Lost Memories - Snamione
25 Redenção
Notas iniciais

"Maldita Granger.
Como ela ousa? quem ela pensa que é para se meter em minha vida? Ela não tem esse direito. Nós não temos nada. NADA. Não quando ela não se dá ao respeito, é idiota o suficiente a ponto de não notar que o imbecil do Mclaggen só quer usa-la, assim ganhará mais uma para sua lista. Se Granger convida-lo para a festa daquele bajulador patético verá do que sou capaz."
Entretanto, o que mais o intrigava, era o fato de Granger saber o que ele havia feito. Como ela soube?
Aaah... ela estava na porta é claro, não era um sonho. Ela realmente estava lá.
Quem sabe agora ela se tocava que ele não a merece e segue com sua vida. Mas, seguir com sua vida significa se apaixonar por outra pessoa e ele não queria isso. Era egoísta demais para deixa-la ser feliz com outro. Hermione era dele e o único homem que podia toca-la era ele, ninguém mais.
Ela havia prometido ser dele... e parece que ainda é. O único que quebrou a promessa foi ele.
Agora Snape sabia que não podia esquece-la, amava-a demais, não a deixaria partir. Agora ele entendeu seu coração, sua muralha foi ao chão. Era hora de se render. Não fugiria mais.
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Agora Draco se pega sentado no chão do banheiro pensando se a Corvina apareceria ali naquele dia. Estava agitado, o armário Sumidouro da Sala Precisa estava quase consertado, e ele queria um pouco mais daquela paz que sentiu nos poucos instantes que passou com a loira alguns dias atrás, ali mesmo naquele chão.
Tentou não pensar na conversa sem sentido algum que tiveram. Ou de como ela não o julgou por vê-lo chorar, nem saiu espalhando pelo castelo.
Ele queria conversar com alguém, esquecer de seus problemas, nem que fosse por algum tempo. Nesta noite o Lorde das Trevas invadira sua mente a fim de saber se ele estava se empenhando na missão. Não soube bem o porquê de ter bloqueado a lembrança da Lovegood, mas usou as aulas de oclumência que seu padrinho lhe dera no verão para ocultar aquilo de Você-sabe-quem. Talvez ele estava ali para se certificar de que nada tinha acontecido a garota. "E o que isso importa? Ela já é grandinha, sabe se cuidar. Já invadiu o Ministério no ano passado..."
– Olá.- saudou Luna parada pouco a frente do loiro. A Corvina tinha ido ali conversar com o fantasma, ficou espantada e de certa forma contente em ver Malfoy ali.
Draco a fitou atentamente. Ela estava bem, já podia ir embora dali. No entanto não foi, ficou olhando cada movimento da menina até ele.
– Está melhor, Draco?- perguntou se sentando ao lado do rapaz.
– Estou.- respondeu simplesmente.- O quê você vem fazer nesse banheiro?
– Conversar com a Murta. Somos amigas. — comentou olhando para Malfoy.
Draco ficou calado, sem saber ao certo o que dizer. Como iniciar uma conversa civilizada com alguém diferente como a Luna?
– Você não está mais no time de Quadribol da Sonserina?- questionou desenhando no ar com a varinha.- Não te vi no jogo contra a Grifinória outro dia.
– Não tenho motivação para jogar.- o loiro deu os ombros. A verdade era que ele queria estar no jogo, mas teve de ficar na Sala Precisa consertando o armário.
– Então, por que não procura essa motivação que lhe falta.- aconselhou.
– Me veria jogar?- sorriu debochado.
– Claro. Por que não?- terminou o desenho de uma fadinha que se movimentou no ar por alguns segundos antes de evaporar.
– Contanto que não use aquele chapéu de Leão.- riu.
– Talvez um de cobra?- sugeriu a menina.
– Talvez...mas não vou voltar a jogar.
Luna tinha começado outro desenho, um diabrete. Riu quando o desenho ameaçou atacar Malfoy antes de desaparecer.
– Foi bom te ver de novo, Draco.- afirmou se levantando.
– Onde vai?- o loiro se levantou rapidamente.
– Já está na hora do almoço. E eu estou com fome. Você não está? — perguntou lavando as mãos na pia.
– Um pouco...- confirmou.- Luna, você não quer ir almoçar em outro lugar?- questionou, o Sonserino queria continuar conversando com a Corvina.- Quero dizer, podemos pedir para um elfo levar nosso almoço...
– Pode ser legal.- divagou. O garoto tem sido diferente do que imaginava dele. Um diferente bom. Estava gostando de conhecer melhor o loiro. — Onde vamos?
– Gosto de ficar na Torre de Astronomia.- sorriu de lado contente por ela ter aceito seu convite
– Então vamos.- concordou saindo do banheiro.
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– Beba o resto, isso será para restringir o feitiço á uma das suas mãos por um tempo. Então irá se espalhar — Dizia Snape, enquanto analisava uma das mãos do diretor, cujo lugar jazia uma mancha negra.
– Quanto tempo?
– Talvez um ano. — Respondeu e no mesmo instante levantou-se, tomando uma certa distância.
– Não me ignore, Severo!
– Sabemos que Lord Voldemort ordenou que o menino Malfoy me matasse, há apenas uma coisa a fazer se quiser salvar Draco da ira de Lorde Voldemort. — retomou após uma pausa.
– Você está pretendendo deixar que Malfoy o mate?- Severo perguntou incrédulo.
– Certamente que não. Você, é você quem tem de me matar, Severo. Esse é o único jeito. Só assim o Lord das Trevas irá confiar totalmente em você.
Snape apenas encarava o diretor, prestando atenção em cada palavra que ele proferia, em seu rosto era possível notar a angústia e muitas outras emoções.
– Quer que eu faça agora?- a voz de Snape era carregada de ironia.- Ou gostaria de compor uma ópera antes?
– Esperemos o momento certo. Considerando o que me aconteceu, — olhou a mão enegrecida.- temos um ano.
– Se está tão disposto a morrer, por quê não deixa Draco fazer isso?
– O menino ainda não corrompeu a alma. Eu não permitiria corrompê-la por minha causa.
– E a minha alma Alvo?!
– Somente você é capaz de saber se sua alma se partirá ao ajudar um velho a evitar a dor e a humilhação.- replicou o senhor.- Sabemos que vou morrer. Confesso que prefiro uma morte rápida e indolor que sei que me dará. Ao contrário de Greyback, ou nossa querida Bellatriz que gosta de brincar com a comida antes de comê-la.
Severo fez um breve aceno com a cabeça, concordando com aquele disparate.
– Obrigado, Severo.
– Que seja.- disse friamente, mas por dentro estava assustado.- Ainda não me disse o que acontece nesses seus encontros com o Potter.
– Chegará o momento em que Harry deverá saber de algumas coisas.- o senhor suspirou cansado.- Mas você deve esperar até que Voldemort esteja vulnerável.
– Deverá saber o quê?- disse arqueando a sobrancelha.
– Que na noite em que Lord Voldemort foi á Godric's Hollow para matar Harry e Lílian Potter se colocou entre os dois a maldição ricocheteou, quando isso aconteceu uma parte da Alma de Lord Voldemort se fragmentou e se prendeu ao único sobrevivente. — explicava Dumbledore, enquanto se locomovia — E por essa razão Harry sabe falar com as cobras e por essa razão ele consegue entrar na mente de Lord Voldemort. Uma parte de Voldemort vive dentro de Harry.
Severo agora havia compreendido, tudo havia ficado claro. Como se uma lâmpada tivesse sido acesa em sua mente.
– Então quando chegar a hora o garoto deve morrer?
– Sim... sim. Ele deve morrer. — Respondeu baixo, e o pesar era notável em suas palavras.- E é Voldemort quem deve matá-lo.
– Você o manteve vivo, para que ele morresse no momento certo.- Snape olhava o bruxo horrorizado.
– Não fique chocado, Severo. Quantos homens e mulheres morreram na sua frente?
– Ultimamente apenas os que não pude salvar.- a voz estava empertigada de sarcasmo.- Você me usou?!
– Em que sentido?
– Espionei por você, menti por você, corri risco mortal por você. Supostamente para manter o filho de Lilly vivo. Agora você me diz que o criou como um porco para o abate...
– Não me diga agora, que você se afeiçoou ao menino, afinal?
– Óbvio que não.-indignou-se.- Eu não posso, Alvo. Hermione nunca me perdoará por isso. Como poderei olhar para ela depois ? Não serei capaz. E tem o garoto, ela sofrera com a morte dele e com a sua. Não conseguirei vê-la sofrer. Eu não posso...- Severo andava pela sala alucinado.
– Hermione? Depois de tudo? Depois de todo esse tempo? — Indagou o diretor, querendo ouvir a resposta da boca do outro, embora ele já soubesse ela há muito tempo.
– Sempre.
– Expecto Patronum! — Gritou Snape
Da ponta de sua varinha irrompeu um cachorro prateado; ele pousou, correu pelo soalho do gabinete e saiu voando pela janela.
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" — Estava na Biblioteca uma noite, na Sessão Reservada e... li uma coisa estranha sobre uma Magia bem rara, e pensei se um bruxo brilhante como o senhor pudesse me esclarecer.
– Certamente, Tom.- Horácio disse garboso.- Diga.
– Se entendi bem, se chama... Horcrux.
– Como é que é? — perguntou o professor, tentando absorver todas as informações que acabara de ouvir. — Eu não sei nada sobre esse assunto, e mesmo se soubesse eu não lhe diria.- vociferou.- Agora saia daqui imediatamente e eu não quero você falando nisso outra vez. — Disse, elevando a voz nas ultimas palavras proferidas."
Novamente tudo se transformou em borrões, e Harry retirou o rosto da penseira.
– Confuso? — Perguntou Dumbledore, que o observava de longe. — Seria surpresa não estar — Completou.
– Eu não entendi, o que houve?- Harry não conseguira ouvir o nome da tal magia.
– É a memória mais importante que já recolhi, e também uma mentira. Essa memória foi alterada pela mesma pessoa à quem ela pertence, nosso velho amigo Professor Slughorn. — Explicou olhando para a penseira.
– Mas, por quê ele faria isso com a própria memória? — Indagou o garoto.
– Em minha opinião; por vergonha.
– Por que? — Perguntou novamente.
– Essa é a questão... Eu pedi á você para conhecer melhor o Professor Slughorn e você o fez, agora quero que o convença a revelar a memória verdadeira, do jeito que puder.
– Eu não o conheço tão bem, senhor.- admitiu Potter.
Dumbledore, mergulhou a mão nas águas da penseira, deixando que elas escorressem livremente por entre seus dedos e disse:
– Essa memória é tudo, sem ela estamos cegos, sem ela, o nosso destino fica entregue à própria sorte.- suspirou cansado.- Você não tem escolha, você não pode falhar.
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Hermione passou a semana evitando o Salão Principal, ver Snape nas aulas já era mais do que ela podia e queria suportar. Esperava que a festa de natal do professor Horácio a distraísse. Coisa que ela achava impossível com Córmaco de acompanhante.
– E eu achei que fosse impossível você ficar mais gata...- comentou o garoto quando Hermione apareceu no Salão Comunal para irem a festa.
– Vamos.- disse enlaçando seu braço pensando em como a festa não poderia ficar pior.
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Granger já não respondia as questões que ele fazia na sala, e Severo tinha notado isso. Ela o ignorava, e para o homem, isso era pior do que uma discussão com a garota. Pelo menos discutindo, ele ouvia sua voz, tinha sua atenção de alguma forma.
Por que tinha que ter ido aquele lugar se deitar com uma mulher que não era aquela que ele realmente queria? "Não importa mais, hoje era irá me ouvir, por bem ou por mau. Já sou incapaz de guardar o que sinto." Pensou enquanto se arrumava para a festa do Leão Marinho.
No corredor que dava para onde seria a festa, Snape avistou Potter e a srta. Lovegood entrando na festa. "Bom, pelo menos Hermione não veio com Potter." Ruminou apressando os passos.
Assim que entrou no ambiente foi saudado pelo professor Slughorn que já estava alegre pelos drinques.
– Severo!- exclamou o homem.- Venha, tiremos uma foto.
– Horácio, começo achar que está montando um álbum de fotos minhas. Sempre que me vê quer uma foto.- resmungou procurando com os olhos a dona daqueles cabelos castanhos que tinham uma fragrância inconfundível. A viu passar correndo para a sacada atrás das cortinas.- Com sua licença.- acenou se dirigindo para onde a tinha visto.
Aqueles jovens dançando e atrapalhando-o de chegar até a sacada. Queria estuporar todos para que pudesse poder falar logo com a Griffana
Deu graça por enfim chegar. Ouviu vozes ali.
– Ah, acabei de fugir...quero dizer, acabei de deixar Córmaco. Debaixo do visco.- disse a menina ajeitando a roupa e os cabelos.
– Bem feito por ter vindo com ele.- Harry disse severamente.
– Eu ia chamar o Ron, mas ele não desgruda da Brown, e Smith agora está com medo de mim.
Severo cansado daquele falatório que estava deixando-o irritado entrou abruptamente na sacada assustando os Grifinórios.
– Professor Snape!- exclamaram em conjunto.
– Boa noite.- cuspiu as palavras olhando para ambos.- Potter sua acompanhante Lovegood estava lhe procurando.- informou. Harry saiu procurando a Corvina pelo salão imediatamente.- Devia se dar ao respeito, Hermione.- disse quando estavam a sós.- Digo Srta. Granger. Sua mãe não lhe ensinou o quão é vergonhoso correr atrás de homem, ainda mais de dois palermas como o Weasley e McLaggen. Francamente.- não era aquilo que ele planejou dizer, mas saber que ela queria ir a festa com Weasley ou Smith, e acabou vindo com Córmaco, o deixou azedo.
– Ora, e a sua não lhe ensinou que não se deve frequentar prostíbulos? Francamente, Severo. Eu esperava mais de você.- desdenhou com o coração disparando. Ele estava formidável naquele casaco preto. Definitivamente, ele combinava com tal cor.
– Esperava que eu me arrastasse aos seus pés?- ironizou.
– Achei você.- anunciou McLaggen aparecendo na sacada.- Tem que provar isso, gata...- comentou comendo Tártar de Dragão.- Nem sei o que é, mas é gostoso.- comentou ainda mastigando.
– São bolas de Dragão sr. McLaggen.- informou Snape.
O garoto arregalou os olhos derrubando o resto do petisco no chão. Seu rosto foi ficando verde, pousou uma mão na barriga e se curvou vomitando tudo o que havia engerido naquela festa. Granger fez uma careta e olhou para o outro lado. Snape tensionou o maxilar.
– Um mês de detenção sr. McLaggen.- rugiu floreando sua varinha e limpando seus sapatos.- Faça bom proveito srta. Granger.- falou saindo o mais rápido dali.
Hermione não gostou do tom usado pelo professor. Quem ele pensa que é pra falar daquela maneira com ela?
–Bom proveito de quê?- perguntou seguindo o homem para fora do Salão.
– Daquele projeto de anta.- explicou andando.- Ou o inútil do Weasley, tanto faz. Vocês três se merecem.
– Severo, você efetivamente precisa passar um pouco de óleo nessa sua cara de pau.- bradava acompanhando o homem.- Depois de tudo o quê fez ainda tem a audácia de vir aqui e me dizer com quem eu devo ir ou não á festa. Eu não acredito nisso.- ralhou vermelha vendo Snape entrar em seus aposentos.- Por que você tem que ser esse idiota?- entrou em seguida batendo a porta.
– Talvez eu seja idiota mesmo, de ir lá tentar me desculpar, e tentar falar dos meus sentimentos ridículos. Visto que, eu não sou habituado a fazer esse papel grotesco.- comentou se virando para a morena. Vendo agora, ela estava linda naquele vestido. Ela era linda, ainda mais vermelha e irritada do jeito que estava.
– Bem, se você os considera ridículos não há motivos para expô-los, se for dessa forma eu verdadeiramente não quero ouvir sobre eles...- retrucou sentindo os olhos arderem. Ela sentia tanta falta dele.
– Você é muito abusada em falar assim com um professor.- disse com o corpo tenso com aquela proximidade. Por que ele não a expulsava logo dali?
– Ah, cale a boca!- rebateu.- Vai fazer o quê? Tirar pontos da Grifinória? Eu tenho uma novidade para você; tire dez, trinta, todos se necessário, eu não me importo.
Severo se aproximou dela estreitando os olhos, viu Granger engolir em seco e prender a respiração. Era impossível dizer que não a amava. Que seu corpo ardia, chamando pelo dela. Que estava ficando quase louco com aquela distancia.
– Você não gostaria de enfrentar o demônio que há dentro de mim, Hermione.- sussurrou olhando diretamente nos caramelados olhos dela.
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