Lost Memories - Snamione
11 Lições com um Lestrange
Notas iniciais
Mesmo com a ajuda de Hermione, Lily ainda não voltara a falar com Snape. Por mais que o garoto repetisse e pedisse inúmeras vezes que ela o desculpasse, a ruiva não voltava atrás em sua decisão. Snape já estava acostumando-se á essa realidade. De não ter mais Lily ao seu lado. Sentia falta da amiga que ela era, mas Granger ocupava seu tempo de uma forma que o garoto não conseguia vê-lo passar. Tanto, que duas semanas se foram sem ele perceber. E era o dia da visita ao vilarejo, os estudantes estavam eufóricos.
Como todos os dias, Snape tem se sentado na mesa da Grifinória com Granger. Ele só conseguia conversar com ela antes dos marotos chegarem, pois eles monopolizavam-na e o ignoravam. Hermione conversava bastante com Lupin, mesmo que ela lhe dê conforto segurando sua mão, Snape ainda fica tenso na presença dos marotos.
— Bom dia, Hermione.- saudou Remo sentando-se ao seu lado.- Ansiosa para conhecer o vilarejo de Hogsmead?- o garoto já conseguia ter um diálogo com ela sem corar ou gaguejar.
— 'Dia. Estou sim.- e realmente estava. Queria ver como era o vilarejo naquele tempo.
— Vou te levar na Dedos de Mel.- informou Aluado.
— Gostaria de conhecer a Casa dos gritos.- os marotos olharam-a assustados. Remo ficou mais pálido que o normal.
— Não acho que seria uma boa ideia levar uma garota num encontro na Casa dos gritos...- interveio James.
— Mas, isso não é um encontro.- replicou a morena com o rosto rubro.- São dois amigos saindo para um passeio.
— Mesmo assim, não tem nada de interessante lá naquela casa velha.- comentou Sirius nervoso.
— Quem tem de dizer isso sou eu, que quero ver.- retrucou Granger já irritada.
Severo já achava Hermione louca, mas querer ver a Casa dos gritos, com aquele que dá a fama ao lugar? "Ela está pedindo para ser internada urgentemente."
Snape queria ir á Hogsmead com ela, mostrar os livros que gostava na Floreio e Borrões, seus doces favoritos na Dedos de Mel, como sapos de chocolate, varinhas de alcaçuz, fondue, e seu preferido, algodão doce. "Um pedaço do céu que derrete na boca." pensou resignado.
— Hermione, tem certeza de que quer ver essa casa?- o Sonserino cochichou para ela.
— Gente, é só uma casa.- finalizou ela.
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Bellatrix andava ao lado de um homem alto por um bairro na cidade Oxford.
O céu nublado deixava o lugar escuro. Quase não se via pessoas na rua. O vento frio era cortante para a pele delicada da morena.
— Dá pra andar logo, quero sair desse frio dos infernos!- bradou Black apressando seus passos.
— Eu não sinto frio.- disse o homem.- Se quiser eu te esquento...- sugeriu piscando.
Bella estancou e fitou o rapaz. Ele era um homem muito bonito, com seus vinte e poucos anos. Os olhos verdes que eram instigante, os cabelos escuros penteados de forma desigual formava com a barba rala, um ar brutal e selvagem.
— Como disse que se chama mesmo?- indagou estreitando os olhos.
— Rodolphus. Lestrange.- disse pausadamente sorrindo de lado.
— Então, Lestrange, o que estava insinuando?
O jovem se aproximou, com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco, seu sorriso era oscilante entre maldade e luxúria. Já estava observando a garota, desde a reunião na casa dos Malfoy. Ela era audaz, cruel e muito bonita. Ficou em estado de êxtase quando ela torturou o comensal ao seu lado, na reunião.
— Você me entendeu muito bem.- agora eles estavam cara a cara, olhos nos olhos, respirações misturadas.- O que é melhor, que o calor humano para aquecer?- sussurrou-lhe no ouvido.
— O que te faz pensar que eu quero esse contato contigo?- perguntou fitando o rosto a sua frente. A morena estava controlando a tensão que aquela voz sensual lhe causou.
— Sua pele arrepiada a entregou.- falou passando a língua pelo pescoço da garota.- Mas antes, vamos terminar o que viemos fazer aqui.
Lestrange começou a andar tendo uma Black irritada atrás. Irritada pelo frio, pelo jeito arrogante do homem, e pelo modo como seu corpo ficou só pela voz dele. "Grr, maldito!" Praguejou sentindo o pescoço queimar onde ele havia lambido.
Chegaram á uma grande casa , cercada por um muro alto. Rodolphus abriu o portão com sua varinha e deu passagem a moça.
Rodearam a casa com as varinhas em riste. Aparentemente, a casa estava calma. De acordo com o Lorde das Trevas, a dona da casa estaria acordada. Teriam que pegar o quadro e sair dali, mesmo que tenham de matar a mulher para isso.
— Como faremos isso, Black?- indagou o homem.
— Assim.- apontou a varinha para a porta.- Bombarda!- proferiu.
A porta se desfez em pedaços. Entraram na residência e encontraram uma senhora parada no terceiro degrau da escada olhando-os assustada.
— O que está acontecendo aqui?- perguntou a velha .
— Incarcerous. — murmurou Rodolphus vendo que a mulher iria gritar. Cordas envolveram a senhora prendendo-a e amordaçando-a.
— Vamos pegar logo esse quadro e dar o fora daqui.- sugeriu Bella.
— O quadro está ali.- apontou para uma tela de um homem bonito, vestindo trajes antigos em tons verdes.- Agora, vamos aproveitar que temos uma casa aconchegante e nos aquecer...- pegou a garota pela cintura trazendo-a junto ao seu corpo. — Certamente tem um quarto lá em cima esperando por nós.- disse rouco.
— Não me convenceu de que devo ceder.- a menina arqueou a sobrancelha.
— Resistir torna tudo mais excitante.- apertou-a contra si, fazendo-a sentir toda sua rigidez.- Depois que torturou Avery na casa dos Malfoy, tenho tido essa vontade de lhe foder, de uma forma que você implorará para que eu pare....- disse puxando os cabelos negros dela e se apoderando dos lábios rosados de forma violenta e desejosa.
Bellatrix sentiu seu corpo tremer com as palavras do rapaz. Algo nele despertava seus desejos. Sua intimidade se umedeceu e pulsou enquanto a língua avida dele invadia sua boca.
— Eu nunca imploro.- afirmou assim que ele desgrudou de seus lábios.
Lestrange a impulsionou para cima, fazendo-a enlaçar seu corpo com as perna. Voltou a beijar a morena como se estivesse faminto e aquela boca fosse o seu banquete.
Subiu as escadas sem cessar o contato. O jovem a segurava pelo quadril, onde suas mãos apertavam a carne de forma rude. Entraram no primeiro quarto que encontraram. Nem viram como era o tal.
Rodolphus jogou Bella na cama se colocando sobre ela. O rapaz passou o nariz pela curvatura do pescoço arrepiado da mulher, arrancando-lhe suspiros e um gemido quando lhe mordeu.
A mão ágil de Lestrange subiu por dentro da camisa branca da morena erguendo e jogando-a em algum canto do quarto. Com a ajuda da varinha, o homem cortou o sutiã preto tendo a visão dos seios empinados, de bicos rosados e rígidos.
Bellatrix gemeu tendo em um de seus seios a língua quente e atrevida do jovem. A barba rala roçando em sua pele fazia com que ela ficasse em chamas. O outro era apertado dolorosamente pela mão grosseira do homem.
Rodolphus sugava o seio macio de Bella, impulsionando seu membro contra ela. A pele clara dela pedia para ser marcada. Descendo a mão para o zíper da calça dela para abrir, distribuiu mordidas fortes pela barriga lisa da linda moça de olhos azuis.
Puxou bruscamente a calça, juntamente com a calcinha, e fitou salivando o sexo jovem e pequeno coberto por poucos pelos negros.
Black se levantou e foi para o rapaz. Alisou por cima do pano, o membro enrijecido. Abriu a calça dele fazendo-a deslizar pelas pernas musculosas.
— Vou lhe ensinar umas coisas garota.- disse ele retirando seu membro excitado de dentro da cueca. Black engoliu em seco ao ver que o sexo dele era diferente do dos garotos com quem dormira. Ali era um homem desenvolvido e experiente.- Abra a boca, e ponha a língua para fora.- pediu soando como uma ordem. Bella não gostava de ser mandada, mas estava curiosa para saber o que ele pretendia, então o fez.
O homem passou a ponta de sua rigidez na língua dela. Grunhiu, impondo o ponto latente na boca da mesma.
— Pense que é um sorvete.- comentou vendo o recuar dela.- Chupe. Vais gostar. E eu, mais ainda.- segurando-a pelo cabelo, ajudou-a com os movimentos que logo a garota aprendeu.- Assim.- sibilou forçando seu membro até o final da garganta dela.
Bella segurou as pernas do rapaz, forçando ele sair de sua boca. Aquilo realmente era bom, mas já estava deixando-a sem ar. Sua intimidade estava pulsante e úmida, clamando para ser acalmada.
Rodolphus saiu da boca da menina levantando-a pelos cabelos e virando-a de barriga para baixo, na cama.
Sem aviso prévio, penetrou rápido e forte na intimidade molhada da garota. Puxou os braços dela para trás, fazendo-a erguer o corpo, empinando os seios que balançavam juntos com as investidas do jovem. Se aproximou do pescoço delicado e a mordeu novamente. A cada estocada um gemido agudo da menina, um grunhido rouco do rapaz.
— Você...vai experimentar...algo novo...hoje.- Lestrange falou movimentando-se no interior quente e apertado, ainda segurando os braços da menina.
Rodolphus saiu daquele núcleo molhado e foi para outro ponto sensível da garota. Um ponto onde nunca ninguém tocara de forma intima. Bella, se assustou quando ele forçou seu membro na barreira, causando lhe uma dor cruciante.
— Shh.- empurrou a cabeça da morena contra o colchão.- É só relaxar...- aconselhou forçando mais a entrada.
— O que está fazendo?- a voz de Black saiu chorosa, aquela dor era a pior que já sentira.
— Ensinando-lhe, fodendo-lhe.- forçou mais seu sexo pela entrada que o comprimia lhe dando prazer ao ouvi-la gritar.- Eu disse que você iria implorar para que eu parasse...- Bella o olhou por cima do ombro com o rosto molhado por lágrimas que soltou sem saber e suor.
— Eu não imploro.- disse entre os dentes.
Aquele jeito dela foi como fogo se alastrando pela floresta. Sem se conter terminou de penetrá-la por completo.
Bellatrix gritou arqueando as costas. Aquilo parecia rasgar-lhe, pior do que quando perdera a virgindade. Conforme Rodolphus se movia, a dor foi se tornando suportável, ainda doía, mas o prazer era maior. Aquele maldito sabia o que estava fazendo, e fazia bem.
O rapaz estocou fundo curvando-se sobre a moça. Segurando o seu pescoço, fez pressão enforcando-a enquanto aumentava o ritmo. Sentia o gozo vir, seus testículos se comprimiam. Os gemidos e gritos da garota o excitavam mais. Soltou o pescoço e desferiu fortes tapas pelas nádegas da morena que lhe xingava de vários nomes. "Se ela soubesse que isso é mais excitante quando grita, não faria isso." Pensava estapeando o corpo feminino.
O gozo veio violento. Num rugido, o rapaz saiu de dentro dela e se derramou em suas costas avermelhadas pelos tapas. A puxou pelos cabelos e beijou sua boca de forma possessiva mordendo lhe o lábio superior e puxando-o.
— Eu disse que seria prazeroso...- gabou-se tornando a beijá-la antes que ela lhe respondesse.
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Severo andava com Malfoy a seu lado, pelas ruas de Hogsmead.
O loiro resmungava para o amigo.
— Por que não vamos logo tomar umas cervejas amanteigadas?- Lúcio perguntou novamente irritado. Seu amigo andava pelo vilarejo sem parar e não comprava porcaria nenhuma.
Snape não sabia o porque de estar fazendo aquilo, mas assim que viu Granger sair do castelo de braços dados com Lupin, se pôs a segui-los. Foram á Floreio e Borrões, Dedos de Mel, Zonks e agora estavam indo para o Três Vassouras. A cada sorriso da garota para o maroto, Severo queria estuporá-lo.
— Certo Malfoy, vamos beber.- informou apressando o passo assim que Hermione entrou no estabelecimento.
Os Sonserinos entraram e foram para uma mesa no fundo do pub, escondida pelas sombras. Mas, o moreno conseguia ver perfeitamente a mesa onde Granger estava.
Seus pedidos vieram rapidamente. Duas cervejas amanteigadas e uma porção de Tartár de Dragão para Malfoy.
— Lúcio, isso dá um bafo horrível.- falou o Snape com cara de nojo, olhando para o prato.
Severo segurava seu copo com força. Bebericava um pouco de sua bebida, e não desgrudava os olhos da morena.
"Droga! Por que estou fazendo isso? Não deveria me importar com quem ela sai ou deixa de sair." Praguejou internamente.
Hermione estava adorando ver Hogsmead nos anos setenta. Era menos agitada, algumas lojas ainda não existiam, mesmo assim era linda. Remo era uma ótima companhia.
Estavam sentados na mesa de um Três vassouras mais novo. Madame Rosmerta era apenas uma bela jovem garçonete.
Granger ria das histórias que Lupin lhe contava sobre seus anos anteriores. As confusões que ele se meteu por andar com James e Sirius.
— Ai.- reclamou a morena colocando a mão no olho.- Entrou alguma coisa no meu olho.- a garota ainda sorria.
— Me deixe ver.- pediu Remo segurando o rosto da Griffana. O garoto se aproximou e soprou leve e longamente o olho esquerdo da garota, e com o dedão tirou um cílio do canto do olho dela.- Aqui.- entregou-lhe o fio.
Granger ficou vermelha pela proximidade do Grifinório. E o sopro delicado que ele lhe deu foi estranho. Foi bom, mas era estranho ter esse tipo de intimidade com alguém que via como amigo e futuro professor. Encarou os olhos castanhos e engoliu em seco vendo-o vir mais perto de seu rosto. "Merlim, meu primeiro beijo não pode ser com meu futuro professor."
— Ãn...obrigada.- disse desviando o rosto ainda rubro.- Vamos ver a Casa dos gritos?- descontraiu, levantando-se.
— Já que insiste...- deu os ombros derrotado e um pouco envergonhado pelo o quê quase aconteceu.
Snape quase enfeitiçou Lupin quando o viu tão perto de Hermione, quase a beijando. Também amaldiçoou a si mesmo por se importar tanto com aquilo.
Se levantou assim que os Grifinórios saíram do bar. Queria saber para onde iriam. "Talvez queiram um lugar mais calmo para se beijarem á vontade." pensou com o maxilar tenso. Malfoy não o seguiu.
Hermione, parou na cerca da propriedade da Casa dos gritos e ficou olhando para a tal. Estava intacta, sem janelas e telhados quebrados.
— Dizem que em algumas noites, é possível ouvir gritos vindos daí- comentou a menina.
Remo ficou mais pálido mirando a residência. Sua maldição era dolorosa. Transformar-se doía e não conseguia evitar gritar e urrar.
— Lupin?- Hermione vendo a palidez do menino ficou preocupada e xingou-se por dizer aquilo justo pra ele.- Vem, sente-se aqui.- o pegou pela mão e o conduziu até uma pedra fazendo-o se sentar.- Quer voltar para o castelo?- sentou-se a seu lado.
— Não.- respirou fundo algumas vezes e olhou triste para a garota.- Não vamos estragar seu primeiro passeio.- sorriu fraco.
— Oras — passou o braço pelas costas dele.- Gostei muito do passeio. Você tem sido um ótimo amigo. Vou sentir saudades de conversar com você quando eu for embora...- afagou as costas do garoto.
— Interrompo?- a voz fria e bem conhecida de Hermione veio de trás dela.
Snape ficara escondido atrás de uma árvore vendo a morena e o maroto interagir. Segurava a varinha querendo azarar o Griffano quando Granger segurou sua mão para se sentarem.
Não controlou suas pernas ao sair de onde estava, para ir a ter com eles no momento em que ela abraçou Remo, nem sua voz ao falar com eles.
— Oi Severo.- a menina saudou cordial sorrindo.- Veio ver a Casa dos gritos também?
— Sim.- mentiu.- Sabia que em "certas noites" se ouvem gritos vindos dela?- perguntou olhando para o outro menino.
— Era o que eu dizia antes de você chegar.- falou a moça olhando para a casa e recordando o seu terceiro ano. De como conheceu Sirius, e de como Snape defendeu ela e seus amigos... Boas lembranças.
— Dizem que são fantasmas....- comentou Lupin.
— Acho que não. Eu diria que é um lobisomem.- Severo olhou desafiante para o maroto que perdeu a cor e arregalou os olhos.
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