Notas iniciais
Como havia dito estamos de volta com um capítulo destruidor de sentimentos u...u Muito obrigada aos comentários anteriores, nós batemos o record de comentários por capítulo. Boa Leitura c:

— Sevie?- chamou incerta.

A voz dela soou como música para os seus ouvidos, uma música da qual ele sabia que gostava, muito. Seu corpo tremeu com o perfume que reinou ali. A odiou por isso. Uma saudade imensa apoderou-se do seu ser. Sentiu uma súbita vontade de abraça-la e beija-la, no entanto não o fez. Ainda estava irado com tudo.

Hermione estava ansiosa para ver Snape, não tinha certeza de que ele apareceria. E estava o vendo ali, mais maduro como o professor que conhecia, mas estava diferente aos seus olhos. Um frio percorreu sua espinha. Ele estava tenso. Seria por causa dela?

O homem virou-se para olha-la e ela lhe sorriu. Um sorriso tímido e cheio de incertezas. O sorriso havia enfeitado o rosto dela, deixando-a adorável. Mas, ele também notou que haviam lágrimas nos olhos da garota. Sentiu uma fisgada em seu peito, no entanto, permaneceu imóvel e indiferente. Vestido com a máscara da frieza.

Assim que ele se virou, a menina não pôde evitar de sorrir. Seus olhos se encheram d'água. Nem fazia tanto tempo que não o via, mas era como se tivesse passado séculos. Foi em sua direção abraçando-o, um abraço apertado com um pedido mudo de que eles não se separassem jamais.

Pego de surpresa, Severo teve de ficar inclinado para poder ficar á altura dela. Sentiu um cheiro familiar... Camomila era o perfume dos volumosos cabelos castanhos, ficou inebriado e percebeu que aquele era o seu cheiro preferido, mais um motivo para odiá-la por ter feito o que fez. Não aguentava aquela aproximação. Seu estado mental e físico não aguentariam muito tempo aquilo sem enlouquecer. Afastou-se rapidamente sem nem mesmo retribuir o abraço acolhedor.

Assim que se separaram sentiram uma grande sensação de perda. O professor novamente se virou de costas para ela. Sentia-se incapaz de encará-la, talvez não resistiria aqueles olhos.

— Severo... eu... — tentou explicar

— É Professor Snape, Granger. — interrompeu-a controlando a voz. — A senhorita não tinha esse direito. Não tinha o maldito direito de interferir em minha vida.- a raiva não era por tê-la conhecido. Era mais pelo fato de ter sido abandonado, enganado por aquela que fez seu mundo frio ser mais quente.

— Me desculpe eu... não queria que as coisas tomassem esse rumo. Amo você demais Severo. Não conseguia pensar em não ter você comigo.- dizia, segurando as lágrimas.

— Engula suas desculpas, e a porcaria do seu amor.- o peito do homem afundava cada vez mais. A cada palavra, uma apunhalada.- Não preciso deles e não preciso de você. — aquilo de forma alguma era seu sentimento real por ela. Mas ela lhe abandonou, mesmo depois do que passaram. Dizer aquilo doeu mais nele do que nela, porém não mudaria apenas porquê ela apareceu ali com aquele sorriso e aquele jeito encantador.

— Não era minha intenção, foi um acidente. Você sabe...- tentou novamente.

— Não me interessa.- rosnou.

— Por que, Severo? Por que está agindo assim comigo...- "Ele não me ama?" Pensar aquilo era horrível para a ela.

— Você não tinha o direito de entrar na minha vida, fazer com eu lhe amasse e depois sumir. Eu estava muito bem sem você, ainda estou.- decretou querendo dar fim naquele assunto. Nem sabia com ainda estava respirando. "Droga de casa velha, está ficando quente aqui."

Snape odiava não estar no controle, não tinha mais controle de sua vida, nem dos seus sentimentos. A dor da perda de uma pessoa que ele nem sabia que conhecia veio como uma faca dilacerando seu coração que há muito tempo estava em ruínas por outro motivo. Ah, sim era sua sina sofrer por amor. Não estava respeitando a memória de Lílian, jurou nunca amar outra mulher e mesmo não querendo ele já amava uma. Outra nascida trouxa Grifinória.

Aquilo não tinha cabimento. Agora Granger era jovem demais, o quê ele poderia oferecer a ela? Morte, sofrimento e destruição. Nada mais e.. amor. Amor? Nem isso ele podia, se achava incapaz de amar novamente.


" Você não sabe o que é dormir amando uma pessoa, e acordar amando outra." — Completou.

— Pensei que você entenderia...

— Não quero entender nada, eu só quero que você suma. — Disse, elevando a voz.

— Não me diga que ainda ama Lílian? — perguntou num fio de voz, já sabendo a resposta.

— Isso não é da sua conta.- "Que raios ainda estou fazendo aqui? Já deveria ter ido embora e deixá-la ai. Assim como ela fez comigo."

— Aaah... Aquela que não foi capaz de lhe perdoar, como você é idiota, Severo. Ela nunca lhe amou, nem se quer o mereceu. — Rebateu irritada, enchendo-se de Coragem para enfrentá-lo.

— LAVE SUA BOCA PARA FALAR DELA... Ela...

— NUNCA LHE AMOU, Lilly sempre foi do Potter. Te contei isso! Mas você é devoto dela até hoje... Tornou-se uma pessoa fria por ela... fez escolhas erradas por ela, eu sei que fez, enquanto ELA, sua amada Lilly POTTER, vivia feliz com um outro homem...- retrucou amargurada por lhe jogar na cara essas coisas.- Eu posso fazer com que você se esqueça dela, já fiz uma vez. Posso fazer novamente.- o coração de ambos estava a ponto de um ataque cardíaco.

Era dolorido ser colocado frente á frente com a verdade. Ele viveu todos aqueles anos tentando esquecer aqueles detalhes, e Hermione jogou-os em sua cara.

— Eu não quero você na minha vida. Não quero seu amor, não quero nada de você.- disse entre os dentes.

— Você sabe que não pode me tirar da sua vida. Eu já faço parte dela...- rebateu vendo como ele ficara.

— É questão de tempo para lhe apagar novamente, de minha vida.- falou com sarcasmo na voz.

— Você sabe que não é assim.- se aproximou das costas do professor.

— SAIA, GRANGER!- vociferou sentindo seu calor.

— Não.

— Então saio eu.- dizendo isto, ele passou por ela, indo em direção á porta, mas antes de sair ainda ouviu-a dizer:

— Esqueça-me se for capaz.- o desafiou.

E ele se foi, se foi desejando ficar, se foi sentindo seu coração em ruínas mais uma vez. Entretanto, não iria voltar atrás. Não iria ceder á ela.

A barreira que tinha construído ao longo dos anos teve sua primeira rachadura. Era questão de tempo para ir ao chão.

Se foi, e deixou uma Hermione despedaçada para trás. Granger não o deixaria. Era Grifinória. Não desistiria dele. Lhe mostraria novamente o que era ser amado. Ela só rogava que ele não era capaz de esquecê-la.


Ele não era capaz...

******************************************

Severo não voltou para o castelo. Aparatou na casa que tem naquele bairro pobre trouxa. Agradeceu por Rabicho não estar ali para vê-lo desmoronar. Os cacos do globo ainda estavam ali no chão. Balançando sua varinha restaurou o objeto colocando-o novamente na lareira. Fitou o globo por tempo indeterminável. Não o olhava realmente. Como um filme, se lembrou da noite em que ganhou aquilo. Seu natal havia começado ruim, mas aquela garota tinha o poder de trazer felicidade no lugar sombrio que era seu coração.

Se xingou por pensar novamente nela. Teria que se policiar sempre para não se deixar levar por aqueles sentimentos que estavam querendo criar raiz em seu interior. Manteria a máxima distância possível. Nada mudaria. Continuaria a agir como se nada tivesse acontecido. "Nada aconteceu!" Gritou mentalmente para acreditar naquilo.

Forçou sua mente se concentrar em outras coisas. Tinha um grande problema para resolver e não iria gastar suas forças pensando naquela garota de belos e hipnotizantes olhos castanhos, de boca rósea e convidativa, cabelos que exalam um odor que poderia embriagar-se..."Diabos! Está pensando de novo nela seu idiota!" Praguejou levantando-se para voltar a Hogwarts. Ficar ali olhando aquele globo não estava ajudando nada sua meta de esquece-la e pensar em como ajudaria Draco em sua missão.

******************************************

— Bom dia, Mione.- saudou Harry sentando em frente a morena.

— Dia' Harry.- sorriu amável. Olhou pela milionésima vez para a mesa dos professores e Severo ainda não aparecera. Suspirou angustiada, seria uma tarefa difícil fazer aquele turrão ceder.

— Vamos Hermione?- chamou Ronald pegando sua bolsa. "Quando foi que ele chegou?" Estava tão perdida pensando em Snape que não percebera a chegada do ruivo.

— Vamos.- afirmou também pegando sua bolsa e saindo. "Tempos estranhos." Sempre percebia a presença de Ron, isso era antes quando amava aquele cabeça oca. Ainda gostava do garoto, mas era uma gostar diferente, agora que sabia o que era amor de verdade.

Nunca as aulas tinham sido tão entediantes para Granger. O professor Binns estava extremamente enfadonho naquele dia, quase dormiu na sala. O que seria estranho, a melhor aluna dormir durante a aula.

Durante sua ronda foi até as masmorras falar com Snape. A conversa que tiveram na Casa dos gritos não tinha sido boa, quer dizer, tinha sido horrível. Nada do que havia planejado para aquele encontro.

Mas, afinal o que ela esperava? Que ele a recebesse de braços abertos? Com uma caixa de bombons e flores, admitindo ter sentido a sua falta. Claro que ele não faria isso, e ela já devia estar esperando por aquilo. Ele não era mais o jovem Severo.

Bateu na porta e esperou, ouviu passos e resmungos até a porta se abrir violentamente mostrando o professor.

Snape estava corrigindo alguns trabalhos, se é que se podia chamar aquilo de trabalhos. Nem os alunos de sua Casa faziam algo aceitável. Estava irritado pela dor de cabeça que vinha trazendo lembranças que ele não fazia questão de se lembrar. Bufou irritado ao ouvir baterem em sua porta.

— Espero que seja importante ou alguém vai passar alguns dias na enfermaria....- resmungou abrindo a porta e ficando espantado ao ver a razão de seus pensamentos ali lhe sorrindo.

— Estava dormindo? — ela pergunta.

— Se estivesse, então estou tendo um ataque de sonambulismo.- retruca mal humorado retomando a máscara de indiferença.

— Sempre sagaz...- riu passando por ele ao entrar nos aposentos do homem. Severo ficou estático pela audácia dela em entrar sem ser convidada.

— Claro que a srta. pode entrar...- falou sarcástico fechando a porta.- Diga logo o que quer e vá embora.- rosnou. Por que ela tinha que vir perturbar seu juízo? Como iria parar de pensar nela, se a irritante continuava a se materializar na sua frente? Era como se atendesse os desejos de seu coração ao aparecer ali.

— Nunca pediu permissão para entrar no meu dormitório, por quê eu faria isso?- sorriu se sentando no sofá marrom.

Era uma pequena sala com uma lareira ligada as outras salas do castelo e a única que era liberada para fora. Atrás deste sofá, havia uma mesa onde estavam muitos pergaminhos.

— Quer ajuda?- Granger indagou apontando para a mesa.

— Como acha que vai me ajudar?- zombou arqueando uma sobrancelha.

— Você sabe que sou tão inteligente quanto você, Severo.- pontuou olhando para aqueles olhos escuros desconcertando o homem.

— Herm....- pigarreou fechando a cara.- Srta. Granger diga a troco de que veio e suma daqui.- vociferou se afastando daquela tentadora garota. Não saberia o que fazer se continuasse perto sentindo aquele odor que estava deixando-o zonzo e perdido.

— Está me evitando....

— O que leva a srta. pensar isso?

— Porque age como se eu fosse uma praga e está com medo de se infectar? Porque se mantem distante? Eu só quero conversar, retomar...

— Não temos nada para conversar, nem o quê retomar.- falou exasperado. A garota fazia aqueles sentimentos se agitarem em seu peito feito furacão destruindo tudo. Toda aquela barreira construída aos longos dos anos, estava ruindo aos poucos.

— Por que nega o que sente, Severo?- sussurrou aproximando os corpos. Era notório que ele sentia algo por ela. Ou não ficaria tenso daquele jeito.

— Eu não sinto nada srta. Apenas indiferença.- afirmou baixo.

— Sem máscaras, Severo.- pediu passando a mão pelo peito do professo coberto com a casaca.

Aquela pequena, nada inocente, estava lhe seduzindo? Pois, estava fazendo um trabalho endemoniadamente bom. Cada músculo de seu corpo estava dolorido. Estava queimando, ardendo de desejo. Respirando fundo se afastou controlando suas vontades.

— Quer ficar admirando minha sala, fique.- seus olhos foram tão frios e reservados.- Vou me recolher, pois não posso me dar ao luxo de ficar passeando pelo castelo até tarde e importunando as pessoas. Bata a porta ao sair.- pontuou atravessando a sala e entrando por uma porta e fechando-a com força.

Derrotada, a garota saiu pisando forte e batendo a porta num estrondo.

Snape se permitiu respirar logo que ouviu o barulho do fechar da porta. Arriscou sair do quarto para ver se ela tinha saído mesmo. O perfume dela ainda estava ali, porém, a dona não. Faltou pouco para ele ceder e tomá-la ali mesmo. Seu corpo ainda estava quente pela sensação do toque da morena. "Será um longo ano." Pensou antes de ir tomar um banho frio.

******************************************

Os dias se arrastavam em Hogwarts, era início de inverno. Não haveria sol por um bom tempo. Mas os dias já estavam sombrios para Hermione que ainda tentava superar a `perda´.

Às vezes quando descobria algo novo, ou tinha alguma grande ideia para complementar feitiços ia correndo contar para Severo, e só ai ela se lembrava que não o tinha mais e que as coisas já não eram bem assim. É incrível como você só percebe que sente a falta da pessoa quando ela está longe, mas pior do que isso, é sentir com ela perto de você.

Granger sempre conviveu com o fato de Ron não gostar dela, não da mesma forma, é claro. Então por quê então não conviveria com este?

Merda, e ainda nem podia dividir suas dores e medos com ninguém, o quê os outros diriam? Que ela pirou de vez. Apaixonada pelo professor Snape? Isso é caso de hospício, na certa acabaria fazendo companhia á Lockhart em St. Mungus. Quem em sã consciência nutriria algo daquele tipo por ele? Talvez pensassem assim pelo simples motivo de não o ter conhecido, como ela conheceu.

— Não, não, não. Eu me recuso a ficar pensando nisto...eu sabia que não seria a mesma coisa. E Harry precisa de mim. — disse para o nada, desejando fortemente que aquelas palavras surtissem efeito em si mesma.

De fato não podia ser egoísta de ficar se preocupando com sua vida amorosa enquanto o amigo precisava dela.

Harry... ainda não tinha decidido se contaria ou não á ele sobre o Príncipe Mestiço. Mas, pensando bem..."Harry tem que aprender a se virar sozinho, não esperar sempre por ser salvo." Ruminou mentalmente subindo a arquibancada do campo de Quadribol para assistir os testes para o time da Grifinória, e dar uma força para o amigo que iria tentar a vaga de goleiro.

"Decidido. Não contarei nada ao Harry. Se ele quiser saber quem é o Príncipe Mestiço, que vá pesquisar."

Viu Ron subir na vassoura e ir para frente dos aros. O rival a vaga também se posicionou. Hermione fez uma careta para adversário do ruivo. McLaggen era forte, certamente iria ganhar a vaga.

— Vamos lá, Ron!- gritou uma garota loira na arquibancada abaixo dela.

A expressão de pânico do amigo estava deixando Hermione temerosa. Ronald era inseguro, mas estava se saindo bem nas defesas. No entanto, Córmaco estava melhor, seguro de si, veloz.

— Confundus.- Granger sussurrou contra McLaggen fazendo-o perder uma Goles dando a Ronald a vaga de goleiro do time da Grifinória.

Notas finais
E aí? Espero que vocês não nos matem, precisávamos manter a personalidade de Snape, ele não aceitaria tudo numa boa. E precisaremos de uma Granger mais ousada para juntar ao casal, daqui pra frente tudo pegará fogo. Se você gostou da Fic até agora não deixem de comentar e favoritar, isso nos ajuda muito. Será que já merecemos uma recomendação, afinal o quê custa, né. Beijos e até o próximo. ~Naomi