Notas iniciais
Cheguei um pouquinho tarde, isso se chama: Preguiça. Desculpem u..u Nesse capítulo teremos uma treta Maligna. Obrigada aos comentários e favoritos ♥ Nós amamos vocês :3 Boa Leitura.

– P-Por que acha isso, Severo?- gaguejou Hermione. se perguntando se o Sonserino sabe da condição de Remo.

– É bem simples.- o moreno falava olhando para Lupin, se divertindo com a reação do garoto.- Geralmente, as pessoas ouvem os gritos durante uma semana específica do mês, que pode variar de dia. E sempre depois dos gritos ouvimos os uivos...- finalizou sorrindo de lado.

– Devem ser só histórias para assustar quem quisesse chegar perto da casa.- interveio a menina.

– Pode ser.- Snape deu os ombros.- O que acha, Lupin? Acha que é uma aberração, ou fantasmas?- o garoto não controlou as palavras que saiam, apesar de não ter nada contra aquele maroto, que nunca fizera nada para ele, não conseguia evitar aquele incomodo que sentiu dentro de si quando viu os Griffanos tão perto.

Remo olhou para Severo com raiva. Talvez fosse o seu lado lupino querendo acabar com aquele que lhe chamava de aberração. Ele se achava um ser amaldiçoado, mas seu lobo não iria ouvir o insulto calado. Acabou por desferir um soco no rosto pálido do Sonserino que pego de surpresa cambaleou para trás.

Hermione soltara um grito de espanto. Foi em socorro de Snape que segurava o nariz ensanguentado, mas não consegiu chegar até ele, visto que o moreno rebateu o golpe acertando e abrindo o supercílio esquerdo de Aluado.

– Não ouse me tocar de novo seu...- bradou Snape.

– Repeccio!- Granger pronunciou com a varinha apontada para os dois garotos. Estes foram jogados para longe dela.- O que vocês têm na cabeça? Brigar feito dois bichos?- a menina gritava irritada com os amigos.

– Hermione, me desculpe.- começou Remo.- Eu não sei o que me deu...eu não queria estragar seu passeio.- gaguejou Aluado se levantando igualmente a Severo, que tentava respirar pela boca.

– Glacius- com um olhar ferino a morena congelou os garotos. "Por que os garotos são tão impulsivos?". Com passos rápidos foi até as estátuas.- Episkey.- disse mirando o Grifinório. Virou- se para Snape e ficou espantada pela quantidade de sangue no rosto dele.- Episkey.- ouviu-se um estralo vindo do nariz do moreno.- Eu estou cansada.- disse respirando fundo.- Não quero ouvir nada enquanto volto para o castelo.- pausou as palavras.- Finitte.

Vendo que os dois meninos estavam bem, virou as costas e seguiu o caminho para o castelo.

– Hermione.- chamou Lupin se juntando á ela na caminhada.- Permita que eu lhe acompanhe.- pediu, dando o braço para ela, que aceitou em silêncio.

– Não precisa se incomodar, Lupin.- Severo apareceu do outro lado da menina.- Eu acompanho a srta. Granger ao castelo.- disse, dando também o braço á garota.

– Vamos todos juntos, sem brigas e em silêncio.- comunicou a morena enlaçando o braço do Sonserino.- Como bons amigos que somos.- sorriu.

Snape olhou para Remo arqueando a sobrancelha e um sorriso debochado.

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Severo fitava Granger procurando um livro na biblioteca. O rosto delicado dela estava contorcido em concentração. Típico de quando pensava em algo. E ficou tentado á usar Legillimência para saber o que tanto ocupava a mente de menina.


Esforçou-se para conseguir ler o título dos livros. "Criaturas noturnas" e "Acalmando Feras". Estaria ela interessada no lobisomem? Pensar nessa hipótese, fez um gosto amargo surgir na boca do moreno.

Com o corpo tenso foi até ela ver o que raios ela queria com aquilo. Não tinham trabalho sobre tais temas, pois haviam visto criaturas noturnas no quarto ano.

– Hermione.- sorriu cenicamente sentando-se ao lado da morena, que nem o olhou. "O que deu nessa garota?"– Fazendo trabalho de casa?- continuou vendo-a bufar. Fechou a cara. Ela está brava com ele?- Aconteceu alguma coisa?- questionou sem saber o que poderia ter feito para ela.

– Estou chateada.- falou não desviando os olhos do livro.

– Comigo?- Severo revirou seu cérebro á procura de alguma coisa que fizeste. Não zombara do jeito tagarela dela quando fala de qualquer assunto. Não insultara os "leões". Não insistiu para que ela falasse sobre si." Eu não fiz nada!"

– Também.- Granger pegou outro livro e abriu. Desde que soube da detenção de James e Sirius, tem pensado em uma forma de ajudar Remo, já que os marotos não poderão ir á Casa dos gritos ajudar o lobisomem.

– Mas que droga! Eu não fiz nada.- Snape se exasperou nervoso. Era só o que faltava, ter a única amiga brava com ele.

– Como não?!- Hermione se vira para olhar o amigo.- Você insultou Remo, brigaram feito animais, e queria que eu aplaudisse e desse medalha ao mérito?

– Vai brigar comigo por causa daquele idiota?- o escárnio era evidente na voz e face do garoto.- Foi ele quem me agrediu primeiro!

– Depois de você praticamente chamá-lo de aberração.- murmurou.- Eu faria o mesmo.

– Eu não chamei...- franzindo a testa percebeu que ela sabia da condição do maroto.- Tudo bem.- disse rendido.- Me desculpe, ok.- pediu observando o rosto dela, as sardas no nariz arrebitado, o contorno dos lábios que ela mexia enquanto falava com ele alguma coisa que nem se quer dera ouvidos, apenas concordava com sons.

– Vai mesmo?- se espantou a menina.

– O que?- o Sonserino formou uma carranca ao voltar sua atenção ao que ela falava. "Por que estava admirando ela?"

– Vai pedir desculpas ao Remo...

– Nem sob tortura!

– Certo.- Hermiome voltou a atenção para o livro.

Severo não iria pedir desculpas ao garoto. Ele era um Sonserino, tinha seu orgulho, e não se rebaixaria aquele nível. Fitou a moça, que o ignorava novamente.

– Granger, peça qualquer coisa, menos isso.- decretou irado por estar querendo ceder.

– Severo, você sabe como é difícil ser diferente.- os olhos dela estavam mareados pela lembrança de seu primeiros sinais de magia.- Como reagiria se alguém fizesse um comentário maldoso sobre você? Lupin não tem culpa de ser como é...

– Você gosta dele?- as palavras saíram sem que o menino pudesse conter.

– Sim, ele é um bom amigo.- a garota estranhou a mudança repentina de assunto. Ficou rubra com o olhar que o moreno lhe dava.- Olha, os dois estavam errados em brigar, já falei com o Remo, e digo a você também. Se vocês brigarem, ou se insultarem novamente, nem precisam vir falar comigo.


Snape sorriu de lado, ela era boa demais para ficar brava por muito tempo.

– Está bem.- riu.- O que está procurando?

– Nada, já vi o que queria.- fechou e empilhou os livros na mesa.- Será que aqui tem um livro de canções bruxas?- foi até um corredor e procurou na estante.

– Por que está interessada nisso?- Severo não estava entendendo o que ela queria. Hora lia livros sobre criaturas noturnas, feras e todos essas coisas, agora quer ler sobre canções? "Maluca". Cantarolou sua mente.

– Quero ver se consigo gravar...- pensou numa boa desculpa para dar ao garoto.- quero dizer, tocar um piano.

– E onde tem um piano?- Ergueu a sobrancelha.

– Na Sala Precisa, oras.- olhou para Snape que a mirava sem entender.- Ãm, é uma sala onde se encontra o que precisa.- explicou.- E o que eu preciso é aprender a tocar uma canção.- pegou um livro retornando para a mesa.

– Para que?- insistiu o menino.

– Argh, pare de ser curioso, Severo!- ralhou.- Quero fazer uma experiência, só isso...

– Ok.- Severo analisou a menina. Ela era tão escorregadia, sempre se esquivando das perguntas.- Eu te ajudo a tocar piano.- Hermione o olhou surpresa e feliz.- Mas, terá que me responder umas perguntas...- propôs.

– Está me propondo uma troca?- indignou-se.- Achei que fossemos amigos.

– Amigos confiam um no outro...- rebateu ansioso pela resposta.

– Eu confio em você.- afirmou.

– Não o bastante para me contar sobre sua vida antes de Hogwarts.- replicou.- Eu te ajudo com o piano, e você me responde. Serão poucas perguntas, eu prometo.

Snape olhava-a de forma analítica, como se quisesse entrar em sua mente. E era isso que ele queria, entrar na mente dela, mas queria que a amiga lhe contasse de livre e espontânea vontade, por querer dividir as coisas com ele, que nem soube quando e porque do súbito interesse na vida da moça. Julgava ser pelo fato de não gostar de ficar na ignorância. Que aquele incomodo que sentia sempre que estava com ela, era a incerteza da confiança tida nele.

– Você venceu.- o garoto sorriu abertamente, enfim conheceria mais sobre ela.- Mas quero começar a aprender ainda hoje.- anunciou Hermione, tentando achar uma saída para as perguntas.

– Como queira.- Snape quase não continha em si a vontade de começar a perguntar. Já fazia as perguntas mentalmente. "Onde morava? Quando manifestou magia? Como era sua antiga escola, amigos..? Por que estava lendo sobre criaturas noturnas?" Essa pergunta veio desfazendo seu sorriso. Não iria fazer aquela pergunta, pois não estava querendo ouvir a resposta.

– Que horas vamos para essa sala?- disse com a cara fechada pensando na questão das perguntas.

– Depois que jantarmos. Assim teremos duas horas antes do toque de recolher.

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– Rodolphus, como nossa aquisição se saiu?- questionou o homem de rosto pálido e ofídico, enquanto admirava o quadro.

– Bem, Milord.- Lestrange sorriu de lado piscando para a morena que se mantinha impassível.- Ensinei-lhe alguns truques.

– Ótimo. Podem ir.- ordenou o Lorde das Trevas.

Black reverenciou e saiu apressada da sala, com o jovem atrás de si. Chegou a porta de entrada da casa dos Malfoy para poder ir embora, quando sentiu segurarem seu braço. Virou-se furiosa.

– Solta. Meu. Braço!- disse entre os dentes fitando o homem.

– Iria sair sem se despedir de mim, querida?- Sorriu sarcástico.

Bella apontou sua varinha para o rosto do rapaz, forçando-a contra a pele do mesmo.

– Me deixe, ou te amaldiçoou.- rosnou.

– Hum, seria divertido ver você tentar.- debochou.- Nos veremos em breve.- anunciou soltando-a e saindo da casa para aparatar.

– Grr, presunçoso.- resmungou saindo também. Queria chegar logo no castelo e descansar. Ainda sentia fraqueza, devido ao sexo insano que havia feito. E pensar nas coisas que fez e sentiu com o jovem, teve efeito no corpo da garota, seu baixo ventre se contorceu.

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– Granger, onde vamos? Aqui não tem sala alguma.- mais uma vez Severo questionava a garota. Estavam em um corredor sem salas, e ela seguia para o final dele, onde não tinha saída alguma.

– Quieto, por favor.- pediu, tentando se concentrar no seu pedido: Uma sala, com piano.

Snape fitou a Griffana passar pela porta três vezes murmurando alguma coisa inaudível. Enfadado, já iria questionar novamente quando uma porta apareceu onde ficava a parede.

– Hermione, como sabia disso?!- inquiriu parando em frente á porta.

– Er, Dumbledore me disse, mas não podemos contar a ninguém.- respondeu rápido.- Vamos ver.- Empurrou a porta de carvalho, e entraram.

Uma sala simples bem iluminada, com um piano negro e muito bem lustrado, um banco em frente, e partituras.

– Podemos começar?- disse a menina tirando do bolso de seu casaco um aparelho que conseguiu na sala do diretor. Era antigo, mas era o que se tinha naquela época.

– Onde arrumou isso?- Severo apontou para o aparelho na mão da amiga.

– Com Dumbledore. Quero gravar para um experimento...- Hermione se sentia culpada por mentir para o garoto. Mas se ele soubesse o que pretendia, certamente não a ajudaria.

– E o que seria esse experimento?- indagou.

– Mal começamos a aula e você já me vem com as perguntas?- retrucou sentando-se e colocando o aparelho gravador sobre o piano.- Vamos Severo!- o chamou impaciente.

– Abusada.- resmungou se sentando ao seu lado.- Faremos assim, depois das aulas você responde cinco perguntas minhas.- com uma careta ela assentiu.- Acho que é melhor você começar com notas simples.

Hermione sorriu vendo a postura de seu futuro professor tocando as teclas. Ele era tão altivo ao mesmo tempo frágil. Não que ele demonstrasse isso, mas ela percebera isso ao longo da convivência. Às vezes se esquecia que ele era Severo Snape, o temido professor de Poções, principalmente quando conversam sobre tudo e nada. Até o silêncio entre eles é bom, a garota gostava de estar na presença do Sonserino, uma coisa boa a invadia quando o via, era quase igual de quando ela via Rony. "Me sinto bem com Severo, como me sentia com Ron?" Enrrugando a testa virou-se para frente e encarou o teclado. "Estou tendo pensamentos estranhos com meu amigo e professor? Merlim!" O rosto da morena ficou vermelho e quente, e ela torcia para que ele não visse. Não saberia explicar o porque da vergonha. Forçou-se a pensar em outras coisas que não fosse o quanto o jovem Severo era encantador.

– Tem uma música, que gosto de ouvir, e se você for bem, podemos tentar toca-la depois.- Disse o jovem Snape, oferecendo-lhe um meio sorriso.

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Lúcio Malfoy voltava de mais uma reunião em sua casa. Era cansativo e desgastante estar na presença do Lorde, mas naquele dia o mestre estava feliz e tiveram uma festinha. O loiro passou o dia bebendo e se divertindo com as garotas que os Comensais trouxeram para que fodessem-as até a morte.

Nenhuma mulher daquela reunião abrira seu apetite carnal. Apenas ficou observando os outros fazerem o que queriam com as tais.

Nem sabia que horas eram quando chegou ao castelo. Devia passar do toque de recolher, pelo silêncio.

Andava normalmente, não estava totalmente bêbado, apesar da leve tontura que sentia. Ao virar o corredor trombou com alguém que vinha correndo. A pessoa caiu por cima dele, e pelo contato, Malfoy notou ser uma menina devido ao corpo curvilíneo e ao modo de como o corpo dela se encaixou ao seu, a cintura fina que sua mão segurava também a denunciou.

– Desculpe.- falou ela.

– Não foi nada, gostosa.- falou subindo as mãos pela costa da garota e chafurdando seu nariz nos cabelos volumosos.

– Que merda está fazendo, Malfoy?- Disse a moça irritada, enquanto se levantava.

Era Granger. Lúcio olhou-a com um sorriso de lado e se levantou atrapalhado, devido ao álcool em seu corpo. O loiro já tinha reparado que a Griffana era bonita, mas o modo como sentiu o calor de seu corpo foi como um tapa na cara. "Por que tinha que ser sangue-sujo?"

– Qual é, Granger?- foi para junto da menina e sussurrou.- Vai dizer que não gostou de ficar assim comigo?- encurralou-a na parede colando seu corpo ao dela.

– Você bebeu!- exclamou virando o rosto.- Se o diretor ficar sabendo será expulso.- afirmou.

– Shh.- ficou com o rosto tão próximo da morena, que ficou impossível distinguir qual era a respiração de quem.

– Sai Malfoy.- disse empurrando o garoto que a prensava na parede. Ela o empurrava, ele ria e firmava seu corpo ao dela. Hermione já estava ficando sem paciência para as gracinhas do loiro.

– Severo não deve dar conta de você sozinho...- murmurou embolando as palavras, porém Hermione ouviu e paralisou. "Dar conta? Dar conta de quê?"

– Malfoy!- tornou a empurrá-lo.- O que disse do Severo?- perguntou forçando um espaço entre eles.

– Ora, Granger, todo esse maldito castelo sabe que meu amigo gosta de você.- beijou o pescoço da menina que instintivamente desferiu um tapa no rosto de Lúcio. Irritado o garoto segurou-a pelos pulsos erguendo-os ao alto da cabeça.- Não devia ter feito isso.- rosnou com a face vermelha.

Hermione se debateu no aperto do Sonserino. Maldita hora que dispensou a companhia de Severo até seu dormitório.

– Você não passa de uma barata nojenta, abominável e asquerosa, Malfoy.- a garota sem hesitar, pegou impulso com a perna e acertou um chute no meio das pernas do menino.

Urrando de dor, Lúcio caiu de joelhos no chão segurando a região atingida pelo maldito chute. Hermione por sua vez, não ficou para ver o que aconteceria em seguida e correu disparada, rumo ao dormitório.


– Vou me vingar de você, sangue ruim.- bradou vendo-a correr pelo corredor.- Guarde as minhas palavras.

Notas finais
Se você trombasse com o Lucio no corredor, você correria ou ficaria e cederia aos seu encantos? Não sei vocês, mas eu correria pros braços do Sev u..u Tenho uma não muito boa notícia para vocês, a Anne, ficará sem Net até segunda a tarde, e o capítulo treze não foi escrito ainda, o que significa que não terá capítulo amanhã, só segunda a noite. Nos desculpem, mas tenham só mais um pouquinho de paciência :c Sobre esse capítulo, o que acharam? Gostaram, odiaram? Comentem muito, muito mesmo, queremos saber a opinião de vocês, aproveitem e favoritem. Obg, de nada. E até o próximo :3 ~Naomi