Lost Memories - Snamione
34 Desassossego
Notas iniciais

– Ou devo dizer Weasley? — o desprezo ao pronunciar o sobrenome era quase tangível.
Ah sim, agora Hermione tinha compreendido.
– Oh não... você entendeu tudo errado. — declarou, quase sorrindo.
– Eu entendi perfeitamente bem, Srª Weasley. — dizendo isso, afastou-se um pouco dela, ficar perto assim era demais para seus nervos.
– Deixe-me explicar.- pediu desesperada.
– Suas explicações são irrelevantes... Eu os vi na estação, não tente me fazer de tolo. — elevou um pouco a voz, nas últimas palavras. O quê ela queria? Negar?
Hermione franziu o cenho, tentando encontrar em sua mente algo que comprovasse as palavras dele...
– Estação? — já fazia um bom tempo que Ronald não a acompanhava em tal local. Exceto naquele dia... Mas, já fazia tanto tempo... Será? Não... não, Severo não ficaria tanto tempo sem procura-la.
– Faz quanto tempo que você está vivo?- perguntou estreitando os olhos.
– Isso não lhe convém saber.
– Há quanto tempo, Severo? — repetiu a pergunta entre os dentes, já perdendo a paciência.
– Quatro anos.- respondeu simplesmente.
– Como assim quatro anos? Isso não faz sentido. — proferiu mais para si mesma, do que para ele. — E os outros onze anos?
– Fiquei em coma, num maldito hospital trouxa, e pelo que notei foi tempo suficiente para você se entregar a qualquer um... Logo você... Hermione .- O nome dela nunca foi dito, de alguma forma ele sentia que não tinha mais esse direito. Pelo menos não em voz alta.
– Mas quem... Draco... — concluiu num sussurro.
– Sempre a intragável sabe-tudo ... — ironizou.
– Por que ele não me contou!?
– Ele não queria lhe dar falsas esperanças, de que um dia eu fosse acordar. No entanto, me arrisco a dizer que a minha ausência lhe fez muito bem.- pontuou a fitando. Ela estava ainda mais bonita. O tempo foi generoso para com ela.
– Não diga o que não sabe! Onze anos, Severo, onze anos!- bradou.- Por que fez isso? Eu teria dedicado os onze anos da minha vida para cuidar de você, somente com a esperança de que você abriria os olhos outra vez. E você os abriu, mas eu não estava lá. E quando eu tinha a oportunidade de vê-lo vivo você some por mais quatro anos...- falava aturdia.- É isso mesmo?- indagou ainda incrédula.- Eu morri todos os dias com a sua falta, esperando por você, tentando me convencer de que você não iria voltar, mas você podia. VOCÊ PODIA E NÃO O FEZ!- era impossível Hermione explicar o que sentia naquele momento, não era ódio, não era raiva... talvez decepção.
– Minhas palmas, Granger, a sua atuação foi apreciável, confesso que estou até... emocionado, não, acho que exagerei.- se ele não tivesse visto com seus próprios olhos ela com o cenoura ambulante, já estaria com a mulher em seus braços.
– Por que está agindo assim? — as lágrimas já escorriam pelos olhos amendoados.
Severo se aproximou dela, ameaçadoramente, como um predador e disse entre os dentes.
– Por que?! Por que?! Você tem filhos com ele! Filhos!- sibilou.- Por acaso achou que eu fosse idiota o suficiente para lhe dizer que morri de saudades, cair ao seus pés dizendo o quanto eu te amo? Pra quem jurava amor eterno...- Snape queria fugir a enfrentar aquela dor que a muito ele enterrara em seu peito. Nunca a esquecera, talvez nunca a esquecesse, mas ela não era mais sua. O Sempre, não dura para sempre.- Suas promessas não valem merda nenhuma, são tão insignificantes quanto você, em minha vida a partir de agora.
– ELES NÃO SÃO FILHOS DELE!!- gritou exaltada. O homem estava sendo cruel com as palavras, as quais a feriam profundamente.
– São de quem então?- desdenhou.- Eu realmente nunca pensei que você fosse uma mulher promiscua, Granger. Deixe-me lembrar com quantas famílias você já se envolveu: Snape, Potter, Weasley, McLaggen, Krum... Deve haver outras, que tal os Malfoy, ou os Dumbledore? Deseja acrescentar mais alguma? — falou sarcástico.
O barulho do tapa em seu rosto ecoou por todo o cômodo como palavras não ditas. O tapa em si, não doeu. Foi o olhar dela que lhe mostrou que havia passado dos limites.
– Voltar dos mortos não lhe fez bem, Snape. — Hermione fez questão de grifar bem, seu sobrenome.
– O que não está me fazendo bem é a sua presença. Fora, Granger... — Caminhou até porta, abrindo-a e com um gesto indicou a saída.
– Eu ainda não... — antes que ela pudesse terminar, Severo pegou-a pelo braço e jogou-a porta a fora.
– Eu disse FORA! — e fechou-a num estrondo, que seria capaz de derrubar o Castelo.
Encostado ofegante na porta, desolado, ele escorregou até chegar ao chão, sem saber que do outro lado Hermione fazia o mesmo. Ambos em choque pela discussão que tiveram. Nenhum dos dois pensou que ver o outro seria tão doloroso. Se houvesse uma maneira de arrancar aquele sentimento de dentro do peito, naquele instante, certamente eles o fariam.
~~Lost~Memories~~
Granger chegou em seus aposentos com dificuldade em respirar. Seu corpo ainda tremia de nervos. Aquele não podia ser Severo. Parecia mais amargo, mais duro, como se nunca tivessem tido nada. Era como se o Severo que ela conheceu nunca tivesse existido.
A mulher se jogou na cama e abraçando o travesseiro se deixou chorar. Aquela dor que marcava seu peito como ferro em brasa, estava deixando-a sufocada. Um buraco se abria, onde o sentimento costumava ficar.
Droga!
Praguejou secando o rosto. Mais uma vez chorando por Severo, mas agora ele estava há poucos metros dela, vivo e respirando...pouco se importando para o que ela sentia. Se ele não se importa, tampouco serei eu a me importar. Ele não merece mais minhas lágrimas.
Se levantou e sentou-se a mesa pegando pergaminho e pena. Iria exigir explicações de Draco. Malfoy não podia ter feito aquilo com ela. Não podia ter escondido a verdade todo esse tempo. E Luna? Ela vira seu sofrimento e ficara calada?
Carta? Não, eles merecem outra coisa... concluiu sorrindo de lado.
" Malfoy, achei que depois de tantos anos essa sua implicância comigo tinha se extinguido. Mas pelo visto não.
Me esconder que Severo estava vivo, em coma, necessitando de cuidados foi a pior coisa que me fez em todos esses anos que nos conhecemos.
Se sua intenção fosse me ferir, me deixar mal. Conseguiu. Espero que esteja satisfeito.
E Luna, achei que eramos amigas. Por que me escondeu isso sabendo o quanto eu sofria, o quanto desejava ter Severo novamente?
Realmente não entendo...mas isso não faz diferença agora. Esse homem que diz ser Severo, eu não conheço.
H. G"
~~Lost~Memories~~
Tinha de ser assim. Isso já tinha acontecido uma vez, não da mesma forma é claro, entretanto eram as mesmas sensações, as mesmas emoções, a mesma angustia... não... dessa vez era pior.
Inferno! Por que tinha que ser tão dependente assim de uma mulher? Tinha se enganado por quatro insuportáveis anos, fingindo que tinha esquecido-a, tentando em vão se convencer de que ela não era nada e falhando miseravelmente.
Quantas vezes teve de se repreender por pensar tanto assim nela, praguejando por ser um idiota? Quantas vezes se segurou para não largar tudo e ir atrás dela e quantas vezes se contentou em apenas observa-la de longe, só para garantir que ela estava bem e depois disso voltava para seu refúgio com o coração em mais pedaços do que antes.
E agora...? Agora não podia mais entrar em sua vida, atrapalha-la, ela tinha uma família... filhos! filhos com outro e não podia perdoa-la por isso, tinha seu orgulho.
Não iria interferir em sua vida, ela merecia ser feliz, merecia ter o que ele nunca pode lhe dar e nunca poderá... Por que amar é assim, não é? Por mais que esse pensamento fosse estúpido, ele queria acreditar... Acreditar que amar não significava estar junto, mas talvez querer ver a pessoa feliz, mesmo que não seja com você... mesmo que isso custe a sua felicidade.
~~Lost~Memories~~
– Então, como foi?- inquiriu Alvo assim que McGonagall entrou no gabinete.
– Foi como esperávamos. Severo sequer lhe dirigiu a palavra.- informou se lembrando da distância em que ficaram Snape e Granger.- Tenho minhas dúvidas se isso dará certo, Alvo.- confessou.- Pela forma que ele me olhou, acredito que agora sabe qual foi minha real intenção ao trazê-lo aqui...
****FLASH BACK ON****
Minerva analisava alguns pergaminhos, estava procurando um professor para o cargo de Mestre em Poções. Horácio Slughorn queria deixar o castelo, alegava estar velho e queria aproveitar a vida em algo mais agradável que uma sala com alunos.
Para McGonagall nenhum candidato era bom o suficiente para os padrões de Hogwarts.
– Procure o quanto quiser Minerva, sabe que a pessoa perfeita para esse cargo é Severo...- comentou o retrato de Dumbledore.
– Eu sei, mas ainda não o encontrei, Alvo. Creio, que se ainda não o encontramos, é porque ele não quer ser encontrado.- pontuou a mulher esfregando a testa.
– Então levante-se daí, porque ele está em sua casa na rua da Fiação.- a senhora olhou cética para a pintura.- Um quadro me disse que ele acabara de entrar lá. Rápido Minerva, ou o perderemos novamente!
McGonagall apanhou seu chapéu e foi para a lareira. Iria de flú.
Snape procurava na estante da sala, da medíocre casa um livro, o qual seria útil para uma poção que ele pensava em criar.
Depois que se foi para Austrália, procurou um lugar onde poderia residir. A casa era relativamente grande, o suficiente para uma loja onde vendia os preparados dos caldeirões.
Fabricava poções que serviam para, desde uma simples enxaqueca até para curar cortes profundos sem deixar cicatrizes. Uma vez ou outra aparecia um cliente querendo algo que não existia. E ele se propunha a inventar. Coisa que pra ele era fácil.
Depois de quase quatro anos, aquela vidinha estava cansando Snape. Era calma demais para alguém que viveu com a adrenalina constantemente. Sentia falta de algo. Ou seria alguém? Pare de pensar nela, maldito! Se ordenou mais uma vez. Não tinha um dia nem noite em que não pensava na Griffana. Era um martírio viver com a sombra do passado o assolando.
Rosnando por ainda pensar na morena socou a estante derrubando os livros que voltaram para o lugar, com um floreio da varinha do homem.
Um barulho vindo da sala o levou até esta. E foi com espanto que viu Minerva se limpando das cinzas em seu vestido.
– Tenho que bloquear essa droga de lareira.- divagou friamente.
– Oh!- se assustou a senhora.- Severo! Não sabe como estou feliz em lhe ver.
– Tem razão, não sei.- desdenhou.- O que veio fazer aqui, Minerva? Acredito que não é apreciar a decoração.
– Sempre o mesmo Sonserino...- riu.- Estou aqui para lhe chamar a voltar para o castelo. Quero que seja nosso Mestre em Poções novamente.
– Dispenso.- afirmou votando para a estante procurar o livro.
– Considere, Severo.- pediu.- Nossos alunos merecem um brilhante professor como você.- cruciou a senhora.
– Me bajular não vai me convencer.
– Sua Casa está sem diretor, e os candidatos que tenho em mãos, não estão à altura do cargo.- o homem mantinha a face indecifrável.
Voltar a Hogwarts poderia ser bom depois de anos sem lecionar. Não que ele goste de fazer isso, mas era divertido ver como os alunos o temiam.
– Peço que pense na proposta, Severo. Não quero contratar um professor qualquer, quando posso ter o melhor.- pontuou Minerva.- Espero sua coruja.- disse voltando para a lareira e sumindo entre as labaredas esverdeadas.
****FLASH BACK OFF****
~~Lost~Memories~~
Poucos dias depois...
Os alunos estavam agitados com o baile de Halloween. Havia aqueles que esperavam serem convidados, e aqueles que estavam correndo para convidar as garotas mais bonitas do castelo.
Lupin caminhava para os jardins naquela tarde. Teria que correr em convidar a menina se quisesse ir com a Corvina ao baile. Como toda a tarde, ela estava nos bancos do jardim com suas amigas de Casa. Seus cabelos começaram a ficar num tom de magenta, quase roxo. Há muito gostava da garota, mas ela era sempre evasiva, parecia indiferente a ele.
– Vick? — chamou incerto, tentando conter a vermelhidão que se apossava de seu rosto. As garotas que estavam com a loira se despediram dela e saíram soltando risinhos.
– Você não tinha aula de Adivinhação agora?- inquiriu vendo-o se sentar ao seu lado.
– A professora entrou em transe e tivemos que sair.- o jovem deu os ombros.- Mas então, queria saber se você quer ir comigo no baile de Halloween? — perguntou contendo a respiração.
– Quero.- disse evitando olhar para o metamorfo. Gostava dele, mas temia a reação dos familiares caso eles tivessem algo. Eram praticamente primos! Mas não são, cantarolou sua consciência.
– Sério?- se espantou. Uma garota como ela ira querer alguém mais interessante que ele.- Quero dizer, legal.- sorriu disfarçando.
A loira riu do embaraço do rapaz. Para ela, Ted era gentil, a forma como ele a tratava a deixava encantada pelo Lufano. Sentia que, por mais que ele fosse alegre e sorridente, ela sabia que ele sofria por não ter conhecido os pais, por não poder conviver com as pessoas que eles foram. Seus pais lhe disseram que eram ótimos bruxos. A julgar pelo jeito do menino, deveriam ser mesmo.
– É, vai ser legal.- confirmou sorrindo para Lupin.
~~Lost~Memories~~
Em sua mesa na sala de aula, Snape observava os alunos prepararem suas poções, Grifinórios e Sonserinos. Sua atenção era nos irmãos Weasleys. Algo neles o perturbava. Weasleys mais estranhos que já vi. Onde estão os cabelos ruivos, os olhos azuis, o cérebro do tamanho de um grão de mostarda e o medo ante minha presença? De certa, e por sorte, puxaram Hermione...Granger! Praguejou por estar pensando na morena. Não interessa a quem se parece os irmãos, não era da sua conta.
Se levantou e começou a andar pelas bancadas averiguando o andamento das poções. Mais uma vez, a melhor era dos irmãos Weasley. Ficou parado atrás destes vendo com assombro a forma como as mãos de ambos eram habilidosas no manuseio dos instrumentos usados no preparo da poção. Granger os ensinou bem. Constatou.
– Algum problema, professor?- perguntou Prince erguendo a sobrancelha para o homem que parecia sempre pegar no seu pé.
– Nenhum, sr. Weasley. Só estou pensando a sorte que vocês têm em não terem herdado nada de seu pai...- disse sarcástico.
– Primeiramente, é Granger, senhor.- retrucou calmamente ainda preparando sua poção.- E herdei sim, algo do Ronald, — Lizz olhou para o irmão com espanto, não era ele quem questionava o parentesco com o ruivo?- minha habilidade em inventar meios engraçados de vingança...- sentenciou sorrindo de lado.
– Isso seria uma ameaça, sr. Weasley?- questionou acentuando o nome da família de ruivos.
– Mas é claro que não, senhor.- ironizou sorrindo enquanto engarrafava a poção e colocando o nome de forma grande e clara: Granger.- Aqui está professor, uma poção fortalecedora.- estendeu o frasco para o homem. Lizz se limitou a segurar o riso. Seu irmão às vezes era muito obtuso.
Severo franziu a testa, aquele garoto o estava desafiando? Tinha que ser filho da irritante sabe-tudo. Ruminou moendo o queixo e pegando o frasco.
– Estão dispensados Sr. e Srta. Weasley.- anunciou voltando à sua mesa.
– É Granger!- rosnou Prince saindo da sala.
~~Lost~Memories~~
Char e Prince agora estavam na Biblioteca estudando história da Magia e Poções, a garota não era muito boa em Poções, por isso, Prince tentava ajuda-la, não queria que aquele carrasco a tratasse mal, por algum erro cometido em aula.
Já Charlotte mal prestava atenção nas lições, estava intrigada com um certo grupinho de garotas que não parava de olhar para o rapaz, que a cada dia ficava mais bonito, o que atraía as garotas. Algumas interesseiras, pois ele era filho de Heróis da Guerra.
Nesses anos que se conheciam Char já conseguira notar que Prince era meio lento pra certos assuntos, e às vezes, ela quem tinha que tomar certas iniciativas, assim como faria agora...
– Eii... Eii, Prince... — Já era a terceira vez que o chamava, ele estava muito entretido lendo um livro de Poções.
– Hum... — Murmurou sem tirar os olhos do que fazia.
– Huh... Já que, pelo que sei você não tem par para o Baile assim como eu, pensei que poderíamos ir juntos...- começou incerta.
– Baile? Hãn? Que baile? — estranhou erguendo uma sobrancelha.
– De Halloween, é claro.
– Ah... é... Tinha me esquecido. Ok, podemos ir sim. — Aceitou, um pouco feliz por ela ter lhe convidado, dentre tantos outros garotos.
– É... como amigos.- cruciou, mesmo não querendo que assim fosse.
– Aham... como amigos... — Murmurou, sem saber o motivo de aquilo tê-lo deixado desanimado.
– Sua mãe vai estar lá...
– E o que tem?
– Enquanto ela estiver ocupada poderemos dar uma olhada nas coisas dela, sabe... eu andei pensando, você nunca encontrou uma carta, um presente algo assim, que seu suposto pai possa ter enviado para ela?
– Agora que você disse, eu me lembro de uma carta... mas, eu não consegui ler tudo, pois minha mãe entrou no quarto e eu tive que disfarçar. Parecia ser uma carta de alguém muito preocupado pela forma que começava a carta. Eu não li tudo.
– Está vendo!- pontuou.
– É mesmo, Char. Boa ideia!
~~Lost~Memories~~
Elizabeth estava voltando para o salão comunal da Sonserina, a fim de estudar um pouco antes do jantar. Pretendia concluir seu caminho em paz, no entanto quando virou um dos corredores das Masmorras, teve vontade de voltar para trás. Uma pessoa lhe esperava, justo aquela que Lizz não tinha nenhum prazer em ficar próxima. James.
– E aí ... — Cumprimentou ele, seguindo-a, já que ela não parou nem para olhar em sua cara.
– Oi — retornou Lizz, sem nem ao menos tirar os olhos de seu caminho.
– Nossa, que 'oi' mais seco.
– Oi molhado pra você, então. — Rebateu já sem paciência.
– Adoro a sua ironia. — confessou, num sorriso.
– Oh! Então você sabe o que é ironia? Confesso que estou pasma, muito me surpreende você saber o significado de alguma palavra, sem precisar soltar alguma pérola antes. — Debochou, sem emoção.
– É... sobre... o Baile de Halloween... vo-você já tem algum par? — Perguntou, tropeçando nas palavras.
Elizabeth gostaria muito de ir ao baile, entretanto o garoto com quem gostaria de ir acompanhada, já tinha convidado outra. E embora não demonstrasse estava totalmente destruída por dentro.
O quê Victoire tinha que ela não tinha? Tudo. Gritou uma voz dentro de sua mente, que sempre insistia em lhe deixar pra baixo.
A Sonserina recebeu alguns convites, os quais recusou todos da forma mais rude que pode. Definitivamente não tinha mais ânimo algum, e pra terminar de acabar com a porcaria do seu dia, aparece aquele panaca do James, com a cara mais lavada do mundo, provavelmente querendo que ela seja seu par. Nunca! Não, não queria ficar falada por ser mais uma em sua lista. Chega de coisas dando erradas em sua vida... Chega!
– Não. — pontuou, um tanto quanto grossa.
James ficou feliz por sua resposta. Tinha passado a noite e praticamente o dia inteiro pensando em como faria para conversar sobre isso com ela. Era sua chance, chance de talvez mostrar à ela de que não era só mais uma... Tantas meninas ficaram ao seu encalço implorando para que ele as convidassem, mas James queria ela e nenhuma outra.
– Ah... — Pigarreou — Você gostar...- começou.
– Não. — Interrompeu-o
– Não? — Demandou, um tanto surpreso pela resposta da moça.
Potter nem havia notado que tinha parado de segui-la, ficou parado no meio de um corredor com um ponto de interrogação estampado na cara.
Lizz por sua vez, caminhou de volta até ele, e olhando-o nos olhos disse:
– É... é isso mesmo que você ouviu. Não, eu não quero ir com você naquele baile inútil. — Confirmou ferina, voltando a andar.
– Mas por quê? — Voltou a segui-la — Ah... já sei. Ted — bufou, voltando a segui-la.
A garota limitou-se a ficar calada.
– Só lhe digo uma coisa, Elizabeth, você vai comigo pra aquela festa, querendo ou não. Eu fiquei horas criando coragem para vir aqui feito um idiota convida-la e não aceito uma resposta negativa...
– É mesmo? — Questionou em desafio.
– É mesmo!- afirmou no mesmo tom.
– Veremos.
PRECISAMOS DA OPINIÃO DE VOCÊS
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Gente, é o seguinte, nós achamos que escrevemos super bem juntas, então decidimos criar outras Snamiones, no entanto precisamos da opinião de vocês para escolher a próxima que devemos escrever. São duas; Uma em Universo Alternativo e a outra no Mundo de HP mesmo. Vamos colocar a sinopse aí em baixo e vocês decidem pelos comentários, Ok?
Lembrando que essa sinopse é apenas uma simulação, algo básico.
Universo Alternativo: Hermione está em seu terceiro ano do Ensino Médio, é uma adolescente totalmente comum; trabalha, namora. Porém muitas coisas mudam quando sua mãe resolve se casar novamente, Hermione não se dá muito bem com o padrasto e resolve ir morar com seu pai Sirius e junto com seus outros amigos; Lupin, Tiago, Pedro e Snape. ( Eu sou péssima em sinopses, então essa ficou uma porcaria, essa fic terá mais comédia e tals, ela é muito maluca, mostra as personagens nuns papéis que vocês nunca imaginariam, ela tem muito mais à revelar do que essa sinopse, além de retratar bastante o preconceito sobre a idade entre outros tipos de preconceitos que as pessoas usam contra esse shipper)
Mundo HP: O diretor de Hogwarts, Severo Snape, está cansado de ver sua melhor professora em depressão após a morte de seu marido. Ela já não se empenha mais em dar aulas, está sempre abatida e chorando pelos cantos do castelo. Snape sabe o que ela está passando. Passou pela mesma coisa quando Lilly morreu. Mas conseguiu se recuperar. Por que ela, a sabe tudo não conseguiria? Talvez ela precise de um amigo com quem conversar...mas isso Severo não podia ser, ele nunca tivera um amigo, e nem saberia como agir se o tivesse. Porém, não iria ficar vendo aquela brilhante profissional acabar consigo mesma. ( Essa foi ideia da Anne, é uma fic onde prova que o ódio pode sim, se transformar em amor, ou algo mais)
Lembrando que faremos as duas, só precisamos saber qual que vocês querem que seja escrita primeiro. Comente, sim? Obrigada, de nada.
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