Notas iniciais
Eae povo locão. Suave? Brigada pelos comentários anteriores, e vão ler logo esse capítulo u..u Zoa, boa leitura c:

****Antes da descoberta****

James tinha terminado de passar mais uma fase do jogo quando Elizabeth entrou no quarto. O garoto a olhou rapidamente e voltou a prestar atenção no jogo. Não iria falar com ela, por mais que fosse esse seu desejo. Mas as palavras que ela lhe disse ainda estavam gravadas em sua mente...

– Você não vai descer pra ver se nosso plano está dando certo?- a morena indagou um pouco receosa. Ficou desconcertada pelo silêncio dele que continuava a jogar como se ela não estivesse ali.- Vai continuar me ignorando?- perguntou se aproximando.

James continuava jogando sem ceder as investidas da morena que parara à sua frente.

– Até quando vai agir assim, James?!- bradou irritada pela indiferença lhe encaminhada. Não estava gostando daquilo. Sentia uma dor dentro do peito.

Farta tomou o controle das mãos dele. Potter enfim a olhou, antes não tivesse olhado, pois o frio daquelas orbes azuis apunhalaram a jovem de uma forma estranha, de um jeito que ela nunca achou possível.

James encarou os olhos negros da Sonserina, e antes que declinasse na sua decisão, se afastou sentando-se em sua cama com um livro qualquer nas mãos.

Lizz queria bater naquele idiota por estar ignorando-a. Queria gritar que não se importava, que ele podia continuar com aqueles joguinhos de não falar com ela. Irritada, foi até ele.

– James!- bradou.- Mesmo correndo o risco de ser enxotada desse quarto, ou de ser motivo de piada, eu preciso falar. E você vai me ouvir!

– O quê?- indagou entre os dentes.- Vai me ofender novamente? Gosto de quem eu sou, e se você não gosta disso, pode sair, Elizabeth.- seus olhos transmitiam mágoa.

– Olha...- respirou fundo e se sentou na beirada da cama.- É tudo tão complexo aqui dentro de mim, não gosto de falar sobre meus sentimentos, não sou a melhor pessoa para dizer sobre isso, me sinto patética.

– Patético é guardar e sofrer com isso depois...- pontuou o rapaz.

– Eu odeio tantas coisas em você.- confessou.- Seus cabelos bagunçados, suas atitudes impensadas, seu modo de andar, odeio tanto, mas tanto, quando você me ignora, que tenho vontade de te socar, te fazer engolir esse console... Mas mais que tudo, odeio o fato de não conseguir te odiar. Nem um pouquinho e acho, que por mais idiota que você seja, eu nunca conseguirei.- aquilo era tão difícil para a menina. Se expor daquela forma.

– Eu nunca lhe pedi nada absurdo, Lizz, apenas que me deixasse mostrar que eu gosto realmente de você.- disse também se sentando na cama.

– Tenho medo...- murmurou com o coração em ritmo frenético.- Não quero ser mais uma na sua lista

– Seja a única...- propôs se aproximando dela.

– Somos tão diferentes...- a morena temia se machucar. Passara anos sofrendo por um amor platônico. Agora tinha essa coisa estranha que fazia seu coração acelerar sempre que estava com o Griffano.

– E é isso o que eu gosto em você, Lizz.- confessou antes de beijar a morena.

Por segundos, Elizabeth ficou estática ao sentir os lábios do menino nos seus. No entanto, assim que sentiu a língua dele pedir passagem, ela se entregou aquele momento. Retribuiu o beijo com igual vontade. O beijo dele estava sendo diferente do beijo que recebera de Ted. O beijo do Lufano foi desesperado, o do moreno estava sendo terno, delicado, apaixonante.

Lizz sentia que aquele garoto estava sugando sua alma, a sensação era de estar flutuando. Aquelas borboletas que se mexiam em sua barriga, agora faziam um balé que mandava energias para o corpo todo.

Potter ainda estava custando acreditar que Elizabeth estava ali, aceitando-o. E que o sabor e a textura dos lábios dela, eram muito melhores do que ele havia sonhado.

Infelizmente o ar fez falta, e o beijo se desfez. Lizz manteve os olhos fechados, ainda sentindo seu corpo reagir aquele beijo. Sentiu os dedos do menino passearem pelo seu rosto, numa leve carícia. Resolveu abrir os olhos e encarar a realidade. Beijara aquele garoto, e gostara.

– Me deixe estar com você, Elizabeth...- murmurou contra a boca dela.- Pare de usar a cabeça um pouco, diga o que seu coração realmente quer...

Elizabeth estava aflita, seu coração sempre era burro nessas questões. Pedia que ela agisse com mais impulsos. Que se entregasse aquele sentimento que tinha para o Griffano. E se não desse certo? Só irá saber se tentar.... cantarolou seu coração.

– Se me magoar, eu castro você!- decretou séria.

– Certo.- concordou feliz por enfim, ter dobrado aquela turrona.

James voltou a beijar a morena, queria provar mais daquela boca que tanto cobiçou, que era perfeita para a sua, que o sabor era inebriante.

Lizz se inclinou beijando o menino com fome. Aprofundou o beijo de forma ávida. Logo, estava por cima do moreno deitado na cama.

– Lizz...- disse entre o beijo.- Lizz...- tentou chamar a atenção da moça. Sem obter sucesso, a segurou pelos ombros e virou a na cama.- Vamos com calma, ok?- propôs o jovem.

– Ok.- concordou rubra. Agiu com impulso e quase fizera uma burrada. Não que ela nunca fosse transar, mas não no primeiro dia em que se entende com o garoto. Ficou satisfeita pela atitude dele. Mostrando que não queria apenas dormir com ela.

– Char está aqui?- Prince entrou abruptamente no quarto assustando o casal.- Atrapalhei? Foi mal, estou querendo falar com Charlotte...- o moreno estreitou os olhos para o amigo.- Se acertaram?- James olhou para Lizz querendo ver o que ela responderia.

– Digamos, que estamos...tentando, maninho.- informou segurando a mão do Griffano.

– Demorou! Se magoar meu amigo de novo, deserdo você, Lizz.

– Ei! EU sou sua irmã, deveria proteger minha honra!- indignou-se.

– Você é Sonserina demais pra que precise de proteção. É mais fácil fazer a barba do Hagrid, do que alguém pisar em você...

Jay riu antes de receber uma cotovelada da morena.

– O que?- perguntou inocente. Elizabeth fechou a cara, porém, acabou por beijar o jovem.

– Certo, mas não precisam ficar se exibindo na frente dos outros.- ralhou Prince com uma careta.- Vou procurar a Char na cozinha.

– Vamos com você, estou com fome.- comentou Potter.

– Quando é que não está?- indagou Lizz.

Ao saírem do quarto viram a Corvina sair do banheiro.

– Ai está você!- exclamou Prince.- Achei que tinha ido embora sem se despedir.- comentou ao se juntar a menina.

– Então, deu certo?- questionou Char descendo as escadas.

– Vou deixá-los lá por duas horas. Acho que é o suficiente para se entenderem.- informou Prince rindo adentrando na cozinha.- Mãe?!- exclamou junto da irmã ao ver a mulher ali.- Onde está o professor Snape?

***

****Depois da Descoberta****



Definitivamente ela não podia deixa-lo partir, como sempre fez. Já tinha perdido muito tempo lhe escondendo a verdade, precisava explicar tudo... Ele não iria sumir de novo, iria? isso não podia acontecer novamente, ela precisava ir atrás daquele homem, e foi isso que fez. Girou nos calcanhares e foi em direção à porta de entrada, onde Gina e Harry lhe esperavam com um casaco, eles já sabiam o que ela pretendia. Agradecida Hermione, desaparatou.

– Bem... podia ser pior, né... Podia ser o Filch, e bem, eu prefiro o Snape. — Brincou Harry, olhando sério para a esposa enquanto retornavam para dentro da cozinha.

– Harry... — Repreendeu a mulher, logo em seguida sorrindo, assim como o marido. — Pobre Mione. Passou anos guardando isso, e ele descobre assim numa briga.- murmurou colocando os pratos na mesa para servir o jantar.

Prince foi até a sala sozinho. Queria ficar sozinho. Precisava pensar.

Sentou-se no carpete perto da lareira que crepitava a lenha. Como agiriam agora? Se tratariam como pais e filhos, ou ainda como professores e alunos? E as outras pessoas, como reagiriam ao fato de que eram filhos do professor Snape?

Tinha estado tão envolto em juntar os pais, fazer com que a mãe assumisse a verdade, que não pensou no depois. No que essa revelação poderia acarretar.

– Você não me parece feliz, Prince.- comentou Charlotte entrando na sala para se juntar ao moreno.- Achei que estaria depois de conseguir que sua mãe assumisse a verdade.

– Estou feliz. Mas e agora, como vai ser?- perguntou fitando a menina.

– Como assim?- estranhou ela.

– Agora que sabemos, como vamos agir? Nada mudará? Continuaremos a ser Sr. e Srta. Weasley para ele?- questionou pensativo.

– Esperem sua mãe voltar. Ela vai guiar vocês.- comentou afagando as costas do Griffano.

Prince sorriu de lado, ela sempre sabia o que dizer para o animar. Era uma grande amiga. Amiga? Franziu a testa não gostando daquela constatação. Que a Corvina era sua amiga desde o primeiro ano, isso era indubitável. Então por que ele não gostara dessa denominação, amigos? E tinha o tal de Thobias que até então, ele não perguntara quem era.

– Char...- começou sem saber o que dizer.- Ér....- pigarreou procurando as palavras.- Vai dormir aqui na Mansão Black? Será divertido amanhã, vamos para os fundos brincar com o Bicuço.- disse a primeira coisa em que pensou.

– Adoraria ficar. Mas tenho de ir, e por sinal, há muito tempo!- exclamou vendo a hora no relógio antigo perto da árvore natalina.

– Fique mais um pouco, Char.- pediu se levantando junto da garota.

– Sinto muito, Prince. Minha mãe não está muito bem, e tem o Thobias...- informou indo até o cabideiro pegar seu gorro.

– Char, quem é esse Thobias?!- inquiriu aflito.

– O que?- estranhou a maneira que ele falou, entrou na cozinha para se despedir.- Feliz natal a todos, eu preciso ir.- anunciou beijando o rosto de todos ali.- Amanhã apareço pra ver o Bicuço.- foi apressada para a porta com Prince em seus calcanhares.- Amanhã apareço e trago seu presente.- informou antes de beijar o rosto dele.

– Mas Char, você não me respondeu a pergunta!- disse segurando- lhe o pulso freando a saída dela.

– Pergunta? Que pergunta?- inquiriu tentando se lembrar da pergunta.- Algo a ver com Thobias?- ele afirmou com a cabeça.- Ah Prince, Thobias é uma gracinha!- exclamou com os olhos brilhando feliz.- O nariz arrebitado, a risada contagiante e a boquinha bem rosada...quando puder o trago comigo para que conheçam ele. Mas eu preciso mesmo ir.- afirmou indo embora apressada deixando o garoto paralisado na porta.

O menino entrou na casa procurando respostas para o que acabara de acontecer. Charlotte lhe dera uma volta e não respondera sua pergunta. Apenas elogiou o Thobias e se foi.

– Que cara é essa, maninho?- perguntou Lizz vendo o estado do rapaz.

– Minha risada é contagiante?- indagou fitando a menina.

– Hã?- estranhou a pergunta.- Por que essa pergunta?

– Nada...- murmurou encarando o prato que Gina lhe serviu. E daí se o Thobias tinha o nariz arrebitado? Ele também tinha. E a boca rosada? Ele deve usar batom. Sentenciou mentalmente. Ficou pensativo até que sorriu de lado. Ele tinha uma coisa que o Thobias não tinha, tempo. Prince passava mais tempo com a Corvina, já que estudavam juntos. E isso era um ponto a favor do Griffano.

– Cara, você está estranho.- comentou James vendo o amigo sorrir.- Primeiro chega aqui com cara de enterro, e agora está sorrindo feito idiota...

– Só estou lembrando que Snape já sabe de tudo, e que...falta pouco pra ele e a mamãe se acertarem.- disse aflito por quase ser descoberto. O que diriam se soubessem que ele estava tendo certos pensamentos com sua amiga?

– Coitada da tia Mione. Se amarrar naquele Morcegão das masmorras...- murmurou Jay.

– James.- repreendeu Harry.- O professor Snape é o homem mais...- começou.

– Mais corajoso que já conheci. Blá blá blá.- completou o jovem.- Sabemos disso pai. Só acho que eles não combinam.

– E você e minha irmã super combinam.- ironizou Prince.

– Cala a boca, Prince!- ralhou a moça ficando vermelha.

– Oh, enfim, se acertaram?- indagou Gina.- Já estava na hora! Nesse quesito filho, você é lerdo como seu pai.

– Mãe!- exclamou envergonhado.

***

Hermione foi até o Castelo procurar Snape, e este não estava lá. Perguntou aos quadros e nada, perguntou até ao Filch e nem ele soube responder... Se Filch que era praticamente a esposa de Severo no castelo, por ser tão puxa-saco não sabia, quem saberia então?

De certo o professor tinha ido para sua casa, a questão era; Aonde se localizava essa casa?

– Draco... — Murmurou Hermione, estalando o dedo ao se lembrar do loiro.

***

Ele precisava beber, nublar seus pensamentos de alguma forma. Tentar esquecer o que ouvira por pelo menos algumas horas... precisava afogar as magoas criadas por si mesmo, por ser tolo o suficiente a ponto de não notar o que era óbvio... Óbvio demais. Sentia-se um estúpido, e de fato era, por ter desconfiado de Granger, mas ela também devia ter lhe dito logo.

E agora? Como poderia olhar pra ela, depois de tantas ofensas, tantas palavras rudes e de tantas outras coisas que fez questão de jogar em sua cara? Tantas outras coisas que ele mesmo havia tecnicamente 'inventado'. Não, ele não precisava e não queria se preocupar com isso naquele dia...não naquele momento. Amanhã quem sabe ele tentaria conversar sobre isso com ela, naquela hora, querida beber, apenas beber... a solução que muitos optam, a solução que dura poucas horas, e logo após isso você é obrigado a voltar a realidade... realidade que ele não queria encarar no momento.

***

– Draco, eu vou pedir novamente, será que você poderia fazer o precioso favor de me dizer onde ele mora?!- pediu pela terceira vez, já com a paciência por um fio.

– Só me diz porque você quer. O que aconteceu? Não seja tão chata, Granger!

– Isso não é da sua conta. Você vai me dar ou não, esse MALDITO ENDEREÇO!?- esbravejou trincando os dentes, se controlando para não socar aquele branquelo novamente, como fizera anos atrás.

– Diga logo à ela, Draco. — Manifestou-se Luna, já cansada daquela algazarra. Sua barriga estava enorme pelos setes meses de gestação, e isso já pesava.

– Tudo bem... — Disse o loiro vendo a mulher sentar desajeitada no sofá. — Meu Padrinho me contará tudo depois, eu nem estava tão a fim de saber...- mentiu dando os ombros fazendo Luna rir de sua birra.

***

Logo após Draco de má vontade, ter lhe dado o bendito endereço Hermione se encaminhou para a Rua da Fiação, e encontrou a simplória casa de Snape. Depois de muito bater, tentar abrir com magia, concluiu que ele ainda não havia chegado, seja lá de onde, e por isso, teria que esperá-lo, e apesar do frio e do vento gelado que rasgava-lhe as bochechas, e balançava seus cabelos, ela se sentou num degrau da curta escada que levava até a porta, e se pôs a esperar. Preocupada, pensando no que ele poderia estar fazendo. Impulsivo como era, não seria nada bom.

***

– Ei, Tio... — dizia um barman, tentando acordar Severo, que dormia em cima do balcão. — Vai logo pra sua casa, já deu pra você hoje.- afirmou vendo que ele acordara.- Se beber mais um copo é capaz de esquecer o próprio nome, se é que já não esqueceu...

Cansado, com frio e já com uma dor de cabeça infernal, Snape saiu. Apesar de bêbado ainda tinha consciência de ser um bruxo, e por isso, foi até um beco próximo e desaparatou não se importando de estrunchar.

Ao chegar na rua de sua casa, caminhou meio cambaleante até chegar à porta. Hermione por sua vez observava tudo preocupada. É óbvio que ela não iria embora só porque ele estava naquelas condições. Jamais o deixaria daquele jeito. Se fosse com ela, certamente faria o mesmo se descobrisse aquela notícia do jeito que foi. Talvez não bebesse tanto, mas ainda sim, faria.

Ele se aproximou e a viu. O quê ela estava fazendo ali? Só iria atrás dela amanhã, não era pra ela estar ali o vendo naquela situação... Droga, porque ela tinha que ser tão... tão... Grifinória e impertinente?

– Severo... o que você fez? — Perguntou, olhando-o preocupada.

– O quê se faz num bar? Bebi, ué. — Respondeu com a voz embolada pelo álcool. Abriu a porta e entrou, tendo Granger em seu encalço.

– Não me diga. — Rebateu, revirando os olhos para a ironia dele.- Enquanto fechava a porta. — Não podemos conversar hoje... não com você nessa situação.- disse vendo-o tropeçar no carpete.

– Por isso que iria lhe procurar amanhã, mas você é tão... irritante. — Refutou embriagado, no mesmo momento em que se deitava no sofá, estava com uma dor de cabeça horrenda, e mal conseguia manter os olhos abertos. É... as bebidas trouxas de fato, eram mais fortes que as bruxas.

– Verdade que você iria me procurar? — Os olhos da mulher brilharam em contentamento, pelo menos ele não iria fugir, ou fingir que nada havia acontecido.

Ele nada respondeu, já estava até dormindo...

Era noite de Natal, e Hermione não podia deixar que Severo passasse a noite sozinho. Ninguém merecia uma coisa dessas, ninguém merecia passar a noite mais especial do ano só, quando todos devem estar unidos, quando as famílias devem estar unidas.

Depois de tantos anos e tantos Natais se lamentando e sofrendo por ele não estar presente, ela não podia perder essa oportunidade, por mais que ele estivesse dormindo, ou não ligasse para isto, ela ficaria ali.

Olhou para o lugar, estava apinhado de livros por todo o lugar. Havia poeira sobre a lareira, onde ela viu o globo de neve que lhe dera num passado distante. Sorriu para o objeto. O ajeitou melhor no sofá e pôs sua mente para funcionar. O que poderia fazer para ajudá-lo? Começaria com uma poção. Ele certamente acordaria de ressaca.

– Accio Poção para dor de cabeça. — Pensou, e imediatamente o frasco voou para sua mão.

Depois de mais ou menos umas duas horas convencendo Severo a tomar as poções tanto para dor, quanto as revitalizadoras, e mais uma hora para convence-lo a tomar banho, com toda a paciência do mundo em meio às várias reclamações dele, ela o banhou, trocou e o deitou na cama de um quarto que ela deduzira ser dele pelos tons bastantes Sonserinos do cômodo.

Logo em seguida, ele dormiu graças à Poção do Sono sem sonhos, ele precisava de uma boa noite de sono. Hermione, não queria dormir, então voltou para a Sala e escolheu um livro que lhe interessasse, em meio às várias estantes lotadas.

Algumas horas depois...

Hermione acabara por dormir no sofá, dormir não... cochilar. Olhou ao redor e percebeu que Severo ainda não tinha despertado. Ela estava com fome, e imaginou que quando Severo acordasse também estaria. Com certeza devia ter sobrado algo na casa do Harry.

Desaparatou lá, e quando contou à Gina o que acontecera, esta lhe preparou grandes porções de comida. Hermione então, voltou, preparou a mesa e se pôs a comer esperando pela Bela Adormecida dar o ar de sua graça.

Snape por sua vez se lembrava vagamente do que tinha acontecido na noite anterior... Se lembrava te der bebido, de ter visto Granger em sua casa, dela cuidando dele. Mas com certeza à essa hora ela já estava em sua própria casa. Por incrível que pareça ele estava bem disposto, nem com dor de cabeça estava mais. Com fome, resolveu descer.

Assim que se aproximou da cozinha sentiu um cheiro peculiar de comida, e se deparou com Granger tomando café. Ele devia saber que ela não desistiria tão fácil.

– Oh! Bom Dia, Bela Adormecida. — Saudou a mulher, sorridente.

– Dia, Granger. Devia saber que ainda estaria aqui. — Disse, sem emoção. Enquanto se sentava próximo à ela.

– Você deve se lembrar muito bem dos motivos que me trouxeram aqui.- afirmou servindo-o com café forte.

– Certamente. — Afirmou.

– Teríamos resolvido isso antes se você não...

– Direto ao ponto. — Cortou-a, impaciente.

– Certo.- seria melhor serem diretos mesmo.- Devo começar pela parte que você me abandonou por quatro anos, ou pela parte que você me ofende e me expulsa novamente de sua vida, ou pela parte que você com sua habitual ignorância, e como disse o Sirius; Mania de colocar a sua mente aguçada para funcionar e chegar como sempre à conclusão errada? Eu espero que você não venha bancar a vitima, Severo, pois você sabe muito bem que nunca me deu à chance de lhe contar a verdade. — Disparou, há muito tempo aquilo estava engasgado em sua garganta.

– Você esperava que eu fizesse o quê? Descobri que novamente a mulher que eu amava estava com outro. Queria que eu corresse para os seus braços? — Ironizou.

– Não. Queria que viesse conversar comigo.- disse serena.- Acho que você pode imaginar os motivos que me levaram a fazer tudo o quê fiz. E tenho que confessar que não me arrependo.- confessou.- Quando eu disse que seria sua para sempre, eu não menti. Você não sabe como foi a minha vida naqueles anos que eu acreditava que você estava morto.- sua voz tremeu pela recordação.- Nada fez mais sentido para mim, minha gravidez foi de risco, pois eu me descuidei. Eu vivia de lembranças, lembranças de nós. E quando as crianças nasceram eu tive que me reerguer, elas me ensinaram a sorrir novamente. Não fui uma mãe presente, tive que trabalhar e me culpo por isso até hoje. Eu lutei onze anos seguidos para provar sua inocência, você merecia ser aclamado como herói.- Severo a ouvia, as peças se encaixando em sua mente.- Sabe, agora parece meio patético — Dizia, enquanto enxugava as lágrimas com as costas das mãos — Mas, eu ia todo ano visitar o seu túmulo em Hogwarts, eu passava horas lá conversando com você, contando sobre tudo o quê me acontecia, eu tinha a esperança de quê você de alguma forma me ouvia...mas, na verdade eu falava sozinha. Teve uma época em que eu decidi que precisava lhe esquecer, não podia continuar vivendo daquela maneira, mas isso era impossível já que Prince e Elizabeth lembravam tanto você, a aparência, as manias, o mau humor, a impaciência, o jeito de falar... Tudo...- o olhou com os olhos brilhando pelas lágrimas.

Ele se sentia tão culpado agora, depois de todas essas revelações, ele acreditava nela, no sofrimento, em tudo. Pelo menos uma vez em sua vida precisava dar ouvidos a voz da razão.

Por que Draco não lhe disse que fora Hermione quem 'limpou' seu nome? Não podia culpar Draco, afinal ele achou que estava fazendo o certo. Mas... e agora, o quê faria? Ele tinha filhos com Hermione, se sentia feliz por isso, afinal as crianças não eram do cabeça de tocha, não eram Weasley, eram Snape, isso já era o suficiente pra ele se sentir contente. Mas, ao mesmo tempo sentia-se culpado pelas ofensas que dirigiu à Hermione, ela não merecia ter ouvido nada do que ouviu, ele foi o estúpido da estória, a magoara novamente, e apesar de tudo isso ela parecia o amar da mesma maneira, assim como ele a amava.

Então era por isso que ele nunca conseguiu sentir ódio daquelas crianças, assim como sentia das outras, eram seus filhos, óbvio.

– Se não acredita, pode usar Legilimência. — Denotou a castanha vendo o silêncio do homem.

– Não... eu só tenho uma coisa à lhe pedir.... Me perdoe. — Isso era difícil pra ele, não era acostumado e não gostava de pedir perdão, no entanto, para Hermione ele pediria.

– É o meu perdão que você quer? Eu lhe perdoo. Só não tente me afastar novamente.- pediu.- Não há mais Voldemort, não há Ron, não há guerra... Não há mais nada que nos impeça de ficarmos juntos, nem a sociedade, pois eu já não sou mais uma adolescente e você não é mais meu professor, e mesmo se fosse, ninguém... ninguém pode nos dizer o que é certo ou errado. — Mesmo com medo dele lhe rejeitar, ela segurou uma de suas mãos que jazia em cima da mesa, e a colocou entre as suas. — Nós estamos nessa busca há tanto tempo... tanto tempo simplesmente tentando matar a dor da distância. Por favor, não prolongue mais esse sofrimento.

Agora, nada mais o impedia de ser feliz com Hermione, de tê-la somente para si, como ansiava por anos. Ela o aceitaria de volta, então por que ele não aceitaria essa chance da vida?

– Eu te amo, Hermione...- soltou num sussurro.

Ele não precisava dizer mais nada, aquilo foi bem mais do que Hermione esperava, em todos aqueles anos, foi a primeira vez que ele lhe disse aquelas poucas palavras, que tinham tanto significado para ela. É, claro que nunca foi necessário ele lhe dizer aquilo, pois ela sabia sobre os seus reais sentimentos, mesmo quando ele tentava negar, ou esconder. Ela sempre o conheceu tão bem.

Como se entendesse o quê os lábios e os corações pediam, ele a beijou. Selando um amor que nem o tempo foi capaz de apagar, pois poderiam se passar anos, séculos, eles sempre seriam um do outro. Sempre.

Notas finais
~Chorando litros e mais litros aqui~ Como sempre eu fui responsável pela parte melosa e triste, com a ajudinha da Anne, claro. Dessa vez a Anne que ficou com as partes das crianças, a qual eu ri bastante, achei que ficou excelente. E Lost está no seu fim, é com pesar que lhes digo isso. Enfim, será que merecemos mais uma recomendação? Eu realmente espero que sim. Se você nunca comentou, comente dessa vez, sua opinião é de vital importância. No mais, Beijos e até o próximo.