Lost Memories - Snamione
30 Perdas
Notas iniciais
E agora Snape estava mais uma vez no gabinete do diretor e Fineus Nigellus voltava correndo para o seu quadro.
– Diretor! Eles estão acampando na Floresta do Dean! A sangue-ruim mencionou o lugar quando abriu a bolsa...- comentou Fineus.
– Não a chame assim!- vociferou Severo.- Ou queimo você, quadro estúpido.
Snape estava a ponto de um derrame por não ter notícias dela desde o casamento do Weasley mais velho. Com um aperto no peito, ficara sabendo da invasão que o trio de ouro fizeram no Ministério. Amaldiçoou Potter e Weasley, por colocarem Granger em perigo. E agora vinha aquele quadro velho chamar Hermione daquele nome pra acabar de vez com sua paciência.
– Muito bom. Ótimo! Hermione é sem dúvidas, brilhante!– exclamou o retrato de Dumbledore atrás da cadeira do diretor. – Agora, Severo, a espada! Não esqueça que deve ser apanhada sob condições de necessidade e coragem, e ele não pode saber quem a está entregando! Se Voldemort puder ler a mente de Harry e vir você ajudando-o...
– Eu sei – respondeu Snape, secamente.
Aproximou-se, então, do retrato de Dumbledore e afastou-o para um lado. O quadro girou para a frente, revelando uma cavidade oculta, da qual ele tirou a espada de Gryffindor.
– E você vai continuar a não explicar por que é tão importante dar a Potter a espada?- indagou Snape, vestindo uma capa de viagem por cima das vestes.
– Creio que não será necessário. – respondeu o retrato de Dumbledore. – Ele saberá o que fazer com ela. E, Severo, tenha muito cuidado, os garotos podem não reagir bem à sua presença depois do que aconteceu... não enquanto eles não souberem a verdade.
À porta, Snape se virou.
– Não se preocupe, Dumbledore – disse tranquilo. – Tenho um plano...- e, dizendo isso, saiu do gabinete.
***
Snape chegou á uma encosta, próxima á um lago congelado. Levitou a espada até o meio do gelo e a desceu para dentro d'água, restaurando o gelo quebrado. Se afastou o suficiente para poder observar se o cabeça-oca do Potter iria encontrar a Espada. Maneando a varinha, conjurou seu Patrono, o enviando para encontrar a barraca do trio.
Passou poucos minutos até o homem ouvir passos se aproximando e quebrando galhos. E foi com surpresa e felicidade que viu Hermione se aproximar vindo atrás de seu Patrono...
– Severo...- a garota chamou baixo procurando o homem entre as árvores.
Snape não estava aguentando de saudade , ficou meses sem notícias alguma dela, e ver ela ali aparentemente bem, o encheu de esperança. Esperança de um mundo bruxo sem guerra, sem a sombra das Trevas a espreitar.
– Severo...- chamou mais uma vez para o desassossego do Mestre em Poções que saiu de seu 'esconderijo'.
– Hermione!
A Griffana já estava achando que somente o Patrono estava ali, mas ao ouvir a voz arrastada que a fazia arrepiar. O viu sair das sombras das árvores com sua capa preta. Correu até ele pulando em seus braços, como se pertencesse ali.
– Sinto sua falta...- murmurou a morena encarando os escuros olhos do homem.
Seus lábios se moveram sobre os dele, gentilmente a princípio, numa doce persuasão que rapidamente ele mudou enquanto apressava sua boca sobre a dela, avidamente.
– Mesmo depois de tudo o que estou fazendo, Hermione?- indagou Snape passando as pontas dos dedos no rosto da menina.
– Severo, as nossas escolhas nos mostram quem realmente somos.- pontuou o levando pela mão até um tronco de árvore que estava caído e se sentaram.- O que eu quero dizer é que você não deve se martirizar tanto...te conheço bem, sei que não é uma má pessoa.- afirmou.
– Me conhece melhor que ninguém e sempre te ocultei as coisas.- confessou o homem.
– Você não fez escolhas erradas...só não teve escolha alguma para não fazê-las...- pontuou.- Mas quando essa guerra acabar, quero estar ao seu lado, te ajudar com suas angustias, te reerguer quando caíres.
– Quer isso, mesmo sabendo que não será nada fácil?- indagou trazendo a garota para seu colo.
– Severo, quando te vi me joguei no mar negro, que são os seus olhos, mesmo sabendo que poderia me afogar, que era errado. Ainda sim, isso foi a melhor coisa que poderia me acontecer.
— O que sinto por você, é mais do que possa imaginar, Hermione.- disse ele de repente, levantando sua cabeça para cravar seu escuro olhar nos surpreendidos olhos dela.- Porque o que sinto por você, vai muito além dessa emoção que chamamos de amor.- confessou antes de beijá-la. Colocou no beijo toda a ternura e desejo que tinha por aquela menina.
Suas mãos estavam movendo-se pelas costas dela, apertando-a contra seu corpo.
Hermione arfou quando sentiu a mão dele subir pela sua pele por dentro da roupa. Sentia saudades de senti-lo, de tocá-lo, de ver como se encaixavam perfeitamente. Procurou o fecho da capa e o abriu deixando a peça cair na neve.
Snape pegou sua varinha e cortou o ar. Imediatamente o clima ficou mais ameno, aconchegante. A neve que cobria o chão, não existia mais. Era como se estivessem em um dia qualquer de verão.
Severo gemeu em voz alta quando a Griffana mordeu-lhe o pescoço. Todo pensamento coerente, toda boa intenção em apenas falar com ela, saiu voando de sua cabeça. Em seu lugar ficou uma necessidade tão forte e urgente que apressou sua boca ferozmente sobre a dela. Numa primitiva, tempestuosa e quase violenta posse. Sua boca se alimentou da dela, enquanto a despia. O desejo foi uma sensação que os alimentavam mutuamente. Quando levantou a cabeça, seus olhos escuros flamejavam para ela.
Os toques dele lhe roubavam a própria prudência até que restou só ele. Somente Severo com seus olhos resplandecentes e seus lábios perfeitos e voz hipnotizadora. Seu corpo firme e os fortes braços. O resto do mundo deixou de ter importância, só percebia o som de sua respiração, o batimento de seu coração.
Mais uma vez, o homem floreou a varinha fazendo aparecer um manto que cobriu o chão. Se levantou, carregando a moça consigo.
Granger começou a livrá-lo de suas roupas. Snape não afastava os olhos dela. Negros e intensos. Vendo-a tirar sua roupa num lento e erótico movimento.
Snape fechou os olhos, seu corpo estava furiosamente acordado. As mãos dela moviam-se sobre seus quadris enquanto deslizava as calças por suas pernas, as unhas arranhavam suas coxas. Deu um passo fora do bolo que se formou a calça e cueca, muito consciente de que não podia ocultar as demandas de seu corpo, por ela.
A Griffana lhe envolveu com os braços, acariciando com a boca seu ventre plano e duro. As mãos da morena deslizaram até suas nádegas. Então, de joelhos, começou a acariciar cuidadosamente o membro rígido e aveludado. Cada movimento de suas mãos, provocavam um estremecimento de prazer que percorria o corpo do homem, uma onda de fogo que ameaçava os consumir.
Severo ainda estava espantado pela atitude dela. Arregalou os olhos ao ver que ela descia sua boca por seu ventre. Ofegou.
Severo se sentiu incapaz de respirar. Então, ela segurou o sexo enorme entre as mãos, acariciando a ponta aveludada com dedos carinhosos.
O homem não podia mais se conter. Jogou a cabeça para trás, enquanto o prazer ondeava através dele, como fogo correndo por suas veias. Apertou os dentes.
– O que está fazendo, mulher? Tentando me deixar louco?- rosnou.
A garota sorriu travessa, enquanto deslizava o membro para o interior úmido e quente de sua boca. Ele gemeu e a apertou com mais força para uma penetração profunda.
Ela se apertou ainda mais contra ele, acompanhando sua involuntária investida, para lhe excitar ainda mais. Ele a arrastou para cima, e enterrou o rosto em seu pescoço, respirando profundamente para tentar recuperar um pouco do controle.
A boca do Severo capturou a dela uma vez mais, faminta, dominante, tentando marcá-la como sua para sempre.
Seu corpo necessitava da satisfação que só ela podia lhe dar. Jamais havia sentido tanta necessidade dela, nem tão ardente e tão intensa. Snape sentia seu corpo arder pela necessidade. Sua ânsia por possui-la jamais seria saciada? Esperava que não.
Os deitou sobre o manto, mantendo-a sob seu corpo. A envolveu com os braços e se afundou nela, encaixando seus corpos tão perfeitamente como suas mentes e seus corações se fundiam. Como as metades de um só ser. Nesse momento, era impossível dizer onde terminava um e começava o outro. Sua mente era uma neblina de ardor e paixão.
Snape se moveu, sentando-se. O moreno apoiou as costas no tronco caído, para poder apoiar Granger contra ele, suas mãos a levantaram sobre a grossa evidência de seu desejo.
Ele sussurrou roucamente, enquanto começava a baixá-la sobre ele, penetrando-lhe como se o pequeno e apertado sexo fosse uma luva de veludo.
Moviam-se pausadamente. Hermione era apenas consciente que estavam ainda naquela floresta. Podia sentir o membro dele invadindo o sexo dela, com deliciosa lentidão. Severo sentia o apertado sexo se ajustando a ele, apertando-o com músculos fortes, fazendo ele apertar os dentes para manter o vestígio de controle
Introduzir-se nela com fortes e seguras estocadas, penetrando-a decisivamente, Queria entrar na mente dela e compartilhar seus eróticos pensamentos, suas emoções e o puro e apaixonado prazer que seu corpo estava proporcionando. O ângulo lhe dava a possibilidade de aprofundar sua estocada para que o corpo dela se visse obrigado o tomar em sua totalidade. Moveu-se agressivamente, duro e rápido, enterrando-se nela várias vezes.
Frenéticos gemidos escapavam da garganta de Hermione enquanto ele, faminto e dolorido pela necessidade, deliciava-se. Ele reagiu esmagando-a contra seu corpo, capturando a boca da morena com seus lábios duros e dominantes. Foi um beijo totalmente possessivo e seu corpo se mostrava tão exigente como sua boca.
Os quadris de Hermione enchiam as mãos dele enquanto se introduzia nela. Quando o homem baixou o olhar para ela, viu o triângulo de sedosos cachos negros que seu fundiam com os seus. Estava hipnotizado pela beleza de seus corpos unidos.
Os músculos dela o apertavam, sua úmida e receptiva carne, se apertou e relaxou. A sensação entre eles foi tanta que ele sentiu as chamas dançando sobre sua pele, sobre a pele dela. Ele sentia que estava inchando-se, crescendo. Seu membro estava mais grosso, mais duro e ainda queria seguir dentro dela.
O orgasmo da menina veio lhe estremecendo o corpo inteiro, arrancando um grito de êxtase de sua garganta. Seu corpo amoleceu sobre o do homem.
Snape segurava sua cabeça, apertando-a mais contra seu peito sem deixar de penetrá-la, cada vez mais profundamente, até chegar ao seu ápice.Parecia que nunca teria o bastante dela.
– Adoro o jeito que me ama.- confessou a garota.- Pode me desejar assim sempre que quiser.- seu sorriso foi a tentação.
Severo riu beijando a testa suada da jovem. Maneou a varinha fazendo aparecer uma caixa retangular preta.
– Feliz natal, atrasado.- proclamou entregando o presente.
– Sev!- exclamou tentando soar como uma repreensão.- Nem tive tempo de procurar um presente pra você.
– Achei que isso,- apontou para eles ainda unidos.- fosse meu presente.- lhe sorriu maroto.- Abra.- ordenou, e Hermione assim o fez. Seus olhos se arregalaram para a corrente dourada que segurava um pingente delicado de leão, com os olhos verdes intensos e brilhantes.
– Que lindo...- elogiou.- Coloca pra mim?- pediu.
***
Draco andava de um lado para o outro de seu quarto na mansão Malfoy enquanto pensava em como tirar Luna no porão, sem que isso entregue sua traição ao Lorde. Já estava difícil ir visitá-la, levar lhe uma comida decente escondido nesses dias que esteve ali para o feriado de páscoa. Teria de tirá-la dali antes de voltar a Hogwarts. Nem saberia o que fazer se tivesse de ir e deixá-la à merce dos Comensais.
Um barulho de vozes exaltadas no andar de baixo, chamou-lhe a atenção. Logo bateram á sua porta. Sua mãe entrou no quarto parecendo que tinha visto um fantasma.
– O que foi?- o garoto questionou com o coração descompassado.
– Sua tia o chama lá em baixo, querido.- o Sonserino podia jurar que sua mãe estava com os olhos mareados.- Acham que pegaram o Potter. Querem que você confirme que é antes de chamar o Lorde.
O loiro seguiu a mulher em passos apressados para o andar de baixo. Conseguiu ver a tia expulsar alguns sequestradores da casa.
– Draco, venha cá.- chamou Bella segurando uma espada.
O garoto viu Granger de joelhos no chão, junto com Weasley. O suposto Potter estava com o rosto enorme, brilhante e avermelhado. Seu rosto estava enorme, brilhante e avermelhado, todos os traços deformados pelo feitiço de Hermione. Seus cabelos pretos chegavam-lhe aos ombros e havia uma mancha escura em torno do seu queixo. Draco se aproximou para olhar melhor, apesar de ter a certeza de que era de fato Potter.
– Então, Draco? – perguntou Lúcio Malfoy. Seu tom era pressuroso. – É ele? É o Harry Potter?
– Não tenho... não tenho muita certeza – respondeu Draco querendo arrumar tempo para achar uma solução.- O que houve com o rosto dele?
– Não fomos nós.- respondeu Greyback.
– Está me parecendo mais uma Azaração Ferreteante – disse Lúcio. Seus olhos cinzentos esquadrinharam a sala e pararam em Granger.- Isso. Não. É. Possível...- murmurou chegando mais perto da menina que mantinha o rosto abaixado.- Bella!- chamou sem desviar os olhos da moça.
Hermione sabia que fora reconhecida por Lúcio. Se não, por qual motivo ele estaria a olhando daquela forma?
– O que quer, Lúcio?- disse entediada.
– Não lhe parece familiar?- apontou para a menina.
Franzindo a testa, Lestrange ergueu o rosto da Griffana com a varinha em seu queixo. E o mesmo espanto que estava no rosto do homem agora perpetuava no da bruxa.
– Como isso é possível?- sussurrou encarando a menina com o mesmo ódio de outra época.
– Uma descendente?- ofereceu o loiro.
– Ou uma viajante...- pontuou vendo que a semelhança era tamanha, que não poderia ser uma filha ou neta.- Draco, leve essa escória para baixo.- ordenou sorrindo para a morena.- Quero ter uma conversinha com essa aqui.
– Não! – gritou Rony. – Pode ficar comigo no lugar dela!
Belatriz deu-lhe uma bofetada no rosto; a pancada ecoou pela sala.
– Não se preocupe. Se ela morrer durante o interrogatório, você será o próximo. No meu caderninho, traidor do sangue vem logo abaixo de sangue-ruim. Leve-os para baixo, Draco!- berrou.
O menino puxou Weasley e Potter pela camisa e os arrastou pelas escadas apontando a varinha para as costas destes. Quando ficou longe das vistas dos outros sussurrou para que os Griffanos o ouvisse:
"Se preparem para fugir. Tomem conta da Luna pra mim quando forem..."
Os dois se entre olharam em plena confusão enquanto eram empurrados para dentro do porão escuro.
– Draco.- disse a voz serena de Lovegood.
– Luna.- a loira veio até as grades. Malfoy sentiu o aperto no peito ao ver o rosto da Corvina sujo e ferido.- Vou tirar você daqui.- informou acariciando lhe o rosto com adoração.- Hoje!
– Isso não te prejudicará?- questionou temendo por ele sofrer algum tipo de castigo.
– Não se preocupe, anjo.- pediu o Sonserino.- Eu vou ficar bem.- menina assentiu balançando a cabeça antes de beijá-lo rapidamente e tornar para dentro do porão.
– Vou lhe perguntar mais uma vez!- Draco passou pela sala novamente subindo as escadas para seu quarto o mais rápido que pode, mesmo assim, conseguira ouvir sua tia berrar. – Você está mentindo. Sei que é a mesma sangue-ruim imunda dos tempos de Hogwarts...RESPONDA! CRUCIO!- bradou alucinada a bruxa.
Os berros de Hermione ecoavam pela sala de visitas alarmando o loiro que estava em seu quarto.
– Só nos conhecemos esta noite! – soluçou Hermione. – Nunca nos vimos antes...
Draco se sentou na cama bagunçando os cabelos em nervoso. Tinha de aproveitar aquele momento para libertar Luna, Olivaras, Dino, o duende e o trio de ouro .
"Isso! Elfos!" Exclamou num pulo da cama.
– Monstro!- imediatamente um elfo enrugado e com uma túnica suja apareceu no meio do seu quarto.
– Senhor chamou Monstro.- o elfo se reverenciou ao loiro.- Em que Monstro pode ajudar o Senhor?- a criatura estava eufórica por enfim, ajudar um membro da família Black legítimo.
– Monstro, me traga Severo Snape o mais rápido que conseguir, mesmo que ele não queira vir, o traga. E peça ao Dobby que aparate no porão da mansão Malfoy, para ajudar Potter.- ordenou arfando pela forma que falava depressa.- Já!- instantaneamente o elfo sumiu no ar.
Suspirou e ficou a ouvir os gritos de Hermione no andar de baixo junto com a voz esganiçada de Bella.
– Eu sabia que escondia algo sangue-sujo.- desdenhou a bruxa rodeando a menina deitada no chão choramingando, olhando para o braço ferido. Cortes que diziam "Sangue ruim".- Por isso, nunca mais ouvimos falar de você, Granger. Bem, depois do que fizermos, ninguém ouvirá falar mesmo de você, sangue-ruim imunda.
Lúcio olhava para a garota com raiva e nojo. Durante o período que esteve envolvida com seu amigo, o mesmo se afastara dos propósitos de eliminar o lixo do mundo.
– O que faremos primeiro, Lúcio?- perguntou a bruxa.
– Tenho uma ideia...- sorrindo, murmurou o loiro se abaixando próximo a menina.
***
Um poc alto sobressaltou o diretor, Severo Snape, em sua cadeira. Um elfo carrancudo, de enormes olhos, apareceu no meio da sala.
– Senhor Snape precisa ir com Monstro, para a casa do jovem Senhor Malfoy.- informou a criatura subindo na mesa a fim de segurar o homem para aparatar.
– Eu não posso sair agora, diga ao Draco que depois eu apareço por lá.- comunicou o homem se levantando.
– Jovem Senhor Malfoy mandou que o levasse imediatamente.- disse Monstro segurando Severo pelo braço e aparatando com o diretor.
–Ora, seu elfo estúpido!- vociferou Snape empurrando o ser.- Que porra estava pensando ao mandar esse elfo me raptar, Draco?!
– Quem dera eu não precisasse te chamar padrinho...- mais um grito estridente vinha do andar de baixo, junto das risadas de Bellatriz- Eles pegaram Potter, e nesse momento Lúcio e minha tia estão lá em baixo com sua querida Granger.
Severo ficou pálido, Malfoy achou que o homem desmaiaria no chão de seu quarto.
– Pegaram Luna, semana passada. Temos de aproveitar esse momento, e fazer uma fuga em massa...- pontuou o loiro.
– Como uma fuga em massa? Eles já devem ter chamado o Lorde.- ofegou o homem esfregando a testa.
– Ainda não. Eles querem ter certeza de que é o Potter. Me chamaram para identificar, apesar da cara estar mais feia, sei que é ele. Mas, meu pai ficou estranho quando viu a Granger.- Draco viu seu professor ficar tenso.- Dobby vai ajudar Potter a sair do porão, mas não sei como tirar a garota da sala.
– Certo. Não posso descer por aqui. Tenho de entrar pela porta da frente.- comentou o homem.- Em quinze minutos desça e me ajude com o Lorde.- ordenou ao afiliado.
– Leve-o Monstro.- o elfo aparatou com o Comensal para a porta do casarão.
Snape maneou a varinha e a porta se abriu violentamente. Assustando os presentes na sala.
Severo via aquela cena em choque, se encontrava em guerra com seus próprios instintos. Desejava levar-lhe embora e mantê-la a salvo todo o tempo, até que aquela guerra acabasse.
– O Lord das Trevas não gostará nenhum pouco de saber que em meio à guerra, seus melhores Comensais estão perdendo tempo, brincando de casinha com uma adolescente.- começou o homem mantendo a voz fria, ante o corpo da morena ferido no chão.
Bellatriz sorriu de lado, o momento da sua vingança contra Snape havia chegado. Por todas as vezes que se arrastou aos seus pés, por todas as vezes que a humilhou.
– Chegou quem faltava!- exclamou a bruxa.- Veio salvar sua namoradinha sangue-ruim, Severo?
– Lestrange, começo a achar que quem ficou louca foi você, e não os Longbottons.- debochou.- Não tenho namorada, muito menos sangue-ruim.- Granger sabia que aquilo era ele disfarçando em seu papel. Porém, aquelas palavras foram duras para ela.
– Já sabemos de tudo, Severo. Ela é uma viajante do tempo.- afirmou Malfoy.
– E é por isso que chamaram o Lorde? Uma viajante?- zombou Snape.
– Não o chamamos.- estranhou o loiro.
– Alguém o chamou. Pois ele me pediu para vir sempre que o chamarem. Para ver o que querem, pra que ele não perca tempo com inutilidades.
Lestrange estreitou os olhos para o Mestre em Poções. E um sorriso sádico rasgou em seu rosto.
– Pois bem, acabemos com esse lixo, o Lorde vai gostar de saber o que conseguimos para ele.- falou Bella.- O quê disse que faria com a sangue-ruim Lúcio?
– O que ela não me deixou fazer anos atrás...- respondeu abrindo a casaca de Comensal. Hermione tentou se levantar mas um feitiço lançado por Lestrange a impediu.
– Eca Lúcio! Não entendo o que vocês querem com essa escória de impuros. Essa ralé não se compara à uma sangue-puro.- olhou com nojo para a garota.- Ah! Já que Severo está aqui, que tal conversarmos um pouco...- disse já se aproximando do homem.- Se lembra, Sev...daquela noite em que passamos juntos?- finalizou olhando para a caída no chão.
Hermione olhou para Snape esperando que ele negasse aquela sandice. No entanto, não ocorreu. Não podia acreditar que Severo transara com aquela louca.
O semblante de Snape enrijeceu, sua face ficou subitamente sem expressão, mas os olhos lhe encheram de dor pela forma com que Granger o olhava. Decepção era uma das coisas que encontrou naquele amendoado.
– Oh! você não contou à ela? Eu não sabia, pensei que você havia contado à sua vadiazinha o que fizemos.- ironizou.- Bem, já que estamos falando sobre isso, por que você já não aproveita e conta a essa sangue-ruim imunda, que ela não passou de uma diversão? Um brinquedinho usado, e que daqui a pouco será descartado.
– Será que mesmo após tantos anos você ainda não se cansou de fazer esse papelzinho ridículo, Bellatriz?- sibilou Snape tornando a olhar para Malfoy que continuava a remover as peças de roupa. Sua mão estava coçando para matar o loiro.- Será que você não tem uma pingo de amor próprio? Pensei que tivesse sido claro no seu casamento. Não me lembro do que aconteceu, de tão bêbado que eu estava. Pra você ver, como deve ter sido bom para que eu me esquecesse.- olhou para a mulher com indiferença.- Olhe para si mesma, qualquer sangue-ruim vale mais que você, Lestrange.
– Por que Severo?- indagou triste.- Por que sempre tem que me humilhar?
– É total perda de tempo tentar lhe humilhar, afinal você é a única Bruxa capaz de o fazer sozinha.- desdenhou preparando a varinha para acertar Malfoy.
Hermione via aquela cena ainda custando a acreditar que Snape dormira com Bellatriz.
– Grr.- grunhiu irritada.- Quer saber?- bradou empurrando Malfoy que já estava sem a camisa, e aberto o cinto. Puxou a Griffana pelos cabelos, erguendo-a.- Vou acabar com ela agora!
– NÃÃÃÃÃO!
Rony irrompera pela sala de visitas; Bellatriz olhou para os lados e virou a varinha para enfrentar o garoto...
– Expelliarmus! – urrou ele, apontando a varinha de Rabicho para Bellatriz, e a da bruxa foi arremessada no ar largando Hermione que caíra para frente sendo amparada por Severo.
– Me desculpe fazê-la passar por isso, Hermione.- sussurrou o homem tirando-a do meio dos feitiços que eram lançados por Malfoy, Potter e Weasley. A levou para trás do sofá.
– Me diga que é mentira, Severo.- pediu o olhando nos olhos.- Você não dormiu com aquela vaca...
– Hermione, entenda. Eu estava bêbado...- com a pouca força que tinha desferiu socos e tapas no homem.
– Seu cretino!- continuou a bater-lhe.- Como pode dormir com ela? A nossa promessa...
– Hermione, pare.- falou segurando os pulsos dela.- Você apagou minha memória. Não pode me cobrar algo que eu nem me lembrava.- argumentou.- Agora vá com Potter. Vou dar um jeito de sairem daqui.- afirmou erguendo-se de trás do sofá e lançando um feitiço nos Comensais que ficaram desacordados.- Vá!
A morena correu cambaleante para junto dos amigos. Logo Dobby aparece e os leva consigo. Hermione sentiu o puxão para dentro do umbigo depois de dar uma última olhada para o homem.
***
Harry, Ron e Hermione, estavam num pequeno lance de escada levava á uma porta igual a que havia atrás do retrato de Ariana. Neville abriu-a e galgou a escada. Quando o seguia, Harry ouviu o colega gritar para pessoas invisíveis:
– Vejam quem está aqui! Eu não disse à vocês?
Ao emergir da passagem para a sala além, ouviram-se gritos e aplausos...
– HARRY!- gritou Simas.
– É o Potter!- murmuraram outros
– Rony!
– Hermione!
Harry teve uma impressão confusa de coisas coloridas penduradas, de candeeiros e muitos rostos. No momento seguinte, ele, Rony e Hermione foram engolfados, abraçados, receberam palmadas nas costas, tiveram os cabelos despenteados, as mãos apertadas, aparentemente por umas vinte pessoas; parecia que tinham ganhado uma final de Quadribol.
– O.k., o.k., calma pessoal! Deixem um pouco para Você-sabe-quem.– gritou Neville e, quando o amontoado de gente recuou, Harry pôde observar o ambiente.
Não reconheceu a sala. Era enorme e lembrava o interior de uma casa de árvore particularmente suntuosa, ou talvez uma gigantesca cabine de navio. Redes multicoloridas pendiam do teto e de uma galeria que rodeava o cômodo cujas paredes sem janelas eram revestidas de painéis de madeira escura, cobertas de tapeçarias de cores vibrantes. Harry viu o leão dourado da Grifinória sobre o fundo vermelho, o texugo negro da Lufa-Lufa sobre o amarelo, a águia bronze da Corvinal sobre o azul e a Serpente verde e prata da Sonserina.
– E então, Harry? – perguntou um garoto machucado, que Potter reconheceu pela voz ser o Simas. – Qual é o plano?
– Plano? – repetiu Harry. Ele estava exercendo toda a sua força de vontade para não se deixar sucumbir à fúria de Voldemort; sua cicatriz continuava a queimar. – Bem, tem uma coisa que nós, Rony, Hermione e eu, precisamos fazer... Dumbledore nos encarregou de uma tarefa, que não devíamos comentar... quer dizer, ele queria que a fizéssemos, só nós três.
– Nós somos a Armada dele – disse Neville. – Estivemos todos unidos nisso, temos continuado a resistir enquanto vocês três estiveram lá fora sozinhos...
– Não tem sido exatamente um piquenique, colega – resmungou Rony.
– Eu nunca disse que foi, mas não vejo porque não podem confiar na gente. Todos nesta Sala estiveram lutando e acabaram aqui porque estavam sendo caçados pelos Carrow. Todos aqui provaram sua lealdade à Dumbledore, lealdade à você, Harry.
– Escute – começou Harry, sem saber o que ia dizer, mas não importava; a porta do túnel acabara de abrir às suas costas.
– Recebemos sua mensagem, Neville! Olá, vocês três, achamos que deviam estar aqui!
Eram Luna e Draco de mãos dadas. Malfoy desceu as escadas primeiro e ergueu os braços ajudando a loira a descer em seu colo.
– Obrigada.- murmurou vermelha para o Sonserino.- Oi, pessoal! – cumprimentou Luna, feliz. – Ah, que ótimo estar aqui de novo!
– Luna? – disse Harry, perturbado – O que está fazendo aqui? E com ele?- Potter olhou ao redor e ninguém rechaçava a presença do loiro ali.
– Pedi a eles para vir – respondeu Neville, mostrando o galeão falso. – Prometi à ela e a Gina que, se você voltasse, eu avisaria. Todos pensamos que a sua volta significaria realmente uma revolução. Que íamos derrubar Snape e os Carrow.
– Claro que é isso que significa.– confirmou Luna, animada. – Não é, Harry? Vamos expulsá-los de Hogwarts à força?
– Mas....o Malfoy é um deles!- bradou o garoto.
– Não Harry, Malfoy tem nos ajudado a escapar dos Carrow e monitores.- informou Longbotton.- Está do nosso lado.
– Quem você acha que enviou Dobby para o porão na fuga de minha casa?- Draco retrucou ácido. Podiam estar lutando juntos pelo mesmo propósito, mas não iria começar a simpatizar com o Cicatriz de uma hora para outra.
Harry ficou calado, de fato no dia da fuga da Mansão Malfoy, Draco tinha agido estranho, como no momento que tinha de reconhecê-lo. O loiro estava enrolando para dizer se era mesmo Harry Potter em sua sala.
– Obrigada por aquilo, Malfoy.- Granger agradeceu. O loiro maneou a cabeça cortêz.
– Então, vai nos deixar ajudar?– inquiriu Neville.
– Não! – protestou Rony. – O que estamos fazendo vai acabar beneficiando todo mundo, estamos tentando nos livrar de Você-Sabe-Quem...
Houve novo ruído atrás deles, e Harry se virou. Seu coração pareceu parar: Gina vinha agora passando pelo buraco na parede, seguida de perto por Fred, Jorge e Lino Jordan. Gina deu a Harry um sorriso radiante; ele tinha esquecido ou, então, nunca apreciara realmente como era bonita, mas nunca sentira menos satisfação em vê-la.
– Aberforth está ficando meio rabugento. – comentou Fred, acenando em resposta aos vários gritos de saudação.
– Ele quer dormir, e aquilo virou uma estação de trem.- continuou Jorge.– Então, qual é o plano, Harry? – perguntou Jorge.
– Não há nenhum – respondeu Harry, ainda desorientado pela repentina aparição de tanta gente, incapaz de apreender tudo aquilo, enquanto sua cicatriz continuava a queimar barbaramente.
– Vai improvisar à medida que formos indo, é isso? É o que mais gosto – comentou Fred.
– Sinto muito, mas não podem ajudar. – Ele baixou a voz para que ninguém mais pudesse ouvir, exceto Hermione, que estava entre os dois.
– Não sabemos onde a coisa está. Precisamos encontrá-la depressa. Não temos que dizer a eles que é uma Horcrux. Nem sabemos o que estamos procurando, precisamos deles. – vendo que Harry parecia em dúvida continuou. – Você não tem que fazer tudo sozinho.
– Está bem – disse, em voz baixa. – O.k. – dirigiu-se aos que estavam na sala, e todo o barulho cessou.
“Tem uma coisa que precisamos encontrar”, começou Harry em voz alta.
***
– CORRAM! – berrou Harry; a noite se enchia de gritos medonhos e pancadas de gigantes em luta, e ele segurou a mão de Hermione e saiu disparado pelos degraus de acesso aos jardins, Rony seguiu-os. Harry não perdera a esperança de salvar Hagrid que fora levado pelas acromântulas para a floresta; o trio corria tão depressa que já estavam a meio caminho da Floresta quando foram novamente barrados.
O ar ao redor congelara; a respiração de Harry ficou presa e solidificou em seu peito. Sombras saíram da escuridão, vultos rodopiantes de puro negrume deslocavam-se em uma grande onda em direção ao castelo, os rostos ocultos sob o capuz e a respiração estertorante...
Rony e Hermione se colocaram dos lados de Harry quando os ruídos da batalha às suas costas repentinamente silenciaram, morreram, porque caía denso sobre a noite um silêncio que somente os dementadores poderiam trazer...
– Vamos, Harry! – ele ouviu a voz de Hermione chamando de muito distante. – Patronos, Harry, vamos!
Ele ergueu a varinha, mas um surdo desalento o invadiu: Alguns já haviam partido e Hagrid certamente estava morrendo ou morto; quantos mais ele ainda ignorava que jaziam mortos? Tinha a sensação de que metade de sua alma abandonara seu corpo.
– ANDA, HARRY! – gritou Hermione.
Cem dementadores vinham avançando, deslizando ao encontro deles, sugando à distância para se avizinhar do desespero de Harry, que era uma promessa de banquete.
Ele viu o urso¹ prateado de Rony irromper no ar, brilhar fracamente e se extinguir; viu o cachorro de Hermione girar no ar e se dissolver, e a varinha tremeu em sua mão, fazendo-o quase acolher com prazer ao oblívio que chegava, a promessa do nada, da ausência da emoção.
Então, duas lebres², um javali, uma raposa e um leão prateados sobrevoaram as cabeças de Harry, Rony e Hermione; os dementadores recuaram ante a aproximação dos animais. Mais cinco pessoas emergiram da escuridão para se prostrar ao seu lado, as varinhas em punho, continuando a conjurar Patronos: Luna, Draco, Ernesto, Simas e Neville.
– Certo – disse Luna em tom de incentivo, como se estivessem de volta à Sala Precisa e aquilo fosse simplesmente uma prática de feitiços para a Armada de Dumbledore. – Certo, Harry... vamos, pense em alguma coisa feliz.
– Alguma coisa feliz? – disse ele, a voz quebrada.
– Ainda estamos todos aqui. – sussurrou ela percebendo o quão fragilizado ele estava.– Ainda estamos lutando. Vamos, agora.
Houve uma faísca prateada, depois uma luz vacilante, então, com o maior esforço que já lhe custara, o veado irrompeu da ponta da varinha de Harry. Ele avançou em um meio galope e agora os dementadores realmente se dispersaram e logo a noite amornou, mas os sons da batalha circundante agrediam seus ouvidos.
– Obrigado, Luna.- disse Harry.
– E mais uma vez tenho de salvar você, Cicatriz.- zombou Malfoy sorrindo de lado.- Vê se não se acostuma.
– Vamos Harry!- chamou Ronald o lembrando de que tinham de ir atrás de Voldemort na Casa dos gritos. — Vamos pelo salgueiro lutador.
***
O Trio de ouro havia chegado à conclusão de que a Cobra Nagini só podia estar onde Voldemort estivesse, e Harry usando a ligação que tinha com o Lorde descobriu que ambos estavam na casa dos Gritos, e sendo assim decidiram ir até lá.
Granger não gostava nada nada dessa estória, por que raios Você-Sabe-Quem iria tirar Snape da batalha? Isso não podia ser bom.
Por um balançado segundo, enquanto os estampidos e barulhos da batalha enchiam o ar, Harry hesitou. Voldemort queria que ele fosse até lá fazer isso, queria que ele fosse... Estaria ele guiando Rony e Hermione para uma armadilha?
Mas a realidade parecia perto demais em cima dele, cruel e dolorosa: a única maneira de seguir em frente era matando a cobra, e a cobra estava com Voldemort, e Voldemort era o fim desse túnel...
— Harry, vamos... entra aí logo! – disse Rony, empurrando-o para frente.
Harry entrou vagarosamente na passagem de terra escondida entre as raízes da arvore. Era uma passagem muito mais apertada que da outra vez que tinham entrado. O túnel era baixo: eles tinham que se dobrar ao meio para se mover através dela há quatro anos, agora não tinha outra maneira senão engatinhar. Harry foi primeiro, sua varinha iluminou, esperando que a qualquer momento teriam que enfrentar algo, mas nada veio.
Eles se moveram em silêncio, o olhar de Harry estava fixo em um feixe de luz que vinha de sua varinha, segurando-a no punho. Até que finalmente o túnel começou a subir e Harry viu uma nesga de luz à frente. Hermione agarrou seu pulso.
— A Capa! — ela sussurrou. — Coloque a Capa!
Ela foi atrás dele e forçou a capa escorregadia em sua mão livre. Com dificuldade ele a arrastou para cima do corpo, murmurou “Nox” extinguindo a luz da varinha, e continuou de quatro, o mais silenciosamente possível, todos seus sentidos ressonado, esperando que a cada segundo seria descoberto, ouviria uma voz fria, veria uma luz verde.
E então ele ouviu vozes vindas de uma sala vindo diretamente da frente deles, camufladas apenas pelo fato que a abertura pelo fim do túnel pelo que parecia ser um velho engradado. Mal ousando respirar, Harry levantou-se para a abertura e passou por uma pequena passagem por entre a pedra e a parede.
O quarto a seguir, era muito escuro, mas ele podia ver Nagini, virando e girando como se estivesse debaixo d’água, em segurança em seu encantamento, a esfera transparente, que flutuava sem suporte no ar. Ele podia ver a ponta da mesa, e um longo dedo branco com uma varinha.
Então Snape falou, e o coração de Harry bateu enlouquecido: Snape estava a centímetros de onde ele estava agachado, escondido.
Hermione e Rony ficaram pelo lado de fora, certamente a capa já não conseguiria mais cobrir os três.
— ... Milorde, a resistência dele está caindo...
— E está assim sem a sua ajuda, — disse Voldemort, com sua voz aguda e clara. — bruxos talentosos acharam que você estava ajudando, eu não acho que você fará muita diferença agora. Nós estamos quase lá... quase.
— Deixe-me encontrar o garoto. Deixe-me trazer Potter para o senhor. Eu sei que posso achá-lo, milorde. Por favor.
Snape deu passos largos pela abertura, e Harry se afastou um pouquinho, deixando os olhos fixos em Nagini, imaginando se sabia algum Feitiço que poderia penetrar a proteção em volta dela, mas ele não podia pensar em nada. Uma tentativa mal sucedida entregaria sua posição...
Voldemort levantou-se. Harry podia vê-lo agora, vendo os olhos vermelhos, a face branca serpentina, a pele parecia emanar uma luz na semi-escuridão.
— Eu tenho um problema, Severo — disse Voldemort suavemente.
— Meu Lorde? — disse Snape.
Voldemort levantou a Varinha Mestra, segurando-a delicadamente e precisamente como um maestro.
— Por que isso não funciona comigo, Severo?
Em silêncio, Harry imaginou que havia ouvido a cobra sibilar enquanto virava e revirava – ou era a ira sibilante de Voldemort no ar?
— Meu lorde? — disse Snape reticente. — Eu não entendo. O senhor já fez mágicas espetaculares com essa varinha.
— Não, — disse Voldemort. — eu fiz minha mágica normal. Eu sou extraordinário, mas essa varinha... não. Não revelou as mágicas extraordinárias que me haviam sido prometidos. Não senti diferença dessa para a que sempre usei do Olivaras todos esses anos.
O tom de Voldemort era calmo, afável, mas a cicatriz de Harry tinha começado a latejar e pulsar: a dor começava em sua testa, e ele sabia muito bem que a fúria controlada de Voldemort começava a explodir.
— Nenhuma diferença. — disse Voldemort novamente.
Snape não falou. Harry não podia ver seu rosto. Ele imaginava se Snape teria sentindo o perigo se estava procurando as palavras certas para se esquivar de seu mestre.
Voldemort começou a caminhar pela sala: Harry não conseguia mais vê-lo por alguns segundos enquanto ele murmurava, falando no mesmo tom de voz controlado, com a dor e a fúria dentro de Harry.
— Eu tenho pensado longa e persistentemente, Severo... você sabe por que eu chamei você da batalha?
E por um momento, Harry viu o perfil de Snape. Seus olhos estavam fixos acima da esfera da cobra.
— Não, Milorde, mas eu aposto que me deixará retornar. Deixe-me achar Potter.
— Você falou igual a Lúcio. Nenhum de vocês entende Potter como eu entendo. Ele não precisa ser achado. Potter virá para mim. Eu conheço sua fraqueza, entende, sua grande falha. Ele odiará ver os outros lutando em sua volta, sabendo que é ele que eu quero. Ele vai querer parar isso de qualquer maneira. Ele virá.
— Mas, Milorde, ele poderia ser morto por outro que não o senhor...
— Minhas instruções aos Comensais foram perfeitamente claras. Capturar Potter. Mate seus amigos, quanto mais, melhor, mas não matem-no. Mas, não é sobre isso que desejo falar com você, Severo, não Harry Potter. Você tem me sido muito valoroso. Muito valoroso.
— Milorde sabe que só quero servi-lo. Mas deixe-me ir e achar o garoto, Milorde.- insistiu.- Deixe-me trazê-lo para o senhor. Eu sei que posso...
— Eu já disse que não! — disse Voldemort, e Harry viu uma certa vermelhidão em seus olhos quando ele se virou de novo, e o farfalhar de sua capa pareceu o sibilar de uma cobra, e ele sentiu a impaciência de Voldemort queimando sua cicatriz. — Meu problema no momento, Severo, é o que acontecerá quando eu finalmente ver o garoto!
— Milorde, com certeza não há o que questionar...?
— Mas há uma questão, Severo. Há.
Voldemort parou, e Harry pôde ver seu rosto plano de novo enquanto ele escorregava a Varinha Mestra pelos dedos brancos, encarando Snape.
— Por que as duas varinhas que eu usei contra Potter falharam?
— Hoje à noite, quando o garoto vier, a Varinha das varinha não falhará, tenho certeza. Ela responde ao senhor e ao senhor, apenas. — Afirmou.
— Será? -
– Milorde...?
O acesso de raiva parecia com uma faca na testa de Harry: ele enfiou o punho na própria boca para impedir que chorasse de dor. Ele fechou os olhos, e de repente ele era Voldemort olhando o rosto pálido de Snape.
— Minha varinha de condão fez tudo que pedi, Severo, exceto matar Harry Potter. Falhou duas vezes. Olivaras me disse sob tortura dos gêmeos Core, me disse para usar outra varinha. Eu o fiz, mas a varinha de Lúcio quebrou quando encontrou a de Potter.
— Eu não tenho explicação, Milorde.
Snape não olhava Voldemort agora. Seus olhos negros ainda fixos num ponto acima do globo protetor da serpente.
— Eu consegui uma terceira varinha, Severo. A Varinha Mestra, a Varinha do Destino, a Varinha da Morte. Eu a peguei de seu mestre antigo. Eu a peguei de Alvo Dumbledore.
E agora Snape olhava para Voldemort, e o rosto de Snape era uma máscara da morte. Estava vermelha e branca e continuava quando ele falou, era um choque ver que ninguém vivia por trás dos olhos fechados.
— Por toda essa longa noite quando eu estou a um piscar de olhos da vitória, eu sentei aqui — disse Voldemort, sua voz mal passava de um sussurro, — imaginando, imaginando, por que a Varinha Mestra se recusa ser o que provou ser, se recusa a se mostrar como a lenda diz que deveria com seu dono mais correto... e eu acho que tenho a resposta.
Snape não falou.
— Talvez você já saiba? Você é um homem esperto, apesar de tudo, Severo. Você tem sido um servo leal, e eu me arrependo do que possa acontecer.
— Milorde...
— A Varinha Mestra não pode me ser próspera, Severo, por que eu não sou seu mestre verdadeiro. A varinha pertence ao mago que matou o último dono. Você matou Alvo Dumbledore. Enquanto você viver, Severo, a Varinha Mestra não pode ser realmente minha.
Assim que Hermione entendeu o que Voldemort queria dizer, ela tentou ir até Severo, ela quis ir, no entanto Ron segurou-a e a manteve ali, segura. E ela entendeu que Snape não gostaria que ela arriscasse sua vida por ele.
— Milorde! — Snape protestou, levantando sua varinha.
— Não pode ser de outro jeito, — disse Voldemort. — eu preciso ser mestre da varinha Severo. Mestre da varinha, e mestre de Potter finalmente.
E Voldemort riscou o ar com a Varinha Mestra. Não aconteceu a Snape, que por um momento pensou ter sido poupado: mas então a intenção de Voldemort pareceu clara. A esfera da cobra estava rolando pelo ar, e antes que Snape pudesse fazer algo além de gritar, tinha caído sobre ele, enrolando seus ombros e sua cabeça, e Voldemort disse em língua de cobra.
— Mate.
Houve um terrível grito. Harry viu o rosto de Snape perder a pouca cor que tinha, ia ficando branco, seus olhos iam arregalando, enquanto a cobra enfiava suas presas em seu pescoço, e ele não conseguia mais empurrar a gaiola para longe de si, seus joelhos falhavam e ele caía no chão.
E Hermione o ouviu caindo, ouviu o grito agonizante e a cada segundo que permanecia ali se sentia mais destruída, não tinha reação, não tinha voz para gritar , não conseguia chorar, ficou em choque.
— Me arrependo disso — disse Voldemort frio.
Ele se virou; não havia tristeza nele, nem remorso. Era hora de sair dali e ir à carga, com uma varinha que agora iria funcionar completamente. Ele a apontou para a gaiola que protegia a cobra, que levitou alto, para longe de Snape, que caiu completamente no chão, sangue saindo dos buracos de seu pescoço. Voldemort saiu da sala sem olhar para trás e a enorme gaiola flutuou atrás dele.
De volta ao túnel e em sua própria mente, Harry abriu os olhos; ele tinha tirado sangue das gengivas na tentativa de não gritar. Agora ele olhava pelo pequeno buraco, vendo um pé em uma bota preta passando.
— Harry! — murmurou Rony atrás dele. Ele levantou um centímetro no ar e olhou para os dois lados. O mais silenciosamente que pôde pulou para dentro do quarto. Ele não sabia por que estava fazendo isso, por que estava se aproximando do homem moribundo: ele não sabia o que sentia vendo o rosto branco de Snape, os dedos tentando estancar o sangue do pescoço.
Hermione passou por ele rapidamente, e ao olhar para Severo seus olhos transbordaram em tristeza, ela colocou as mãos sobre o rosto e caiu de joelhos ao lado dele, soluçando alto, já não havia esperanças. O pescoço dele sangrava, assim como o seu coração.
Granger se sentia a pessoa mais ignorante do mundo, por não poder salvar o homem que amava, por não poder fazer nada do quê observa-lo morrer.
Harry também se ajoelhou ao lado dele, e naquele momento ele pareceu entender o que Rony quis dizer nos últimos meses sobre Snape e Hermione, de alguma forma Harry sabia como ela se sentia, afinal já tinha visto pessoas que amava morrerem em sua frente sem poder fazer absolutamente nada, mas isso tudo não diminuía o ódio que sentia pelo Comensal, sentia mais ainda, por fazer sua amiga sofrer, por fazer Hermione ter esperanças de que podiam ficar juntos, mesmo sabendo que não sairia vivo da guerra.
Os olhos negros encontraram Harry e ele parecia querer falar. Harry se abaixou ao lado dele, e Snape agarrou a frente de seu manto e puxou-o para perto.
Um som terrível, raspada, como um gargarejo veio de Snape.
— Pegue... isso... Pegue... isso.
Algo além de sangue saía de Snape. Azul prateado, nem gás nem liquido, saiu de algum lugar entre sua orelha e sua boca, e Harry sabia o que era, mas não sabia o que fazer – um frasco, conjurada de ar puro, foi enfiado em sua mão por Hermione. Harry colocou a estranha substância dentro dele com sua varinha. Quando o frasco estava cheio até a borda, Snape olhava e pensava, mas não havia mais sangue nele, seu aperto no manto de Harry afrouxou.
Severo sentia tanto por Hermione estar sofrendo. Não era pra ela ter visto aquilo, entretanto dessa vez ele não havia quebrado nenhuma promessa, pois nunca havia dado certeza à ela que voltaria.
Ele havia cumprido o juramento que fez à Lílian de proteger Harry, e o pacto que fez com Narcisa protegendo Draco, e também aquela promessa que fez a si mesmo; protegeu Hermione.
— Olhem... para... mim — ele sussurrou.
E ele precisava olhar pela ultima vez para os dois pares de olhos que outrora foram sua perdição, castanhos e verdes, enfeitiçado por eles, ele deu o seu ultimo suspiro; A mão segurando Harry caiu no chão e Snape não se mexeu mais.
***
Tudo bem que Snape havia morrido, mas e daí? Talvez fosse uma chance para Ron poder conquistar a Mione, aí ela iria perceber que aquilo que ela sentia era apenas uma paixão passageira. Não, que Ron tivesse desejado a morte de Snape... Mentira, havia desejado um pouco, mas isso é normal, não é? Qualquer homem em sua situação faria a mesma coisa... não importa. Snape morreu e ponto, deixando o caminho aberto para Ron, que por sua vez iria aproveitar ao máximo.
Embora Hermione soubesse que teria que sair da casa dos Gritos para destruir as outras Horcruxes ela não queria deixar Severo, mas Harry e Ron a arrastaram de lá, e antes de sair Hermione jurou que daria um enterro decente a ele. E ela foi, foi com um ódio desumano dentro do peito, queria torturar aquele maldito VOLDEMORT com sua própria varinha, milhares de vezes seguidas, queria vê-lo implorando por piedade, queria pisar em sua cabeça e esmaga-la tal qual se esmaga a cabeça de uma serpente. Maldito! Ah, mas ela queria tanto ser o Harry para ter o prazer de mata-lo, ela nunca tinha sentido algo assim, entretanto sua alma clamava por vingança, era a prioridade do momento.
Ah, por que Severo tinha que ir logo agora... logo agora que ela iria precisar tanto dele, ela e um outro alguém
***
Ron e Mione ficaram de destruir a Horcrux Taça de Hufflepuff, que se encontrava na antiga Câmara Secreta, ambos haviam conseguido; acharam a Taça no cofre de Bellatriz em Gringottes, e a destruíram com o dente do Basilisco, mas é claro que nada sairia tão fácil assim, após destruírem, a fúria de Voldemort veio por meio de uma onda d'água gigante. Não adiantou correr, pois ela os pegou deixando-os molhados.
Ronald e Hermione se olharam, apesar dela ter lhe dito que era tarde demais, ele não desistiria, mesmo vendo a situação em que ela se encontrava, triste, ele não hesitou em beija-la. Puxou-a para si e colou seus lábios nos dela, Hermione permaneceu imóvel, espantada pela atitude do ruivo. É claro que ela não iria corresponder, trairia a memória de Severo se fizesse isso. Ele acabara de morrer, será que Rony não tinha noção? Mesmo assim ela não o afastou. Logo que Ron se afastou percebeu que ela chorava, sentiu-se mal, no entanto, não conseguia se arrepender do que havia feito.
Granger precisava contar para alguém, mesmo que se arrependesse depois, Ron era seu amigo e nada mais que isso, precisava deixar bem claro e deixaria, ele de fato não iria querer nada com ela depois de saber o que ela descobrira há pouco tempo, quando esteve no chalé das conchas...
Ela se afastou, abaixou a cabeça e disse quase num fio de voz...
– Não... Ron... eu não posso.
– Mione...- Weasley tentou argumentar.
– Eu...eu... estou grávida!- lhe disse, um pouco hesitante.
A cabeça do garoto parecia girar. O quê? Grávida? Não... e agora? O futuro que ele havia planejado para os dois não tinha uma criança, ainda mais uma criança de outro. Entretanto, Hermione era sua amiga, e a mulher que amava, faria tudo para ajuda-la. Se lhe desse as costas a perderia para sempre...
Ele tinha certeza de que o amor que sentia, era suficiente para os dois.
– Isso me pegou de surpresa.- disse, enquanto afastava uns fios de cabelo do rosto da garota.- Escute, Hermione... eu lhe ajudarei com o seu filho. Eu conheço as tradições bruxas e um pouco das trouxas e sei o quão difícil é ser uma mãe... solteira, isso não será bom pra você nem para a criança, já vi coisas assim. A sociedade será cruel com vocês.- contou limpando o rosto molhado da garota.- Eu sei que você não sente nada por mim além de amizade, mas eu a amo muito e meu amor é suficiente para nós dois, não estou lhe pedindo em casamento, a não ser que você queira. Mas para talvez... morarmos juntos, somente para causar uma boa impressão, me deixe registrar seu filho.- ofereceu solene.- Por favor não recuse, eu só quero lhe ajudar. Snape é no momento um Comensal, assassino. Se der o sobrenome dele a criança, pense em como ela sofrerá...
Ele estava certo, Granger não havia parado para pensar naquilo...ele estava coberto de razão, mas não sabia se era o certo a se fazer, não queria trair a memória de Severo, nem criar sua criança longe do mundo bruxo, até por que no trouxa coisas assim já são um tanto normais, decidiu que pensaria nisso depois, pois ainda tinham uma guerra para ganhar e uma vingança para se fazer.
– Obrigada...ainda não sei o que vou fazer da minha vida...
– Tudo bem, eu entendo... pode responder depois... — Interrompeu-a, pegando em sua mão e saindo para fora da câmara, nenhum dos dois disseram mais nada, cada um mergulhando em seus próprios pensamentos, ao se aproximarem do Salão Principal, onde tinha muitas pessoas feridas, um Comensal cujo nome eles não sabiam, atacou Hermione, entretanto Ron foi mais ágil protegeu-a com um escudo, uma raiva lhe subiu a cabeça e ele não pode controlar as palavras...
– Ela está grávida, seu idiota! Estupore! — bradou, atirando o outro longe.
***
Draco procurava desesperadamente por Luna. Ela tinha ido ajudar Madame Pomfrey com os feridos. Mas a invasão de tantos Comensais na escola os separaram. Faltava pouco para o fim, Harry duelava com Voldemort do lado de fora do castelo.
Ouviu seu nome ser chamado. Seus pais o procuravam. Ficou aliviado em ver sua mãe bem.
– Meu filho!- a loira o abraçou apertado.- Vamos embora, querido.- pediu a mulher olhando para o garoto que estancara no lugar quando ela o puxara pela mão.
– Vá você, mãe. Tenho de encontrar a Luna.- o Sonserino beijou a testa da mulher e saiu em meio ao caos que se encontrava o castelo.
Muitos Comensais continuavam a duelar. Viu Bellatriz também lutando, há uns cinquenta metros à frente, ela duelava com três de uma vez: Hermione, Gina e Luna, todas empenhadas ao máximo, mas Bellatriz valia por todas juntas, e a atenção de Malfoy foi desviada quando uma Maldição da Morte passou tão perto de Luna que por menos de três centímetros não a matou...
Ele ergueu a varinha, avançando para Bellatriz.
– Estupore!- proclamou contra a tia que bloqueou rapidamente.
–Draco?- se espantou a mulher.- Seu traidor do sangue!- vociferou ao vê-lo se pôr na frente da loira.- Terei o prazer em matá-los juntos.-a Comensal maneou a varinha contra o grupo de jovens que se defendiam.- Estam todos aqui.- zombou a bruxa.- A sangue- ruim, a namoradinha do Potter e o meu querido sobrinho traidor do sangue. Quem eu mato primeiro?- Lestrange rebatia os feitiços com mínimo esforço.
– A MINHA FILHA NÃO, SUA VACA!
A sra. Weasley atirou sua capa para longe enquanto corria, deixando os braços livres. Bellatriz girou nos calcanhares, às gargalhadas, ao ver quem era sua nova desafiante.– SAIAM DO MEU CAMINHO! – gritou a sra. Weasley aos jovens, e, fazendo um gesto largo com a varinha, começou a duelar.
Draco observou com espanto e animação a varinha de Molly Weasley golpear e girar, e o sorriso de Bellatriz Lestrange vacilar e se transformar em um esgar. Jorros de luz voavam de ambas as varinhas, o chão em torno dos pés das bruxas esquentou e fendeu; as duas mulheres travavam uma luta mortal.
– Não! – gritou a sra. Weasley quando o Sonserino correu, em seu auxílio. – Para trás! Para trás! Ela é minha!
Centenas de pessoas agora se encostaram às paredes observando a luta, Bellatriz e Molly.
– Você está bem?- segurando o rosto pequeno, Draco perguntou para a Corvina antes de beijá-la.
– Agora estou.- garantiu sorrindo.
Malfoy quase se perdeu naquele azul celeste dos olhos da menina, mas um jorro verde o atraiu. O corpo de Bellatriz jazia no chão. Não sentiu nada ao ver sua tia morta.
– Malfoy.- o loiro se virou e encarou Granger com os olhos inchados e vermelhos.- Eu sei que Severo era seu padrinho...e que talvez você quisesse dar um enterro digno a ele.- chorou a garota. Granger sentiu dois braços a acolherem, e o cheiro de flores do cabelo de Luna, mostrou a Griffana quem a abraçava.
Draco respirou fundo digerindo a notícia.
– Onde ele está?- inquiriu contendo a tristeza que veio grudar em sua garganta. Perdera a única pessoa que poderia um dia ter sido chamado de pai por ele.
Sim, ele daria um enterro digno ao homem que o salvou da desgraça de ser um Comensal. Do homem que carregou o fardo de jogar para os dois lados na guerra. Que mal teve tempo para amar alguém verdadeiramente.
***
"Há um certo momento na vida, em que devemos dizer adeus, dizer adeus e seguir em frente, mas nem todas as pessoas estão preparadas para tal, nem todas não... nenhuma. Simplesmente porquê achamos impossível viver com a presença da ausência de alguém, alguém que por mais que estivesse longe você sabia que estava bem, e que tinha chances de voltar um dia. Mas, quando você o perde, é algo irreparável e não há nada que possa fazer para evitar o vazio que se apossa de sua alma, e é aí que você nota que nada, nada mesmo do que você fizer ou sentir irá mudar . Nem o amor é capaz de trazê-lo de volta, você é condenado a sofrer com a falta que ele lhe faz. Talvez você consiga esquecê-lo um dia e aí tudo o que vocês viveram, não passará de Memórias Perdidas."

¹ Tivemos que mudar o Patrono do Rony para urso, que significa proteção.
² Os dois patronos de Lebre são de Luna e Draco, todos sabem que Draco nunca pode fazer um patrono por não ter lembranças felizes, aqui a lembrança feliz dele é o seu primeiro beijo com Luna, por isso patronos iguais
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