onde ele não seria reconhecido.- Luna o ouvia atenta.- Os médicos o sedaram para aplicar um remédio que eu não lembro o nome, para agir contra o veneno, logo depois ele entrou em coma... e acordou hoje.

– Escondeu isso de mim por todo esse tempo?! E o pior, viu o sofrimento da Hermione e continuou a mentir.... por quê fez isso Draco?

– Eu não queria dar falsas esperanças à ela. E se ele nunca acordasse? Ou se ele morresse....ela sofreria novamente. Por mais que eu não me desse bem com ela, eu não queria ver ela daquela forma que ela ficou quando ele morreu. E ela tinha os filhos para cuidar....não seria justo pedir que ela ficasse velando um corpo e se esquecesse de viver, e eu tenho certeza de que se Snape pudesse escolher, ele teria feito o mesmo que eu, ele não gostaria de vê-la sofrer. — a mulher ponderou. Realmente a Grifana tinha ficado em um estado alarmante, quase se descuidando da gravidez.- Me desculpe querida, mas eu fiz um Voto por lealdade ao meu padrinho. Eu não poderia correr o risco de descobrirem e o prenderem.

– Eu jamais contaria a ninguém. E acredito que Hermione também não.- afirmou.- E como ele está? Ficar tanto tempo desacordado deve ter abalado o núcleo mágico dele.

– Ainda com o mesmo temível mau humor.- sorriu o loiro.- Mas está bem. Os médicos querem fazer exames nele para liberá-lo.- comentou se aproximando da esposa.

– Sai.- Luna se afastou dele ficando de costas para ele.- Ainda estou brava com você...- disse com um bico chateado.

– Não fique anjo....- pediu a abraçando por trás.- Sabe que não consigo ficar longe de você.- falou virando-a em seus braços.- Desculpa.- pediu beijando os lábios da mulher.

***

– Mãaaee... O mãaaae, a coruja chegou. — Gritava Prince enquanto entrava na cozinha, já com a maior parte das cartas abertas.

Lia uma por uma, com um certo... desapontamento. Afinal já tinha onze anos e nada de sua carta de Hogwarts, embora tivesse certeza de que era um bruxo, não tinha coisa mais emocionante do que receber uma com seu nome.

– Ministério, ministério e olhem, adivinhem só... ministério novamente!

– Qual é o seu proble...- começou Elizabeth.

– Oh! Tem uma carta para você, Lizz — exclamou, interrompendo a outra — É DE HOGWARTS!! A minha também está aqui!

A menina revirou os olhos para a afobação do irmão.

– Será que você não consegue ser menos abelhudo pelo menos uma vez na sua vida? — Inquiriu e logo em seguida voltou a tomar seu café com indiferença.

– Era pra ter chegado dias atrás, eu esperei a semana inteira...

– Elas chegam quando devem chegar, e não quando você quer.- rebateu a menina.

– Aposto que foi culpa dessa coruja idiota...- murmurou se sentando a mesa.

– Prince... — repreendeu Hermione, entrando na cozinha.

– Mas é verdade... Não vejo a hora de chegar o dia primeiro de setembro... A propósito Lizz, Ted vai estar lá.- a garota olhou confusa para o moreno.- Bem, o que quero dizer é que, quem sabe você tenha 'sorte' e vá para a Lufa-Lufa também, aí serão dois perdedores. — Zombou, enquanto jogava pedaços de torrada para Bichento.

– Bom... Pelo menos não serei igual a você, que nem precisa virar Lufano para ser um. — Rebateu, sem nem ao menos tirar a atenção do seu prato.

– Parem os dois, já estão discutindo tão cedo? E você... — olhou para o garoto — O quê eu já disse sobre esse preconceito com as casas? Não há só perdedores na Lufa-Lufa, Cedrico é...

– Um exemplo disso, foi morto covardemente, blá blá blá ... — Interrompeu, cansado do mesmo discurso da mãe — Mãe, por favor, todos nós sabemos que quem ganhou o Torneio Tribruxo foi o Tio Harry.

– Foi você quem chegou à essas conclusões sozinho, e não deviam acreditar no que Ron diz, ele gosta de dramatizar os feitos do Harry.- cruciou.

"Nós iremos comprar os materiais no final de semana, se vocês se comportarem..."

– Só no final de semana? Mas, hoje... hoje é segunda. Isso é tão injusto. — Reclamou o menino fechando a cara.

***

– Seja bem vindo professor Snape.- saudou a Luna ao ver o homem entrar pela porta com Draco.- Sinta-se em casa.

– Obrigado Sra. Malfoy. E já não sou professor há muito tempo...- pontuou olhando a casa espantado pela mudança que esta teve.

– Padrinho, esse é o meu filho, Scorpius.- apontou para o menino que olhava inquisidor para o estranho.- Filho, este é Severo Snape.- o garotinho arregalou os olhos. Era mesmo Severo Snape? O herói espião que todos os jornais estavam falando?

– Vai assustar o garoto assim, Draco.- ralhou Snape vendo a reação da criança.

– Rabugento.- resmungou o loiro.- Vamos, vou lhe mostrar seu quarto.- chamou subindo as escadas. Snape acenou com a cabeça para Luna e Scorpius, seguindo o afilhado. O quarto que iria ficar, era grande e luxuoso. Mas ele não estava ligando para aquilo tudo. O que lhe interessava era Hermione. Draco ainda não havia respondido suas perguntas. Era evazivo e incerto. Isso quando não mudava de assunto. E aquilo estava angustiando o mestre em poções. O que teria acontecido com a morena? Não teria ela sobrevivido a guerra?

– E agora, vai me dizer o que aconteceu com Hermione?- pressionou enérgico.- Ela está viva?

– Bom, ela está bem. Viva.- Malfoy não sabia como dizer ao homem que a mulher estava morando com o Wesaley e que tinha filhos já crescidos.

– E sabe me dizer onde ela está?- Severo estava ficando impaciente. Um suspiro de alivio por saber que a Griffana estava viva e bem saiu de sua boca.

– Há muito que não a vejo...- tentou sair daquela situação.- Talvez McGonagall saiba. Quando fui ao julgamento da minha mãe, elas me pareceram amigas...- rebateu com a melhor coisa em que pensou.

– Droga! Não posso aparatar nos portões de Hogwarts.- praguejou. Sua magia estava abalada, e uma aparatação o estruncharia.- Draco, os professores ainda vão para o castelo no Expresso?- Snape queria encontrar Hermione o mais rápido possível.

– Raramente. Por que?- o loiro ergueu a sobrancelha.

– Amanhã vou até a estação, irei à Hogwarts falar com Minerva .- decretou se lembrando que o dia seguinte era o dia em que os alunos embarcavam para a escola. Iria falar com a velha e exigiria que ela lhe dissesse sobre Hermione.

***

Severo andava apressado pela estação. Ficou espantado sobre ninguém o reconhecer ou lhe apontar como um assassino. A plataforma estava cheia de alunos com seus malões se despedindo da família.

"A mesma lenga lenga melosa de sempre. Nunca muda." Pensou enquanto ia em direção ao trem. Avistou uma cabeleira ruiva em meio a tantas outras cabeças. "Wesaley" Deduziu. O que foi seu erro. Pois viu que o Weasley em questão era o cenoura ambulante, Ronald. E como se estivesse entrado em um universo paralelo, viu junto dele, Hermione e duas crianças, as quais ele não conseguiu ver direito; os mesmos abraçaram o ruivo e a morena.

"Ela se casara com o Weasley? E tiveram filhos?" Pensou respirando com certa dificuldade. Sua cabeça começou a doer, em seu peito havia um buraco onde um dia tinha pulsado seu coração.

"Você estava morto. Queria que ela guardasse luto?" Sua mente zombou.

"Claro! Entrasse num convento!" Rangeu os dentes vendo-a falar com o Weasley com um sorriso fraco e depois abraçar o homem.

Snape deu as costas para a plataforma e saiu por onde entrou. Não iria ficar vendo Hermione demonstrar afeto para outro. Por mais que estivesse com raiva por ela ter seguido com sua vida, uma parte dele estava satisfeito por ela estar bem, e aparentemente feliz.

Iria embora e deixaria ela viver a vida que ela escolhera viver. Estava morto para ela. O que mudaria se ele aparecesse ali? Ela abandonaria seu casamento, seus filhos? Certamente que não.

Hermione era boa demais. Não merecia que ele interferisse em sua vida, bagunçando-a.

***

– Vamos ficar nessa aqui, está vazia. — Disse Prince, apontando uma cabine vazia, no expresso de Hogwarts.

– Não... há melhores lá no fundo. — Discordou a irmã.

– São as mesmas, não tem diferença nenhuma. E eu sei que você está procurando pela cabine do Ted, sinto lhe informar, mas a Victoire já está lá com ele...

– Nós somos todos da mesma família, qual é o problema de sentarmos juntos?- argumentou.

Tecnicamente Victoire é prima de ambos, assim como Ted, no entanto, o metamorfo era apenas de consideração.

– Nós fomos criados juntos, passamos as férias com eles... você já não acha o suficiente? Até no Expresso teremos de ficar grudados?

Embora não parecesse, Prince gostava muito de seus primos, entretanto, achava muito patético essa...coisa, que ele considerava a paixonite da Vic e Lizz pelo Ted. Era entediante ficar no mesmo lugar que os três, até por que eles só falavam inutilidades, nada que o interessava. E ver sua irmã babar por um menino que era estranho, não era o seu jeito de se divertir.

– Olha, você não precisa ficar no mesmo ambiente que eu...- Respondeu indo para o fundo do trem. Seu irmão bufou, mas a seguiu. Seria ainda mais tedioso sentar sozinho.

– Olá, podemos nos sentar? — Perguntou Elizabeth abrindo a porta da cabine.

– E aí! Sim, claro. — Respondeu Ted se ajeitando para dar espaço para os gêmeos.

– Obrigada — Ambos se sentaram. Ficaram se encarando em um silêncio constrangedor...

– Em qual casa será que iremos ficar? — Inquiriu Victoire tentando quebrar o silêncio. Era uma menina muito bonita, cabelos longos e loiros e olhos azuis, característicos dos Weasley.

– Isso só o chapéu seletor dirá... — retrucou Prince, mau-humorado — É... eu vou comprar doces, andar por aí, querem alguma coisa? — questionou, tentando ser um pouquinho mais 'simpático'.

Recebendo 'não' como resposta, ele saiu...Absorto em seus pensamentos...

Até que... Trombou em algo, algo não... alguém.

– Droga... Olhe para onde anda! — Rosnou, se levantando.

– Oh! Me desculpe... — Disse uma voz tão calma e baixa, quase inaudível.

Era uma garota, estranha, mas ainda sim uma garota. Ela possuia cabelos castanhos escuros e olhos verdes, muito... ajeitadinha, na opinião dele.

Sem saber por que o garoto percebeu o estúpido que estava sendo, e se pôs a ajuda-la pegar seus pertences que jaziam no chão.

Livros de capas e nomes estranhos, entretanto ficou feliz em saber que ela gostava de ler.

– É... hum... Meu nome é Prince Granger — O quê estava acontecendo com ele? Nunca ficou assim tão... confuso e impulsivo e por que estava dizendo seu nome àquela estranha?

– Seu nome é adorável. — Elogiou, e ele corou — O meu é Charlotte Wood. — retrucou, enquanto pegava os livros que ele lhe estendia.

– É o seu primeiro ano? — Perguntaram ao mesmo tempo... Sorriram minimamente, aquilo era constrangedor.

– Sim — Depois de segundos, Charlotte foi a primeira a se manifestar.

– Legal... O meu também...

– É... eu vou indo. — Se despediu, tentando seguir seu caminho, mas quando foi passar por um lado o garoto foi para este mesmo lado, e quando foi pro outro aconteceu a mesma coisa, isso ocorreu pelo menos umas três vezes, até que ela segurou seu ombro fazendo o parar e enfim conseguindo passar.

Deu um passo e o ouviu dizer;

– Quer se juntar à eu e meus primos? — interpelou, com medo da resposta.

Charlotte se virou, com um sorriso amigável e lhe respondeu;

– Claro, seria ótimo.

***

Agora já de volta à cabine, Prince percebeu que era necessário as apresentações.

– Gente essa é a Charlotte Wood — apresentou a garota — E esse é meu primo Ted Lupin, minha irmã Elizabeth, e minha prima Victoire Weasley — disse, apontando para cada um.

– Pensei que tinha dito que iria comprar doce e não procurar garotas — denotou Ted, zombeteiro.

– Não procurei garota alguma, esbarramos no corredor apenas isso... — retorquiu o moreno ficando rubro.

Um curto tempo se passou, Prince e Char tentavam se conhecer melhor, e ele descobriu o quão estranha e diferente ela era, o que o deixou mais interessado na garota, o que de fato não admitiria à ninguém. Vic e Ted engataram uma conversa fútil, na opinião de Lizz, as risadas que os dois soltavam estava atrapalhando sua leitura, era irritante.

***

Se Hogwarts fosse um terço do que dizia o livro que sua mãe lhes dera " Hogwarts uma História" os irmãos Granger já ficariam super felizes, mas a escola era muito além do que podiam imaginar, era magnifica, cada minimo detalhe era deslumbrante.

Depois de serem recebidos por um Meio-Gigante muito simpático, do qual eles já haviam ouvido falar muitas vezes, foram instruídos por um Professor Baixinho, chamado Flitwick, que pediu para que eles esperassem um pouco para conhecerem o tão famoso Chapéu Seletor.

Os primeiranistas encontravam-se muito nervosos, pensando em como seria a Seleção das Casas, alguns desejando ir para uma casa em específico, outros querendo apenas serem selecionados por suas qualidades e a maior parte desejando que tudo acabasse depressa para desfrutarem do apetitoso jantar.

Após ouvirem uma música ridícula e desnecessária na opinião dos irmãos Granger, cantada pelo chapéu seletor a seleção enfim teve seu início.

Depois de alguns nomes, Charlotte foi chamada e selecionada para a Corvinal, assim como Victoire. Prince teve vontade de ser selecionando para lá também, no entanto não foi o que aconteceu.

– Hummm... uma mistura interessante... seu nome possuí uma grandeza... Onde será que devo lhe colocar? Inteligente, sem duvidas... Contudo, sua lealdade se sobrepõe à qualquer outra qualidade... GRIFINÓRIA!

A mesa dos Leões vibrou em aplausos, afinal de contas era o filho da Heroína Hermione Granger e do Herói Ronald Weasley.

Prince se sentiu feliz, apesar de não ter ido para a Corvinal, sentou de frente para onde dava para ver Ted sentado na mesa da Lufa-Lufa, olhou para trás sorrindo para Char e voltou sua atenção para sua irmã, que por sua vez seria selecionada.

Com certeza seria uma Griffana.

– Oh! Mais um Granger... difícil... Corvinal, quem sabe, mas seria um desperdício de tantos outros atributos... não vejo outra opção a não ser coloca-la na SONSERINA!

Foi a vez das Serpentes vibrarem e ao mesmo tempo ficarem confusas, assim como todo o resto. Burburinhos se formaram.

Prince se virou, olhando desconcertado para a irmã, e o que obteve como resposta foi um leve dar de ombros e um sorriso de canto dos lábios.

Notas finais
Esse Gif é tão pequeno, comparado à minha preguiça de procurar algo melhor. Haha! Pegadinhas das Malandras! Como poderíamos matar o Sev, se a Fic é Snamione? A única que acertou foi a leitora Cabot, que disse que a felicidade do Draco ela em relação ao Sev e acertou!! Espero agora que vocês se acalmem, viu u..u Eu acho que deixei muito à desejar em minhas partes, mas fica a critério de vocês. Sejam super bem vindas leitoras novas, e obrigada Cabot por todos os comentários e pela recomendação, você também Duda. Obrigada a todos comentários anteriores. E deixem sua opinião sobre esse cap. Beijos e até o próximo♥ ~Naomi