Lost Memories - Snamione
38 Natal Agitado
Notas iniciais
Elizabeth andava contente pelos corredores do castelo, Havia vencido a partida contra Grifinória. Tinha visto sua mãe e o professor Snape conversando no camarote. Tudo dando certo.
Antes de chegar nas masmorras, ouviu alguém a chamar. Era Ted. Ele estava estranho, seus cabelos estavam alaranjados e uma expressão estranha no rosto.
– Está tudo bem, Ted?- indagou preocupada.
Lupin não sabia o que estava sentindo naquele instante. Ele amava a Vick. Tinha certeza disso, não é? No entanto, ele sentiu algo estranho se revoltar dentro de si quando viu James abraçando a Sonserina de um jeito tão intimo. Uma sensação que o levou a ir atrás dela. Precisava saber o que era aquilo que sentira.
– Está.- respondeu parando em frente a jovem.- É...parabéns pela vitória...
– Obrigada!- agradeceu envergonhada,- se ganharmos da Corvinal, pegamos sua Casa.- comentou sorrindo.
– A Corvinal é boa, será que passam por eles? -perguntou.
– Mas é claro! Vamos depenar aquelas aves...- debochou rindo.
Ted ficou encarando a morena à sua frente. Ela estava sorrindo daquela forma sarcástica que ela tinha. Um silêncio pairou entre eles, e o metamorfo não sabia porque iria fazer aquilo, mas fez. Se aproximou da moça segurando-lhe o rosto.
Lizz começou a ter dificuldade para respirar. Seu maior sonho estava acontecendo. Ela iria ser beijada por aquele que ela quis por muitos anos. Ela só podia estar sonhando...
Ted eliminou qualquer distância que havia entre eles, cobriu os lábios entre abertos dela com os seus. O beijo começou calmo, mas logo se tornou desesperado. Como se alguém fosse aparecer e cortar aquele momento.
Lizz puxou o menino para mais perto, aprofundando o beijo. Seu corpo tremia, seu coração disparava no peito. Arfou quando sentiu a parede bater em suas costas e o Lufano prensar seu corpo.
Lupin a ouviu arfar, e foi como se isso o fizesse recobrar a razão. O que ele estava fazendo? Ele amava Vick, certo? Ele gostava da Sonserina, mas era diferente...
– Droga!- praguejou ao romper o beijo.- Isso não devia ter acontecido Lizz...
– Por que?- indagou confusa.
– Por que você é minha amiga...eu amo a Vick...- disse embolando as coisas.- Eu não sei porque fiz isso. Me desculpe.- pediu realmente aflito por ter feito aquilo com a garota.
Elizabeth ficou pasma vendo o metamorfo ir embora pelo corredor. Seu dia estava sendo surreal. Primeiro, vê os pais conversando no camarote, depois ganha o jogo, o garoto por quem é apaixonada lhe beija, mas se arrepende depois...o que mais precisa acontecer pra que esse dia entre para os mais bizarros de sua vida?
Sua pergunta é respondida quando se vira para retomar seu caminho e encontra Potter parado, lhe olhando.
James tinha ido atrás da Sonserina no intuito de chamá-la para ir na confraternização que estava tendo na Sala Precisa. Mas seu chão ruíu ao ver a garota beijando Lupin. Algo no seu interior se quebrou.
– Petrificou é, Potter?- ironizou vendo o garoto paralizado na sua frente.
– Por que estava beijando aquele Lufano?- perguntou baixo sentindo o amargo na boca.
– Isso não é da sua conta.- retrucou ácida. Oras, eu beijo quem eu quiser!
– Claro, por que seria? Porque eu gosto de você! De verdade!- bradou.- Mas você não consegue ver nada além do idiota do Ted, que nem liga pra você!
– Não foi o que pareceu quando ele me beijou...- disse sarcástica.
– Ele só está brincando com você. Todos sabem que ele ama Victoire!
– Detalhes.- retrucou com o coração batendo estranho no peito.
– Você está sendo tola Elizabeth. Não consegue ver que sou Eu quem te ama?!
– Jeito estranho de amar. Ficando com todas as garotas dessa escola.- murmurou mantendo o rosto indiferente.
– Elas não significam nada! A única que eu sempre quis é você.- confessou.
– Acontece que, eu não posso dizer o mesmo! Eu... não gosto de você, Potter. Não sinto nada por você, nem amor fraternal... nada. - eu acho, sussurrou sua mente — Você é um idiota... jamais daríamos certo. — Por incrível que pareça, aquilo machucou mais a si mesma do gostaria que tivesse machucado ele, mas ela não sabia o porque.
– Quer dizer que é isso o que você pensa de mim? Um idiota?
– Claro, você só se mostra assim... fazendo jus ao nome.
– Ou é só isso que você quer enxergar?
– Não importa — Deu os ombros — Melhor esquecermos o que houve aqui.
– Qual parte? — Perguntou o garoto.
– A Parte da sua... hãn... Declaração?
– Você vive falando sobre as pessoas ao seu redor serem idiotas, serem isso e aquilo. Mas, não olha para si mesma... você é a idiota, Elizabeth, e só se dara conta quando for tarde demais... — Ao terminar, James pegou a direção oposta da garota.
***
Durante o café os jovens confabulavam sobre o que fariam no natal. Todos iriam pra casa no feriado, e os gêmeos estavam bolando mais um meio de juntar os pais.
– Já que você é da Sonserina, vai chamar ele pra ceiar conosco.- propôs Prince a irmã.- Daí os trancamos juntos no escritório da mansão...
– Hum.- murmurou a morena que olhava para Potter do outro lado da mesa. Ele que sempre sentava ao seu lado, agora sentava-se distante dela.- Vai passar o natal em casa, James?- indagou puxando papo com o Griffano que ainda não falara nada.
James terminou seu suco de abóbora e saiu sem olhar a menina. Parou na porta do Salão Principal para falar com uma garota de sua Casa que lhe desejava um bom feriado.
Lizz o viu sair. Mesmo que não adimitisse, não estava gostando daquele jeito que o menino a estava tratando. Frio, distante. Desde que ele se declarara pra ela, e a moça lhe dera um fora, a quase duas semanas, o Griffano vem evitando-a. Não fala, olha ou brinca com ela. Não que ela se importe com o idiota, mas ficara inquieta com esse gelo que ele estava lhe dando.
– Eu sabia que isso iria acontecer um dia...- comentou Prince olhando pra a irmã.
– O que?- perguntou confusa.
– Tá na cara que Jay se cansou de correr atrás de você maninha. O que ele deveria ter feito há muito tempo..- comentou um tanto irritado com a menina.
– Estou pouco me lixando pro Potter. Ele me faz um favor não me pertubando como antes.- rebateu sem se abalar. Mesmo que por dentro ela esteja numa luta interminável com seu coração que se afundava com a indiferença do moreno.
– Se você diz...- Prince deu os ombros.- Agora vai logo pra aula chamar o professor Snape pra ir cear conosco no natal.- mandou. Se a morena ficasse mais um pouco na sua frente, seria capaz de azarar ela por ter feito o que fez com seu amigo.
Franzindo os lábios em desagrado a Sonserina foi fazer o que seu irmão ordenara. Iria porque não aguentava mais aquele olhar que o jovem lhe dava, como se ela tivesse feito algo terrível, como ressuscitar Voldemort. Ela não tinha culpa se Potter era sensível demais e não aguentara ouvir a verdade.
– Inacreditável!- bradou Prince quando sua irmã tinha ido.- Essa menina só pode ser adotada!
– O que foi dessa vez?- indagou Char ao seu lado.
– Jay resolve expor o que sente por ela, lhe entrega o coração, e o que ela faz? Pisa em cima.- explicou irritado.- Onde essa mula vai encontrar um cara legal como James?
– Ela gosta dele, Prince.- afirmou a Corvina.
– Claro!- ironizou o moreno.
– Vocês garotos não enxergam nada.- murmurou balançando a cabeça em negativo.- Ela gosta dele, e tem medo de sofrer.- explicou calmamente.
– Amor é estranho. Meus pais ficam como cão e gato, por que eles não dizem o que sentem e ficam juntos logo?
– Faria isso, Prince? Diria o que sente correndo o risco de ser rejeitado?- inquiriu o olhando com expectativa.
– Certamente. Quando eu estiver gostando de alguém não guardarei pra mim.- assegurou.
Char o fitou decepcionada. Tinha a esperança dele dizer o que tanto a menina esperava desde o quarto ano quando se dera conta que o sentimento pelo Griffano era muito além de uma amizade.
– Vai passar o natal conosco também, não é?- perguntou o moreno.
– Ainda não sei...eu mando uma coruja avisando.- disse baixo ainda tentando entender o porque o jovem não dizia que gostava dela, se estava claro como água que era assim.
– Ok. Mas seria bom se fosse.
Prince percebera a mudança na garota, mas julgou ter relação com o natal. Sabia que a mãe da menina estava em vésperas de ganhar neném, e a Corvina estava sempre preocupada com a mulher.
***
O Sinal havia tocado, significava o fim da aula de Poções com Lufa-Lufa e Sonserina. Todos saíram da sala apressadamente, já que ninguém apreciava a companhia daquele professor. Elizabeth, por sua vez permaneceu no cômodo, tinha que colocar o plano em ação.
– Professor? — Chamou ao se aproximar da mesa do Mestre.
– O quê quer, Srta. Weasley? — Inquiriu, meio impaciente.
– Ah, eu só gostaria de saber se o senhor vai à festa de Natal na casa do Tio Harry, fiquei sabendo que ele lhe convidou.
– Não que isso seja do seu interesse, srta, mas eu não irei.
– Bem... Mamãe vai estar lá...
– Aonde a srta, pretende chegar? — Questionou, erguendo uma sobrancelha.
– Em lugar algum, senhor. Huh... é bem melhor que o senhor não vá mesmo, mamãe ficará muito irritada. Se me der licença, senhor, estou atrasada. Tenha um excelente dia. — E logo após isso, saiu da sala, iria contar para Prince o quê havia acontecido, se bem que não era nada demais.
Snape estava pensativo, havia recebido o convite de Potter, o homem tentava de todas as maneiras se desculpar por ter o odiado sete anos, o que para Snape era insignificante, já que nada do que tinham feito no passado iria mudar e nem ele gostaria que mudasse. No entanto, Severo nem tinha pensado no fato de que Hermione estaria lá, obviamente o cenoura ambulante também estaria, assim como outros homens... Droga, precisava ir também para se certificar de que nenhum homem arrastasse asa para sua Granger. Sim! sua. E também apenas para irrita-la, seria interessante vê-la irritada em meio à um monte de pessoas... Sim, ele iria.
***
Uns dias depois.
Hermione estava ajudando Gina na cozinha. Todos os anos elas trabalhavam juntas para fazer uma ceia digna de uma Weasley, já que Ronald e James tinham o apetite grande.
Os jovens estavam no quarto de James jogando vídeo game enquanto esperavam que o convidado mais aguardado chegasse.
– Achas mesmo que ele vem, cara?- perguntou Jay fazendo Desmond Miles pular em cima de outro cavaleiro.
– Lizz garante que sim.- Prince deu os ombros.
Potter ficou calado, por mais difícil que fosse, ainda estava evitando a morena, e não tocava no nome dela. Muito menos lhe dava atenção, mesmo ela estando linda naquele vestido, e seu perfume estar reinando em seu quarto.
Ele tinha se abrido para ela, e a moça tinha feito pouco caso de seus sentimentos. Estava farto de ouvir os insultos que a morena lhe dirigia.
– Eu disse que ele viria...- comentou Lizz que estava na janela e acabou por ver o professor vir na direção da casa. Seu irmão correu para seu lado incrédulo de que o homem estava ali mesmo.
James pausou o jogo e foi na janela também ver o ilustre convidado.
– Esse cara não tem medo de morrer? Tia Mione vai enfartar quando ver ele, e logo depois vai azarar ele...- constatou Potter.- Vamos lá, quero ver de perto a festa.- riu saindo do quarto.
Os jovens desceram as escadas correndo e chegaram no instante que Harry abria a porta para o visitante.
– Snape!- exclamou realmente surpreso.- Fico feliz que tenha aceitado o convite.- Potter deu passagem ao homem.
Snape trajava um sobretudo azul escuro, o qual ele tirou e pendurou no cabideiro perto da porta. Por baixo do sobretudo, vestia suas costumeiras vestes negras.
– Vejam quem chegou!- proclamou o menino-que-sobreviveu conduzindo o ex-professor até a cozinha onde estavam as mulheres.
Hermione se engasgou com o vinho que tomava enquanto preparava a salada. De todas as pessoas que poderia estar na sua frente, Severo Snape era de longe a primeira da sua lista. O que diabos ele estava fazendo ali?
– Sente-se sr. Snape. Aceita um vinho?- perguntou a sra. Potter lhe entregando uma taça.
– Obrigado sra. Potter.- agradeceu depois de ser servido.- Boa noite Granger.- saudou debochado sorvendo do líquido.
– Nem tanto assim, Snape.- sibilou a morena. Snape segurou o riso ao ver que ela estava irritada com sua presença ali.
Hermione não deu atenção ao homem. Se o fizesse seria incapaz de fazer algo bem feito para a ceia. Resolveu terminar de fazer o recheio da torta holandesa de maçã.
– Professor, resolveu vir...- saudou Elizabeth entrando na cozinha com os meninos.- Estamos felizes com sua presença.
– A srta. é muito gentil. Não sei de onde herdara tamanha educação...- provocou o professor.
– Eu me pergunto a mesma coisa.- comentou Granger fitando a filha. Por que a menina estava sendo amável com aquele casca grossa?- Certamente não puxou ao pai.- murmurou lavando as maçãs.
Severo acreditava que ir aquela casa, passar um tempo com aquelas pessoas seria um martírio. Mas até que estava sendo engraçado ver Hermione desconcertada.
Snape foi com Harry a sala. Iria deixar a morena em paz, por enquanto.
O som da campainha soou, e Gina pediu que o filho atendesse.
– Se for mais uma daquelas meninas vindo me chamar de sogrinha, essa ceia vai ter ensopado de galinha...- comentou baixo para a amiga que riu. Porém, Elizabeth ouvira, e não gostara nada do que sentiu.
O recém chegado era Charlotte. O sorriso de Prince se alargou ao ver a Corvinal.
– Pensei que não viria.- confessou abraçando a jovem.
– Só posso ficar um pouco. Logo tenho de voltar, Thobias precisa de mim...- informou entrando na cozinha e saudando as mulheres que ali estavam.
– Quem é Thobias?- murmurou Prince para James que deu os ombros.
– Ficante?- sugeriu Potter.
– Char não é disso.- assegurou.
– Namorado?
Prince franziu a testa pensando se Thobias seria um namorado. Por que a garota nunca falara nesse moço? Nunca lhe dissera que estava interessada em ninguém.
– E por que ela não me disse que estava namorando?- perguntou.
– E por que diria? Você é o pai dela, por acaso?- zombou Jay escorando nas escadas.
– Oras, somos amigos. Amigos contam essas coisas, não é?- indagou olhando para Char que estava picando maçãs com sua mãe. Ele não gostara de saber que a menina estava namorando um Thobias.
– Vai ver não é nada sério. Relaxa cara.- propôs batendo no ombro do amigo e subindo para o seu quarto para retomar o jogo.
***
Os adultos já estavam alegres. Passavam das dez da noite quando Lizz chamou o professor Snape para conversarem no escritório.
– Diga o que quer srta. Wealsey.- perguntou logo que entrou no local.
– Professor, eu sei que o senhor gosta da minha mãe, e eu tenho algo que pode te ajudar a conquista-la. Me espere aqui que vou buscar.- disse saindo do escritório e fechou a porta. Logo encontrou o irmão e fez sinal pra este ir fazer sua parte e foi para o quarto tentar falar com James.
Prince foi até a escada e chamou pela mãe. Teria de dar certo. Daquele dia não passava. Seus pais iriam se entender.
– Mãe! Pode vir até o escritório!- chamou.
– Espera um pouco, querido!- retrucou a mulher.
– Rápido mãe!- pediu.
– Okay!- bradou irritada por parar com a decoração da mesa. Prince ouvindo a mulher, correu escadas à cima.
Hermione limpava as mãos em um guardanapo e saía da cozinha para atender o filho. Viu Ronald entrar na casa.
– Boa noite, Mione.- saudou beijando o rosto dela.
– Ah Rony, me faz um favor, vai ver o que Prince quer no escritório...- pediu retornando para a cozinha.
O ruivo seguiu para o local que estava com a porta fechada. Abriu a porta e entrou.
Prince ao ouvir a porta do escritório se abrir e fechar, correu para selar o lugar. Daria duas horas para eles se entenderem.
Ron ao entrar no cômodo e ver Snape, entendeu o quê as crianças tinham tramado e tentou abrir a porta, tentativa em vão, já que ela não abria nem com magia. Merda, sussurrou.
– Weasley... — Rosnou.
– Snape...
– Você deveria educar melhor os pestinhas dos seus filhos! — Disse, ao perceber que estavam trancados, tentou vários feitiços e nada... Malditos Weasley!
– E você deveria saber que isso é dever do pai!
– Exatamente, seu projeto de anta.
– Eu não sou mais seu aluno, Snape.
– Conte-me uma novidade agora, Weasley.- disse sarcástico.
– Até hoje eu não consigo entender o que Hermione viu em você...
Agora Snape tinha certeza, Hermione e o cabeça de tocha não tinham mais nada, e pelo modo como ele dizia, talvez nunca tiveram.
– Ainda com dor de cotovelo, Weasley? Já faz tantos anos, pensei que já havia superado.- zombou.
– Cale...
– Você tinha Granger aos seus pés, todos notavam, menos o babaca Weasley.
Agora Severo havia mexido no ponto fraco de Ronald, o arrependimento por não ter dado atenção aos sentimentos de Hermione, até hoje se arrependia.
– Você não tem moral para estar dizendo isso à mim! — Bradou Ronald, e imediatamente Severo o segurava pelos colarinhos prensando-o numa parede, pouco se importando com os obejetos que caiam e se quebravam.
– Se quer dizer algo diga logo! Não seja um homem de meias palavras! — Devolveu o mais velho.
– Você está fazendo a mesma coisa com Hermione... Ela está sofrendo. Sofrendo por você! Continuo sem entender o que ela viu em você, Snape. Velho, ex- comensal, arrogante, frio, calculista. Uma maldita serpente traidora!- vociferou, tentando se soltar.
Aquilo foi demais, já tinha ouvido demais daquele verme ruivo. Quem ele pensava que era? Num impeto, Snape desferiu um soco na cara de Ron, e poucos segundos depois o sangue já escorria pelos lábios do mesmo. Ronald tentou revidar, mas foi acertado por outro no mesmo lugar. Se afastando, com os olhos faiscando em fúria Severo apenas disse:
– Seria covardia de minha parte duelar com você, Weasley. Conheço suas habilidades em magia, não quero matá-lo.
– Quer tentar? — Perguntou Ron, empunhando a varinha, e Snape fez o mesmo.
Granger ria do caso que Harry contava quando os jovens adentraram a cozinha.
– Mãe?!- exclamaram juntos confusos.- Onde está o professor Snape?- inquiriu o moreno.
– Ele não estava com você, Lizz?- perguntou Harry.
Os gêmeos se entre-olharam aflitos o que não passou desapercebido pela Granger.
– O que vocês aprontaram?- inquiriu sabendo que era o fato principal.
– Nada...- devolveu Prince.
– Onde está Ron? Pedi a ele que fosse ver o que tanto queria.- comentou a mulher.
– Droga!- praguejou correndo até o escritório.
– Melhor ficarmos de fora....- propôs Harry vendo que o caldo iria engrossar para os gêmeos.
Prince estava parado na frente da porta do escritório. Conseguia ouvir o barulho de vozes exaltadas.
– Prince, diga o que fizeste?- pediu a mãe.
– Bem, eu "acidentalmente" tranquei o professor Snape e o tio Ron no escritório...- disse baixo, mas a mulher ouvira.
– Você ficou louco?!- bradou Granger pegando sua varinha.- Querem iniciar a terceira guerra bruxa?- Hermione tentou abrir a porta sem sucesso.- Abra isso logo, Prince!- gritou ao ouvir barulho de coisas se quebrando.
Antes que os dois homens pudessem lançar qualquer azaração Granger entra pela porta furiosa.
– Abaixem já essas varinhas, parecem duas crianças! — Apesar de ter visto Ron sangrando e Snape intacto, ela se aproximou dele, perguntando; — Você está bem?
– Perfeitamente bem, Granger. — Respondeu, saindo feito um furacão da casa. Aquele natal já tinha dado o que tinha de dar.
Hermione olhou para os filhos que olhavam tudo com espanto.
– Vocês passaram dos limites!- bradou Granger.- Onde vocês estavam com a cabeça para fazerem uma brincadeira dessas? Com Ron que cuidou de vocês como um pai...- disse irritada fitando os filhos.
– Mas não é!- retrucou o menino.- Apreciamos a dedicação do Tio Ron, agradecemos pelo que ele fez cuidando da gente.- disse olhando para o ruivo que se mantinha calado.- Mas sabemos que ele não é nosso pai!- Prince gritou.- Sabemos que Snape é nosso pai.
– De onde tirou essa sandice, menino?!- Hermione tremia por dentro. Como seus filhos sabiam?
– Não graças à você mãe.- rebateu o Griffano.
– Snape não é...- começou a mulher.
– Mãe, não precisa mais mentir, sabemos a verdade...
– Mione, chega.- pediu Ronald.- Eles já estão grandes pra saberem. Não negue isso a eles.
– Ok.- disse cansada. Olhou para o amigo que a ajudou por anos. Ele estava certo. Seus filhos tinham o direito de saber a verdade. Depois veriam o que fazer com ela.- Snape é sim o pai de vocês.
– Isso! Eu sabia!- exclamou Prince feliz por ouvir a verdade da própria mãe.
Snape que voltara para buscar seu sobretudo havia ouvido os gritos da mulher contra os filhos. Queria ver qual o castigo que os pestinhas iriam ter. Mas de todas as coisas que poderia ouvir, aquela era sem dúvidas a mais perturbadora.
– O quê você disse, Granger? — Perguntou Snape, parado no batente da porta, incrédulo.
– É isso mesmo que você ouviu, Snape. São seus filhos — afirmou Ronald — Sempre esteve na cara.
– Ron!- repreendeu Granger.
– Chega Mione, já passou da hora desse cabeça dura enxergar a verdade.
As palavras não saiam de sua boca, ele também não queria dizer nada. Confusão, era isso o que acontecia dentro de si. Aquilo não fazia sentido, ou talvez fizesse, ele não tinha parado para pensar nessa possibilidade. Precisava pensar. Girou nos calcanhares e seguiu em direção à saída.
Hermione queria dizer tantas coisas a ele, explicar tudo... Mas, ele estava indo embora, e por impulso ela o seguiu, sem se importar com a roupa que vestia saiu em meio à neve, sem se importar com o frio...
– Severo! — Ela o chamou, mas ele já tinha desaparatado.
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