Notas iniciais
Boa Noite, povão. Acho que vocês não reagiram bem em relação ao ultimo capítulo, bem, me dói dizer, mas sim o Sev morreu e infelizmente nós não temos a pedra da Ressurreição, não fiquem tão agressivas, muitas coisas boas acontecerão ainda. lelelulis, obrigada pela linda recomendação, nós saltitamos de felicidade. Obrigada mesmo! Esse capítulo é dedicado à você. Boa Leitura a todos!

Meses depois...

Harry havia vencido, é claro. Para aqueles que achavam que as Trevas subjugariam a Luz, aí estava a prova contrária. E agora Harry seguia com um curso para Auror, oferecido pelo ministério, enquanto tentava reformar a Mansão Black, usando uma pequena parte da herança que seus pais haviam lhe deixado. Agora ele namorava Gina, e até pensavam em se casar depois de um tempo.

Hermione por sua vez, morava com os pais. Conseguiu desfazer o feitiço obliviate e tinha contado tudo a eles, nunca escondia nada dos mesmos, e não seria agora que o faria.

Contou sobre o pai da criança e de como o havia perdido na Guerra. O Sr. e a Sra. Granger, depois de um sermão, ofereceram todo apoio que podiam e Hermione aceitou.

Um medi-bruxo, tinha dito à ela que foi muita sorte ela não ter abortado os bebês, ao ser vitima da Maldição Cruciatus. Sim! bebês, eram gêmeos; um menino e uma menina, ou seja Morceguinhos em dobro.

Ela havia aceitado a proposta de Ron. Não, ela não se casaria com ele. Casar pra quê? Para que ambos sejam infelizes? Não, não faria isso e além do mais ela já pertencia a um homem e nem a morte seria capaz de mudar isso.

O Ministério da Magia tinha enviado uma coruja à Hermione dizendo que ela tinha uma vaga garantida no Departamento de Regulação e Controle das Criaturas Mágicas, o que depois de meses, deixou-a muito feliz. O salário era mais que ótimo, poderia dar uma boa vida aos gêmeos e muito mais. Shaklebolt disse que um mês depois que ela desse à Luz já poderia começar a trabalhar.

Todos os Jornais já tinham reportado sua gravidez e sobre Ron ser o pai, o que era uma tremenda mentira, no entanto era melhor assim. Ela já havia reparado em como as pessoas a olhavam com desaprovação antes de sair nos jornais que Ronald e ela moravam juntos e que ele seria o pai do filho dela.

Antiquados hipócritas.

Ah... sim, ainda ela sentia muita, muita falta dele, Severo, e cultivava um brotinho de esperança de que algum dia ele pudesse voltar. Ele foi enterrado nos Jardins de Hogwarts, assim como Tonks, Lupin e outros.... Todos já sabiam sobre sua lealdade à Dumbledore, ela, Draco, Luna, e Harry tentavam provar sua inocência perante ao Ministério, para que ele fosse reconhecido como o grande herói que era, e mesmo Shacklebolt sendo Ministro e acreditando neles, isso ainda não era suficiente e poderia demorar anos para que o reconhecimento acontecesse. Rony não tentava ajudar, pois não ia com a cara de Snape e ainda o achava o mesmo bastardo.

Apesar de várias notícias boas, Hermione só comia o necessário e vivia à base de Poções Vitâminicas e Fortificantes. Conversava, sorria, trocava cartas com todos, no entanto preferia ficar em seu quarto; deitada, encolhida, abraçada à barriga. Não dormia, apenas se escondia num lugar nostálgico e seguro de sua mente, onde podia se entregar as Memórias felizes.


***


Pouco mais de quatro anos depois...

09 de Janeiro.

Era Domingo e Hermione se encontrava na casa que dividia com Rony, num bairro próximo ao Beco Diagonal. Sim, como vocês sabem ela havia aceitado a proposta, entretando eles não tinham nada, além de amizade, embora Ron nunca perdesse a esperança.

Ron, apenas tinha dado o sobrenome aos seus filhos, Elizabeth Granger Weasley e Prince Granger Weasley, e os dois dividiam as despesas da casa. Mas, ele não passava muito tempo em casa, pois era o Goleiro dos Chudley Cannos, tinha realizado seu sonho e por conta disso viajava demais.

Como trabalhava a semana toda e nem tinha tempo para os filhos que ficavam com a Sra. Granger ou com a Sra. Weasley, todo domingo Hermione tentava recompensar sua ausência levando-os ao Beco Diagonal, necessariamente na Dedosdemel e na Gemialidades Weasley.

Ela precisava somente dar café da manhã a eles, antes de sair.

Ambos eram brancos demais, chegavam a ser pálidos, possuíam os narizes pequenos e arrebitados, sardas fraquinhas, assim como a mãe. A menina tinha os cabelos cacheados e muito pretos, tais como os do menino, mas os dele eram lisos. Tinham também os olhos muito negros, que quando expostos ao sol tornavam-se castanhos. Eram crianças muito quietas e espertas. Lembravam muito o pai.

Depois que os gêmeos nasceram, Granger teve de se reerguer, e se reergueu, afinal qual criança cresceria bem e saudável tendo como exemplo uma mãe depressiva?

Apesar de ter dois filhos, Granger era uma das mulheres mais cobiçadas, inteligentes e bem-sucedidas do século, além de heroína. Sempre recebia cartas ou presentes de seus admiradores.

Contudo, nunca deixou de pensar nele um só dia de sua vida, em seu peito havia um buraco que jamais poderia ser preenchido por um outro alguém e uma ferida incurável. Às vezes quando a saudade era maior que tudo, trancava-se no banheiro e chorava feito uma criança assustada, esses eram os únicos momentos em que se permitia fraquejar.

Pegou sua bolsa, e a das crianças, encolheu-as e guardou-as no bolso de seu casaco, trancando toda a casa com um aceno de varinha. Segurou a mão de cada um, e os três foram caminhando até o Beco.


***


Lizz e Prince gostavam de ir á loja de logro dos Weasleys. Fred e Jorge os deixavam pegar algum item para brincar, ou pregar uma peça no Bichento. Hermione os repreendia, mas era só olhar para aqueles olhos tão iguais aos do pai que ela amolecia para qualquer artimanha que eles fizessem.

Granger tentava tirar de Prince um jogo de tinta que dura uma semana para sair se aplicada a pele. Não queria que o filho aparentasse um diabrete azul, ou um dementador preto. Lizz comia os feijõezinhos de todos os sabores que seu irmão odiava. Segundo ele, os feijões eram do mal por terem gosto horríveis como de figado ou cera de ouvido.

– Deixe ele Mione....tome aqui.- Jorge jogou um latinha spray para a mulher.- É só espirrar no corpo, caso ele fique colorido.

– Mas antes nos deixe tirar uma foto. Prince com uma cor que não seja essa de fantasma, deve ser registrado para sabermos que é possível.- brincou Fred piscando para o garotinho que formar uma expressão de mau humor pelo comentário sobre sua palidez.

Um jorro de luz prateada invadiu a loja, a voz da chefe de Hermione soou no ambiente.

"Srta. Granger, sua presença é requerida imediatamente no setor 6, do Ministério da Magia."

– Droga!- praguejou baixo procurando sua bolsa para ir ao Ministério.- Vamos crianças, temos que ir no trabalho da mamãe...- chamou já pegando Lizz andando para a porta da loja.

– Calma, Mione.- pediu Fred parando a morena na frente da loja.- Por que vai levá-los para aquele lugar chato que é o Ministério?

– Ron está treinando, não posso deixá-los sozinhos em casa.- disse ultrajada pela ideia de deixar seus filhos sozinhos.

– Deixe eles com a gente, oras.- ofereceu Jorge.

Granger olhou pensativa para seus gêmeos que a encaravam com expectativa, depois olhou para os gêmeos ruivos que faziam as melhores caras de bons moços. Porém, ela sabia que isso eles não seriam naquele dia com as crianças.

– Não é que eu não confie em vocês para ficar com eles...- começou, mas as sobrancelhas vermelhas arqueadas a desarmaram.- Ok, não confio.- afirmou séria.- Vocês são uma péssima influência para eles. Não quero deixar meus bebês aqui, pois, quando voltar não quero encontrar dois Pirraças.

– Assim você nos magoa, Mione.- brincou Fred colocando a mão sobre o peito.

– Mione!- saudou Gina, que agora usa o sobrenome Potter. Ela vinha sorridente com James no colo.- Já está de saída?- indagou com certa decepção, queria passar um tempo com a amiga que sempre está ocupada com o trabalho.

– Mione, já que não confia em nós, o que é um ultraje, já que cuidamos de Ronald e Gina quando eram pequenos, deixe as crianças aqui, que Gina nos ajuda a olhá-los.- disse Jorge.

– Algum problema, Mi?- preguntou a ruiva colocando o filho no chão.

– Preciso correr para o trabalho e Ron está treinando...

– E ela não confia em nós para cuidar dos pequenos.- explicou Fred.

– Eu fico com eles pra você. Pode ir tranquila, depois passa em casa para pegá-los.- ofereceu Gina.

– Obrigada amiga.- a morena foi para seus filhos com um olhar severo.- Obedeçam a tia Gina.- pediu beijando-os no alto da cabeça.- Amo vocês.- sussurrou antes de aparatar.

Há poucos metros de distância, uma figura sorria com a sobrancelha arqueada vendo a cena em frente a loja de logro.

***


Hoje era aniversário de Severo, e Hermione iria até Hogwarts visitar o seu tumulo, assim como fez em todos os anos, ela o visitava em seu aniversário, primeiro de setembro, que foi o dia em que se conheceram, embora fosse em outra época e no dia que venceram a guerra. Entretanto, devido às circunstâncias ela iria mais tarde, assim que saísse do Ministério.


***

Herdeiros dos Heróis, por Rita Skeeter.

Há muito se especula sobre o relacionamento entre nossos heróis de guerra, Hermione Granger e Ronald Weasley. Logo depois que a guerra se findou, ouvimos rumores de que a amiga do menino-que-sobreviveu estaria grávida.

A questão que se seguiu era: "Quem seria o pai?"

Não é de hoje que a srta. Granger se envolve com bruxos de fama. Soubemos de seu romance com o famoso jogador de Quadribol, Viktor Krum. No mesmo momento em que se envolvia com o "Eleito", Harry Potter.

Hoje em dia, vive com o goleiro dos Chudley Cannos. Apesar de levarem uma vida juntos, não oficializaram uma união, e os filhos levam o sobrenome dos Weasley.

O que vocês queridos leitores devem estar se perguntando é: "Por que os pequenos herdeiros dos heróis não tem os famosos cabelos ruivos, característicos dos Weasley?" Teria a srta. Granger se equivocado na paternidade de seus filhos?

Aqui vai uma imagem para vocês verem com seus próprios olhos o que eu vos digo, e tirarem suas próprias conclusões, amados leitores."


***


– Ela veio de novo... — Comunicou Minerva, que observava a chegada de Hermione pela janela.

– Já era de se esperar, não acha, minha cara? — Inquiriu Dumbledore, em seu velho quadro.

– Todo ano, nas mesmas datas... — Divagou

– Ela ainda tem esperanças...- Afirmou o bruxo — e não deveria perde-las– acrescentou mentalmente.

– Depois de todo esse tempo?

– Ora, Minerva, nós dois sabemos que você ainda visita o tumulo do seu falecido marido trouxa, e olha que já faz mais de uma década que ele se foi...

– Alvo...

– Minnie...

– Eu sei que você sabe de alguma coisa...

– Tudo em seu tempo... tudo em seu devido tempo... — Disse pensativo...


***

Granger caminhava pelos Jardins de Hogwarts tranquilamente. Já estava quase anoitecendo, mas não se importava muito.
Passou por alguns túmulos deixando flores. E ao chegar perto do dele, se sentou. Aquilo tudo era tão... melancólico...

– Olha... eu estou aqui de novo, eu disse que viria, lembra? Você sabe... eu ainda não me acostumei com a sua ausência, é tão impossível... — Dizia olhando para o céu, que devido as horas, adquiria um tom mais escuro — As crianças lembram tanto você, os mesmos olhos... são mini-morceguinhos... são tão mau-humorados quanto você, Prince é tão carrancudo que sua primeira palavra foi " não "... — Seus olhos agora, encontravam-se mareados.

" ... eu gostaria tanto, que você estivesse aqui, daqui há alguns anos eles vão para Hogwarts e não será você que ensinará poções à eles... eu me sinto tão culpada, por passar tanto tempo longe deles, não os vejo crescer, não os vi dar os primeiros passos, não era eu quem estava lá. É estranho ficar aqui desabafando, mas eu não sei... às vezes penso que você pode me ouvir...


***

Mais ou menos onze anos depois...


Draco Malfoy foi julgado e absolvido de ser um Comensal, por ter ajudado e lutado pelo lado de Harry Potter. Sua mãe por ter omitido que o Potter estivesse vivo, fora sentenciada a uma pena leve, serviços comunitários. Já Lúcio, foi condenado ao beijo do dementador que seria dado após cinco anos em Azkaban.

Enfim poderia ter uma vida normal, sem cobranças, sem retaliações, sem a maldade á sua volta pedindo que se juntasse à ela. Agora ele tinha a luz da esperança de ter um futuro, esse futuro que ele pretendia passar ao lado de sua âncora, Luna Lovegood.

Ele sentiu, com prazer, o medo e a insegurança de conhecer o pai de sua amada. Um homem simples e engraçado na opinião do loiro. Não se sentiu enojado pelo aspecto da casa, ao contrário, era bem o estilo dos Lovegood's.

Malfoy e Luna namoraram por dois anos depois da guerra, antes de se casarem em uma cerimônia simples. A loira estava linda em seu vestido em um tom de coral, que contrastava com sua pele branca.

Draco, depois do casamento, assumiu os negócios da família. Tanto no mundo bruxo, quanto no mundo trouxa. Fazia investimentos na Bolsa de valores, em imóveis e obras de arte.

A mansão Malfoy foi reformada. O Sonserino queria deixá-la de um jeito que não lembrasse a antiga casa, a qual serviu de covil para o Lorde das Trevas e seus Comensais.

Assim que a reforma ficara pronta, levou sua esposa para morarem ali. Chamou sua mãe, mas ela se negou, disse que aproveitaria o resto de sua vida para retomar o convívio com sua irmã mais velha. Foi morar com Andrômeda, que cuidava do pequeno Ted Lupin.

Draco e Luna, se uniram á Hermione e Harry, no recurso de inocentar Severo Snape das acusações que lhe eram deferidas. Foram várias audiências, várias sentenças recorridas, até que conseguiram consagrar o homem. Depois de dez longos anos, de uma batalha que era puxada por Granger, Severo estava livre de acusações no mundo bruxo.

Foi com alegria e extrema felicidade que recebeu a notícia de que seria pai. Luna tinha ficado assustada a principio, uma criança era algo que requeria cuidados, e ela tinha medo de acabar fazendo algo errado e acabar como sua mãe.

O loiro a consolou dizendo que não poderia ter escolhido mulher mais incrível para ser a mãe de seus filhos, que a preocupação devia ser com ele, que não tinha exemplo de como ser um bom pai. "Então, aprenderemos juntos." Disse a jovem mulher na ocasião.

E para manter a tradição dos Black's, deu a seu primogênito o nome de uma constelação, Scorpius. O menino era tão parecido com o pai, o mesmo tom pálido de pele, os fios claríssimos quase brancos, o nariz proeminente, digno de um Malfoy, porém os lábios rosados e cheios, eram da mãe e os olhos, de um azul escuro quase violeta deixavam o menino com a beleza rara da mistura de um Malfoy com uma Lovegood.

Scop era um garoto inteligente e sagaz, herdara o gosto da mãe por exóticas criaturas mágicas.

Como todos os dias, Malfoy gostava de tomar seu café da manhã ao lado de sua família. Era sorte eles poderem ter um elfo doméstico, pois culinária não era o talento de Luna.

Por ter negócios no mundo trouxa, pediu que instalassem um telefone em sua casa. Aparelho esse que tocou naquela manhã. Scop com seus oito anos, foi quem atendeu.

– Papai é para você.- disse entregando ao loiro.

– Alô?- o loiro teve todas as reações possíveis de um ser humano. Ergueu a sobrancelha, franziu o cenho, ficou lívido e por fim, sorriu largamente se levantando rapidamente da cadeira.- Já estou á caminho. Obrigado por me ligarem. Até logo.- desligou sorrindo para o nada, ofegando e rindo como se tivesse ganhado o tão esperado presente de natal.

– Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa, Draco?- indagou Luna estranhando o estado do marido.

– Está tudo ótimo, Luna! Está tudo ótimo!- exclamou puxando a esposa e beijando-a. O filho só riu da atitude do pai.- Tenho que sair resolver uns assuntos do escritório em Leeds.- dito isso pegou sua pasta e saiu apressado, com um sorriso no rosto.

Notas finais
Porque será que o Draconildo está tão feliz? Palpites? Vocês vão gostar muito, nós garantimos! Ah, de todos os que morreram o único que salvamos foi o Fred, fala sério, não tem como separar aqueles gêmeos *--* Os unicos Weasleys que prestam. Próximo cap, acho que a Fic já vai dar um pulo de quatro anos, não antes de alguns acontecimentos. Comentem para dizer se estão gostando... Obrigada pelos comentários anteriores e até Quarta. Lelelulis, obrigada novamente♥. Beijos. ~Naomi