Lost Memories - Snamione
13 Casa dos Gritos
Notas iniciais
Hermione mal dormira á noite. Não, ela não ficou abalada com a abordagem de Malfoy. Foi mais pelo que ele disse, e ela só se deu conta quando chegou ao seu dormitório.
"Ora Granger, todo esse maldito castelo sabe que meu amigo gosta de você"
— Malfoy estava tão bêbado que só disse coisas incoerentes...- murmurou pensando no assunto. Seria real? Snape gostava mesmo dela? — Claro, somos amigos....- falou para si mesma.
Se arrumou maquinalmente. Sua cabeça estava viajando pelos dias que se passaram desde que chegou ali. Procurou indícios para comprovar que o que Malfoy lhe disse fosse mentira. Não podia ser, Severo era apenas seu amigo, nada além disso, certo?
Foi despertada de seus pensamentos confusos pelo chamado do quadro. Aquela era a pessoa que ela não queria ver naquele momento. Nem sabia como olhá-lo, pois a voz de Malfoy ainda ecoava em sua cabeça.
"Ora Granger, todo esse maldito castelo sabe que meu amigo gosta de você"
— Bom dia Hermione.- saudou o garoto com o típico sorriso debochado entrando no dormitório.
— 'Dia, Snape.- falou sem conseguir encarar o amigo. Olhou para qualquer coisa, menos para ele. Severo percebeu que a Griffana estava incomodada com alguma coisa, fazia tempos que ela não o chamava pelo sobrenome.
— Algum problema?- se sentou displicente na poltrona em frente a lareira.- Hermione?
A garota estava nervosa. Não sabia como se comportar diante de Snape. Estava sendo tola por ficar daquela maneira. "Malfoy está errado, Severo gosta da Evans. E nós somos amigos." Repetiu isso como mantra, sentindo um desconforto interno.
— Vamos para o Salão? Estou com fome.- disse rápido, indo até a saída do quarto.
Snape estranhou o comportamento da menina. Ela estava escondendo algo? Instantaneamente a freou, antes dela chegar a porta.
— Hermione?- virou-a de frente para si.- O que você tem?- questionou fitando-a nos olhos. O perfume de lavanda invadiu as narinas do moreno, arrepiando todo o seu corpo.
— Na-Nada Severo...não tenho nada.- gaguejou nervosa com a proximidade dele.- Só-Só estou com fome.- riu tensa observando-o. Não poderia negar que estar daquele jeito, narizes quase se tocando, era algo tentador. Respirava com dificuldade, notando a tensão no rosto do Sonserino.
Severo tinha a respiração em frangalhos, estava difícil raciocinar. Só conseguia pensar em como ela estava perto, perto demais, em como seu corpo estava se aquecendo por estar quase colado à ela. Nem sabia mais qual foi a questão que lhe fez. Engoliu em seco, mirando a boca entreaberta respirando em seu rosto. Freou a vontade que sentiu de saber como seria beijar aquela menina.
Com certa dificuldade a soltou ajeitando seus fios negros que caiam no rosto. "Que merda foi essa? Eu queria beijar Hermione?"
— Vamos logo para o Salão antes que aqueles marotos cheguem.- Snape falou depois de pigarrear.
Granger balançou a cabeça e seguiu o menino para fora do dormitório. Não confiava na sua voz para falar.
Sentaram lado a lado e comeram em silêncio. Ambos ocupados em entender o que tinha se passado minutos atrás. Severo se torturava com suposições que levavam á um resultado, e isso o deixava alarmado. Estaria novamente se apaixonando, e por uma Grifinória? "Claro que não", respondeu pra si satisfeito por dar fim a aqueles pensamentos.
As mãos de Hermione suavam. Em sua cabeça tentava expulsar a voz de Malfoy falando e falando: ' meu amigo gosta de você'. Bufou irritada por pensar que tal absurdo poderia ser verdade. Era claro que não era. Quando ficou frente a frente com Severo, achou que o loiro estava certo, acreditou que Snape gostava dela e que iria beija-la, pelo modo como a olhava tensamente. E quando o menino se afastou foi como se uma mão gelada envolvesse seu estômago. "Idiota! Lógico que ele não gosta de você desse jeito." Praguejou. "Nem Rony que me conhece a mais tempo gosta, imagina alguém que, tecnicamente, conheço a pouco tempo." A morena deu um pulo no lugar ao ouvir ele lhe chamar.
— Hermione? Começo a achar que deveria passar na enfermaria.- comentou.- Anda estranha hoje.
— Desculpe, Severo.- abaixou o rosto envergonhada.- Estava pensando nos meus amigos...- de certa forma era verdade, já que pensara por uns segundos em Ron.
Pouquíssimos segundos, na verdade.
— Eu perguntava se não gostaria de ir para aquela Sala do piano... E então, você quer? — Snape resolveu que era o momento para suas perguntas, pois, na noite anterior não teve tempo.
— Ok.- afirmou deixando para lá suas bobagens.- Vou pegar o gravador, me espera aqui.- dito isso saiu com uma torrada na mão.
Severo a olhou sai,r já formulando suas perguntas. 'O que ela pretende realmente com a gravação? O que estava escondendo? Como eram seus amigos? O motivo para não ficar até a formatura seria um suposto relacionamento? "Quanta idiotice Severo! Não te interessa se ela tem ou não um relacionamento!" Se não importava, por quê ansiava por uma resposta? Mais ainda, uma resposta negativa? "Raios!" Grunhiu vendo-a chegar com Lupin a tiracolo.
— Vamos Severo?- Granger indagou sorrindo.
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Três dias se passaram. Snape continuava a ensinar Hermione na Sala Precisa. A língua do moreno coçava para perguntar à menina, se o motivo da sua ida para casa era uma pessoa na qual ela tinha algum envolvimento.
Granger se esquivava como podia das perguntas de Severo ao final das aulas de piano. Respondia-as superficialmente ocultando detalhes que poderiam vir a interferir no futuro. Ficava um pouco apreensiva quando se sentavam juntos no banco do piano. Isso, desde o insidente em seu dormitório. Ia dormir tarde da noite, se martirizando por estar sentindo aquilo, que nem ela mesma sabia dizer o que era.
Sabia que gostava de estar perto do garoto. O modo como seus dedos longos e pálidos deslizavam pelas teclas brancas do instrumento enquanto tocava uma música qualquer que a ela não sabia o nome.
— Que bonita, a música .- falou quando ele terminou de tocar.
O Sonserino sorriu de lado. A espontaneidade era uma das qualidades da garota. Fitou-a por tempo indefinido. Há dias vem pensando nas coisas que sente estando ao lado de Hermione. Chegou a comparar com o que sentia por Lily. E definitivamente, aquilo era maior pela Granger, maior que às vezes doía. Odiava sentir isso novamente e mais uma vez por uma nascida trouxa da Grifinória, que o via como amigo.
— É Beethoven. Poure Elise.- explicou
— Belíssima.- pontuou desligando o gravador e vendo como ficara o som.
— Bem, é essa que eu vou lhe ensinar hoje.- avisou transfigurando uma partitura.
Severo auxiliava a garota no modo como posicionar os dedos. Tentava prolongar o toque sempre que pegava nas mãos dela para ensinar-lhe. Era difícil estar perto e ao mesmo tempo ter de manter longe, sem contatos que não poderiam passar daqueles que já tinham.
Hermione tremia quando ele tocava em sua mão, mesmo que por segundos. Prendia a respiração quando se aproximava para mover as folhas da partitura. O cheiro de sândalo e cravo era a mistura perfeita para definir Snape.
Depois de muitas tentativas, Hermione conseguira tocar a sinfonia até o fim, recebendo elogios do 'professor'.
— A aula acaba por aqui.- informou.- E começam as perguntas.- sorriu ansioso.
— Certo.- suspirou derrotada.- Comece.- deu os ombros.
— Vai ficar aqui no natal, ou irá pra casa?
— Ficarei.- respondeu prontamente.
— Vai à festa do professor Slughorn?
— Ainda não sei.- estreitou os olhos para o menino. Ele sempre perguntava pela vida dela antes de Hogwarts, mas hoje estava fazendo perguntas comuns.
— Iria comigo à festa?- Severo encarou seus pés como se fossem mais interessantes que a resposta que desejava. A menina arregalou os olhos pela questão. Mais uma vez Severo a surpreendera.
— Sim.- soou incerta, mesmo estando eufórica por dentro.
Snape elevou o olhar para a morena. Desde que foi convidado para a festa vinha criando coragem para convidá-la, e ouvir a confirmação encheu o peito dele que não conseguiu fazer outra coisa a não ser sorrir. Queria beijá-la, já iria fazer isso quando ela se levantou num pulo.
— Merlim! Esqueci que tenho de falar com Dumbledore...- disse apressada pegando o gravador e saindo da sala deixando o menino para trás.
Snape sorriu, ela era louca. Mas seu sorriso era pelo fato de saber que ela ficaria em Hogwarts no natal, e que iria com ele à festa do Slugh. Riu sonoramente voltando a dedilhar as teclas bi colores em uma melodia alegre que mostrava como se sentia naquele momento.
Granger correu pelos corredores até o gabinete do diretor. Estava tão bem com Severo que quase se esquecera de que tinha de falar urgente com Dumbledore.
Disse a senha á gárgula, e subiu as escadas até a porta onde bateu impaciente e entrou depois de ouvir para que fizesse.
— Senhorita, como estás?- o senhor falou reunindo alguns papéis em sua mesa.
— Professor, hoje é o primeiro dia de lua cheia.- anunciou a garota aflita.
— Sei disso ,senhorita.- olhou-a inquisidor.
— E Remo estará sozinho na Casa dos gritos...- continuou impaciente.- Eu sabia que a detenção de Potter e Black iria cair na mesma época, e que Lupin passaria pela transformação sozinho, e resolvi fazer isso.- retirou o gravador das vestes e o ligou tocando Poure Elise.
— E o que fará com isso?- perguntou, mesmo sua mente engenhosa já ter entendido o que viria a seguir.
— Sei que música acalma diversas feras selvagens. E como Remo não terá seus amigos para lhe ajudar, pensei de levar este gravador para ele e deixar lá tocando...- disse daquele jeito rápido de sabe tudo.
— A atitude da senhorita é muito boa. Mas não seria prudente ir até lá nessas circunstâncias. É perigoso demais.- Alvo falava calmo.- Portanto, não saia do castelo depois das 18, que é quando a lua surgirá.- disse piscando ladino para a menina.
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Snape pediu para o duende do quadro chamar Hermione, que não demorou a aparecer com agasalhos demais e um olhar apreensivo.
— Pra quê essa roupa?- indagou apontando para ela.
— Er, pensei em dar uma volta antes do jantar.- sorriu nervosa. Precisava ir logo se quisesse fazer aquilo.
— Lhe acompanho.- ofereceu o braço.
— Obrigada, mas não precisa .- afirmou saindo pelo corredor. O moreno franziu o cenho e seguiu a menina.
— Mas, eu insisto.- emparelhou seu andar com ela.
— Mas, você não está bem agasalhado. Não se incomode em ir comigo e ter de passar frio....- Severo a segurou pelo braço parando-a.
— Por que está mentindo?- praticamente rosnou a pergunta. O que ela estava indo fazer para não querer que ele vá junto?- Responde Hermione!- a chacoalhou. A menina que tinha a mão no bolso com o gravador apertou o botão e a sinfonia tocada por Snape soou.- O que está fazendo com isso?- assustada e nervosa, a Griffana não conseguia dizer nada, ainda mais com o olhar que Severo estava lhe olhando, tinha certeza de que não conseguiria mentir.
— É meu experimento.- respondeu desviando o rosto.
— Diga isso olhando para mim, Hermione.- pediu baixo quase sussurrando. Vendo a resistência da menina, segurou o rosto delicado e o virou afim de que o olhasse.
E por um longo tempo, o que pareceu para eles, apenas se fitaram, os castanhos espelhados nos negros. Snape sentiu vontade de reclamar aquela boca para si.
— Estou indo á Casa dos gritos.- murmurou mergulhada na escuridão daquelas orbes.
Acordado como se fosse por
um banho de água gelada, Severo a olhou descrente e furioso soltando seu rosto.
— Ficou louca?- perguntou controlando a voz. Por que cargas d'água ela iria lá, em inicio de lua cheia? "Ficar com o lobisomem", sua mente maligna gritou para irritá-lo ainda mais.- Eu percebi que sabes da condição do Lupin, e hoje é lua cheia. O que vai fazer naquela droga de casa com um lobisomem prestes a se transformar, Hermione?- quase gritara.
— Vou ajudá-lo, — informou.- com isso.- mostrou o gravador.- Músicas acalmam as feras.- explicou.
O rosto do Sonserino endureceu vendo o aparelho. Tudo era pelo lobisomem. Ela estava indo á Casa dos gritos para ajudar o maldito Griffinório com a música que ele tocara para ela. Sempre um maroto. "Sempre um maldito maroto!" Trincou o maxilar.
— Você não vai lá naquela casa, Granger.- sibilou.- Eu não vou deixar.- disse categórico.
— Então venha comigo.- pediu delicadamente segurando-lhe a mão.- Venha comigo ajudá-lo.
— Ninguém irá até lá. Eu não vou e você também não!- bradou puxando-a de volta para o dormitório.
— Severo!- Hermione tentava se soltar da mão dele sem sucesso. Sem ter outra escolha, e com uma dor em fazer aquilo, puxou sua varinha e apontou para o moreno.- Imobillus.- pronunciou. Snape começou a ter seus movimentos lentos. A garota se soltou e parou na frente do moreno o olhando com um pedido de desculpas.
— Me desculpe.- pediu vendo o olhar magoado que ele dirigia a ela.- Eu tenho que ajudá-lo.- falou saindo, e indo até o Salgueiro Lutador.
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"Eu não acredito que Hermione me enfeitiçou. Abusada! Tudo para ir ajudar o lupino. Mas deixa eu pegar ela, vai aprender a não levantar a varinha novamente contra mim." Snape praguejava sentindo seus movimentos voltarem ao normal. Seus dedos, suas pernas, sua cabeça. Retomado o controle foi atrás da menina, que só podia estar maluca para ir de encontro com um ser que a mataria se a encontrasse. E pensar nisso o afligiu.
Granger chegou á casa dos gritos pela passagem do Salgueiro Lutador, como fizera no terceiro ano, mas sem ter que desviar dos golpes da árvore, que ela enfeitiçara para poder passar. A casa estava numa penumbra no andar de baixo.
— Remo?-.chamou ao pé da escada.
— Hermione?- o garoto apareceu espantado.- O que está fazendo aqui?- se aproximou.- Precisa sair daqui.- seu desespero era palpável.- Não é seguro...
— Calma, Lupin. Vim lhe ajudar.- comunicou pegando o gravador.- Gravei isto.- ligou o aparelho soltando a música.
— Você sabe o que sou.- constatou.- Como?
— Er, tive um professor que era lupino.- sorriu companheira.- Um grande homem. Mas isso não tem importância agora.
— Hermione, tem que sair. Logo a transformação virá.- o menino tinha um misto de medo, angústia e desejo. Seu lobo interior sentia vontades que estavam além de sua compreensão, porém, conseguia refreá-las.
— Eu já vou.- pegou o gravador e o deixou próximo as escadas. Apontou a varinha e murmurou um feitiço para que o som ficasse mais alto.- Pronto, agora ele tocará até de manhã.- sorriu amiga.- Fique bem, Remo.- abraçou o amigo que com aquele toque rosnou aspirando o cheiro dela.
— Afaste-se dela!- bradou outra voz irritada. Snape estava parado na entrada da casa com a varinha em riste para Remo, que se soltou do abraço assustado.- Hermione, se já fez o que tinha de fazer, vamos embora.- falou sem desviar a varinha.
— Nos vemos amanhã.- a garota afirmou à Lupin. Este fez uma careta e gemeu de dor se escorando na parede.- Remo?
— Vão embora!- rosnou com uma voz bestial.
— Hermione vamos! Ele está se transformando!- Severo foi até ela e puxou a morena pela mão.- Temos que dar o fora daqui.- arrastou a menina pela escada enquanto ouviam os gemidos e urros do outro. Correram para a porta escutando gritos e barulhos de garras arranhando as paredes. O som de Poure Elise soava ao fundo.
Hermione estava assustada seguindo o Sonserino. Atravessaram a entrada a tempo de escutarem um uivo alto. Fecharam a porta selando-a. O garoto estava nervoso e apavorado, queria sair logo daquela maldita casa. O uivo do lobisomem gelou sua espinha. Estavam na varanda da casa. Snape ousou olhar pela janela e viu a fera andando pela casa procurando algo, certamente sentira o cheiro deles e depois ouviu um chiado, o lobo andava cambaleante e sonolento.
— Severo!- o abraçou forte choramingando.- Me desculpe...
O garoto se afastou para ver a moça que respirava freneticamente de frente à ele. Ao perceber que a transformação de Remo estava acontecendo, temeu o perigo que Granger corria estando perto do lobo. Nem ouviu as desculpas que ela dizia. Apenas queria acalmar seu coração que batia descompassado no peito. Acariciou o rosto da menina e juntou seus lábios nos dela calando-a.
Hermione ficou estática ao sentir a boca de Severo na dela. Não sabia o que fazer, ou como fazer. Fechou os olhos e se deixou guiar pelo garoto que movia os lábios de forma calma, porém sofrega na respiração. Granger um pouco hesitante, elevou a mão para o rosto do menino indo aos cabelos, este estremeceu e invadiu a boca doce e inocente com sua língua. Hermione não pensava que seu primeiro beijo estava sendo com seu futuro professor, ou um amigo, sorriu ao constatar que era assim que idealizou o beijo. Com um garoto de quem gostava. Pois se dera conta naquela Casa, que gostava de Severo mais do que um amigo.
O ar foi fazendo o beijo acabar. O Sonserino colocou seu rosto ao dela apertando-a contra si, sentindo seu calor se espalhar por ele.
— Tive tanto medo Hermione.- confessou lhe ao ouvido.- Medo de que essa sua ideia desse errado e acontecesse algo com você.- disse agora olhando deslumbrantes olhos castanhos da garota que lhe sorria. Um sorriso que Snape entendera que amava ver.
Ela olhava para o garoto com seu peito inflado de alegria. O cheiro dele estava impregnado nela. Os olhos dele transbordava carinho, que ela retribuía igualmente.
Sem esperar que ele parasse de especular o que poderia ter acontecido se sua ideia desse errado — que não foi o caso — tornou a beija-lo . Severo por sua vez, desfrutou daquilo com um contentamento maior por ter sido ela a beijar-lhe, sinal de que ela o queria, assim como ele a queria. Ah, e como queria aquela irritante sabe-tudo.
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