Lost Memories - Snamione
20 Lost Memories
Notas iniciais

" Bem vinda de volta srta. Granger."
O velho diretor ajudou-a se levantar. Lhe entregou uma poção para que restabelecesse suas energias.
– Obrigada, professor.- agradeceu de pé, depois que suas energias estavam de volta.- Quanto tempo se passou?- inquiriu entrando no castelo ao lado do senhor.
– Uns dez minutos ou mais.- respondeu simplesmente.- Ah, srta.Granger. Creio que seja melhor passar a noite na Sala Precisa. Suas amigas estranhariam vê-la chegar com essas roupas.- pontuou parando de andar e olhando para a garota abatida.- Vai dar tudo certo. Severo tem um bom coração, ele irá entender.- assegurou o homem.
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Depois de mais uma reunião com o Lorde das Trevas, Severo decidiu ir para a sua casa na rua da Fiação. Estava cansado e sujo. Tomaria um banho e depois iria para o castelo.
A vida de espião era por demais cansativa e cada vez se tornava mais perigosa. Às vezes queria que o Lorde das Trevas o descobrisse e o matasse logo, para que aquele tormento acabasse.
O homem já estava banhado e de roupas limpas. Tomava uma xícara de chá, para ver se aquela dor de cabeça passava. Viu com desgosto e indignação, que Rabicho não tirara o pó da lareira. Passou o dedo e viu a camada grossa de sujeira. "Imprestável." Pensou ele. Seus olhos pararam em um globo de neve comum, mas que estava brilhando. Não se lembrava de quem ganhara aquilo. Forçou a memória e a dor de cabeça foi forte fazendo-o largar o objeto que caiu no chão se quebrando.
– Diabos!- disse vendo os cacos no chão. Viu também um pequeno pedaço de pergaminho sujo. O pegou, era menor que seu dedão. Mas, tinha uma palavra escrita: Engorgio.
Apontando a varinha, recitou o feitiço. O pergaminho ficou maior, mostrando ser uma carta. Uma carta para ele. "Estranho", pensou analisando o papel.
"Querido Severo, quando ler isto já devo estar de volta. Pode estar estranhando, mas lhe garanto que não é uma brincadeira, longe disto. Eu queria estar ai pessoalmente lhe contando tudo, mas Dumbledore achou que dessa forma seria melhor, por isso, estou aqui lhe escrevendo.
Para você faz quase vinte anos que não nos vemos, mas pra mim, foram apenas alguns minutos desde que o deixei na Sala Precisa, dormindo."
Severo sente uma forte dor de cabeça que quase o derruba, porém mantem os olhos abertos para continuar a ler aquela carta que se tornava cada vez mais curiosa.
" Sinto muito ter que fazer isso, mas não posso afetar o tempo. Isso causaria um paradoxo, e eu provavelmente deixaria de existir. Me desculpe, não era minha intenção lhe conhecer, mas também não me arrependo. Você era encantador, e eu não pude evitar me apaixonar."
– Quem me deu essa porcaria?! Se eu pego quem está fazendo essa brincadeira...- resmungou procurando alguma assinatura na carta. Pegou a base do globo quebrado e também não encontrou nada que desse indicios de quem ganhou aquilo, apenas suas inicias talhadas numa plaquinha junto de mais duas HG.- Argh.- gemeu pela dor que sentiu ao tentar lembrar de quem poderia ser as inicias. Tornou a ler a carta na tentativa de encontrar algo que delatasse quem a mandou.
" Eu sei que não devia, Não devia me deixado levar pelo amor. Por esse amor, porém, nesses cinco meses você me fez tão feliz, e pelo que você dizia, eu também lhe fiz. E se eu pudesse, eu teria ficado somente por você, e pra você. Sei que você não se lembra de mim, mas quando o sentimento é verdadeiro nada, nem o tempo é capaz de apagá-lo.
Severo, não pense que por fazer isso queira dizer que não lhe amo. Longe disso, como não amar você?
Foi com você que dei meu primeiro beijo, você foi meu primeiro namorado e meu primeiro homem.
Agora eu sou capaz de lhe compreender, foi o amor, a falta dele que te deixou assim recluso nesta couraça de indiferença e frieza. Também sei sobre o amor que ainda nutre por Lílian, sei que não posso competir com ele e que ele nem se compara ao que você sentiu por mim, porém eu estou disposta a mudar isso e se você quiser posso me tornar uma presença constante em sua vida novamente.
Preciso ir. Se eu pudesse ficaria com você neste tempo. Mas pessoas precisam de mim, e tem o paradoxo. Dumbledore está me chamando. Chegou a hora de voltar. Deixei uma coisa pra você ver. Está com o diretor, depois que ver e se quiser, me procure onde demos nosso primeiro beijo. Espero que me perdoe, Sevie.
Com carinho
H.J.G."
Sem esperar muito, o homem aparatou nos portões de Hogwarts. Estava furioso, se aquilo fosse uma brincadeira daqueles pirralhos cabeças ocas, arrancaria todos os pontos de sua Casa e daria detenção até o fim do ano letivo.
Entrou sem bater na sala do diretor. Seu rosto estava retorcido pela carranca de mau humor misturado à cólera que sentia, e pra piorar tinha aquela maldita dor de cabeça que veio e persiste em ficar lhe causando tonturas e alucinações. Odiava ficar sem entender as coisas, e não estava entendendo porra nenhuma sobre aquilo.
– Severo.- saudou o senhor sem se importar pela entrada abrupta do professor.
– Alvo. Pode me explicar que palhaçada é essa?!- vociferou jogando o pergaminho velho na mesa do diretor que passou rapidamente os olhos pela carta e suspirou.
O velho diretor se levantou, foi até a estante de livros e pegando um o abriu. Era um livro de fundo falso, onde havia um frasco transparente escrito o nome do mestre em Poções.
– Pegue aqui, Severo.- estendeu-lhe o frasco. Snape viu que se tratava de uma memória. Não podia ser dele, pois nunca deu nenhuma ao diretor.
– De quem é?- Severo ainda estava tenso e raivoso.
– Sua.- sorriu.- Vou deixá-lo ver sozinho.- com um floreio trouxe a penseira até eles.
– Se isso for algum tipo de brincadeira, você verá do que sou capaz.- rosnou abrindo o frasco. Despejou o conteúdo na penseira e mergulhou sua cabeça em borrões...
"Com licença.- soou uma voz conhecida.- Er, desculpe, não quis te assustar.- corou a menina.
– Pare de bisbilhotar nas coisas alheias, garota.- repreendeu se curvando vetando a visão da morena.
– Você inventou o Abaffiato?!- arfou perplexa.- Brilhante!"
" – Sabia que não estava bom.- murmurou vendo ela rir.
– Bom? Severo, você é brilhante!- disse sem pensar o primeiro nome do menino.- Vamos testar?- indagou animada.
– Agora?
– É. Anda, teste comigo.- ela se levantou."
" – Snape, acho que você tem complexo.- afirmou.- É claro que vai tirar uma ótima nota com esse feitiço.- Hermione lia a explicação e a forma de executar o feitiço.- Já testou?
– Vai ser minha cobaia, Granger?- sorriu de lado.
– Só mais desta vez.- entregou o livro à ele.- Não se acostume.- adivertiu rindo. "
" Sinto muito Severo.- em um ato de companheirismo segurou a mão fria do menino.- Não fique assim.- pediu vendo a dor nos olhos do agora, amigo.- Você é jovem, tem muito o que viver ainda. Não digo que isso nunca mais vai acontecer, pois as decepções da vida são constantes e inevitáveis, estamos sempre sofrendo, para aprender algo. Dizem que tudo termina bem, se não está bem, é porque ainda não terminou...- lhe sorriu. "
" Quem quer ver a cueca do Seboso?
– Everte Statum!- bradou furiosa. Potter foi jogado no ar dando piruetas antes de cair no chão. Sirius se virou assustado, mas pronto para atacar quem fosse, só não esperava ver Granger ali, apontando a varinha para ele.- Eu não faria isso se fosse você, Black.- rosnou entre os dentes.
– Nós só estávamos brincando, Granger.- dissimulou Almofadinhas.
– Eu não estou vendo Snape rir.- informou arqueando uma sobrancelha.- Saia da minha frente Sirius. E não volte a "brincar" dessa maneira com Snape. Sou ótima em feitiços e adoraria testar alguns.- falou sorrindo, controlando a vontade de azarar o menino. "
" – Acho que fiz merda, Granger.- murmurou enquanto ela lhe ajudava a se levantar.
– Depois você fala, primeiro vamos á enfermaria.- decretou passando pela porta de entrada do castelo. "
"Granger, por que não fica em Hogwarts até a formatura?- perguntou Severo.
– Não posso. Tenho coisas para fazer, meus amigos precisam de mim...
– Eu também preciso..."
" – Dizer diminui o peso da coisa.- o garoto usou as mesmas palavras que ela lhe dissera antes.- Somos ou não amigos?
– Somos.- respondeu sorrindo.- E nem sei porquê.- debochou.
– Oras, você é muito desaforada, sabia? "
" – Vai brigar comigo por causa daquele idiota?- o escárnio era evidente na voz e face do garoto.- Foi ele quem me agrediu primeiro!
– Depois de você praticamente chamá-lo de aberração.- murmurou.- Eu faria o mesmo.
– Eu não chamei...- franzindo a testa percebeu que ela sabia da condição do maroto.- Tudo bem.- disse rendido.- Me desculpe, ok.- pediu observando o rosto dela, as sardas no nariz arrebitado, o contorno dos lábios que ela mexia enquanto falava com ele alguma coisa que nem se quer dera ouvidos, apenas concordava com sons. "
" – É Beethoven. Poure Elise.- explicou
– Belíssima.- pontuou desligando o gravador e vendo como ficara o som.
– Bem, é essa que eu vou lhe ensinar hoje.- avisou transfigurando uma partitura. "
" – Você não vai lá naquela casa, Granger.- sibilou.- Eu não vou deixar.- disse categórico.
– Então venha comigo.- pediu delicadamente segurando-lhe a mão.- Venha comigo ajudá-lo.
– Ninguém irá até lá. Eu não vou e você também não!- bradou puxando-a de volta para o dormitório.
_ Severo! "
" Hermione vamos! Ele está se transformando!- Severo foi até ela e puxou a morena pela mão.- Temos que dar o fora daqui.- arrastou a menina pela escada enquanto ouviam os gemidos e urros do outro. Correram para a porta escutando gritos e barulhos de garras arranhando as paredes. O som de Poure Elise soava ao fundo.
– Severo!- o abraçou forte choramingando.- Me desculpe...
Acariciou o rosto da menina e juntou seus lábios nos dela calando-a. "
" O que acontece agora, Severo?- disse num fio de voz.
– Eu não sei o que você quer, mas eu não quero que isso acabe aqui.- rodeou o rosto dela com as mãos como uma moldura, para registrar aquele momento.- Quero ser seu amigo e companheiro. "
" Hermione, quer ser minha namorada?- perguntou tendo uma amostra grátis de como era um ataque cardíaco.
– Sim."
" Você é uma viajante?- questionou se levantando perdido.
– O quê?- se fez de desentendida.
– Não minta pra mim, Granger!- rugiu nervoso sem se importar com a presença do senhor.- Chega de mentiras!- ficou de frente a menina que se encolheu assustada pelos seus olhos escuros."
" Foi um acidente...- lamentou chorosa soltando seu corpo no sofá.- Eu não podia contar, isso influenciaria o futuro...eu poderia deixar de existir...- gaguejava em meio ao choro.
– Iria embora sem me contar? Me abandonaria?- se juntou à ela no sofá, o coração do rapaz batia frenético no peito. Algo que ia além do medo. Puro terror."
" Feliz natal, Severo.- Granger estendeu-lhe um pacote.
– Obrigado.- sorriu pegando o presente. O abriu ansioso. Era um globo de neve. Dentro havia pequenos patinadores em um lago congelado. Na base de madeira tinha uma plaquinha com as iniciais S.S & H.G.- Incrível.- afirmou beijando-a."
" Hermione...- ronronou sentindo o calor que ela emanava.- Tem certeza de que é isso o que quer?- perguntou com a respiração descontrolada venerando o rubor do rosto jovem em baixo de si. Nem saberia o que fazer se ela o refreasse.
– Nunca estive tão certa de alguma coisa.- confessou apreensiva. Era o que queria, ser dele. Mas não podia deixar de se sentir nervosa.- Quero que seja meu primeiro homem.- afirmou.- Meu primeiro, e único. "
" Estava fazendo isso escondido? Iria usar magia negra?- se espantou.
– Se isso fizesse você ficar...- deu os ombros."
" Existe uma diferença entre Querer e Poder.- falou próxima a ele.- Não posso ficar, pois pessoas precisam de mim, tem meus pais e isso afetaria o futuro, eu provavelmente deixaria de existir.- repetiu relaxando os ombros e se sentou no colo do moreno de frente para ele.- No entanto, eu quero ficar. Merlim sabe quanto eu quero ficar aqui com você.
– Então me deixe procurar uma forma de você ficar sem causar danos no tempo.- pousou as mãos na cintura fina da garota. "
" Sempre?- indagou com um fio de voz.
– Sempre.- afirmou convicta da promessa. "
Severo voltou ofegante, confuso e nervoso. Um enxame de sensações e sentimentos antes esquecidos estavam ali outra vez. Sentou-se na cadeira ainda atordoado pelas lembranças.
Aquele terrível vazio que o invadia sempre, o buraco negro que lhe engolia. Era como estar enterrado clandestinamente todos aqueles anos, sem lembranças, somente com a dor, a escuridão que se apoderou de seu coração sem ter escolha em aceitá-la.
– Severo?- chamou o diretor vendo o moreno com os olhos perdidos.
Snape fitou o senhor, a quem ele respeitava e admirava. Por que fizeram aquilo? Queriam que sofresse? Queriam rir dele?
– O que vai fazer agora?- perguntou o velho bruxo.
– Nada. Isso não muda nada.- respondeu seco. Mas seu peito estava pulsando rápido.
– Severo, fale com a srta. Granger.- aconselhou.
– Por que eu faria isso, Alvo? Não temos nada para falar.- as lembranças vinham arrebatadoras. Sentia-se fraco e vulnerável percebendo o quanto sentiu falta dela esses anos sem saber. De como a via ser a brilhante aluna e aquilo lhe dava um certo orgulho que ele tratava de esconder debaixo de sua máscara.
– Me lembro bem de quando ela partiu.- divagou o diretor.- Estava sofrendo muito, mas voltou na esperança de reencontrá-lo aqui. Foi difícil para ela, tanto quanto está sendo agora para você.
Severo queria gritar para que aquele homem calasse a boca. Que parasse de dizer aquelas bobagens. Ele e Hermione não tinham mais nada a falar, não tinham nada.
– Ela o esperará amanhã depois do jantar.- informou Dumbledore saindo do gabinete.
Snape não queria ver Hermione, nem pintada de verde Sonserina recitando o lema da Casa das serpentes. Ela não merecia aquilo que ele estava sentindo. O pior era que nem ele se achava merecedor de tal sentimento.
Ainda irritado foi para seus aposentos tentar pensar no que iria fazer. Por mais que não quisesse vê-la, teria de ver, uma vez que a criatura era sua aluna. "Mais um motivo para não ir a diante com essa sandice. Aluna e professor juntos? A sociedade não aceitaria esse absurdo ." E nem ele queria aceitar.
– Droga!- rugiu quando se viu só em seu quarto nas masmorras.- Maldita irritante sabe tudo!- praguejou enquanto bebia atordoado direto do gargalo uma garrafa de Uísque de Fogo.- Por Salazar, o quê faço agora?...
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Hermione dormiu muito mal. Todas as vezes que fechou os olhos via Severo.
Foi para seu dormitório na torre da Grifinória pôr o uniforme. Ao entrar a saudade que sentia bateu forte que se viu chorando enquanto via Gina dormindo. Nem precebeu como tomou banho e se vestiu. Ao sair do banheiro emcontrou a ruiva já acordada e vestida. Controlou a vontade de correr e abraçar a amiga. "Certamente pensaria que estou louca pela atitude." Ruminou internamente. "Tente agir normalmente." Se ordenou acompanhando a garota até o Grande Salão.
Instantaneamente seus olhos foram parar na mesa dos professores a procura daquele par de mar negro. Mas estes não estavam ali. Voltou seu olhar para o diretor que sorriu elevando sua taça para ela.
Forçou-se a comer algo e a manter um diálogo com os colegas de casa ali presentes, no entanto, não se desligava do mestre em poções.
Logo Harry e Ronald apareceram na entrada do Salão. Então, foi demais para ela. Correu abraçando os amigos.
– Bom dia, Mione!- riu Potter da recepção estranha.
– Está se sentindo bem?- indagou Weasley rubro saindo do abraço.
– Bom dia! Estou muito bem...- afirmou sorrindo. Fazia tempo que não os via e estava sendo bom reencontrá-los.
– Por que esse abraço, Hermione?- questionou Hsrry indo para a mesa tomar seu café.
– Oras, não posso abraçar meus melhores amigos?- sentaram.
Rony olhou para o amigo se perguntando se a morena estava louca.
– Mas, ontem brigou conosco por causa do livro do Príncipe Mestiço.- pontuou Potter.
– Isso é passado.- decretou a Griffana tornando a olhar para a mesa dos professores. Ele ainda não aparecera.
– Mesmo?- estranhou o moreno.- E todo aquele blá blá blá de que é perigoso confiar em um livro estranho, em ?
– Passado também.- afirmou ainda procurando por Snape.
Os garotos deram os ombros e comeram o café da manhã.
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Granger já começava a se preocupar. Não vira Severo o dia todo. E ficara sabendo que nem na aula ele aparecera. "Teria acontecido algo ruim a ele?" Foi até o gabinete do diretor quando saiu da última aula. Se alguém saberia como lhe ajudar, esse alguém era o bruxo.
– Com licença, professor.- pediu entrando na sala após bater.
– Entre srta. Granger. Aceita varinhas de alcaçuz?- perguntou sorridente mordiscando o doce.
– Não, obrigada.- agradeceu ainda ansiosa.- Eu gostaria de saber do Severo.- comentou.- Ele ainda não sabe?- questionou baixo.
– Oh, ele já sabe srta. Me apareceu aqui pouco tempo depois de acompanha-la até a Sala Precisa. Eu disse que a senhorita o esperaria hoje depois do jantar. Não era isso?
– Sim. E ele irá?
– Não disse. Mas demos um tempo a ele. Está tudo voltando para ele de uma forma rápida que o assusta.- mordiscou mais o doce.- Vá até onde marcaram. Se ele não aparecer, espere ele aceitar as coisas para uma nova aproximação.
Hermione não queria esperar para ter Snape junto de si. Mas era preciso tempo para aquele cabeça dura entender as novas circunstâncias.
– Obrigada professor. Vou indo então.
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"Raios!" Gritava a mente do homem. Não era pra ele estar ali. Ele estava com raiva ainda pelo o quê ela lhe fizera.
Só estava ali para dizer poucas e boas a ela e seguir seu caminho sem mais nenhuma intromissão. Não tinha motivos para estar ansioso, ou com as mãos suando frio. Parecia um adolescente bobo em seu primeiro encontro. Ele não precisava ficar daquele jeito por causa dela. Ela não era nada.
Consultou mais uma vez seu relógio de bolso. O jantar havia acabado pouco mais de vinte minutos e nenhum sinal da garota. Por que se atrasaria? Teria desistido? Estaria entretida demais com aqueles Grifinórios e se esqueceu do compromisso? "Idiota! Por que veio?" Xingou-se antes de sentir aquele aroma e o rangido da madeira no chão. Suas costas ficaram tensas, seu corpo tremeu de antecipação. Não conaeguia se virar para ver se era ela ali mesmo.
– Sevie?
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