Notas iniciais
Oláa pessoal. Não vou ficar enrolando aqui hoje, só nas notas finais. Boa Leitura!

"- Você não gostaria de enfrentar o demônio que há dentro de mim, Hermione."

Granger respirava de forma sofrida, a qual ficou mais sofrega ao sentir os lábios do homem nos seus. Poderia ter caído pela forma que seu corpo ficou entregue, se Snape não estivesse segurando-a firme de forma dominante extinguindo qualquer espaço entre eles.

Severo estaria morrendo? Pois a sensação era de estar caindo em um poço sem fundo. Sentia seu peito explodir com as batidas frenéticas de seu coração idiota.

Ele não podia afastar o olhar. Estava perdido nos olhos amendoados. O que era mesmo, que havia decidido? Decretado? Que não ia permitir ela entrasse em sua vida novamente. Que iria seguir sua vida como se nada tivesse acontecido. Por que estava decaindo em sua resolução? Aquela bruxa o enfeitiçara de tal forma que não conseguia raciocinar. Agia sempre por impulso.

Apesar do tempo, seus corpos pareciam se encaixar perfeitamente, como se fossem moldados um para o outro, se comunicavam como se conhecessem há anos, e de fato se conheciam. Os toques dele eram os mesmos, e a fazia estremecer por inteiro, tudo tão igual e ao mesmo tempo tão diferente. Há muito tempo esperara por aquele beijo. Não sabia como estava suportando ficar sem senti-lo. Os lábios do Sonserino eram os mesmos possessivos de outro tempo.

Snape sabia que aquilo seria difícil para eles, ela agora era sua aluna, existiam complicações, no entanto, a sua última gota de sanidade o advertia, ele mandou-a pro espaço, estava muito ocupado no momento sentindo o sabor, a textura da boca da morena. Desde a primeira vez que viu Hermione, logo após ter visto as memórias, na Casa dos gritos, soube novamente, mesmo não querendo admitir isso, que a amava, que durante esses anos seu sub-consciente sabia desse amor. Precisava dela, tanto quanto ela parecia precisar dele, ela era sua luz, seu ponto de paz. A cor em toda a escuridão de seu mundo. Os sentimentos que eram a pouco desconhecidos, esquecidos, haviam retornado de repente assustando-o, demorou a acostumar-se novamente com eles. Aceitar que nunca deixara de amar aquela irritante sabe-tudo.

— Não foi á toa me mandaram para a Grifinória.- retrucou ofegante quando o beijo se desfez.

— Abusada.- murmurou antes de sua boca esmagar-se contra a dela, faminta e desesperada, devorando-a como se pudesse engolir-lhe e guardá-la em seu interior, para sempre.

— Não.- e um raio de entendimento abate Hermione que se afasta completamente aturdida e irritada.- Você acha que sou o quê, Severo?!- o homem descabelado a olha confuso. Do que ela estava falando?- Desde que voltei você me evitou, me humilhou, e tudo o que eu quis era você comigo.- proclamou arfando.

— Não foi o que pareceu ao convidar McLaggen para a festa de natal do Morsa.- ironizou ainda sentindo seu corpo tenso de desejo.

— Era só o que me faltava! Ficar regulando quem eu convido ou não para a festa do professor Slughorn.- se indignou a morena grifando o nome do professor.- Você perdeu esse direito quando traiu a promessa que fizemos!- rugiu com os olhos mareados.

Aquilo quebrou o coração do Sonserino. Ele realmente tinha falhado com ela. Não a merecia. Porém a queria. E como remediaria esse erro?

— Hermione.- chamou se aproximando mas parou ante o olhar de advertência dela.- Eu estava confuso...com raiva...- tentou explicar o que se passava em seu interior.

— De mim? Zerasse os pontos das Casas, sobrecarregasse os alunos com trabalhos, perturbasse o Harry! Mas não traísse...- bradou socando o peito do homem com fúria.

— Nunca agiu por impulso?- retrucou segurando-a pelos ombros.

— Acredite. Estou contendo o impulso de te matar.- murmurou respirando com certa dificuldade.

— Sempre fui calculista, Hermione.- continuou sem ligar para o quê ela dissera.- Meus atos eram todos pensados e repensados.- olhou nos olhos castanhos magoados. Seu coração batia louco pelo quê estava fazendo. Se declarando para aquela menina.- Mas quando estou com você, não me reconheço, fico impulsivo, sou capaz de sentir alegria, desejo, raiva...às vezes até vontade de rir.- admitiu. Granger ouvia tudo se concentrando em não chorar. Por que tinha que amar aquele idiota?- Hoje estava decidido a esquecer tudo e ficar contigo...

— Estava? Não está mais?- indagou temerosa. Se esse era o fim definitivo; suportaria viver indiferente?

— Não posso estar sem você.- murmurou perto da boca da Griffana.- Me desculpe se te fiz chorar novamente.- pediu com os olhos fechados.

Severo tomou a mão de Hermione e enlaçou os dedos nos dela. Para ele era simples. Ela era seu equilíbrio, sua prudência ou o pouco que restava dela. Era a luz de sua escuridão. Não podia lhe deixar. Levou a ponta de seus dedos para a calidez de sua boca e ela sentiu uma descarga de sensualidade que a percorreu dos pés a cabeça.

Granger sentiu a sinceridade na voz do homem. Reconheceu ali o Severo do passado, firme por fora, mas por dentro estava com medo. Cobriu a distância entre de seus lábios com urgência.

— Estamos bem?- Snape perguntou no ouvido da garota enquanto seu nariz percorria pelo pescoço alvo dela.

— Você costumava ser mais inteligente, Severo.- debochou mordiscando a mandíbula dele como sempre fazia para provocar-lhe.

— Hermione...- advertiu antes de beijar a morena com a intensidade de sua paixão.

Levantando-a, tendo as pernas dela em volta de si, Severo recostou-a na parede perto da mesa onde ele costumava corrigir os trabalhos dos alunos. Manteve-a prisioneira ali, firmando seu corpo sobre o dela por uns momentos, depois a posicionou sentada na mesa.

Suas mãos subiram pelas pernas firmes, seus dedos reconheceram a pele acetinada e macia dela, reclamavam seu corpo para ele. Seus lábios se fecharam sobre o pescoço dela, exigindo resposta, alimentando-se, devorando.

Granger estava além de seus limites. Pensava apenas no momento em que estava com ele. Sentindo seu corpo arrepiar-se pelo hálito quente que marcava sua pele, pelo modo como as mãos estavam lhe apertando a carne. Estava consciente do que acontecia, e não estava se importando nem um pouco com aquilo. Não seria hipócrita em dizer que o odiava, que não o queria. Seria mentirosa em afirmar isso. Pois seu corpo clamava, ardia por ele. Sua mente estava nublada de desejo e paixão.

— Severo...- sussurrou puxando-lhe os cabelos. O homem se afastou para olhá-la, estava rubra e arfando, com a boca semi-aberta, os cabelos bagunçados.

Fitando os olhos da menina, sentindo o aroma característico dela, com seu corpo rígido, dolorido, como se uma fera estivesse pedindo para se libertar, Snape a deitou na mesa. Trilhou beijos por dentro das coxas dela; que gemeu de antecipação. Sua mão direita cobriu a intimidade coberta da garota. Os dedos hábeis do mestre em poções ultrapassaram aquela barreira de tecido tocando o sexo úmido dela.

— Sempre estava preparada pra mim, Hermione.- comentou mirando o rosto da morena. Queria ver toda e qualquer expressão dela durante seus atos.

Seus dedos a penetraram doce, mas profundamente, assegurando sua rendição, saboreando o prazer de sua reação .

O corpo dela se rendia a investida dos dedos que a penetravam. Seu gemido foi abafado belo beijo dele. Sua boca estava tão faminta como a dele. O prazer que ele lhe proporcionava apenas lhe tocando era indiscritível, não precisava muito para chegar ao ápice com ele.

Percebendo o orgasmo dela chegar, Severo retirou seus dedos do interior quente. Há muito estava duro, desejando ser libertado daquela prisão sufocante que oprimia seu membro pulsante.

Procurou o fecho do vestido da morena. Um zíper lateral deslizou até o fim. Arfou quando viu os seios de Hermione. Nada mudara. Ainda eram do tamanho perfeito para suas mãos.

Granger segurou um grito ao sentir a língua abrasadora do homem sobre seu mamilo numa mordida breve.

Levantou-a sentando-a, as mãos dele se moveram por suas costas, encontrando seus quadris instigando-a a se aproximar. Ele estava pronto também, duro e grosso, cheio de desejo por ela.

Granger já estava impaciente. Precisava dele. Tomou a iniciativa começando a despi-lo com avidez que surpreendera o homem.

— Que pressa, Hermione- disse zombeteiro.

— Cale a boca.- retrucou puxando o cinto dele.- Já esperei muito, Severo.

— É tão desrespeitosa. Não posso recordar uma só vez em que alguém me falasse como você o faz.- as roupas voaram em todas as direções e ele apertou-a demoradamente.

Hermione riu com o comentário. Amava o senso de humor do homem, o som de sua voz, um veludo negro que deslizava em seu interior, no interior de seu coração fazendo-a se sentir completa.

Snape lhe arrancou o restante da roupa dela com uma mão enquanto com a outra deitava-a rapidamente sobre a mesa, cobrindo-a imediatamente com seu enorme corpo. O calor que o pequeno corpo emanava o fazia enlouquecer de desejo.

Colocou-se na entrada molhada, com os joelho entre suas pernas para as separar. Seu próprio corpo se estremeceu de desejo quando começou a pressionar contra ela, duro e insistente. Uma parte de seu cérebro se negava a seguir adiante com aquilo. Mas a saudade era demais para suportar ficar sem senti-la. Sem amá-la.

Tomou a boca dela, sensual e picante, enquanto seu corpo a penetrava, dominante, possessivo e repetidamente nela. Já não aguentava mais. Estava faminto por ela, não se controlaria. Seu desejo estava insaciável, selvagem. Ela era pequena, comparada com o tamanho de seu corpo, mesmo assim, quando entrou em seu interior, enterrando-se profundamente, o corpo dela se ajustou ao dele.

A garota sentiu dor na penetração. Ali agora era um homem adulto a possui-la. No entanto, seu corpo parecia reconhecer ser o mesmo amante de outrora.

Entrava e saía dela, consumido pelo desejo, enquanto seus corpos se uniam em todos os sentidos, deixando que suas almas e seus corações voassem livres. Granger não sabia como suportou ficar longe dele. Daquele toque possessivo e terno que ele tinha. Estar unida daquela forma com seu amor fazia seu corpo tremer.

Severo não queria sair dela jamais, queria que o prazer durasse toda a eternidade. O coração martelava em seu peito enquanto seu cérebro se desfazia com erótica vibração. Segurava seus seios pequenos e firmes enquanto seus polegares acariciavam os mamilos róseos e entumescidos.

Ela gemia, estava segurando ao máximo chegar ao êxtase, mas era impossível ouvindo Severo sussurrar seu nome enquanto lhe estocava forte. Os tremores percorreram seu corpo, seu sexo se apertou em volta do membro do homem fazendo-o grunhir.

Severo a levantou, aproximando-a de seu corpo e procurou com as mãos, seu firme traseiro, massageando-o. Colocou as mãos em sua cintura e a levantou da mesa tendo as pernas em volta de si. Hermione lhe rodeou o pescoço com os braços. A carregou para seu quarto e a deitou na cama. Snape queria sentir o gosto da menina misturado ao seu.

A língua que explorava a intimidade, mandava redemoinhos ao ventre de Granger. A boca do moreno era mágica, reverente e a seduzia lentamente enquanto suas mãos rastreavam os contornos de seu corpo.

O homem sentia seu sexo pulsar dolorido. Posicionou seu membro na latente e úmida entrada da jovem-mulher que se acomodou sobre ele, sentindo a dura consistência do membro introduzir-se em seu interior novamente. Sentia-lhe muito grande, muito quente… Estava segura de que no final, ambos estariam em chamas antes de que pudesse entrar todo dentro dela. Ele a penetrou com força, atravessando-a, enchendo-a tão completamente que unicamente pôde gritar seu nome enquanto era invadida.

Ele se introduziu no corpo estreito e quente que se adaptava tão perfeitamente ao seu. Sentiu como o prazer voltava a crescer em Granger. Uma experiência única, que jamais seria o bastante para suprir aquela falta que sentiu dela.

Severo penetrou-a forte e profundamente, querendo preenchê-la por completo, precisando ouvir seus gemidos suaves e ansiosos. Enlouquecia com aqueles pequenos gemidos que provinham de sua garganta, assim como a forma em que seu corpo se movia no mesmo ritmo que o seu.

O grito de êxtase da morena ficou perdido contra o peito dele, embaixo ele. Era pequena, firme e ardente e ele estava perdido em pura sensação. Sentimento. Puro sentimento. Sentimentos reais. Não fantasias que ele mesmo havia criado para suportar a escuridão, a solidão, a distância. Eram verdadeiros sentimentos.

A forma com que ela o olhava fazia com que seu coração saltasse com violência em seu peito. Ele baixou a cabeça para encontrar sua boca, para reclamar o que era dele.

Era deliciosa a pressão da pequena boca, a fricção era mais do que podia suportar. Seus quadris, como se tivessem vontade própria, se moveram, um ritmo sobre o qual não tinha controle. O mundo inteiro se desvanecia e existia só o intenso prazer e as luzes coloridas, explorando sua cabeça. Durante preciosos momentos, estando fora de sua interminável e vazia existência, ele pode acreditar que importava a alguém. Que alguém o amava, o suficiente, para lhe tirar da escuridão. Para a luz. Ao êxtase.

— Vai estar aqui quando eu acordar?- perguntou abraçando-a contra seu peito depois de regularem a respiração.

— Sempre.

Ah, o amor, muda o seu modo de pensar, te dá razões para viver, e também te faz agir feito bobo. Ele vira sua vida do avesso e você descobre que, o avesso é o seu lado certo.

Notas finais
E o momento mais esperado chegou. Esperamos ter superado as expectativas de vocês. Obrigada pelos 303 comentários, vocês são fodas, super leitores u..u Se você nunca comentou e gostou desse capítulo, comente pela primeira vez, expresse sua opinião c: Favorite também, e por favor, se não for pedir demais; recomendem. Motivem-nos. Beijos :3 ~Naomi