Notas iniciais
Heeeeeeeey, povão. Há quanto tempo, não? Ok, nem tanto assim. Quero agradecer pelos comentários anteriores e... nos vemos lá em baixo. Boa leitura!

As noites de Snape eram perturbadas por um par de olhos amendoados. A convivência com a mulher estava consumindo-o. Nas refeições, ela mal o olhava. Sentava-se longe o bastante para que ele não sentisse seu cheiro.

Por mais que repetisse para si mesmo que aquilo não importava, seu tolo coração se doía por isso.

Com Granger não era diferente. Todas as noites demorava a pegar no sono. Ficava imersa em lembranças de outra época, de outra vida, de um outro Severo.

Evitava-o a todo momento. Não suportava ficar tão próxima. Conseguia manter sua postura indiferente a ele, por se concentrar nos filhos. A única coisa boa que restara daquele homem que amou...

Assim que viu Hermione saindo do Salão Principal, Snape também saiu. Tinha que se preparar para enfrentar os cabeças-ocas.

O andar de Severo, fazia sua capa farfalhar. Os alunos se afastavam para dar passagem ao homem. Passou pelos irmãos Weasley, os olhando com seu melhor olhar frio.

– Ei, Prince!- gritou alguém.

Severo parou e olhou na direção de quem o chamava. E foi com espanto e confusão que viu, o sr. Weasley responder ao chamado. Ele devia ter ouvido errado. Não foi 'Prince' que chamaram.

– Vamos Prince, temos aula agora. Vai querer perder e ficar mal com a mamãe?- disse Lizz impaciente.

Snape ficou estagnado no meio do corredor. O quê diabos ele estava ouvindo? Granger colocou o nome do filho de Prince? Ela era louca ou o quê?

– Sr. Wealsey, seu nome é bem... interessante...- comentou o homem quando os irmãos estavam próximos a ele.- Prince, não é?- o garoto afirmou com a cabeça sorrindo de lado.- De onde foi que veio esse nome?

– Não está na cara, professor? Sou um príncipe.- debochou o Griffano.- Minha mãe me educou como um....- finalizou rindo enquanto se distanciava do professor com uma reverência teatral.

Grr...Granger!– Rosnou enquanto ia para a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, onde a mulher seria substituta do sr. Marten. Um homem que a cada quinzena precisava ir ver como sua esposa doente estava.

Abriu e fechou as portas num estrondo assustando a professora que olhou furiosa para quem entrava daquela maneira na sala. Se espantou ao ver Severo ali.

– Mais uma coisa perdida com a morte Snape...educação.- comentou ferina.

– Pode me explicar, por que cargas d'água colocaste o nome de seu filho de Prince, Granger?- vociferou o homem.

– Isso não é da sua conta!- retrucou um tanto nervosa pela proximidade dele. Perto demais para sua prudência.

– Granger, Prince é o sobrenome da família da minha mãe...- argumentou ofegante encarando os lindos caramelados olhos dela.

– Grande coisa.- desdenhou dando-lhe as costas.- O filho é meu e eu coloco o nome que eu quiser!

– Por que justo o meu sobrenome?!- inquiriu segurando-a pelos ombros e a virando para ele.- Não vá me dizer que fez como o Potter, e me homenageou?- zombou rindo pelo nariz.

– Ah! Essa é boa, Snape!- a mulher se remexeu para se livrar do aperto dele, tentativa em vão.- Sabia que existe um cantor trouxa com esse nome? Vai tirar satisfação com a mãe dele também?- retrucou fitando o negro feitiço existente naquele olhar do homem.- Por que eu homenagearia alguém que não tem importância?- perguntou tentando não fraquejar diante dele.- Se fosse assim, eu colocaria Harry ou...- ela não pode concluir, já que o professor a empurrou contra a parede.

– Você continua a mesma audaciosa, Granger...- grunhiu próximo ao ouvido desta.

– E você o mesmo grosseirão.- murmurou corando. Por que seu corpo tinha que estar esquentando perto dele?

– Grosseiro, eu?- sussurrou vendo-a se arrepiar.- Não era isso o que me dizia quando gemia meu nome...- falou com a voz rouca, sentindo seu corpo se estirar, sendo apertado pela calça.

Se bem que Severo sempre foi grosso de várias formas... Não... não posso pensar nisso, Hermione controle-se.

– Não sei do que está falando.- arfou. Droga! — Praguejou por sua voz sair esganiçada.

Snape olhava para a boca entreaberta dela. Teria o mesmo sabor, mesmo depois de anos? Teria o mesmo efeito sobre ele, de antes? Ela é casada. Cantarolou sua maldita mente. Mas o Weasley não está aqui. Retrucou tomando a coragem de fazer aquilo.

Hermione respirava sofrida, ele iria beijá-la? Se iria, ela nunca saberia, pois a porta se abriu, e Granger o empurrou assustada. Os falantes alunos entravam na sala.

Com uma careta de desgosto o homem saiu dali apressado. O que ele estava pensando? Iria beijar uma mulher casada! Definitivamente ele não estava bem.

***

No quadro do gabinete da diretora, Alvo estava sentado em uma poltrona fitando o nada. Minerva tinha saído para falar com os monitores que organizariam o baile de Halloween.

O senhor formulava um jeito de ajudar seu leal amigo Severo, que merecia um pouco de alegria naquela vida. Se lembrou de como eram unidos no passado. De como o homem era outra pessoa quando estava com a Griffana, mais humano, menos amargo.

– Esses alunos estão cada vez mais ousados.- comentou Minerva entrando na sala.- Querem que os professores dancem a Allemande.

– Minnie, como está indo a aproximação de Severo e Hermione?- indagou o homem pensativo.

– Ainda se evitam, Alvo.- suspirou a senhora.

– Quem sabe Allemande os junte.- disse sorrindo ladino.

***

Granger olhava atônita para a diretora. Agora sim, ela acreditava que a mulher estava ficando caduca. Onde já se viu colocar os professores para dançar em um baile? Ela olhou para seus colegas de trabalho. Ninguém iria se opor? Fitou Severo que mantinha a face indecifrável.

– Sinto muito, McGonagall, mas estou fora desse negócio.- sentenciou a morena.- Não vou dançar.

– Ora Hermione, eu não estou perguntando se querem participar. Estou avisando que vão dançar.- reafirmou a diretora.- E não adianta fazer essa cara. Vai ser divertido...

– Yupi!- ironizou Granger com uma careta de desgosto.- Me avise quando começar a 'diversão', no quero perder nada...- disse saindo da sala.

Snape teve de concordar com Hermione. Aquilo era ridículo demais. Dançar era coisa para os jovens. Minerva estava ficando igual a Alvo que sempre vinha com ideias loucas.

O professor estava olhando para a porta onde Hermione havia passado. Acabou por se lembrar das poucas vezes em que dançou com a mulher. Na festa de natal do professor Slughorn, que ele fora com ela no passado. Ela estava linda naquele vestido cinzento. Teve também a vez que dançaram no casamento de um dos Weasley. Quem sabe nesse baile eles não venham a repetir o feito? Não. Eles não poderiam estar mais juntos. Agora ela era casada, tinha filhos...E você a quis beijar. Disse sua consciência, para o lembrar do quão perto esteve dela. Da louca vontade que teve de a tomar novamente. De raptá-la, e a levar pra longe dali. Longe do Weasley, longe daquela realidade onde ela não era dele.

Snape não ouvira uma palavra do que a diretora disse. Mas ele não se importava. Certamente era algo a ver com a tal dança. Talvez ir ao baile não seja má ideia, afinal, ele poderia ficar perto de Hermione, sem a sombra da mágoa no meio deles.

***

Os dias que antecederam o baile, foram estranhos para Hermione e Severo. Ainda se mantinham afastados, porém, vez ou outra se olhavam. E não era olhares de ódio, de mágoa ou de decepção. Era mais intensos, mais quentes. Os deixavam confusos sobre como agir com aquilo. Por fim, deixavam como estavam, sem proximidade entre eles. Era o melhor a se fazer naquele momento.

Snape já estava vestido com seu traje de gala para o baile. Iria dançar a porcaria que Minerva inventara, e depois de um tempo, voltaria para seus aposentos. Não estava com saco para aguentar nada daquilo.

Entrou no Salão Principal. Estava bem decorado, as mesas distribuídas de forma que sobrasse um grande espaço para que as pessoas pudessem dançar, o som era agradável...talvez ele ficasse mais um pouco.

Granger estava nervosa. Não queria ir ao baile, muito menos dançar. Sua noite seria mais proveitosa se estivesse em seu quarto lendo. Mandara uma carta para Ronald, contando algumas novidades e perguntando quando ele retornaria. Sentia falta de falar com alguém que a entendesse. Se bem que o Weasley não era muito bom em conselhos, mas quebrava um galho em certos momentos. O ruivo dissera que ela precisava relaxar, e um baile seria perfeito pra isso.

Vestida em um longo vermelho, foi para o bendito baile, rogando que o amigo estivesse certo, e que ela se distraísse um pouco.

Entrou no recinto admirando o trabalho dos monitores. Fazia tempos que não via o Salão arrumado daquele jeito. As abóboras flutuavam no ar fazendo caretas e sons fantasmagóricos. A música era calma, nada daqueles sons estridentes e agitados que os jovens daquela época gostavam. Certamente eles as colocariam depois.

Viu seus filhos, junto com seus sobrinhos em um canto e acenou pra eles. Estavam lindos, Prince se parecia tanto com o pai na aparência, enquanto Lizz herdara seu gênio difícil, . Resolveu não ir falar com eles, jovens nunca gostam de serem vistos na companhia dos pais.

Encontrou Minerva conversando com um grupo de professores e foi até eles. Antes tivesse ficado com seus filhos. Severo estava ali. Austero, elegante, belo como sempre fora, um lorde inglês...

– Oh, querida!- saudou a diretora vendo-a se aproximar.- Está lindíssima, Hermione. E chegara na hora. A dança irá começar em alguns minutos. Vamos dançar Allemande. Eu começo com o sr. Marten, e a troca será dos homens. Vocês é que se moveram. Logo os chamarei para começarmos.

Hermione tentou não fitar o escuros olhos do mestre em poções. Se o fizesse, talvez caísse num poço sem volta. Saiu para circular pelo lugar, beber um pouco, pois somente alcoolizada era capaz de dançar na frente das pessoas.

A mulher já estava em seu terceiro copo de ponche quando a voz rouca que tanto sonhara em retornar a ouvir veio a seus ouvidos.

– Pretendendo ficar bêbada, Granger?- zombou ao seu lado.

– Não é da sua conta Snape.- rosnou de volta antes de virar todo o líquido na boca e sair de perto do homem. Ainda não estava bebada, mas sabia que ficar perto do Sonserino era como o diabo lhe tentando.

Severo sorriu de lado. Ainda mexia com ela de alguma forma. Bebendo um poco, fitou ela andando graciosa pelo Salão. Definitivamente, vermelho era a cor dela.

O sorriso do homem morreu ao ver uma pessoa entrar pelas portas do recinto. A única pessoa que ele não queria ver nem pintado de verde e prata. Weasley. Com seu cabelo estremamente ruivo, e aqueles estúpidos olhos azuis. Que porra aquele legume estava fazendo ali? Claro! A esposa o convidou.

O acompanhou com os olhos. Ele parou junto aos filhos que não pareciam muito animados em ver o pai. O cérebro de minhoca não era um bom pai? Somente concordaram com algo e apontaram para onde a mãe estava.

Moendo o queixo, viu a mulher abraçar alegre o ruivo. Se preparou para uma cena deplorável de afeto, onde eles se beijariam, mas isso não aconteceu, para espanto do professor. Problemas no paraíso. Pensou os vendo dialogar antes de Ronald se afastar e ir falar com o Potter que levava seu nome. Que falta de criatividade. Por que não escolheram um nome melhor para o garoto? Bem, Alvo Severo, era melhor que Hagrid ou Dobby... Os dois nem pareciam um casal. Se mantinham afastados. Curioso.

A voz de McGonagall ecoou pelo local. Era chegada a hora do martírio. Tomou mais um gole de FireWhisky e foi se juntar com o restante dos professores para aquela palhaçada.

Granger estava mais tranquila. Depois de falar com Ronald sobre seu nervosismo, o tal tinha sumido. O ruivo tinha razão, ela era Hermione Granger, Griffinória, não devia temer nada. Era somente uma dança, nada demais.

A mulher foi para o meio do Salão para começarem a dança. Sorriu amável para seu par. O professor de Aritmancia, sr. Bridgs.

Então a música começou. Lenta de inicio, tocada em quatro tempos. Ficavam pouco mais de um minuto com o parceiro e logo havia a troca. A morena estava relativamente se saindo bem. Já estava relaxando, quando o quinto parceiro chegou. E seu cheiro inconfundível a fez estremecer. Engoliu em seco sentindo a mão dele nas suas costas juntando mais os corpos.

– Algum problema, Granger?- indagou conduzindo-a.

– Se puder parar de me apertar, ficarei agradecida...- rebateu tentando por espaço entre eles. Mas os braços do homem pareciam barras de ferro a sua volta. Severo riu da desistência dela em se apartar dele.

– Está agindo igual á quando dançamos no casamento do Weasley com a Veela.

– Qual o problema de chamar as pessoas pelo nome? É Guilherme Weasley e Fleur De la Cour.

– Não sou obrigado a saber o nome dos muitos Weasley que existem. Todos são iguais pra mim, o mesmo cabelo vermelho, o mesmo olhar de cachorro abandonado...- disse dando os ombros.- Exceto os seus filhos, que nem de longe lembram um Weasley.

– Tem como deixar meus filhos fora disso?- pediu sem ver o olhar que o professor deu ao próximo par da Griffana, este foi para a mulher ao lado deles.- Ei!- exclamou vendo que todos trocaram de casal. exceto eles.- Era pra você dar lugar ao próximo.- o homem sorriu de lado. Um sorriso que roubou o folego da morena. Quantas vezes sonhara com ele, e todas às vezes acordava chorando por perceber que era um simples sonho.

Snape se sentia mais leve ali dançando com Granger. O mundo pareceu sumir ao seu redor. Só existia ele e a mulher em seus braços. Notara que ela adquirira mais curvas. Seus seios estavam maiores. O rosto estava maduro, mas ainda sim, jovem e delicado. Não conseguiu resistir a vontade de tocar lhe a maçã do rosto. Ainda a mesma maciez.

– Severo...- murmurou suplicante. Ele a estava machucando mais com aquele toque, com aquele olhar, que era o mesmo que o professor lhe dirigira outrora. Terno, carinhoso, gentil. Como se realmente se importasse com ela novamente. No entanto, ela sabia que não podia ser. Aquilo era ilusão da sua cabeça, desejo de seu coração palpitante.

Severo estava a ponto de enlouquecer ali. Por mais que estivesse ferido, não conseguia tirar aquele sentimento de dentro de si. A queria, queria provar de seus lábios novamente. Sentir seu corpo cervulíneo encaixado no seu. Ouvi-la sussurrar em seu ouvido. Ter os cachos espalhados por seu travesseiro. Rir de qualquer coisa que eles estivessem falando. Diabos! Não deveria ter bebido. Estou começando a delirar. Se obrigou a jogar a culpa na bebida.

A dança dos professores já havia acabado, e Severo e Hermione ainda estavam ali, ligados pelo coração que batiam em sincronia, ligados pelos olhos que pediam o mesmo; que aquele momento durasse a eternidade.

– Posso dançar com a senhorita?- uma voz masculina veio de algum lugar, mas nenhum dos dois se atreveram a cortar o contato visual.

– Ela já está dançando.- explicou Snape sorrindo debochado.

– Vai monopolizar a moça, Snape?- a mesma voz inquiriu.

– Se continuar a me perturbar com essas perguntas idiotas, saberás porque sobrevivi ao Lorde das Trevas.- rosnou para quem quer que fosse o irritante.

– Não precisava ser grosseiro.- pontuou a mulher com o rosto rubro.

– Então não seria eu.- rebateu sarcástico.

Snape riu da vermelhidão que tomou conta do rosto da mulher. Esqueceu as desavenças, as brigas, as mágoas, esqueceu tudo enquanto bailava com Hermione. Era como se o tempo não tivesse passado para eles. Seu coração se apertou quando viu o olhar triste dela.

– O que foi?- perguntou.

– Por que está fazendo isso?- murmurou baixo encostando a testa em seu ombro.

– Isso o quê?- estranhou. O que ele fez?

– Agindo como se nada tivesse acontecido, como se você não tivesse me ofendido, fugido de mim por quatro anos...

A resposta era simples. Ele ainda a amava. Sentia falta dela. Não houve um dia em que pensou em ir atrás dela, exigi-la de volta. Ser egoísta a ponto de roubá-la pra si. Mas ele não iria dizer aquilo. Ela era casada.

– Estamos apenas dançando, então relaxe.- pediu a pressionando mais contra seu peito. Olhou para alguns casais que dançavam ao redor deles e viu Ronald dançar e conversar alegremente com a professora de vôo.

Snape iria soltar sua língua ferina para a morena, mas um flash o distraiu. Virou para onde vinha aquele clarão pronto para amaldiçoar o desgraçado que quase o cegara com a porcaria da máquina.

– Oh, mas vocês ficam lindos juntos...- comentou Skeeter sorrindo diabólica.

– O quê está fazendo aqui Skeeter?- bradou Hermione parando de dançar.

– Estava só de passagem, querida. Estava fazendo um artigo sobre as perdas e ganhos da guerra. Mas ao ver como estavam tão bem juntos, dançando e sorrindo...não pude deixar de fotografar os Heróis da Guerra.- explicou calmamente como se falasse do tempo.- Creio que esse seja o certo, não?- indagou apontando para Severo. Uma alusão a real paternidade dos filhos de Granger. Se sua suposição estivesse certa, aquilo era digno de primeira página.

– Escuta aqui, Skeeter, se eu ver meu rosto, meu nome ou dos meus filhos mais uma vez naquele jornaleco em que você trabalha, vai querer nunca ter cruzado meu caminho.- cruciou ameaçadora para a repórter.- Fui clara, "querida"?- ironizou.

– Perfeitamente.- cuspiu a mulher antes de sair da frente da Griffana.

– O que houve aqui?- perguntou confuso e com a sobrancelha arqueada.

Hermione não respondeu, foi a procura dos filhos, queria se certificar de que a cobra da Rita não o estava perturbando-os.

Snape praguejou contra a repórter que estragara seu momento com a morena. Sem ver onde a professora se metera, foi beber mais um pouco. Teria outra oportunidade de perguntar o que raios aquela sanguessuga queria dizer com "Creio que esse seja o certo".

***

Ted esperava ansioso por Victoire na entrada do Salão Principal. Seu traje era azul escuro, e o lenço da lapela era amarelo. Seu cabelo a cada minuto mudava de cor. Teria a Corvina mudado de ideia e lhe dado um bolo?

Seu nervosismo foi apaziguado ao ver a loira vindo em sua direção. Os fios loiros estavam presos em uma trança que caía nas costas, seu vestido era longo e prateado. Ela não era veela, mas sua beleza era comparável a tais criaturas.

– Entramos?- indagou o metamorfo lhe dando o braço cordialmente.

– Entramos.- afirmou rubra se enlaçando no rapaz. O Luffano estava mais belo que ela achava ser possível.

Se juntaram aos amigos que assistiam a dança dos professores.

***

James estava impaciente, já era hora do Baile e todos já tinham ido para o Salão Principal com os seus pares, menos ele, é claro, que por sua vez estava esperando uma Sonserina teimosa.

Droga! Ela falou sério quando disse que não ia.

Ele se encaminhou para as Masmorras, e ficou procurando a porta ou algo do tipo, para entrar no Salão Comunal, mas só aí se lembrou que a tal entrada só aparecia para um verdadeiro Sonserino, coisa que James nunca seria, nem se nascesse de novo. Avistou Scorp e Alvo no final do corredor, vindo em sua direção, ambos gargalhando, de certa aprontaram algo.

– Perdeu o rumo da festa? — Questionou o irmão, ao se aproximar.

– O quê vocês estão aprontando, em? — Replicou, não respondendo a pergunta anterior.

– Você sabe, os alunos do primeiro ao terceiro ano não podem participar do Baile, então eu e o Scorp fomos de penetras, para ver o tio Ron... mas o Filch nos achou. — Explicou o moreno.

– Ele e a aquela gata demoníaca... — Completou Malfoy.

– Papai não vai gostar de saber disso...- pontuou Jay.

– Até parece, Harry Potter o cara que mais quebrou regras... Mas o quê você faz aqui? — Estranhou Scorp.

– Vim buscar a Lizz...

– Irmão, me desculpe dizer... mas você é muito iludido. Desencana dela, véio. Ela não está nem aí pra você, garotas assim não valem a pena... Olhe ao seu redor, tantas meninas, pra quê ficar perdendo tempo com ela? Existem mais bonitas. — Tentou aconselhar, com ar de pessoa experiente.

– Nossa, obrigado pelos seus conselhos, estou anotando todos, devo lhe lembrar que você ainda é BV? E outra... a Lizz vale a pena sim e eu não pedi sua opinião.

– É... ela é Sonserina e bonita... — Divagou Malfoy

– Vocês vão me ajudar ou não? — Inquiriu James, cansado de tanto papo furado.

– Nós podemos lhe ajudar a entrar no Salão Comunal...- começou Alvo.

– Sério?

– Com uma condição...- pontuou o menino.

– Era bom demais pra ser verdade... Droga Alvo, você é meu irmão.

– O quê você tem para me oferecer?

– A capa da invisibilidade... Por dois dias. — Ofereceu

– Uma semana — Interveio Malfoy.

– É, isso mesmo. Uma semana — Concordou Alvo.
– E mais o mapa do Maroto...

– Ah não... O mapa não.

– Tá, então durma aí fora.

– Ok ... está certo — Você me paga, Elizabeth.

– Eba... — Festejaram os mais novos.

***

Então James, após se despedir dos " amigos " — que estavam mais para amigos da onça — avançou para o Dormitório das meninas, onde o Mapa do Maroto dizia que a garota estava.

Depois de entrar no tal quarto, viu-a deitada, lendo. Como ela conseguia ler tanto?

– Lizz? — Chamou-a.

A garota abaixou o livro, para ter certeza de que não estava ficando louca. É, não estava. Potter estava vestido com traje à rigor. Razoável. Pensou vendo que até o cabelo dele estava menos bagunçado.

– James... o quê faz aqui?

– Vim te buscar, não está óbvio?

– Tenho a leve impressão de ter deixado claro que não iria... muito menos com você.

– Claro, você prefere ficar aí, remoendo as decepções, do que ir se divertir como todo mundo, como o Ted a Vick, até seu irmão. Aposto que você está com vergonha. — Bem, ela não queria ir por bem... então, ele teria que jogar de forma suja.

– Não estou não... Eu só...

– Está vendo, está sim. Como você é covarde... — Debochou rindo.

– Ora, eu vou provar para você. Eu vou nessa porcaria de festa, está certo?- anunciou se levantando.- Mas, eu estou avisando... se você fizer alguma gracinha... — Advertiu, estreitando os olhos.

– Não irei fazer nada que você não queira. — Teve que conter o meio sorriso, por finalmente ter convencido-a.

– Então não respire. Vou me trocar, espere-me lá fora...


***



Vinte minutos depois...

A Sonserina irrompeu pela porta do Dormitório, indo em direção ao garoto, que ficou deslumbrado, a moça trajava um vestido Prata, que parecia ser de seda, longo, e os cabelos cacheados soltos, não usava muita maquiagem, ela não precisava.

– Você está tão...

– Eu não quero saber. — Interrompeu-o, sem interesse algum.

Ambos caminharam até o Salão Principal e se juntaram aos outros. A garota não estava nem um pouco afim de ficar ali, vez ou outra dizia alguma coisa aos amigos e olhava para sua mãe, que estava muito bonita, dançando com todos os professores, um em especial. Snape. Eles pareciam conversar. Estavam agarrados demais ou era impressão dela? Bem, sua mãe era solteira, então não havia problemas, havia?

– Nossa, Elizabeth, você é muito estranha, dê pelo menos um sorriso. Pra quê esse mau humor todo!? — Demandou Vick, sorridente.

– E daí que sou estranha? Pelo menos não sou uma boneca de porcelana que necessita de todos ao redor! — Respondeu ferina.

– Ei, parem... Vamos subir para o quarto da Mamãe, lembram do plano? Vamos aproveitar que ela não está prestando atenção em nós! — Anunciou, Prince.

– Vamos — Disseram todos em uníssono.

***

Os seis tão se dirigiram para a ala Grifinória, até o dormitório da Diretora da casa, a porta do quarto era protegida por um Duende, muito mau-humorado, que não ia com a cara de Prince, e isso era, de fato recíproco.

– Sua mãe não está aqui — exclamou a criatura, quando eles se aproximaram.

– Nós sabemos, agora abra logo essa porcaria. — Replicou Prince, impaciente.

– Garotinho desaforado. — Resmungou o quadro.

– Vai logo, antes que eu queime você, garanto não fará falta.

– Qual é a senha?

– Vermelho e Dourado. — Assim que disse, o quadro se moveu, e todos entraram.

Eles se espalharam, procurando alguma coisa suspeita, fuçaram aqui e ali, e nada, até que Prince encontrou a mesma carta, a mesma que encontrara um tempo atrás... Começou a lê-la rapidamente e ao final, encontrou somente a assinatura " S.S "

Chamou os amigos e os cérebros começaram a trabalhar, no entanto nenhum deles chegou à conclusão alguma.

***

Hermione procurava seus filhos pelo Salão, precisava alertá-los de que a Skeeter estava por ali.

Não os encontrava em canto algum. Viu Rony se aproximar dela.

– Mione, já estou indo. Parto amanhã cedo...- anunciou o ruivo.

– Ron, viu as crianças por aí?- perguntou aflita.

– Que crianças?- estranhou.

– Meus filhos, é claro!

– Mione, eles não são mais crianças...- riu o amigo.

– Pra mim sempre serão.- decretou.

– Devem estar andando por aí, logo eles aparecem.- garantiu.- Poderia me pegar meu cardigã? O deixei na sua sala.

– Certo, se ver as crianças diga para tomarem cuidado com Skeeter.- pediu saindo da festa.

A mulher andou até seus aposentos repassando a situação peculiar que se passou no baile. A dança, a conversa, o olhar que Severo lhe lançava...

– Granger.- chamou a pessoa que não saía de sua cabeça.

– Estou ocupada agora, Snape.- informou sem se virar, o que irritou o professor.

– Eu não lhe perguntei se está ou não.- falou emparelhando seu andar ao dela.- O que aquela jornalista quis dizer com Creio que esse seja o certo...?

Ganger ficou muda. Não iria dizer que a cobra mor estava especulando a paternidade de seus filhos. Não! Ele me insultou, imagina o que fará se souber a verdade.

Entrou em seus aposentos sendo seguida pelo homem.

– Responda logo, Granger!- exigiu.

Os seis jovens que já estavam preparados para saírem do quarto, recuaram imediatamente ao ouvirem duas vozes conhecidas, esconderam-se dentro do quarto, próximos à porta, deixando apenas as cabeças para fora, para ver o quê estava acontecendo.

– O que quer Snape? Skeeter é louca, adora me atormentar pelo o que eu lhe fiz no quarto ano...- comentou pegando o casaco do Ronald.

Ao se virar deu de cara com Severo lhe olhando possessivamente. Olhar que fez seu coração dar saltos dentro do peito.

Snape nem sabia o porque estava ali exigindo um resposta para uma questão que pouco lhe importava.

E aquela sala estava ficando abafada, ou era impressão dele? Estava parado a poucos metros da morena. Querendo exinguir a distância e provar daqueles lábios novamente. Maldito FireWhisky! Somente estando levemente bêbado para estar cogitando a ideia de agarrar a mulher.

– Se era só isso, pode ir, Snape.- falou a professora.

O homem tomado de um impulso, coisa que fazia tempos que não fazia, andou a passos largos e lentos até ela.

Aquilo tudo era confuso, o quê o professor Snape queria com sua mãe? Se perguntava Prince.

– Snape...- chamou vendo que ele avançava para ela igual ao leão que cerca sua presa.- Snape...- recuou se encostando na mesa.- Severo!- sussurrou.

O homem queria aquilo desde o momento em que a viu. Aquela boca parecia um chamariz o conduzindo ate ela. Ela é casada! Lhe alertou sua mente. Foda-se o cabeça de fogo! Rugiu capturando os lábios que sentia saudades.

Por Salazar! Por Godric! Por Rowena! Por Helga! O quê era aquilo? Sua mãe e o professor Snape se beijando... Aquilo era... estranho.

Os jovens se entreolharam, torcendo o rosto e murmurando um " eca "

– Tia Mione rapidinha, em... — Cochichou James rindo.

– Severo Snape... S.S — sussurrou Prince, pensativo, olhou para os amigos que pareciam ter chegado a mesma conclusão.

– É isso — Disseram em harmonia, assustando os dois professores que pensavam estar sozinhos.

PRECISAMOS DA OPINIÃO DE VOCÊS

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Gente, é o seguinte, nós achamos que escrevemos super bem juntas, então decidimos criar outras Snamiones, no entanto precisamos da opinião de vocês para escolher a próxima que devemos escrever. São duas; Uma em Universo Alternativo e a outra no Mundo de HP mesmo. Vamos colocar a sinopse aí em baixo e vocês decidem pelos comentários, Ok?

Lembrando que essa sinopse é apenas uma simulação, algo básico.

Universo Alternativo: Hermione está em seu terceiro ano do Ensino Médio, é uma adolescente totalmente comum; trabalha, namora. Porém muitas coisas mudam quando sua mãe resolve se casar novamente, Hermione não se dá muito bem com o padrasto e resolve ir morar com seu pai Sirius e junto com seus outros amigos; Lupin, Tiago, Pedro e Snape. ( Eu sou péssima em sinopses, então essa ficou uma porcaria, essa fic terá mais comédia e tals, ela é muito maluca, mostra as personagens nuns papéis que vocês nunca imaginariam, ela tem muito mais à revelar do que essa sinopse, além de retratar bastante o preconceito sobre a idade entre outros tipos de preconceitos que as pessoas usam contra esse shipper)

Mundo HP: O diretor de Hogwarts, Severo Snape, está cansado de ver sua melhor professora em depressão após a morte de seu marido. Ela já não se empenha mais em dar aulas, está sempre abatida e chorando pelos cantos do castelo. Snape sabe o que ela está passando. Passou pela mesma coisa quando Lilly morreu. Mas conseguiu se recuperar. Por que ela, a sabe tudo não conseguiria? Talvez ela precise de um amigo com quem conversar...mas isso Severo não podia ser, ele nunca tivera um amigo, e nem saberia como agir se o tivesse. Porém, não iria ficar vendo aquela brilhante profissional acabar consigo mesma. ( Essa foi ideia da Anne, é uma fic onde prova que o ódio pode sim, se transformar em amor, ou algo mais)

Lembrando que faremos as duas, só precisamos saber qual que vocês querem que seja escrita primeiro. Comente, sim? Obrigada, de nada.

Notas finais
Eu coloquei o trecho pedindo a opinião de vocês novamente, para aqueles que não comentaram. O quê custa dar a opinião de vocês, em? Já falei e vou repetir, ou vocês comentam ou postarei um capítulo à cada duas semanas. Estamos com 47 favoritos, favoritem para chegarmos aos 50, por favor. E se possível recomendem. Até segunda e beijos ~Naomi